quinta-feira, abril 23, 2026

Política & Agro

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Mercado de arroz enfrenta baixa liquidez no Rio Grande do Sul, com exceção das exportações


Cenário é marcado por disparidade entre os preços de compra e venda





Foto: Divulgação

O mercado de arroz em casca no Rio Grande do Sul tem registrado fraca liquidez, com negócios limitados principalmente às exportações. O cenário é marcado por disparidade entre os preços de compra e venda, o que tem dificultado a realização de novas negociações no mercado interno.

Segundo informações do Cepea (Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada), as intensas chuvas da última semana agravaram a situação, afetando o transporte do grão e atrasando a preparação do solo para as atividades de pré-plantio.

Algumas microrregiões do estado já deveriam iniciar o processo nos próximos dias, mas os produtores estão preocupados com possíveis atrasos na nova safra, o que pode impactar o cronograma de plantio.





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Descarbonização no setor sucroenergético


A Tereos promoveu a roda de conversa “Desafios e caminhos para a descarbonização no setor sucroenergético” em São Paulo, com Pierre Santoul, Felipe Mendes e o climatologista Carlos Nobre. A empresa anunciou seu compromisso com a descarbonização, visando zerar suas emissões de gases de efeito estufa até 2050, seguindo a iniciativa Science Based Targets (SBTi).

“Temos o compromisso SBTi e estamos engajados em uma jornada robusta de descarbonização, contribuindo para o setor sucroenergético aumentar ainda mais o seu impacto positivo na matriz energética brasileira”, pontuou Pierre Santoul, diretor-presidente da Tereos no Brasil.

Pierre Santoul destacou a necessidade de colaboração entre empresas, governo e sociedade para enfrentar os desafios climáticos, com foco em inovação, eficiência e transição energética, além do uso de tecnologias como IA, drones e IoT. Carlos Nobre alertou que a temperatura global pode aumentar 1,5°C mais cedo do que o previsto, podendo chegar a 2°C até 2050. Isso resultaria em problemas graves, como a extinção dos corais, a perda da Amazônia e o descongelamento do permafrost, que liberaria grandes quantidades de gases de efeito estufa.

“A agricultura regenerativa, além de ser até quatro vezes mais produtiva que a tradicional, oferece uma série de benefícios para o meio ambiente. Ela reduz o risco de erosão do solo, aumenta a capacidade de retenção de água, sequestra carbono da atmosfera e contribui para a preservação da biodiversidade”, explicou o cientista.

Felipe Mendes apresentou as iniciativas da Tereos para reduzir suas emissões de gases de efeito estufa, com metas de redução de 50% nas emissões industriais e 36% nas agrícolas até 2032/2033. Ele destacou o etanol como alternativa sustentável e a necessidade do projeto de lei “Combustível do Futuro”. Outras ações incluem biogás, biometano, renovação da frota de caminhões e uso de fertilizantes orgânicos. O evento também marcou o lançamento do Relatório de Sustentabilidade 2023/2024 da Tereos, reforçando a importância da transparência e do diálogo com stakeholders.
 





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Café robusta atinge recordes históricos e supera R$ 1.500 por saca






Foto: Pixabay

Os preços do café robusta no Brasil continuam a atingir novos recordes, com a saca de 60 kg fechando acima de R$ 1.500,00 pela primeira vez desde o final da semana passada. O movimento de alta nas cotações, que já era observado desde o último trimestre de 2023, representa uma valorização de 100% em comparação ao preço de R$ 740/sc registrado no período.

Segundo informações do Cepea (Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada), o aumento expressivo nos preços do robusta é atribuído a uma série de fatores. O clima adverso prejudicou a safra brasileira e deve impactar também a produção do Vietnã, maior produtor mundial da variedade. Além disso, dificuldades no fluxo global de mercadorias, que elevaram os custos de frete, têm atrapalhado os envios da Ásia para a Europa.

