sexta-feira, abril 10, 2026

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um ano de desafios e conquistas no agronegócio brasileiro


O agronegócio brasileiro enfrentou um ano de desafios e avanços em 2024. De enchentes históricas no Rio Grande do Sul que afetaram a produção de grãos à abertura de novos mercados internacionais, cada mês trouxe lições para o setor. A vitória de Donald Trump nos Estados Unidos, a regulamentação dos bioinsumos no Brasil e as iniciativas sustentáveis do Plano Safra reforçaram a importância de inovação, resiliência e adaptação em um cenário cada vez mais complexo. Confira os principais destaques mês a mês.

Janeiro: soja em foco e desafios do produtor rural

As previsões para a safra de soja marcaram o início do ano. Segundo a TF Agroeconômica, a produção brasileira poderia alcançar 154 milhões de toneladas, desafiando a visão pessimista de algumas análises regionais. Apesar disso, os estoques globais elevados, que passaram de 101,92 milhões para 114,21 milhões de toneladas, pressionaram os preços para baixo. A recomendação para os produtores foi vender o quanto antes, evitando perdas ainda maiores.

Além do mercado da soja, os custos elevados e a necessidade de sustentabilidade pautaram as discussões no campo. A tecnologia UC System foi destaque, permitindo a limpeza rápida de mangueiras hidráulicas e reduzindo o consumo de óleo das máquinas agrícolas. Essa inovação fortaleceu a economia circular, alinhando-se às demandas do ESG (ambiental, social e governança).

Outro ponto relevante foi o alerta para os danos causados pela contaminação em sistemas hidráulicos, que representam 80% das falhas em máquinas agrícolas. Ao adotar práticas preventivas, os produtores poderiam evitar prejuízos de até R$ 150 mil por máquina, contribuindo para a produtividade e sustentabilidade no campo.

Fevereiro: pressões internacionais e mercados em ebulição

O avanço das exportações brasileiras para a Europa gerou protestos de produtores locais, que pressionaram seus governos para impor barreiras ao comércio. A competitividade brasileira, segundo Aline Locks, CEO da Produzindo Certo, desafiou os modelos produtivos europeus, levando líderes políticos, como Emmanuel Macron, a se posicionarem contra acordos comerciais com o Mercosul.

Outro destaque foi o aumento das compras de soja brasileira pelos Estados Unidos, motivadas pela sua alta qualidade e preço competitivo. Esse movimento inédito despertou atenção no mercado internacional, gerando especulações sobre o impacto nas cotações em Chicago. Especialistas alertaram para o efeito de novas transações no equilíbrio da oferta e demanda globais.

Enquanto isso, no Brasil, as negociações com mais de 160 países destacaram o papel estratégico do agro na geopolítica global. A diversificação dos mercados e a necessidade de atender a exigências ambientais reforçaram a importância de um planejamento robusto para manter a liderança no setor.

Março: liderança no Paraguai e alta no preço do leite

A história inspiradora de José Marcos Sarabia, brasileiro que se tornou líder do agronegócio no Paraguai, ganhou destaque com o lançamento de seu livro “Sementes de Sucesso”. O relato de Sarabia trouxe lições de resiliência, inovação e visão estratégica, ressaltando a importância da sucessão familiar para o crescimento sustentável dos negócios.

Enquanto isso, o preço do leite no Brasil registrou alta de 4,5% pelo terceiro mês consecutivo, conforme o Cepea. Essa valorização foi acompanhada por aumentos nos derivados lácteos, como o leite UHT e a muçarela. Apesar disso, o déficit da balança comercial do setor foi reduzido devido ao crescimento das exportações, indicando uma recuperação gradual.

No cenário agrícola, produtores enfrentaram desafios com os custos estáveis da pecuária leiteira. Mesmo com a desvalorização dos grãos, outros insumos encareceram, mantendo o custo operacional elevado. O cenário exigiu estratégias eficientes para sustentar a produção e atender à crescente demanda interna e externa.

