domingo, março 29, 2026

Política & Agro

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Reajustes positivos para as cotações no mercado do frango nesta sexta-feira (4)


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A sexta-feira (4) encerra a semana de negociações para o mercado do frango registrando aumentos nas cotações. Segundo análise do Cepea, os preços da carne de frango voltaram a subir na maioria das regiões acompanhadas pelo Cepea. Segundo o Centro de Pesquisas, o impulso vem do típico aquecimento da demanda em início de mês, com o maior poder de compra da população (recebimento de salários). 

De acordo com agentes do setor avícola consultados pelo Cepea, há expectativa de aumento no volume de vendas nos próximos dias. O cenário tende a ser mais favorável em comparação com as últimas duas semanas, que foram impactadas pela menor liquidez. 

De acordo com a Scot Consultoria, o valor do frango na granja em São Paulo aumentou 1,69%, custando, em média, R$ 6,40/kg, enquanto a ave no atacado subiu 0,88%, custando, em média, R$ 8,00/kg.

No caso do animal vivo, o preço ficou estável em Santa Catarina, custando R$ 4,69/kg, enquanto no Paraná, houve aumento de 0,81%, valendo R$ 4,98/kg.

Conforme informações do Cepea/Esalq,Vivo, referentes à quinta-feira (3), houve aumento de 1,18% para o preço da ave congelada, chegando a R$ 8,61/kg, e elevação de 1,17% para o frango resfriado, custando R$ 8,66/kg.





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Trigo e soja abrem o dia em alta


Segundo a TF Agroeconômica, em seu boletim TF Agronotícias – Abertura dos Mercados desta quarta-feira, o trigo e a soja abriram o dia com leve alta nas bolsas internacionais, enquanto o milho mantém viés de baixa nos preços internos, pressionado pela expectativa de uma boa safra brasileira e plantio firme nos EUA.

As cotações do trigo na CBOT subiram devido a compras especulativas e preocupações climáticas. Oklahoma e Texas enfrentam chuvas no período de colheita, enquanto Dakota do Norte sofre com a ausência de precipitações nos próximos sete dias. Com isso, o contrato julho/25 subiu para US$ 538,50/bushel (+4,25) e dezembro/25 atingiu US$ 575,00 (+3,75). No Brasil, o Cepea apontou alta nos preços: Paraná a R$ 1.567,66/t (+0,70% no dia) e Rio Grande do Sul a R$ 1.465,32/t (+0,53%), embora no acumulado mensal ainda haja queda.

A soja também registra valorização em Chicago, com o contrato julho/25 em US$ 1045,75 (+6,50), sustentado pelo anúncio de um acordo comercial entre Estados Unidos e Reino Unido. O entusiasmo entre traders foi contido, já que o presidente Donald Trump afirmou não estar aberto à retirada das tarifas sobre a China, mantendo o clima de incerteza. No Brasil, os preços recuaram para R$ 132,60 (-0,53% no dia), pressionados pela ampla oferta da colheita.

O milho apresenta leve alta na CBOT, com julho/25 cotado a US$ 450,75 (+1,50), puxado por fatores indiretos como o avanço das negociações comerciais com o Japão e atrasos na colheita argentina por causa das chuvas. No entanto, a perspectiva positiva para a safrinha brasileira e o bom ritmo do plantio nos EUA pesam sobre o mercado. Os preços no Brasil seguem em queda: Cepea indica R$ 76,38/t (-1,58% no dia e -4,68% no mês), com cotações na B3 recuando para R$ 74,37 em maio e R$ 64,70 em julho. A recomendação dos analistas é de fixação imediata dos preços, antes da pressão da colheita em julho.

 





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Demanda da China impulsionou preço da soja no Brasil



Alta da soja é puxada por demanda global e cautela de produtores




Foto: Seane Lennon

O mercado da soja registrou elevação de preços no Brasil e no exterior ao longo de abril, refletindo o fortalecimento da demanda internacional. A busca crescente por oleaginosa no cenário global, especialmente por parte de grandes compradores, favoreceu a valorização do grão nos principais polos de comercialização.

