terça-feira, abril 21, 2026

Política & Agro

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produção de amendoim enfrenta atraso na colheita


Desempenho da safra de amendoim fica atrás do esperado em outubro





Foto: Canva

De acordo com o boletim semanal “Weekly Weather and Crop Bulletin”, divulgado na terça-feira (8) pela Administração Oceânica e Atmosférica Nacional dos Estados Unidos (NOAA) e pelo Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA), a colheita de amendoim no país tem enfrentado um ritmo mais lento que o habitual. Até o dia 6 de outubro, apenas 19% da área plantada de amendoim havia sido colhida, o que representa um atraso de cinco pontos percentuais em relação ao mesmo período do ano passado e 10 pontos percentuais abaixo da média dos últimos cinco anos.

O atraso no ritmo da colheita foi observado em 7 dos 8 estados avaliados, destacando um cenário de desempenho abaixo da média histórica. Além disso, 50% da área de amendoim foi classificada como em boas a excelentes condições, uma queda de 2 pontos percentuais em comparação à semana anterior, mas igual ao registrado no mesmo período de 2023.

No mesmo período, os produtores de beterraba nos EUA haviam colhido 23% da safra, superando em 4 pontos percentuais o progresso do ano anterior, embora ainda abaixo da média de cinco anos. Já a colheita de girassol avançou de forma mais modesta, com 4% da safra colhida até 6 de outubro, um ponto percentual acima do ano anterior, mas três pontos percentuais atrás da média histórica.





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Etanol de milho: Novas usinas a caminho


A expansão geográfica do setor também é esperada




O aumento de usinas deve refletir em um crescimento significativo da capacidade de processamento de milho
O aumento de usinas deve refletir em um crescimento significativo da capacidade de processamento de milho – Foto: Pixabay

A indústria de etanol de cereais no Brasil está em expansão contínua há quase uma década. Segundo Rafael Piacenza, gerente de desenvolvimento de negócios da Novonesis, o setor vive um momento de otimismo, com previsões de aumento de produção e novos anúncios de plantas. Durante a 10ª edição do TECO Latin America, Piacenza destacou que a quantidade de usinas anunciadas ou em operação deve crescer 75% nos próximos anos. Hoje, o Brasil conta com 32 usinas em produção, construção ou não operacionais, mas esse número pode chegar a 56, impulsionado por novos projetos e empresas interessadas.

O aumento de usinas deve refletir em um crescimento significativo da capacidade de processamento de milho e produção de DDGs (grãos secos de destilaria). A expectativa é que, em cinco anos, o processamento diário alcance 107 mil toneladas de milho, gerando 11 milhões de toneladas de DDGs por ano. Para a safra 2024/25, a produção de etanol de milho deve alcançar 8 bilhões de litros anuais, segundo a Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP). A expansão geográfica do setor também é esperada, com novas unidades previstas para estados como Maranhão e Rio Grande do Sul, diversificando as matérias-primas utilizadas, incluindo sorgo e trigo.

Fabrício Leal Rocha, diretor de bioenergia da Novonesis na América Latina, destacou a importância de aumentar a produtividade para melhorar a lucratividade. Segundo ele, a otimização de processos com suporte técnico especializado e o uso de leveduras de novas gerações são estratégias-chave. A estimativa é que, ao aumentar a produtividade entre 3% e 9%, uma planta que processa 5.600 toneladas de milho por dia poderia ter um aumento no lucro líquido anual de R$ 33 a R$ 100 milhões.

Além disso, o evento TECO Latin America abordou outros temas relevantes, como oportunidades de exportação de DDGs para mercados internacionais e a transição para combustíveis marítimos mais sustentáveis, como o etanol verde.
 





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Sumitomo Chemical fortalece iniciativas que destacam a importância da cotonicultura para o Brasil


No Dia Mundial do algodão, comemorado em 7 de outubro, a Sumitomo Chemical, referência mundial na fabricação e comercialização de soluções agrícolas e de saúde ambiental, fortaleceu sua parceria com o cotonicultor brasileiro ao participar de uma campanha que destaca iniciativas em prol da cultura. A empresa aderiu à campanha da Abrapa, denominada “A Fibra de todas as gerações”, que conta com depoimentos de pessoas que marcaram a história da cotonicultura, incluindo clientes, pesquisadores e colaboradores, além do presidente da Sumitomo Chemical América Latina, José Fabretti.