Abril: rota para a Ásia e BRICS no mercado de grãos

O Brasil celebrou a abertura do mercado sul-coreano para subprodutos de origem animal, marcando a 27ª conquista comercial do agronegócio no ano. A expansão fortaleceu a posição brasileira como fornecedor estratégico na Ásia, impulsionando as exportações de farinhas e gorduras de aves.

Simultaneamente, a Rússia pressionou os BRICS para criar uma bolsa de grãos interbloco, buscando maior influência nos preços globais. O presidente Vladimir Putin destacou a necessidade de alternativas ao controle europeu e norte-americano sobre as cotações, gerando discussões sobre a viabilidade do projeto.

Essa iniciativa dividiu opiniões entre os países-membros, que consideraram os benefícios econômicos e os desafios técnicos da proposta. Para o Brasil, o fortalecimento do BRICS poderia abrir novas oportunidades comerciais, mas também exigir adaptações no modelo produtivo.

Maio: enchentes no RS e impacto na produção

As enchentes no Rio Grande do Sul devastaram áreas agrícolas, deixando mais de 422 mil pessoas afetadas e causando prejuízos significativos na produção de soja, arroz e milho. Especialistas destacaram que a interrupção da colheita resultou em perdas de milhões de toneladas, pressionando os preços futuros das commodities.

Além disso, a logística do setor foi comprometida, com bloqueios nas estradas dificultando o transporte de rações e insumos para a cadeia produtiva de carnes. A tragédia evidenciou a necessidade de infraestrutura mais resiliente e de políticas públicas voltadas à mitigação de riscos climáticos.

Históricos comparativos mostraram que a enchente de 2024 superou a devastação de 1941, quando Porto Alegre enfrentou 24 dias de chuvas consecutivas. Os números reforçaram o impacto das mudanças climáticas e a importância de estratégias preventivas.

Junho: recuperação do solo e alta nos fertilizantes

A erosão do solo no RS emergiu como um dos maiores desafios pós-enchentes, exigindo práticas de manejo que favorecessem a regeneração da matéria orgânica. Especialistas alertaram que a recuperação poderia levar até uma década, dependendo de investimentos públicos e privados.

Os preços dos fertilizantes também dispararam, com alta de 21% na ureia importada devido a restrições em países produtores como Egito e China. O aumento agravou os custos de produção, especialmente para culturas de grãos, pressionando a rentabilidade dos produtores.

A situação destacou a necessidade de políticas que incentivassem o uso de bioinsumos e tecnologias mais acessíveis, reduzindo a dependência de insumos importados e fortalecendo a segurança alimentar.

Julho: Plano Safra impulsiona sustentabilidade e inovação

O Governo Federal lançou o Plano Safra 2024/2025, com R$ 400,59 bilhões destinados ao setor agropecuário. Desse total, R$ 293,29 bilhões foram alocados para custeio e comercialização, enquanto R$ 107,3 bilhões apoiaram investimentos. Entre as inovações, destacou-se o programa RenovAgro, que promoveu práticas sustentáveis, como recuperação de áreas degradadas e implantação de sistemas integrados de produção.

As taxas de juros foram ajustadas para atrair ainda mais adesão. Produtores enquadrados no Pronamp tiveram acesso a financiamentos com juros de 8% ao ano, enquanto programas específicos ofereceram taxas entre 7% e 12%. Além disso, o uso de Letras de Crédito do Agronegócio (LCA) permitiu maior flexibilidade no acesso a recursos.

Outra novidade foi o RenovAgro Ambiental, que financiou reparações ambientais em áreas embargadas, incentivando a regularização e o uso sustentável das terras. Essa abordagem fortaleceu o compromisso do Brasil com a sustentabilidade, alinhando produção e preservação.

Agosto: Congresso Andav e as oportunidades globais do agro

Durante a 13ª edição do Congresso Andav, Paulo Guedes ressaltou o papel estratégico do Brasil no agronegócio global. Em sua palestra, destacou o potencial do país para liderar a segurança alimentar e energética mundial, alertando para a importância de decisões internas assertivas e estratégias que evitem a autossabotagem.

