domingo, abril 12, 2026

Política & Agro

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Acordo Mercosul-UE desafia auditores fiscais agropecuários



Apesar do avanço, desafios emergem



Apesar do avanço, desafios emergem
Apesar do avanço, desafios emergem – Foto: Foto: Portos RS

Após 25 anos de negociações, Mercosul e União Europeia anunciaram a conclusão do histórico Acordo de Parceria, que promete impulsionar o comércio internacional. Reconhecendo a qualidade do agronegócio brasileiro, o tratado beneficia produtos como carne, soja e café, além de eliminar tarifas para suco de laranja, frutas, café solúvel, peixes, crustáceos e óleos vegetais. Também garante preferência para exportações de carnes, açúcar, etanol, arroz, ovos e mel.  

Os auditores fiscais federais agropecuários desempenham papel essencial nesse cenário. São responsáveis por garantir as certificações sanitárias e fitossanitárias internacionais, além de atuar na fiscalização em portos, aeroportos e fronteiras, e na defesa agropecuária. No exterior, adidos agrícolas colaboram na abertura de novos mercados para o agronegócio nacional.  

Apesar do avanço, desafios emergem. O presidente do Anffa Sindical, Janus Pablo Macedo, alerta para a necessidade de valorização da carreira e ampliação do quadro de auditores, diante do aumento das demandas e do impacto na saúde dos profissionais. Ele destaca a urgência de investimentos para evitar interferências políticas na fiscalização e preservar a credibilidade mundial do Brasil no setor.  

“O acordo Mercosul-União Europeia é um marco histórico para o comércio internacional, especialmente para a agropecuária brasileira. Com ele, certamente haverá uma maior demanda pelos grãos e proteínas nacionais e o trabalho técnico dos auditores fiscais federais agropecuários é essencial para a credibilidade do Brasil no mercado internacional e para a garantia da segurança da segurança alimentar em todo o mundo. Por outro lado, é urgente e necessária a valorização da carreira e a ampliação do quadro de profissionais em todo o país. Há uma deficiência de estrutura e de recursos humanos por falta de concursos públicos. Este cenário nos preocupa, pois se não houver investimentos urgentes por parte do Governo Federal na melhoria de condições de trabalho, toda essa segurança reconhecida mundialmente poderá ser colocada em risco, abrindo margem para questionamentos internacionais”, afirmou. 

 





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Portal Agrolink lança campanha para ajudar vítimas das enchentes no Rio Grande do Sul


O Portal Agrolink, uma das principais plataformas voltadas ao agronegócio no Brasil, anunciou o lançamento da campanha “Agrolink RS Solidário”, com o objetivo de arrecadar recursos para apoiar as comunidades gaúchas afetadas pelas enchentes de 2024. O fenômeno climático, que atingiu o estado nos meses de abril e maio, é considerado a pior enchente desde 1941. A tragédia resultou em 478 municípios atingidos, 182 mortes confirmadas e mais de 2,3 milhões de pessoas impactadas diretamente, muitas delas sem acesso à moradia ou condições básicas de vida.

Além do impacto humano, as enchentes devastaram a economia do Rio Grande do Sul, com danos que especialistas preveem levar até uma década para serem superados. No setor agropecuário, o prejuízo foi severo: lavouras foram destruídas, máquinas danificadas e solos degradados, com nutrientes acumulados ao longo de décadas sendo levados pelas águas. Esse cenário reforça a importância de iniciativas como a campanha solidária promovida pelo Portal Agrolink, que busca somar forças para a recuperação das comunidades e das cadeias produtivas da região.

O Portal Agrolink destacou que a iniciativa não apenas visa atender às necessidades imediatas, mas também contribuir para acelerar o processo de reconstrução do estado. “O Rio Grande do Sul é um pólo essencial para o agronegócio nacional. A recuperação do estado não é apenas uma questão regional, mas de interesse de todo o Brasil”, ressaltou a diretoria da empresa no projeto da campanha.

Como funciona

A ação solidária, que terá duração de 12 meses, destinará a margem operacional, equivalente a 15% dos resultados da comercialização de produtos e serviços do Portal Agrolink à entidade que trabalha diretamente com as comunidades afetadas. A entidade selecionada para receber os recursos foi o Movimento SOS Agro RS. A transparência será garantida por meio de auditoria externa, que apresentará relatórios detalhados sobre os valores arrecadados e a entidade contemplada.

Como participar

Empresas do setor agro e público em geral podem contribuir contratando pacotes de serviços durante o período da campanha ou realizando doações diretas à entidade parceira por meio do código PIX que será disponibilizado. A participação de empresas parceiras será amplamente divulgada nos canais do Portal Agrolink, ampliando a visibilidade da solidariedade no setor.

