quinta-feira, abril 23, 2026

Política & Agro

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Brasil projeta safra recorde de milho


Segundo a análise semana da Central Internacional de Análises Econômicas e de Estudos de Mercado Agropecuário (Ceema), os preços do milho apresentaram leve alta em algumas regiões do Brasil nesta semana. No Rio Grande do Sul, a média estadual se manteve estável, fechando em R$ 58,02 por saca, enquanto as principais praças do estado avançaram para R$ 57,00 por saca. Em outras partes do país, os valores oscilaram entre R$ 40,00 e R$ 59,00 por saca, refletindo a dinâmica regional do mercado.

Novas projeções para a safra brasileira de milho indicam que a produção total pode atingir 133,6 milhões de toneladas, um volume superior em cerca de 6 milhões de toneladas ao previsto pelo Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA). Se confirmada, essa produção será 6% maior do que a colhida na safra anterior. A área total plantada deve alcançar 20,9 milhões de hectares, com uma produtividade média estimada de 6.400 quilos por hectare, desde que as condições climáticas sejam favoráveis.

A previsão para a safra de verão, que será colhida no início de 2025, é de 24,3 milhões de toneladas, um número inferior às 25,6 milhões do ciclo anterior. No entanto, a expectativa para a segunda safra (safrinha) de 2025 no Centro-Sul do Brasil é otimista, com uma produção estimada em 94,6 milhões de toneladas, superando as 85,9 milhões colhidas no ano passado.

Em termos de exportações, dados da Secretaria de Comércio Exterior (Secex) mostram que, nos primeiros cinco dias úteis de setembro, o Brasil exportou 1,6 milhão de toneladas de milho, o que representa uma queda de 28,7% na média diária em comparação ao mesmo período do ano anterior. Para atingir a meta mínima de 40 milhões de toneladas exportadas até o final de 2024, o país ainda precisa vender 26 milhões de toneladas até janeiro, a fim de reduzir os estoques nacionais do grão. A Associação Nacional dos Exportadores de Cereais (Anec) estima que o Brasil exporte 6,5 milhões de toneladas de milho ao longo do mês de setembro.





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Cotação do trigo fecha estável em Chicago


Nos Estados Unidos, a colheita do trigo de primavera avançou





Foto: Canva

Segundo a análise semana da Central Internacional de Análises Econômicas e de Estudos de Mercado Agropecuário (Ceema), as cotações do trigo em Chicago, que apresentaram leve recuo durante a semana, voltaram aos níveis da semana anterior, com o fechamento nesta quinta-feira (12) alcançando US$ 5,63 por bushel, praticamente estável em relação aos US$ 5,61 registrados uma semana antes. O movimento de recuperação ocorreu após a divulgação do relatório de oferta e demanda do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA).

O relatório do USDA manteve a previsão de produção de trigo nos Estados Unidos para a safra 2024/25 em 53,9 milhões de toneladas, sem alterações em relação ao documento anterior de agosto. Os estoques finais norte-americanos também permaneceram inalterados, somando 22,5 milhões de toneladas. Globalmente, a produção mundial de trigo foi ajustada para 796,9 milhões de toneladas, uma leve queda de pouco mais de um milhão de toneladas em relação ao mês passado, enquanto os estoques finais mundiais aumentaram em 600 mil toneladas, totalizando 257,2 milhões de toneladas.

O preço médio ao produtor de trigo nos EUA está projetado em US$ 5,70 por bushel no novo ano comercial, uma queda em relação aos US$ 6,96 registrados no ano anterior. Para o Brasil, a expectativa de produção é de 9,5 milhões de toneladas, enquanto a safra argentina foi estimada em 18 milhões de toneladas.

Nos Estados Unidos, a colheita do trigo de primavera avançou, atingindo 85% da área plantada até o dia 8 de setembro, levemente acima da média histórica de 83%. Na Argentina, a empresa Bioceres informou que precisará de pelo menos dois anos para iniciar a comercialização de seu trigo geneticamente modificado HB4 nos Estados Unidos, após a recente aprovação do cultivo do produto pelo governo norte-americano.





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Custo para recuperar área de pastagem degradada ultrapassa R$ 115 bilhões


Com o objetivo de discutir a importância e a disseminação das sementes forrageiras em terras brasileiras, já que elas estão diretamente ligadas à sustentabilidade ambiental, aconteceu o V Simpósio Brasileiro de Sementes de Espécies Forrageiras paralelo ao XXII Congresso Brasileiro de Sementes. Estiveram no simpósio representantes do governo, da iniciativa privada, da pesquisa e produtores para debater o assunto.

