domingo, abril 12, 2026

Política & Agro

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Trigo no Sul do Brasil: Mercados lentos


De acordo com a TF Agroeconômica, o mercado de trigo nos estados do Sul do Brasil enfrenta uma comercialização quase paralisada, com vendedores e compradores adotando posições cautelosas. No Rio Grande do Sul, a oferta de trigo argentino no porto de Rio Grande reforça a lentidão nas negociações, enquanto Santa Catarina e Paraná lidam com desafios semelhantes, marcados por baixa demanda e dificuldades de precificação de farinhas.  

No Rio Grande do Sul, a comercialização para retirada em dezembro e janeiro segue extremamente travada. Vendedores próximos ao porto ou com acesso a logística ferroviária buscam liquidez no canal de trigo padrão moagem, com vendas estimadas em 520 mil toneladas. Indicações de compradores permanecem não firmes, em torno de R$ 1.300,00 por tonelada na Serra para embarques na segunda metade de janeiro e fevereiro, com pagamento em março. Moinhos no centro do estado indicam valores em R$ 1.250,00. Apesar disso, ainda restam 1,845 milhão de toneladas disponíveis, insuficientes para atender à demanda local e de outros estados.  

Em Santa Catarina, o mercado segue lento devido à fraca demanda por farinhas. Moinhos indicam valores de R$ 1.350,00 CIF para trigo diferido, mas os vendedores, que esperam preços mais altos, negociam lentamente. A dificuldade em alinhar os preços da farinha com os custos da matéria-prima contribui para a paralisia do mercado, embora ambos os lados reconheçam a tendência de alta no médio prazo.  

No Paraná, os preços recuaram levemente, cerca de R$ 3,00 por saca, mas ainda oferecem margem de lucro de 3,66% devido à redução dos custos de produção. Moinhos indicam valores entre R$ 1.350,00 e R$ 1.400,00, dependendo da localização, mas enfrentam resistência dos vendedores, que têm focado em negociações para janeiro e fevereiro. Além disso, o trigo gaúcho, ofertado a R$ 1.250,00 FOB, é considerado caro pelos moinhos paranaenses quando adicionados os custos de frete e ICMS, mantendo o mercado estagnado.  

 





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Agência militar egípcia assume importação de commodities



O Egito estima adquirir 11,2 milhões de toneladas



A experiência marca uma nova etapa na estratégia de importações do país
A experiência marca uma nova etapa na estratégia de importações do país – Foto: Divulgação

Uma agência militar do Egito, a Mostakbal Misr para o Desenvolvimento Sustentável, agora é a responsável exclusiva pelas importações de commodities alimentícias do país, substituindo a Autoridade Geral de Fornecimento de Commodities (GASC). A mudança foi confirmada em uma carta do Ministério do Abastecimento egípcio para a Ministra da Agricultura da Rússia, segundo informações da Reuters.  

A Mostakbal Misr, fundada em 2022 por decreto presidencial, é vinculada às Forças Armadas Egípcias e tem assumido projetos antes geridos por órgãos militares e civis. A agência planeja utilizar tanto licitações internacionais quanto acordos de compra direta, rompendo com a abordagem exclusivamente baseada em licitações que era praticada pela GASC há décadas.  

O Egito, um dos maiores importadores de trigo do mundo, estima adquirir 11,2 milhões de toneladas na safra 2024/25, 2% a mais que no ciclo anterior, segundo o Serviço Agrícola Estrangeiro do Departamento de Agricultura dos EUA. O programa de subsídios ao pão, que atende cerca de 70 milhões de pessoas, é uma das razões centrais para a alta demanda.  

Apesar de sua capacidade financeira assegurada para honrar compromissos, a agência enfrentou desafios iniciais, como a tentativa fracassada de adquirir trigo e óleo vegetal por compra direta em 2022, devido a ambiguidades processuais que geraram confusão entre comerciantes. A experiência marca uma nova etapa na estratégia de importações do país, crucial para garantir a segurança alimentar nacional. As informações foram divulgadas pelo portal especializado www.world-grain.com.