A campanha “Agrolink RS Solidário” reforça o papel do agronegócio como uma força capaz de mobilizar recursos e trazer esperança a um estado que enfrenta um momento crítico. A união entre empresas, instituições e comunidades é apontada como essencial para superar as consequências dessa tragédia e iniciar um novo ciclo de reconstrução para o Rio Grande do Sul.

A Aprosoja é uma das apoiadoras da campanha.





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Denúncia sobre irregularidade na Funai movimenta FPA



A bancada da FPA também solicitou a convocação da ministra dos Povos Indígenas



A bancada da FPA também solicitou a convocação da ministra dos Povos Indígenas
A bancada da FPA também solicitou a convocação da ministra dos Povos Indígenas – Foto: Agência Brasil

O presidente da Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA), deputado Pedro Lupion (PP-PR), apresentou o projeto de lei (PL 4740/2024) para estabelecer critérios legais para o reconhecimento da nacionalidade brasileira a indígenas. A proposta surgiu após denúncias de que indígenas paraguaios estariam recebendo certidões de nascimento brasileiras na região de Guaíra, no Paraná, historicamente afetada por conflitos fundiários e invasões a propriedades privadas.  

A bancada da FPA também solicitou a convocação da ministra dos Povos Indígenas, Sonia Guajajara, para explicar as ações do ministério e da Funai na emissão de tais documentos. Além disso, um ofício foi enviado ao embaixador do Paraguai no Brasil, Juan Angel Delgadillo, pedindo informações sobre a imigração de indígenas paraguaios e as assistências prestadas. 

“O próprio município de Guaíra/PR, em petição no Supremo Tribunal Federal, destacou que o tráfego de indígenas não brasileiros na região não é novidade. Contudo, diante da situação vivenciada atualmente no Estado do Paraná e no Estado do Mato Grosso do Sul, há elementos que demonstram a problemática de não se ter procedimentos e requisitos para a concessão de nacionalidade. A demarcação de terras indígenas dá-se no território brasileiro e deve ser direcionada para cidadãos brasileiros indígenas”, explicou.

Lupion defendeu que a regularização é essencial para evitar conflitos e garantir segurança jurídica no campo. A FPA também requisitou à Comissão de Assuntos Internacionais um relatório sobre a migração irregular de paraguaios e seu registro como indígenas brasileiros, alertando para os impactos sobre políticas migratórias, serviços públicos e relações bilaterais com o Paraguai.  





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o que esperar do mercado da soja


As recentes movimentações no mercado de soja refletem um cenário desafiador e de oportunidades. Segundo análise da Grão Direto, diversos fatores têm influenciado o comportamento do mercado, incluindo uma queda expressiva nas exportações, oscilações cambiais e previsões climáticas que podem alterar a dinâmica global da commodity.

Exportações despencam 67% em novembro

De acordo com dados da Associação Nacional dos Exportadores de Cereais (Anec), a exportação de soja brasileira foi revisada para baixo, com expectativa de alcançar apenas 1,24 milhão de toneladas em novembro. Esse volume representa uma queda de 67% em comparação ao mesmo período do ano passado.

A redução nas exportações reflete, em parte, a menor competitividade no cenário internacional, somada a estoques ajustados em alguns mercados compradores.

Safra avança no Rio Grande do Sul, apesar de desafios

No Brasil, o plantio avança, com destaque para o Rio Grande do Sul, que já semeou 80% da área projetada. As chuvas recentes têm beneficiado a cultura, mas a irregularidade da umidade em novembro trouxe desafios aos produtores gaúchos.

Valorização do dólar gera oportunidades e impacta custos

A valorização do dólar, que atingiu R$6,07 na última semana, gerou impacto direto no mercado de soja. Por um lado, a alta cambial favoreceu a competitividade do produto brasileiro no mercado internacional e impulsionou os preços internos. Por outro, os custos de produção também subiram, pressionando margens de lucro.

Na Bolsa de Chicago, os contratos futuros para janeiro de 2025 encerraram a semana com alta de 0,40%, cotados a US$9,95 por bushel, enquanto o vencimento de março/2025 fechou em US$10,00 (+0,30%).

Previsões climáticas e impactos na Argentina

As chuvas de novembro foram benéficas para as lavouras argentinas. Contudo, a possível chegada do fenômeno La Niña, que historicamente reduz os índices pluviométricos, pode comprometer a safra local. Caso se confirme entre dezembro e fevereiro, o fenômeno poderá trazer volatilidade aos preços globais, especialmente na Bolsa de Chicago.