Um dos principais fatores por trás da movimentação foi a expectativa de maior presença da China no mercado da soja brasileira. O interesse do país asiático sinalizou uma possível intensificação das compras nos próximos meses, o que levou muitos produtores a recuar nas negociações de grandes volumes, apostando em novas altas nos preços.

Essa postura mais cautelosa dos sojicultores, ao optarem por segurar os estoques, limitou a oferta disponível no mercado spot. Com isso, mesmo diante de uma demanda firme, a liquidez não cresceu na mesma proporção, o que manteve o mercado relativamente travado em algumas regiões.

Apesar da tendência positiva, alguns fatores limitaram o avanço das negociações. A queda nos prêmios de exportação, observada ao longo do mês, reduziu a competitividade da soja brasileira no mercado internacional. Além disso, a volatilidade cambial adicionou um componente de incerteza, impactando a formação de preços internos.

No mercado físico, a oscilação do dólar frente ao real influenciou diretamente nas decisões de venda e compra. Com a instabilidade no câmbio, muitos agentes preferiram adotar posturas mais defensivas, aguardando definições mais claras antes de retomar novos contratos de comercialização.

O cenário segue com atenção voltada para os próximos passos da China e para os desdobramentos da política cambial. Caso a demanda externa se confirme aquecida e o dólar mantenha certa estabilidade, o mercado da soja poderá registrar novos momentos de alta ao longo do primeiro semestre.





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Setor de fertilizantes cresce 17,7%


O agronegócio brasileiro começou 2025 com resultados positivos no fornecimento de fertilizantes. Dados divulgados pela Associação Nacional para Difusão de Adubos (ANDA) mostram um crescimento expressivo tanto nas entregas quanto na produção de insumos agrícolas. A movimentação indica uma retomada consistente da demanda interna, reflexo do otimismo do setor com o novo ciclo produtivo.

Somente em fevereiro, foram entregues 3,38 milhões de toneladas de fertilizantes ao campo, representando um aumento de 17,7% em relação ao mesmo mês do ano anterior. No acumulado de janeiro a fevereiro, o volume totalizou 7,07 milhões de toneladas — crescimento de 7,7% na comparação com 2024. O desempenho reflete o aquecimento da atividade agrícola em diversas regiões do país.

A produção nacional de fertilizantes intermediários também acompanhou essa tendência. Em fevereiro, o Brasil produziu 510 mil toneladas desses insumos, volume 1,6% maior que o registrado no mesmo mês de 2024. Considerando o bimestre, a produção chegou a 1,15 milhão de toneladas, avanço de 12% em relação ao mesmo período do ano passado.

Além do aumento na produção, o país intensificou as importações. Em fevereiro, foram importadas três milhões de toneladas de fertilizantes intermediários, alta de 19% frente a fevereiro de 2024. No acumulado dos dois primeiros meses do ano, as importações somaram seis milhões de toneladas, representando um crescimento de 10,1% na comparação anual.

Já as exportações de fertilizantes e formulações NPK permaneceram estáveis. Em fevereiro, o Brasil exportou 50,21 mil toneladas, um leve aumento de 0,2%. De janeiro a fevereiro, o volume exportado chegou a 110,71 mil toneladas, com crescimento de apenas 0,3% em relação a 2024. Os números refletem o foco do setor no abastecimento do mercado interno.

Entre os estados, o destaque ficou com Mato Grosso, que liderou as entregas com 1,91 milhão de toneladas, crescimento de 11,1% em relação ao primeiro bimestre de 2024. O Paraná registrou alta ainda mais expressiva, de 22,6%, ao passar de 832 mil para 1,02 milhão de toneladas. Goiás também se destacou com aumento de 14,5%, atingindo 845 mil toneladas.

Outros estados como Minas Gerais, São Paulo e Mato Grosso do Sul também apresentaram crescimento nas entregas. Por outro lado, a Bahia e o Rio Grande do Sul registraram queda. Na Bahia, o volume caiu 13%, e no RS, a redução foi de 3,5%. Apesar disso, o saldo nacional foi amplamente positivo, consolidando o início de ano como promissor para o mercado de fertilizantes no país.

