quinta-feira, abril 23, 2026

Política & Agro

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Brasil amplia exportação de carne bovina para o Canadá


Segundo informações divulgadas pelo Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa), o Canadá aprovou a atualização do Certificado Sanitário Internacional (CSI) para exportação de carnes frescas desossadas e produtos cárneos processados crus, derivados de bovinos brasileiros. A Agência Canadense de Inspeção Alimentar (CFIA) comunicou que, com a aprovação, estados como Rio Grande do Sul, Paraná, Acre, Rondônia, além de municípios no Mato Grosso e Amazonas, agora poderão exportar esses produtos ao país norte-americano.

Esses estados e municípios são reconhecidos pela Organização Mundial de Saúde Animal (OMSA) como livres de febre aftosa sem vacinação desde 2021, o que permitiu a habilitação de onze estabelecimentos para exportação. Santa Catarina, por sua vez, já é reconhecida pelo Canadá como livre de febre aftosa sem vacinação e possui um frigorífico autorizado a exportar.

A aprovação era aguardada pelo setor de proteína animal no Brasil. “A retomada deste mercado já era aguardada pelo setor, principalmente para esses estados, que desde a abertura do mercado canadense, em março de 2022, não estavam autorizados a exportar carne bovina crua em razão da não vacinação de seus rebanhos”, destacou o ministro da Agricultura e Pecuária, Carlos Fávaro.

No caso da carne bovina cozida, a exigência de vacinação foi retirada, permitindo que qualquer estabelecimento habilitado no Brasil possa exportar para o Canadá, independentemente do estado de origem. O secretário de Comércio e Relações Internacionais do Mapa, Roberto Perosa, também comentou sobre o avanço: “Estamos junto da Embaixada do Brasil no Canadá buscando a retirada dessa exigência para a carne crua.”

Em 2023, o Brasil exportou mais de US$ 10,541 bilhões em carne bovina, equivalente a 2,28 milhões de toneladas. O Canadá importou US$ 39 milhões desse montante, registrando um crescimento de 18% em relação ao ano anterior.





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Estiagem impulsiona preços da mandioca para o maior patamar do ano


Combinação de menor oferta e demanda aquecida tem provocado uma escalada nos preços




Foto: Canva

A seca prolongada nas principais regiões produtoras de mandioca tem afetado o ritmo dos trabalhos no campo, além de manter o interesse dos vendedores baixo, seja pela expectativa de preços mais altos ou pela rentabilidade limitada. Essa combinação de menor oferta e demanda aquecida tem provocado uma escalada nos preços da raiz.

Segundo dados informados pelo Cepea, os preços superaram R$ 1,00 por grama de amido em muitas negociações, o maior valor registrado desde janeiro. Entre os dias 2 e 6 de setembro, o preço nominal médio a prazo da tonelada de mandioca entregue às fecularias foi de R$ 557,70 (equivalente a R$ 0,9699 por grama de amido), um aumento de 3,9% em relação à semana anterior.

Desde o valor mínimo observado em maio, os preços já subiram 37,3%, embora ainda estejam 10,4% abaixo do mesmo período de 2023.





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Produtores gaúchos apostam em fertilizantes organominerais para restaurar o solo após as enchentes


As enchentes que atingiram vários municípios no Rio Grande do Sul entre abril e maio, considerada a maior catástrofe climática da história do estado, deixaram um verdadeiro rastro de destruição. De acordo com a Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural (Emater), 2,7 milhões de hectares de terra no Rio Grande do Sul tiveram problemas de erosão e perda da camada superficial do solo, principalmente da fertilidade. 

Entre os inúmeros municípios atingidos estão propriedades localizadas no Vale do Taquari, no Vale do Caí, onde pomares de citros foram bastante afetados pela enxurrada, levando boa parte da fertilidade do solo e deixando áreas com deposição de areia, outro problema criado pelas enchentes. Segundo os especialistas, sem um trabalho de reposição de nutrientes aprofundado, essas áreas devem levar anos para recuperar a fertilidade do solo.