A análise de Guedes abordou o cenário de escassez de alimentos e energia enfrentado por várias nações, reforçando a posição privilegiada do Brasil como fornecedor global. Ele afirmou que a combinação de recursos naturais, tecnologia e políticas públicas consistentes pode consolidar o país como líder no setor.

A mensagem principal foi clara: o agronegócio brasileiro tem tudo para prosperar, desde que saiba aproveitar suas vantagens competitivas e superar desafios internos. A integração entre agroindústria e sustentabilidade foi apontada como caminho essencial para o futuro.

Setembro: exportações de soja sob pressão

O ritmo acelerado das exportações brasileiras de soja em setembro gerou preocupações sobre um possível esgotamento do excedente exportável. Projeções indicaram remessas de 8,45 milhões de toneladas em agosto e entre 6,25 e 6,75 milhões de toneladas em setembro. Com 90,6% da meta anual já alcançada, analistas levantaram dúvidas sobre a sustentabilidade desse ritmo.

Os impactos dessa situação foram sentidos no mercado global. Uma eventual redução na oferta brasileira poderia influenciar os preços internacionais, alterando a dinâmica da demanda e afetando estoques estratégicos de grandes importadores, como a China.

Além disso, o cenário evidenciou a complexidade do mercado de commodities agrícolas. Estratégias de longo prazo para equilibrar exportações e estoques internos se tornaram essenciais para manter a competitividade e atender às demandas internacionais sem comprometer o mercado interno.

Outubro: municípios mais ricos do agro lideram produção nacional

Dados do IBGE revelaram os 100 municípios mais produtivos do Brasil em 2023, responsáveis por 31,9% do valor total da produção agrícola. Sorriso (MT) liderou a lista, com uma produção avaliada em R$ 8,31 bilhões, seguido por São Desidério (BA) e Sapezal (MT).

A soja manteve sua posição como a cultura mais valiosa, representando 42,8% do total, seguida pelo milho e pela cana-de-açúcar. A diversidade da produção brasileira ficou evidente com a relevância de culturas como algodão, café e laranja, consolidando o país como um dos maiores fornecedores globais de alimentos.

A região Centro-Oeste destacou-se com 36 municípios na lista, mostrando a força agrícola de estados como Mato Grosso e Goiás. Esses números reforçaram a importância da inovação e da gestão eficiente para sustentar o crescimento e a competitividade do agronegócio.

Novembro: Trump, China e os reflexos no agro brasileiro

A vitória de Donald Trump na eleição presidencial dos Estados Unidos reacendeu debates sobre uma possível nova guerra comercial com a China. Em seu mandato anterior, Trump impôs tarifas sobre produtos chineses, levando Pequim a retaliar com tarifas sobre produtos agrícolas norte-americanos, como soja e milho.

O Brasil, que se beneficiou dessa disputa em 2018 e 2019, está novamente em posição de vantagem. Caso Trump reinicie as tarifas, espera-se um aumento nas exportações brasileiras para a China. No entanto, analistas alertaram para os riscos de volatilidade no mercado e possíveis pressões sobre a capacidade produtiva do país.

Além disso, as políticas migratórias mais rígidas de Trump, que afetam a mão de obra agrícola nos EUA, podem beneficiar indiretamente o Brasil, destacando sua competitividade no fornecimento global de alimentos.

Dezembro: bioinsumos regulamentados e a segurança jurídica para o agro

O Senado aprovou o PL 658/21, que regulamenta a produção e o uso de bioinsumos, consolidando o Brasil como referência em práticas agrícolas sustentáveis. O projeto corrigiu lacunas normativas que colocavam em risco a autonomia dos agricultores e a inovação no setor.

A Associação Brasileira de Bioinsumos (ABBINS) celebrou a aprovação como um marco para a agricultura regenerativa e a segurança jurídica. A medida foi vista como um incentivo à redução do uso de agrotóxicos, promovendo uma transição para sistemas mais sustentáveis e competitivos.

Com a sanção presidencial esperada, especialistas previram um crescimento acelerado no uso de bioinsumos, beneficiando não apenas o meio ambiente, mas também a saúde pública e a economia rural. O Brasil encerrou o ano com uma importante conquista para o futuro do agro.

