sábado, abril 11, 2026

Política & Agro

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Cotação do suíno alcança máximas em três anos


Segundo o Agro em Dados de dezembro da Secretaria de Estado de Agricultura, Pecuária e Abastecimento do Governo de Goiás, a cotação do suíno vivo no Brasil segue em alta nas principais praças, com a média mensal de novembro atingindo R$ 9,93 por quilo — o maior valor registrado para o período nos últimos três anos. Segundo o Cepea (Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada), a valorização reflete a crescente competitividade da carne suína em relação à bovina no mercado interno, apesar do aumento nos custos de produção.

Enquanto o poder de compra do suinocultor melhorou em outubro em comparação ao farelo de soja, houve perda frente ao milho, devido à valorização do cereal. Mesmo assim, a carne suína manteve vantagem competitiva frente à bovina, impulsionando as vendas domésticas e externas.

No mercado externo, as exportações brasileiras de carne suína atingiram 191,7 mil toneladas entre janeiro e outubro, movimentando US$ 438,7 milhões. Esse desempenho representou um crescimento de 98,5% em volume e 85,7% em receita em comparação ao mesmo período de 2023.

As Filipinas ultrapassaram a China como principal destino das exportações, praticamente dobrando suas aquisições em 2024. Em outubro, o Brasil registrou o segundo melhor desempenho do ano, com o envio de 128 mil toneladas e faturamento de US$ 310,8 milhões — alta de 40,1% no volume e 56,5% na receita frente ao mesmo período do ano anterior.

O Japão também se destacou como terceiro maior destino da carne suína brasileira em 2024. Em outubro, o volume embarcado para o país aumentou em 265,3% em relação ao ano anterior. Além disso, os japoneses pagam 43% a mais por tonelada do que a média recebida pelo Brasil de outros mercados.

O estado de Goiás manteve crescimento nas exportações no segundo semestre, atingindo média mensal de 1,4 mil toneladas — um aumento de 12,3% em relação ao primeiro semestre de 2024. Destaque também para as exportações ao Haiti, que subiram de 44,8 toneladas em julho para 252,8 toneladas em outubro, posicionando o país caribenho como o quarto maior comprador da proteína goiana no mês.





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Preços do algodão enfrentam queda nos EUA



Cotações do algodão no mercado spot registraram queda na última semana




Foto: Canva

As cotações do algodão no mercado spot registraram queda na última semana nos Estados Unidos, com média de 126 pontos abaixo em relação à semana anterior, segundo relatório do USDA (Departamento de Agricultura dos EUA), divulgado pelo Agricultural Marketing Service’s Cotton and Tobacco Program.

De acordo com o relatório, o preço médio semanal para a qualidade base do algodão — classificação cor 41, folha 4, fibra 34, mike 35-36 e 43-49, resistência 27,0 – 28,9 e uniformidade 81,0 – 81,9 — foi de 64,07 centavos por libra na semana encerrada em 19 de dezembro de 2024. Esse valor representa uma queda em relação aos 65,33 centavos registrados na semana anterior e está abaixo dos 75,32 centavos observados no mesmo período de 2023.

As cotações diárias oscilaram entre 64,73 centavos na sexta-feira, 13 de dezembro, e 63,37 centavos na quinta-feira, 19 de dezembro. O volume de transações spot também recuou na comparação semanal. Foram reportados 35.749 fardos negociados até o dia 19 de dezembro, contra 42.641 fardos registrados na semana anterior. Apesar do recuo semanal, o volume superou os 28.779 fardos negociados no mesmo período do ano passado.

Desde o início da temporada, o total acumulado de vendas spot alcançou 295.246 fardos, uma queda expressiva frente aos 385.073 fardos comercializados no mesmo intervalo de 2023.

No mercado futuro, o contrato para março na ICE Futures fechou a semana cotado a 67,91 centavos por libra, abaixo dos 70,09 centavos registrados na semana anterior.





