sábado, abril 11, 2026

Política & Agro

AgroNewsPolítica & Agro

Mercado da soja em Chicago: Alta nos contratos


De acordo com informações da TF Agroeconômica, o mercado de soja na Chicago Board of Trade (CBOT), ou simplesmente Bolsa de Chicago, encerrou a meia sessão desta segunda-feira (25) em alta, refletindo ajustes antes do feriado de Natal nos Estados Unidos. O contrato de soja para janeiro, que é referência para a safra brasileira, teve valorização de 0,44%, ou 4,25 cents por bushel, fechando a $973,75. Já o contrato de março, também subiu 0,44%, registrando alta de 4,25 cents por bushel e encerrando a $979,75.  

No segmento de derivados, o farelo de soja para janeiro destacou-se com alta de 1,00%, ou $2,90 por tonelada curta, alcançando $292,40. Em contrapartida, o contrato de óleo de soja para janeiro teve queda de 0,92%, ou $0,37 por libra-peso, encerrando a sessão cotado a $39,86.  

As movimentações refletem um cenário de ajustes técnicos e posicionamento dos traders antes do fechamento dos mercados para o feriado. Este comportamento é comum em períodos de menor volume de negócios e maior sensibilidade a fatores externos.  Os números reforçam o monitoramento constante das tendências para a soja, um dos principais produtos agrícolas do Brasil, e servem como parâmetro importante para o planejamento de vendas e estratégias dos produtores e traders do mercado nacional.

Os preços do farelo de soja caíram em todas as regiões no acumulado de um ano, com destaque para as maiores quedas no Centro-Oeste, onde Mato Grosso e Mato Grosso do Sul registraram retrações de 24,65%. No Norte, o recuo foi de 14,09%, enquanto no Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul as quedas variaram entre 11% e 19%. Algumas regiões tiveram ajustes pontuais no curto prazo, mas o cenário geral aponta para uma tendência de baixa.

 





Source link

AgroNewsPolítica & Agro

Compradores de milho voltam ao mercado



No mercado chinês, as cotações do milho apresentaram queda



No mercado chinês, as cotações do milho apresentaram queda
No mercado chinês, as cotações do milho apresentaram queda – Foto: Divulgação

Segundo a TF Agroeconômica, os compradores de milho no Brasil voltaram ao mercado com cotações para janeiro e Safrinha, especialmente no período de julho. No entanto, os vendedores adotaram uma postura mais conservadora, retirando-se das posições imediatas e elevando os prêmios para negociações futuras. Em Paranaguá, os prêmios de milho para janeiro estão em Sv 120 para vendedores e 101 sC para compradores, com base H5. Para julho/agosto, os valores subiram, alcançando 75+5 para vendedores e 59+2 para compradores, com base U5.

No mercado chinês, as cotações do milho apresentaram queda de -2 CNY/t para janeiro e alta de 1 CNY/t para março. O amido de milho seguiu tendências semelhantes, enquanto os preços dos ovos caíram -92 CNY/500kg para dezembro e subiram 16 CNY/500kg para janeiro. Por outro lado, os preços dos suínos registraram um aumento expressivo, com alta de 440 CNY/t para janeiro e 190 CNY/t para março, indicando recuperação no setor.

Globalmente, os preços FOB do milho revelam um mercado competitivo. O milho argentino fechou em US$ 212 para janeiro e US$ 206 para março e abril. Nos Estados Unidos, os preços subiram para US$ 211 FOB, enquanto o milho brasileiro alcançou US$ 219 FOB em Santos, posicionando-se como um dos mais valorizados. Na Europa, o milho francês atingiu US$ 217, e na Romênia, US$ 210. Na região do Mar Negro, os preços ficaram em US$ 220 na Rússia e US$ 215 na Ucrânia.

Esses valores mostram a força do milho brasileiro no mercado internacional, com prêmios competitivos, mas enfrentando desafios como a cautela dos vendedores e o impacto das flutuações no cenário global.

 





Source link

AgroNewsPolítica & Agro

Trigo em baixa em Chicago: Confira


Segundo dados da TF Agroeconômica, o mercado de trigo na Bolsa de Chicago (CBOT) encerrou a última sessão com quedas nos principais contratos, em um movimento de ajustes pré-feriado nos Estados Unidos. O contrato de março do trigo brando SRW, relevante para exportadores brasileiros, recuou -1,02%, ou -5,50 cents/bushel, fechando a US$ 535,00. Para maio, a queda foi de -0,95%, a US$ 545,75. 

