terça-feira, março 31, 2026

Política & Agro

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Wall Street despenca conforme guerra comercial piora


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Por David French

(Reuters) – Wall Street despencou pelo segundo dia consecutivo nesta sexta-feira, enquanto o índice de tecnologia Nasdaq confirmou estar em um mercado em baixa e o índice Dow Jones entrou em correção, conforme a escalada da guerra comercial global provocou as maiores perdas desde a pandemia.

De acordo com dados preliminares, o S&P 500 desabou 5,95%, para 5.073,80 pontos. O Nasdaq tombou 5,80%, para 15.587,79 pontos. O Dow Jones mergulhou 5,52%, para 38.314,49 pontos.  

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Avocado brasileiro ganha espaço no mercado internacional



Fruta está conquistando novos paladares mundo afora




Foto: Divulgação

O avocado brasileiro está conquistando novos paladares mundo afora. Segundo informações da Abrafrutas (Associação Brasileira dos Produtores e Exportadores de Frutas e Derivados), o setor comemora a abertura de quatro novos mercados estratégicos em 2024: Japão, Chile, Costa Rica e Índia.

A conquista foi discutida durante o workshop “Avocado – Exportação Chile e Japão: Novos mercados para o avocado”, promovido pela Associação Abacates do Brasil em parceria com a Abrafrutas e apoio da Assenag (Associação dos Engenheiros e Arquitetos de Bauru). Especialistas e produtores debateram os desafios logísticos e as oportunidades comerciais para o envio da fruta a esses novos destinos.

Com textura cremosa e alto valor nutricional, o avocado tem ganhado destaque nas prateleiras internacionais. Em 2024, o Brasil exportou mais de 24 mil toneladas da fruta, com receita superior a US$ 36 milhões.

“Essas aberturas de mercado representam um avanço enorme para o setor, especialmente para os produtores que vêm investindo em qualidade e rastreabilidade. Agora, o desafio é garantir que toda a cadeia esteja preparada para atender às exigências desses países”, afirma Victor Mendes, auxiliar técnico da Abrafrutas.

Nos últimos anos, o país já havia conquistado o acesso aos mercados da Argentina, em 2019, e da Bolívia, em 2020. Agora, com a inclusão de nações de alta exigência como o Japão, a fruticultura brasileira fortalece sua presença global, especialmente no segmento do avocado.

A Abrafrutas tem sido protagonista nesse avanço, atuando em parceria com o Ministério da Agricultura e instituições internacionais na construção de protocolos fitossanitários, capacitações técnicas e negociações bilaterais. Para a entidade, a diversificação de mercados é essencial para a estabilidade do produtor e a sustentabilidade do setor.

 





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Balança comercial inicia abril com superávit de US$ 1,8 bi


A balança comercial brasileira iniciou o mês de abril de 2025 com superávit de US$ 1,8 bilhão, conforme dados divulgados nesta segunda-feira (7) pela Secretaria de Comércio Exterior do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (Secex/MDIC). A corrente de comércio no período alcançou US$ 10,5 bilhões, com exportações de US$ 6,1 bilhões e importações de US$ 4,4 bilhões.

No acumulado do ano, as exportações somam US$ 83,5 bilhões, enquanto as importações totalizam US$ 71,7 bilhões, resultando em saldo positivo de US$ 11,8 bilhões. A corrente de comércio acumulada até o momento é de US$ 155,2 bilhões.

Segundo a Secex, houve aumento de 11,4% na média diária das exportações na primeira semana de abril em relação ao mesmo período de 2024. O desempenho setorial indica crescimento de 3,7% nas exportações da agropecuária, com destaque para produtos como café não torrado (8%), especiarias (134,8%) e soja (2,7%). Na indústria extrativa, o avanço foi de 5,9%, impulsionado pelas vendas de fertilizantes brutos (325,8%), minérios de Cobre (129,4%) e petróleo bruto (13%).