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Chuva beneficia safras de milho


No Rio Grande do Sul, as lavouras de milho apresentam diferentes estágios de desenvolvimento e produtividade, de acordo com o boletim da Emater/RS-Ascar publicado na quinta-feira (19). As chuvas recentes contribuíram para a recuperação do potencial produtivo em várias regiões, mas a estiagem de novembro ainda reflete em perdas localizadas.

Na região administrativa de Bagé, a cultura está em estágio inicial de desenvolvimento vegetativo. Já na Fronteira Oeste, grande parte das lavouras encontra-se na fase de enchimento de grãos. Em Quaraí, chuvas volumosas sustentaram o alto potencial produtivo, embora o controle de lagartas tenha sido necessário em alguns pontos. Em Santa Margarida do Sul, agricultores familiares estão comercializando milho-verde, opção que agrega renda às pequenas produções.

Na região de Caxias do Sul, há grande variação nos estágios de desenvolvimento. Nos Aparados da Serra, a semeadura já foi concluída e as lavouras seguem em desenvolvimento vegetativo. Nos Campos de Cima da Serra, a cultura avançou para pendoamento e floração.

Em Erechim, 20% das lavouras estão em floração e 80% em enchimento de grãos, com expectativa de produtividade superior à última safra. Em Ijuí, 70% das plantações também estão em enchimento, mas as perdas durante a estiagem de novembro reduziram o potencial inicial. Apesar disso, as chuvas subsequentes estabilizaram a umidade, favorecendo o peso das espigas.

Na região de Pelotas, 66% da área foi semeada, com 88% das lavouras ainda em desenvolvimento vegetativo, 10% em pendoamento e 2% em enchimento de grãos. Em Santa Maria, a estiagem afetou a produtividade no Vale do Jaguari, principalmente em Capão do Cipó e Santiago, onde as plantas apresentam encurtamento dos entrenós.

Em Santa Rosa, 1% das lavouras está em desenvolvimento vegetativo, 4% em floração, 65% em enchimento de grãos, 28% em maturação e 2% já foi colhido. A produtividade em áreas irrigadas chega a 13.200 kg/ha, enquanto nas áreas de sequeiro é de 6.600 kg/ha, com projeção de queda de 6% devido à estiagem de novembro.

Na região de Soledade, as lavouras precoces estão distribuídas entre os estágios de desenvolvimento vegetativo (8%), floração (25%) e enchimento de grãos (65%). As chuvas de dezembro garantiram bom enchimento, mas há perdas pontuais nas áreas afetadas pela seca anterior. Já o plantio tardio sobre resteva de tabaco está em germinação e emergência (2%).

O preço médio da saca de 60 quilos de milho recuou 1,05% na última semana, caindo de R$ 67,71 para R$ 67,00, segundo levantamento semanal da Emater/RS-Ascar.





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Goiás registra aumento de 10,1% no abate de bovinos


Segundo o Agro em Dados de dezembro da Secretaria de Estado de Agricultura, Pecuária e Abastecimento do Governo de Goiás, Goiás registrou 1,06 milhão de bovinos abatidos no terceiro trimestre de 2024, o que representa um aumento de 10,1% em comparação com o mesmo período do ano passado. O desempenho do estado contribuiu com 10,2% do total nacional de abates no período, conforme dados do IBGE. Esse crescimento na oferta de carne, somado à demanda aquecida no segundo semestre, resultou em resultados históricos nas exportações brasileiras e goianas de carne bovina, com destaque para o mês de outubro.

Em outubro, o Brasil exportou 298,3 mil toneladas de carne bovina, gerando um faturamento de US$ 1,3 bilhão. Esse volume representa um aumento de 41,9% em comparação ao mesmo mês de 2023, enquanto o valor das exportações subiu 44,6%. O preço médio por tonelada também registrou crescimento, atingindo US$ 4.560,89, um aumento de 1,9% em relação a outubro do ano passado.