Com mais de 100 anos de história, a companhia tem em seu DNA a inovação e a pesquisa e desenvolvimento. “Apoiaremos o cotonicultor em várias frentes, seja por meio de soluções inovadoras, disseminação de informações técnicas ou parcerias com instituições como a Associação Brasileira dos Produtores de algodão (Abrapa), que levam o algodão brasileiro para o mundo com o Movimento Sou de algodão”, afirma Leonardo Vieira, novo gerente de Inseticidas Brasil e líder da cultura do algodão da Sumitomo Chemical. “O Dia Mundial do algodão foi coroado com o fortalecimento do apoio às iniciativas que prezam pelo cotonicultor e sua importância para a cadeia produtiva e a qualidade da fibra”, completa o gerente.

Leonardo Vieira destaca ainda que a cultura do algodão é extremamente importante para a Sumitomo Chemical, pois representa uma parcela expressiva do mercado agrícola brasileiro. “A área do algodão deve aumentar na safra 24/25, ressaltando ainda mais a importância do cultivo para a nossa empresa”, conclui. No Dia do Algodão, a Sumitomo endossa o trabalho e o investimento realizados junto a entidades e movimentos, oferecendo soluções que promovem o aumento da produtividade e a qualidade da fibra. Para o algodão, a empresa disponibiliza um robusto portfólio com cerca de 40 produtos.

Recentemente, a Sumitomo Chemical lançou o fungicida Pladius® para o controle da ramulária (Ramulariopsis pseudoglycines), considerada a principal doença fúngica foliar do algodoeiro. Essa novidade reforça o portfólio da companhia, que já conta com o acaricida Smite®, o herbicida Resource®, indicado para eliminar o algodão voluntário (planta tiguera) em lavouras de soja que sucedem o algodoeiro, e Legion®, um inseticida de alta performance no controle do bicudo-do-algodoeiro. Destaca-se também o herbicida Punto, o principal desfolhante, recomendado para aplicação em pré-colheita.

Além disso, a empresa possui o exclusivo programa Cotton+, que recomenda a adoção de três reguladores de crescimento para promover o melhor manejo fisiológico do algodoeiro. “Nossos produtos proporcionam segurança ao cotonicultor, resultando em produtividade e qualidade da fibra”, conclui Vieira.

 





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Área basal adequada potencializa sistemas silvipastoris


Um estudo publicado na revista internacional Agroforestry Systems por pesquisadores da Embrapa trouxe à tona a importância da área basal das árvores como um indicador estratégico para o manejo eficiente de sistemas silvipastoris. A pesquisa ressalta como o equilíbrio entre a densidade de árvores e a produção de pastagem pode maximizar a produtividade de madeira e, ao mesmo tempo, promover benefícios ambientais, como a conservação do solo, o aumento da biodiversidade e o sequestro de carbono. As informações foram divulgadas pela Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa).

A área basal, que mede a ocupação florestal através da quantificação da área da seção transversal dos troncos das árvores por hectare, é destacada como uma métrica central. De acordo com José Ricardo Pezzopane, pesquisador da Embrapa Pecuária Sudeste e principal autor do estudo, o manejo adequado da área basal pode melhorar consideravelmente a produtividade tanto das pastagens quanto das árvores, além de proporcionar importantes ganhos ecológicos.

Os resultados de experimentos de longo prazo mostraram uma correlação direta entre a transmissão de luz pelas árvores e a produção de pasto, além de uma relação clara entre a área basal e essa transmissão de luz. Foi identificado que uma área basal de 8 m² por hectare é ideal para manter o equilíbrio entre a produção de madeira e pastagem, permitindo que o sistema silvipastoril atinja níveis produtivos semelhantes ao de áreas a pleno sol.

Valdemir Laura, da Embrapa Gado de Corte (MS) e coautor do estudo, destacou que, independentemente da espécie de eucalipto ou da densidade de árvores por hectare, o valor da área basal se mantém constante como uma referência segura para o manejo. O estudo indica que o monitoramento contínuo dessa métrica é essencial para otimizar a produtividade sem comprometer a sustentabilidade.

As análises foram realizadas em áreas de sistemas silvipastoris nas sedes da Embrapa Pecuária Sudeste, em São Carlos (SP), e da Embrapa Gado de Corte, em Campo Grande (MS), abrangendo diferentes práticas de manejo e condições ambientais. A pesquisa incluiu medições periódicas em sistemas com densidades de árvores variando de 83 a 357 por hectare, utilizando espécies como Eucalyptus Urograndis e Corymbia citriodora.

