domingo, março 29, 2026

Política & Agro

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México impulsiona mercado do milho



Por outro lado, fatores baixistas também estiveram presentes



Por outro lado, fatores baixistas também estiveram presentes
Por outro lado, fatores baixistas também estiveram presentes – Foto: Divulgação

Segundo análise da TF Agroeconômica, o mercado do milho ganhou impulso nesta semana com destaque para o aumento das compras do México, que já adquiriu 20,3 milhões de toneladas do grão norte-americano no ciclo 2024/2025. Esse volume representa 35% das exportações totais de milho dos Estados Unidos e mostra um crescimento de 5% em relação ao mesmo período do ano passado, reforçando a importância estratégica da relação comercial entre os dois países para a sustentação dos preços.

O cenário altista foi reforçado por declarações da presidente mexicana Claudia Sheinbaum Pardo, que relatou uma “conversa muito positiva” com o ex-presidente Donald Trump sobre a melhoria da balança comercial bilateral. Sheinbaum afirmou que os secretários da Fazenda, Tesouro, Economia e Comércio de ambas as nações continuarão negociando para avançar em temas pendentes que beneficiem economicamente os dois lados, o que pode intensificar ainda mais as importações mexicanas.

Além disso, o relatório semanal do USDA revelou que as exportações americanas de milho seguem firmes, com vendas de 1.014.400 toneladas para a safra 2024/2025 — número dentro do esperado pelo mercado. O México liderou as compras com 451.400 toneladas. Também houve destaque para negociações da safra 2025/2026, que surpreenderam positivamente com 244,7 mil toneladas, das quais 184,7 mil foram destinadas ao México.

Por outro lado, fatores baixistas também estiveram presentes. O USDA informou uma melhora nas condições climáticas para as lavouras americanas, reduzindo de 26% para 20% a área com algum nível de seca. Além disso, na Argentina, a colheita de milho segue em ritmo lento, com os produtores priorizando a soja. Mesmo assim, os contratos futuros de milho em Chicago registraram leve alta: setembro fechou em US\$ 172,14 e dezembro em US\$ 176,07 por tonelada.

 





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Trigo fecha de forma mista em Chicago



A situação mais crítica ocorre no leste da Dakota do Norte



A situação mais crítica ocorre no leste da Dakota do Norte
A situação mais crítica ocorre no leste da Dakota do Norte – Foto: Divulgação

Segundo análise da TF Agroeconômica, o mercado de trigo nos Estados Unidos encerrou a quinta-feira (25) com comportamentos mistos, refletindo as condições climáticas variáveis e uma demanda ainda enfraquecida para a safra 2025/26. O contrato de maio do trigo brando (SRW) em Chicago, referência para exportadores brasileiros, teve leve alta de 0,44% (ou +2,25 cents/bushel), fechando a US\$ 515,25. Já o contrato de julho subiu 0,05% (ou +0,25 cents), encerrando a US\$ 531,00. Em Kansas, o trigo duro (HRW) subiu 0,34%, cotado a US\$ 516,00. Em Minneapolis, o trigo de primavera (HRS) fechou a US\$ 616,50, com alta de 0,41%.

A TF destaca que a melhora no balanço hídrico em regiões produtoras do trigo duro, especialmente em Kansas, ainda não é suficiente para inverter a pressão negativa. Por outro lado, Chicago teve leve recuperação puxada por compras de oportunidade, apesar do consumo internacional continuar abaixo do esperado. Minneapolis também registrou alguma melhora em áreas secas, mas ainda enfrenta preocupações com o déficit hídrico persistente.

A situação mais crítica ocorre no leste da Dakota do Norte, principal região produtora de trigo durum. Mesmo após chuvas nas Grandes Planícies, o USDA reduziu a área sob seca para o trigo de primavera de 49% para 37%. Porém, a área afetada por seca no trigo durum aumentou de 85% para 86%, número bastante superior aos 29% registrados no mesmo período de 2024.

