sábado, abril 11, 2026

Política & Agro

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Colheita de trigo aponta crescimento de 38% em SC



Santa Catarina encerra colheita de trigo com alta produtividade




Foto: Pixabay

A safra de trigo em Santa Catarina alcançou resultados expressivos em 2024. Até o dia 30 de novembro, 98% das áreas cultivadas no estado já haviam sido colhidas, consolidando um ciclo produtivo marcado por condições climáticas favoráveis e qualidade elevada do grão, conforme apontam os dados da edição de dezembro do Boletim Agropecuário da Epagri, divulgados pelo Observatório Agro Catarinense.

Segundo o boletim, apesar de um mês de novembro chuvoso, que resultou em 92% das lavouras avaliadas como boas, 6% como médias e apenas 2% como ruins, a safra apresentou números promissores. O volume de precipitações e as temperaturas amenas favoreceram o desenvolvimento das plantas.

A produtividade média saltou de 2.237 kg/ha na safra de 2023 para 3.460 kg/ha neste ciclo, representando um aumento de 31% em relação à média nacional. No total, a produção estadual deve atingir 424,5 mil toneladas, 38% superior à safra anterior.

Área Plantada Sofre Redução, Mas Qualidade Compensa

Embora a área plantada tenha registrado uma redução de 10,8%, totalizando 122,7 mil hectares, a qualidade do trigo colhido compensou a menor extensão de lavouras. O peso hectolitro (PH), parâmetro essencial para definir a qualidade do grão, atingiu, em sua maioria, 78, indicando um produto adequado para a comercialização e com alta rentabilidade para os agricultores catarinenses.





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Safra de milho para silagem registra alta produção



Até o momento, cerca de 10% das áreas cultivadas foram colhidas




Foto: USDA

De acordo com o Informativo Conjuntural da Emater/RS-Ascar, divulgado nesta quinta-feira (26), a colheita do milho para silagem avança em ritmo acelerado no Rio Grande do Sul, com produtividade elevada e qualidade nutricional destacada.

Até o momento, cerca de 10% das áreas cultivadas foram colhidas, e outros 15% encontram-se prontos para ensilagem, indicando uma intensificação dos trabalhos nos próximos dias. A produtividade das lavouras tem surpreendido, com os melhores resultados alcançando até 60 mil kg/ha.

A qualidade da silagem também se destaca, com colmos verdes no corte e boas cargas de grãos nas espigas, fatores que garantem alto valor energético e proteico — atributos essenciais para a nutrição animal.

Para a safra 2024/2025, a Emater/RS-Ascar projeta o cultivo de 357.311 hectares, com produtividade média estimada em 39.457 kg/ha. As condições climáticas têm favorecido o desenvolvimento das lavouras, com chuvas regulares e temperaturas dentro da normalidade para o período.

Na região administrativa de Ijuí, as lavouras plantadas mais cedo já estão sendo colhidas, permitindo o preparo de novas áreas para o próximo plantio. Nas regiões de Pelotas e Santa Maria, o plantio atingiu 85% e 75% das áreas previstas, respectivamente, refletindo o bom andamento das atividades agrícolas no estado, conforme aponta o Informativo Conjuntural.





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tecnologia que captura carbono e regenera solos



João Pedro Cuthi Dias destaca potencial do Brasil no mercado de carbono




Foto: Divulgação

Uma tecnologia que utiliza o intemperismo acelerado de rochas basálticas para capturar carbono da atmosfera está ganhando espaço no Brasil e nos Estados Unidos. A técnica, explicada pelo engenheiro agrônomo João Pedro Cuthi Dias, envolve a trituração do basalto até transformá-lo em pó e sua aplicação em solos agrícolas. Quando a água da chuva interage com esse material, forma-se carbonato, que sequestra CO2 da atmosfera enquanto melhora a qualidade e a fertilidade do solo.

A startup responsável pela iniciativa já garantiu financiamento para expandir suas operações e aposta na união de ciência, tecnologia e preservação ambiental para combater as mudanças climáticas. Segundo Cuthi Dias, “essa abordagem não só captura carbono, mas também contribui para a regeneração de solos degradados e a segurança alimentar, tornando-se uma solução promissora para enfrentar os desafios climáticos.”