O engenheiro agrônomo, diretor da Infrapar Capital Partners, Marco Antônio Fujihara, trouxe alguns dados obtidos em 2022, pelo Conselho de Desenvolvimento Econômico e Social da PR, bem significativos em relação à degradação do solo brasileiro. No Brasil, existem 159 milhões de hectares de pastagens, sendo que 63%, ou seja, 99 milhões de hectares estão degradados. Desses 99 milhões de ha, 41% (65 milhões de ha) tem degradação intermediária e 22% (34 milhões de ha) com degradação severa. De acordo com ele, levantamento do Banco do Brasil aponta custo na ordem de R$ 116,1 bilhões para recuperação das pastagens degradadas.

Quando falamos em efeito estufa, sabe-se que o Brasil é o quinto maior emissor de gases do mundo. Segundo dados do SEEG (Sistema de Estimativas de Emissões e Remoções de Gases de Efeito Estufa), 49% das emissões totais são por mudanças de uso da terra e queima de resíduos florestais. Porém, desses 49%, as alterações de uso do solo representam 92,2% e os resíduos florestais têm responsabilidade de 7,8%.

Dentro desse cenário, Fujihara mostrou que a revitalização das áreas degradadas visa, por exemplo, o aumento da produtividade dos solos, a recuperação da biodiversidade e a redução da pressão sobre novas áreas.

Existem algumas decisões práticas a serem tomadas e uma delas é a utilização das sementes forrageiras, para fazer a retenção do carbono. “A forrageira é a base da recuperação da área degradada. Se você plantar a forrageira, você consegue recuperar essa área degradada muito mais depressa, em vez de 5 anos, leva 2 anos”, comparou Fujihara.

Ele apresentou no Simpósio uma área recuperada no Mato Grosso por meio da utilização das forrageiras. “Era uma fazenda de 5 mil hectares que estava semidesértica. Fizemos todo o processo de recuperação com forrageiras. As forrageiras é que fizeram a recuperação daquela área”, destacou.

Porém, esse tempo de recuperação tem um custo alto, e muitas vezes o produtor não consegue fazer o processo, que dura em média, 2 anos. Segundo Fujihara, esse é o maior desafio.

Mercado de Forrageiras

De acordo com o Coordenador do Comitê de Forrageiras da ABRASEM (Associação Brasileira de Sementes e Mudas), Marcos Roveri José, estima-se que o mercado de forrageiras fechou o ano de 2023 na média de R$ 5 bilhões. Na visão dele, esse número expressivo deu-se devido à integração lavoura-pecuária. “Hoje já temos uma agricultura muito forte trabalhando dentro desses sistemas integrados de produção”, disse.

De acordo com Roveri, a braquiária e a russians são as espécies de maior produção. “Tem a questão da retenção do carbono, que é o que mais prega hoje, então a inserção da forrageira dentro do sistema é fundamental, você não tem um outro sistema tão capaz, tão pujante, igual a inserção de forrageiras”.

Durante o debate, Roveri ainda disse que o setor ainda precisa de mais dados oficiais e políticas públicas.

Evolução tecnológica

A pesquisadora da Embrapa Gado de Corte e organizadora do V Simpósio Brasileiro de Sementes de Espécies Forrageiras, Jaqueline Verzignassi, ressaltou que o setor tem ligação com a economia, a sustentabilidade ambiental e a sustentabilidade econômica. Reforçou também que o uso da semente forrageira não é exclusivamente mais uma pastagem, mas é um grande negócio.

O setor também tem uma evolução na tecnologia. “Tem tecnologia industrial, tecnologia de preparo de sementes, de superação de dormência, tem tecnologia de colheita”, explica Jaqueline..

 Segundo ela, o simpósio abordou inovações na produção de sementes forrageiras e na indústria, além de oportunidades de negócios que visam garantir a sustentabilidade. “O simpósio teve a participação de produtores, pesquisadores, representantes de grandes associações de produtores e fomentadores de pesquisa, que debateram estratégias mais efetivas e abrangentes de implementação de normativas para a produção e mercado de sementes”, disse Jaqueline.

Normativas precisam de atualização

Izabela Mendes Carvalho, coordenadora geral de sementes e mudas do Ministério da Agricultura e Pecuária (MAPA) disse que tem uma lista de normativas que precisa ser atualizada. Segundo ela, o trabalho iniciou, mas ainda não tem previsão de conclusão. Em relação especificamente às sementes forrageiras, Izabela observa que essas espécies apresentam muitas peculiaridades e particularidades. “A gente tem a questão com relação à importação, ao desenvolvimento de materiais, de cultivares registradas, a questão do processo produtivo, precisamos ter algumas especificações”. A coordenadora do MAPA lembra que a pasta publicou a Lei 14.515, no final de 2023, instituindo o Programa de Autocontrole que ainda precisa ser regulamentado. “Estamos trabalhando com a regulamentação dessa lei para, depois disso, começar a rever as normas específicas”.





