quinta-feira, abril 16, 2026

Política & Agro

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A transformação do varejo na era digital



“Não dá mais para usar as mesmas formas do passado”



"Não dá mais para usar as mesmas formas do passado"
“Não dá mais para usar as mesmas formas do passado” – Foto: Pixabay

Na era digital atual, os padrões de consumo estão passando por uma transformação radical, especialmente no setor de varejo. Para sobreviver, as empresas precisam entender essas mudanças, que vão muito além das vendas online. Edison Tamascia, presidente da Febrafar e da Farmarcas, enfatiza a evolução nos modelos de relacionamento entre varejistas e consumidores como crucial para o sucesso dos negócios. “Não dá mais para usar as mesmas formas do passado”, afirma.

Segundo Tamascia, a indústria passou de um modelo relacional tradicional, que focava no atendimento direto e personalizado, para um modelo transacional centrado em preços e promoções. Hoje, estamos na era do modelo relacional digitalizado, onde a personalização por meio da tecnologia é essencial. Essa nova interação com o consumidor deve ser profundamente personalizada e avançada. “A abordagem superficial já não é mais suficiente”, destaca.

A diversidade geracional também marca esse novo cenário, com consumidores de diferentes faixas etárias apresentando comportamentos distintos. A Geração Silenciosa valoriza a estabilidade e prefere lojas físicas, enquanto a Geração Z faz a maioria de suas compras online, priorizando personalização e inclusão.

Tamascia alerta que é fundamental investir em tecnologia e adotar estratégias diferenciadas para manter a relevância no mercado. A adaptação ao modelo Omnichannel, que integra diversos canais de atendimento, é necessária. Para empresas independentes, a união em redes associativistas pode ser uma alternativa viável para enfrentar os desafios da nova realidade. Assim, entender a jornada do consumidor e enfatizar a digitalização será essencial para a prosperidade do varejo.

 





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Chuvas impulsionam semeadura, e preço do milho sobe com oferta restrita



Produtores negociam o cereal apenas para necessidades pontuais




Foto: Divulgação

As cotações do milho registraram alta em todas as regiões monitoradas pelo Cepea, refletindo a postura estratégica dos produtores, que estão limitando as vendas no mercado spot. Com o retorno das chuvas, os agricultores intensificaram a semeadura da safra de verão 2024/25, negociando o cereal apenas para atender necessidades pontuais, o que tem reduzido a oferta disponível e impulsionado os preços.

Por outro lado, consumidores do mercado interno estão ativos na tentativa de recompor estoques, intensificando a demanda e reforçando a valorização do milho. A combinação de oferta limitada e procura aquecida tem sustentado as altas nas cotações nas últimas semanas.

Segundo o levantamento da Conab, até o dia 20 de outubro, 32% da área estimada para o milho da safra 2024/25 já havia sido semeada. A regularização das chuvas tem favorecido o avanço dos trabalhos no campo, especialmente nas regiões produtoras do Centro-Sul.

A expectativa é que, à medida que a semeadura avance e o mercado se ajuste, a disponibilidade do grão aumente, podendo influenciar os preços nas próximas semanas. Entretanto, a cautela dos produtores e a movimentação dos consumidores seguem como fatores-chave na definição das cotações no curto prazo.





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Uso excessivo de água no Matopiba pode comprometer até 40% da capacidade futura de expansão da irrigação


Considerada uma das fronteiras agrícolas que mais crescem no Brasil e a área com maior taxa de emissão de gases de efeito estufa no Cerrado, a região conhecida como Matopiba corre o risco de enfrentar falta de água já nos próximos anos. Entre 30% e 40% da demanda por irrigação de terras agricultáveis pode não ser atendida no período de 2025 a 2040 devido à superexploração dos recursos hídricos.

Esse problema, somado às mudanças climáticas, está reduzindo as vazões subterrâneas – provenientes do aquífero Urucuia – e dos corpos d’água superficiais da bacia do rio Grande, afluente do São Francisco. A redução desse fluxo pode comprometer o atendimento a demandas como o abastecimento urbano, de populações ribeirinhas e o próprio agronegócio, sem contar a diminuição de disponibilidade para toda a bacia.