Cada mês de 2024 reforçou a resiliência do agronegócio brasileiro diante de desafios climáticos, econômicos e políticos. O setor demonstrou sua capacidade de adaptação, inovando e ampliando sua relevância global. Com aprendizados , o ano deixou um legado de avanços que moldarão o futuro do agro no Brasil e no mundo.





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Clima e controle sanitário reforçam produção bovina



Levantamento revelou uma leve queda de 1,04% no Rio Grande do Sul




Foto: Divulgação

De acordo com o Informativo Conjuntural da Emater/RS-Ascar, divulgado na quinta-feira (26), as condições climáticas seguem beneficiando o desempenho dos rebanhos bovinos no Rio Grande do Sul. Temperaturas amenas e ventos têm contribuído para reduzir o calor nas horas mais quentes, promovendo o bem-estar animal.

As infestações por carrapato continuam baixas, mas produtores intensificam o controle de mosca-dos-chifres e berne com o uso de brincos mosquicidas. Já o período de parição foi finalizado, e o processo de engorda dos bovinos e a reprodução dos touros seguem avançando.

Em terneiros recém-nascidos, os cuidados preventivos contra miíases permanecem prioritários, enquanto os índices de cio e as condições corporais adequadas indicam alto potencial reprodutivo nos rodeios de cria.

Bagé e Candiota – Matrizes apresentam excelente recuperação corporal no pós-parto, e os terneiros mostram bom desenvolvimento.

Dom Pedrito – A temporada de monta já está avançada, com apartes de touros finalizados em várias propriedades.

São Gabriel – Inseminações artificiais em tempo fixo (IATF) foram realizadas, e touros seguem em atividade.

Caxias do Sul – Bovinos confinados recebem dietas balanceadas, como silagem e feno, favorecendo o ganho de peso.

Passo Fundo – Produtores intensificam o controle de parasitas e monitoram o rebanho para evitar tristeza parasitária bovina (TPB). Pelotas – Condições climáticas favorecem o campo nativo e as pastagens perenes, assegurando boas condições corporais e ajustes na lotação animal.

Santa Maria – O escore corporal dos rebanhos melhora com o término da parição, enquanto vacas com cria demandam nutrição adequada para garantir desmame eficiente.

Santa Rosa – A comercialização diminuiu e os preços se estabilizaram com a finalização das escalas de abate para o período de Natal.

O levantamento semanal da Emater/RS-Ascar revelou uma leve queda de 1,04% no preço médio do boi gordo, que passou de R$ 10,56/kg vivo para R$ 10,45/kg vivo. Em contrapartida, o preço da vaca para abate registrou alta de 0,54%, subindo de R$ 9,32/kg vivo para R$ 9,37/kg vivo.





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Tabaco apresenta projeções de alta produtividade


De acordo com o Informativo Conjuntural da Emater/RS-Ascar, divulgado na quinta-feira (26), no Rio Grande do Sul, a safra de tabaco segue com boas perspectivas para a temporada 2024/2025. O clima favorável tem impulsionado o desenvolvimento das lavouras, com destaque para as regiões de Pelotas, Santa Rosa, Soledade e Frederico Westphalen.

Na região de Pelotas, a colheita já atingiu 20% da área plantada e deve se intensificar até fevereiro, encerrando em março. A área total cultivada é de 27.363 hectares, envolvendo 8.977 produtores. O desenvolvimento das plantas é considerado excelente, graças às chuvas regulares que mantiveram o solo úmido ao longo do ciclo. Além da colheita, os agricultores seguem com o manejo de capações (eliminação das inflorescências) e aplicações de produtos para controle de brotações.

Em Santa Rosa, houve expansão da área plantada em razão das boas condições para a cultura, especialmente em Porto Lucena e São Paulo das Missões. A colheita já atinge 70% das lavouras, com produtividade estimada em 2.300 kg/ha, superando a média das últimas safras. Produtores estão otimistas com os rendimentos, atribuídos à combinação de boa luminosidade e temperaturas elevadas.