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Comissões de Sementes e Mudas debatem implementação de normativas e ajustes legais no XXII CBSementes


As alterações e a implementação de instruções normativas, bem como ajustes legais e administrativos no setor de produção de sementes estão entre as principais demandas das Comissões de Sementes e Mudas (CSMs). Representantes das comissões de diversos estados realizaram a primeira reunião nacional durante todo o dia de ontem no XXII Congresso Brasileiro de Sementes (CBSementes), que começou na última terça e se encerra amanhã (13/09) em Foz do Iguaçu (PR).

O encontro foi organizado pela Comissão de Sementes e Mudas do Paraná (CSM-Paraná) em parceria com a Associação Brasileira de Tecnologia de Sementes (ABRATES), promotora do CBSementes.

Para o presidente da ABRATES, Fernando Henning, a reunião nacional das CSMs é relevante para criar harmonia entre as diferentes comissões, uniformizar os regimentos internos e articular mudanças estratégicas junto ao Ministério da Agricultura e Pecuária. “A uniformização é importante para garantir sinergia entre as estruturas burocráticas das CSMs, o que facilita a implementação de demandas. Outro ponto importante foi a possibilidade de cada CSM apresentar suas necessidades locais, permitindo trocas entre diferentes estados”, explica Henning.

Isabela Mendes Carvalho, Coordenadora Geral de Sementes e Mudas do MAPA, destacou que as comissões têm um papel fundamental no assessoramento ao MAPA. Ela ressaltou a necessidade de atualização de normas, uma demanda central das comissões, já que várias instruções normativas e portarias precisam ser revisadas para se adequarem às mudanças recentes no decreto regulador do setor.

“Foi um encontro com relatos importantes sobre as dificuldades e demandas do setor, além dos avanços junto ao Ministério da Agricultura”, afirmou Jhony Möller, diretor-executivo da CSM-Paraná. Participaram dos debates representantes das comissões do Paraná,  Rio Grande do Sul, Santa Catarina, São Paulo, Minas Gerais, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Bahia, Pará e Tocantins.

O mix de sementes foi outro assunto discutido pelas CSMs. A palestrante Maria Selma Carvalho, da Associação dos Produtores de Sementes de Minas Gerais, falou sobre a importância das misturas de sementes (mix) para cobertura de solos, que oferecem vantagens em relação às espécies individuais, melhorando a retenção de água e a reciclagem de nutrientes. Ela destacou que o novo decreto 10.586 facilitou a comercialização de misturas de sementes, o que impulsionou o crescimento do setor, com empresas surgindo e expandindo significativamente.

Suemar Alexandre Gonçalves Avelar, da AgCroppers, apresentou um estudo de caso sobre o controle de qualidade na produção de mix de sementes. Ele detalhou as etapas do processo, desde a produção e beneficiamento até a análise e validação das amostras, garantindo que o produto final atenda às especificações antes de ser enviado ao cliente. Também participou das discussões sobre regulamentações a secretária Executiva da Associação Nacional dos Produtores de Sementes de Gramíneas e Leguminosas Forrageiras

No debate das CSMs, o pesquisador José de Barros França Neto e a consultora Maria de Fátima Zoratto discutiram a trajetória da Embrapa Soja e da Associação de Produtores de Sementes de Mato Grosso (APROSMAT)e sua colaboração com a CSM. Eles relataram contribuições em diagnósticos e práticas de tratamento de sementes, além de mudanças importantes nas normas de embalagens e padrões de qualidade, sempre com base em estudos da Embrapa.

O presidente da Associação Brasileira de Sementes e Mudas (Abrasem), Ronaldo Troncha, anunciou ontem durante a primeira reunião nacional das Comissões de Sementes e Mudas, a realização do Congresso de Sementes das Américas (SAA), que  está pré-agendado para acontecer em 2025, em Foz do Iguaçu (PR).

“Estou preparando um ‘save the date’ para o Congresso. Inicialmente estava previsto para o Rio de Janeiro, mas, devido a questões logísticas, foi transferido para o Paraná. O último congresso aconteceu em Montevidéu e, recentemente, houve um seminário no Peru, onde se decidiu que o próximo evento seria no Brasil”, explicou Troncha.