O Brasil, reconhecido por seus avanços em práticas agrícolas sustentáveis, também se destaca na redução de emissões de metano no setor pecuário, preparando animais para o mercado em prazos mais curtos e aumentando a eficiência produtiva. Dias acredita no potencial das práticas agrícolas regenerativas para converter áreas degradadas em terras produtivas que sequestram carbono. Ele ressalta ainda a importância de parcerias estratégicas com empresas globais e a necessidade de um marco legislativo robusto para fomentar o mercado de remoção de carbono.

“Acreditamos que um futuro sustentável depende de esforços colaborativos, tanto no setor público quanto privado, para criar soluções viáveis e escaláveis,” conclui o engenheiro agrônomo.





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Chuva acima de 150 mm pode causar transtornos e impactar lavouras


A previsão do tempo para este fim de semana indica chuvas intensas em grande parte das regiões Sudeste e Centro-Oeste, impulsionadas pela atuação de uma frente fria e áreas de baixa pressão. Segundo o meteorologista Gabriel Rodrigues, os acumulados podem ultrapassar 150 mm em algumas áreas até domingo (29), exigindo atenção redobrada tanto para as cidades quanto para a agricultura.

Sudeste em alerta

Desde a quinta-feira (26), chuvas volumosas já vêm sendo registradas no interior de São Paulo, Minas Gerais e Rio de Janeiro. Para esta sexta-feira (27), a expectativa é de precipitações bem distribuídas nesses estados, com volumes variando entre 20 e 30 mm e pontuais que podem superar 50 mm em 24 horas.

No sábado (28), as instabilidades devem continuar, atingindo também o leste de Santa Catarina e Paraná. As chuvas mais intensas, no entanto, se concentram no sul de Minas Gerais, Rio de Janeiro e no Vale do Paraíba, onde os acumulados podem ultrapassar os 30 mm, com episódios mais localizados.

No domingo (29), o cenário se agrava. Regiões como o leste de Minas Gerais e o norte do Rio de Janeiro podem registrar acumulados superiores a 80 mm, elevando o risco de alagamentos e deslizamentos. Esse volume expressivo de chuva preocupa devido à continuidade das precipitações nos dias anteriores.

Impactos na agricultura

As chuvas intensas têm potencial de prejudicar lavouras importantes. No Sudeste, a florada dos pés de café pode ser comprometida, enquanto a colheita do feijão em São Paulo deve enfrentar atrasos. Nas plantações de milho e soja, o excesso de umidade aumenta a pressão por doenças fúngicas e dificulta a realização de tratos culturais, como pulverizações.

No Centro-Oeste, estados como Goiás, Mato Grosso, Tocantins e Rondônia também estão na rota de grandes volumes de chuva. Regiões produtoras de grãos como soja e milho terão que lidar com o aumento da umidade, fator que pode impactar diretamente na qualidade da safra.

Áreas com tempo firme

Apesar do cenário de chuvas, algumas regiões terão predomínio de tempo firme. O sudoeste do Mato Grosso do Sul, oeste do Paraná, oeste de Santa Catarina e metade sudoeste do Rio Grande do Sul devem registrar apenas pancadas isoladas e passageiras. No Norte de Minas Gerais, interior da Bahia e sul do Piauí, o tempo seco deve predominar, em contraste com a situação no sul de Minas.

Atenção redobrada para o campo e as cidades

O meteorologista Gabriel Rodrigues reforça que o monitoramento das condições climáticas será essencial neste fim de semana, especialmente nas áreas mais afetadas pelas chuvas intensas. Além dos desafios para a agricultura, cidades no Sudeste e Centro-Oeste devem se preparar para possíveis transtornos urbanos, como enchentes e quedas de barreiras.





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Preços do café batem recordes históricos em 2024



Alta foi impulsionada pelo clima adverso e menor oferta global




Foto: Pixabay

O ano de 2024 será lembrado como um marco no mercado de café, com os preços das variedades robusta e arábica alcançando patamares históricos no Brasil. Segundo dados do Cepea (Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada), os valores mais que dobraram ao longo do ano, refletindo uma combinação de fatores como condições climáticas desfavoráveis, menor produção nacional e dificuldades logísticas no mercado internacional.