O cenário sinaliza uma preparação robusta do agronegócio brasileiro para as próximas safras, com investimentos crescentes em nutrição de solo e produtividade. A expectativa do setor é de que o ritmo de entregas continue elevado nos próximos meses, acompanhando o planejamento dos produtores em todo o território nacional.





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Novo fungicida com cobre e enxofre combate doenças e aumenta a produtividade


Triunfe®, o novo lançamento da Vittia, é um fungicida multissítio à base dos minerais cobre e enxofre, com formulação exclusiva, alta concentração, facilidade no manuseio e ótimo custo-benefício para combater as principais doenças da soja, algodão, café, tomate e citros.

Triunfe proporciona ótima cobertura foliar, garantindo proteção às folhas devido ao seu alto poder de fixação, fato que ocorre devido ao tamanho das partículas. “Os estudos realizados em soja por consultorias e instituições de pesquisa à nível nacional, mostram que Triunfe tem excelente performance para o controle de doenças, reduzindo a perda de produtividade em decorrência do ataque de fungos e bactérias”, aponta Jhonatan Coradin, Gerente de Desenvolvimento de Mercado da Vittia. 

Outro importante fator positivo na adoção do multissítio mineral está na possibilidade de incremento médio de até 25% de produtividade em campos de soja. “A partir de trabalhos conduzidos por consultorias agronômicas independentes em diferentes regiões produtoras do país, a utilização do Triunfe nas safras 2024/2025 ante às testemunhas refletem a consistência da tecnologia em diferentes ambientes e manejos”, aponta. 

FÁCIL DE APLICAR COM ALTO RENDIMENTO POR HECTARE

Com formulação exclusiva em suspensão concentrada, o produto é desenvolvido a partir de processos físicos de alta tecnologia, onde as partículas de cobre e enxofre são apresentadas em granulometria ultrafina, facilitando seu manuseio e aplicação, sem entupir bicos e com ótimo rendimento operacional, afirma Jhonatan.  

A ferrugem asiática é uma das principais ameaças à produtividade da soja, podendo reduzir a produção em até 90%. Com a maior fixação e cobertura foliar, o fungicida mineral possibilita controlar a praga e garantir uma safra mais rentável e produtiva, proporcionando a produtores de todo o país verem suas perdas na lavoura diminuírem significativamente a partir da adoção do multissítio. 

Há mais de 50 anos, a Vittia, empresa brasileira para a defesa e nutrição especial das mais diversas culturas do agronegócio, por meio de investimentos em P&DI estratégico, busca oferecer aos produtores brasileiros ferramentas eficazes, sustentáveis e compatíveis com a diversidade do campo.  Edgar Zanotto, fitopatologista e Diretor de Marketing da Vittia, destaca todo o trabalho de inovação da empresa é pensando no produtor, para que ele produza com eficiência e sustentabilidade. 

Edgar Zanotto, fitopatologista e Diretor de Marketing da Vittia, destaca que a adoção do mineral multissítio possibilita o incremento médio de até 25% de produtividade nos campos de soja.

“O cobre e o enxofre, utilizados em um manejo integrado, trata com eficiência e sustentabilidade, já que Triunfe® possui compatibilidade com os defensivos biológicos da Vittia, possibilitando mistura no tanque do pulverizador, otimizando o processo a partir da aplicação na mesma calda sem comprometer a eficácia dos insumos”, explica Edgar Zanotto, fitopatologista e Diretor de Marketing da Vittia. 

Triunfe® é a escolha para quem quer produzir mais, melhor e com maior segurança, pois possui impacto ambiental reduzido e ainda proporciona nutrição complementar para a área produtiva. “O que estamos apresentando hoje ao produtor com Triunfe é resultado de anos de estudos e testes em todo o país para garantir sua eficácia a partir da inovação com o DNA nacional”, pontua Zanotto. 

 

Para mais informações sobre o produto, acesse aqui o link oficial da campanha.