O evento terá a promoção da Associação de Sementes da América (SAA), que reúne representantes de vários países da América, incluindo a Abrasem. Segundo ele, o evento em Foz do Iguaçu contará com uma ampla representatividade. Antes disso, haverá outro congresso da SAA em Buenos Aires, começando em 30 de outubro deste ano.

 

 





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Prosa Agro Itaú BBA | Agro Semanal | Boi e frango de lado contrastam com o…


Atenção: Esse conteúdo foi produzido pela equipe do Itaú BBA e gentilmente cedido para republicação no site Notícias Agrícolas

Apesar da forte demanda externa, os preços do boi gordo seguem sem muita força para subir dada a elevada disponibilidade de gado terminado. Já nos mercados de aves e suínos, as exportações parciais apontam números mais fracos em agosto, mas isso não tem impedido a escalada do suíno.

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“Estamos em um ambiente de grandes oportunidades para o agro mundial”, destaca o ministro


Importância do diálogo para o comércio internacional





Foto: Mapa

Durante a reunião com o ministro da Agricultura, Pesca e Alimentação da Espanha, Luis Planas Puchades, o ministro da Agricultura e Pecuária do Brasil, Carlos Fávaro, ressaltou a importância do diálogo para o comércio internacional, especialmente nas negociações sobre questões sanitárias e fitossanitárias.

“Essas reuniões bilaterais são fundamentais para sincronizarmos os assuntos e, juntos, superarmos desafios comuns a todos. Estamos acompanhando o cenário e as lutas dos produtores europeus e espanhóis para se manterem competitivos diante das restrições impostas pelas mudanças climáticas”, disse Fávaro, destacando que produtores de ambos os países enfrentam desafios semelhantes em relação às mudanças climáticas.

As novas formas de produção, com investimentos em tecnologias avançadas e sustentáveis, também foram discutidas na reunião. Fávaro mencionou o Programa Nacional de Conversão de Pastagens Degradadas em Sistemas de Produção Agropecuária e Florestais Sustentáveis (PNCPD), que visa a recuperação e conversão de até 40 milhões de hectares de pastagens de baixa produtividade em áreas agricultáveis nos próximos 10 anos.

“O Brasil tem hoje 90 milhões de hectares de pastagens em estado de degradação, e esses 40 milhões, tecnicamente comprovados pela Embrapa, são altamente viáveis para a produção de alimentos. Portanto, não é necessário avançar sobre florestas para intensificar a produção. Ao contrário, devemos reflorestar”, afirmou o ministro.

O ministro Fávaro também abordou na reunião a carta entregue ao comissário europeu para Agricultura e Desenvolvimento Rural, Januz Wojciechowski. Na ocasião, solicitou apoio ao ministro espanhol.

“Estamos em um ambiente de grandes oportunidades para o agronegócio mundial”, concluiu Fávaro.





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Preço da laranja pera sobe com oferta limitada e previsão de safra menor


Demanda aquecida foi impulsionada pelas altas temperaturas





Foto: Canva

Os preços da laranja pera continuam em alta, refletindo o cenário de baixa oferta. Na parcial desta semana, o valor médio da fruta na árvore atingiu R$ 113,89 por caixa de 40,8 kg, um aumento de 4,3% em relação ao período anterior.

A demanda aquecida, impulsionada pelas altas temperaturas em São Paulo, também contribuiu para esse avanço. Segundo dados informados pelo Cepea, a escassez de oferta se intensificou com a nova estimativa do Fundecitrus, que prevê uma safra ainda menor que o previsto inicialmente.

O cinturão citrícola, que engloba o estado de São Paulo e o Triângulo Mineiro, deve colher 215,78 milhões de caixas na safra 2024/25, 30% a menos que na temporada anterior. A falta de chuvas também está afetando a qualidade das frutas, reduzindo o número de lotes disponíveis.

 

 





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Moldando o futuro dos produtos químicos verdes com ambição para mercados globais de agroquímicos


O Hubei Xingfa Chemicals Group Co., Ltd. (“Xingfa Group” ou o “Grupo”) tem uma das histórias de sucesso mais destacadas na história da indústria química da China.

Começando como uma pequena fábrica de fósforo amarelo em 1984, a empresa evoluiu ao longo das últimas décadas para se tornar um dos principais atores no setor de produtos químicos à base de fósforo, classificando-se por anos entre as 500 maiores empresas da China. Essa trajetória de crescimento exemplifica a transformação da indústria química chinesa.