“Conforme os dias de chuva se passaram fomos recebendo relatos de produtores de que suas áreas, tinham sido ‘lavadas’ pelas fortes águas que desciam nos morros e até alguns que relataram perda total das áreas, às quais desceram com os desmoronamentos ocorridos”, relata a engenheira agrônoma e Assistente Técnica Comercial da Terraplant Fertilizantes, Alana Cirino. A empresa se dedica há mais de duas décadas no desenvolvimento de soluções para potencializar a fertilidade do solo em diversos estados brasileiros, através da aplicação de fertilizantes organominerais.

Com a experiência de quem trabalha na correção de diferentes tipos de solo no Rio Grande do Sul, ressalta o tamanho do desafio. “O que podemos verificar destas áreas que sofreram as consequências destas intempéries é que todo o perfil de solo que já estava corrigido e pronto para as produções já não estão mais presentes. Sobraram solos compactados, pobres em matéria orgânica e ácidos, o que faz com que a necessidade de uma recuperação total de área seja feita”, afirma Alana Cirino.

Esse foi o caminho encontrado pelo produtor de uvas, Enerio Rigon, que tem sua propriedade no município de Pinto Bandeira, na Serra gaúcha. “No começo de maio tive uma área devastada pelo deslizamento de terra devido ao alto índice de chuva, uma boa parte foi atingida e praticamente não sobrou nada, tudo foi arrastado pelas forças da água inclusive a parte boa do solo, sobrando rocha e terra lavada. Então decidimos recompor o solo e replantar a área utilizando o fertilizante MinerOxi+, um fertilizante organomiral e mais completo. Por indicação de um amigo recebi a visita da engenheira agrônoma Alana e optei pelo produto da Terraplant achei muito interessante para recompor a matéria orgânica do solo e reconstruir a fertilidade da área”, destacou o produtor.

Segundo o Doutor em Solos e Coordenador de Pesquisa, Desenvolvimento e Inovação da Terraplant, Alex Becker, o índice ideal de matéria orgânica do solo é no mínimo de 5%, porém, 96% das análises de solo que ele recebe do Sul estão abaixo dos 3%. Becker lembra que o primeiro passo é entender que tipo de solo que ficou, porque em muitas áreas que foram alagadas, próximas a rios e riachos, foram ‘lavadas’ e muitas outras não foram lavadas, mas houve uma grande deposição de areia.

“Essas áreas vão ter que ser trabalhadas novamente para formar e entender esse novo perfil de solo, essa nova fertilidade. E isso passa muito por uma questão de correção, essas áreas vão ter que ser corrigidas do ponto de vista químico, físico, e biológico. Nós da Terraplant podemos contribuir com essa orientação e oferecendo um portfólio robusto e versátil, como o MinerOxi+, o único organomineral 3 em 1 (orgânico+mineral+óxido), que vai corrigir e melhorar essa questão de fertilidade do solo”, explica Becker. Mas o especialista faz uma ressalva. “O produtor precisa estar consciente que a correção não acontece de uma hora para a outra, vai levar um tempo, estimo que de três a quatro anos para ir melhorando essas áreas que foram gravemente afetadas, então vai levar algumas safras para melhorar as condições físicas e químicas do solo, utilizando adubação com presença de matéria orgânica a fim de recuperar a fertilidade dos solos e, consequentemente, dar melhores condições para as produções”, aponta.

Por fim o especialista destaca que além de utilizar ferramentas para melhorar o perfil do solo, os produtores terão que pensar em práticas conservacionistas em algumas áreas para mitigar e diminuir a velocidade da água, seja adicionando palhada no sistema, curvas de nível e, em muitas áreas até terraços dependendo da declividade.

“Nesse sentido, o MinerOxi+ disponibiliza uma gama de nutrientes que vai melhorar essa fertilidade, além de corrigir o pH dessas áreas que possivelmente estão mais ácidas do que antes das enchentes, pois a chuva acidifica o solo”, afirma Becker. Para finalizar, o especialista ressalta que além de casos extremos, como o ocorrido no RS, as soluções da empresa vêm contribuindo com uma melhor fertilidade dos solos e no auxílio aos produtores para obter o melhor resultado em suas lavouras. “Além de agregar produtividade, os fertilizantes organominerais como, por exemplo, o MinerOxi+, da Terraplant, vêm agregando em qualidade de produto, como as uvas produzidas na Serra Gaúcha”.