Produção brasileira rumo a um novo recorde

As projeções da Conab e do USDA indicam que o Brasil está a caminho de mais uma safra recorde em 2024/25. A Conab prevê uma produção de 166,14 milhões de toneladas (+12,5% em relação à safra anterior), enquanto o USDA estima um volume de 169 milhões de toneladas. Ambas as instituições destacam a expansão da área plantada e as condições climáticas favoráveis como fatores determinantes.

Perspectivas 

Com os dados atualizados, o mercado interno deve continuar sendo influenciado pela força do dólar e pela oferta global. No curto prazo, espera-se desvalorização dos prêmios no mercado disponível e pressão baixista para a safra futura.





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Preços da maçã sobem 3%, aponta Cepea



Quebra de safra impulsiona mercado de maçãs no Brasil




Foto: Pixabay

Segundo levantamento do Hortifrúti/Cepea, o mercado de maçã apresentou um cenário aquecido na última semana, impulsionado pelo aumento da procura na maioria dos calibres e variedades com a chegada do início do mês. Este movimento ocorre em um contexto de estoques nacionais reduzidos, reflexo direto da quebra de safra registrada no início do ano, o que tem sustentado uma boa movimentação e contribuído para a valorização dos preços.

A variedade fuji 110 Cat 1, por exemplo, registrou uma média de R$ 156,44 por caixa de 18 kg nas principais regiões classificadoras, um avanço de 3% em relação à semana anterior.

De acordo com especialistas do Cepea, a tendência é que os preços permaneçam firmes até o final do ano, devido à oferta limitada. No entanto, o mercado segue atento à concorrência com as maçãs importadas e às frutas de caroço, como pêssegos, ameixas e nectarinas, que ganham maior representatividade nesta época do ano.

 





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Atraso no plantio da safra prejudica exportações de soja de Mato Grosso



Exportações registram queda de 82% em novembro




Foto: Leonardo Gottems

As exportações brasileiras de soja registraram forte retração em novembro de 2024, totalizando 2,55 milhões de toneladas (mi de t), uma queda de expressivos 50,87% em comparação ao mesmo mês de 2023, conforme dados divulgados pela Secex. Segundo o Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (Imea), Mato Grosso foi um dos estados mais impactados pela redução, com exportações somando apenas 95,25 mil toneladas (t), retração de 82% frente a novembro do ano passado.

A menor oferta de soja no estado resultou em um cenário inédito: a participação de Mato Grosso nas exportações nacionais foi de apenas 3,73% em novembro, o menor índice já registrado na série histórica para o mês. No acumulado do ano (janeiro a novembro de 2024), o estado exportou 24,64 mi de t, uma redução de 11,79% em relação ao mesmo período de 2023.

Além da oferta limitada, o atraso no plantio da safra 2024/25 agrava as expectativas para os próximos meses. O Imea projeta que o volume exportado em dezembro de 2024 será ainda menor, com reflexos negativos previstos para os embarques de janeiro de 2025, que devem ficar abaixo dos níveis registrados no início deste ano.

O desempenho das exportações de Mato Grosso tem gerado apreensão no mercado, considerando que o estado é tradicionalmente responsável por uma parcela importante dos embarques nacionais. A redução na oferta local impacta diretamente a competitividade e os fluxos comerciais do Brasil, principal exportador mundial de soja.

 





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Semeadura do feijão está concluída na maior parte do Rio Grande do Sul


A semeadura da primeira safra de feijão foi concluída na maioria das regiões do Rio Grande do Sul. No entanto, de acordo com o Informativo Conjuntural divulgado nesta quinta-feira (21/11), permanecem áreas a serem implantadas no Sul e Nordeste, especialmente nos Campos de Cima da Serra, onde se adota cultivo único com plantio tardio, concentrado no mês de dezembro. Para a Safra 2024/2025 no Estado, a Emater/RS-Ascar projeta o cultivo de 28.896 hectares e a produtividade média estimada é de 1.864 kg/ha.

O tempo seco, de altas temperaturas, baixa umidade relativa do ar e ventos ocasionais da última semana, configurou-se como um fator climático desfavorável à cultura, que já apresenta sinais de estresse hídrico. A maior parte das lavouras encontra-se na fase reprodutiva (florescimento, formação de vagens e enchimento de grãos) e restrições hídricas nesse estágio podem afetar a produtividade. Contudo, até o momento, o quadro não é considerado crítico. As precipitações ocorridas recentemente poderão amenizar a situação e limitar perdas.