A indústria de transformação registrou aumento de 19% nas exportações, com elevação nas vendas de farelos de soja e outros alimentos para animais (55%), produtos residuais de petróleo (1.385,6%) e aço semi-acabado (221,8%).

Por outro lado, a Secex identificou quedas nas exportações de trigo e centeio não moídos (-11,7%), milho (-46,8%) e algodão em bruto (-14%) na agropecuária. Na indústria extrativa, as retrações envolveram minério de Ferro (-24,2%) e minérios de níquel (-99,9%). Já na indústria de transformação, os recuos mais relevantes foram registrados em açúcares e melaços (-33,7%), celulose (-34,3%) e óleos combustíveis (-24,5%).

As importações também apresentaram crescimento, com destaque para a agropecuária (51,2%), a indústria extrativa (5,7%) e a indústria de transformação (9,5%). Na agropecuária, foram impulsionadas pelas compras de milho (349,8%), cacau (916,4%) e cevada (65,5%). Na indústria extrativa, aumentaram as aquisições de fertilizantes brutos (61,8%) e petróleo bruto (14,1%). Na indústria de transformação, sobressaíram medicamentos (30,9%), compostos químicos (36,3%) e veículos de passageiros (48,9%).

Apesar do crescimento geral nas importações, foram registradas quedas em produtos como trigo (-37,5%), soja (-96,9%) e pescado (-32,4%) na agropecuária; gás natural (-29,7%) e outros minerais em bruto (-38,2%) na indústria extrativa; e Cobre (-42,5%) e válvulas eletrônicas (-28,1%) na indústria de transformação.





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Embrapa realiza workshop sobre metodologias de certificação de baixo carbono no agro


Nos dias 3 e 4 de abril, a Embrapa Meio Ambiente promoveu em Jaguariúna (SP) o Workshop Contabilidade Ambiental em Protocolos de Baixo Carbono, reunindo especialistas de diversas Unidades, como Gado de Corte, Meio Ambiente, Milho e Sorgo, Pecuária Sudeste e Soja. O foco do evento foi alinhar estratégias para padronizar as métricas de emissões e remoções de carbono, integrando-as aos diferentes sistemas produtivos do agronegócio brasileiro.

Os debates foram guiados pela necessidade de desenvolver soluções sustentáveis que atendam às exigências internacionais. O formato presencial do workshop possibilitou uma troca enriquecedora entre as cadeias produtivas, permitindo que soluções para soja, milho, sorgo e trigo também beneficiassem a pecuária.

Alexandre Berndt, chefe-geral da Embrapa Pecuária Sudeste, destacou a importância do workshop para o desenvolvimento de ferramentas, como calculadoras de carbono, que utilizam metodologias reconhecidas, como a Avaliação do Ciclo de Vida (ACV) e o método BRLUC (Brazilian Land Use Change). Essas tecnologias são cruciais para garantir a competitividade do Brasil em mercados que valorizam práticas ambientais responsáveis.

Berndt observou que a diversidade dos sistemas produtivos no Brasil gera desafios específicos. Ele ressaltou que a Embrapa está tecnicamente preparada, mas é vital promover um diálogo entre as regiões para conectar a ciência à realidade local. Além disso, enfatizou a necessidade de comunicar claramente os benefícios econômicos e ambientais das novas tecnologias aos produtores.

Marília Folegatti, pesquisadora cuja equipe é responsável pelos estudos sobre a metodologia ACV na Embrapa Meio Ambiente, ressaltou a colaboração observada nos encontros entre os representantes dos Programas de Baixo Carbono da instituição. Segundo ela, as reuniões, apesar de dedicadas a técnicas para a contabilidade de carbono, também foram focadas em soluções de Tecnologia da Informação. Como resultado principal, espera-se a criação de uma plataforma com ferramentas comuns e harmonizadas, capazes de integrar um conjunto de culturas agrícolas e atividades pecuárias de baixo carbono, tanto do ponto de vista tecnológico quanto metodológico.

