terça-feira, abril 21, 2026

Política & Agro

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tratamentos preventivos contra sarna-da-maçã são intensificados


Ainda assim, pomares de maçã seguem com bom potencial produtivo





Foto: Agrolink

De acordo com o Informativo Conjuntural divulgado nesta quinta-feira (10) pela Emater/RS-Ascar, as condições climáticas recentes foram extremamente favoráveis para os pomares de maçã na região administrativa de Caxias do Sul, no Rio Grande do Sul. Os produtores têm observado brotação e floração uniformes, especialmente na variedade Gala, enquanto a variedade Fuji encontra-se em fase final de floração, embora com algumas variações, o que pode resultar em alternância de produção. No geral, o estado fitossanitário dos pomares é excelente.

A polinização tem sido eficiente, com as abelhas trabalhando intensamente. Produtores da região também estão aplicando o raleio químico, técnica que ajuda a garantir a permanência dos frutos de melhor qualidade nas plantas e a eliminação dos indesejados. Além disso, continuam os tratamentos preventivos contra doenças como a sarna-da-maçã, causada pelo fungo Venturia inaequalis, que se beneficia das condições climáticas típicas da primavera. Em alguns pomares, já foram detectados pontos de infecção, reforçando a necessidade de controle.

Veja mais informações sobre fitossanidade no Agrolinkfito

As atividades de replantio em áreas erradicadas também estão em andamento, assim como o controle do cancro-europeu e a adubação de manutenção em áreas que apresentaram deficiência nutricional, especialmente onde a adubação pós-colheita não foi plenamente realizada. Em determinadas áreas, os produtores estão realizando o arqueamento de ramos para melhorar a produção, aproveitando as condições climáticas favoráveis.

Na região de Passo Fundo, os pomares de maçã estão na fase de desenvolvimento vegetativo e frutificação, com o raleio já concluído. A sanidade das plantas e o potencial produtivo estão dentro do esperado, e os tratamentos preventivos contra pragas e doenças seguem em curso.





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preços do arroz sobem enquanto semeadura avança lentamente


De acordo com o Informativo Conjuntural divulgado nesta quinta-feira (10) pela Emater/RS-Ascar, o plantio de arroz no Rio Grande do Sul segue em ritmo lento devido à alta frequência de chuvas nas regiões Leste e Sul do estado, que prejudicam o manejo do solo e o uso de maquinário agrícola. Nessas áreas, a umidade excessiva tem dificultado o avanço da semeadura, limitando o progresso esperado para a safra. Já nas regiões Oeste, onde os volumes de chuva foram menores e os intervalos mais longos, o plantio tem avançado de forma satisfatória, aproveitando condições climáticas mais estáveis e secas.

O Instituto Rio Grandense de Arroz (IRGA) estima que serão cultivados 948.356 hectares de arroz nesta safra, com uma produtividade projetada pela Emater/RS-Ascar de 8.478 kg/ha.

Segundo o informativo, na região administrativa de Bagé, na Fronteira Oeste, o clima tem favorecido o cultivo. O calor e a baixa incidência de chuvas permitiram que o solo atingisse uma temperatura adequada para a semeadura, germinação e emergência das plantas, além de facilitar a aplicação de herbicidas e a realização de preparos mecanizados. Em municípios como Alegrete e Uruguaiana, a semeadura já avançou significativamente, com 11% e 30% da área prevista já plantada, respectivamente. As demais áreas estão em boas condições para serem semeadas até a primeira quinzena de novembro, dentro da janela ideal. Em São Borja, 20% da área foi plantada sem maiores problemas.

Por outro lado, na região da Campanha, as fortes chuvas do início de outubro atrasaram o andamento das semeaduras. Em Dom Pedrito, apenas 3% dos 38 mil hectares projetados foram semeados devido às condições adversas.

Na região de Pelotas, a semeadura também está em fase inicial, com as primeiras áreas sendo plantadas em Jaguarão, Pedro Osório, Rio Grande e São Lourenço do Sul, representando apenas 1% do total previsto. As chuvas no início do período interromperam o plantio, mas os dias ensolarados a partir de 02 de outubro permitiram que as operações fossem retomadas em áreas com drenagem adequada.