Na região de Santa Maria, 93% das áreas estão semeadas. A maior parte está em estágio reprodutivo, como a lavoura registrada em Toropi, no começo do mês (07/11), e 4% estão colhidos.

SOJA
O ritmo de semeadura das lavouras foi influenciado diretamente pelos níveis de umidade do solo, que variaram conforme a distribuição irregular de precipitações no Estado. A área semeada alcançou 50% da projetada.

Nas áreas onde a umidade do solo se mostrou insuficiente, a semeadura foi suspensa. Já nas localidades que receberam chuvas leves, os trabalhos prosseguiram quase sem interrupções. A área de cultivo projetada pela Emater/RS-Ascar está estimada em 6.811.344 hectares, e a produtividade média em 3.179 kg/ha.

MILHO
A semeadura do milho atingiu 84% da área projetada para a safra. A maioria das lavouras segue em fase de desenvolvimento vegetativo (58%); o restante está em florescimento (26%) e em enchimento de grãos (16%). Para a Safra 2024/2025, a Emater/RS-Ascar estima o cultivo de 748.511 hectares e a produtividade média de 7.116 kg/ha.

Os baixos regimes de chuva acarretaram sintomas de déficit hídrico nas lavouras de sequeiro. A situação é preocupante especialmente em relação às áreas em floração, fase mais sensível da cultura. Nas localidades onde choveu no início de novembro, os sintomas foram mitigados nos solos sem compactação. Porém, onde as chuvas foram insuficientes ou chegaram tardiamente, a perda de produtividade está consolidada.

Em áreas irrigadas ou com boas condições hídricas, o potencial produtivo está elevado, sendo favorecido pela alta disponibilidade de radiação solar durante o dia e pelas temperaturas amenas à noite.

BRÓCOLIS
Na região administrativa da Emater/RS-Ascar de Lajeado, em São José do Hortêncio, a produção de brássicas do mês de novembro segue dentro da normalidade, e as plantas se desenvolvem bem. Os produtores monitoram a ocorrência de pragas, não havendo registro de perdas no último mês.
Em relação às vendas, houve bastante demanda por brócolis. Já o repolho apresenta demanda mais reduzida. O preço médio praticado, na Ceasa de Porto Alegre, para brócolis, segue entre R$ 20,00 e R$ 30,00 a dúzia, dependendo da qualidade e do tamanho do produto. A cotação do repolho baixou, ficando entre R$ 1,00 e R$ 2,00 a unidade, conforme o tamanho.

MORANGO
Na região de Caxias do Sul, o clima foi favorável para o desenvolvimento da cultura, assim como para a floração e frutificação das plantas. Apenas no final do período, a temperatura elevada causou algumas perdas, porém o maior volume já havia sido colhido. Os cultivos seguem sem evidências de doenças e pragas que possam causar prejuízos, mas os produtores monitoram constantemente suas lavouras. O feriado da Proclamação da República seguido do final da semana trouxe grande número de visitantes à região serrana, o que elevou o consumo de morango em estabelecimentos, como restaurantes e hotéis. O preço de venda direta a consumidores variou entre R$ 20,00 e R$ 25,00/kg.





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Egito lidera compras de milho de Mato Grosso



Egito adquiriu 2,53 milhões de toneladas




Foto: Pixabay

As exportações de milho de Mato Grosso registraram queda em novembro de 2024, totalizando 3,05 milhões de toneladas, uma redução de 28,59% em relação a outubro, de acordo com o Instituto Mato-Grossense de Economia Agropecuária (Imea). O cenário reflete o desempenho nacional, já que o Brasil exportou 4,72 milhões de toneladas no mesmo mês, volume 26,21% inferior ao registrado em outubro, conforme dados da Secretaria de Comércio Exterior (Secex).

O acumulado da safra 23/24 também apresentou redução. Mato Grosso exportou 18,90 milhões de toneladas até o momento, o que representa uma queda de 8,65% em relação ao mesmo período da safra anterior. Segundo o Imea, o recuo está diretamente relacionado à menor produção do cereal no ciclo atual, além da redução das importações pela China, que é um dos principais consumidores globais.

Apesar da retração, o Egito se destacou como o maior comprador de milho de Mato Grosso na safra 23/24, adquirindo 2,53 milhões de toneladas. Em seguida, aparecem o Vietnã, com 2,43 milhões de toneladas, e a Coreia do Sul, com 1,55 milhão de toneladas.

As projeções do Imea indicam que Mato Grosso deve exportar um total de 27,21 milhões de toneladas de milho até o final da safra 23/24. 