Os dados indicam que, quando a área basal ultrapassa um determinado limite, ocorre uma competição excessiva por luz, água e nutrientes, prejudicando o crescimento das árvores e a produção de pastagem. No entanto, quando realizado o desbaste, prática comum para controlar a densidade das árvores, o sistema atinge seu máximo potencial produtivo.

O estudo também reforça a necessidade de políticas públicas que incentivem a implementação de práticas de manejo sustentável em propriedades rurais, incluindo subsídios para o monitoramento da área basal e programas de capacitação para agricultores e gestores florestais.





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3,1 milhões de hectares perdidos em setembro


Por Aline Merladete com colaboração do meteorologista do Portal Agrolink, Gabriel Rodrigues*

O ano de 2024 está se destacando como um dos mais atípicos em relação ao número de queimadas no Brasil. Enquanto o desmatamento na Amazônia caiu, com uma taxa de apenas 3.260 km² entre 1º de janeiro e 27 de setembro — o menor valor desde 2012, conforme dados do programa DETER do INPE — o número de focos de incêndio no mesmo período disparou. 

De acordo com Gabriel Rodrigues, meteorologista do Portal Agrolink, entre 1º de janeiro e 8 de outubro, foram registrados 220.342 focos de incêndio, um aumento alarmante de 79% em relação ao mesmo período do ano passado, e o maior número desde 2010.

Mato Grosso emerge como o estado mais afetado, contabilizando 48.049 registros, o que representa 21,8% do total no Brasil. Municípios como Cáceres, Colniza e Barão de Melgaço estão entre os mais atingidos, com milhares de focos de incêndio relatados. Essa relação contraditória entre a redução do desmatamento e o aumento das queimadas é objeto de preocupação para especialistas, como o climatologista Carlos Nobre. Em entrevista ao Estadão, Nobre apontou que “menos de 3% das queimadas foram causadas por descargas elétricas”. Ele alertou que as ações criminosas continuam, uma vez que grupos que desmatam ilegalmente e grilam terras ainda operam, mesmo sob a repressão do Ibama e outras agências.

Somente no mês de setembro, as queimadas em Mato Grosso devastaram 3,1 milhões de hectares, uma área dez vezes maior que a cidade de Cuiabá, segundo o Instituto Centro de Vida (ICV). Desde o início do ano, o estado sofreu 6,8 milhões de hectares atingidos pelo fogo, o que representa 7,6% do seu território total e um aumento de 269% em relação ao mesmo período do ano anterior.

Os impactos econômicos também são alarmantes. Produtores de São Paulo e Mato Grosso enfrentam os maiores prejuízos, estimados em R$ 2,8 bilhões e R$ 2,3 bilhões, respectivamente. No total, as queimadas em todo o Brasil resultaram em perdas estimadas em R$ 14,7 bilhões, afetando particularmente os estados do Pará e Mato Grosso do Sul, que registraram R$ 2 bilhões e R$ 1,4 bilhões em perdas, respectivamente.

Gabriel Rodrigues também aponta que a estiagem severa e a baixa umidade do ar em Mato Grosso têm exacerbado a situação, favorecendo a propagação das chamas. Em contraste com o que ocorreu em 2020, quando o Pantanal foi o bioma mais afetado, neste ano o Cerrado e a Amazônia estão entre os mais destruídos, representando 49% e 42% das áreas queimadas, respectivamente.

Os incêndios registrados entre junho e agosto deste ano resultaram em um prejuízo estimado de R$ 14,7 bilhões para a agropecuária brasileira, conforme dados da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA). As maiores perdas foram observadas nas cadeias produtivas de bovinos de corte, cana-de-açúcar e na qualidade do solo. Estados como São Paulo (R$ 2,8 bilhões), Mato Grosso (R$ 2,3 bilhões), Pará (R$ 2 bilhões) e Mato Grosso do Sul (R$ 1,4 bilhão) lideraram os prejuízos, com os maiores impactos econômicos sendo sentidos na pecuária e pastagem (R$ 8,1 bilhões), cercas (R$ 2,8 bilhões) e na produção de cana-de-açúcar (R$ 2,7 bilhões). A CNA ainda alertou que, como os incêndios continuaram em setembro, especialmente em São Paulo e Mato Grosso, os danos podem ser ainda maiores, e os números deverão ser revisados em breve.