Na região de Santa Maria, as condições climáticas melhoraram, acelerando o processo de semeadura, que passou de 2% para 15% da área projetada. Já em Soledade, o progresso foi mais lento devido às chuvas intensas, mas cerca de 7% da área destinada ao arroz pré-germinado já foi plantada, uma prática que não é prejudicada pela alta umidade do solo.

Na comercialização, o valor médio da saca de 60 quilos de arroz teve um aumento de 0,98%, subindo de R$ 115,97 para R$ 117,11, segundo levantamento semanal de preços da Emater/RS-Ascar.





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Produtores adotam manejo químico para acelerar colheita de aveia no RS


De acordo com o Informativo Conjuntural divulgado nesta quinta-feira (10) pela Emater/RS-Ascar, a colheita da aveia branca está em fase final de ciclo no Rio Grande do Sul, mas o avanço das operações foi prejudicado pelas frequentes precipitações que dificultam os trabalhos no campo. Apenas 5% das áreas cultivadas foram colhidas até o momento, e cerca de 30% das lavouras estão em processo de maturação. Para otimizar o processo e evitar perdas na qualidade dos grãos, alguns produtores têm adotado o manejo químico, acelerando a maturação e garantindo uma colheita mais uniforme.

A maior parte das lavouras (55%) encontra-se na fase de enchimento de grãos, enquanto 10% ainda estão em floração. A sanidade das áreas plantadas é considerada satisfatória, sem grandes problemas com doenças ou pragas. A Emater/RS-Ascar estima que a área cultivada para a produção de grãos seja de 365.590 hectares, com uma produtividade média esperada de 2.402 kg/ha.

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Na região administrativa de Erechim, a maioria das lavouras está na fase de enchimento de grãos e algumas áreas já se aproximam do início da colheita. A expectativa de produtividade na região é de 2.400 kg/ha. As lavouras semeadas no início do período de plantio apresentaram dificuldades no estabelecimento, resultando em menor potencial produtivo.

Em Frederico Westphalen, cerca de 40% das lavouras estão em maturação, 40% em enchimento de grãos, e 20% já foram colhidos, com uma produtividade estimada de 2.400 kg/ha.

Na região de Ijuí, 10% das lavouras já foram colhidas, e a produtividade registrada está em 2.750 kg/ha, acima da média esperada. A cultura está em fase final de ciclo, mantendo bom potencial produtivo.

Em Passo Fundo, 80% das lavouras estão em fase de enchimento de grãos e 20% em floração, com uma produtividade projetada de 2.400 kg/ha. O estado fitossanitário das lavouras é considerado adequado.

Em Santa Maria, a fase predominante é o enchimento de grãos, com 30% das lavouras já em maturação, e em Santa Rosa, as primeiras lavouras foram colhidas para evitar perdas de qualidade causadas pelo excesso de umidade, e os grãos estão sendo armazenados em galpões para secagem.

Na região de Soledade, os tratamentos fúngicos seguem para controle de ferrugens e manchas foliares, com 55% das lavouras em enchimento de grãos e 10% em maturação.

Os preços da aveia variam de acordo com a região. Em Ijuí, a saca de 60 quilos é comercializada por R$ 74,00, em Passo Fundo por R$ 78,00, e em Frederico Westphalen, o preço por quilo é de R$ 1,15.





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Calor extremo ameaça citros e eleva preços


Precipitações são importantes para aliviar o estresse hídrico





Foto: Seane Lennon

Citricultores de São Paulo acompanham com expectativa a previsão de chuvas nas principais regiões produtoras. Segundo informações do Cepea (Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada), essas precipitações são importantes para aliviar o estresse hídrico que afeta especialmente os pomares de sequeiro. O mês de outubro começou com temperaturas elevadas, intensificando as preocupações dos produtores, que veem no calor excessivo uma ameaça à safra atual (2023/24) e à produção da próxima temporada (2024/25).

