sábado, abril 11, 2026

Política & Agro

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Sulfato de amônio: Pilar da agricultura brasileira



O sulfato de amônio destaca-se por sua composição



Entre os benefícios diretos para os produtores, estão a versatilidade do produto
Entre os benefícios diretos para os produtores, estão a versatilidade do produto – Foto: Canva

Segundo Inácio Linhares, Marine Cargo Surveyor e técnico em agropecuária, o Brasil consolidou-se como o maior importador mundial de sulfato de amônio em 2023, adquirindo mais de 5,1 milhões de toneladas do insumo, um investimento de US$ 1,06 bilhão. Esse fertilizante é essencial para o desenvolvimento agrícola, contribuindo significativamente para a produtividade de diversas culturas e para a sustentabilidade da produção agrícola global.  

O sulfato de amônio destaca-se por sua composição de 21% de nitrogênio (N) e 24% de enxofre (S), nutrientes indispensáveis para a síntese de proteínas nas plantas e o aumento da produtividade de culturas como cana-de-açúcar, milho e trigo. Além disso, sua aplicação contribui para a saúde do solo, corrigindo a alcalinidade e liberando nutrientes importantes como fósforo e zinco.  

Entre os benefícios diretos para os produtores, estão a versatilidade do produto, adequado para diferentes tipos de culturas e solos, e sua eficiência, com enxofre prontamente disponível para absorção. Além disso, o sulfato de amônio promove práticas mais sustentáveis ao reduzir a lixiviação de nitratos e as emissões de gases do efeito estufa, fortalecendo a segurança alimentar em um cenário de crescimento populacional global.  

No panorama do comércio global, a China lidera como maior exportadora, respondendo por 64% do mercado com mais de 10,6 milhões de toneladas exportadas anualmente. O Brasil, impulsionado por sua expansão agrícola, é o principal consumidor, seguido pelos Estados Unidos e pela União Europeia. A crescente relevância desse insumo reflete sua importância estratégica na segurança alimentar mundial e na sustentabilidade da agricultura.  





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Banco espera selic a 15,00% em 2025


O Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central decidiu, de forma unânime, aumentar a taxa Selic para 12,25%, uma alta de 100 pontos base (p.b.), acima da expectativa de 75 p.b. projetada pelo Rabobank e pelo consenso do mercado. A instituição financeira destacou que as expectativas de inflação seguem deterioradas. Para 2024, a previsão subiu para 4,8% (anteriormente 4,6%), enquanto para 2025, a projeção passou de 4,0% para 4,6%. 

Além disso, a estimativa para o segundo trimestre de 2026 avançou de 3,8% para 4,1%, e para 2027, subiu marginalmente de 3,5% para 3,6%bobank também aponta que a projeção do Copom para a inflação no horizonte relevante (2T26) aumentou em relação à última reunião, situando-se agora em 4,0%, 30 p.b. acima da previsão anterior e 100 p.b. acima da meta de 3,0%. Essa alta considera a expectativa do mercado de que a Selic chegue a 13,75% até maio de 2025, permanecendo estável no segundo semestre daquele ano. Contudo, dada a postura mais rígida do Copom, o Rabobank revisou suas projeções e agora espera que a Selic alcance 15,00% em 2025.

Essa trajetória prevê mais duas elevações de 100 p.b., seguidas por um aumento de 50 p.b. na reunião de maio de 2025 e mais 25 p.b. em junho de 2025. Os cortes de juros, segundo o Rabobank, só devem começar em 2026, caso as expectativas de inflação retornem à meta de 3,0%.

Os próximos dias serão cruciais para compreender melhor a estratégia do Banco Central. A ata da reunião, prevista para a próxima terça-feira, e o Relatório de Inflação do 4º trimestre, que será divulgado na quinta-feira, trarão mais detalhes sobre a função de reação e as preferências reveladas pela autoridade monetária frente ao cenário econômico e inflacionário.

 





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Recomendações e perspectivas de alta e baixa



Entre os fatores de alta, destaca-se o aumento expressivo das exportações de óleo



A produção de soja na China permaneceu praticamente inalterada
A produção de soja na China permaneceu praticamente inalterada – Foto: Pixabay

Segundo a TF Agroeconômica, o mercado internacional da soja enfrenta tendências majoritariamente baixistas devido ao excesso de produção global, elevados estoques finais e possíveis sanções comerciais dos Estados Unidos à China. Contudo, mesmo sem as sanções, a dinâmica natural de maior oferta e menor demanda aponta para quedas nas cotações em Chicago. Em resposta, a recomendação é fixar os preços da soja na B3 em São Paulo, tanto para a safra antiga quanto para a nova, reservando 10% a 20% do volume para surpresas no mercado ao longo da temporada.

