sexta-feira, abril 10, 2026

Política & Agro

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Dólar encerra semana em leve alta



O desempenho da moeda foi influenciado pela baixa liquidez no mercado




Foto: Pixabay

O dólar comercial fechou esta sexta-feira (3) com leve alta de 0,29%, cotado a R$ 6,183 na venda, após oscilar entre ganhos e perdas ao longo da sessão. O desempenho da moeda foi influenciado pela baixa liquidez no mercado, que intensificou a volatilidade, e pela escassez de dados relevantes no cenário econômico do dia, conforme dados do InfoMoney.

Segundo as informações, na semana, a moeda norte-americana acumulou uma perda marginal de quase 0,2%, refletindo movimentos de correção e ajustes por parte dos investidores. Na B3, o contrato futuro do dólar com vencimento mais próximo subiu 0,31%, cotado a R$ 6,208 por volta das 17h03.

Dólar comercial

Compra: R$ 6,183

Venda: R$ 6,183

Dólar turismo

Compra: R$ 6,263

Venda: R$ 6,443





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cultivo de arroz e dendê avança com chuvas controlada



Nas Filipinas, as precipitações seguiram intensas nas áreas orientais




Foto: Pixabay

O Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) divulgou, na última terça-feira (31), o boletim semanal Weekly Weather and Crop Bulletin, destacando a volta de chuvas em níveis mais próximos da média sazonal em diversas regiões da Ásia, após um período de precipitações intensas.

Na Malásia e na Indonésia, as chuvas variaram entre 25 e 100 mm, contribuindo para a manutenção da umidade do solo, essencial para o cultivo de dendê (óleo de palma), sem prejudicar o avanço normal das colheitas. Em Java, na Indonésia, os volumes de chuva foram superiores a 100 mm em grande parte das localidades, favorecendo o cultivo de arroz.

Já nas Filipinas, as precipitações seguiram intensas nas áreas orientais, com acumulados superiores a 200 mm, resultando em enchentes em campos agrícolas e níveis excessivamente altos de água em arrozais. Segundo o boletim, muitas dessas regiões estão enfrentando o quarto dezembro mais chuvoso dos últimos 30 anos, com impactos significativos para a agricultura local.





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agropecuária recebe reforço de R$ 230,9 milhões do FCO Rural



Objetivo é impulsionar a agropecuária goiana




Foto: Pixabay

Segundo o informado pela Secretaria de Estado de Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Seapa) do Governo de Goiás, a agropecuária do estado será contemplada com R$ 230,9 milhões provenientes do Fundo Constitucional de Financiamento do Centro-Oeste (FCO), conforme aprovado pela Câmara Deliberativa do Conselho de Desenvolvimento do Estado de Goiás (CD/CDE) durante a 411ª Reunião Ordinária. O montante foi distribuído em 76 cartas-consulta aprovadas na última reunião do ano, realizada em dezembro.

Do total de recursos, mais de 70% serão destinados a produtores de pequeno porte, que receberão cerca de R$ 162 milhões. As propriedades de pequeno-médio porte ficarão com R$ 43,1 milhões (18,7%), enquanto as de médio porte serão beneficiadas com R$ 25 milhões (10,8%). A previsão é de que o investimento resulte na geração de 530 empregos diretos.

Instituído pela Constituição Federal de 1988 e regulamentado pela Lei nº 7.827, de 27 de setembro de 1989, o Fundo Constitucional do Centro-Oeste (FCO) tem como objetivo impulsionar o desenvolvimento econômico e social nos estados de Goiás, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul e no Distrito Federal. Os recursos, disponíveis por meio das modalidades FCO Empresarial e FCO Rural, podem ser acessados por produtores rurais, empresas, pessoas físicas, jurídicas e cooperativas de produção.





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Produção de erva-mate segue em crescimento


Segundo o Informativo Conjuntural divulgado pela Emater/RS nesta quinta-feira (2), a produção de erva-mate apresenta cenário positivo no Rio Grande do Sul. Com clima favorável e boas condições fitossanitárias, a cultura segue em desenvolvimento nas principais regiões produtoras do estado.

Na região de Frederico Westphalen, as mudas implantadas estão recebendo tratos culturais e monitoramento. A ausência de estiagens até o momento tem reduzido perdas e dispensado a necessidade de irrigação. A produção de folhas é considerada satisfatória, com clima favorável para o crescimento das plantas. Entretanto, colheita e industrialização seguem em ritmo lento devido ao período de brotação.