De acordo com os pesquisadores do Cepea, o calor pode comprometer a qualidade das laranjas ainda nas árvores, além de prejudicar o desenvolvimento da safra futura. A oferta restrita do produto já vem impactando o mercado, e os preços refletem essa condição. Levantamentos do Cepea indicam que, entre segunda e quinta-feira desta semana, a média do preço da laranja pera na árvore alcançou R$ 125,02 por caixa de 40,8 kg, um aumento de 2,23% em relação à semana anterior.

Com a possibilidade de chuvas, há esperança de mitigar os efeitos do calor e melhorar as condições nos pomares. Contudo, a oferta limitada continua pressionando os preços, enquanto os citricultores aguardam um alívio no cenário climático para garantir uma melhor produtividade na próxima safra.





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Tecnologia verde no campo: Como utilizar?


A tecnologia tem sido fundamental para essa transformação




A tecnologia tem sido fundamental para essa transformação
A tecnologia tem sido fundamental para essa transformação – Foto: Pixabay

Segundo Fernando Silva, Coordenador Comercial da AGCO Power, o agronegócio no Brasil se destaca como um dos setores que mais investem em sustentabilidade, adotando práticas como o uso de biocombustíveis, sistemas integrados de lavoura-pecuária-floresta (ILPF) e tecnologias de baixo carbono. De acordo com o MAPA, entre 2010 e 2020, o Plano ABC (Agricultura de Baixa Emissão de Carbono) reduziu 170 milhões de toneladas de CO2, e o ABC+ visa reduzir 1,1 bilhão de toneladas até 2030. Até o momento, mais de 54 milhões de hectares já utilizam práticas sustentáveis, superando as metas iniciais.

A tecnologia tem sido fundamental para essa transformação, ele explica. A Fendt, do Grupo AGCO, investe em equipamentos que aliam alta produtividade e menor impacto ambiental, como o trator Fendt 700 Vario Gen7 com motor AGCO Power CORE75. Esse motor, premiado como “Motor do Ano” no Diesel Progress Summit Awards 2023, opera com o Diesel Verde (HVO), reduzindo as emissões de CO2 em até 75%. Além disso, está preparado para combustíveis futuros, como hidrogênio, etanol, metanol e biogás, adaptando-se às novas demandas de sustentabilidade no campo.

O CORE75 oferece alta eficiência em baixas rotações, alcançando torque máximo a 1300 RPM, o que gera economia de combustível. Seu sistema avançado de pós-tratamento de emissões atende aos rigorosos padrões globais, como o PROCONVE MAR-1 no Brasil, reduzindo em até 90% as emissões de poluentes. Com construção robusta, menos peças e a possibilidade de remanufatura, o motor se destaca pela confiabilidade, manutenção simplificada e menor impacto ambiental. Segundo ele, a Fendt demonstra que é possível equilibrar produtividade e responsabilidade ambiental, reforçando seu compromisso com a sustentabilidade e preparando o agronegócio para um futuro mais verde e eficiente.





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Demanda aquecida eleva preços da carne de frango


Cenário promete seguir dinâmico





Foto: Pixabay

O mercado de carne de frango inicia outubro com comportamentos distintos em diferentes regiões do país. Segundo informações do Cepea (Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada), o tradicional aumento na demanda, impulsionado pelo recebimento de salários, tem elevado os preços da carne de frango em várias praças. Contudo, em algumas regiões, o descompasso entre oferta e demanda levou a uma leve queda nas cotações do frango vivo.

Os pesquisadores do Cepea destacam que, apesar dessa variação regional, o aquecimento das vendas de cortes de frango e a manutenção de estoques em baixos níveis contribuíram para ajustes positivos nos preços de todos os produtos analisados pelo Centro de Pesquisas. A elevação dos valores reflete a demanda mais intensa, principalmente em um momento de reabastecimento de mercados e consumidores que têm priorizado a carne de frango devido ao seu custo-benefício em comparação a outras proteínas.

Enquanto isso, os produtores lidam com desafios relacionados à oferta, buscando equilibrar a produção para atender a demanda crescente sem gerar sobrecargas nos custos de criação. O cenário promete seguir dinâmico, com os preços podendo sofrer novas oscilações conforme a oferta se ajusta ao longo do mês.