Entre os fatores de alta, destaca-se o aumento expressivo das exportações de óleo de soja dos EUA, com crescimento de 1.597% em relação ao mesmo período de 2023. Além disso, no Brasil, a demanda pelo óleo de soja para biocombustíveis segue elevada, com previsão de crescimento para atender à mistura B15, que demandará 8 milhões de toneladas de óleo anualmente. No entanto, esse aumento no esmagamento de soja exige encontrar destino para 4,7 milhões de toneladas adicionais de farelo.

Por outro lado, fatores de baixa incluem a queda nas vendas de soja norte-americana, com uma redução de 49% em relação ao relatório anterior, e a perspectiva de produção recorde na América do Sul, que pode superar 230 milhões de toneladas. A produção de soja na China permaneceu praticamente inalterada, enquanto no Brasil, os preços recuam devido à menor demanda no final do ano, mas a tendência é de alta em janeiro com a retomada do mercado.

Por fim, dados técnicos apontam para a redução na posição líquida vendida dos fundos de investimento em futuros e opções de soja, sinalizando um movimento mais cauteloso dos investidores. O mercado continua atento às condições climáticas na América do Sul e à evolução da demanda global para ajustar suas estratégias.

 





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Soja em queda em Chicago com redução gradual da demanda


Segundo a TF Agroeconômica, a soja negociada na Bolsa de Chicago (CBOT) encerrou o dia e a semana em baixa, influenciada pela perspectiva de grandes safras na América do Sul e pela redução constante na demanda pela soja americana. Embora o volume exportado ainda seja robusto, houve uma queda de 42% na média das últimas quatro semanas. Na sexta-feira, vendas pontuais de 200 mil toneladas para exportação evitaram perdas mais acentuadas nas cotações.  

Os contratos para janeiro, referência para a safra brasileira, fecharam com desvalorização de -0,75%, ou $ -7,50 cents/bushel, a $ 988,25. Já os contratos de março recuaram -0,82%, ou $ -8,25 cents/bushel, para $ 995,00. O farelo de soja para janeiro também registrou baixa, com queda de -1,12%, ou $ -3,30 por tonelada curta, encerrando a $ 286,30. O óleo de soja para janeiro seguiu o mesmo movimento, recuando -0,14%, ou $ -0,06 por libra-peso, a $ 42,61.  

Para a próxima semana, a informação é de que o mercado aguarda a divulgação de dados sobre o esmagamento de soja nos Estados Unidos, que deve apresentar redução em novembro no comparativo mensal, mas aumento em relação ao mesmo período de 2023. Ainda assim, a demanda global pela oleaginosa permanece como fator-chave para a precificação.  

No acumulado da semana, a soja fechou em baixa de -0,43%, ou $ -4,25 cents/bushel. O farelo recuou -0,40%, ou $ -1,10 por tonelada curta, enquanto o óleo de soja caiu -0,36%, ou -0,86 por libra-peso. Esses números refletem a pressão do mercado diante de um cenário de oferta elevada e demanda em desaceleração.

 





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Soja encerra a semana sem negócios


O mercado da soja do estado do Rio Grande do Sul não registrou negócios na sexta-feira, segundo informações da TF Agroeconômica. “ R$ 142,00 para entrega novembro, e pagamento 27/12, no Porto. No interior os preços seguiram o balizamento de cada praça. R$ 134,00 Cruz Alta – Pagamento em 15/01. R$ 134,00 Passo Fundo – Pagamento em 15/01. R$ 134,00 Ijuí – Pagamento em 15/01. R$ 133,00 Santa Rosa / São Luiz – Pagamento em 15/01. Preços de pedra, em Panambi, manteve em para R$ 125,00 a saca, para o produtor”, comenta.

Santa Catarina registrou oferta no porto entre R$ 131 e R$ 140 a depender do mês. “ Ofertas no porto de São Francisco para 2025 entre R$ 131,20 com entrega em fevereiro e pagamento em 28/03, até R$ 140,50 com entrega em junho e pagamento em 30/07. O preço no porto foi de R$ 145,00, Chapecó a R$ 135,50”, completa.