Esse cenário reforça a volatilidade no mercado internacional do trigo, com oscilações diárias influenciadas diretamente pelas condições climáticas nas principais regiões produtoras dos EUA, ao mesmo tempo em que a demanda global permanece fragilizada.

 





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Adjuvantes agrícolas ganham selo de qualidade



O Selo de Funcionalidade é parte importante de um processo”



O Selo de Funcionalidade é parte importante de um processo"
O Selo de Funcionalidade é parte importante de um processo” – Foto: Pixabay

Diferentemente dos defensivos agrícolas, os adjuvantes utilizados na pulverização de lavouras não passam por processos obrigatórios de registro no Brasil. Essa lacuna regulatória pode representar riscos à qualidade dos produtos adquiridos pelos agricultores, segundo avaliação do pesquisador Hamilton Ramos, diretor do Centro de Engenharia e Automação (CEA) do Instituto Agronômico (IAC), vinculado à Secretaria de Agricultura e Abastecimento do Estado de São Paulo.

Para preencher essa brecha e oferecer maior segurança ao setor de adjuvantes, o CEA-IAC criou o Selo Oficial de Funcionalidade para Adjuvantes Agrícolas, iniciativa do Programa Adjuvantes da Pulverização, que já soma 17 anos de atuação. O selo funciona como uma chancela de qualidade emitida após rigorosa avaliação técnica. Segundo Ramos, mais de 40 empresas já participam da iniciativa, com mais de 100 marcas de adjuvantes submetidas aos testes conduzidos no laboratório avançado do centro, em Jundiaí (SP).

“Associado a um defensivo agrícola de alta tecnologia, um adjuvante de má-qualidade resulta em perdas relacionadas aos investimentos do produtor no controle de pragas, doenças e invasoras. Todos os testes e pesquisas atrelados ao selo de funcionalidade ocorrem no laboratório avançado do CEA-IAC localizado na cidade de Jundiaí. O Selo de Funcionalidade é parte importante de um processo que no médio prazo visa a auxiliar o estabelecimento de normas que ancorem um sistema oficial de certificação, unificado, para tais produtos”, comenta o diretor do Centro de Engenharia e Automação (CEA).

 





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Algodão sobe em Nova York com expectativa de acordo EUA-China



Cotação do algodão sobe com otimismo do mercado




Foto: Canva

Os preços do algodão nos contratos para julho e dezembro de 2025 na bolsa de Nova York registraram alta na última semana, segundo análise divulgada pelo Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (Imea) nesta segunda-feira (28). O contrato para julho foi cotado, em média, a 68,21 centavos de dólar por libra-peso, enquanto o de dezembro fechou a 69,46 centavos de dólar por libra-peso, com aumentos semanais de 2,97% e 2,57%, respectivamente.

O Imea atribuiu o movimento de alta ao “otimismo do mercado diante da possibilidade de um acordo entre Estados Unidos e China na guerra tarifária”, conforme destacou o relatório. Ainda assim, os preços permanecem inferiores aos registrados no mesmo período de abril de 2024. O contrato de julho está 16,23% abaixo e o de dezembro, 10,76% menor em relação às cotações de igual período do ano passado.

A queda anual nos preços reflete o cenário atual de maior oferta da fibra em comparação com a demanda global. “O mercado continua atento aos desdobramentos da disputa comercial entre Estados Unidos e China e às condições das lavouras norte-americanas, fatores que devem influenciar os preços nas próximas semanas”, informou o Imea.





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como identificar a doença no trigo



Fungos provocam lesões em folhas e glumas




Foto: Pixabay

A hemiltosporiose, também conhecida como mancha marrom, pode causar perdas de até 80% na produção de trigo, segundo a engenheira agrônoma Gressa Chinelato. Em artigo publicado no Blog Aegro, Chinelato explicou que a doença é provocada pelo fungo Bipolaris sorokiniana e afeta principalmente as folhas das plantas.

“As lesões podem variar conforme o clima da região”, afirmou a agrônoma. Em áreas quentes, segundo ela, a doença se manifesta com lesões elípticas de coloração cinza. Já em regiões mais frias, as folhas apresentam lesões retangulares e escuras.