 





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ICAP sobe 6,94% no Sudeste em setembro


Em setembro de 2024, o Índice de Custo Alimentar Ponta (ICAP) apontou R$ 13,53 no Centro-Oeste e R$ 11,86 no Sudeste. No comparativo com agosto de 2024, o ICAP no Centro-Oeste registrou queda de 1,24%, enquanto no Sudeste houve um aumento de 6,94%, rompendo a sequência de quedas observadas desde março. 

Esse aumento no Sudeste reflete o término dos benefícios da safra e da renovação dos estoques, agora pressionados pela demanda crescente e condições climáticas adversas, como queimadas e migração dos animais para o cocho. A busca por proteína animal no mercado interno e externo também contribuiu para elevar os custos.

No Centro-Oeste, a redução do ICAP foi impulsionada pela queda nos preços de insumos energéticos (-7,21%), proteicos (-7,04%) e volumosos (-7,67%) entre junho e agosto. Insumos como silagem de milho grão úmido (-16,21%), caroço de algodão (-13,22%) e milho grão seco (-4,47%) lideraram essa redução. O custo da tonelada de matéria seca da dieta de terminação atingiu R$ 1.016,93, uma queda de 4,43%.

Já no Sudeste, o aumento foi influenciado pela alta dos insumos volumosos (+23,92%) e energéticos (+3,62%). A silagem de cana (+33,05%) e o bagaço de cana (+16,41%) foram os maiores responsáveis, enquanto a polpa cítrica (+9,79%) também impactou o custo. A tonelada de matéria seca chegou a R$ 1.053,64, um aumento de 2,98%.

Comparando com setembro de 2023, os custos de engorda caíram: -4,43% no Sudeste e -2,94% no Centro-Oeste. A redução no custo da dieta tem sido um alívio para pecuaristas, mas é essencial monitorar indicadores, pois a especulação pode elevar os custos no médio prazo.
 





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Tecnologia aumenta produtividade do amendoim


A Sima desenvolveu uma ferramenta de monitoramento georreferenciado




A Sima desenvolveu uma ferramenta de monitoramento georreferenciado
A Sima desenvolveu uma ferramenta de monitoramento georreferenciado – Foto: Pixabay

O cultivo de amendoim tem se destacado no Brasil como alternativa para rotação de culturas, especialmente em áreas de reforma de cana-de-açúcar, trazendo benefícios ao solo e aos produtores. Com 80% da produção nacional concentrada em São Paulo e uma área plantada de 248,2 mil hectares, a segunda maior desde o início da série histórica da Conab, o Brasil também lidera as exportações de óleo de amendoim, com 86 mil toneladas, segundo o USDA. Para potencializar essa cultura, a AgTech Sima tem ampliado sua atuação, oferecendo tecnologias que aumentam a eficiência no campo, como explicou Felipe de Carvalho, coordenador da empresa no Brasil.

A Sima desenvolveu uma ferramenta de monitoramento georreferenciado que permite identificar e controlar pragas e doenças desde o plantio até a colheita, sendo eficaz especialmente contra a Mancha preta, causada pelo fungo *Cercosporidium personatum*. Presente nas principais regiões produtoras, essa doença pode reduzir em mais de 50% a produtividade, tornando fundamental o monitoramento. A ferramenta da Sima permite identificar, por meio de fotografias, o grau de severidade das infecções, facilitando uma ação rápida e precisa para mitigar perdas.

Para controlar a Mancha preta, é recomendado remover restos culturais infectados, ajustar a data de plantio e seguir um programa de pulverizações fungicidas iniciado entre 30 e 40 dias após a semeadura. Com tecnologias adaptadas, a Sima visa ajudar produtores a aumentar a produtividade e a rentabilidade de suas lavouras de amendoim, consolidando a importância da precisão no monitoramento agrícola.





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Exportação de carne de peru sofre queda acentuada


O Boletim de Conjuntura Agropecuária, divulgado pelo Departamento de Economia Rural (Deral) da Secretaria de Estado da Agricultura e do Abastecimento (Seab), revelou que as exportações brasileiras de carne de peru registraram uma queda significativa nos primeiros oito meses de 2024. Segundo o Agrostat Brasil, o país exportou 38.054 toneladas de carne de peru no período, gerando uma receita de US$ 93,035 milhões. Esses números representam uma redução de 19,8% no volume e de expressivos 54,6% na receita cambial, quando comparados ao mesmo período de 2023, que teve 47.451 toneladas exportadas e uma receita de US$ 144,083 milhões.