Os preços na região permanecem estáveis: R$ 24,00 por arroba para erva-mate folha destinada ao chimarrão; R$ 20,00 por arroba para folhas destinadas à exportação e tererê; e R$ 1,80 por muda de erva-mate.

Na região de Soledade, o período de brotação é intenso, embora apresente alta incidência de ampola, exigindo manejo cuidadoso. As chuvas têm mantido a umidade no solo, favorecendo o crescimento das plantas. A temperatura e a radiação solar também contribuem para o bom desenvolvimento. Os preços variam de R$ 18,00 a R$ 23,00 por arroba, dependendo da qualidade do produto.

Em Caxias do Sul, cerca de 650 hectares estão cultivados, concentrados principalmente na área de Guaporé. A erva-mate é uma atividade tradicional da agricultura familiar e, na maioria dos casos, a colheita ocorre por meio de parcerias com empresas beneficiadoras. Os sistemas variam entre monocultura, extrativismo e, em menor escala, agroflorestais, que agregam valor ao produto.

Há crescente demanda por produtos artesanais, feitos em menor escala e com manejo diferenciado. A cultura apresenta boas condições fitossanitárias, e os produtores seguem com colheitas, tratos culturais e adubação. Os preços praticados variam entre R$ 15,00 e R$ 18,00 por arroba para a erva convencional, e entre R$ 16,00 e R$ 20,00 por arroba para a erva orgânica.





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Colheita de melancia ganha ritmo



Melão também apresenta bons resultados




Foto: Canva

Segundo o Informativo Conjuntural divulgado nesta quinta-feira (2) pela Emater/RS-Ascar, a colheita de melancia avança no Rio Grande do Sul, com destaque para as regiões de Bagé, Quaraí e Pelotas. As áreas plantadas apresentam bons índices de produtividade, qualidade elevada das frutas e preços competitivos no mercado local e regional.

Em São Gabriel, na região de Bagé, foram implantados 75 hectares, com 30% da colheita já concluída. Cerca de 30% das lavouras ainda estão em fase de frutificação, 30% em floração e 10% em desenvolvimento vegetativo após plantio recente. As frutas colhidas possuem tamanhos grandes, com peso variando entre 17 e 20 kg. As variedades mais cultivadas são Jubilee e as híbridas Conquista e Combat.

O preço na lavoura oscila entre R$ 1,80 e R$ 1,90 por quilo, enquanto no comércio municipal, as unidades são vendidas por valores entre R$ 25 e R$ 30. Aproximadamente 40% da produção é destinada ao consumo local, e os outros 60% são comercializados em municípios vizinhos. Em Quaraí, foram plantados 70 hectares, e 10% das áreas já foram colhidas.

Na região de Soledade, apesar da redução nas chuvas e menor umidade no solo, o desenvolvimento das lavouras segue dentro do esperado e sem prejuízos significativos. Já na região de Pelotas, a cultura apresenta bom desenvolvimento após a realização de tratos culturais. Em Rio Grande, 60% das lavouras estão em frutificação, e a previsão é de que a colheita se intensifique a partir de fevereiro de 2025.

Em Santa Rosa, os produtores de melão que utilizam sistema de mulching com irrigação por gotejamento estão em plena colheita. A produção tem se mostrado satisfatória, com frutas de alta qualidade e comercialização regional. O preço médio praticado é de R$ 7,00 por quilo.





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Mercado de milho começa o ano com ajustes nas Bolsas


De acordo com informações da TF Agroeconômica, o mercado futuro de milho no Brasil apresentou movimentos mistos no início do ano, refletindo ajustes relacionados à queda do dólar e à expectativa de aumento de safra no país. Ao mesmo tempo, no mercado internacional, o milho negociado em Chicago registrou ganhos leves, impulsionado por fatores como a crescente produção de etanol nos Estados Unidos e uma demanda consistente.  

Na B3, os contratos futuros encerraram o dia com oscilações distintas. Para vencimentos mais curtos, como janeiro/25, houve recuo de R$ 0,55 no dia, fechando a R$ 73,25. O contrato de março/25 também apresentou queda diária de R$ 0,04, embora tenha acumulado alta semanal de R$ 0,41, encerrando igualmente a R$ 73,25. Já o vencimento maio/25 destacou-se positivamente, registrando alta de R$ 0,30 no dia e de R$ 0,60 na semana, encerrando a R$ 72,56.  