Para o café robusta, o Indicador CEPEA/ESALQ atingiu sucessivos recordes reais desde o início da série histórica, em 2001. A média mensal do preço da saca de 60 kg saiu de R$ 740 em dezembro de 2023 para impressionantes R$ 1.800 em dezembro de 2024. Já o café arábica registrou seu maior patamar real desde 1997, com o preço médio saltando de R$ 970 para R$ 2.000 por saca no mesmo período.

Um dos destaques foi a valorização expressiva do robusta, que, entre agosto e setembro, operou acima do preço do arábica – um feito inédito e reflexo da forte demanda externa pelo grão brasileiro. O robusta iniciou o ano com alta significativa, impulsionada pela retração na oferta global. A produção vietnamita, principal concorrente do Brasil, foi prejudicada por ataques a navios comerciais no Mar Vermelho, dificultando o envio do café à Europa e direcionando compradores ao mercado brasileiro.

No Brasil, o cenário climático foi desafiador. Apesar das boas expectativas para a safra 2024/25 devido ao clima chuvoso no início do ano, a estiagem prolongada e o calor após abril prejudicaram o desenvolvimento dos grãos. A colheita abaixo do esperado reduziu os estoques e sustentou os preços em alta durante todo o ano.

Com a demanda aquecida e a oferta limitada, especialistas apontam que o mercado de café deve continuar volátil, reforçando a importância de estratégias de comercialização e gestão de estoques para produtores brasileiros.





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Produtor conquista cobertura negada por seguradora



Sem alternativas, o produtor recorreu à Justiça



Sem alternativas, o produtor recorreu à Justiça
Sem alternativas, o produtor recorreu à Justiça – Foto: Divulgação

Uma decisão judicial recente beneficiou um produtor de café de Minas Gerais, representado pelo escritório Lutero Pereira & Bornelli Advogados, ao garantir o pagamento de indenização securitária negada pela BB Seguros. As informações foram divulgadas por Tobias Marini de Salles Luz, advogado especialista em agronegócio e sócio da banca Lutero Pereira & Bornelli Advogados. 

Após uma geada severa em junho de 2021 destruir 74,8 hectares de lavoura, a seguradora reconheceu os danos e determinou a poda das plantas, mas pagou apenas a cobertura referente à vida da planta. Quando o produtor acionou o seguro para a cobertura de produtividade, prevista no contrato, a seguradora negou o pedido, alegando que a colheita de 2022 estaria fora da vigência da apólice.  

Sem alternativas, o produtor recorreu à Justiça. O juízo da comarca de Machado/MG reconheceu que a apólice previa coberturas cumulativas e concluiu que o fato gerador do sinistro, a geada, ocorreu dentro do período de vigência. Foi estabelecido o nexo de causalidade entre o evento climático, a poda obrigatória e a perda de produção no ano seguinte, condenando a BB Seguros a pagar também a indenização pela produtividade perdida.  

O caso revelou uma falha comum nas apólices de seguro agrícola para cafeicultura. Como destacado no livro Seguro Rural, de Tobias Luz, essas apólices geralmente possuem vigência anual, enquanto o ciclo produtivo do café é bianual, permitindo interpretações que prejudicam os produtores. No caso, a determinação de poda reduziu a indenização em 50%, embora fosse uma exigência da seguradora.  Essa decisão, segundo ele, reforça o dever das seguradoras de cumprirem os contratos e serve como alerta para ajustes no setor, promovendo maior equilíbrio e proteção aos produtores rurais.

 





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Ferrugem do café é grande problema para o Brasil



Os sintomas da ferrugem incluem manchas amarelas nas folhas



Algumas medidas preventivas podem ser tomadas
Algumas medidas preventivas podem ser tomadas – Foto: Divulgação

A ferrugem do café, causada pelo fungo Hemileia vastatrix, é um dos maiores desafios enfrentados pela cafeicultura brasileira. De acordo com Adriano Pereira Solidário, proprietário da Agência AgroPulse, a doença pode comprometer severamente a produtividade das lavouras, levando a perdas de até 50% na produção e uma drástica redução na qualidade dos grãos. Este é um alerta urgente para os cafeicultores, que precisam estar atentos aos sintomas e às condições que favorecem o desenvolvimento da doença.