Na região de Soledade, a colheita está em fase final, com dois terços das lavouras já colhidas. A maturação das folhas foi acelerada pelas condições climáticas, resultando em uma safra abundante. A grande oferta para cura nas estufas gerou filas, mas não comprometeu a qualidade do tabaco. Apesar de uma leve redução no valor da arroba, os preços seguem altamente favoráveis.

Em Frederico Westphalen, os tratos culturais continuam, com controle de pragas e manejo de brotações. A umidade do solo e as temperaturas elevadas favoreceram o crescimento das plantas, permitindo que a colheita avance conforme o cronograma. Na região, o sistema de cultivo em galpão permanece como método principal, com plantas penduradas em arames para secagem.

A mão de obra, em grande parte, é familiar, e nas propriedades maiores, diaristas são contratados para auxiliar no corte. O tabaco colhido passa por um pré-murchamento de quatro a cinco dias na lavoura, facilitando a secagem e o transporte. A produtividade média tem se mantido elevada, com preços estimados em R$ 230,00 por arroba no mercado paralelo. Para produtores vinculados a empresas fumageiras, há expectativa de classificação na categoria B1, que garante melhor remuneração, conforme  o Informativo Conjuntural.





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Chuvas impulsionam safras de verão na Austrália



As temperaturas no oeste chegaram a atingir 40°C nos dias mais quentes




Foto: Divulgação

O boletim semanal Weekly Weather and Crop Bulletin, divulgado nesta terça-feira (26) pelo Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA), apontou que o clima na Austrália tem apresentado condições contrastantes, beneficiando algumas regiões e trazendo desafios para outras.

No sul de Queensland e nordeste de Nova Gales do Sul, chuvas generalizadas, variando entre 10 a 50 mm ou mais, mantiveram níveis de umidade considerados adequados a abundantes para o desenvolvimento das safras de verão. Apesar de o excesso de umidade ter atrasado o plantio adicional de sorgo, as condições gerais foram classificadas como boas para as plantações.

Já no restante de Nova Gales do Sul e no estado de Victoria, o clima quente e predominantemente seco contribuiu para a secagem dos grãos de inverno maduros que aguardavam a colheita. No entanto, o calor extremo registrado em algumas áreas levou à imposição de proibições temporárias de incêndio, provocando interrupções pontuais nos trabalhos de campo.

Nos estados de Austrália do Sul e Austrália Ocidental, o tempo quente e seco favoreceu a conclusão das atividades de colheita das safras de inverno. De acordo com o relatório, o processo está praticamente finalizado nessas regiões.

As temperaturas no oeste chegaram a atingir 40°C nos dias mais quentes. Já no sudeste, os termômetros registraram valores ainda mais elevados, com máximas superiores a 45°C em algumas áreas. No nordeste, as temperaturas ficaram dentro da média, com máximas em torno de 30°C.





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chuvas sazonais beneficiam produção de arroz



Safras de óleo de palma e arroz superam desafios climáticos no sudeste asiático




Foto: Pixabay

O boletim semanal Weekly Weather and Crop Bulletin, divulgado nesta terça-feira (26) pelo Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA), revelou que chuvas intensas continuam a impactar partes do sudeste asiático, particularmente as regiões orientais das Filipinas, Malásia e Indonésia. Apesar das condições adversas, a produção agrícola na região mantém expectativas positivas.

No leste das Filipinas, fortes fluxos de vento do leste trouxeram chuvas abundantes, especialmente nas regiões de Luzon e Mindanao, onde os volumes superaram os 150 mm. As inundações submergiram algumas plantações de arroz ainda nos estágios iniciais de desenvolvimento, porém, segundo o USDA, não houve relatos de danos generalizados à produção.

No sul do sudeste asiático, incluindo Malásia e Indonésia, as chuvas permaneceram dentro dos padrões sazonais, marcando um alívio após as inundações severas registradas nas semanas anteriores. Essa redução na intensidade das chuvas possibilitou a retomada parcial da colheita de óleo de palma, minimizando perdas adicionais nos rendimentos.

Na ilha de Java, na Indonésia, o clima úmido característico da estação chuvosa garantiu umidade suficiente para o desenvolvimento vegetativo das plantações de arroz. As condições atuais são favoráveis para a continuidade da produção, sustentando a expectativa de uma colheita estável.