Goiás, que já é um dos principais exportadores de carne bovina do Brasil, também observou aumento em suas vendas externas. Em outubro, os principais destinos da carne bovina goiana ampliaram suas aquisições, com destaque para o crescimento de 6,6% nas compras pela China, 88,7% pelos Estados Unidos, 1.860,5% pelo México e 109,8% pela Rússia. Esses números demonstram a competitividade da carne bovina goiana no mercado internacional.

A cadeia produtiva de carne bovina nos Estados Unidos enfrenta desafios, com aumento nos custos de produção, secas severas e redução no rebanho bovino. Como resultado, os preços aumentaram e houve uma maior demanda externa por carne bovina. Este cenário abre uma oportunidade para o Brasil expandir suas exportações e atender à crescente demanda norte-americana, com perspectivas de aumento no volume exportado em 2025.

No mercado interno, as cotações do bezerro, da arroba do boi gordo e de outras categorias seguem em alta. Em outubro, a média mensal foi de R$ 2.205,46, marcando uma valorização de 7,1% em relação ao ano passado. Este cenário de alta nos preços tem favorecido a retenção de fêmeas para a produção de bezerros, o que já reflete na diminuição de vacarias e novilhas enviadas ao abate. De acordo com o IBGE, no terceiro trimestre de 2024, o abate de vacas caiu 12,5%, e o de novilhas teve redução de 33,5% em comparação com o segundo trimestre deste ano.





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Alta temperatura afeta produção de morango



Em Pelotas, a produção de morango continua em plena colheita




Foto: Seane Lennon

A produção de morango na região de Santa Maria, no Rio Grande do Sul, apresenta bom desenvolvimento, com frutos sadios e de bom tamanho. No entanto, as altas temperaturas registradas recentemente afetaram a produção, causando o abortamento de flores e, consequentemente, a redução da quantidade de frutos. A colheita está em andamento e os preços praticados no município são de R$ 25,00 por kg, de acordo com o boletim da Emater/RS-Ascar publicado na quinta-feira (19).

Segundo a região de Santa Rosa, a produção de morangos é realizada principalmente em semi-hidroponia, com os produtores já em plena colheita. O preço de venda varia conforme o tamanho do fruto: R$ 15,00 por kg para morangos pequenos e R$ 30,00 por kg para frutos maiores e padronizados. Contudo, a produção enfrenta desafios devido ao excesso de calor, exigindo cuidados constantes com a fertirrigação e controle da temperatura da água. Além disso, o cultivo foi afetado por ataques de percevejos e moscas-pretas, que comprometeram o valor comercial do produto.

Em Pelotas, a produção de morango continua em plena colheita. Contudo, houve uma redução na produção das cultivares de dias curtos, que foram influenciadas pelo número elevado de horas de radiação solar. Este ano, pela segunda vez consecutiva, o pico da floração foi retardado devido à alta nebulosidade e à umidade durante o inverno e a primavera, o que também causou o atraso no término da produção dessas variedades. Por outro lado, as plantas de dias neutros, tanto cultivadas em solo quanto em estufa, apresentam produção satisfatória, com até duas colheitas semanais. A oscilação de preços nos mercados, que variam entre R$ 18,00 e R$ 35,00 por kg, é reflexo da redução da safra das cultivares de dias curtos.





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Exportações de milho enfrentam desaceleração em outubro


Segundo o Agro em Dados de dezembro da Secretaria de Estado de Agricultura, Pecuária e Abastecimento do Governo de Goiás, as condições climáticas de 2024 favoreceram a semeadura e o desenvolvimento do milho 1ª safra, especialmente em Goiás e nos estados do sul do Brasil, com chuvas regulares e bem distribuídas durante o plantio. Em Goiás, a estimativa para esta safra de verão é otimista, com um acréscimo de 1,8% em produção e produtividade em comparação à temporada anterior.