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Preço do milho recuou em abril com retração de compradores



Principal razão para a desvalorização foi a postura retraída de compradores




Foto: Divulgação

O mercado brasileiro de milho registrou recuo nos preços durante abril, após ter alcançado níveis próximos de R$ 90 por saca de 60 kg em meados de março. A queda foi observada em boa parte das regiões monitoradas pelo Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea), refletindo o comportamento mais cauteloso dos compradores no mercado físico.

Segundo os pesquisadores do Cepea, a principal razão para a desvalorização foi a postura retraída de compradores, que reduziram as aquisições no spot e priorizaram o uso de estoques internos. Essa estratégia foi adotada com a expectativa de novas quedas nos preços nas semanas seguintes.

Ao mesmo tempo, a pressão de venda por parte dos produtores aumentou em algumas regiões, diante da necessidade de liberar espaço para a colheita da segunda safra. Esse movimento adicionou ainda mais oferta ao mercado, contribuindo para o enfraquecimento dos valores.

O cenário de queda também está relacionado ao avanço das lavouras da safrinha, que apresentam bom desenvolvimento em várias localidades, especialmente no Centro-Oeste. Com isso, o mercado já antecipa uma possível recuperação da oferta nos próximos meses, o que reforça o viés de baixa no curto prazo.

Apesar da retração em abril, analistas do Cepea alertam que o cenário futuro ainda depende de fatores climáticos e da movimentação no mercado internacional, que pode influenciar a competitividade do milho brasileiro. A taxa de câmbio e a demanda externa seguirão como variáveis importantes no comportamento dos preços.

Para os próximos meses, o mercado permanece atento às estimativas de produção da segunda safra, bem como à postura de compradores e exportadores. Em meio à instabilidade, produtores devem manter cautela nas negociações e buscar alternativas de comercialização mais seguras diante da volatilidade.





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Nova lei do CBios prevê multas milionárias



Entre os principais pontos, destaca-se a aplicação de multas de até R$ 50 milhões



Entre os principais pontos, destaca-se a aplicação de multas de até R$ 50 milhões
Entre os principais pontos, destaca-se a aplicação de multas de até R$ 50 milhões – Foto: Divulgação

Segundo relatório do Itaú BBA, o Ministério de Minas e Energia (MME) deu um passo decisivo para fortalecer a governança do mercado de Créditos de Descarbonização (CBios), ao publicar, em 17 de abril, o decreto que regulamenta a Lei 15.082/2024 — conhecida como a “lei do CBios”. A nova regulamentação obriga o rateio de parte das receitas líquidas obtidas com os CBios aos produtores de cana-de-açúcar, além de endurecer as penalidades para distribuidoras de combustíveis que descumprirem suas metas no programa RenovaBio.

Entre os principais pontos, destaca-se a aplicação de multas de até R$ 50 milhões às usinas que descumprirem o rateio dos CBios com os fornecedores de matéria-prima. Já para distribuidoras inadimplentes, o valor máximo das multas saltou de R$ 50 milhões para R$ 500 milhões. Além disso, o não cumprimento das metas passa a ser considerado crime ambiental, com a Agência Nacional do Petróleo (ANP) encarregada de encaminhar os nomes das empresas devedoras ao Ministério Público Federal (MPF) e ao IBAMA.

Outro avanço importante é o fortalecimento da atuação da ANP, que ficará responsável por definir os critérios para inclusão de distribuidoras inadimplentes em uma lista que impede sua atuação no mercado. A regularização só ocorrerá com a aposentadoria dos CBios correspondentes à meta não cumprida. O Itaú BBA destaca que esses critérios deverão passar por consulta pública, o que adiciona um passo adicional à implementação plena do decreto.

Por fim, o MME ajuizou no STF uma ação para suspender liminares que atualmente protegem distribuidoras inadimplentes, antecipando uma possível judicialização em massa por parte dessas empresas. A nova legislação também prevê que produtores e importadores que comercializarem combustíveis com empresas listadas como inadimplentes sejam punidos com multas equivalentes às da distribuidora irregular.

