quinta-feira, abril 23, 2026

Política & Agro

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Chuvas irregulares e clima incerto complicam planejamento da safra de soja


Segunda quinzena de setembro será marcada pelo baixo volume de chuva





Foto: Arquivo Agrolink

Segundo o meteorologista Gabriel Rodrigues, do Portal Agrolink, a previsão para a segunda quinzena de setembro indica chuvas para algumas regiões do Centro-Sul do Brasil, mas os volumes projetados são baixos. “A projeção aponta chuvas para o Centro-Norte de Mato Grosso do Sul, São Paulo, metade sul de Minas Gerais, sul de Goiás e Mato Grosso. No entanto, os volumes indicados nas projeções são inferiores a 15 mm para todo o período, exceto no sul de Minas Gerais e leste de São Paulo, onde os acumulados podem chegar a 30 mm”, explica Gabriel.

Com a chegada da primavera, a previsão de médio prazo se torna mais incerta devido à formação de chuvas convectivas — pancadas de chuva localizadas que surgem em decorrência do calor e da umidade. Essa situação gera dificuldades para os agricultores que aguardam a chuva para iniciar o plantio da soja. “O plantio está atrasado, e com essas chuvas localizadas e de volumes baixos, o cenário ainda é arriscado para quem optar pelo plantio no pó”, destaca o meteorologista.

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Gabriel também alertou para a mudança no padrão de umidade que ocorreu entre o início de setembro e agora. “Até o dia 10, havia um indicativo de período mais úmido cobrindo boa parte do Centro-Oeste e Sudeste. No entanto, esse sinal de umidade se deslocou para a Região Sul e para o leste do Sudeste”, afirmou. Mesmo com a possibilidade de que as chuvas cheguem às regiões produtoras do Centro-Oeste, Gabriel adverte que o cenário mais provável ainda é de uma condição mais seca, especialmente no norte do Mato Grosso, Pará e áreas do MATOPIBA.

A incerteza climática, segundo ele, é amplificada pelas projeções inconsistentes sobre a La Niña. “Estamos enfrentando uma situação semelhante à de 2016, quando a La Niña não se configurou. Essa incerteza pode perdurar por toda a temporada, dificultando o planejamento dos produtores”, observa Gabriel. Ele recomenda que os agricultores façam um acompanhamento contínuo das previsões de curto prazo para melhor planejar o início da safra e estejam preparados para possíveis condições climáticas extremas, como calor excessivo e falta de chuvas logo após o plantio.

 





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Café: Mercado finaliza a semana com fortes ganhos atento as condições…


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Na sessão desta sexta-feira (23), os vencimentos futuros do café arábica  finalizaram o pregão com fortes avanços na Bolsa de Nova York (ICE Future US), sendo que os primeiros vencimentos registraram ganhos de 440 pontos a 360 pontos.

Na Bolsa de Nova York (Ice Futures US), o vencimento setembro/24 terminou com alta de 440 pontos e está cotado em 251,50 cents/lbp, enquanto o contrato dezembro/24 finalizou com ganho de 440 pontos e está precificado em 247,30 cents/lbp. No caso do março/25 encerrou com valorização de 360 pontos e cotado em 244,80 cents/lbp.

Já em Londres, o contrato setembro/24 registrou baixa de US$ 51 por tonelada, negociado por US$ 4.903 por tonelada. O novembro/24 encerrou com recuo de US$ 58 por tonelada e valendo US$ 4.574. O janeiro/25 também teve valorização de US$ 60 e cotado por US$ 4.380 por tonelada.

De acordo com o Barchart, os preços do café nesta sexta-feira se recuperaram das perdas iniciais e subiram . Os preços do robusta registraram um novo recorde diante das preocupações com a produção no Vietnã. “O mercado está atento às condições climáticas adversas no Brasil e no Vietnã ameaçam as safras globais de café”, informou.

Ainda segundo o Barchart, a seca excessiva no Brasil pode causar a floração prematura dos cafeeiros e reduzir a produtividade da safra de café 2024/25 do Brasil. “A Cooxupé, a principal cooperativa de café do Brasil, disse que os cafeeiros continuam estressados, já que várias regiões produtoras de café no Brasil não tiveram chuvas significativas nos últimos 120 dias”, reportou.