 





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valorização do milho impulsiona negociações da safra 24/25



As vendas alcançaram 89,75% da produção total




Foto: Divulgação

Segundo dados do Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (Imea), a comercialização da safra 2023/2024 de milho em Mato Grosso registrou avanço em novembro. As vendas alcançaram 89,75% da produção total, um crescimento de 3,96 pontos percentuais (p.p.) em relação a outubro. O preço médio negociado foi de R$ 58,28 por saca, um aumento de 15,02% em comparação ao mês anterior. O ritmo acelerado de negociações está relacionado à alta nos preços do cereal no estado, superando em 7,08 p.p. o índice de comercialização registrado no mesmo período da safra passada.

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Para a safra 2024/2025, as vendas atingiram 23,84% da produção estimada, com um aumento mensal de 3,11 p.p.. Apesar do avanço, o volume comercializado está 14,37 p.p. abaixo da média das últimas cinco safras, conforme apontou o Imea.

De acordo com as informações, o preço médio da saca para a próxima temporada foi negociado a R$ 44,32, registrando incremento de 3,98% em relação a outubro. Esse movimento reflete a valorização do milho no estado e a estratégia dos produtores em garantir custos com insumos para a próxima safra.





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Federarroz alerta para possível redução de área plantada


O excesso de chuvas neste final de ano e a ajuda aos pequenos produtores da região Central do Estado, que não chegou até a ponta da cadeia, sinalizam possível redução de área plantada. O alerta é da Federação das Associações de Arrozeiros do Rio Grande do Sul. Conforme a entidade, 31% da área ainda não foi plantada naquela região.

O presidente da Federarroz, Alexandre Velho, destacou que o ano foi de muitos desafios, decorrentes não só do clima e da comercialização, mas também da interferência do governo federal. Velho também afirmou que o reflexo das enchentes, após dois anos de seca, será visto na colheita, inclusive da soja, pelos produtores que trabalham com as duas culturas. “É preciso manter altas produtividades, e tenho indicativos claros de que, nesta safra, possivelmente teremos aumentos no custo de produção em função da recuperação estrutural das propriedades, com canais de irrigação, sistema de drenagem, estruturas de armazenamento”, explicou o presidente. Ele ressaltou que, na região Central, por exemplo, os produtores precisam recuperar o solo, onde houve muita erosão, e que esses pequenos produtores não foram atendidos pelas ajudas governamentais. “Os valores não chegaram na ponta”, justificou.

Em relação à área plantada, a pouca luminosidade em razão das chuvas, principalmente neste fim de ano, foi abordada pela Federarroz. A entidade repercutiu os números anunciados pelo Instituto Riograndense de Arroz (Irga), que contabilizou, até 5 de dezembro, que faltam plantar 5% do total previsto para o RS, sendo que na região Central ainda faltam 40 mil hectares (31%). “Isso mostra que os problemas não foram resolvidos e o indicativo é de que não se confirme os 948 mil hectares de lavoura plantada, conforme anunciado pelo Irga. Além disso, temos uma lavoura muito complicada no que diz respeito ao manejo de plantas invasoras, aplicação de uréia e posteriormente a irrigação, pois as chuvas têm atrasado muito o trabalho”, complementou Alexandre Velho. Ele ressaltou o risco de baixa produtividade em relação ao esperado.

No que se refere a preços, o presidente da Federarroz se mostrou preocupado. “Penso que o governo fez um movimento desnecessário em lançar contratos de opção com sinalização muito baixa de preço, o que traz uma expectativa de preços abaixo do custo de produção”, apontou Alexandre Velho. Hoje, o custo do arroz irrigado varia entre R$ 90,00 e R$ 100,00 a saca, conforme as regiões. “O Rio Grande do Sul dificilmente teria interesse em participar dos contratos de opção, porque o preço sinalizado pelo governo fica abaixo do custo de produção total. Em plena entressafra, o primeiro leilão já mostrou um resultado de 4% vendido, o que realmente mostra a falta de interesse e, pior, talvez esse indicativo de preço possa trazer, inclusive, um desestímulo ao setor, que vem recuperando uma área que foi perdida. Lembrando que nós já plantamos mais de 1,1 milhão de hectares no Rio Grande do Sul e chegamos a 840 mil há dois anos. Essa leve recuperação, com este movimento de preços baixos e falta de rentabilidade do setor, pode novamente trazer um desestímulo a toda a cadeia do arroz”, alertou.

O dirigente comentou que, o preço sugerido pelo governo fica para agosto de 2025 em torno de R$ 87,00. Porém com a antecipação para março, o preço fica próximo a R$ 80,00, valor que não paga o custo de produção”, explicou o presidente.





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