Com coragem para inovar e uma abordagem de cooperação aberta, o Xingfa Group conseguiu se estabelecer nos mercados internacionais, conectando mercados locais a oportunidades globais. A empresa foi pioneira no modelo “Hidrelétrica + Mineração + Fabricação Química”, atendendo clientes em 116 países e regiões ao redor do mundo, e possui a segunda maior capacidade de produção de glifosato do mundo, liderando a indústria em tecnologia ambiental. Hoje, em meio a incertezas econômicas globais e desafios cíclicos da indústria, o Xingfa Group está implementando ativamente estratégias impulsionadas pela inovação, com o objetivo de abrir um novo capítulo no desenvolvimento de seus produtos químicos finos e na indústria agroquímica global, com competitividade e sustentabilidade excepcionais.

Este artigo explora as inovações tecnológicas, desenvolvimentos de produtos, expansão internacional e estratégias de sustentabilidade do Xingfa Group, analisando como a empresa navega por desafios como flutuações de mercado, pressões ambientais e avanços tecnológicos. Essa narrativa não apenas destaca a trajetória de desenvolvimento de uma única empresa, mas também reflete a crescente importância da indústria agroquímica da China no mercado global.

Xingfa Group: Um líder no setor de produtos químicos finos à base de fósforo

Vista aérea do Parque Industrial de Novos Materiais do Grupo Xingfa em Yichang

Vista aérea do Parque Industrial de Novos Materiais do Grupo Xingfa em Yichang

Como líder no setor de produtos químicos finos à base de fósforo na China, o Grupo Xingfa demonstra capacidades excepcionais de inovação e uma influência significativa no mercado. O Grupo é composto por uma empresa listada, 65 subsidiárias e 39 empresas associadas, empregando mais de 15.000 pessoas. Devido ao seu impressionante desempenho operacional, o Grupo Xingfa foi reconhecido entre as 500 maiores empresas chinesas por nove anos consecutivos, ocupando a 410ª posição. Sua entidade listada ocupa a 427ª posição na Fortune China 500 de 2023.

A trajetória do Grupo Xingfa exemplifica a transformação e modernização da indústria química da China. Desde o seu início como uma pequena fábrica de fósforo amarelo na década de 1980, a empresa alcançou um crescimento significativo por meio da diversificação concêntrica e foco em indústrias relacionadas. Em 1999, o Grupo Xingfa abriu seu capital na Bolsa de Valores de Xangai. A empresa integrou de forma inovadora a energia hidrelétrica e os recursos minerais, sendo pioneira no modelo de desenvolvimento “hidrelétrica + mineração + manufatura química” na China.

Desde 2001, o Grupo Xingfa tem perseguido ativamente uma estratégia de expansão global, estabelecendo várias bases de produção domésticas e internacionais. O Grupo desenvolveu sete indústrias centrais, incluindo químicos de fósforo-enxofre, organossilício, produtos químicos eletrônicos, nova energia, pesticidas, fertilizantes e turismo, com linhas de produtos que abrangem oito categorias para atender às diversas necessidades do mercado.

Linha de produtos do Grupo Xingfa

Panorama internacional de negócios do Grupo Xingfa

Em 2023, a receita de vendas do Grupo Xingfa superou RMB 60 bilhões, com desempenho notável nos mercados internacionais. As exportações da empresa experimentaram um crescimento significativo no primeiro semestre de 2024, refletindo o potencial contínuo de expansão do mercado internacional.

Aproveitando suas vantagens em toda a cadeia industrial, o Grupo Xingfa está remodelando o cenário agroquímico global

Com o aumento contínuo da população global e os frequentes surtos de pragas e doenças, os pesticidas estão se tornando cada vez mais cruciais para garantir a segurança alimentar mundial. Reconhecendo isso, o Grupo Xingfa investiu fortemente no setor de pesticidas, buscando se tornar um fornecedor líder mundial de herbicidas. Ao aproveitar suas vantagens de recursos em toda a cadeia industrial e aderir aos princípios de eficiência, segurança e responsabilidade ambiental, a empresa está comprometida em desenvolver produtos agroquímicos econômicos, seguros e de alta qualidade, que aumentem a qualidade e a produtividade agrícola global.

Atualmente, o Grupo Xingfa opera quatro bases de produção agroquímica e seis fábricas em todo o mundo. As bases estão localizadas no Parque Industrial Xiaoting e no Parque Industrial Yidu, na cidade de Yichang, Hubei; no Parque Industrial Wuda, em Wuhai, Mongólia Interior; e em Jacarta, Indonésia. As unidades de produção incluem Hubei Trisun Chemicals, Hubei Xingchen Technology, Inner Mongolia Xingfa Technology, Inner Mongolia Xinnongji Technology, Hubei Jiaxing Chemical e Xingfa AMCO na Indonésia. Além disso, a empresa mantém plantas de fabricação terceirizadas em mercados internacionais de forma cooperativa a longo prazo.