Além das folhas, outros órgãos da planta também podem ser infectados. “As glumas ficam com lesões elípticas de centro claro e bordas escuras”, detalhou Chinelato.

Para reduzir os impactos da hemiltosporiose, a especialista recomenda ações preventivas. Entre as medidas destacadas estão a rotação de culturas, o uso de sementes sadias e a aplicação de fungicidas na parte aérea da planta. Segundo Chinelato, produtos à base de triazóis e estrobilurinas têm sido utilizados no controle da doença.





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Trump e líder do Vietnã concordam em discutir acordo sobre tarifas e se…


Logotipo Reuters

 

Por Khanh Vu e Francesco Guarascio

HANÓI (Reuters) – O presidente dos EUA, Donald Trump, e o líder do Vietnã, To Lam, concordaram nesta sexta-feira em discutir um acordo para remover as tarifas, disseram os dois líderes após um telefonema que Trump disse ter sido “muito produtivo”, conforme o governo vietnamita intensificou seus esforços para evitar tarifas de 46%.

Dias antes do anúncio de Trump sobre as tarifas recíprocas que atingiram duramente o Vietnã, o país já havia cortado várias tarifas como parte de uma série de concessões aos EUA, que também incluíam promessas de comprar mais produtos norte-americanos, como aviões e produtos agrícolas.

“Acabei de ter uma ligação muito produtiva com To Lam, secretário-geral do Partido Comunista do Vietnã, que me disse que o Vietnã quer reduzir suas tarifas a ZERO se conseguir fazer um acordo com os EUA”, escreveu Trump em sua plataforma Truth Social.

“Agradeci a ele em nome do nosso país e disse que espero uma reunião em um futuro próximo”, acrescentou Trump.

Lam confirmou a ligação e a promessa de cortar as tarifas sobre os produtos norte-americanos. “Ao mesmo tempo, (Lam) propôs que os EUA apliquem taxas de impostos semelhantes aos produtos importados do Vietnã”, diz uma reportagem do portal do governo do Vietnã publicada logo após a postagem de Trump.

Os dois líderes concordaram que continuarão conversando “para assinar em breve um acordo bilateral” sobre tarifas, disse o governo vietnamita, acrescentando que Trump aceitou um convite para visitar o Vietnã em breve.

O país do Sudeste Asiático, que serve como uma importante base de fabricação para muitas empresas ocidentais, teve um superávit comercial com Washington que ultrapassou US$123 bilhões no ano passado.

As ações da Nike, Adidas e Puma caíram drasticamente depois que o Vietnã foi alvo de tarifas de 46% na quarta-feira, já que o país abriga importantes operações para fabricantes globais de calçados. Mas algumas reverteram o curso após a publicação de Trump nesta sexta-feira.

Sem um acordo, a tarifa de 46% dos EUA seria aplicada às importações do Vietnã a partir de 9 de abril. O índice de ações de referência do país,, caiu 8,1% desde que Trump anunciou as tarifas há dois dias.

O Vietnã se preparava para enviar uma missão aos EUA na próxima semana, o que poderia selar um acordo sobre a compra de aviões Boeing por uma companhia aérea vietnamita, de acordo com um documento visto pela Reuters.

Separadamente, o Camboja também solicitou ao governo dos Estados Unidos, nesta sexta-feira, o adiamento da tarifa de 49% sobre seus produtos.

As taxas tarifárias recíprocas dos EUA sobre o Camboja e o Vietnã estão entre as mais altas.

“O Camboja se propõe a negociar com a administração de Vossa Excelência no momento mais conveniente”, disse o primeiro-ministro cambojano, Hun Manet, em uma carta a Trump, vista pela Reuters.





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Teste auxilia na seleção de sementes mais vigorosas



O teste possibilita prever como as sementes irão se comportar ao longo do tempo



O teste possibilita prever como as sementes irão se comportar ao longo do tempo
O teste possibilita prever como as sementes irão se comportar ao longo do tempo – Foto: Divulgação

De acordo com Raíner Kesley, Analista de Qualidade de Sementes da Sementes Jotabasso, o Teste de Envelhecimento Acerado (E.A) é uma das principais ferramentas utilizadas no Controle de Qualidade para identificar lotes de sementes com maior potencial fisiológico. O procedimento simula condições extremas de temperatura e umidade, acelerando o processo de envelhecimento das sementes e revelando sua real capacidade de germinação e vigor.