Henrique Debiase, da Embrapa Soja, considerou o alinhamento entre as iniciativas de certificação um marco em relação às mudanças climáticas. O evento contou com a participação de representantes dos selos de Soja, Milho, Sorgo, Trigo e Leite e Carne Baixo Carbono, visando padronizar critérios metodológicos e evitar fragmentações que possam prejudicar a credibilidade das certificações.

Ele alertou para a importância de protocolos que reflitam a realidade dos sistemas tropicais. Muitos métodos foram desenvolvidos para climas temperados e podem distorcer a realidade da produção brasileira. “Aplicar modelos estrangeiros gera distorções que penalizam injustamente nossa agricultura”, ressaltou Debiase, que também destacou a sustentabilidade de muitos sistemas brasileiros, apesar dos desafios do desmatamento ilegal.

A integração e a sintonia entre os programas de baixo carbono foram reforçadas por Arystides Resende, da Embrapa Milho e Sorgo. Ele considerou o workshop essencial para garantir que todas as iniciativas avancem de forma alinhada, respeitando a interconexão entre grãos e pecuária. Resende afirmou que a adaptação de metodologias internacionais à realidade tropical é crucial para evitar penalizações injustas.

O workshop representou um passo importante na consolidação de uma base técnica nacional robusta, crucial para o Brasil se afirmar como líder no desenvolvimento de tecnologias agropecuárias de baixo carbono, pondera Resende.

Contexto da pecuária

Para Roberto Giolo, pesquisador da Embrapa Gado de Corte, a decisão do governo brasileiro de ampliar e incentivar o uso de metodologias de contabilidade de carbono é fundamental diante da crescente relevância do tema. Segundo ele, essas ferramentas são essenciais para calcular a pegada de carbono — indicador que expressa o volume total de gases de efeito estufa emitidos por um produto ou processo no seu ciclo de vida —, informação cada vez mais demandada por consumidores, mercados e formuladores de políticas públicas.

“No caso da pecuária, essa é uma oportunidade ainda mais significativa”, avalia Giolo. “Trata-se de uma cadeia produtiva frequentemente criticada por suas emissões, mas que, com o uso dessas metodologias, poderá demonstrar também sua capacidade de remoção de carbono da atmosfera. E, nesse ponto, os sistemas pecuários apresentam um potencial de remoção até maior que o das lavouras.”

Embora o setor seja frequentemente apontado como um dos principais emissores, o pesquisador destaca que, ao considerar também as remoções, o balanço final de emissões pode ser bastante reduzido. “Isso representa um avanço importante para a pecuária, que passa a mostrar não apenas suas emissões, mas também sua contribuição positiva na mitigação dos gases de efeito estufa”, afirma.

Giolo ressalta ainda que, no caso da carne bovina, essas ferramentas abrem espaço para valorizar sistemas de produção sustentáveis. “A calculadora será utilizada para a certificação da marca Carne Baixo Carbono, que terá seu lançamento na COP30.

Na COP30

Paula Packer, chefe-geral da Embrapa Meio Ambiente, destaca que o Brasil levará à COP30 a proposta de adoção de métodos de cálculo de carbono mais compatíveis com as particularidades dos sistemas agrícolas tropicais, sem perder a articulação com as métricas globais. As abordagens hoje dominantes, moldadas por realidades de clima temperado, negligenciam características essenciais da produção brasileira, como a possibilidade de duas ou até três safras por ano e a ampla diversidade de solos e condições climáticas nos diferentes biomas do país.

Packer também enfatiza que as práticas previstas no Plano ABC+ — ampliadas por meio da política nacional de recuperação de pastagens degradadas — têm papel estratégico tanto na mitigação quanto na adaptação às mudanças do clima. Ela destaca que o objetivo do workshop foi promover a harmonização das ferramentas de cálculo da pegada de carbono, de forma a reconhecer e valorizar as contribuições da agricultura tropical para o equilíbrio climático global.