 





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AGU emite parecer favorável à liberação de drones no CE


A Advocacia Geral da União (AGU) enviou ao Supremo Tribunal Federal (STF) parecer favorável à manutenção, no Ceará, da Lei Estadual 19.135/24, que permite o uso de drones para o trato de lavouras no Estado. Para a AGU, além de uma evolução tecnológica no trabalho nas lavouras, o uso de drones pode melhorar a precisão da aplicação de defensivos agrícolas e diminuir significativamente o impacto ambiental e a exposição humana a essas substâncias.

De acordo com pareceres do Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) e da própria Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) citados no documento, a pulverização via drone reduz em até 97% a exposição do aplicador a agrotóxicos em comparação à aplicação costal – considerada de alto nível de exposição. Além de permitir controle mais rigoroso da área tratada e menor deriva dos produtos químicos. E ainda contribuir para a descarbonização da agricultura brasileira – já que tais equipamentos utilizam motores elétricos.

A AGU reforça que a legislação estadual  mantém a proibição da pulverização por aeronaves tripuladas e só autoriza o uso de drones quando atendidas exigências como altura máxima de dois metros da copa da cultura, velocidade do vento inferior a 10 km/h e distância mínima de 30 metros de áreas sensíveis – critérios que vão além das exigências federais. O órgão de assessoramento jurídico da União frisa ainda que a norma cearense não só respeita o pacto federativo como representa um avanço na proteção ambiental, ao incorporar tecnologias mais seguras e eficazes.

AÇÃO

O parecer havia sido solicitado pelo ministro Luiz Fux, relator no STF da Ação Direta de Inconstitucionalidade (ADI) 7794/25, movida pelo  Partido Socialismo e Liberdade (Psol) contra a norma estadual sancionada em dezembro passado e que permitiu o uso dos equipamentos remotos. A Lei 19.135/24 havia sido aprovada no final do ano flexibilizando a vedação que existe desde 2019 para a pulverização aérea no Estado. A nova regra foi apoiada inclusive pelo governador Elmano de Freitas (PT), que havia sido um dos autores da proibição de seis anos atrás.

Em sua ação, o Psol alega, entre outras coisas, que a norma cearense que agora permitiu o uso de drones agrícolas no Estado é inconstitucional. Isso porque violaria a competência privativa da União para legislar sobre navegação aérea.

Ironicamente, o mesmo argumento que figurou em situação oposta (e foi derrubado em 2023 pela corte), quando a Confederação Nacional da Agropecuária (CNA) moveu no STF a Ação Direta de Inconstitucionalidade (ADI) 6137 – justamente CONTRA a Lei de 2019 que proibiu a aviação agrícola no Ceará.

Outro argumento do Partido seria a de violação aos direitos constitucionais ao meio ambiente ecologicamente equilibrado, à saúde e à vida digna, bem como aos princípios da precaução, da prevenção e da vedação ao retrocesso ambiental. Neste caso porque, em tese, pulverização aérea havia sido proibida em 2019 por ser considerada perigosa.

O que é rebatido pela AGU pelo fato da nova legislação representar, na verdade, adaptação a avanços tecnológicos mais recentes. Promovendo assim maior precisão na aplicação de agrotóxicos, reduzindo desperdícios e impactos ambientais, além de minimizar a exposição humana a substâncias tóxicas.    

Além da Advocacia Geral da União, os Ministérios da Agricultura, do Meio Ambiente e da Saúde, bem como a Assembleia Legislativa do Ceará e o próprio Executivo estadual também foram citados para se manifestar. Enquanto o Sindag e outras entidades ligadas à agricultura devem pedir para entrar no processo como amicus curiae (terceiro interessado, cujo conhecimento ou relação com o debate pode contribuir com a discussão).





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como a praga atinge o café


Considerado a praga mais relevante da cafeicultura brasileira desde a década de 1970, o bicho mineiro (Leucoptera coffeella) continua causando prejuízos às lavouras, segundo o engenheiro agrônomo João Leonardo Corte Baptistella, em artigo publicado no Blog da Aegro.