O clima seco e quente nas principais regiões produtoras também gera preocupações quanto à safra brasileira de 2025/26, tanto para o robusta quanto para o arábica.





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Mercado de algodão em pluma segue lento


Dificuldade na negociação está relacionada a qualidade do produto





Foto: Canva

O mercado de algodão em pluma no Brasil continua com um ritmo de negócios lento, impactado pela falta de sintonia entre a qualidade dos lotes e os preços praticados. Enquanto os agentes do setor priorizam o cumprimento de contratos já firmados, muitos comerciantes enfrentam dificuldades para encontrar algodão que atenda às especificações de qualidade desejadas, mesmo com a disposição de pagar valores mais altos.

Segundo informações do Cepea (Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada), a dificuldade na negociação está relacionada tanto à qualidade do produto disponível quanto à disparidade entre os valores ofertados e pedidos. Alguns vendedores mostram flexibilidade nos preços, mas muitos compradores ainda oferecem valores abaixo do esperado.

De acordo com estimativas da Conab, a produção brasileira de algodão deve crescer 15,1%, alcançando 3,654 milhões de toneladas. Globalmente, o USDA prevê um aumento de 2,5% na safra 2024/25, com o Brasil se mantendo na liderança das exportações, com um market share de 29%.





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Preço da banana nanica registra alta em Bom Jesus da Lapa (BA)


A escassez na oferta e a alta qualidade da fruta local foram os principais fatores


Foto: Canva

Os preços da banana nanica em Bom Jesus da Lapa (BA) apresentaram aumento ao longo da semana passada. A escassez na oferta e a alta qualidade da fruta local foram os principais fatores que impulsionaram o valor da variedade na região, onde a demanda esteve aquecida.

Segundo informações do Cepea (Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada), a oferta de banana nanica caiu ainda mais na Bahia, o que, aliado à maior procura, elevou os preços. Entre os dias 9 e 13 de setembro, a banana de primeira qualidade foi comercializada a R$ 2,67/kg, um aumento de 10% em comparação com a semana anterior.





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Embargo da UE: Impactos no comércio agro


Com essa moratória, o setor agropecuário brasileiro enfrenta um desafio significativo




A União Europeia, que é um mercado importante para o Brasil, importa uma variedade de produtos agropecuários
A União Europeia, que é um mercado importante para o Brasil, importa uma variedade de produtos agropecuários – Foto: Pixabay

Isan Rezende, Presidente da Federação dos Engenheiros Agrônomos do Estado de Mato Grosso (FEAGRO MT) e do Instituto do Agronegócio, alertou sobre uma possível ameaça ao comércio agropecuário brasileiro em uma postagem no LinkedIn. No Fórum Internacional da Agropecuária (FIAP), evento paralelo ao G20, um representante da União Europeia anunciou que a moratória, ou embargo comercial unilateral, que proíbe a compra de produtos agropecuários de áreas desmatadas após 2018, entrará em vigor no final de dezembro deste ano. Esta decisão foi reafirmada após o G20 recusar o pedido de reconsideração da medida.

A União Europeia, que é um mercado importante para o Brasil, importa uma variedade de produtos agropecuários, incluindo soja, óleo de palma, carne bovina, café, chocolate, borracha e madeira. De janeiro a agosto de 2024, as importações europeias dessas matérias-primas totalizaram 31,9 bilhões de dólares, o que representa 14,1% das exportações brasileiras.

Com essa moratória, o setor agropecuário brasileiro enfrenta um desafio significativo. A decisão de não revisar a imposição pode levar a uma redução nas exportações para a União Europeia, impactando severamente a economia agrícola do país. Se as negociações e ajustes não forem realizados com urgência, o Brasil pode enfrentar uma “curva perigosa” nos anos de 2025 e 2026, com possíveis consequências graves para o setor agropecuário. A situação demanda atenção imediata e estratégias eficazes para mitigar os impactos e assegurar a continuidade das exportações para um mercado tão relevante para o Brasil.
 





