quarta-feira, abril 15, 2026

Política & Agro

AgroNewsPolítica & Agro

Mercado de açúcar inicia semana em queda


De acordo com os dados da União Nacional da Bioenergia (Udop), os contratos futuros do açúcar abriram a semana em queda nas bolsas internacionais, com investidores aguardando o balanço da safra da segunda quinzena de outubro. A União da Indústria de Cana-de-açúcar e Bioenergia (Unica) divulgará os dados ao final da manhã desta terça-feira, o que deve trazer mais clareza ao mercado sobre os impactos recentes no setor.

A estimativa da S&P Global Commodity Insights sugere uma possível queda de 28,3% na produção de açúcar durante o período, devido às chuvas intensas na região Centro-Sul do Brasil, responsável por mais de 90% da produção nacional.

Clique para seguir o canal do Agrolink no WhatsApp

Segundo a UDOP, na ICE Futures, de Nova York, o contrato de açúcar bruto para março de 2025 encerrou o dia a 21,36 centavos de dólar por libra-peso, uma queda de 2,1% ou 46 pontos em relação ao fechamento anterior. O contrato para maio de 2025 recuou 44 pontos, cotado a 19,95 cts/lb, com demais contratos oscilando entre 21 e 42 pontos negativos. Já na ICE Futures Europe, de Londres, o açúcar branco também registrou queda em todos os contratos, com o lote de dezembro de 2024 cotado a US$ 551,80 por tonelada, recuo de 4,80 dólares (0,9%) frente aos valores de sexta-feira. O contrato para março de 2025 caiu 7,90 dólares, fechando a US$ 561,30.

Por outro lado, o mercado interno apresentou leve alta. O Indicador Cepea/Esalq para o açúcar cristal registrou uma valorização de 0,18% na segunda-feira (11), com a saca de 50 quilos negociada a R$ 166,76, acumulando alta de 1,81% em novembro, conforme divulgou a Udop.





Source link

AgroNewsPolítica & Agro

Mato Grosso bate recorde de exportação de algodão



Embarques do algodão devem continuar aquecidos nos próximos meses




Foto: Canva

Segundo análise semanal do Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (Imea), o algodão mato-grossense registrou um novo recorde de exportação em outubro. De acordo com dados da Secretaria de Comércio Exterior (Secex), Mato Grosso exportou 166,38 mil toneladas de algodão em outubro de 2024, o maior volume já registrado para o mês na série histórica. Esse desempenho elevou o acumulado da safra 23/24, entre agosto e outubro, para 318,74 mil toneladas, também um recorde.

Clique para seguir o canal do Agrolink no WhatsApp

Entre os principais destinos do algodão mato-grossense, o Vietnã e a China se destacaram, com importações de 80,52 mil e 72,05 mil toneladas, respectivamente. A China, embora ainda não tenha alcançado a mesma participação vista na safra 22/23, pode aumentar a demanda no futuro próximo. Essa expectativa é impulsionada pelo novo pacote econômico anunciado pelo governo chinês, que visa reativar a economia do país, e pelos possíveis impactos das eleições nos Estados Unidos, que podem influenciar o comércio internacional.

Com a recuperação da demanda chinesa e o crescente consumo de algodão em outros países, as projeções indicam que os embarques de algodão de Mato Grosso devem continuar aquecidos nos próximos meses.





Source link

AgroNewsPolítica & Agro

Oeste da Bahia projeta aumento de 7,5% na área de soja


De acordo com as informações divulgada pela Secretaria da Agricultura, Pecuária, Irrigação, Pesca e Aquicultura (Seagri BA), a safra de grãos 2024/2025 no Oeste da Bahia segue em ritmo acelerado, com os agricultores concentrando esforços no plantio de soja, segundo dados recentes da Associação de Agricultores e Irrigantes da Bahia (AIBA). Desde o início do ciclo, em 8 de outubro, a semeadura vem avançando com rapidez, favorecida pela ampliação da janela de cultivo no estado.

Entretanto, a distribuição irregular das chuvas tem apresentado desafios, pois períodos de estiagem têm sido intercalados com chuvas intensas em diferentes microrregiões, exigindo um manejo detalhado. A presença de pragas como percevejos-barriga-verde e larvas-minadoras também tem demandado atenção, levando os produtores a reforçarem o monitoramento fitossanitário, conforme informou a Seagri BA.