Os principais produtos do Grupo Xingfa incluem herbicidas como glifosato (séries), 2,4-D, MCPA, paraquat (séries), nicosulfuron, imazetapir e imazamox. A empresa ocupa a primeira posição no mercado doméstico e a segunda globalmente em herbicidas à base de fósforo orgânico. Notavelmente, sua capacidade de produção de glifosato atinge 230.000 toneladas anuais, garantindo sua liderança na China e no mercado global. Os processos de síntese verdes e eficientes empregados pelo Grupo Xingfa não só resolvem desafios ambientais significativos, mas também levam ao controle de custos e à produção limpa a nível nacional, tornando-o uma das primeiras empresas a passar por revisões ambientais para o glifosato. A introdução planejada de novas linhas de produtos, como glufosinato-P e piroxassulfona, deve expandir ainda mais seu portfólio agroquímico e aumentar sua influência na indústria.

No cenário internacional, o Grupo Xingfa estabeleceu plataformas no exterior para armazenamento, distribuição e processamento de produção. As principais plataformas no exterior incluem Xingfa USA, Xingfa Wenda Brasil, Xingfa Europa, AMCO Indonésia, Xingfa Argentina e Xingfa Hong Kong. Essas plataformas estão envolvidas em vendas de produtos, processamento de produção e expansão de mercado adaptados às suas respectivas regiões, fornecendo um suporte sólido para a estratégia de globalização do Grupo.

Enfrentando adversidades, o Grupo Xingfa demonstra uma resiliência de desenvolvimento excepcional

Diante de um ambiente econômico internacional complexo e volátil, a indústria global de pesticidas enfrenta um período de declínio cíclico, lidando com desafios como condições climáticas extremas, tensões geopolíticas, ameaças de recessão econômica e crises, que aumentam significativamente a incerteza sobre o futuro da indústria. Apesar dessas dificuldades, o Grupo Xingfa tem demonstrado uma notável resiliência ao implementar medidas estratégicas para garantir a estabilidade e segurança de sua cadeia industrial.

Em primeiro lugar, o Grupo Xingfa prioriza a consolidação de sua base de desenvolvimento, fortalecendo sua capacidade de resistir às flutuações do mercado. A empresa continua a aprofundar seu negócio principal, aproveitando suas vantagens de recursos e capacidades de produção integrada para melhorar a eficiência operacional e as práticas de gestão, reduzindo custos de maneira eficaz e aumentando a competitividade. Paralelamente, tem feito investimentos contínuos para garantir a qualidade de seus produtos pesticidas e em pesquisa e desenvolvimento de aplicações, mantendo sua liderança de marca e reputação no mercado.

Em segundo lugar, a abordagem proativa de expansão de negócios do Grupo Xingfa enfatiza uma gestão de riscos precisa e o aprofundamento da cooperação internacional. Em resposta às tendências de desglobalização, a empresa acelerou sua expansão no exterior. Dado o caráter exportador da indústria de pesticidas da China, uma estratégia de vendas no mercado global é crucial. O Grupo Xingfa tem focado estrategicamente nos EUA e no Brasil, os maiores mercados agroquímicos.

Nos EUA, o Grupo Xingfa começou a planejar cuidadosamente seu negócio de processamento e distribuição local de formulações em 2017. Após a guerra comercial entre os EUA e a China em 2018, a empresa rapidamente ajustou sua estratégia para avançar em projetos de processamento e distribuição locais. A pandemia da COVID-19 e o fechamento de fábricas da Bayer resultaram em escassez de oferta no mercado norte-americano, proporcionando ao Xingfa USA oportunidades de rápido crescimento de negócios e mercado. Atualmente, o Xingfa USA está ampliando seu portfólio de produtos e adicionando o fornecimento de herbicidas essenciais, como paraquat e 2,4-D, oferecendo diversas opções para os clientes.

No Brasil, a Xingfa Wenda, uma subsidiária do Grupo Xingfa, obteve o registro técnico de glifosato em 2018, tornando-se o primeiro fabricante chinês de glifosato a alcançar essa marca de forma independente. O desenvolvimento de negócios da empresa no Brasil segue três princípios principais: estrita conformidade com as regulamentações locais, manutenção da imagem da marca com integridade e promoção de cooperação ganha-ganha por meio de parcerias. Atualmente, a empresa conduz principalmente negócios B2B no Brasil, estabelecendo parcerias de longo prazo com corporações multinacionais e empresas locais líderes.