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Pêssegos tem boa qualidade, mas doenças preocupam produtores



A colheita dos pêssegos de maior expressão já se aproxima do fim em Pelotas




Foto: Pixabay

De acordo com o Informativo Conjuntural da Emater/RS-Ascar, divulgado na quinta-feira (26), a colheita de pêssegos na região administrativa da Emater/RS-Ascar segue em ritmo acelerado, com destaque para a cultivar Eldorado, cuja safra está próxima do encerramento. Em algumas localidades, como Piratini, a colheita pode se estender por mais alguns dias devido à maturação tardia.

Apesar do avanço, produtores enfrentam desafios relacionados ao clima. As condições de alta umidade e baixa insolação durante o período de floração favoreceram o surgimento de podridão-parda, uma das principais doenças fúngicas da cultura. Essa situação impactou especialmente os frutos de cultivares tardias, reduzindo o calibre e antecipando a colheita.

Durante reunião do programa Sistema de Alerta para a Mosca-das-Frutas, técnicos recomendaram ações de limpeza nos pomares. Entre as orientações, destacam-se:

  • Poda verde e remoção de frutos mumificados para reduzir fontes de inóculo da doença.
  • Controle preventivo contra ferrugem e ácaros para evitar a queda precoce de folhas, período em que as plantas armazenam reservas para a próxima safra.

Pelotas – A colheita dos pêssegos de maior expressão já se aproxima do fim. Produtores seguem atentos à sanidade dos pomares para minimizar perdas.

Passo Fundo – Aproximadamente 65% dos pomares de variedades precoces já foram colhidos, apresentando boa sanidade. Os preços variam entre R$ 3,50 e R$ 4,00/kg, dependendo da qualidade.

Soledade – A colheita das variedades semitardias está em andamento. Os produtores mantêm o manejo de pragas e doenças, com preços oscilando entre R$ 4,00 e R$ 4,50/kg.





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produção de soja deve crescer 10,8% na safra 2024/25



Cotações oscilam em meio à oferta internacional




Foto: Pixabay

A safra de soja 2024/25 projeta um aumento na produção em Santa Catarina, conforme aponta o Boletim Agropecuário de dezembro, divulgado pela Empresa de Pesquisa Agropecuária e Extensão Rural de Santa Catarina (Epagri) e pelo Observatório Agro Catarinense.

Os dados indicam um avanço de 2,09% na área plantada, totalizando 768,6 mil hectares. Já a produtividade média deve crescer 8,56%, alcançando 3.743 kg/ha. Com isso, estima-se um crescimento de 10,8% na produção total, chegando a cerca de 2,87 milhões de toneladas na primeira safra.

Em novembro, os preços da soja no mercado catarinense apresentaram alta de 2,4% em relação ao mês anterior. Contudo, os primeiros dias de dezembro já registraram uma leve queda de 0,5% nos preços médios.

A pressão sobre as cotações está ligada à revisão na estimativa de produção mundial feita pelo Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA). A projeção atual para 2024/25 é de 427,1 milhões de toneladas (MT), um aumento expressivo em relação às 394,8 MT da safra anterior. O Brasil também contribui para essa elevação, com expectativa de colheita de 166,2 milhões de toneladas, volume 12,5% superior à safra passada.





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projeção de alta produtividade na próxima safra



Safra atual de feijão registra 1.500 kg/ha no RS




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Segundo o Informativo Conjuntural da Emater/RS-Ascar, divulgado na quinta-feira (26), a colheita do feijão 1ª safra no Rio Grande do Sul avança com bons resultados. As lavouras semeadas no início do período recomendado pelo Zoneamento Agrícola de Risco Climático (ZARC) já estão em estágio avançado de colheita e apresentam produtividade média de 1.500 kg/ha, dentro das expectativas para o ciclo agrícola atual.

Essas áreas iniciais representam cerca de 60% do total cultivado na primeira safra do Estado. As demais lavouras, localizadas nos Campos de Cima da Serra, foram semeadas de forma mais tardia e ainda estão em fase de plantio ou desenvolvimento.