Veja mais informações sobre fitossanidade no Agrolinkfito

Segundo a Seagri BA, até o momento, aproximadamente 191 mil hectares de soja foram plantados, representando 9% da área total projetada para a cultura. Embora o ritmo seja acelerado, os produtores seguem atentos às condições climáticas para decidir o ritmo de expansão das áreas cultivadas. Com as previsões apontando aumento das precipitações, há uma expectativa de continuidade no plantio.

A projeção da AIBA indica que a soja ocupará 2,129 milhões de hectares nesta safra, um aumento de 7,5% em comparação à safra passada. O algodão, por sua vez, deve crescer 10%, alcançando uma área estimada de 380 mil hectares.

Por outro lado, a área de milho deve registrar queda de 8,9%, totalizando 123 mil hectares. Esse recuo reflete a desvalorização do milho no mercado, desestimulando o plantio. Já o sorgo deve crescer 6,7%, ocupando uma área projetada de 160 mil hectares.





Source link

AgroNewsPolítica & Agro

abacaxi e banana têm alta nos preços; laranja apresenta queda



A laranja foi a única entre as frutas analisadas que registrou queda




Foto: Pixabay

De acordo com o monitoramento de preços do CeasaMinas, entreposto de Contagem da Secretaria de Estado de Agricultura, Pecuária e Abastecimento de Minas Gerais (SEAPA), os preços das principais frutas comercializadas oscilaram na semana de 28 de outubro a 1º de novembro e de 4 a 8 de novembro. Entre os produtos analisados, coco verde, maçã, melancia e uva apresentaram estabilidade nos valores. Já abacaxi, banana, limão, mamão e manga registraram aumento nas cotações, impulsionados principalmente por fatores sazonais e climáticos.

O aumento dos preços foi significativo para algumas frutas devido a fatores como entressafra e condições climáticas. O período de entressafra de banana e limão resultou na diminuição da oferta, elevando os preços. No caso do mamão, o volume de chuvas dificultou a colheita, o que impactou o mercado. Já a manga teve seu preço ajustado pela redução de oferta nos pomares.

A laranja foi a única entre as frutas analisadas que registrou queda, influenciada pela baixa qualidade do produto, o que pressionou os valores de mercado.

Entre os destaques específicos:

  • O abacaxi pérola, originário da Paraíba, teve uma elevação de preço, chegando a R$80,00 por dúzia no final do período analisado.
  • A banana prata sofreu aumentos, passando de R$3,50 para R$4,00/kg, com uma variação semanal de 11,9%.
  • O preço do coco verde se manteve estável a R$2,60 por unidade.
  • A laranja pera registrou queda, com o preço médio caindo de R$5,50 para R$5,08/kg, uma variação semanal de -7,6%.
  • O limão tahiti teve alta, subindo para R$8,17/kg, com aumento médio de 8,9%.
  • O mamão formosa apresentou variação de 29%, passando de R$3,51 para R$4,53/kg devido a aumentos sucessivos.
  • A manga tommy variou de R$2,40 para R$2,59/kg, após oscilações ao longo das semanas.
  • Melancia graúda e uva Itália se mantiveram estáveis, com preços de R$1,40/kg e R$15,00/kg, respectivamente.

     






Source link

AgroNewsPolítica & Agro

Produção de aveia branca cresce 50% no RS



No entanto, a colheita enfrenta variações regionais significativas




Foto: Canva

A nova estimativa para a safra de aveia branca no Rio Grande do Sul, realiazada pela Emater/RS-Ascar, aponta crescimento expressivo na produção, mesmo em meio a desafios climáticos e problemas no manejo. Conforme os dados atualizados da segunda quinzena de outubro, a área cultivada foi de 354.987 hectares, o que representa uma redução de 2,74% em comparação aos 364.989 hectares de 2023, segundo as informações do Informativo Conjuntural da Emater/RS-Ascar.

De acordo com informativo, ainda assim, a produção estimada aumentou para 878.166 toneladas, uma alta de 50,39% em relação às 583.912 toneladas colhidas no ano anterior. Esse salto positivo deve-se, em parte, ao aumento de 3% na produtividade média, que passou de 2.402 kg/ha para 2.474 kg/ha.

Clique para seguir o canal do Agrolink no WhatsApp

No entanto, a colheita enfrenta variações regionais significativas. Na região de Frederico Westphalen, 90% da área de aveia branca já foi colhida, com o restante em fase de maturação. Na área de Ijuí, a produtividade média tem se mantido pouco acima de 2.500 kg/ha, mas a qualidade do grão está abaixo do exigido para consumo humano. Em Passo Fundo, a produtividade está abaixo da média, em torno de 2.000 kg/ha, com 60% da área já colhida. Em Soledade, cerca de 80% da área foi colhida, com níveis produtivos considerados satisfatórios, embora temporais tenham causado acamamento das plantas, gerando perdas.