A conclusão é de um estudo liderado por cientistas do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe) que analisou a sustentabilidade de longo prazo da expansão agrícola em meio à crescente escassez de água na região. O trabalho, idealizado pela cientista do Inpe Ana Paula Aguiar e realizado em parceria com o Centro de Resiliência de Estocolmo (Suécia), aponta que deve haver um aumento de até 40% de energia para irrigação, pressionando ainda mais o sistema.

Acrônimo formado pelas siglas de quatro Estados – Maranhão, Tocantins, Piauí e Bahia –, o Matopiba está inserido predominantemente no Cerrado (91% da área ou 665 mil km2), tendo apenas 7,3% na Amazônia e 1,7% na Caatinga. Em sua parte sudeste, é abastecido pela bacia do rio Grande, que cobre cerca de 76 mil km2.

Para fazer a análise, os pesquisadores usaram um modelo de dinâmica de sistemas – uma ferramenta que permite representar as complexas interações e feedbacks entre uso da terra, energia e água, além de simular diferentes cenários, vendo como é a reação ao longo do tempo. Com isso, ajuda na tomada de decisões e na implementação de políticas públicas mais eficazes.

“A dinâmica de sistemas considera uma visão holística, simulando as relações e as várias demandas – irrigação, energia elétrica, consumo – que existem simultaneamente na região. Isso nem sempre é considerado em análises realizadas por órgãos públicos”, diz o pesquisador do Inpe Celso von Randow, um dos autores do trabalho.

O artigo foi publicado na Ambio – Journal of Environment and Society e é parte do projeto Nexus – Caminhos para a Sustentabilidade, coordenado por Jean Ometto, pesquisador do Inpe e membro da coordenação do Programa FAPESP de Pesquisa sobre Mudanças Climáticas Globais (PFPMCG). O projeto buscou propor estratégias para viabilizar a transição para um futuro sustentável nos biomas Cerrado e Caatinga por meio de uma abordagem participativa, integrando métodos qualitativos e quantitativos.

O relatório técnico do Nexus, que traz informações da pesquisa do grupo e de outras desenvolvidas na região, foi lançado agora em outubro e apresentado no seminário “Contribuições da comunidade científica brasileira para a temática de combate à desertificação”, realizado na Superintendência do Desenvolvimento do Nordeste (Sudene). Pesquisadores do grupo estarão juntamente com a delegação brasileira na Conferência das Partes da Convenção das Nações Unidas para o Combate à Desertificação (UNCCD), na Arábia Saudita, em dezembro.

“A ideia do estudo nasceu de uma das oficinas do projeto Nexus, realizada no município de Barreiras. Havia uma preocupação com a sustentabilidade do sistema de irrigação. Desenvolvemos um modelo de dinâmica de sistemas para a região, mas ele pode ser aplicado a outras áreas adaptando algumas variáveis de acordo com a necessidade”, explica a engenheira agrícola Minella Alves Martins, primeira autora do artigo e orientanda de von Randow no Inpe com o apoio da FAPESP.

Durante a oficina, os principais desafios relatados na bacia do rio Grande estavam relacionados à disponibilidade de água – tanto do ponto de vista quantitativo como qualitativo – e aos conflitos socioambientais motivados por seu uso e pela posse irregular da terra. Mais de 90% das retiradas de água na bacia são destinadas à irrigação, de acordo com dados da Agência Nacional de Águas e Saneamento Básico (ANA).


Uma das oficinas realizadas em Barreiras para montar o escopo da pesquisa (foto: Projeto Nexus) 

Nos últimos dez anos, o Matopiba – com 337 municípios – registrou um salto na produção de grãos – 92%, passando de 18 milhões de toneladas (safra 2013/14) para cerca de 35 milhões de toneladas. Na Bahia, as culturas de soja, milho e algodão são destaque, tendo o município de Barreiras como um dos principais produtores no Estado.

Estima-se que na próxima década o crescimento agrícola do Matopiba ainda seja de 37%, com a produção atingindo 48 milhões de toneladas em uma área plantada de 110 mil km2. Os números fazem parte do estudo Projeções do Agronegócio, elaborado pelo Ministério da Agricultura e Pecuária em parceria com a Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa).

Por outro lado, a seca severa que vem atingindo o país reduziu a previsão de produção de grãos na safra 2023/2024, especialmente no Matopiba. Para agravar a situação, o Cerrado bateu recorde de focos de incêndio neste ano. Foram 68.868 entre janeiro e 25 de setembro, superando todo o ano de 2023. É o maior desde 2015.