Nesse contexto, os sintomas da ferrugem incluem manchas amarelas nas folhas, o aparecimento de pó alaranjado na parte inferior das folhas e a queda precoce das folhas afetadas. Esses sinais indicam a presença do fungo e, se não tratados de maneira eficaz, podem levar ao enfraquecimento das plantas, prejudicando o rendimento da lavoura. As condições climáticas favoráveis à ferrugem são um clima úmido e ameno, com temperaturas entre 15°C e 25°C, e plantações sombreadas, que criam um ambiente ideal para a propagação do fungo.

Para prevenir a doença do café, o especialista recomenda a adoção de medidas práticas, como o uso de variedades resistentes ao fungo, a realização de podas regulares, a aplicação de fungicidas preventivos e o controle da umidade no cultivo. Essas ações podem ajudar a proteger as plantações e minimizar os impactos da ferrugem, assegurando uma produção de café saudável e com qualidade. Sendo assim, ele conclui que o controle eficiente é essencial para manter a competitividade da cafeicultura brasileira no mercado internacional.

 





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Bahia inicia plantio da safra 2024/2025 de algodão com perspectivas positivas


Os produtores de algodão da Bahia deram início, neste dia 21 de novembro, ao plantio da safra 2024/2025 na região oeste do estado. No sudoeste, o calendário foi antecipado, com os trabalhos começando em 1º de novembro. Após a colheita da safra 2023/2024, que obteve resultados expressivos, foi respeitado o período do vazio sanitário, essencial para eliminar restos de cultura e plantas daninhas, além de permitir a recomposição do solo.

Na safra anterior, a Bahia cultivou uma área total de 345.431 hectares, com uma produção de 691,4 mil toneladas de pluma. Desse total, 247.609 hectares (71,68%) foram destinados à área de sequeiro, enquanto 97.821 hectares (28%) foram irrigados. A produtividade média foi de 325,45 arrobas de algodão em caroço por hectare, resultando em 2.001 kg de pluma por hectare, de acordo com a Associação Baiana dos Produtores de Algodão (Abapa).

Para a nova safra, que deve ser encerrada até 10 de fevereiro de 2025, a expectativa é positiva. “Este ano, as chuvas estão dentro da normalidade, o que é um fator determinante para o sucesso da safra. Considerando os preços baixos do algodão no mercado, alcançar boa produtividade é essencial para que a cultura continue viável. Nesse cenário, o clima favorável é determinante para garantir margem ao produtor”, destaca o presidente da Abapa, Luiz Carlos Bergamaschi.

Segundo ele, o trabalho que os produtores vêm realizando ao longo dos anos também é um fator a ser considerado para uma entrega de qualidade. “Os produtores baianos vêm demonstrando um alto nível de profissionalização, com investimentos consistentes em tecnologia, pesquisa e práticas sustentáveis. Esse comprometimento tem sido fundamental para entregar um algodão de alta qualidade, atendendo às exigências do mercado nacional e internacional. Esse esforço, aliado ao clima favorável, até o momento, nos traz uma expectativa promissora para esta safra”, conclui Bergamaschi.

Quanto à área destinada ao cultivo nesta safra, ainda há expectativa de crescimento, mas os números exatos serão definidos conforme a evolução do plantio.





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Qual o melhor herbicida pré-emergente para a soja?


O controle de plantas daninhas na cultura da soja é um desafio constante para os agricultores, e a utilização de herbicidas pré-emergentes se mostra uma ferramenta valiosa nesse manejo. Carlos Moreira, engenheiro agrônomo e consultor técnico de vendas da D’PLANTA, compartilhou informações importantes sobre o uso desses produtos. 