No início de dezembro, Goiás já havia alcançado 49,0% da área prevista para o milho, um avanço significativo em relação aos 23% registrados na mesma época do ano passado. No Brasil, o plantio atingiu 65,1% da área cultivada, com destaque para a região Sul, onde a semeadura está praticamente concluída.

No terceiro trimestre de 2024, o preço do milho apresentou uma leve recuperação em comparação ao ano anterior, quando houve uma queda brusca nos preços devido à ampla oferta do cereal. Em novembro, o valor da saca de milho atingiu o maior patamar do ano, refletindo um aumento de 21,7% em relação ao mesmo mês de 2023.

No entanto, as exportações de milho do Brasil enfrentaram uma redução de 24,2% no volume comercializado em outubro, enquanto Goiás registrou queda de 3,8% em comparação ao mesmo período do ano passado. Essa desaceleração nas transações internacionais pode ser atribuída ao aumento da demanda interna pelo cereal, principalmente para a produção de etanol.

Segundo o Balanço Energético Nacional (BEN) 2024, a produção de etanol a partir do milho tem ganhado espaço no Brasil desde 2021, alcançando 16% de participação na fabricação do biocombustível em 2023. Além disso, o milho tem sido uma importante matéria-prima para a produção de coprodutos, como óleo de milho e DDGS, que geram rentabilidade adicional para o setor.





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SP apoia fruticultura com novo crédito



“Estamos muito satisfeitos com este projeto que vai beneficiar bastante”



Em 2024, o FEAP já disponibilizou um montante recorde de R$ 290 milhões para crédito rural
Em 2024, o FEAP já disponibilizou um montante recorde de R$ 290 milhões para crédito rural – Foto: Canva

O Governo de São Paulo anunciou, no dia 18 de dezembro de 2024, a criação da Linha de Crédito Fruticultura SP, com um valor disponibilizado de R$ 10 milhões, para apoiar pequenos e médios produtores do setor fruticultor do estado. O anúncio foi feito no Parque do Morango Duílio Maziero, em Jarinu, e visa fortalecer a citricultura paulista, além de expandir a produção para o mercado externo. A linha de crédito terá condições facilitadas: taxa de juros de 3% ao ano, prazo de 84 meses e dois anos de carência.

Edson Fernandes, secretário executivo de Agricultura e Abastecimento, ressaltou a importância da iniciativa, que busca capitalizar as pequenas propriedades e garantir a competitividade da fruticultura paulista. A produção do estado tem grande relevância tanto no mercado interno quanto externo, com destaque para o setor citrícola, que exportou mais de US$ 2,65 bilhões entre janeiro e novembro de 2024.

Em 2024, o FEAP já disponibilizou um montante recorde de R$ 290 milhões para crédito rural, beneficiando diversas cadeias produtivas. Para acessar o crédito, os produtores devem procurar a Casa da Agricultura de seu município. São Paulo segue sendo líder nacional na produção de frutas, com 14,5 milhões de toneladas cultivadas em 2023, destacando-se na produção de laranja, limão, banana, abacate e caqui.

“Estamos muito satisfeitos com este projeto que vai beneficiar bastante, principalmente o pequeno e médio produtor rural a manter e expandir as atividades da produção agrícola”, frisou o presidente da Associação de Produtores de Morango de Atibaia e Jarinu, Oswaldo Maziero.

 





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Após estiagem, safra de feijão mostra sinais de recuperação


No Rio Grande do Sul, a primeira safra de feijão avança em diferentes estágios de desenvolvimento, impulsionada pela recuperação da umidade do solo após a estiagem registrada em novembro. Dados do último Informativo Conjuntural, divulgado pela Emater/RS-Ascar, apontam que as lavouras cultivadas no início do calendário agrícola já estão, em grande parte, em fase reprodutiva e início da colheita.

Na região dos Campos de Cima da Serra, onde o plantio é mais tardio, a semeadura segue em andamento, com algumas áreas ainda em fase inicial de desenvolvimento. Já em outras regiões do estado, os danos causados pela falta de chuvas foram parcialmente revertidos com a regularização das precipitações em dezembro, favorecendo o enchimento das vagens e o aumento do peso dos grãos.