Mercado Interno  

No mercado interno, as cotações do café registraram movimentações nas regiões produtoras acompanhadas pelo Notícias Agrícolas.

No caso do café arábica tipo 6/7,  na região de Guaxupé/MG o preço registrou valorização de 0,35% e ficou cotado em R$ 1.430,00 por saca. Em Varginha/MG, a saca do café foi comercializada a R$ 1.440,00 por saca e teve alta de 1,41%. Em Poços de Caldas/MG, a cotação do café teve ganho de 1,43% e está precificado em R$ 1.420,00 por saca. 

No caso do  café arábica tipo 6, a cotação registrou alta de 0,21% na região de Guaxupé/MG e terminou negociado em R$ 1.453,00 por saca.  Já em Varginha/MG, o preço do café registrou ganho de 1,39%  e ficou precificada em R$ 1.460,00 por saca. Em Franca/SP, o café terminou o dia cotado em R$ 1.470,00 por saca e teve alta de 0,68%. 

No caso do café tipo cereja descascado registrou movimentação em Guaxupé/MG, em que o preço do café teve alta de 0,59% e está cotado em R$ 1.539,00 por saca. Em Campos Gerais/MG,  o preço do café teve alta de 0,33% e está negociado a R$ 1.520,00 por saca. Em Varginha/MG, a cotação do café teve alta de 1,33% e está precificado em R$ 1.520,00 por saca.





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chuvas e sol ajudam aveia branca


De acordo com o Informativo Conjuntural divulgado na quinta-feira (12), as chuvas recentes, combinadas com períodos prolongados de sol e temperaturas amenas, têm favorecido o desenvolvimento da aveia branca no Rio Grande do Sul. Esse cenário melhorou o aspecto visual das lavouras e uniformizou as áreas que avançaram para o estágio de formação de grãos. O potencial produtivo permanece variável, com lavouras que receberam mais investimento tecnológico apresentando melhores resultados, especialmente aquelas semeadas mais tardiamente. Quanto à comercialização, o preço médio da saca de 60 quilos foi de R$ 74,00 em Ijuí, R$ 78,00 em Passo Fundo, e R$ 1,10/kg em Frederico Westphalen.

A principal preocupação fitossanitária é a ferrugem (Puccinia coronata f. sp. avenae), que ainda afeta algumas áreas. A Emater/RS-Ascar estima que a área destinada à produção de grãos seja de 365.590 hectares, com uma produtividade média de 2.402 kg/ha.

Veja mais informações sobre fitossanidade no Agrolinkfito

Na região administrativa de Erechim, 30% das lavouras estão em desenvolvimento vegetativo, e 70% já se encontram na fase reprodutiva. O potencial produtivo é variado, com produtores focados no controle de pragas e doenças, principalmente ferrugem. Já em Frederico Westphalen, as lavouras estão em diferentes fases: 20% em desenvolvimento vegetativo, 30% em florescimento, 30% em enchimento de grãos, e 20% em maturação, com a produtividade esperada próxima de 2.500 kg/ha. A ferrugem tem maior incidência nas áreas com menor investimento em manejo fitossanitário.

Na região de Ijuí, as lavouras de aveia mostram melhora no aspecto visual e no potencial produtivo, apesar de um aumento nas manchas foliares causadas por fungos e insetos sugadores. Cerca de 3% das áreas já estão em maturação, e 2% foram colhidas, com produtividade entre 2.500 e 3.000 kg/ha.