Os preços médios para a saca de 60 kg variam entre as regiões: R$ 60,00 em Ijuí, R$ 78,00 em Passo Fundo e R$ 69,00 em Frederico Westphalen.





Source link

AgroNewsPolítica & Agro

Mato Grosso alcança novo recorde em exportação de carne bovina



A China segue como o principal destino da carne bovina mato-grossense




Foto: Pixbay

As exportações de carne bovina de Mato Grosso registraram um novo recorde em outubro, com o maior volume mensal da história do estado, segundo dados do Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (Imea). Foram enviadas ao exterior 79,83 mil toneladas equivalente carcaça (TEC) durante o mês, consolidando um total acumulado de 628,84 mil TEC entre janeiro e outubro de 2024. Esse volume supera o recorde anterior, de 605,35 mil TEC, alcançado em 2022.

Clique para seguir o canal do Agrolink no WhatsApp

Apesar do crescimento no volume exportado, a receita das exportações de 2024 apresentou queda de 20,6% em comparação a 2022. Essa retração é atribuída ao menor preço médio por tonelada, que foi de US$ 3.468,20 até agora. A China segue como o principal destino da carne bovina mato-grossense, representando 42,2% das exportações estaduais, seguida pelos Emirados Árabes Unidos (9,92%) e pelo Egito (5,02%).

O cenário de demanda aquecida pela proteína de Mato Grosso tem ajudado a absorver a alta oferta de animais no estado, contribuindo para a manutenção dos preços do boi gordo.





Source link

AgroNewsPolítica & Agro

Chuvas elevam preço de hortaliças no MG


No entreposto de Contagem da CeasaMinas, o último monitoramento de preços, realizado pela Secretaria de Estado de Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Seapa), revelou alta nos preços de diversas hortaliças durante as duas semanas analisadas, de 28 de outubro a 8 de novembro. Apenas o alho manteve seus preços estáveis, enquanto itens como batata, tomate, abóbora moranga, abobrinha italiana e quiabo apresentaram elevação, impulsionada principalmente pelas condições climáticas desfavoráveis em Minas Gerais.

Clique para seguir o canal do Agrolink no WhatsApp

As fortes chuvas impactaram especialmente a batata, cuja colheita foi prejudicada, reduzindo a oferta e elevando os preços, que saltaram de R$3,47 para R$6,13/kg. O tomate também sofreu com o clima, resultando em preços mais altos devido à dificuldade de colheita e aumento do descarte de frutos. Já as quedas de preço foram verificadas para cebola, cenoura, chuchu e pimentão, com o clima favorecendo a produção de algumas dessas culturas.

Entre os destaques específicos:

Batata: Após queda inicial, o preço disparou, registrando alta acumulada de 76,9% entre as semanas, alcançando R$6,13/kg.

Tomate: A chuva intensificou a demanda, elevando o preço de R$2,17 para R$2,83/kg.

Cebola: Com produção favorecida pelo clima, o preço caiu 4,2%, chegando a R$1,92/kg.

Quiabo: A cotação do quiabo oscilou, fechando o período em alta com variação de 23,7%, custando R$13,05/kg.

Alho: Única hortaliça estável, com preço mantido a R$23,00/kg.





Source link

AgroNewsPolítica & Agro

Brasil exportou 4,9 milhões de sacas de café em outubro


Mesmo com os gargalos logísticos que impossibilitaram o embarque de 2,1 milhões de sacas de 60 kg de café até o fim de setembro neste ano – veja aqui –, o Brasil registrou recorde mensal no volume exportado em outubro, com 4,926 milhões de sacas remetidas ao exterior, o que implica crescimento de 11,6% ante mesmo mês de 2023 e de 3,27% frente ao maior volume histórico anterior, em novembro de 2020 (4,770 milhões de sacas). Os dados são do relatório estatístico do Conselho dos Exportadores de Café do Brasil (Cecafé).  

A um preço médio de US$ 282,80 por saca exportada, o valor obtido com as remessas cafeeiras do país ao exterior, em outubro, alcançou US$ 1,393 bilhão, recorde para um único mês em ambos os cenários. Na comparação com a receita cambial obtida em outubro de 2023, o crescimento é de 62,6%.