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Fungicidas multissítios: Solução essencial


Na cultura da soja, o Fezan Gold tem se destacado no controle da ferrugem asiática



“Contribuem na manutenção do desempenho de outros produtos"
“Contribuem na manutenção do desempenho de outros produtos” – Foto: USDA

O mercado de defensivos agrícolas enfrenta escassez de Fungicidas protetores devido a problemas logísticos e de fornecimento. Para atender à demanda crescente, a Sipcam Nichino formou uma força-tarefa voltada à safra 2024-25. Esses produtos são essenciais para o controle de doenças em várias culturas, como soja, algodão e milho. José de Freitas, agrônomo da empresa, recomenda o uso de produtos com multissítio na fórmula, como o fungicida Fezan Gold, que tem ganhado popularidade e é registrado para 11 cultivos além da soja.

“Contribuem na manutenção do desempenho de outros produtos. Proporcionam índices mais altos de controle de diversas doenças em várias culturas, entre as quais a ferrugem asiática, a mancha alvo e as de final de ciclo na soja. Na falta de protetores, indicamos produtos já com multissítio na composição. Fezan Gold é um fungicida sistêmico e protetor com multissítio, com formulação líquida SC à base de água, que traz praticidade e facilidade de manuseio e aplicação. Não necessita de óleo, apresenta baixíssimo risco de fitotoxicidade, comparado a outros do mercado e proporciona relação custo-benefício favorável”, comenta.

Na cultura da soja, o Fezan Gold tem se destacado no controle da ferrugem asiática, com 94% de eficácia contra o fungo Phakopsora pachyrhizi, conforme estudo da pesquisadora Caroline Wesp em Jaboticaba (RS). No algodão, o produto tem crescido em adesão, especialmente no controle da mancha de ramulária, com bons resultados no cerrado, principal região produtora do Brasil. Além disso, produtores de feijão, milho, amendoim, trigo e outras culturas também relatam sucesso com o fungicida. A Sipcam Nichino, fundada em 1979, é fruto da parceria entre a italiana Sipcam e a japonesa Nichino, ambas focadas na inovação em proteção de cultivos.
 





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Importações de trigo atingem maior volume em dois anos, mesmo com preços elevados


Aumento reflete a baixa disponibilidade interna




Foto: Divulgação

Apesar dos altos custos de importação, o Brasil tem aumentado significativamente suas compras externas de trigo ao longo de 2024, atingindo volumes não vistos nos últimos dois anos. Esse aumento reflete a baixa disponibilidade interna, especialmente de trigo de alta qualidade, o que tem pressionado o mercado a buscar alternativas no exterior.

Segundo dados informados pelo Cepea, com base em levantamentos da Secex, o Brasil importou 4,556 milhões de toneladas de trigo entre janeiro e agosto de 2024, o maior volume para esse período desde 2020, representando um aumento de 9% em relação ao total importado em 2023.

Em agosto, as importações somaram 545,46 mil toneladas, quase o dobro do registrado em agosto de 2023. No mercado interno, os preços do trigo continuam enfraquecidos, variando conforme a oferta e demanda em diferentes regiões.





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Campo Futuro 2024: decida com dados e planeje seu negócio rural | Ouça o…


Atenção: Esse conteúdo foi produzido pela equipe da CNA/Senar e gentilmente cedido para republicação no site Notícias Agrícolas

Gestão e Mercado: Episódio #136

“Campo Futuro 2024: decida com dados e planeje seu negócio rural”, com Natália Fernandes, coordenadora do Núcleo de Inteligência de Mercado da CNA, e Larissa Mouro, assessora técnica da CNA.

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Saiba como minimizar os impactos da fumaça das queimadas


Com a intensificação das queimadas no Brasil, é importante adotar medidas preventivas para evitar a exposição à fumaça, que pode afetar seriamente a saúde, especialmente de grupos vulneráveis. Para ajudar a população a enfrentar esses riscos, recomendações têm sido elaboradas para reduzir os danos causados pela inalação de poluentes liberados pela queima de biomassa.