Já o trigo duro HRW, de Kansas, caiu -1,09%, para US$ 545,00, enquanto o trigo HRS, de Minneapolis, recuou -1,01%, cotado a US$ 589,50. Em Paris, o trigo para moagem perdeu -0,32%, fechando a € 231,25 por tonelada.

No mercado global, os preços seguem estáveis ou com leve alta em algumas origens. O trigo hard americano subiu para US$ 252/t, enquanto o trigo soft alcançou US$ 235/t. Já o trigo argentino de 11,5% está cotado em US$ 231/t no mercado oficial, com preços livres variando em torno de US$ 226/t. O trigo francês subiu para US$ 244/t, enquanto o trigo russo permanece estável em US$ 235/t FOB no Mar Negro, mas atinge US$ 275/t em Kaliningrado. O trigo ucraniano, com 11,5% de proteína, está em US$ 225/t, e o trigo romeno 12,5% em US$ 235/t.

No mercado físico da safra 2024/25, os preços também apresentam estabilidade. No Up River, o trigo para dezembro é negociado a US$ 226/t, com janeiro a US$ 227/t e fevereiro a US$ 229/t. Para março, os preços chegam a US$ 231/t, refletindo as expectativas para a nova safra. O cenário segue competitivo, com os preços globais pressionados pela oferta robusta e pelas movimentações cambiais. As próximas semanas devem trazer maior clareza sobre a direção do mercado, especialmente após a retomada completa das operações nas principais bolsas internacionais.

 





Source link

AgroNewsPolítica & Agro

Custo de produção do leite aumenta 1,6% em outubro


Segundo o Agro em Dados de dezembro da Secretaria de Estado de Agricultura, Pecuária e Abastecimento do Governo de Goiás, o custo de produção do leite no Brasil registrou um aumento de 1,6% em outubro em relação ao mês anterior, conforme dados da Embrapa. Esse incremento, três vezes superior à média mensal dos últimos 12 meses, foi impulsionado pelos maiores custos com concentrado, volumoso, energia e combustível, impactando diretamente o setor.

Nas exportações de lácteos brasileiras, Cuba se destacou, liderando o crescimento no acumulado de 2024, especialmente na compra de leite fluido e leite em pó, com uma alta de 582,9% comparado ao mesmo período de 2023. Os Estados Unidos também apresentaram uma tendência de aumento nas importações de derivados lácteos, como leite condensado, creme de leite e queijo, desde 2019. Em Goiás, o volume de produtos exportados para os EUA cresceu 63,7% entre 2022 e 2024.

Por outro lado, as exportações de lácteos brasileiros para países como Chile, Paraguai, Uruguai e Venezuela sofreram quedas expressivas entre janeiro e outubro de 2024, com perdas de 26% para o Chile, 6,5% para o Paraguai, 31,1% para o Uruguai e 14,9% para a Venezuela.

Em relação às importações de lácteos, o Brasil registrou um aumento de 7,5% no volume de produtos importados em outubro de 2024, comparado ao mesmo mês de 2023. No entanto, em Goiás, houve uma queda no volume e valor das importações, com o estado interrompendo as compras de leite fluido e leite em pó desde março de 2024. Atualmente, o estado importa apenas soro de leite, com uma queda de 86,7% nas transações de outubro.





Source link

AgroNewsPolítica & AgroSafra

Ucrânia diz que Rússia disparou “novo” míssil; acusações de que era um ICBM…


Logotipo Reuters

 

Por Anastasiia Malenko e Tom Balmforth e Max Hunder

Kiev (Reuters) – A Ucrânia disse que a Rússia disparou um novo tipo de míssil contra a cidade de Dnipro nesta quinta-feira e, embora tenha havido debates sobre o tipo, parecia ser uma arma com capacidade nuclear que carregava várias ogivas, em uma nova escalada da guerra de 33 meses.

Kiev afirmou que a Rússia usou um míssil balístico intercontinental, uma arma projetada para ataques nucleares de longa distância e nunca antes usada em guerra. Três autoridades dos EUA disseram que se tratava de um míssil balístico de alcance intermediário, com alcance menor.

Em Moscou, o presidente Vladimir Putin disse em um discurso televisionado, que a Rússia lançou um ataque com mísseis balísticos de médio alcance contra uma instalação militar ucraniana em resposta aos recentes ataques ucranianos de longo alcance com armas ocidentais.

Independentemente da classificação, esse mais recente ataque destacou o rápido aumento das tensões nos últimos dias.

A Ucrânia disparou mísseis norte-americanos e britânicos contra alvos dentro da Rússia nesta semana, apesar dos avisos de Moscou de que consideraria tal ação como uma grande escalada. O embaixador da Rússia em Londres disse nesta quinta-feira que o Reino Unido agora está “diretamente envolvido” na guerra na Ucrânia.