Enquanto isso, na Bolsa de Chicago (CBOT), as cotações para março, referência para a safra de verão brasileira, subiram 0,22%, fechando a $ 459,50 por bushel. O contrato de maio avançou 0,32%, encerrando a $ 467,25 por bushel. A elevação foi sustentada por um movimento contínuo de recompra de Fundos de Investimento e pelo aumento na produção de etanol de milho nos EUA, que cresce pela quarta semana consecutiva.  

Esses dados refletem as perspectivas otimistas para o consumo interno no Brasil e o fortalecimento da demanda externa nos Estados Unidos, indicando que o mercado de milho deve se manter dinâmico e influenciado por fatores como câmbio, safra e demanda por biocombustíveis.

 





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Mercado de milho segue lento


O mercado de milho do estado do Rio Grande do Sul segue lento, enquanto a colheita começa, segundo informações da TF Agroeconômica. “Nas indicações, manutenção: Santa Rosa a R$ 73,00; Não-Me-Toque a R$ 70,00; Marau e Gaurama R$ 70;00 Arroio do Meio, Lajeado e Frederico Westphalen a R$ 71,00 e Montenegro a R$ 74,00. Pedidas iniciando no R$ 75,00 FOB nas localidades, produtor sem pressa”, comenta.

A colheita de Santa Catarina está atrasada. “Produtores com pedidas ao menos R$ 2,00 acima, em que compradores hoje indicam a partir de R$ 72,00 no interior e R$ 73,00/75,00 CIF fábricas. Nas indicações, Chapecó a R$ 74,00; Campos Novos R$ 75,00; Rio do Sul a R$ 76,00; Videira R$ 73,00. Porto indicando R$ 67 outubro/R$ 69 novembro. Não ouvimos negócios no dia de hoje”, completa.

Mercado limitado no interior e no porto do Paraná. O plantio de milho foi concluído no Paraná, com a Conab destacando que as chuvas em grande parte do estado favoreceram o desenvolvimento da cultura. Durante as festas de final de ano, o mercado permaneceu praticamente fechado. Em Ponta Grossa, as consultas ficaram entre R$ 71 e R$ 72 FOB, enquanto em Paranaguá os preços CIF variaram de R$ 76 a R$ 77, com poucas negociações.

Mercado Spot praticamente nulo no final de ano no Mato Grosso do Sul. “O milho, que ocupava 2,3 milhões de hectares na segunda safra 2022/2023, caiu para 2,1 milhões na safra 2023/2024, passando de 6,6% para 5,9% da área total do estado. Em Dourados, o mercado disponível ficou entre R$ 64 e R$ 65 por saca FOB, com baixo volume negociado, já que produtores encerraram vendas antes do Natal. A retomada é esperada para janeiro”, conclui a consultoria agroeconômica”, conclui.

 





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Prêmios de milho seguem estáveis no início do ano



Na Argentina, o mercado manteve ampla oferta de opções de entrega



No mercado chinês, as cotações do milho para janeiro registraram queda de 1 CNY/t
No mercado chinês, as cotações do milho para janeiro registraram queda de 1 CNY/t – Foto: Claudio Neves/APPA

Segundo informações da TF Agroeconômica, os mercados de milho retomaram as atividades de forma tímida neste início de ano, com prêmios permanecendo inalterados em relação ao final de 2024. Em Paranaguá, as negociações seguem como referência, com prêmios para janeiro registrando venda a Sv (120) e compra a 101 (sC), base H5. Para os meses de julho e agosto, os prêmios apresentaram leve alta, com venda a 75 (+5) e compra a 59 (+2), base U5.  

No mercado chinês, as cotações do milho para janeiro registraram queda de 1 CNY/t, enquanto para março a redução foi de 6 CNY/t. Produtos derivados, como amido de milho, também apresentaram recuo: 16 CNY/t para janeiro e 15 CNY/t para março. No segmento de proteínas, os preços dos ovos caíram 30 CNY/500kg para janeiro e subiram 2 CNY/500kg para fevereiro. Já o suíno sofreu queda de 365 CNY/t para janeiro, mas apresentou alta de 265 CNY/t para março.  