Com esse cenário, além de registrar aumento da temperatura, o Matopiba emitiu 80% dos 135 milhões de toneladas de CO2 liberadas para a atmosfera por causa do desmatamento no Cerrado entre janeiro de 2023 e julho de 2024, segundo levantamento do Instituto de Pesquisa Ambiental da Amazônia (Ipam).

A destruição da vegetação nativa pelo fogo e o desmatamento para outros usos levam a uma redução da evapotranspiração das plantas, diminuindo a quantidade de chuva. Há ainda o fato de a água, sem a cobertura vegetal, chegar com mais força ao solo, escorrendo superficialmente e deixando de formar os canais subterrâneos.

Projeções

O modelo de dinâmica de sistemas usado pelos pesquisadores para a região mostrou que as vazões superficiais e subterrâneas tendem a diminuir até 2040. Eles levaram em consideração os usos de água atuais, as mudanças climáticas e feedbacks econômicos. Em contrapartida, haverá um aumento na demanda de água, principalmente impulsionada pela expansão da irrigação. Deve passar de 1,53 m³/s (2011-2020) para 2,18 m³/s (2031-2040).

Por isso, os pesquisadores apontam a possibilidade de estagnação da expansão da agricultura irrigada na região, levantando preocupações sobre a sustentabilidade de longo prazo do setor na bacia do rio Grande.

“Ouvimos muito na região que as retiradas de água são acima dos níveis de outorga. Então, o primeiro ponto de recomendação seria a revisão dessas permissões, justamente para que estejam de acordo com o novo normal climatológico que estamos vivendo. A série histórica pode estar defasada, levando a uma permissão acima do que é possível ofertar. Observamos por meio de dados de monitoramento de poços da CPRM que os níveis de águas subterrâneas estão caindo, mas esse sistema ainda é muito utilizado. Por isso, outra necessidade seria a fiscalização para proibir poços clandestinos e o monitoramento da exploração de novos locais de perfuração, visando um uso racional dos recursos hídricos”, afirma Martins à Agência FAPESP.

O grupo recomenda também que seja aprimorada a fiscalização das mudanças de uso e cobertura do solo para que áreas de recarga do aquífero não sejam comprometidas, além de incentivar estratégias mais eficientes e racionais da utilização de água na agricultura. Para estudos futuros, os cientistas sugerem a exploração de outros caminhos para adaptação às condições atuais, como a possibilidade de conectar o subsistema elétrico local à rede nacional e a criação de canais adicionais para garantir o abastecimento.

O artigo Long-term sustainability of the water-agriculture-energy nexus in Brazil’s MATOPIBA region: A case study using system dynamics pode ser lido em: https://link.springer.com/article/10.1007/s13280-024-02058-9#Ack1.

 





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Por que o Brasil ainda importa produtos que poderia produzir internamente?


O Brasil alcançou números recordes de exportação de commodities em 2023, consolidando-se como um dos maiores fornecedores globais de produtos como soja, açúcar e milho. No entanto, essa estratégia de exportação massiva levanta questionamentos sobre o desenvolvimento da indústria alimentícia local. Luiz Alberto Gonzatti, CEO da Alibra Ingredientes, alerta para o fenômeno que ele define como “turismo de ingredientes”, criticando a dependência do país de importar ingredientes que poderiam ser produzidos internamente.

Gonzatti destaca que, embora o Brasil possua vantagens competitivas como clima favorável e abundância de recursos naturais, a maior parte do valor agregado das commodities exportadas acaba sendo explorada por outros países. Um exemplo é o processamento da soja: “Exportamos grãos para a Ásia, onde extraem óleo e farelo, além de produtos de alto valor, como a vitamina E, que depois são vendidos de volta para nós”, explica.

O CEO sugere que a falta de transformação local limita a capacidade do Brasil de desenvolver tecnologias e cadeias produtivas mais sofisticadas. “Precisamos desenvolver essa indústria aqui para gerar mais arrecadação e criar empregos qualificados”, defende Gonzatti, ressaltando que esse movimento permitiria ao Brasil ser menos vulnerável às oscilações do comércio exterior.