 

“Esse resultado de outubro foi, sem dúvida, muito bom para o comércio exportador de café do Brasil, pois demonstra o engajamento das empresas e de suas equipes de logísticas para consolidar seus embarques, buscando alternativas, como as exportações de cinco navios de break bulk, para honrar os compromissos com os clientes internacionais. Entretanto, é importante destacar que ainda há um grande volume de café parado nos portos e que os exportadores seguem enfrentando desafios logísticos para consolidarem seus embarques devido à continuidade dos elevados índices de atrasos de navios e rolagens de cargas”, destaca o presidente do Cecafé, Márcio Ferreira.

 

De acordo com ele, o aumento na demanda por contêineres para a exportação de café, açúcar e algodão, somado à falta de infraestrutura portuária adequada para atender produtos conteinerizados, contribuiu para os elevados índices de atrasos dos navios e rolagens de cargas, impactando a gestão de gates e a lotação de pátios dos terminais.

 

“O Cecafé vem mantendo diálogo com os terminais portuários e demais entes do comércio exterior na expectativa de buscar apoio e esforços para o atendimento às cargas de café, mesmo diante de todos os desafios de pátio. Também mantemos conversas com os demais segmentos do agronegócio brasileiro para que possamos, juntos, reivindicar a ampliação dos investimentos em infraestrutura e ter maior celeridade nos processos junto às autoridades públicas, caso contrário os exportadores seguirão bancando, literalmente, o recorde exportado”, completa Ferreira.

 

Com o desempenho aferido em outubro, o Brasil elevou para 17,075 milhões de sacas o montante de café exportado no acumulado dos quatro primeiros meses do ano safra 2024/25, o que rendeu US$ 4,529 bilhões ao país. Na comparação com os desempenhos registrados entre julho e outubro de 2023, há crescimentos de 17,9% em volume e de 58,1% em receita cambial.

 

ANO CIVIL

De janeiro ao fim de outubro deste ano, as exportações brasileiras de café somam 41,456 milhões de sacas, volume histórico para o período e que representa um incremento de 35,1% em relação ao embarcado nos mesmos 10 meses do ano passado. A receita cambial de US$ 9,875 bilhões também é recorde no intervalo e implica alta de 53,8% na mesma comparação.

 

PRINCIPAIS DESTINOS

A Alemanha se colocou como o principal destino dos cafés do Brasil no acumulado de 2024. O país importou 6,640 milhões de sacas de janeiro a outubro, o que equivale a 23,9% de todas as exportações e significa crescimento de 77% na comparação com os 10 primeiros meses do ano passado.

 

Os Estados Unidos, com 23,4% de representatividade, adquiriram 6,522 milhões de sacas (+30,9%) e ocupam o segundo lugar no ranking. Na sequência, vêm Bélgica, com a importação de 3,618 milhões de sacas (+116,2%); Itália, com 3,330 milhões de sacas (+34%); e Japão, com 1,840 milhão de sacas (-1,6%).

 

Quando se analisam as exportações de café verde realizadas pelo Brasil a outros países produtores, o México lidera a tabela com a aquisição de 871.766 sacas do produto in natura, o que representa um aumento de 155,3% frente ao comprado de janeiro a outubro de 2023.

 

O Vietnã, segundo maior produtor do mundo, aparece na sequência, ampliando suas importações dos cafés verdes brasileiros para 607.233 sacas, com significativa elevação de 432,8% sobre o volume adquirido nos 10 primeiros meses do ano anterior. Destaca-se, ainda, a performance para a Índia, que ampliou em expressivos 1.356% suas compras dos cafés em grão do Brasil, para 225.936 sacas.

 

A observação das remessas ao exterior por blocos econômicos aponta que, com exceção ao Mercosul (-29,3%), os demais aumentaram a importação de todos os tipos de café do Brasil. A União Europeia, que responde por 48,1% dos embarques, lidera o ranking com a aquisição de 19,931 milhões de sacas, apresentando alta de 54,5%.

 

Na sequência, aparecem os países do Tratado de Associação Transpacífico (TPP), com 5,386 milhões de sacas (+39,8%); Oriente Médio, com 2,592 milhões de sacas (+24,7%); BRICS, com 2,173 milhões de sacas (+37,5%); Países Árabes, com 1,955 milhão de sacas (+43%); e Leste Europeu, com 1,608 milhão de sacas (+74,3%).