Segundo especialistas em segurança, se o ataque a Dnipro envolvesse um míssil balístico intercontinental, seria o primeiro uso desse tipo de míssil em uma guerra. Os ICBMs (na sigla em inglês) são armas estratégicas projetadas para lançar ogivas nucleares e são uma parte importante da dissuasão nuclear da Rússia.

Os mísseis balísticos de alcance intermediário têm um alcance de 3.000 a 5.500 kms.

“Hoje foi lançado um novo míssil russo. Todas as características — velocidade, altitude — são (de um) míssil balístico intercontinental. Uma (investigação) especializada está em andamento”, disse o presidente ucraniano, Volodymyr Zelenskiy, em uma declaração por vídeo.

O Ministério das Relações Exteriores da Ucrânia instou a comunidade internacional a reagir rapidamente ao que disse ser “o uso pela Rússia de um novo tipo de armamento”.

Segundo a Força Aérea da Ucrânia, o ICBM tinha como alvo Dnipro, no centro-leste da Ucrânia, e foi disparado da região russa de Astrakhan, a mais de 700 kms de distância. Não especificou que tipo de ogiva o míssil tinha ou que tipo de míssil era. Não houve nenhuma sugestão de que fosse um míssil com armas nucleares.

“Seja um ICBM ou um IRBM, o alcance não é o fator importante”, afirmou Fabian Hoffmann, pesquisador da Universidade de Oslo, especializado em tecnologia de mísseis e estratégia nuclear.

“O fato de levar uma carga MIRV (veículos de reentrada múltiplos direcionados independentemente) é muito mais significativo para fins de sinalização e é o motivo pelo qual a Rússia optou por ele. Essa carga está associada exclusivamente a mísseis com capacidade nuclear.”

A Rússia também disparou um míssil hipersônico Kinzhal e sete mísseis de cruzeiro Kh-101, seis dos quais foram abatidos, segundo a Força Aérea ucraniana.

Antes dos comentários de Putin, o porta-voz do Kremlin, Dmitry Peskov, disse a repórteres que entrassem em contato com o Exército russo para comentários.

A aliança militar da Otan não respondeu aos pedidos por comentários em um primeiro momento. O Comando Europeu dos EUA disse que não tinha nada sobre o suposto uso de um ICBM e encaminhou as perguntas ao Departamento de Defesa.





Source link

AgroNewsPolítica & Agro

Produção de soja deve alcançar 166 milhões de toneladas


Segundo o Agro em Dados de dezembro da Secretaria de Estado de Agricultura, Pecuária e Abastecimento do Governo de Goiás, o plantio da safra de soja 2024/25 no Brasil e em Goiás atingiu 90% da área cultivada até o final de novembro, registrando avanço de 7 pontos percentuais em comparação ao mesmo período do ano anterior. O ritmo acelerado das operações indica perspectivas promissoras para a produção nacional, estimada em 166,1 milhões de toneladas, representando um crescimento de 12,5% em relação à safra 2023/24. A expectativa de produtividade também é positiva, com projeção de alta de 9,6%, enquanto a área plantada deve crescer 2,6% frente à última temporada.

Em novembro, a valorização da saca de soja alcançou o maior preço médio de 2024, fixado em R$ 144,28/sc. O desempenho foi impulsionado pela alta do dólar, que favoreceu as exportações brasileiras ao aumentar a competitividade no mercado internacional. No entanto, a valorização da moeda americana elevou os custos de insumos importados para o plantio.

Paralelamente, o Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) reduziu a estimativa de produção da safra norte-americana em 2,7% e previu uma queda de 14,5% nos estoques de soja. Esse cenário contribuiu para a alta nos preços do grão e do farelo na Bolsa de Chicago (CBOT).

Clique para seguir o canal do Agrolink no WhatsApp

Apesar do cenário favorável à valorização da soja, as exportações brasileiras em grão sofreram queda de 15,9% em outubro. Em Goiás, a redução foi ainda mais acentuada, chegando a 57,8%. A principal razão para a retração foi a diminuição das compras chinesas, com recuo de 28,1% para o Brasil e 58,3% para Goiás em relação ao mesmo período de 2023.

Em contrapartida, houve crescimento de 24,4% nos embarques nacionais de farelo e óleo de soja, compensando parcialmente a queda nas exportações do grão. Destaca-se o aumento nas aquisições indianas de óleo de soja, impulsionado pela demanda sazonal associada a festividades culturais. O volume total importado pela Índia foi de 72,6 milhões de toneladas, sendo 17,7 milhões de toneladas provenientes de Goiás, que se consolidou como o segundo maior exportador do produto para o país asiático.