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Déficit hídrico limita recuperação das pastagens


A recuperação das pastagens no Rio Grande do Sul segue comprometida, apesar das chuvas registradas nas últimas semanas. É o que aponta o Informativo Conjuntural divulgado nesta quinta-feira (3) pela Emater/RS-Ascar. Segundo o boletim, as forragens cultivadas e os campos nativos ainda apresentam limitações no desenvolvimento, em razão do déficit hídrico acumulado nos meses anteriores.

“A umidade do solo ainda é insuficiente para garantir o pleno desenvolvimento das forrageiras”, afirma a Emater. Em algumas regiões, o rebrote das pastagens foi estimulado pelas chuvas recentes e pelas temperaturas mais amenas, mas o avanço das plantas para a fase reprodutiva tem reduzido seu valor nutritivo.

Na regional de Bagé, a recuperação do campo nativo tem sido observada, embora as plantas já comecem a perder qualidade. Em Erechim, os técnicos registram forragens mais fibrosas, o que reduz o aproveitamento pelos animais. Em Frederico Westphalen, os produtores recorreram ao uso de ureia e dejetos de suínos para estimular o crescimento das pastagens e já planejam a produção de silagem para o inverno.

Na regional de Caxias do Sul, a irregularidade das chuvas e o déficit hídrico impactaram negativamente a produtividade das lavouras e o rebrote das forragens. Em Passo Fundo, a escassez de chuvas tem atrasado o plantio e a germinação das espécies de inverno, o que acende o alerta para o prolongamento do chamado “vazio forrageiro”.

Já em Pelotas, os agricultores avançam com a colheita de silagem e o plantio das pastagens de inverno, mesmo com a baixa umidade do solo e o custo elevado dos insumos. A possibilidade de escassez de forragem no fim do outono preocupa. Na região de Porto Alegre, a combinação de calor e umidade adequada no solo favorece o desempenho das pastagens, inclusive em áreas mais arenosas e de maior altitude.

Em Santa Maria, a alternância entre sol e chuva contribuiu para o rebrote dos pastos, mas o campo nativo já mostra sinais de fibrosidade. As pastagens de verão estão em fim de ciclo. Em Santa Rosa, o crescimento das forrageiras foi estimulado pelas chuvas, com preparativos para o cultivo de inverno. Na regional de Soledade, a melhora das pastagens perenes e anuais de verão garantiu maior estabilidade na oferta de alimento para os rebanhos.





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Café lidera exportações do agro mineiro



Além do café, o setor de carnes também apresentou desempenho positivo




Foto: Pixabay

Minas Gerais manteve o café como principal produto de exportação do agronegócio em março, segundo dados do Boletim Logístico da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), divulgados na segunda-feira (31). A commodity representou 72% da receita do setor, com valor próximo a US$ 1 bilhão.

De acordo com o levantamento, houve crescimento de 70% na receita obtida com o café em relação ao mesmo mês do ano anterior. O volume exportado alcançou 2,9 milhões de sacas, número 4% superior ao registrado em janeiro de 2024.

Além do café, o setor de carnes também apresentou desempenho positivo. O segmento — que engloba suínos, bovinos e frangos — registrou aumento de 4,5% na receita, totalizando US$ 113,2 milhões. O crescimento foi puxado pelas vendas de carne de frango e de carne suína. As exportações de carne bovina, por outro lado, apresentaram retração.

Segundo a Conab, essa queda é atribuída à diminuição nas compras da China, principal destino da carne bovina brasileira.





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Calor e seca afetou qualidade dos grãos de soja


O Informativo Conjuntural divulgado pela Emater/RS-Ascar na quinta-feira (3) aponta que o retorno das chuvas no final de março trouxe alívio parcial às lavouras de soja no Rio Grande do Sul. De acordo com o documento, os volumes registrados favoreceram as plantas em fases de florescimento, enchimento de grãos e maturação, contribuindo para a recuperação da umidade dos grãos e da turgidez foliar.