Globalmente, o Grupo Xingfa não está apenas focado nos mercados dos EUA e Brasil, mas também continua a expandir sua presença internacional. O Grupo adquiriu uma participação majoritária em uma instalação de produção de formulações de paraquat e glifosato na Indonésia, estabeleceu uma subsidiária na Argentina e está se preparando para criar a Xingfa Austrália e a Xingfa Banagro Gana.

Produtos aquosos na linha de produção do Grupo Xingfa

Produtos aquosos na linha de produção do Grupo Xingfa

Olhando para o futuro, o Grupo Xingfa pretende intensificar vigorosamente sua estrutura industrial no exterior. As principais iniciativas incluem a expansão de projetos na Indonésia para estabelecer uma base de manufatura no Sudeste Asiático, acelerando a construção de instalações de armazenamento e distribuição no exterior para modelos de negócios mais convenientes e controlados por riscos para distribuidores e clientes locais, continuando a desenvolver subsidiárias no exterior e colaborações de processamento terceirizado, e diversificando as categorias de pesticidas em torno de produtos herbicidas principais para fortalecer sua oferta de produtos. Por meio desses esforços, o Grupo Xingfa está comprometido em fornecer produtos e serviços mais eficazes, diversificados e de alta qualidade para parceiros e clientes globais, demonstrando sua visão estratégica e capacidade de execução como líder da indústria.

Compromisso com a transformação inovadora: Desenvolvendo novas forças produtivas de qualidade e praticando conceitos de desenvolvimento sustentável

Em resposta a desafios globais como poluição ambiental, consumo de recursos e atualizações industriais, o Grupo Xingfa demonstra uma firme determinação em promover uma transformação impulsionada pela inovação. O Grupo foca em cultivar novas forças produtivas de qualidade, enquanto enfatiza o cumprimento de normas e o desenvolvimento sustentável, promovendo vigorosamente a redução de carbono e emissões e aderindo a metas de longo prazo para enfrentar proativamente as mudanças da indústria.

A inovação serve como força motriz por trás do desenvolvimento da empresa. O estabelecimento do Laboratório das Três Gargantas de Hubei reuniu uma equipe de pesquisa com 417 membros dedicados a avanços tecnológicos, dominando tecnologias-chave para produtos químicos de grau eletrônico. A tecnologia de produção limpa para fósforo amarelo foi reconhecida como líder nacional em eficiência energética em indústrias críticas por 11 anos consecutivos.

Laboratório das Três Gargantas de Hubei liderado pelo Grupo Xingfa

Laboratório das Três Gargantas de Hubei liderado pelo Grupo Xingfa

Pesquisadores conduzindo experimentos

Pesquisadores conduzindo experimentos

O Grupo Xingfa otimiza continuamente sua estrutura de produtos e indústrias, desenvolvendo produtos de grau alimentício e farmacêutico de alta qualidade. Está se tornando uma das empresas com a mais ampla gama de produtos finos de fósforo na China. Seus fosfatos de alta qualidade são líderes mundiais, com o hipofosfito de sódio entrando com sucesso no setor de semicondutores de alta tecnologia do Japão, e o dimetilsulfóxido alcançando o maior volume de produção e vendas no setor global de fibras de carbono.

Sob uma estratégia que prioriza o desenvolvimento ecologicamente correto, o Grupo Xingfa modernizou e expandiu suas instalações de proteção ambiental, resultando em uma redução de 30% nas emissões gerais e alcançando mais de 95% de utilização de resíduos sólidos, águas residuais, calor e gases. Seu modelo pioneiro de “hidrelétrica + mineração + manufatura química” alcançou um desenvolvimento integrado nos setores de fósforo, silício, sal e enxofre, criando um padrão diversificado de desenvolvimento que integra processos a montante e a jusante e indústrias associadas. O acoplamento e integração de vários processos permitem que subprodutos sejam convertidos em matérias-primas para outros processos, estabelecendo um parque nacional de demonstração para transformação da economia circular.

A transformação digital é crucial para o Grupo Xingfa melhorar a eficiência. O Grupo adota um modelo de “dados + plataforma + aplicação” para impulsionar sua transformação digital. Estabeleceu sistemas de automação DCS e linhas de produção automatizadas e alcançou coleta de dados em tempo real e monitoramento remoto de equipamentos por meio da integração de tecnologia IoT, permitindo a gestão abrangente de “pessoas, máquinas, materiais, métodos e ambiente”. O Grupo também está promovendo vigorosamente a integração de novas tecnologias da informação, como IA, 5G e big data, com o desenvolvimento industrial.