 





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Pó que captura CO2 revoluciona combate climático



O gás é liberado ao aquecer o material a apenas 50°C



O gás é liberado ao aquecer o material a apenas 50°C
O gás é liberado ao aquecer o material a apenas 50°C – Foto: Divulgação

Um novo material chamado COF-999 pode transformar a captura de dióxido de carbono (CO2), um dos principais responsáveis pela crise climática. Criado em laboratório, este pó amarelo inócuo é capaz de capturar tanto CO2 quanto uma árvore utilizando apenas meio quilo, segundo os cientistas. O carbono absorvido pode ser armazenado de forma segura no subsolo ou reaproveitado em processos industriais, como a carbonização de bebidas.

Diferentemente de tecnologias atuais, o COF-999 não demanda grandes quantidades de energia e mantém sua eficiência mesmo após 100 ciclos de uso. Feito de materiais baratos e comercialmente acessíveis, o pó funciona como um ímã, aprisionando o CO2 presente no ar em concentrações mínimas. O gás é liberado ao aquecer o material a apenas 50°C, um avanço significativo em relação a métodos que exigem temperaturas mais altas, tornando-o ideal para uso em locais que já geram calor, como fábricas.

Segundo o químico Omar Yaghi, da Universidade da Califórnia em Berkeley, o COF-999 é um salto quântico em relação a outros compostos. O estudo, publicado na revista Nature, reflete décadas de pesquisa em materiais orgânicos covalentes. A empresa de Yaghi, Atoco, planeja produzir toneladas do material dentro de um ano, prometendo integrar a tecnologia em sistemas existentes e futuros.

“Isto resolve realmente um grande problema no campo da tecnologia e oferece agora uma oportunidade para o aumentar e começar a utilizá-lo. É um salto quântico à frente de outros compostos em termos de durabilidade do material”, conclui o especialista.

 





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Leilões e câmbio influenciam mercado de arroz



Os preços do arroz em casca no Rio Grande do Sul mantêm-se estáveis nos últimos dias




Foto: Divulgação

Os preços do arroz em casca no Rio Grande do Sul mantêm-se estáveis nos últimos dias, conforme análises do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea). Esse cenário é reflexo da valorização cambial e da influência dos leilões de opção de venda promovidos pelo Governo Federal. No entanto, o mais recente leilão mostrou uma demanda fraca, indicando que os preços propostos nos contratos estão abaixo das expectativas do mercado.

Nas transações internacionais, os números de novembro mostram uma desaceleração significativa. Dados da Secretaria de Comércio Exterior (Secex), avaliados pelo Cepea, revelam que as importações brasileiras de arroz em casca somaram apenas 74,76 mil toneladas, marcando uma redução expressiva de 38,1% em relação a outubro e atingindo o menor patamar desde fevereiro de 2022.

Por outro lado, as exportações brasileiras também registraram queda. Em novembro, foram embarcadas 111,79 mil toneladas em equivalente arroz em casca, volume 8,98% menor do que o registrado no mês anterior. No comparativo anual, a retração foi de 20,1%, evidenciando o menor nível de exportação desde junho deste ano.

O Cepea destaca que as condições cambiais e o enfraquecimento da demanda internacional estão entre os principais fatores que limitam as movimentações externas. 





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Senado aprova transição energética



“O reconhecimento da importância do produtor rural é primordial”



“O reconhecimento da importância do produtor rural é primordial"
“O reconhecimento da importância do produtor rural é primordial” – Foto: Pixabay

O Plenário do Senado Federal aprovou, na terça-feira (10), o Programa de Aceleração da Transição Energética (PATEN), por meio do Projeto de Lei 327/2021. O programa tem como objetivo fomentar o financiamento de projetos sustentáveis, priorizando iniciativas voltadas ao desenvolvimento de energias renováveis, como solar, eólica e biomassa, além da substituição de matrizes energéticas poluentes por fontes renováveis. A proposta também visa incentivar a inovação tecnológica e a melhoria da infraestrutura verde no país. 