Cuidados para reduzir a exposição à fumaça

Entre as principais orientações, é recomendado aumentar a ingestão de água e líquidos, ajudando a manter as vias respiratórias úmidas e protegidas. Além disso, deve-se priorizar a permanência em ambientes fechados e bem vedados, especialmente durante os horários de maior concentração de poluentes. Quando possível, busque locais com ar condicionado e filtros de ar, que ajudam a diminuir a quantidade de partículas inaladas.

Além disso, é importante manter portas e janelas fechadas e evitar atividades físicas ao ar livre. Para quem precisa sair de casa, o uso de máscaras como N95, PFF2 ou P100 é indicado, pois elas oferecem maior proteção contra as partículas presentes no ar.

Cuidados necessários para evitar a exposição à fumaça das queimadas

  • Aumente a ingestão de líquidos

Manter as vias respiratórias úmidas ajuda a proteger contra os poluentes presentes na fumaça.

  • Permaneça em ambientes fechados

Fique em locais bem vedados e, quando possível, com ar condicionado e filtros de ar para minimizar a exposição.

  • Feche portas e janelas nos horários críticos

Evite a entrada de fumaça em casa durante os períodos de maior concentração de poluentes no ar.

  • Evite atividades ao ar livre

Limite atividades físicas fora de casa, especialmente durante os picos de poluição.

  • Use máscaras adequadas ao sair de casa

Opte por máscaras como N95, PFF2 ou P100 para reduzir a inalação de partículas presentes no ar.

  • Proteja alimentos e objetos de contato com a fumaça

Não consuma alimentos ou bebidas que tenham sido expostos a cinzas ou detritos das queimadas.

  • Grupos de risco devem redobrar cuidados

Crianças, idosos, gestantes e pessoas com problemas respiratórios ou cardíacos devem prestar atenção especial aos sintomas e buscar atendimento médico em caso de complicações.

  • Mantenha medicamentos à mão

Pessoas com condições crônicas devem garantir que seus remédios estejam sempre acessíveis e prontos para uso em caso de crise.





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Não coloque todas as fichas na La Niña


Desde a primeira semana de maio entramos numa condição de Neutralidade do fenômeno El Niño Oscilação Sul (ENSO). Ou seja, saímos de um El Niño, quando as águas do oceano pacífico equatorial estão mais aquecidas, com valores superiores à +0.5°C acima da média histórica, migrando para uma condição de temperaturas mais próximas à média histórica.

Ao mesmo tempo, praticamente todas as simulações climáticas vinham indicando uma rápida transição para o período de La Niña, quando há um resfriamento das águas no oceano pacífico equatorial.

Apesar do fenômeno ser monitorado nesta região, há alterações nos regimes de chuva e temperaturas em todos os continentes do globo, inclusive no Brasil. Isso se torna extremamente relevante para o produtor brasileiro, visto que ele deve adequar as práticas de cultivo de acordo com o regime climático vigente.

De maneira geral, a condição de La Niña, entre a primavera e verão, pode ser favorável às chuvas no centro-oeste e sudeste, assim como no extremo norte do Brasil. Enquanto que o sul, enfrenta um período com maior restrição de chuvas.


O gráfico indica os valores observados de anomalia de temperatura na região de monitoramento desde o final da condição de El Niño. Valores entre +0,5 e -0,5°C são considerados como a condição de Neutralidade. Fonte: NOAA.

No entanto, o ritmo em que as águas vêm se resfriando está mais lento do que em outras ocasiões, contrariando o indicado por algumas projeções, como por exemplo as simulações do centro norte americano.

 


Previsão para as anomalias de temperatura da superfície do mar na região do Niño3.4 do centro Americano. Fonte: NCEP/NOAA

Por outro lado, o centro Australiano, indica um cenário mais conservador e com menores condições para o surgimento da La Niña. Enquanto a simulação dos EUA indica até 66% de chances para a entrada de uma La Niña, a simulação dos australianos indica uma possibilidade de no máximo 15% para a configuração desta La Niña.


Previsão para as anomalias de temperatura da superfície do mar na região do Niño3.4 do Australiano. Fonte: BOM

O gráfico da previsão por conjunto do Centro Europeu, na região NINO3.4, mostra um declínio gradual das anomalias, indicando uma tendência para condições de La Niña.