Para Gonzatti, uma das chaves para superar o “turismo de ingredientes” está na aproximação entre a indústria e as universidades, fomentando o setor de Pesquisa, Desenvolvimento e Inovação (P&DI). Ele acredita que a adoção do conceito ESG (Ambiental, Social e Governança) pode ser um diferencial competitivo. “Cuidar do meio ambiente e reduzir a pegada de carbono, utilizando tecnologias limpas, é fundamental para tornar nossa indústria mais sustentável e eficiente”, afirma.

O CEO da Alibra também alerta para a necessidade de investir em cadeias como a láctea, onde o Brasil, mesmo sendo um dos maiores produtores de leite do mundo, ainda depende de importações de proteínas lácteas da Europa, Oceania e Estados Unidos. “Poderíamos produzir esses ingredientes localmente e agregar mais valor aos produtos consumidos aqui”, sugere Gonzatti, ressaltando que a Alibra já trabalha com tecnologias para transformar componentes do leite em insumos de alto valor agregado.

Segundo Gonzatti, criar um “clúster produtivo” que integre universidades, setor privado e órgãos públicos é essencial para desenvolver um ambiente favorável à inovação e à produção local. Ele defende que essa estratégia pode garantir maior autossuficiência e estabilidade econômica. “É um processo que já ocorre em algumas cadeias, mas há muito espaço para expandir e reduzir nossa dependência de importações”, conclui.





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Startup cria soluções inéditas em sensoriamento



O modelo de negócio da Kalliandra é inovador



O modelo de negócio da Kalliandra é inovador
O modelo de negócio da Kalliandra é inovador – Foto: Divulgação

A Kalliandra, uma startup inovadora, foi fundada em 2017 por Gabriel Xavier Ferreira e Waldir Denver Muniz Meireles Filho em Luís Eduardo Magalhães, Oeste da Bahia. Inspirados na resiliência da Calliandra spp., um arbusto que floresce nas épocas mais árduas, os empreendedores desenvolveram soluções em sensoriamento para enfrentar os desafios do produtor rural brasileiro. A principal inovação da Kalliandra é um sistema de monitoramento autônomo que não requer internet nem rede elétrica, permitindo a supervisão em tempo real de toda a propriedade.

Utilizando uma rede MESH proprietária, o sistema conecta equipamentos que atuam como sensores e repetidores de sinal, proporcionando cobertura completa da fazenda com mínima infraestrutura. O portfólio da empresa inclui uma plataforma tecnológica com software próprio e diversos sensores, sendo o pluviômetro digital o carro-chefe, representando cerca de 70% dos negócios. Outros equipamentos como estações meteorológicas e monitores de irrigação completam as soluções oferecidas.

O modelo de negócio da Kalliandra é inovador, pois os equipamentos são cedidos aos produtores em comodato, garantindo que eles permaneçam nas propriedades ao longo do ano. “Antes do período das chuvas, nossa equipe realiza manutenção para assegurar a eficiência dos dispositivos”, explica Ferreira. A startup já monitora mais de 250 mil hectares em estados como Maranhão, Piauí e Goiás, com a meta de atingir 1.200 equipamentos instalados até o final do ano.

Nos últimos sete anos, a Kalliandra cresceu de forma orgânica, alcançando um crescimento médio de 70% ao ano, sempre buscando reduzir custos e aumentar a acessibilidade das tecnologias. Ferreira e Meireles Filho, que se conheceram na Universidade Federal de Viçosa, destacam que a incubação na Cyklo Agritech em 2020 foi crucial para ajustes e aprimoramentos, ajudando a consolidar a startup como referência em sensoriamento para o agronegócio.

 





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Plantio da soja avança com tempo instável no Sudeste e Centro-Oeste


A semana começa com padrões climáticos variados pelo Brasil, influenciando diretamente as atividades em campo. De acordo com o meteorologista do Portal Agrolink, Gabriel Rodrigues, um sistema de baixa pressão sobre o Sudeste está puxando umidade do oceano, formando nuvens carregadas e garantindo chuvas em São Paulo, Minas Gerais, Rio de Janeiro, Espírito Santo e algumas partes do Centro-Oeste.

A previsão para esta segunda-feira destaca volumes expressivos de chuva na região central de Minas Gerais, onde os acumulados podem variar entre 50 e 70 mm. Essa precipitação favorece a agricultura local, como o plantio de café e milho safrinha, que dependem de umidade adequada no solo para um bom desenvolvimento.