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Estados Unidos registram queda na qualidade do algodão


Colheita norte-americana de algodão ultrapassa ano anterior





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De acordo com o Weekly Weather and Crop Bulletin, divulgado pela Administração Oceânica e Atmosférica Nacional dos Estados Unidos (NOAA) e pelo Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) nesta terça-feira (8), a colheita de algodão no país tem apresentado um avanço em relação ao ano passado e à média histórica. Em 6 de outubro, 82% do algodão plantado nos Estados Unidos já apresentava cápsulas abertas, 2 pontos percentuais acima tanto do ano anterior quanto da média dos últimos cinco anos.

O boletim também revelou que 26% da área total de algodão no país já havia sido colhida até a mesma data, 3 pontos percentuais à frente do ritmo observado no ano passado e 4 pontos percentuais à frente da média de cinco anos. Estados como Arizona e Louisiana tiveram progressos significativos, com a colheita avançando 22 e 21 pontos percentuais, respectivamente, ao longo da última semana.

Por outro lado, a classificação de qualidade do algodão apresentou uma leve queda. Em 6 de outubro, 29% da área de algodão foi avaliada como estando em condições boas a excelentes, uma redução de 2 pontos percentuais em comparação à semana anterior e 3 pontos percentuais abaixo do índice registrado no mesmo período do ano passado.





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UE adia prazo para lei antidesmatamento


A EUDR, para muitos, representa uma imposição estrangeira




Apesar dos europeus não serem os maiores compradores, são influentes e exigentes
Apesar dos europeus não serem os maiores compradores, são influentes e exigentes – Foto: Divulgação

Segundo Aline Locks, CEO da Produzindo Certo, produtores, agroindústrias e tradings ganharam mais tempo para se adequarem à legislação antidesmatamento da União Europeia, a EUDR. A UE estendeu o prazo por mais um ano para que todos os envolvidos possam se ajustar às novas regras, aliviando a pressão tanto sobre exportadores quanto importadores, que enfrentavam dificuldades para garantir a conformidade. No entanto, Aline ressalta a importância de aproveitar esse tempo não apenas para cumprir as exigências, mas para refletir sobre o impacto dessa legislação nos negócios.

A EUDR, para muitos, representa uma imposição estrangeira sobre os modelos produtivos e leis ambientais de outros países, como o Brasil, que já possui um moderno código florestal e distingue o desmatamento legal do ilegal. Aline enfatiza que cumprir a legislação brasileira é obrigatório, mas seguir as exigências do mercado europeu é opcional, oferecendo uma oportunidade para quem deseja acessar esse mercado específico.

A CEO destaca ainda que a atenção às práticas internacionais é essencial para quem atua no setor exportador, visto que a EUDR pode impactar cerca de US$ 15 bilhões das exportações brasileiras. Apesar dos europeus não serem os maiores compradores, são influentes e exigentes, o que pode levar outros países ou blocos a adotarem regras semelhantes no futuro.

Por fim, Aline observa que o adiamento da EUDR também abre espaço para negociações, como mencionado pelo chanceler alemão Olaf Scholz, que busca tornar a legislação mais prática. A UE começou a considerar a qualificação dos países e a extratificação das exigências por porte das empresas, mas Aline alerta que a legislação, ao focar em restrições sem incentivos, funciona mais como um mecanismo de proteção de mercado do que como uma verdadeira lei ambiental.
 





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Furacão Milton pode elevar preços de fertilizantes


Tempestade avança em direção aos laranjais





Foto: Internacional Space Station Image, orbiting Hurricane Milton

O furacão Milton, com potencial de causar danos catastróficos, está se aproximando do Citrus Belt e das principais regiões agrícolas da Flórida. De acordo com informações do Agriculture Dive, a tempestade avança em direção aos laranjais e fábricas de fertilizantes do estado, com previsão de tocar terra na noite de quarta-feira, sendo classificado como um dos furacões mais fortes já registrados no Atlântico.

A tempestade coloca em risco a produção de cítricos, cana-de-açúcar, morangos e viveiros de plantas na região central da Flórida. Jon Davis, meteorologista chefe da Everstream Analytics, destacou que os fortes ventos podem arrancar laranjas das árvores, causando danos que afetariam a produção por anos. Essa preocupação foi reforçada por Matt Joyner, CEO da Florida Citrus Mutual, que alertou sobre os impactos contínuos na indústria cítrica, ainda se recuperando de eventos climáticos anteriores, como o furacão Ian em 2022.