Em Passo Fundo, a cultura está em fase de emborrachamento (70%) e floração (30%), com produtividade estimada em 2.400 kg/ha, sem grandes problemas fitossanitários. Na região de Santa Maria, 40% das áreas estão em floração e 20% em enchimento de grãos, com produtividade ligeiramente superior a 2.200 kg/ha. Em Santa Rosa, na localidade de Garruchos, as condições climáticas favoráveis aumentam a expectativa de boa produtividade. No entanto, há baixa disposição para a comercialização dos grãos devido a dificuldades logísticas com cerealistas e ao uso crescente da aveia como forragem para animais, em substituição ao milho





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Produtores gaúchos intensificam tratamentos fitossanitários para safra de cítricos


Os pomares estão em plena floração para a próxima safra





Foto: Pixabay

Segundo o Informativo Conjuntural divulgado pela Emater/RS-Ascar na última quinta-feira (29), produtores da região de Erechim estão buscando mudas para o plantio de novos pomares e para a recuperação de plantas degradadas. Os pomares estão em plena floração para a próxima safra, e os agricultores intensificam os tratamentos fitossanitários visando à fixação das flores.

Na região de Passo Fundo, a colheita de laranjas está em andamento, com uma produção média de 35 toneladas por hectare. A quantidade, inferior à estimativa inicial, foi impactada pelo excesso de chuvas nos últimos meses, especialmente durante o período de floração. As condições climáticas também favoreceram a proliferação de doenças fúngicas, como antracnose, podridão-parda e míldio. As variedades de laranja Valência e Monte Parnaso estão em comercialização, enquanto os cultivos de bergamota, afetados pelas mesmas condições, apresentam produtividade reduzida de cerca de 20 t/ha. As doenças fúngicas também prejudicaram a produção das bergamotas Montenegrina, que estão sendo comercializadas no momento.

Veja mais informações sobre fitossanidade no Agrolinkfito

Em Santa Rosa, a colheita se concentra nas variedades tardias de bergamota, como Murcott e Montenegrina, e nas laranjas das variedades Comum e Valência. Os produtores realizam pulverizações com bioinsumos e calda sulfocálcica para controlar pragas como cochonilha, pulgão, fumagina e líquens. As plantas apresentam boa floração, e a presença de abelhas é um indicativo de polinização adequada, essencial para a próxima safra.





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Agronegócio paulista registra superávit de US$16,05 bilhões


Segundo dados divulgados pela Secretaria de Agricultura e Abastecimento de São Paulo, entre janeiro e agosto de 2024, o agronegócio paulista registrou um crescimento expressivo nas exportações, com alta de 9,26% em relação ao mesmo período do ano anterior, atingindo US$ 19,81 bilhões. As importações também apresentaram um aumento de 9,3%, totalizando US$ 3,76 bilhões. Com esse desempenho, o saldo da balança comercial do setor agropecuário de São Paulo alcançou um superávit de US$ 16,05 bilhões, um crescimento de 9,25% em comparação aos primeiros oito meses de 2023.

De acordo com o Instituto de Economia Agrícola (IEA-Apta), da Secretaria de Agricultura e Abastecimento de São Paulo, as exportações do agronegócio representaram 43,6% do total das vendas externas do estado no período, enquanto as importações setoriais responderam por 7,5%. Em contrapartida, as exportações dos demais setores da economia paulista, excluindo o agronegócio, somaram US$ 25,64 bilhões, resultando em um déficit comercial de US$ 20,49 bilhões no acumulado de 2024.

Os cinco principais grupos de produtos exportados pelo agronegócio paulista no período foram o complexo sucroalcooleiro, carnes, produtos florestais, complexo soja e sucos. Juntos, esses setores representaram 79,6% das exportações agrícolas de São Paulo. O destaque foi o grupo sucroalcooleiro, que liderou com uma participação de 39,9% (US$ 7,91 bilhões), seguido pelas carnes (US$ 2,10 bilhões), produtos florestais (US$ 2,05 bilhões), complexo soja (US$ 1,98 bilhão) e sucos (US$ 1,73 bilhão).

Além disso, o café, produto tradicional paulista, ocupou a sexta posição no ranking de exportações, com US$ 837,61 milhões, um aumento de 32,6% em relação ao ano anterior. No geral, o agronegócio de São Paulo representou 17,8% das exportações nacionais do setor, tecnicamente empatado com o estado do Mato Grosso (17,9%).