Previsão por conjunto para as anomalias de temperatura da superfície do mar, na região do Niño3.4, das simulações realizadas pelo Centro Europeu. Fonte: ECMWF

Embora a maior parte das previsões apontem para a manutenção de anomalias negativas, a intensidade parece ser relativamente fraca, sugerindo que, se uma La Niña se desenvolver, ela poderá ser de curta duração e de fraca intensidade. Isso pode impactar a distribuição de chuvas e a temperatura em algumas regiões agrícolas do Brasil, mas sem o impacto severo de uma La Niña forte e prolongada.

Além disso, ao final de ambas as projeções, caminham para a retomada da Neutralidade nos meses de verão. Sendo que o modelo Australiano, mantém as condições mais propícias para neutralidade durante todo o horizonte de previsão, enquanto que a simulação norte americana indica os valores acima de -0.5°C a partir do trimestre de Janeiro, Fevereiro e Março, com alguns membros indicando até mesmo a possibilidade da retomada de um El Nino, no final do horizonte de previsão, que coincide com o final da safra de verão no Brasil.

Portanto, apostar fortemente nas condições de La Niña nesta Safra de 2024/25 pode não ser a estratégia mais adequada.

Vale ressaltar que a maioria das projeções de longo prazo indicam um quadro de chuvas mais irregulares em grande parte do Brasil, com temperaturas significativamente acima da média. Ainda que as temperaturas não sejam tão extremas quanto as registradas no decorrer da safra de 2023/24.

Possíveis Impactos Climáticos no Plantio da Soja:

Distribuição Irregular das Chuvas:

  • O cenário de neutralidade climática, com possibilidade de La Niña ainda incerta, pode resultar em chuvas irregulares, sobretudo no início da primavera (setembro/outubro), que é justamente o período de plantio da soja nas principais regiões produtoras. Esta irregularidade pode comprometer a germinação e emergência das plântulas, e o estande das lavouras.
  • Para as regiões do Centro-Oeste e Sudeste, historicamente beneficiadas por La Niña com chuvas mais frequentes, a neutralidade pode gerar um padrão de chuvas menos previsível. O agricultor deve estar atento ao monitoramento de curto prazo e localizado, se necessário, ajustar as operações de plantio, talvez postergando o início para garantir que a umidade do solo seja adequada.
  • Já no Sul do Brasil, que enfrenta maior risco de déficit hídrico sob condições de La Niña, a recomendação é adotar práticas conservacionistas de manejo do solo, como o plantio direto, para otimizar a retenção de água e minimizar o impacto de uma possível estiagem durante o ciclo inicial da soja.

Temperaturas Elevadas:

  • Outro ponto de atenção é a expectativa de temperaturas acima da média, ainda que não tão extremas quanto as da safra anterior (2023/24). Temperaturas elevadas podem acelerar o desenvolvimento fenológico da soja, diminuindo o ciclo vegetativo e comprometendo o enchimento de grãos em fases subsequentes.
  • Para mitigar o impacto do calor excessivo, a adubação equilibrada com foco em melhorar a resistência fisiológica das plantas ao estresse térmico, bem como a escolha de variedades adaptadas a condições de maior temperatura, são estratégias importantes.

Janelas de Plantio:

  • Dada a incerteza climática, os produtores devem considerar o escalonamento do plantio, dividindo a semeadura em diferentes períodos, o que reduz o risco de perda total em caso de períodos prolongados de estiagem ou chuvas excessivas.
  • Além disso, a escolha de cultivares de ciclo precoce ou médio pode ser benéfica em regiões onde o regime de chuvas for mais irregular, permitindo que a soja complete seu ciclo antes que uma possível seca afete a fase reprodutiva.

Qualidade da Semeadura:

  • Devido à incerteza climática, uma boa preparação do solo e uma semeadura de precisão são fundamentais para garantir uma população adequada de plantas. Condições de solo com boa retenção de umidade e sem compactação podem ajudar a superar eventuais falhas na emergência devido à irregularidade das chuvas.