De acordo com o relator do projeto, senador Laércio Oliveira (PP-SE), um ponto essencial do PATEN é a criação de mecanismos que viabilizem o acesso a recursos financeiros com custos reduzidos para os projetos de transição energética. A ideia é promover a substituição das fontes energéticas tradicionais por alternativas mais limpas e renováveis, contribuindo para o crescimento econômico sustentável.

O senador Jaime Bagattoli (PL-RO) também se manifestou sobre a proposta, destacando a importância estratégica do PATEN para posicionar o Brasil na vanguarda de insumos sustentáveis. Segundo ele, a valorização do produtor rural é um aspecto fundamental, já que o projeto reconhece o papel essencial do agro na produção de matérias-primas para biocombustíveis, como cana-de-açúcar e soja. O texto retornará à Câmara dos Deputados para novas alterações.

“O reconhecimento da importância do produtor rural é primordial do ponto de vista de produtores de cana, soja e outros. É necessário que o produtor seja identificado como fornecedor independente da matéria-prima de biocombustíveis. Essa definição reforça o papel essencial do papel do agro na implementação das políticas públicas do PATEN”, explicou.

 





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Alta no dólar aquece vendas de soja no Mato Grosso



Comercialização de soja supera 99% no estado




Foto: Pixabay

Segundo análise semanal do Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (Imea), a comercialização da safra de soja 2023/24 em Mato Grosso atingiu 99,23% da produção até novembro de 2024. O avanço foi de 0,69 ponto percentual (p.p.) em relação ao mês anterior e ficou 1,19 p.p. acima da média histórica.

A demanda interna manteve-se aquecida ao longo do mês, mas parte dos produtores preferiu esperar por melhores preços para negociar o restante da produção. O preço médio da oleaginosa fechou em R$ 139,32 por saca, uma valorização de 0,29% em relação a outubro, reflexo da oferta restrita no estado.

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Para a safra 2024/25, a comercialização chegou a 41,09% da produção estimada, um avanço de 2,74 p.p. em comparação ao mês anterior. As condições favoráveis das lavouras incentivaram os produtores a retomar a venda de grandes volumes.

A valorização do dólar também contribuiu para o aumento das cotações da soja. O preço médio negociado no estado foi de R$ 111,68 por saca em novembro, uma alta de 0,62% em relação ao mês anterior, conforme os dados do Imea.





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os avanços do funding agro


Na manhã desta quarta-feira, 11 de dezembro, o talk show “A Voz do Mercado” reuniu especialistas e líderes do setor agropecuário para discutir os avanços e desafios no financiamento do agronegócio brasileiro. Realizado na sede da Fundação Instituto de Administração (FIA), em São Paulo, e transmitido ao vivo pelo canal do Portal Agrolink no YouTube, o evento trouxe à tona debates essenciais sobre a evolução de instrumentos financeiros como a Cédula de Produto Rural (CPR) e os Certificados de Recebíveis do Agronegócio (CRA).

Sob a mediação de Ivan Wedekin e Suelen Farias, o evento destacou o tema central “CPR 30 | Títulos 20 anos – A Revolução do Funding Agro”. Os convidados compartilharam suas experiências e perspectivas sobre como esses instrumentos têm moldado o acesso ao crédito e impulsionado o crescimento do setor.

A CPR: um divisor de águas no agro

Roberto (Bob) Machado, ex-diretor do Banco do Brasil e idealizador da CPR, trouxe uma análise detalhada sobre a importância desse instrumento financeiro. Segundo ele, a CPR não apenas revolucionou o financiamento rural, mas também criou uma ponte vital entre o campo e o mercado de capitais.

“A CPR foi criada em um momento de escassez de recursos. Nosso objetivo era simplificar e centralizar as garantias em um único documento, permitindo ao produtor rural acessar mercados e reduzir riscos”, explicou Machado. Ele ainda destacou que, ao longo dos anos, o instrumento passou a atender demandas mais complexas. “Hoje, a CPR é um ativo que se conecta diretamente ao mercado de capitais, algo impensável há 30 anos.”