Essas variações nos principais produtos exportados refletem tanto as oscilações nos preços quanto nos volumes, com destaque para o aumento nos grupos de café, sucos e açúcar, e uma queda acentuada no complexo soja, que recuou 35,5%.





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Erva-mate ganha espaço no mercado regional e internacional


A cultura da erva-mate continua desempenhando um papel crucial na economia e na sociedade da região de Erechim, conforme o Informativo Conjuntural da Emater/RS-Ascar divulgado na última quinta-feira (29). O cultivo, especialmente nos municípios que abrigam agroindústrias ervateiras, contribui para a geração de renda das famílias. A colheita está em andamento e os rendimentos variam entre 800 e 1.000 arrobas por hectare, dependendo do nível de manejo adotado pelos produtores. O estado fitossanitário das plantações é considerado adequado, permitindo boas perspectivas de produtividade.

No aspecto comercial, o mercado de erva-mate apresenta estabilidade. Os preços pagos à indústria são de R$ 17,00 por arroba para a erva entregue, enquanto na planta o valor é de R$ 10,00 por arroba. No entanto, em algumas regiões como Frederico Westphalen, produtores relatam dificuldades devido à remuneração considerada insuficiente, além das estiagens que afetaram a produtividade. A área total de cultivo na região é de 2.689 hectares, mas há uma tendência de redução, já que alguns produtores estão migrando para o cultivo de soja e outros grãos mais lucrativos.

Apesar das dificuldades com remuneração e mão de obra, a erva-mate da região é amplamente comercializada no mercado regional, nacional e internacional, com destinação para o chimarrão, tererê e chá. A colheita segue até setembro, sendo pausada em outubro para preservar a brotação intensa das plantas. Em 2024, o clima favorável com boas chuvas ajudou no desenvolvimento das lavouras, melhorando a qualidade da produção.

Os preços praticados variam conforme a qualidade da erva-mate e a destinação. A erva-mate nativa colhida pela indústria está sendo comercializada entre R$ 20,00 e R$ 22,00 por arroba, enquanto a erva-mate plantada varia entre R$ 10,00 e R$ 12,00. Já a erva destinada à exportação e ao tererê alcança R$ 20,00 por arroba, refletindo o potencial da cultura para o mercado internacional.

Por outro lado, os produtores expressam insatisfação com a falta de reajuste nos preços, o que tem limitado a expansão da atividade e dificultado a entrada de novos agricultores no setor. A expansão das áreas de cultivo, em sua maioria, está sendo conduzida por produtores tradicionais com ervais nativos, que conseguem obter melhores preços no mercado.





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Avanços do PL do Combustível do Futuro


O PL também destaca a inclusão do Biometano como substituto do gás natural




Segundo o estudo da Oliver Wyman, o programa Combustível do Futuro pode se tornar um dos principais vetores de descarbonização do Brasil
Segundo o estudo da Oliver Wyman, o programa Combustível do Futuro pode se tornar um dos principais vetores de descarbonização do Brasil – Foto: Divulgação

De acordo com Rodolfo Taveira, Diretor de Energia e Recursos Naturais da consultoria Oliver Wyman, o Projeto de Lei do Combustível do Futuro representa um avanço significativo para a indústria de combustíveis renováveis no Brasil. Este projeto estabelece uma demanda adicional e cativa para biocombustíveis como SAF, Biodiesel, Biometano e HVO nos próximos anos. A implementação dessa demanda exigirá investimentos substanciais, estimados entre R$ 30 e R$ 60 bilhões, para expandir a capacidade produtiva nacional desses combustíveis.

O PL também destaca a inclusão do Biometano como substituto do gás natural, criando um novo mercado com certificados de geração que poderão ser comercializados pelos produtores e importadores brasileiros. Essa iniciativa, semelhante ao RenovaBio, tem o potencial de fomentar a produção de Biometano no país e deve incentivar investimentos nessa área nos próximos anos.

A Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) desempenhará um papel crucial na regulamentação do projeto. A agência será responsável não apenas pela definição dos critérios de cálculo de emissões de gases de efeito estufa e controle de qualidade dos biocombustíveis, mas também pela regulamentação dos créditos relacionados ao Biometano. Além disso, a ANP definirá os perfis obrigatórios para o uso do Biometano, que pode incluir o transporte de veículos pesados e leves.