Entre os principais benefícios do teste está a predição do desempenho em campo, pois ele permite identificar quais lotes têm maior capacidade de germinar e se estabelecer em ambientes adversos. Isso contribui diretamente para a tomada de decisão técnica, facilitando a escolha dos lotes mais adequados para plantios mais exigentes e garantindo maior segurança ao agricultor.

Outro ponto destacado por Raíner é a avaliação da qualidade no armazenamento. O teste possibilita prever como as sementes irão se comportar ao longo do tempo até serem entregues ao produtor final, o que é fundamental para manter a integridade do material durante a estocagem. Além disso, o E.A proporciona mais assertividade no processo, ao detectar possíveis falhas que poderiam comprometer a emergência das plantas, reduzindo perdas no campo.

Dessa forma, o Teste de Envelhecimento Acerado se mostra indispensável na seleção de sementes mais vigorosas, elevando a qualidade dos lotes disponibilizados ao mercado e contribuindo diretamente para o sucesso das lavouras. As informações foram divulgadas  no perfil oficial de Kesley na rede social LinkedIn.

 





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Soja fecha em baixa pressionada por retração econômica


Segundo a TF Agroeconômica, os contratos futuros de soja negociados na Bolsa de Chicago (CBOT) encerraram esta quarta-feira (data não especificada) em queda, pressionados por fatores econômicos e geopolíticos. O contrato de maio, referência para a safra brasileira, recuou -0,60%, ou -6,25 cents/bushel, cotado a US$ 1034,75. Já o contrato de julho caiu -0,78%, ou -8,25 cents/bushel, fechando em US$ 1044,50. O farelo de soja para maio caiu -0,17%, a US$ 290,0 por tonelada curta, e o óleo de soja recuou -0,55%, para US$ 48,58 por libra-peso.

O recuo da soja nesta sessão refletiu a influência negativa do cenário macroeconômico dos Estados Unidos. A primeira leitura do PIB norte-americano no primeiro trimestre apontou uma retração de 0,3%, resultado que abalou a confiança do mercado e pode indicar uma possível queda no consumo doméstico, afetando diretamente a demanda por grãos. Com isso, todo o complexo da soja — grão, farelo e óleo — foi impactado negativamente.

Enquanto isso, milho e trigo conseguiram alguma estabilidade graças à abertura de negociações entre os EUA e seus principais compradores. A soja, por outro lado, segue prejudicada pela ausência de avanços nas conversas com a China, seu principal importador. As tensões comerciais entre as duas potências continuam a pesar no mercado, sem sinais claros de resolução.

A retórica do ex-presidente dos EUA, Donald Trump, voltou a ganhar destaque nas análises, ao afirmar que a China está sendo severamente atingida pelas tarifas e que espera por um futuro acordo com o país asiático. No entanto, a falta de ações concretas segue adicionando incerteza ao mercado da soja.

 





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Mercado da soja tem poucas atualizações


O mercado da soja do estado do Rio Grande do Sul tem indicações no porto, para entrega em maio e pagamento 12/05 na casa de R$ 133,00, marcando manutenção, segundo informações da TF Agroeconômica. “No interior os preços de fábricas seguiram o balizamento de cada praça. R$ 128,00(-1,54%) Cruz Alta – Pgto. 30/05 – para fábrica R$ 128,00(-1,54%) Passo Fundo – Pgto. 30/05 R$ 129,00(-0,77%) Ijuí – Pgto. 30/05 – para fábrica R$ 128,00(-1,54%) Santa Rosa / São Luiz – Pgto. meados de junho. Preços de pedra, em Panambi, caíram para R$ 120,00 a saca, para o produtor”, comenta.