Source link

AgroNewsPolítica & Agro

Plano estratégico quer aumentar consumo de ovos



Entre as estratégias previstas estão o engajamento com a indústria e o varejo



De acordo com a Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA), a produção de ovos no Brasil deverá crescer 2,4%
De acordo com a Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA), a produção de ovos no Brasil deverá crescer 2,4% – Foto: Pixabay

Na última reunião de diretoria de 2024, o Instituto Ovos Brasil (IOB) definiu um plano estratégico para 2025, com ênfase em campanhas educativas que destaquem os benefícios nutricionais e econômicos do ovo. O objetivo é fortalecer a percepção do público sobre o alimento, além de estimular o crescimento do consumo per capita, estimado em aumento de até 1,1%.

De acordo com a Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA), a produção de ovos no Brasil deverá crescer 2,4% em 2025, alcançando 59 bilhões de unidades. Edival Veras, presidente do IOB, afirmou que o instituto continuará investindo em campanhas educativas e materiais de apoio para consolidar o ovo como um alimento indispensável na alimentação dos brasileiros.

Entre as estratégias previstas estão o engajamento com a indústria e o varejo, por meio de parcerias com distribuidores e redes de supermercados, e o apoio à imprensa para disseminar informações claras e precisas. O Instituto também produzirá materiais informativos para profissionais de saúde, nutrição e influenciadores, visando desmistificar mitos sobre o ovo e reforçar sua imagem como alimento saudável.

Com atuação nacional, o IOB planeja um 2025 de grandes avanços na educação alimentar e na valorização do setor produtivo, consolidando o Brasil como um dos maiores produtores de ovos do mundo.

 “Nosso objetivo é contribuir ativamente para que o ovo seja reconhecido como um alimento indispensável na mesa dos brasileiros. Em 2025, continuaremos investindo em campanhas educativas, materiais de apoio e estratégias de comunicação que dialoguem diretamente com o consumidor final e o mercado”, conclui Edival Veras, presidente do Instituto.

 





Source link

AgroNewsPolítica & Agro

Pastagens de verão sustentam produção de leite


O Informativo Conjuntural, divulgado pela Emater/RS-Ascar da última quinta-feira (19), a produção leiteira mantém-se estável no Rio Grande do Sul, impulsionada pela oferta adequada de pastagens garantida pelas chuvas regulares nas últimas semanas. Em áreas com precipitações mais expressivas, os produtores conseguiram reduzir o uso de proteína na ração, mantendo o equilíbrio energético na dieta animal e aumentando a rentabilidade. Apesar das boas condições de pasto, o calor intenso e a alta umidade favoreceram o aumento de ectoparasitas, como carrapatos, mosca-dos-chifres e mosca-berneira, exigindo maior atenção no controle sanitário.

Na região de Bagé, temperaturas amenas têm assegurado conforto térmico para o gado leiteiro, enquanto as chuvas mantêm os reservatórios abastecidos e as pastagens em bom desenvolvimento, sem excesso de barro, o que favorece a produção. Em Caxias do Sul, a sanidade do rebanho segue controlada, mas há necessidade de vigilância contínua contra ectoparasitas. Já em Erechim, a oferta de alimentos conservados caiu devido ao uso intensivo do pastoreio direto. A umidade excessiva próxima aos estábulos também aumentou o risco de mastite e problemas nos cascos.

Na região de Frederico Westphalen, espécies anuais de verão, como capim-sudão e milheto, apresentam bom desenvolvimento, embora com pequenos surtos de lagartas e cigarrinhas.

Em Ijuí, o calor e a umidade elevaram a incidência de mosca-dos-chifres e carrapatos. Na região de Pelotas, apesar das boas condições de produção, os preços do leite apresentaram leve queda, afetando as margens de lucro. Produtores também enfrentam altos custos de insumos e interrupções no fornecimento de energia elétrica, levando a investimentos em geradores.

Na região de Porto Alegre, a comercialização de vacas de descarte foi favorecida pelas condições adequadas de pastagem, mas o preço do leite caiu. Já em Santa Maria, as pastagens de verão estão em excelente estado, exigindo monitoramento contínuo para controle de moscas e carrapatos.

Na região de Santa Rosa, produtores intensificaram o fornecimento de silagem, pré-secado e feno no cocho para evitar a ocorrência de LINA (Leite Instável Não Ácido). Em Soledade, o gado tem sido beneficiado pela boa oferta de pastagens de verão, garantida pelas chuvas regulares, radiação solar e temperaturas adequadas, apesar de alguns períodos de frio fora de época.