MAIS: Milton pode ser o pior furacão em 100 anos

Além do setor agrícola, a indústria de fertilizantes também pode ser severamente afetada. Segundo Veronica Nigh, economista sênior do The Fertilizer Institute, cerca de 40% da produção de fosfato de amônio dos EUA ocorre na região da Baía de Tampa. Danos à infraestrutura local podem prolongar a alta nos preços dos fertilizantes, impactando agricultores não só da Flórida, mas de outras regiões.

Chuvas intensas, ventos e marés de tempestade são esperados, elevando as preocupações sobre os danos a longo prazo que o furacão pode causar tanto à produção agrícola quanto à indústria de fertilizantes. As autoridades locais e os agricultores estão em alerta máximo, preparando-se para mitigar os impactos dessa tempestade histórica.





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Programa inglês testa nova variedade de trigo


O PROBITY tem como objetivo reunir agricultores, cientistas e fabricantes de alimento




O PROBITY tem como objetivo reunir agricultores, cientistas e fabricantes de alimentos
O PROBITY tem como objetivo reunir agricultores, cientistas e fabricantes de alimentos – Foto: Divulgação

Pesquisadores da Universidade de Nottingham, na Inglaterra, fazem parte de um projeto inovador que recebeu um financiamento de 2,2 milhões de libras (cerca de 2,8 milhões de dólares) para testar uma nova variedade de trigo desenvolvida com técnicas de precisão, visando promover sistemas agrícolas mais sustentáveis. Este projeto, chamado PROBITY (Plataforma para Avaliar Organismos Melhorados com Características e Desempenho), é uma iniciativa da British Farm Innovation Network (BOFIN) e será realizado ao longo de três anos, com recursos do Programa de Inovação Agrícola do Departamento de Meio Ambiente e Recursos Naturais (DEFRA), por meio do Innovate UK.

O PROBITY tem como objetivo reunir agricultores, cientistas e fabricantes de alimentos para testar a produção e o processamento de culturas melhoradas, permitindo uma compreensão mais rápida do seu valor para a alimentação e a agricultura sustentáveis. A Dra. Stacia Stetkiewicz, da Universidade de Nottingham, liderará uma equipe que avaliará o uso e o potencial dessas culturas no Reino Unido. Os cientistas trabalharão em colaboração com a comunidade agrícola para identificar as barreiras à adoção e preparar o caminho para inovações futuras. Para isso, serão realizados workshops, entrevistas e inquéritos, que fornecerão uma visão abrangente das opiniões e desafios atuais.

As culturas melhoradas por edição genética, utilizando técnicas como CRISPR, possibilitam alterações precisas no DNA das plantas, resultando em variedades mais produtivas e nutritivas. O projeto abrange três variedades de cereais: um trigo com propriedades superiores para panificação, uma cevada que reduz as emissões de metano do gado e um trigo com grãos maiores, que promete melhorar significativamente a produtividade. Tom Allen-Stevens, agricultor de Oxfordshire e fundador da BOFIN, destaca a importância desse projeto para garantir a produção de alimentos mais nutritivos, utilizando menos recursos e gerando menor impacto ambiental.
 





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Seca severa ameaça safras de inverno na Rússia e Ucrânia


Clima extremo acelera colheita, mas dificulta novo plantio





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De acordo com o boletim Weekly Weather and Crop Bulletin, divulgado na terça-feira (8) pela Administração Oceânica e Atmosférica Nacional dos Estados Unidos (NOAA) e pelo Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA), um bloqueio atmosférico sobre o oeste da Rússia manteve um padrão climático estável na região, com calor e secura persistentes, registrando temperaturas de 3 a 7°C acima da média. Esse cenário climático acelerou a colheita das safras de verão, mas agravou a seca em áreas centrais da Ucrânia e no oeste da Rússia, prejudicando o plantio e o desenvolvimento das safras de inverno. Em algumas localidades, a precipitação dos últimos 90 dias foi inferior a 25% do normal, com o menor volume de chuvas dos últimos 30 anos.

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No entanto, chuvas provenientes do oeste melhoraram as condições de umidade do solo em algumas áreas, como na Moldávia (10-30 mm), oeste da Ucrânia (25-65 mm) e Bielorrússia (10-25 mm), beneficiando o plantio das safras de inverno, especialmente no norte dessas regiões.

Ao final da semana, o Índice de Saúde da Vegetação (VHI), obtido via satélite, apontou um estado de vigor fraco a crítico para as lavouras na maior parte da Ucrânia e da Rússia. Em contraste, a Moldávia e o oeste da Ucrânia apresentaram melhora no índice, resultado das recentes chuvas que ajudaram a aliviar a seca.





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