Recomendações Básicas para Mitigação de Riscos:

Manejo Integrado de Pragas e Doenças (MIP):

  • Sob um cenário climático mais quente, o desenvolvimento de pragas e doenças pode ser favorecido. Condições de temperatura acima da média e períodos de estresse hídrico podem aumentar a pressão de pragas como a lagarta-da-soja (Anticarsia gemmatalis) e o percevejo-marrom (Euschistus heros), exigindo monitoramento constante e aplicação estratégica de defensivos.

Plantio Direto e Manejo de Palhada:

  • O sistema de plantio direto contribui para a manutenção da umidade no solo, aspecto crucial em condições de chuvas irregulares ou escassas. A presença de palhada pode ajudar a minimizar as perdas de água por evaporação, além de melhorar a estrutura do solo para o desenvolvimento das raízes.

Uso de Cultivares Tolerantes:

  • A escolha de cultivares tolerantes ao estresse hídrico e térmico é uma prática cada vez mais recomendada, especialmente em regiões mais vulneráveis a períodos de seca, como o Sul do Brasil durante as condições de La Niña.





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Como prevenir a giberela no trigo


Outro ponto crucial é o momento da pulverização



Outro ponto crucial é o momento da pulverização
Outro ponto crucial é o momento da pulverização – Foto: Seane Lennon

Segundo o coordenador técnico da DigiFarmz, MSc. Eng. Agr. Leonardo Furlani, a giberela, causada pelo fungo Fusarium graminearum, é uma das principais doenças do trigo no Brasil, especialmente na região Sul. A doença pode causar perdas de até 50% na produção e comprometer a qualidade dos grãos devido à presença de micotoxinas como o deoxinivalenol (DON). O controle eficaz da giberela é desafiador, principalmente em anos favoráveis à sua epidemia, tornando-se um gargalo para a produtividade do trigo.

Entre as principais dicas da DigiFarmz para o manejo da giberela está o monitoramento constante das condições climáticas, uma vez que períodos de chuva e temperaturas entre 20°C e 25°C durante o florescimento favorecem a infecção. A escolha da cultivar também é fundamental, pois, embora não existam variedades totalmente resistentes, algumas apresentam maior tolerância à doença. É importante que os produtores conheçam as características de cada cultivar para manejá-las adequadamente.

Outro ponto crucial é o momento da pulverização. O controle com fungicidas deve ser realizado quando 25% a 50% das espigas estiverem florescendo, sempre antes de chuvas previstas. Furlani destaca que o momento de aplicação é mais relevante do que o fungicida utilizado, mas indica triazóis, estrobilurinas e carboxamidas como os mais eficazes, alcançando mais de 80% de controle quando aplicados corretamente. Em condições severas, pode ser necessária a reaplicação de fungicidas com intervalos de 5 a 10 dias.

O uso de ferramentas tecnológicas é cada vez mais importante no manejo de doenças como a giberela, proporcionando aos produtores decisões mais precisas. A plataforma DigiFarmz, por exemplo, combina anos de pesquisa e dados técnicos, ajudando agricultores a adaptar estratégias de controle às suas lavouras. Isso contribui para minimizar os impactos da doença e garantir uma produção de trigo mais eficiente e sustentável.
 





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Oferta elevada pressiona preços da cenoura em Minas Gerais


Eelevada oferta é impulsionada pelo aumento da produtividade




Foto: Pixabay

Pelo terceiro mês consecutivo, os preços da cenoura registraram queda em São Gotardo (MG), um dos principais polos produtores do país. A elevada oferta, impulsionada pelo aumento da produtividade, tem pressionado as cotações e dificultado a rentabilidade para os produtores da região.

Segundo dados informados pelo Cepea, entre 2 e 6 de setembro, a média do preço da caixa de 29 quilos da cenoura “suja” foi de R$ 11,75, uma queda de 14% em relação à semana anterior. Essa tendência de baixa nos preços, que persiste desde junho, coloca o valor abaixo dos custos de produção, o que pode comprometer futuros investimentos no setor. Ainda de acordo com o Cepea, uma recuperação no mercado é esperada entre novembro e dezembro, com o início da colheita da safra de verão.





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