No Mato Grosso do Sul, Goiás e Mato Grosso, as chuvas serão mais localizadas, com volumes entre 20 e 40 mm, beneficiando principalmente o avanço do plantio da soja. Contudo, nas áreas sul e leste desses estados, as pancadas mais fortes serão isoladas e não devem causar impactos significativos nas atividades agrícolas.

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Enquanto a umidade traz desafios ao Sudeste e parte do Centro-Oeste, outras regiões devem enfrentar um cenário mais seco. No Sul, especialmente no Rio Grande do Sul e Santa Catarina, as condições climáticas serão estáveis, favorecendo a colheita de trigo. O tempo firme também predomina no MATOPIBA (Maranhão, Tocantins, Piauí e Bahia), além do Ceará e do Amapá, permitindo o avanço das culturas locais.

Para os estados do Acre, Rondônia e o extremo oeste do Amazonas, estão previstas pancadas isoladas, mas sem volumes expressivos. O mesmo padrão deve ser observado no litoral leste do Nordeste, com chuvas fracas e de curta duração, sem comprometer as culturas de cana-de-açúcar e fruticultura.

Rodrigues aponta que, com a chegada do fim de outubro, há expectativa de aumento nas chuvas típicas da estação pré-verão, trazendo precipitações mais espalhadas por todo o Brasil. No entanto, a região Nordeste ainda pode enfrentar períodos de seca, o que exige atenção das áreas agrícolas.

Em relação ao plantio de soja, o ritmo segue acelerado, com as lavouras já próximas da média histórica de plantio. As condições climáticas recentes têm se mostrado favoráveis em grande parte das regiões produtoras, o que projeta uma safra promissora.





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Mercado cafeeiro inicia 4ª feira (09) com preços mistos nas bolsas…


Preços continuam atrelados à previsão de chuvas nas principais áreas cafeeiras

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Segundo pesquisadores do Cepea, a pressão sobre os valores está atrelada à previsão de chuvas mais expressivas para o cinturão cafeeiro brasileiro a partir da segunda semana de outubro. Estas precipitações são muito aguardadas pelo setor, já que as lavouras estão em forte déficit hídrico, sendo necessários floração e pegamento mais robustos para a produção da safra 2025/26. “No geral, a condição das lavouras é tão precária que dificilmente haverá uma recuperação total para a próxima temporada” completou os pesquisadores. 

Perto das 9h (horário de Brasília), o arábica registrava alta de 205 pontos no valor de 250,25 cents/lbp no vencimento de dezembro, um aumento de 175 pontos no valor de 248,70 cents/lbp no de março/25, e um aumento de 180 pontos no valor de 246,95 cents/lbp no de maio/25.

Já o robusta apresentava queda de US$ 21 no valor de US$ 4.835/tonelada no contrato de novembro/24, uma queda de US$ 13 no valor de US$ 4.673/tonelada no de janeiro/25, e uma baixa de US$ 2 no valor de US$ 4.511/tonelada no de março/25.

De acordo com o Escritório Carvalhaes, os estoques mundiais de café são baixos, sem perspectivas de recomposição nos próximos anos. Nesta terça-feira (08), os estoques de cafés certificados na ICE caíram 6.071 sacas, fechando o dia em 807.785 sacas. Há um ano eram de 442.222 sacas. 

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Fonte:

Notícias Agrícolas





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Exportações de máquinas e equipamentos crescem 61,2%



Segmento de Máquinas e Equipamentos do Rio Grande do Sul registrou um crescimento




Foto: Pixabay

O segmento de Máquinas e Equipamentos do Rio Grande do Sul registrou um crescimento em setembro, com alta de 61,2% em relação ao mesmo período de 2023. As vendas internacionais atingiram US$ 255,2 milhões, impulsionadas por um aumento de 46,7% nas quantidades embarcadas e uma valorização de 9,9% nos preços médios. Esse resultado destaca o papel do setor como um motor importante para a recuperação da indústria gaúcha.

O principal destaque foi o ramo de máquinas de uso industrial específico, que faturou US$ 130,7 milhões, representando uma alta atípica para o mês. A maior parte das exportações desse segmento teve como destino a Coreia do Sul. “O resultado expressivo demonstra a capacidade da nossa indústria em atender nichos especializados e consolidar sua presença em mercados estratégicos”, afirmou Claudio Bier, presidente da FIERGS.