 

TIPOS DE CAFÉ

O café arábica, com a remessa de 30,201 milhões de sacas ao exterior entre janeiro e outubro, é a espécie mais exportada pelo Brasil. Esse volume é o maior da história para esse período de 10 meses, equivale a 72,9% do total e representa alta de 24,3% em relação ao mesmo intervalo no ano passado.

 

A espécie canéfora (conilon + robusta) vem na sequência e se coloca como o principal destaque dos embarques em 2024 ao registrar substancial crescimento de 140% frente a 2023, com o envio recorde de 7,894 milhões de sacas ao exterior. Assim, a representatividade da espécie chega a 19% das exportações gerais.

 

O segmento do café solúvel, com 3,322 milhões de sacas – avanço de 8,8% e 8% do total –, e o produto torrado e torrado e moído, com 38.303 sacas (-9,6% e 0,1% de representatividade), completam a lista.

 

CAFÉS DIFERENCIADOS

Os cafés que possuem qualidade superior ou certificados de práticas sustentáveis respondem por 17,9% das exportações totais brasileiras do produto entre janeiro e outubro de 2024, com a remessa de 7,402 milhões de sacas ao exterior. Esse volume é 42,8% maior do que o registrado nos 10 primeiros meses do ano passado.

 

O preço médio do produto foi de US$ 262,79 por saca, gerando uma receita cambial de US$ 1,945 bilhão, o que corresponde a 19,7% do obtido com os embarques totais de café de janeiro a outubro deste ano. No comparativo anual, o valor é 60,9% superior ao registrado nos mesmos 10 meses de 2023.

 

No ranking dos principais destinos dos cafés diferenciados, entre janeiro e outubro, os EUA estão na liderança, com a compra de 1,647 milhão de sacas, o equivalente a 22,3% do total desse tipo de produto exportado.

 

Fechando o top 5, aparecem Alemanha, com 1,403 milhão de sacas e representatividade de 18,9%; Bélgica, com 833.348 sacas (11,3%); Holanda (Países Baixos), com 525.138 sacas (7,1%); e Reino Unido, com 290.855 sacas (3,9%).

 

PORTOS

O Porto de Santos é o principal exportador dos cafés do Brasil entre janeiro e outubro de 2024, com 27,940 milhões de sacas, ou 67,4% do total. Na sequência, aparecem o complexo portuário do Rio de Janeiro, que responde por 28,1% dos embarques ao remeter 11,664 milhões de sacas ao exterior, e o Porto de Vitória (ES), que registrou o embarque de 465.311 sacas e teve representatividade de 1,1%.





Source link

AgroNewsPolítica & Agro

produtos agropecuários sofrem queda de 20,7% em novembro


A Secretaria de Comércio Exterior (Secex), do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), divulgou nesta segunda-feira (11) os dados da balança comercial preliminar parcial do mês referente ao período de janeiro até a segunda semana de novembro de 2024. Até a segunda semana de novembro/2024, as exportações registraram um aumento de 3,0% em relação ao mesmo mês de 2023, totalizando US$ 8,62 bilhões. As importações somaram US$ 6,17 bilhões, uma alta de 7,6%. A balança comercial obteve o superávit de US$ 2,45 bilhões, com uma queda de 7,0%. A corrente de comércio apresentou crescimento de 4,9%, atingindo US$ 14,79 bilhões.

Segundo a Secex, no acumulado de janeiro até a segunda semana de novembro em comparação a 2023, as exportações brasileiras caíram 1,0%, somando US$ 293,08 bilhões. As importações cresceram 8,0%, alcançando US$ 227,61 bilhões. Como resultado, o superávit comercial até o momento foi de US$ 65,47 bilhões, uma redução de 23,2%. A corrente de comércio chegou a US$ 520,68 bilhões, um aumento de 2,8%.

Clique para seguir o canal do Agrolink no WhatsApp

Até a segunda semana de novembro, as exportações de produtos agropecuários registraram queda de 20,7%, totalizando US$ 1,44 bilhão, enquanto a indústria extrativa teve redução de 1,5%, somando US$ 2,21 bilhões. Em contraste, a indústria de transformação cresceu 15,2%, alcançando US$ 4,92 bilhões em exportações. A combinação destes resultados levou ao aumento do total das exportações.