De acordo com levantamento da Emater/RS-Ascar, o preço médio do litro de leite no Estado registrou queda de 4,83% em novembro, fechando em R$ 2,56. A variação nos preços recebidos pelos produtores reflete fatores como volume comercializado e bonificações por quantidade e qualidade, conforme normas de produção.





Source link

AgroNewsPolítica & Agro

Milho indica alta produtividade em 2024/2025



Safra de milho 2024/2025 segue avançando no Rio Grande do Sul




Foto: Divulgação

A safra de milho 2024/2025 segue avançando no Rio Grande do Sul, com 94% da área projetada já semeada. Os plantios mais tardios evoluíram nas regiões da Campanha, Sul e Vale do Rio Pardo, impulsionados por condições climáticas favoráveis ao desenvolvimento das lavouras, segundo levantamento da Emater/RS-Ascar.

O bom volume de chuvas em dezembro contribuiu para a recuperação da umidade do solo, beneficiando o peso dos grãos. No entanto, o déficit hídrico registrado em novembro impactou o número de grãos por espiga em algumas áreas, especialmente nas regiões Centro, Planalto Médio e Noroeste. Apesar disso, a produtividade esperada ainda supera a da última safra.

Atualmente, 18% das lavouras estão em floração, 50% em enchimento de grãos, 12% em maturação e 1% já foi colhido. Nas áreas irrigadas e não afetadas pela estiagem anterior, a expectativa de produção é elevada, graças à alta radiação solar e à variação térmica entre dia e noite, fatores que favorecem o crescimento das plantas.

Os produtores seguem com os tratos culturais, aplicando herbicidas e fertilizantes em cobertura nas lavouras semeadas a partir de novembro. Inseticidas e Fungicidas são utilizados de forma pontual, conforme monitoramento. Um dos focos de controle é a lagarta-do-cartucho (Spodoptera frugiperda), especialmente na Região Oeste do Estado.

A Emater/RS-Ascar estima que o cultivo do milho no Estado ocupará uma área total de 748.511 hectares, com produtividade média esperada de 7.116 kg/ha. Nas regiões onde o estresse hídrico não prejudicou as lavouras, a colheita deve alcançar volumes expressivos, reforçando o potencial produtivo da safra.





Source link

AgroNewsPolítica & Agro

Cotação do suíno alcança máximas em três anos


Segundo o Agro em Dados de dezembro da Secretaria de Estado de Agricultura, Pecuária e Abastecimento do Governo de Goiás, a cotação do suíno vivo no Brasil segue em alta nas principais praças, com a média mensal de novembro atingindo R$ 9,93 por quilo — o maior valor registrado para o período nos últimos três anos. Segundo o Cepea (Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada), a valorização reflete a crescente competitividade da carne suína em relação à bovina no mercado interno, apesar do aumento nos custos de produção.

Enquanto o poder de compra do suinocultor melhorou em outubro em comparação ao farelo de soja, houve perda frente ao milho, devido à valorização do cereal. Mesmo assim, a carne suína manteve vantagem competitiva frente à bovina, impulsionando as vendas domésticas e externas.

No mercado externo, as exportações brasileiras de carne suína atingiram 191,7 mil toneladas entre janeiro e outubro, movimentando US$ 438,7 milhões. Esse desempenho representou um crescimento de 98,5% em volume e 85,7% em receita em comparação ao mesmo período de 2023.

As Filipinas ultrapassaram a China como principal destino das exportações, praticamente dobrando suas aquisições em 2024. Em outubro, o Brasil registrou o segundo melhor desempenho do ano, com o envio de 128 mil toneladas e faturamento de US$ 310,8 milhões — alta de 40,1% no volume e 56,5% na receita frente ao mesmo período do ano anterior.

O Japão também se destacou como terceiro maior destino da carne suína brasileira em 2024. Em outubro, o volume embarcado para o país aumentou em 265,3% em relação ao ano anterior. Além disso, os japoneses pagam 43% a mais por tonelada do que a média recebida pelo Brasil de outros mercados.

O estado de Goiás manteve crescimento nas exportações no segundo semestre, atingindo média mensal de 1,4 mil toneladas — um aumento de 12,3% em relação ao primeiro semestre de 2024. Destaque também para as exportações ao Haiti, que subiram de 44,8 toneladas em julho para 252,8 toneladas em outubro, posicionando o país caribenho como o quarto maior comprador da proteína goiana no mês.





Source link