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Chuvas retornam ao Centro-Oeste em setembro


Esse retorno das chuvas é um alívio para os produtores da região




O retorno das chuvas permitirá que os produtores ajustem suas estratégias de plantio e melhorem as condições do solo
O retorno das chuvas permitirá que os produtores ajustem suas estratégias de plantio e melhorem as condições do solo – Foto: Pixabay

De acordo com informações compartilhadas por Fabio Meneghin, fundador da Veeries, os modelos climáticos indicam a volta das chuvas ao Centro-Oeste do Brasil na última semana de setembro. Regiões do Oeste e Central de Mato Grosso devem receber alguns volumes de precipitação, enquanto o Mato Grosso do Sul pode contar com chuvas mais intensas. Goiás, no entanto, terá que aguardar até outubro para ver a chegada das chuvas.

Esse retorno das chuvas é um alívio para os produtores da região, que esperam por melhores condições de umidade para o plantio da soja. A cautela é evidente este ano devido à recente quebra da soja precoce na safra passada, o que tem gerado preocupação entre os agricultores. No Paraná, as chuvas já começaram e devem se consolidar nos próximos dias, o que ajudará a impulsionar o início do plantio, especialmente no Oeste do estado.

O retorno das chuvas permitirá que os produtores ajustem suas estratégias de plantio e melhorem as condições do solo, o que é essencial para garantir uma boa produtividade na nova safra. As condições de umidade adequadas são fundamentais para minimizar os riscos associados a eventos climáticos adversos e assegurar o sucesso das culturas.

Em conclusão com a iminente chegada das chuvas, espera-se que o cenário agrícola no Centro-Oeste e no Paraná se estabilize, oferecendo uma chance para que os produtores iniciem o plantio com melhores perspectivas de sucesso. A recuperação das condições de umidade não só proporcionará alívio imediato, mas também poderá impactar positivamente a produtividade das próximas safras. 
 





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Preços do feijão-carioca mantêm-se firmes


Os produtores estão enfrentando uma série de desafios




A expectativa é de que o plantio avance no Paraná
A expectativa é de que o plantio avance no Paraná – Foto: Divulgação

De acordo com o Instituto Brasileiro de feijão e Pulses (IBRAFE), o mercado de feijão-carioca está enfrentando um período de baixa atividade comercial, mas os preços permanecem estáveis. Embora o varejo esteja mais tranquilo do que o habitual para esta época do mês, o que tem levado a uma redução no volume de negócios, os preços não têm cedido. A razão principal para essa estabilidade é a resistência dos produtores em vender, mesmo com a demanda limitada.

Os produtores estão enfrentando uma série de desafios, como condições climáticas adversas e uma redução na área cultivada, além de problemas com pragas como a mosca branca. Esses fatores têm contribuído para uma menor oferta no mercado. Adicionalmente, muitos produtores estão armazenando suas safras em câmaras frias. Esse armazenamento mantém a qualidade do feijão superior, mesmo quando o produto escurece lentamente, o que leva muitos a preferirem esperar por condições de mercado mais favoráveis antes de vender.

A expectativa é de que o plantio avance no Paraná, dependendo da quantidade de chuvas que a região receber. Essa previsão de um aumento na oferta no futuro próximo pode influenciar as decisões de venda dos produtores. A qualidade superior do feijão armazenado nas câmaras frias também desempenha um papel importante, já que os produtores estão optando por manter seus estoques até que o mercado ofereça melhores oportunidades para negociações mais vantajosas.

Em resumo, apesar da atual calmaria no mercado de feijão-carioca e da redução nas transações comerciais, os preços permanecem firmes. A combinação de desafios climáticos, menor área cultivada e problemas com pragas, aliada à qualidade superior do feijão armazenado, está mantendo o equilíbrio dos preços.
 