O papel transformador da CPR financeira

Victoria de Sá, sócia-fundadora da Vert Securitizadora, destacou a evolução da CPR para atender às necessidades de um mercado mais dinâmico. “Quando a CPR nasceu, seu foco principal era a produção. Hoje, com a introdução da CPR Financeira, conseguimos conectar o setor produtivo diretamente ao mercado de capitais, proporcionando liquidez e diversificação de investimentos”, afirmou.

Ela também apontou os desafios do momento: “Precisamos avançar na regulamentação e ajustar as taxas de retorno para encontrar um equilíbrio saudável entre investidores e produtores. O FIAGRO tem grande potencial, mas ainda requer amadurecimento em termos de estrutura e transparência.”

Barter e a democratização do crédito

Fernando Pimentel, sócio-diretor da Agrometrika e da Agrosecurity, ressaltou o impacto do sistema de Barter e da CPR na democratização do acesso ao crédito. “Antes da CPR, as operações de Barter enfrentavam inseguranças jurídicas e resistências de grandes tradings. Hoje, o cenário é outro: a CPR se consolidou como uma ferramenta essencial para conectar o mercado de capitais às necessidades do campo”, explicou Pimentel.

Pimentel também destacou como o Barter permite maior previsibilidade para o produtor: “Com o Barter, o agricultor pode travar custos e acessar insumos de forma mais planejada, o que é essencial em tempos de incerteza climática e de mercado.”

Desafios e oportunidades no funding agro

Durante o debate, os participantes discutiram questões críticas para o futuro do financiamento agropecuário. Ivan Wedekin enfatizou a necessidade de maior capacitação dos agentes financeiros: “O agronegócio tem características cíclicas que precisam ser compreendidas por quem está do outro lado da mesa de negociação. Sem essa visão, criam-se ruídos que prejudicam o fluxo de capital.”

Suelen Farias complementou, destacando a importância de parcerias estratégicas: “Estamos vivenciando uma revolução no financiamento agropecuário. Instrumentos como a CPR e o FIAGRO têm sido fundamentais para fortalecer a relação entre produtores, investidores e o mercado de capitais. Precisamos continuar promovendo essa integração.”

Impacto para o futuro

“A Voz do Mercado” se consolidou como um importante palco para reflexão e discussão sobre o futuro do financiamento agropecuário no Brasil. Para produtores, investidores e profissionais do setor, o evento reafirmou a importância de inovações financeiras para sustentar o crescimento e a competitividade do agronegócio brasileiro.

Como enfatizou Roberto Machado: “O futuro do funding agro está em criar soluções que sejam tão inovadoras quanto as práticas agrícolas no campo. Este é o verdadeiro espírito do agronegócio brasileiro.”

Assista a edição na íntegra: clique aqui.





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Cafeicultores registram recorde no poder de compra em 2024



Melhora no poder de compra dos cafeicultores é reflexo da valorização do café




Foto: Pixabay

O poder de compra dos cafeicultores brasileiros em relação aos insumos agrícolas, especialmente fertilizantes, atingiu o patamar mais alto da série histórica iniciada em 2008, segundo dados do Cepea (Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada). Na parcial de dezembro, produtores do Sul de Minas Gerais necessitam de apenas 1,59 saca de café arábica tipo 6 para adquirir uma tonelada de ureia, marcando um cenário extremamente favorável.

De acordo com o levantamento, a melhora no poder de compra dos cafeicultores é reflexo da expressiva valorização do café ao longo de 2024. Os preços elevados estão relacionados aos desafios produtivos enfrentados por grandes players como Brasil e Vietnã, que reduziram a oferta e pressionaram os estoques globais.

Mesmo com os preços em alta no mercado internacional, a demanda pelo café segue robusta, impulsionada por consumidores em mercados tradicionais e emergentes. Esse cenário garante um equilíbrio favorável aos produtores, que têm aproveitado o aumento na rentabilidade para investir em insumos estratégicos.

A análise do Cepea destaca que o atual momento é uma oportunidade única para os cafeicultores fortalecerem suas operações, sobretudo com a aquisição de insumos a custos relativamente acessíveis, garantindo maior eficiência produtiva para os próximos ciclos.