“O avanço das chuvas ajudou as lavouras em estágios mais sensíveis, especialmente aquelas que ainda não haviam atingido a maturação plena”, destaca o boletim técnico. Com a melhora das condições, a colheita avançou de 24% para 39% da área cultivada, embora interrupções temporárias tenham sido registradas em razão do clima.

A antecipação do ciclo fenológico, provocada pelas temperaturas elevadas e pelo déficit hídrico de março, resultou em redução do potencial produtivo e no aumento da incidência de grãos esverdeados. “Muitas plantas não completaram seu ciclo antes da senescência, o que comprometeu a qualidade de parte da produção”, informa a Emater.

A dessecação das lavouras foi adotada em diversas áreas para uniformizar o ponto de colheita. A prática foi considerada necessária diante da desuniformidade de desenvolvimento, intensificada por replantios e brotações surgidas após as chuvas de fevereiro. O documento aponta que o rendimento médio no estado é estimado em 2.240 kg/ha, com ampla variação entre as regiões. Em alguns casos, foram colhidas mais de 5 mil kg/ha, enquanto em outros, produtores não colheram o suficiente para justificar a continuidade da operação.

As regiões Central e Oeste concentram as lavouras mais impactadas, enquanto o Quadrante Nordeste apresenta produtividade mais próxima do esperado inicialmente. A variação de resultados, mesmo dentro de uma mesma área, é atribuída à irregularidade das chuvas e às diferenças no ciclo das cultivares utilizadas.

Do ponto de vista fitossanitário, a umidade elevada, aliada a temperaturas mais amenas e à formação de orvalho, criou condições favoráveis ao surgimento da ferrugem asiática. “Os produtores estão intensificando o uso de Fungicidas de alta eficácia para controlar a doença, especialmente nas lavouras com maior potencial produtivo”, relata a Emater.

Na comercialização, o preço médio da saca de 60 quilos apresentou leve recuo de 0,17%, passando de R$ 127,60 para R$ 127,38, segundo levantamento semanal da Emater/RS-Ascar.





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Área plantada com trigo pode cair 20% no Paraná



Trigo registra alta no preço, mas recua na área




Foto: Pixabay

O plantio de trigo foi oficialmente liberado no Paraná a partir de 1º de abril, conforme as indicações do Zoneamento Agrícola. No entanto, a expectativa para a safra de 2025 aponta uma retração significativa na área destinada à cultura. A estimativa inicial prevê redução de 20% na área plantada, caindo de 1,14 milhão para 910 mil hectares.

Segundo o Boletim de Conjuntura Agropecuária produzido pelo Departamento de Economia Rural (Deral), da Secretaria de Estado da Agricultura e do Abastecimento (Seab), a diminuição está associada, entre outros fatores, ao crescimento da área ocupada pelo milho na segunda safra, que é frequentemente semeado após a colheita da soja. “A expansão do milho e da soja reduziu o espaço para o trigo”, afirmaram os técnicos do Deral no relatório.

Apesar de o plantio seguir permitido até junho, o cenário atual não favorece um aumento significativo na área de cultivo. Os analistas apontam como entraves a recorrência de frustrações nas últimas safras e mudanças nas regras de seguro agrícola, que visam restringir o uso recorrente do benefício.

Mesmo com os preços do trigo em alta — a média de março subiu 5% em relação a fevereiro e 24% na comparação com março de 2024 —, o interesse pelo cultivo permanece limitado. “Os preços atuais indicam rentabilidade positiva sobre os custos variáveis, o que não ocorria no mesmo período do ano passado”, aponta o boletim. Ainda assim, os números não têm sido suficientes para reverter a tendência de queda.

Caso a estimativa de plantio se confirme, esta será a menor área de trigo no Paraná desde 2012. Com condições climáticas favoráveis, a produção pode alcançar 2,93 milhões de toneladas, volume inferior à capacidade de moagem das indústrias do estado, que deverão recorrer a fornecedores da Argentina, do Paraguai e do Rio Grande do Sul, como tem ocorrido em anos de safras comprometidas.