Segundo o estudo da Oliver Wyman, o programa Combustível do Futuro pode se tornar um dos principais vetores de descarbonização do Brasil. Quando totalmente implementado, o projeto tem o potencial de reduzir em aproximadamente 15% o gap de emissões do país, o que equivale a uma redução de 27 milhões de toneladas de CO2.





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Fazenda aumenta para 3,2% estimativa para o PIB


A Secretaria de Política Econômica (SPE) do Ministério da Fazenda aumentou, de 2,5% para 3,2%, a estimativa de crescimento da economia brasileira neste ano. A previsão consta do Boletim Macrofiscal, divulgado nesta sexta-feira (13) pela Secretaria de Política Econômica (SPE) do Ministério da Fazenda. Em relação à inflação pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), o documento aumentou de 3,9% para 4,25% a projeção para 2024.

Em relação ao desempenho da economia, a projeção para o Produto Interno Bruto (PIB, soma das riquezas produzidas no país) foi revisada após a divulgação do crescimento de 1,4% no indicador no segundo trimestre. Divulgado há dez dias pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), o resultado ficou acima do esperado.

Há dois dias, o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, tinha informado que a equipe econômica revisaria para mais de 3% a previsão de crescimento para o PIB em 2024.

Apesar de ter elevado a previsão de crescimento para o PIB, a SPE prevê desaceleração no segundo semestre. Para o terceiro trimestre (julho a setembro), o documento prevê expansão de 0,6% do PIB, contra 1,4% registrado no trimestre anterior. Para 2025, a estimativa de crescimento caiu de 2,6% para 2,5%. A SPE atribui o menor crescimento no próximo ano à perspectiva de um novo ciclo de aumentos na Taxa Selic (juros básicos da economia).

A projeção para o IPCA está próxima do teto da meta de inflação para o ano, definida pelo Conselho Monetário Nacional (CMN) em 3%, com intervalo de tolerância de 1,5 ponto percentual para cima ou para baixo. Ou seja, o limite inferior é 1,5% e o superior é 4,5%. Para 2025, a estimativa avançou de 3,2% para 3,3%.

Segundo a SPE, contribuíram para o crescimento das estimativas para a inflação os impactos da alta do dólar, o reajuste no piso mínimo para os preços de cigarro e o cenário de bandeira amarela para as tarifas de energia elétrica no final do ano. Desde o fim de agosto, a bandeira tarifária para a energia está vermelha, por causa da estiagem em boa parte do país.

Setores

Além de elevar a previsão de crescimento da economia, a SPE mudou a estimativa para os setores produtivos. Para a agropecuária, a variação esperada para o PIB continua negativa, mas a expectativa de retração, que era de 2,5%, melhorou para 1,9%. De acordo com o documento, a revisão reflete a alta nas estimativas para a safra de milho, algodão, cana-de-açúcar e o aumento na produção de carne.

Para a indústria, a expectativa de crescimento foi revisada para cima, de 2,6% para 3,4%. Segundo a SPE, a revisão reflete principalmente as maiores estimativas para o crescimento da indústria de transformação e construção no ano. No segundo trimestre, a indústria foi o setor que mais puxou o crescimento do PIB. A projeção para a expansão dos serviços também subiu, passando de 2,8% para 3,3%.

INPC

Em relação aos demais índices de inflação, a SPE também revisou as estimativas. O Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC), utilizado para estabelecer o valor do salário mínimo e corrigir aposentadorias, deverá encerrar este ano com variação de 4,1%, um pouco mais alto que os 3,65% divulgados no boletim anterior, em julho. A projeção para o Índice Geral de Preços – Disponibilidade Interna (IGP-DI), que inclui o setor atacadista, o custo da construção civil e o consumidor final, passou de 3,6% para 3,8% este ano. Por refletir os preços no atacado, o IGP-DI é mais suscetível às variações do dólar.