Para o controle de plantas daninhas de folha larga, ele destacou o Diclosulam, um herbicida com ação residual ideal para as primeiras aplicações do manejo outonal, atuando no controle do banco de sementes e eficaz contra buva e capim-amargoso, com dosagem recomendada de 29,8 a 41,7 g ha-1 e possibilidade de mistura com glifosato e 2,4-D, exigindo solo úmido para aplicação. O Flumioxazin também foi citado como opção com ação residual para controle do banco de sementes, podendo ser usado no manejo outonal ou no sistema aplique-plante, controlando buva e capim-amargoso, com dosagem de 40 a 120 g ha-1 e compatibilidade com glifosato, 2,4-D e imazetapir. 

Outra opção é o Sulfentrazone, com ação residual para a primeira aplicação do manejo outonal, controlando folhas largas e algumas gramíneas, com dosagem de 0,5 L ha-1 devido à variação na seletividade entre cultivares, podendo ser misturado com glifosato, 2,4-D, chlorimuron e clomazone, sendo recomendado para áreas com tiririca. No controle de gramíneas, Moreira mencionou o S-metolachlor, com ação residual e utilizado no sistema aplique-plante, eficaz contra capim-amargoso e capim-pé-de-galinha, com dosagem de 1,5 a 2,0 L ha-1 e possibilidade de mistura com glifosato, devendo ser evitado em solos arenosos e exigindo solo úmido com previsão de chuvas. 

A Trifluralina também foi citada, com ação residual para a primeira aplicação do manejo outonal, controlando capim-amargoso e capim-pé-de-galinha, com dosagem de 1,2 a 4,0 L ha-1, variando conforme a planta daninha e a cobertura do solo, podendo ser misturada com glifosato e graminicidas, exigindo solo úmido e livre de torrões, com atenção para formulações antigas que podem ter problemas com fotodegradação e eficiência reduzida em solos com muita palha ou seca. 

Por fim, o Clomazone foi mencionado como herbicida com ação residual para o sistema plante-aplique, controlando capim-colchão, capim-pé-de-galinha e algumas folhas largas de sementes pequenas, com dosagem de 1,6 a 2,0 L ha-1, variando conforme a planta daninha e a cobertura do solo, podendo ser misturado com glifosato e sulfentrazone.

 





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Farelo impulsiona alta da soja em Chicago



O movimento também refletiu a continuidade da cobertura de posições vendidas



O movimento também refletiu a continuidade da cobertura de posições vendidas
O movimento também refletiu a continuidade da cobertura de posições vendidas – Foto: Nadia Borges

Segundo informações da TF Agroeconômica, os contratos futuros de soja negociados na Bolsa de Chicago (CBOT) encerraram a quinta-feira em alta, com destaque para o farelo de soja, que subiu mais de 4% no dia. O contrato de soja para janeiro, referência para a safra brasileira, teve alta de 1,46%, fechando a US$ 988,00 por bushel. O contrato de março subiu 1,79%, encerrando a US$ 997,25 por bushel. Já o farelo de soja para janeiro registrou uma valorização de 4,55%, cotado a US$ 305,7 por tonelada curta, enquanto o óleo de soja para o mesmo mês recuou 0,98%, finalizando a US$ 39,47 por libra-peso.  

A alta da soja foi sustentada principalmente pelo desempenho expressivo do farelo, que acumula ganhos de 10% nas últimas cinco sessões. O movimento também refletiu a continuidade da cobertura de posições vendidas iniciada na terça-feira. Apesar disso, a ampla oferta de soja nos Estados Unidos e a previsão de uma safra robusta na América do Sul limitaram um avanço mais significativo nos preços. Adicionalmente, as recentes chuvas nas regiões produtoras do Brasil devem beneficiar o desenvolvimento das lavouras, contribuindo para a pressão sobre os valores.  

Entre os fatores que explicam a forte alta do farelo, está a fraqueza persistente do óleo de soja, alimentada por incertezas em relação ao programa de biodiesel nos Estados Unidos sob a administração Trump. Caso haja uma redução na demanda por óleo de soja para biodiesel, isso poderá diminuir o ritmo de processamento da oleaginosa, impactando diretamente os estoques de farelo. Esse cenário reforça a importância de acompanhar os desdobramentos nos mercados globais de derivados de soja, que continuam a influenciar significativamente as negociações e as perspectivas para os próximos meses.  





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