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Produtores de cana rebatem acusações sobre queimadas


“Toda a cadeia de produção da cana-de-açúcar está mobilizada contra os incêndios”




"Toda a cadeia de produção da cana-de-açúcar está mobilizada contra os incêndios"
“Toda a cadeia de produção da cana-de-açúcar está mobilizada contra os incêndios” – Foto: Arquivo Agrolink

A Organização de Associações de Produtores de Cana do Brasil (ORPLANA) divulgou uma nota oficial repudiando veementemente a declaração da coordenadora do Laboratório de Gases de Efeito Estufa do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE ), Luciana Gatti, durante o programa Especial de Domingo exibido pela Globo News no dia 15 de setembro. Na reportagem sobre a ‘Crise Climática: Fogo, seca e calor atingem o Brasil’, as informações apresentadas por Gatti foram consideradas falsas e infundadas pela ORPLANA, que aponta um profundo desconhecimento sobre o tema.

Com a máxima ênfase, a ORPLANA afirmou que reitera seu comprometimento com a sustentabilidade e a preservação ambiental, sublinhando que a cadeia produtiva da cana-de-açúcar segue rigorosamente as diretrizes do Protocolo Agroambiental – Etanol Mais Verde. Desde 2017, o uso do fogo na colheita de cana foi proibido no Estado de São Paulo, evidenciando o compromisso do setor com práticas ambientais responsáveis.

Representando atualmente 35 associações de fornecedores de cana e mais de 12 mil produtores, a nota da entidade ressalta seu compromisso com práticas agrícolas sustentáveis e responsáveis. A nota critica a acusação feita por Gatti, considerando-a irresponsável e prejudicial, pois contribui para a desinformação em um momento crítico, quando o foco deveria estar na resolução dos problemas climáticos.

O CEO da ORPLANA, José Guilherme Nogueira, destacou que “as queimadas prejudicam o meio ambiente, a segurança das pessoas e também a rentabilidade dos produtores rurais. Toda a cadeia de produção da cana-de-açúcar está mobilizada contra os incêndios e comprometida com a preservação do meio ambiente.” Ele conclui afirmando que a ORPLANA continuará a trabalhar pela transparência e pela sustentabilidade do setor.
 





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Ensaios revelam redução de até 30% nas emissões de gases de efeito estufa na agricultura


Redução exige uma combinação de práticas inovadoras





Foto: Divulgação

Dados divulgados pela BASF mostram avanços no Programa Global de Agricultura de Baixo Carbono, revelando que é possível reduzir em até 30% as emissões de gases de efeito estufa (GEE) em comparação às práticas agrícolas tradicionais. Os testes, realizados entre 2021 e 2023, apontam que essa redução exige uma combinação de práticas inovadoras, tecnologias avançadas e produtos específicos, variando de acordo com a cultura e a região.

Os ensaios, conduzidos em regiões agrícolas estratégicas, envolveram cultivos como soja, milho, arroz, trigo e canola. De acordo com a BASF, a aplicação de fertilizantes otimizados, uso de sistemas digitais para auxiliar na tomada de decisões, estabilizadores de Nitrogênio e sementes de alto rendimento foram alguns dos fatores que contribuíram para o sucesso na redução das emissões, sem comprometer a produtividade.

“A emergência climática é uma realidade que exige adaptações na agricultura. Nosso compromisso é apoiar os agricultores a implementar práticas mais sustentáveis, preservando a produtividade e reduzindo as emissões. Se você ama a agricultura, deve se comprometer com a sustentabilidade”, afirmou Marko Grozdanovic, vice-presidente sênior de Marketing Global da Divisão de Soluções para Agricultura da BASF.

Os dados revelam que, apesar dos avanços, os agricultores ainda enfrentam desafios, como condições climáticas adversas e o impacto na produtividade. Para continuar explorando soluções inovadoras, a BASF seguirá testando novas práticas e tecnologias por meio de seu programa global, buscando um futuro mais sustentável para o setor.





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