A safra 2024/2025 deve ocupar 28.896 hectares no estado, com produtividade média estimada em 1.864 kg/ha. No entanto, a Emater destaca a variação nos rendimentos devido ao impacto do estresse hídrico e ao nível tecnológico adotado, como o uso de irrigação.

Nas diferentes regiões administrativas, o avanço das lavouras reflete o impacto do clima e as estratégias de manejo:

Caxias do Sul: A semeadura segue até janeiro, com lavouras em fase inicial de emergência e boas condições de temperatura e umidade.

Ijuí: Cerca de 55% das lavouras estão em maturação e 10% já foram colhidas, com boa formação de grãos e rendimento elevado.

Pelotas: As lavouras apresentam 48% em desenvolvimento vegetativo, 33% em floração e 19% em enchimento de grãos.

Santa Maria: O avanço é distribuído entre 30% em floração, 30% em enchimento de grãos, 20% em maturação e 20% colhidos, beneficiados por condições climáticas favoráveis.

Soledade: A safra está dividida com 10% em floração, 40% em enchimento de grãos, 40% em maturação e 10% colhidos. A produtividade varia de 900 a 1.980 kg/ha, dependendo do manejo e do impacto hídrico.

Apesar do avanço na produção, o preço médio da saca de 60 kg registrou queda de 6,90% na última semana, recuando de R$ 290,00 para R$ 270,00, segundo levantamento da Emater/RS-Ascar.

A redução reflete o avanço da colheita e a maior oferta no mercado, mas produtores seguem atentos ao monitoramento de doenças, como antracnose, e ao controle de pragas, como tripes e ácaros, especialmente em lavouras mais tardias.

Com a expectativa de continuidade nas condições climáticas favoráveis, a Emater/RS-Ascar projeta que a recuperação parcial das perdas iniciais garantirá uma safra com bom volume e qualidade. No entanto, a desuniformidade nos rendimentos entre as regiões reforça a importância do investimento em tecnologias e manejo adequado para enfrentar os desafios climáticos e otimizar a produção.





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Minas Gerais registra alta nas exportações do agronegócio


As exportações do agronegócio de Minas Gerais ultrapassando pela primeira vez o setor de mineração em receita. De janeiro a novembro, as vendas externas do agro mineiro somaram US$ 15,7 bilhões, superando em 3% os US$ 14,5 bilhões arrecadados pela mineração, segundo dados divulgados pelas autoridades estaduais, conforme os dados da Secretaria de Agricultura, Pecuária e Abastecimento de Minas Gerais,

Segundo o informado, com esse desempenho, o agronegócio respondeu por 40,7% do total exportado pelo estado, registrando um crescimento de 19% na receita e 9% no volume em relação ao mesmo período do ano passado. Foram 16 milhões de toneladas embarcadas, superando o recorde anual anterior, de US$ 15,3 bilhões em 2022, mesmo sem incluir o mês de dezembro. A alta da taxa de câmbio nos últimos meses impulsionou os resultados, consolidando o agro como o principal motor econômico das exportações mineiras.

Café, carne bovina e produtos sucroalcooleiros continuam liderando as vendas internacionais, mas itens como sementes (milho, girassol e rícino), queijos, iogurte, leite condensado, batatas preparadas e produtos exóticos — como água de coco, inhame, azeitonas e cogumelos — mostram a diversificação crescente da pauta exportadora.

A China foi o maior destino das exportações agropecuárias mineiras, com US$ 3,9 bilhões. Em seguida, aparecem Estados Unidos (US$ 1,7 bilhão), Alemanha (US$ 1,3 bilhão), Bélgica (US$ 727 milhões) e Itália (US$ 669 milhões). Ao todo, 169 países importaram produtos do agro mineiro em 2024.