“Devido às mudanças no sistema produtivo do cafeeiro, o bicho mineiro passou a ser a praga mais importante da cultura”, afirma Baptistella. O inseto ataca exclusivamente o cafeeiro, provocando perda de área foliar ao escavar galerias nas folhas, especialmente nos terços médio e superior das plantas.

A fase adulta da praga é uma mariposa que deposita ovos na parte superior das folhas, preferencialmente no terço superior da planta. Após a eclosão, as larvas penetram no interior da folha e iniciam o consumo da área foliar, comprometendo a fotossíntese e, consequentemente, a produtividade da lavoura.

De acordo com Baptistella, o ambiente pode influenciar diretamente o comportamento da praga. “O bicho mineiro é favorecido por condições mais secas e temperaturas elevadas. Portanto, podem ser mais problemáticos em lavouras mais espaçadas e nas faces mais ensolaradas do cafezal”, explica. Outro fator que pode agravar a infestação é o desequilíbrio nutricional das plantas.

O uso descontrolado de inseticidas pode contribuir para o aumento da praga. “O uso indiscriminado de inseticidas não seletivos e de produtos cúpricos têm grande impacto sobre os inimigos naturais do bicho mineiro, portanto, altas infestações são favorecidas”, observa o engenheiro.

Entre as medidas recomendadas, o controle cultural pode ser realizado com plantios mais adensados e adubações equilibradas. O controle biológico também é uma alternativa eficaz, com destaque para parasitóides da família Eulophidae e Braconidae, além de predadores como os vespídeos, considerados os mais eficientes.

O controle químico deve ser adotado apenas quando os níveis de dano justificarem a intervenção. “O controle químico deve ser realizado quando os níveis de dano forem atingidos, sempre prestando atenção nas amostragens e no histórico de infestação da área”, reforça Baptistella.





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Produção de café no Brasil deve crescer 2,7% em 2025


A produção brasileira de café está projetada para atingir 55,7 milhões de sacas na safra de 2025, representando um crescimento de 2,7% em relação ao ciclo anterior, mesmo em um ano de bienalidade negativa. Segundo o 2º Levantamento da Safra de Café 2025, divulgado pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) nesta terça-feira (6), esse volume, se confirmado, será o maior já registrado para um ano de baixa bienalidade, superando em 1,1% a colheita de 2023.

O aumento é atribuído, principalmente, à recuperação de 28,3% na produtividade média das lavouras de café conilon, cuja produção está estimada em 18,7 milhões de sacas, estabelecendo um novo recorde na série histórica da Conab. A estatal destaca que “o resultado se deve, sobretudo, à regularidade climática durante as fases mais críticas das lavouras, que beneficiaram floradas positivas e boa quantidade de frutos por rosetas” .

No Espírito Santo, principal produtor de conilon do país, a produção esperada é de 13,1 milhões de sacas, impulsionada pelas boas precipitações no norte do estado, região que representa 69% da área cultivada com essa variedade no Brasil. Na Bahia, a colheita de conilon deve alcançar 2,5 milhões de sacas, superando Rondônia, onde a expectativa é de 2,28 milhões de sacas .

Em contrapartida, a produção de café arábica, mais sensível à bienalidade, deve recuar 6,6%, totalizando cerca de 37 milhões de sacas. Em Minas Gerais, maior produtor nacional dessa variedade, a colheita está estimada em 25,65 milhões de sacas, impactada por um período prolongado de seca entre abril e setembro de 2024, que comprometeu o potencial produtivo das lavouras .

A área total destinada à cafeicultura no país deve crescer 0,8%, alcançando 2,25 milhões de hectares. A área em produção tende a recuar 1,4%, estimada em 1,86 milhão de hectares, enquanto a área em formação deve aumentar 12,3%, movimento típico em anos de menor colheita .

No mercado internacional, o Brasil exportou 11,7 milhões de sacas de café entre janeiro e março de 2025, uma queda de 1% em comparação com o mesmo período de 2024. Apesar da redução no volume, a receita com exportações cresceu 68,9%, totalizando US$ 4,1 bilhões, impulsionada pela valorização dos preços internacionais do café.





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