Entre os principais produtos que contribuíram para o aumento das exportações estão: produtos hortícolas frescos ou refrigerados (319,3%), cafés não torrado (53,7%) e sementes oleaginosas como girassol e gergelim, canola, algodão e outras  (557,6%) no setor agropecuário; Minérios de Cobre e seus concentrados (248,5%) e de níquel e seus concentrados (252,6%) e Outros minérios e concentrados dos metais de base (126,3%) na indústria extrativa; Carne bovina fresca, refrigerada ou congelada (36,9%), carnes de aves e suas miudezas comestíveis, frescas, refrigeradas ou congeladas (76,0%) e tabaco, descaulificado ou desnervado (242,7%) na indústria de transformação. Por outro lado, na agropecuária, o milho (-28,5%), a soja (-45,0%) e o algodão em bruto (-29,9%) sofreram quedas nas exportações.

Quanto às importações, a agropecuária apresentou crescimento de 11,2%, totalizando US$ 0,12 bilhão, e a indústria de transformação cresceu 10%, somando US$ 5,75 bilhões. A indústria extrativa, no entanto, registrou queda de 27,8%, com importações de US$ 0,25 bilhão. Os itens que mais impulsionaram o crescimento das importações foram a cevada , não moída (142,8%), o milho não moído, exceto milho doce ( 38,8%) e frutas e nozes não oleaginosas, frescas ou secas (23,1%) na agropecuária; Fertilizantes brutos (exceto adubos) (23,0%), pirites de ferro não torrados (19.604,8%) e minérios de alumínio e seus concentrados (57,1%) na indústria extrativa; e propano, butano liquefeito (325,9%), Motores e máquinas não elétricos, e suas partes (exceto motores de pistão e geradores) (59,1%) e aeronaves e outros equipamentos, incluindo suas partes (86,6%) na indústria de transformação. Por outro lado, houve redução nas importações de pescado, carvão e alguns combustíveis, conforme os dados da Secex.





Source link

AgroNewsPolítica & Agro

Seca e reservatórios baixos afetam produção de milho no México


O Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) divulgou, em seu relatório de novembro “World Agricultural Production” (WAP), a estimativa de produção de milho do México para o ciclo de comercialização de 2024/25. A previsão atual é de 24,5 milhões de toneladas, uma queda de 500 mil toneladas (2%) em relação ao mês anterior, embora represente um crescimento de 4% em comparação ao período de seca do ano passado. No entanto, o número permanece 7% abaixo da média dos últimos cinco anos.

A área colhida é estimada em 6,3 milhões de hectares, uma redução de 2% em relação ao mês anterior, mas uma leve recuperação de 3% frente ao ano passado, ainda assim abaixo da média de cinco anos. O rendimento esperado é de 3,89 toneladas por hectare, representando uma diminuição inferior a 1% em relação ao mês anterior e à média de cinco anos, mas 1% superior ao ano passado. A menor disponibilidade hídrica nos reservatórios em outubro impôs riscos para a produção da próxima safra de milho, especialmente para o ciclo de inverno.

Veja mais informações sobre o clima em Agrotempo

No México, o milho possui duas safras principais. A primeira, de primavera/verão, que representa cerca de 70% da produção anual, começa com a estação chuvosa normalmente em maio, mas neste ano teve início apenas no final de junho. Mesmo assim, o volume de precipitação entre julho e setembro foi maior do que a média, o que favoreceu a umidade do solo e acelerou a recuperação do milho após a seca do ano passado. No entanto, dificuldades como irrigação insuficiente, preços altos de insumos e menos crédito disponível ainda pressionam os produtores.

A segunda safra, de outono/inverno, responsável por 30% da produção anual, depende principalmente de irrigação e é plantada entre novembro e fevereiro. Quase 70% dessa produção ocorre em Sinaloa, onde os níveis dos reservatórios estão críticos, com menos de 5.000 hectômetros cúbicos em outubro, o menor nível em 22 anos. A Comissão Nacional de Águas (CONAGUA) informou que o nível dos reservatórios em Sinaloa diminuiu de 5.000 hm³ no início de outubro para 4.440 hm³ no fim do mês. Em comparação, na safra de 2023/24, as chuvas da tempestade tropical Norma permitiram uma recarga maior, com 5.250 hm³ em outubro de 2023, ainda que 50% abaixo da média de cinco anos. Esses baixos níveis podem impactar diretamente o abastecimento de água para a produção de milho no inverno. De acordo com o Serviço de Informação Agroalimentar e Pesqueira do México (SIAP), a produção de milho em Sinaloa variou de 3,2 milhões de toneladas em 2023/24 a 6,5 milhões de toneladas em 2022/23. A colheita desta safra começa em meados de abril e se estende até julho.





Source link