Oficina do Grupo Xingfa

Oficina do Grupo Xingfa

Os esforços em ESG (Ambiental, Social e Governança) são essenciais para o desenvolvimento sustentável social e ambiental, bem como para o crescimento de longo prazo das empresas. O Grupo Xingfa reconhece plenamente essa importância e integrou o conceito de ESG em sua estratégia corporativa. A empresa está alinhada com os objetivos nacionais de “pico de carbono e neutralidade de carbono”, estabelecendo uma equipe de liderança dedicada à gestão de emissões de carbono e incorporando os princípios de desenvolvimento sustentável em suas operações. Desde 2021, o Grupo Xingfa publicou voluntariamente relatórios ESG por três anos consecutivos e lançou de forma independente relatórios de verificação de gases de efeito estufa, avaliações de pegada de carbono e relatórios de avaliação de ciclo de vida de produtos para várias subsidiárias. Em seus esforços de redução de emissões, a empresa prioriza a energia limpa e aumentou os investimentos em energia eólica e solar, projetando reduzir as emissões de CO2 em mais de 400.000 toneladas. Nos últimos anos, o Grupo Xingfa fez investimentos substanciais em tecnologia de proteção ambiental, impulsionando a inovação verde para garantir que sustentabilidade e proteção ecológica se desenvolvam em conjunto.

O Grupo Xingfa não apenas alcançou sucessos notáveis em proteção ambiental e inovação tecnológica, mas também demonstrou um sólido compromisso com a responsabilidade social. Em 2023, a empresa doou RMB 22,07 milhões para iniciativas de caridade, elevando suas doações totais nos últimos três anos a mais de RMB 210 milhões. A empresa apoiou vários projetos, incluindo a construção de uma usina fotovoltaica para fortalecer a economia coletiva da Vila Zhaojun e o apoio à indústria de ervas medicinais na Vila Shukongping, promovendo assim o crescimento das indústrias verdes tradicionais locais.

Olhando para o futuro, o Grupo Xingfa continuará a implementar o conceito ESG, adotando uma abordagem mais aberta para coletar tópicos de interesse dos stakeholders e praticando ativamente esses conceitos, esforçando-se para alcançar as melhores práticas da indústria e contribuindo para o desenvolvimento sustentável da indústria agroquímica. Através dessas iniciativas, o Grupo Xingfa não só cumprirá suas responsabilidades sociais, mas também impulsionará toda a cadeia industrial em uma direção mais sustentável, promovendo coletivamente uma sociedade harmoniosa.

Conclusão

A trajetória do Grupo Xingfa representa não apenas sua jornada de desenvolvimento, mas também reflete a transformação e modernização da indústria química chinesa, à medida que se integra ao mercado global. Em meio a um cenário internacional complexo e volátil, e diversos desafios setoriais, a resiliência e o discernimento demonstrados pelo Grupo Xingfa oferecem valiosas referências e inspiração para empresas do setor e além.

Olhando para o futuro, a direção do desenvolvimento da indústria agroquímica é clara: mais eficiente, mais ecológica e mais sustentável. Essa evolução exige que as empresas agroquímicas inovem e desenvolvam produtos mais inteligentes e direcionados. A integração da tecnologia digital está prestes a trazer mudanças revolucionárias para o setor agroquímico. Nesse contexto, empresas como o Grupo Xingfa não apenas definirão seus futuros, mas também influenciarão o caminho mais amplo de toda a indústria.

Finalmente, é crucial reconhecer que o desenvolvimento da indústria agroquímica transcende considerações meramente tecnológicas e econômicas; está fundamentalmente ligado ao bem-estar humano. Cada avanço abre caminho para um futuro mais promissor para o nosso planeta e para as futuras gerações. Aguardamos com expectativa que o Grupo Xingfa continue a criar mais histórias de sucesso no cenário químico global, oferecendo produtos e serviços químicos mais verdes, eficientes e sustentáveis para o mundo, abraçando juntos um futuro mais próspero e harmonioso.

Esta matéria foi publicada originalmente na revista 2024 Latin America Focus. Confira mais artigos aqui.





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AgroNewsPolítica & Agro

Carne de frango ganha competitividade com alta nos preços


Valorização mais suave torna a proteína avícola uma opção mais acessível





Foto: Divulgação

A carne de frango tem se destacado no mercado, ampliando sua competitividade em relação às carnes bovina e suína, que apresentam altas mais acentuadas. Essa valorização mais suave torna a proteína avícola uma opção mais acessível para os consumidores no início de setembro.

Segundo dados informados pelo Cepea, a menor valorização da carne de frango, em comparação com as concorrentes, está relacionada ao aumento do poder de compra da população e à maior demanda. Enquanto a oferta restrita impulsiona os preços das carnes suína e bovina, o setor avícola responde ao incremento da procura, com o atacado reforçando estoques para atender à demanda aquecida.

 

 





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