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Brasil Importou 6,52 milhões de toneladas de trigo em 12 meses



Movimento foi impulsionado pela oferta competitiva de trigo argentino




Foto: Canva

As importações brasileiras de trigo têm registrado crescimento expressivo em 2024, atingindo, no acumulado de 12 meses, o maior volume em quatro anos. Segundo dados analisados pelo Cepea (Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada), em novembro, mesmo com o avanço da colheita nacional e o aumento da paridade de importação, as compras externas mantiveram-se em alta.

Esse movimento foi impulsionado pela oferta competitiva de trigo argentino. Foram importadas 427,53 mil toneladas de trigo em novembro de 2024, volume 33% maior que o registrado no mesmo mês de 2023, de acordo com informações da Secex (Secretaria de Comércio Exterior).

A Argentina se destacou como principal fornecedora do cereal, sendo responsável por 79,5% das aquisições brasileiras em novembro. Este foi o maior volume importado do país vizinho nos últimos seis meses.

No acumulado de 12 meses encerrados em novembro de 2024, o Brasil comprou 6,52 milhões de toneladas de trigo do mercado externo, superando a marca de novembro de 2020, quando foram adquiridas 6,53 milhões de toneladas.

Contexto para o mercado interno

Esse cenário reflete a importância das importações para equilibrar a oferta nacional de trigo, especialmente em períodos de colheita e diante de oscilações na produção doméstica. Pesquisadores do Cepea destacam que a competitividade dos preços argentinos tem sido um fator determinante para esse aumento, reforçando o papel do país como parceiro estratégico na cadeia de abastecimento brasileira.

O aumento das importações em meio à safra nacional pode impactar os preços internos do trigo, que, historicamente, estão atrelados à dinâmica de mercado e à paridade de importação.

 





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Acordo Mercosul-UE desafia auditores fiscais agropecuários



Apesar do avanço, desafios emergem



Apesar do avanço, desafios emergem
Apesar do avanço, desafios emergem – Foto: Foto: Portos RS

Após 25 anos de negociações, Mercosul e União Europeia anunciaram a conclusão do histórico Acordo de Parceria, que promete impulsionar o comércio internacional. Reconhecendo a qualidade do agronegócio brasileiro, o tratado beneficia produtos como carne, soja e café, além de eliminar tarifas para suco de laranja, frutas, café solúvel, peixes, crustáceos e óleos vegetais. Também garante preferência para exportações de carnes, açúcar, etanol, arroz, ovos e mel.  

Os auditores fiscais federais agropecuários desempenham papel essencial nesse cenário. São responsáveis por garantir as certificações sanitárias e fitossanitárias internacionais, além de atuar na fiscalização em portos, aeroportos e fronteiras, e na defesa agropecuária. No exterior, adidos agrícolas colaboram na abertura de novos mercados para o agronegócio nacional.  

Apesar do avanço, desafios emergem. O presidente do Anffa Sindical, Janus Pablo Macedo, alerta para a necessidade de valorização da carreira e ampliação do quadro de auditores, diante do aumento das demandas e do impacto na saúde dos profissionais. Ele destaca a urgência de investimentos para evitar interferências políticas na fiscalização e preservar a credibilidade mundial do Brasil no setor.  

“O acordo Mercosul-União Europeia é um marco histórico para o comércio internacional, especialmente para a agropecuária brasileira. Com ele, certamente haverá uma maior demanda pelos grãos e proteínas nacionais e o trabalho técnico dos auditores fiscais federais agropecuários é essencial para a credibilidade do Brasil no mercado internacional e para a garantia da segurança da segurança alimentar em todo o mundo. Por outro lado, é urgente e necessária a valorização da carreira e a ampliação do quadro de profissionais em todo o país. Há uma deficiência de estrutura e de recursos humanos por falta de concursos públicos. Este cenário nos preocupa, pois se não houver investimentos urgentes por parte do Governo Federal na melhoria de condições de trabalho, toda essa segurança reconhecida mundialmente poderá ser colocada em risco, abrindo margem para questionamentos internacionais”, afirmou. 

 





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