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Fruticultura avança com chuvas e manejo


O Informativo Conjuntural divulgado na quinta-feira (3) pela Emater/RS-Ascar traz um panorama das condições da fruticultura em diferentes regiões do Rio Grande do Sul. Na área administrativa de Ijuí, os pomares de laranja e bergamota de cultivares precoces iniciaram a fase de maturação. Produtores realizaram o controle da mosca-das-frutas, do ácaro e da pinta-preta. No entanto, a estiagem registrada anteriormente resultou na queda de frutos ainda verdes.

Na cultura do morango de dias neutros, a produção se mantém em níveis reduzidos. A poda de folhas está sendo conduzida regularmente, e mudas importadas da Espanha já foram transplantadas, embora a área ocupada ainda seja pequena. Segundo levantamento da Emater, os preços médios na região estão em R$ 2,50 por quilo para a bergamota, R$ 3,00 para a laranja e R$ 30,00 para o morango.

Em Santa Rosa, as chuvas recentes favoreceram o desenvolvimento das frutíferas, possibilitando a realização dos tratos culturais específicos de cada espécie. A maioria das culturas, como pessegueiro, ameixeira, macieira e videira, encontra-se em fase de senescência das folhas. Produtores estão aplicando adubação de reposição para compensar os nutrientes extraídos durante a produção, além de realizarem o raleio em citros, podas de limpeza em amoreiras e morangueiros, e tratamentos contra ácaros, que se intensificam com a baixa umidade do ar.

Algumas frutíferas estão em fase de colheita, como o figo — em etapa final —, a bergamota da variedade precoce Satsuma Okitsu e o caqui das cultivares Fuyu, Kioto, Taubaté e Rama Forte. A produção da região se destina, majoritariamente, ao consumo familiar e à venda por meio de programas institucionais, como o PAA e o PNAE. Nas videiras, os produtores realizam aplicação de cobre foliar para favorecer o acúmulo de reservas na fase vegetativa pós-colheita.

Na região de Pelotas, a colheita do figo segue em áreas irrigadas, enquanto nas não irrigadas já foi concluída, com rendimento médio de 10 toneladas por hectare. A safra de melancia foi finalizada, com boa produtividade. Já a colheita da uva chegou ao fim, apresentando rendimento entre 10 e 35 toneladas por hectare, conforme dados do município. Os produtores agora se dedicam à limpeza dos pomares e à aplicação de Fungicidas, com o objetivo de preservar as folhas por mais tempo, favorecendo a produção de reservas. Pequenos volumes de frutas ainda permanecem armazenados em câmaras frias para comercialização futura. Também continuam os cadastros vitícolas na região.





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Colheita do feijão da primeira safra chega a 88%



Estado estima 27 mil hectares para próxima safra




Foto: Pixabay

A colheita do feijão da primeira safra atingiu 88% da área cultivada no Rio Grande do Sul, conforme dados divulgados pela Emater/RS-Ascar na quinta-feira (3), por meio do Informativo Conjuntural. O avanço se deve principalmente ao desempenho da região dos Campos de Cima da Serra, onde o cultivo é mais tardio e as atividades seguem em ritmo acelerado.

De acordo com o levantamento, a colheita deve ser concluída até a primeira quinzena de abril. Os produtores aguardam a redução da umidade dos grãos nas lavouras em maturação, visando atingir teores entre 13% e 16%, considerados ideais para evitar danos ao tegumento e preservar a qualidade do produto durante o armazenamento.

“O potencial produtivo segue elevado, com estimativas próximas a 2.400 quilos por hectare. Em algumas lavouras, esse volume pode ultrapassar os 3 mil quilos por hectare, a depender das condições climáticas e do manejo realizado”, informa a Emater/RS-Ascar.

Para a safra 2024/2025, a projeção é de que sejam cultivados 27.149 hectares com feijão no Estado, com produtividade média estimada em 1.838 quilos por hectare.





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