A colheita de soja em Santa Catarina avança rapidamente e supera as expectativas iniciais, com produtores relatando alto desempenho tanto da soja quanto do milho. Mesmo com uma estiagem breve no oeste, a produção manteve-se elevada em todo o estado. Com cerca de 80% da safra colhida, o setor comemora os bons resultados em produtividade e rentabilidade. Hoje, no porto de São Francisco, a saca de soja é cotada a R$ 134,04.  

No Paraná, o aumento na produção ocorreu mesmo sem expansão significativa de área plantada, demonstrando ganhos de eficiência no campo. “Em Paranaguá, o preço chegou a R$ 133,86, marcando queda de 1,29%. Em Cascavel, o preço foi 122,84(-2,63%). Em Maringá, o preço foi de R$ 124,44(-1,0%). Em Ponta Grossa o preço foi a R$ 127,10(-1,40%) por saca FOB, Pato Branco o preço foi R$134,42(-0,46%). No balcão, os preços em Ponta Grossa ficaram em R$ 130,00”, completa.

A colheita de soja no Mato Grosso do Sul atingiu 99,7% da área até 25 de abril, superando a safra anterior e a média dos últimos cinco anos, segundo o SIGA/MS. Apesar do bom avanço, as lavouras apresentam qualidade mista: 48,2% em boas condições, 28,2% regulares e 23,6% ruins, de acordo com a APROSOJA/MS. A safra 2024/2025 mostra recuperação mesmo com desafios fitossanitários. No mercado, os preços da saca variam entre R$ 110,14 e R$ 120,45 nas principais praças.

Enquanto isso, o custo da soja em Mato Grosso supera R$ 4 mil por hectare. “Campo Verde: R$ 115,32(-0,32%), Lucas do Rio Verde: R$ 110,86(+0,44%) Nova Mutum: R$ 110,59(+0,20%). Primavera do Leste: R$ 115,32(-0,32%). Rondonópolis: R$ 114,92(-0,67%). Sorriso: R$ 110,59(+0,51)”, conclui.

 





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Milho misto na B3: Entenda



A pressão de baixa é resultado de um cenário favorável à produção no Brasil



A pressão de baixa é resultado de um cenário favorável à produção no Brasil
A pressão de baixa é resultado de um cenário favorável à produção no Brasil – Foto: Pixabay

Segundo informações da TF Agroeconômica, os contratos futuros de milho na B3 encerraram a quarta-feira de forma mista. Enquanto os vencimentos mais curtos permanecem pressionados pelo bom andamento da colheita da safrinha, os contratos mais longos se beneficiaram de uma leve recuperação cambial e de altas na Bolsa de Chicago. No mês, o milho acumulou perdas: maio caiu -1,78%, julho -6,92% e setembro -5,22%.

A pressão de baixa é resultado de um cenário favorável à produção no Brasil, com clima propício à colheita e maior oferta no mercado interno. Isso reduz o poder de barganha dos vendedores. Por outro lado, o dólar e Chicago contribuíram positivamente para os preços mais distantes. Os fechamentos do dia na B3 mostram queda generalizada: maio/25 fechou a R$ 76,34 (-R$ 0,07 no dia), julho/25 a R$ 67,29 (-R$ 0,07) e setembro/25 a R$ 67,78 (-R$ 0,27).

Em Chicago, o milho também fechou de forma mista, com viés positivo. O contrato de maio subiu 1,47% ou $6,75 cents/bushel, encerrando a $467,25. Já julho avançou 1,12% ou $5,25 cents/bushel, a $475,25. A recuperação foi motivada pela possibilidade de alívio tarifário nas exportações de automóveis e autopeças para parceiros estratégicos como México, Canadá e Japão, que também são importantes compradores de milho e trigo dos EUA.

Além disso, a liberação do uso do etanol E-15 ao longo do ano trouxe expectativa de maior demanda por milho destinado à produção de biocombustíveis. A produção diária de etanol cresceu, e os estoques caíram pela segunda semana consecutiva, fortalecendo a expectativa de um mercado mais aquecido para o cereal.

 





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