Para a safra 2024/2025, a Emater/RS-Ascar estima um aumento na produtividade média, que deve atingir 1.864 kg/ha, resultado superior ao atual ciclo. A área total prevista para cultivo é de 28.896 hectares, consolidando o Rio Grande do Sul como um importante produtor do grão.





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Safra de morango enfrenta oscilações de produção


No Rio Grande do Sul,  produção de morangos apresenta variações entre as regiões. Fatores climáticos e ataques de pragas impactaram a qualidade e o rendimento em alguns polos, enquanto outras áreas mantêm bons índices produtivos, segundo o Informativo Conjuntural da Emater/RS-Ascar, divulgado na quinta-feira (26).

Na região de Santa Rosa, as altas temperaturas prejudicaram a polinização, reduzindo a oferta e a qualidade dos frutos. Além disso, o percevejo-dos-frutos (Neopamera bilobata), conhecido como “ligeirinho”, comprometeu a formação dos morangos, resultando em frutos menores e deformados. Com a queda na produção, os preços subiram: o produto in natura é comercializado por R$ 40,00/kg, enquanto o congelado é vendido a R$ 20,00/kg em feiras e mercados locais.

Na região de Pelotas, o término da primavera reduziu a produção das cultivares de dias curtos. Os preços variam de R$ 18,00 a R$ 35,00/kg, dependendo da qualidade e do ponto de venda.

Já em Caxias do Sul, a produção manteve bons volumes e qualidade, com frutos apresentando coloração, sabor e tamanho satisfatórios. Mesmo com a alta umidade e dias chuvosos, os produtores têm controlado doenças através de tratamentos fitossanitários.

No entanto, a mosca-da-asa-manchada (Drosophila suzukii) provocou danos comerciais em algumas áreas. Os produtores já estão se organizando para o próximo ciclo, planejando o plantio e encomendando mudas espanholas para fevereiro de 2025. Os preços variam entre R$ 20,00 e R$ 25,00/kg, com frutos de menor calibre vendidos entre R$ 12,00 e R$ 15,00/kg.

Na região de Lajeado, especialmente no município de Feliz, a safra segue favorecida pelo clima. Apesar do enfrentamento de fungos devido à umidade e da presença do ácaro como principal praga, a produtividade é considerada satisfatória, atingindo 700 gramas/planta na cultivar Fronteras. Produtores que utilizam o sistema de bancadas continuam obtendo frutos de forma contínua e de boa qualidade. Os preços na região variam entre R$ 12,00 e R$ 15,00/kg.





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Colheita de trigo aponta crescimento de 38% em SC



Santa Catarina encerra colheita de trigo com alta produtividade




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A safra de trigo em Santa Catarina alcançou resultados expressivos em 2024. Até o dia 30 de novembro, 98% das áreas cultivadas no estado já haviam sido colhidas, consolidando um ciclo produtivo marcado por condições climáticas favoráveis e qualidade elevada do grão, conforme apontam os dados da edição de dezembro do Boletim Agropecuário da Epagri, divulgados pelo Observatório Agro Catarinense.

Segundo o boletim, apesar de um mês de novembro chuvoso, que resultou em 92% das lavouras avaliadas como boas, 6% como médias e apenas 2% como ruins, a safra apresentou números promissores. O volume de precipitações e as temperaturas amenas favoreceram o desenvolvimento das plantas.

A produtividade média saltou de 2.237 kg/ha na safra de 2023 para 3.460 kg/ha neste ciclo, representando um aumento de 31% em relação à média nacional. No total, a produção estadual deve atingir 424,5 mil toneladas, 38% superior à safra anterior.

Área Plantada Sofre Redução, Mas Qualidade Compensa

Embora a área plantada tenha registrado uma redução de 10,8%, totalizando 122,7 mil hectares, a qualidade do trigo colhido compensou a menor extensão de lavouras. O peso hectolitro (PH), parâmetro essencial para definir a qualidade do grão, atingiu, em sua maioria, 78, indicando um produto adequado para a comercialização e com alta rentabilidade para os agricultores catarinenses.





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