Cotações em queda no interior do Paraná. “Em Paranaguá, os preços CIF variam entre R$ 144 e R$ 147, de acordo com prazos e condições. Com a soja limitada, produtores têm optado por segurar o produto, enquanto compradores permanecem pouco ativos. Em Ponta Grossa, a queda do dólar e boas condições climáticas pressionaram os preços. Indústrias ofertaram R$ 138 por saca CIF para entrega até 20 de dezembro, enquanto vendedores pediam R$ 145. A resistência em aceitar preços mais baixos deixou o mercado spot travado, sem negócios relevantes na região”, indica.

No Mato Grosso do Sul o mercado não anda. “O spot de soja em Dourados iniciou a semana travado, com indicações de compra no spot entre R$ 136 e R$ 137 por saca FOB, com retirada imediata e pagamento em 30 dias. Os preços se mantêm estáveis, mas pedidas acima de R$ 140 por saca por parte dos produtores têm limitado os negócios”, informa.

Negócios parados no mercado do Mato Grosso. “No spot da soja em Rondonópolis, compradores indicavam R$ 141 por saca FOB, embarque imediato e pagamento em janeiro. O valor foi apenas nominal, com grãos indisponíveis e compradores abastecidos. Campo Verde: R$ 136,00, Lucas do Rio Verde: R$ 133,50. Nova Mutum: R$ 133,50. Primavera do Leste: R$ 136,50. Rondonópolis: R$ 138,50. Sorriso: R$ 136,00”, conclui.





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Mercado de milho: Hora de fixar preços



O relatório de exportação do USDA também revelou vendas abaixo do esperado



Entre os fatores de alta, destaca-se a forte disputa interna no Brasil entre indústrias de carnes e exportadores
Entre os fatores de alta, destaca-se a forte disputa interna no Brasil entre indústrias de carnes e exportadores – Foto: Sheila Flores

Segundo informações da TF Agroeconômica, os mercados de milho estão em um momento estratégico, permitindo aos produtores fixarem preços para uma parte da próxima safra com margens de lucro em torno de 6,35%. A recomendação é realizar essas operações na Bolsa de São Paulo, evitando o mercado físico para reduzir riscos jurídicos e financeiros, especialmente em caso de quebras de safra. Caso os produtores precisem de auxílio técnico para essas negociações, a TF Agroeconômica oferece suporte no passo a passo.

Entre os fatores de alta, destaca-se a forte disputa interna no Brasil entre indústrias de carnes e exportadores, elevando os preços devido à menor oferta de grãos. Além disso, o Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) reduziu os estoques finais mundiais para a safra 2024 em 3,82%, enquanto a Conab ajustou ligeiramente a estimativa da produção brasileira para 119,63 milhões de toneladas. Apesar disso, a exportação estimada pelo Brasil permanece em 34 milhões de toneladas, muito abaixo das 48 milhões previstas pelo USDA.

Por outro lado, os fatores de baixa do milho incluem boas condições climáticas para as safras no Brasil, estoques finais 11,37% superiores à temporada passada e um avanço significativo no plantio de milho na Argentina, que já atingiu 55,6%. O relatório de exportação do USDA também revelou vendas abaixo do esperado, enquanto o aumento da produção chinesa para um recorde de 294,92 milhões de toneladas reforça a oferta global. No Brasil, a desvalorização do real frente ao dólar e o início da colheita no Rio Grande do Sul também adicionam pressão de baixa.

 





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Milho cai nas bolsas: Entenda


Com mercado físico paralisado e dólar apresentando baixa, os contratos de milho voltam a cair na Bolsa de Mercadorias de São Paulo (B3), segundo informações divulgadas pela TF Agroeconômica. “As cotações caíram em face da relativa estabilidade do dólar, que hoje alcançou a máxima de R$ 6,073 para ao final do pregão fechar cotado a R$ 6,048 (-0,13%), além de um mercado físico absolutamente parado, onde indústrias já vêm se declarando compradas para o mês de dezembro. Não obstante, os anúncios de parada de final de ano vêm aumentando, o que ajuda ainda mais a pressionar as cotações no cereal”, comenta.