Na Argentina, o mercado manteve ampla oferta de opções de entrega, com preços estáveis e poucas variações operacionais. O melhor preço para desembarque imediato foi A$ 187 mil/t, enquanto a parcela contratual subiu A$ 5 mil/t, atingindo A$ 190 mil/t. Para entrega entre março e abril, o preço do milho do próximo ciclo comercial permaneceu em US$ 175/t, e para o cereal de colheita tardia, em US$ 165/t.  

Com este cenário, os mercados globais ainda tateiam as oportunidades, enquanto produtores e compradores aguardam sinais mais claros de movimentação nas cotações. A estabilidade observada, no entanto, sugere cautela no curto prazo. As informações foram divulgadas depois da virada do ano.





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Moinhos do RS antecipam compras de trigo



No Paraná, as negociações estão praticamente zeradas



Em Santa Catarina, o mercado de trigo segue em ritmo lento
Em Santa Catarina, o mercado de trigo segue em ritmo lento – Foto: Canva

De acordo com informações da TF Agroeconômica, os preços do trigo pão no Rio Grande do Sul permanecem na faixa de R$ 1.220 a R$ 1.280, sem muitos negócios concretizados. Quando há demanda, os embarques são programados para fevereiro e março. Produtos como branqueador e melhorador apresentam preços de R$ 1.550/1.600 e R$ 1.400, respectivamente, dependendo da qualidade e da urgência de entrega. Apesar da antecipação de movimentos de alta no custo da matéria-prima, os preços da farinha não estão contribuindo para alavancar o mercado. No setor de exportação, o trigo Milling para entrega em janeiro foi negociado a R$ 1.370/tonelada, enquanto o trigo de ração alcançou R$ 1.320 para o mesmo período, com pagamentos agendados para fevereiro.  

Em Santa Catarina, o mercado de trigo segue em ritmo lento devido às festas de fim de ano e ao período de férias. As cooperativas estão recebendo os últimos lotes da safra local, mas os preços pedidos são mais altos do que os do trigo gaúcho CIF. Algumas ofertas no estado incluem R$ 1.300 mais frete para o trigo do RS e R$ 1.450 no moinho para trigo local. Apesar disso, os preços pagos aos produtores catarinenses permanecem estáveis, variando entre R$ 68,00 e R$ 73,00 por saca, dependendo da região.  

No Paraná, as negociações estão praticamente zeradas, reflexo da pausa das indústrias para manutenção e balanços anuais. As últimas cotações apontam pedidas de vendedores a R$ 1.500 no norte do estado, consideradas baratas frente ao custo das importações. Já no oeste e sudoeste, os valores são ligeiramente inferiores, tornando o trigo paranaense mais competitivo do que o gaúcho. No entanto, as importações de trigo argentino continuam, com a chegada prevista de três navios em Paranaguá, totalizando 88.610 toneladas.  

 





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Queda de PIB e preços


Segundo dados do Cepea/Esalq-USP divulgados por Ricardo Leite, superintendente executivo do Banco Safra, o agronegócio brasileiro enfrentou desafios significativos em 2024, com o PIB do setor recuando 3,5% no primeiro semestre. Isso equivale a uma perda de R$ 92 bilhões em relação a 2023. A retração foi mais severa no setor agrícola, que registrou queda de 5,1% (R$ 96 bilhões), enquanto a pecuária cresceu 0,5% (R$ 4 bilhões).

De janeiro a setembro, as exportações alcançaram US$ 126 bilhões, levemente abaixo do mesmo período em 2023. Apesar do aumento de 0,3% no volume exportado, o preço médio em dólar caiu 1%, reflexo da oferta abundante de commodities como soja e milho. A desvalorização do real (+7,1%) melhorou a competitividade, mas não foi suficiente para evitar uma queda de 5,4% no faturamento em reais.

A China permaneceu como principal destino das exportações brasileiras, absorvendo 34,6% do total, seguida pela União Europeia (13%) e pelos Estados Unidos (6,7%). A recuperação de preços dependerá da próxima safra brasileira, além de condições nos mercados americano e argentino, destacando a necessidade de estratégias de gestão de riscos, como hedge cambial e de preços.

“A taxa de câmbio favorável pode trazer vantagens competitivas, mas os desafios internos, como custos de produção e infraestrutura, continuam a pressionar o setor. Essa análise reforça a importância de estratégias de gestão de riscos, como hedge cambial e de preços, para mitigar os impactos das oscilações do mercado internacional no setor”, escreveu, em seu perfil na rede social LinkedIn.

 





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