O desempenho das exportações de máquinas foi fundamental para a retomada das vendas da indústria de transformação, que cresceu 23,2% em setembro, interrompendo uma sequência de quedas desde abril.

 





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Exportações de aves, suínos e ovos devem bater US$ 880 mi


A participação das agroindústrias brasileiras de carne de frango, carne suína e ovos na SIAL Paris 2024 resultou em expectativas otimistas, com projeções de exportações alcançando US$ 880 milhões. O evento, que se encerrou ontem, consolidou negócios superiores a US$ 126 milhões, segundo a Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA).

A ABPA, em colaboração com a Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos, levou 25 agroindústrias exportadoras à França, incluindo grandes nomes como Seara, C.Vale e Frimesa. Durante os cinco dias da feira, foram realizados mais de 3 mil encontros de negócios, dos quais quase 50% foram com novos potenciais clientes, segundo informações das cooperativas participantes.

“Recebemos em nosso espaço lideranças políticas, nomes importantes do comércio global e clientes dos cinco continentes. Ações como a realizada na SIAL Paris gera ganhos enormes em tempo e custos, ao mesmo tempo em que proporciona oportunidades únicas de avançar, o que é comprovado pelo número de novos clientes registrados”, destacou Ricardo Santin, presidente da ABPA.

O espaço da ABPA ocupou mais de 550 metros quadrados, organizado em áreas comerciais, gastronômicas e institucionais. Durante o evento, foram degustados mais de 2 mil pratos elaborados com produtos brasileiros, além de uma exposição que destacou o empreendedorismo feminino no setor. A ABPA também distribuiu materiais informativos sobre a qualidade, a diversidade e a sustentabilidade da produção.

“Esperamos avançar não apenas em negócios, como também em soft skills para o setor, ampliando a percepção externa sobre quem somos e nossos propósitos como produtores de alimentos”, destaca Isis Sardella, gerente de marketing e promoção comercial da ABPA.

 





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Plantio do milho avança no Rio Grande do Sul



Preço do milho sobe 2,13% no estado




Foto: Pixabay

De acordo com o Informativo Conjuntural divulgado pela Emater/RS-Ascar nesta quinta-feira (24), a semeadura do milho no Rio Grande do Sul avançou, alcançando 68% da área projetada para a safra 2024/2025. A maior parte das lavouras (96%) encontra-se na fase de desenvolvimento vegetativo, enquanto 4% já atingiram a fase de florescimento nas áreas semeadas precocemente. A conclusão do plantio ainda depende de algumas áreas na Campanha e nos Aparados da Serra.

O clima contribuiu para o bom desenvolvimento da cultura, com chuvas frequentes e bem distribuídas, aliadas a dias de alta radiação solar e noites de temperaturas amenas. Essas condições favoreceram o crescimento saudável das plantas e o potencial produtivo. Em várias regiões, a adubação nitrogenada em cobertura, aplicada entre os estágios vegetativos V2 e V4 (2 a 4 folhas estendidas), foi finalizada com sucesso. Em algumas lavouras mais avançadas, os produtores anteciparam a aplicação da segunda dose de nitrogênio, visando aproveitar as previsões de chuva para melhorar a absorção do nutriente, conforme os dados da Emater/RS.

Veja mais informações sobre fitossanidade no Agrolinkfito

Segundo o Informativo, no manejo fitossanitário, o controle da cigarrinha-do-milho (Dalbulus maidis) foi necessário em áreas do Alto Uruguai, onde a praga causou danos mais severos. Aplicações pontuais também ocorreram no Planalto e no Alto da Serra do Botucaraí. Nas regiões do Baixo Médio Uruguai e Noroeste Colonial, foram feitas aplicações preventivas de fungicidas para evitar infecções, já que as condições climáticas favoreceram o surgimento de doenças.

Para a próxima safra, a Emater/RS-Ascar projeta o cultivo de 748.511 hectares, com uma produtividade média estimada de 7.810 kg/ha. No mercado, o preço médio da saca de 60 quilos aumentou 2,13% na última semana, passando de R$ 62,39 para R$ 63,72.





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