“Diante deste quadro, as cotações futuras fecharam variações em baixa no dia: o vencimento de janeiro/25 foi de R$ 74,43 apresentando baixa de R$ 1,10 no dia, alta de R$ 0,46 na semana; março/25 fechou a R$ 73,65, baixa de R$ 0,73 no dia, alta de R$ 0,73 na semana; o vencimento maio/25 fechou a R$ 72,71, alta de R$ 0,06 no dia e alta de R$ 0,65 na semana”, completa.

Em Chicago, o milho fechou o dia e a semana em baixa com sinais da demanda chinesa. “A cotação de março, referência para a nossa safra de verão, fechou em baixa de -0,34 % ou $ -1,50 cents/bushel a $ 442,00. A cotação para maio, fechou em baixa de -0,39 % ou $ – 1,75 cents/bushel a $ 449,25”, indica.

“As cotações do cereal oscilaram muito ao longo da semana, com melhora nas condições ambientais para o plantio na América Latina e valorização do dólar pressionando o preço para baixo, mas a redução dos estoques finais do USDA dando suporto para a alta. Nesta disputa a demanda Chinesa foi decisiva para o ganho modesto do milho, que ainda apresentava saldo positivo na quinta-feira. A China aumentou a sua produção interna em 2,1% e o USDA reduziu a previsão de importação. O ritmo das vendas para exportação, apesar de altos estão reduzindo na média semana a semana”, conclui.

 





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umidade aumenta cuidados com parreirais no Rio Grande do Sul



Viticultores têm intensificado o uso de tratamentos fitossanitários




Foto: Divulgação

A Emater/RS-Ascar divulgou no Informativo Conjuntural nesta quinta-feira (12) dados sobre o desenvolvimento da cultura da uva nas regiões administrativas do Rio Grande do Sul . Na região de Caxias do Sul, as condições climáticas, com alta umidade relativa e baixa incidência de radiação solar, geraram preocupações entre os viticultores devido ao risco elevado de doenças como podridões de cacho, mufa e míldio. Apesar disso, os parreirais continuam demonstrando boa sanidade e crescimento das bagas, com expectativa de produção dentro da normalidade.

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Os viticultores têm intensificado o uso de tratamentos fitossanitários, principalmente à base de cobre, como a calda bordalesa. Variedades mais precoces, como a Vênus, já apresentam sinais de maturação, sendo colhidas em locais de clima mais quente.

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Nesta região de Frederico Westphalen, os parreirais estão em diferentes fases de desenvolvimento, dependendo da variedade. A Bordô está entre a compactação do cacho e o início da maturação; a Niágara Rosada e Branca já apresentam maturação plena; e a Seyve Villard está em estágio de crescimento inicial dos cachos. Os produtores estão efetuando os tratamentos para prevenção/controle de doenças, como míldio (Plasmopara viticola) e podridão-da-uva-madura (Glomerella cingulata). A colheita da variedade Vênus foi finalizada, e a Niágara Rosada é comercializada a R$ 6,00/kg.

Em Santa Rosa, as videiras da região estão no final do enchimento de bagas e início da maturação. As variedades precoces, como a Vênus, começarão a maturar esta semana. Alguns parreirais apresentam baixa carga de cachos, mas com boa sanidade. Ataques de pássaros têm sido observados, impactando na produção de pomares domésticos e na qualidade das uvas em fase de maturação.





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Taxas futuras de juros caem em dia de movimentos técnicos no Brasil e alta…


Logotipo Reuters

 

Por Fabricio de Castro

SÃO PAULO (Reuters) – As taxas dos DIs fecharam a quinta-feira em baixa no Brasil nos contratos a partir de janeiro de 2026, em um dia marcado por movimentos técnicos, com alguns agentes aproveitando as altas mais recentes para realizar lucros, enquanto no exterior os rendimentos dos Treasuries subiam.

No fim da tarde a taxa do DI (Depósito Interfinanceiro) para janeiro de 2025 — que reflete as apostas para a Selic no curtíssimo prazo — estava em 11,468%, ante 11,456% do ajuste anterior. Já a taxa do contrato para janeiro de 2027 marcava 13,33%, em queda de 5 pontos-base ante o ajuste de 13,375%.

Entre os contratos mais longos, a taxa para janeiro de 2031 estava em 12,99%, em queda de 5 pontos-base ante 13,043% do ajuste anterior, e o contrato para janeiro de 2033 tinha taxa de 12,88%, ante 12,923%.

Pela manhã as taxas dos DIs oscilaram em alta, em sintonia com o avanço firme do dólar ante o real e a queda do Ibovespa, numa sessão marcada pela aversão global ao risco em meio à escalada do conflito entre Rússia e Ucrânia.