Rio Grande do Sul

Na edição anterior, em julho, o Boletim Macrofiscal tinha informado que as enchentes no Rio Grande do Sul impactariam o PIB em 0,25 ponto percentual em 2024. O número não foi revisado, mas a SPE detalhou que a menor contribuição das políticas de auxílio ao estado contribuirá para a desaceleração da economia no terceiro trimestre.

Os números do Boletim Macrofiscal são usados no Relatório de Avaliação de Receitas e Despesas, que será divulgado no próximo dia 20. Publicado a cada dois meses, o relatório traz previsões para a execução do Orçamento com base no desempenho das receitas e da previsão de gastos do governo, com o PIB e a inflação entrando em alguns cálculos. Com base no cumprimento da meta de déficit primário e do limite de gastos do novo arcabouço fiscal, o governo bloqueia alguns gastos não obrigatórios.





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Cotações da soja sofrem recuo nesta semana em Chicago


Segundo a análise semana da Central Internacional de Análises Econômicas e de Estudos de Mercado Agropecuário (Ceema), as cotações da soja em Chicago recuaram nesta semana em meio à expectativa pelo relatório de oferta e demanda do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA), divulgado nesta quinta-feira (12). Mesmo com o relatório considerado neutro pelo mercado, os preços reagiram ligeiramente após a divulgação, com o contrato de novembro fechando em US$ 9,91 por bushel, uma leve alta em relação aos US$ 9,77 registrados em 10 de agosto. Na semana anterior, a cotação estava em US$ 10,08 por bushel.

O relatório do USDA trouxe poucas mudanças para o cenário da nova safra de soja nos EUA. A produção norte-americana foi mantida em 124,8 milhões de toneladas, enquanto os estoques finais para o ciclo 2024/25 tiveram uma leve queda, passando para 15 milhões de toneladas. No entanto, a produção mundial da oleaginosa foi revisada para cima, chegando a 429,2 milhões de toneladas, com os estoques globais finalizando o período em 134,6 milhões de toneladas.

A produção brasileira de soja, segundo o relatório, foi mantida em 169 milhões de toneladas, enquanto a da Argentina segue em 51 milhões de toneladas. Já as importações de soja pela China continuam projetadas em 109 milhões de toneladas para o atual ano comercial. Com essas perspectivas, o preço médio ao produtor nos EUA foi mantido em US$ 10,80 por bushel, uma queda em relação aos US$ 12,50 do ciclo anterior.

Em termos de qualidade, até o dia 8 de setembro, 65% das lavouras de soja nos EUA estavam classificadas como boas ou excelentes, um avanço em relação aos 54% do ano anterior. Outros 25% das áreas foram consideradas regulares e 10% ruins ou muito ruins.

No campo das exportações, os EUA venderam 1,6 milhão de toneladas da nova safra de soja na semana encerrada em 5 de setembro, com a maior parte destinada à China. Esse volume ficou dentro das expectativas do mercado. No entanto, as exportações da safra velha somaram 45,4 milhões de toneladas, um número inferior às mais de 53 milhões de toneladas exportadas no mesmo período de 2023.

Na Argentina, os produtores de soja seguem focados em aumentar a área plantada da oleaginosa, em detrimento do milho. Estima-se que a área de plantio de soja no país vizinho alcance 17,7 milhões de hectares, um aumento de 7,5% em comparação ao ano anterior, com uma colheita projetada entre 52 e 53 milhões de toneladas. Já a área de milho poderá ser reduzida em até 21%, atingindo 8 milhões de hectares, devido à falta de chuvas e à infestação de cigarrinhas.

Por sua vez, a demanda chinesa por soja continua forte. Em agosto, a China importou 12,1 milhões de toneladas da oleaginosa, um aumento de 29% em relação ao mesmo período do ano anterior. O volume elevado foi impulsionado pelo desembaraço alfandegário de navios que tiveram atrasos no mês anterior. No acumulado dos primeiros oito meses de 2024, a China importou 70,5 milhões de toneladas de soja, um crescimento de 2,8% em relação ao mesmo período do ano passado. Mesmo com uma leve queda nos estoques de soja e farelo, os níveis de estoque na China continuam altos.





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