Entre os principais estados exportadores, Santa Catarina lidera com US$ 38,335 milhões e 16.009 toneladas, seguido pelo Rio Grande do Sul com US$ 35,067 milhões e 13.841 toneladas, e Paraná, que exportou 8.180 toneladas, gerando US$ 19,550 milhões. Em comparação com o ano anterior, todos os estados apresentaram retração: Paraná teve uma queda de 26,6% no volume exportado, Rio Grande do Sul diminuiu 24,6%, e Santa Catarina, 10,8%. Em termos de receita, o Paraná registrou a menor queda, com 4,4%, enquanto o Rio Grande do Sul sofreu a maior perda, de 45,2%.

O preço médio da carne de peru “in natura”, que corresponde a 96,1% das exportações (36.577 toneladas), foi de US$ 2.386,81 por tonelada, uma redução de 12,7% em relação ao valor médio do ano anterior, que foi de US$ 2.735,07 por tonelada.

Os principais destinos das exportações de carne de peru brasileira foram México (6.473 toneladas, US$ 20,514 milhões), África do Sul (6.428 toneladas, US$ 9,005 milhões), Chile (4.949 toneladas, US$ 14,970 milhões), Países Baixos (4.329 toneladas, US$ 16,539 milhões) e Guiné Equatorial (1.705 toneladas, US$ 2,659 milhões). Comparando com o ano anterior, o México registrou queda de 43,3% no volume importado, a África do Sul reduziu suas compras em 22,2%, enquanto o Chile aumentou suas importações em 50,2%, e Guiné Equatorial apresentou alta de 45,2%.





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PIB do agronegócio da Bahia alcança R$ 35,1 bilhões


Segundo dados divulgados pela Secretaria da Agricultura, Pecuária, Irrigação, Pesca e Aquicultura, agronegócio baiano registrou um crescimento expressivo no segundo trimestre de 2024, com alta de 13,1% em relação ao mesmo período do ano anterior. O Produto Interno Bruto (PIB) do setor, divulgado pela Superintendência de Estudos Econômicos e Sociais da Bahia (SEI), atingiu R$ 35,1 bilhões em valores correntes, representando 28,4% da atividade econômica do estado. O bom desempenho do setor reforça a importância do agronegócio para a economia baiana, consolidando sua posição como um dos principais motores de crescimento no estado.

O destaque no período foi para o agregado II, que compreende a agropecuária em si, respondendo por 59,6% da atividade total do agronegócio. A colheita de culturas como soja, milho e algodão, tradicionais na Bahia, foi determinante para esse avanço, já que o segundo trimestre é historicamente o mais forte para a produção agrícola no estado.

A SEI classifica o PIB do agronegócio em quatro agregados: o agregado I, que engloba insumos para a agropecuária; o agregado II, que inclui agricultura, pecuária, silvicultura, extrativismo vegetal e pesca; o agregado III, que se refere às indústrias que utilizam produtos do agregado II; e o agregado IV, que abrange transporte, comércio e serviços ligados à distribuição dos produtos agrícolas.

No acumulado do primeiro semestre de 2024, o setor movimentou R$ 51,96 bilhões, representando 21,69% do PIB da Bahia. Comparado ao primeiro semestre de 2023, o crescimento foi de 5,2%. Esse avanço reflete a relevância do agronegócio não apenas como um componente fundamental da economia estadual, mas também como um impulsionador da dinâmica econômica baiana.

O aumento da participação do agronegócio no PIB baiano no segundo trimestre é atribuído, principalmente, à sazonalidade da produção agrícola, que concentra colheitas nesse período, e à valorização de produtos como café, laranja e frutas, que puxaram o crescimento do setor. Enquanto no primeiro trimestre de 2024 o agronegócio representava 13,7% da economia do estado, essa participação saltou para 28,4% no segundo trimestre, sinalizando uma trajetória de expansão robusta.





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