Nem mesmo os dados da arrecadação federal de outubro, que agradaram o mercado, foram suficientes para reduzir os prêmios na curva. A Receita Federal informou que a arrecadação teve alta real (descontada a inflação) de 9,77% em outubro sobre o mesmo mês do ano anterior, somando 247,92 bilhões de reais. Este foi o melhor resultado para o mês da série histórica iniciada em 1995.

No acumulado de janeiro a outubro, a arrecadação foi de 2,182 trilhões de reais, 9,69% acima do registrado nos primeiros dez meses de 2023, já descontada a correção pela inflação. O dado também representa um recorde para o período.

Durante a tarde, no entanto, o cenário no mercado de renda fixa mudou. Perto das 14h as taxas perderam força e migraram para o território negativo, em especial entre os contratos mais longos.

Cinco profissionais de diferentes instituições ouvidos pela Reuters não apontaram um motivo específico, dentro do noticiário, para que as taxas cedessem.

Conforme profissional da mesa de um grande banco de investimentos, alguns participantes do mercado “tomaram” taxas na abertura dos negócios, prevendo o pior para o dia, mas passaram a devolver durante a tarde, já que não surgiram novidades de impacto.

Além do movimento específico do dia, alguns agentes aproveitaram para realizar lucros após as altas recentes das taxas em sessões anteriores.

“Não vejo nenhum motivo aparente para esse fechamento da curva. Nenhuma notícia nova que tenha impulsionado isso”, comentou durante a tarde Felipe Izac, sócio da Nexgen Capital. “Provavelmente nessa volta de feriado o mercado (está) fazendo um movimento de correção e realização de ganhos pela forte alta que aconteceu recentemente”, acrescentou.

Na quarta-feira, feriado nacional do Dia da Consciência Negra, os mercados permaneceram fechados.

Após registrar a máxima de 13% (alta de 8 pontos-base ante o ajuste) às 10h48, a taxa do DI para janeiro de 2033 marcou a mínima de 12,83% (baixa de 9 pontos-base) às 15h23.

O movimento ocorreu em paralelo às notícias de que a Polícia Federal indiciou o ex-presidente Jair Bolsonaro por tentativa de golpe de Estado, além de outras 36 pessoas, entre elas o candidato a vice na chapa bolsonarista na eleição de 2022, o general da reserva Walter Braga Netto.

Profissionais ouvidos pela Reuters, no entanto, afirmaram que o noticiário político não influenciou os preços dos DIs, que se mantiveram sensíveis à questão fiscal.

“Em alguns vértices mais longos, como o (janeiro) 2028 e 2029, tivemos um fechamento mais pronunciado (das taxas)”, comentou durante a tarde João Ferreira, sócio da One Investimentos. “Há uma expectativa do mercado de que (o pacote de medidas fiscais do governo) saia na próxima semana”, justificou.

Na ponta curta da curva as taxas seguiram precificando chances maiores de o Banco Central em dezembro elevar em 75 pontos-base a taxa básica Selic, hoje em 11,25% ao ano.

Perto do fechamento a curva brasileira precificava 65% de probabilidade de alta de 75 pontos-base da Selic no próximo mês e 35% de chance de elevação de 50 pontos-base. Na terça-feira os percentuais eram de 70% e 30%, respectivamente.

Às 16h44, o rendimento do Treasury de dez anos –referência global para decisões de investimento– subia 3 pontos-base, a 4,434%.





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Excesso de oferta nacional impacta preços da batata gaúcha



Colheita de batata avança com boa qualidade




Foto: Pixabay

Segundo o Informativo Conjuntural divulgado nesta quinta-feira (12) pela Emater/RS, a colheita de batata foi iniciada em Ibiraiaras, município da região administrativa da Emater/RS-Ascar de Passo Fundo, com 10% da área cultivada, que soma cerca de 650 hectares, já colhida.

As lavouras apresentam bom desenvolvimento, e os tubérculos colhidos têm qualidade satisfatória.

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De acordo com o informativo, apesar do desempenho agronômico, o setor enfrenta dificuldades de comercialização devido ao excesso de oferta em nível nacional. Os preços pagos aos produtores refletem essa pressão, com a saca de 50 kg da variedade branca sendo negociada a R$ 70,00 e a da variedade rosa a R$ 100,00.





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