O café manteve-se como carro-chefe das exportações, registrando US$ 7,1 bilhões, um crescimento de 44,6% em relação ao ano passado. Em volume, foram embarcadas 28,4 milhões de sacas, 25% a mais do que em 2023. Principais compradores como Estados Unidos, Alemanha, Bélgica, Itália e Japão ampliaram suas aquisições, garantindo a valorização de 15% no preço da saca em comparação ao ano anterior.

As carnes somaram US$ 1,4 bilhão e 414 mil toneladas, representando 9% do total exportado pelo agro mineiro. A carne bovina liderou com US$ 1 bilhão e 240 mil toneladas, crescendo 20,4% em valor e 26,5% em volume.

A carne suína destacou-se ao registrar o melhor desempenho dos últimos oito anos, atingindo US$ 52,5 milhões e 26,5 mil toneladas. A carne de frango, no entanto, apresentou queda de 20% no valor e 18% no volume, fechando com US$ 269 milhões e 142 mil toneladas embarcadas.

A Filipinas foi um dos mercados que mais cresceu nas compras de carnes mineiras, consolidando-se como parceiro estratégico para os próximos anos.

No complexo soja, composto por grãos, farelo e óleo, a receita caiu 8,4%, impactada pela redução nas compras da China e Tailândia. Mesmo assim, houve alta de 9,5% no volume embarcado, destacando-se o farelo de soja, com aumento de 9% na receita (US$ 230 milhões). As exportações do complexo soja somaram US$ 3,2 bilhões, sendo US$ 2,9 bilhões apenas em grãos.

Já o complexo sucroalcooleiro, impulsionado pelo açúcar, obteve o melhor resultado da história, com receita de US$ 2,3 bilhões e 4,7 milhões de toneladas exportadas — alta de 23,7% no valor e 23,2% no volume. A Indonésia ultrapassou a China como principal mercado, respondendo por 11% das vendas, conforme as informações da Secretaria de Agricultura.





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Pastagens avança, mas precisa controlar pragas


As recentes chuvas favoreceram o crescimento das pastagens no Rio Grande do Sul, mas também limitaram as atividades de implantação de áreas de forrageiras anuais de verão, segundo o último Informativo Conjuntural divulgado pela Emater/RS-Ascar na quinta-feira (19).

O relatório destaca que a alta umidade do solo atrasou a semeadura em algumas regiões, enquanto em outras áreas as condições climáticas beneficiaram a recuperação das pastagens nativas e cultivadas. A combinação de temperaturas mais elevadas e solo úmido tem promovido bom desenvolvimento, com destaque para a presença de leguminosas em diversas propriedades.

Na região de Bagé, as chuvas recentes estimularam o crescimento das forrageiras anuais e perenes. Produtores seguem implantando novas áreas de pastagens, especialmente com o uso de milheto, capim-sudão e sorgo forrageiro.

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Em Caxias do Sul, as condições climáticas amenas e úmidas favoreceram tanto as pastagens anuais, como o milheto, quanto as perenes, como o tifton.

Na região de Erechim, os volumes de chuva – com média de 90 mm – garantiram a recuperação das pastagens de verão, que apresentaram rebrotes vigorosos e oferta satisfatória de forragem para os rebanhos.

Já em Frederico Westphalen, as pastagens perenes registraram crescimento satisfatório, impulsionadas pela combinação de sol e umidade. No entanto, alguns produtores relataram invasão de plantas daninhas e ataques localizados de lagartas e cigarrinhas, exigindo maior monitoramento e controle fitossanitário.

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Apesar das dificuldades enfrentadas no plantio devido ao excesso de umidade, as perspectivas são otimistas para os próximos meses. A recuperação das pastagens nativas e a boa oferta de forragem devem contribuir para a alimentação dos rebanhos e melhorar o manejo das áreas já implantadas.

A Emater/RS-Ascar orienta os produtores a monitorarem o surgimento de pragas e a realizarem tratos culturais adequados para manter a qualidade das forrageiras e garantir maior produtividade.





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