sexta-feira, abril 10, 2026

Política & Agro

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Pastagens apresentam desempenho satisfatório



As pastagens apresentam bom desenvolvimento em Bagé




Foto: Canva

O Informativo Conjuntural divulgado pela Emater/RS nesta quinta-feira (02) destaca o desempenho das forrageiras de verão no Rio Grande do Sul. Utilizadas intensivamente para pastoreio, as espécies têm enfrentado desafios decorrentes da irregularidade das chuvas, mas, de modo geral, apresentam evolução positiva em diferentes regiões administrativas do estado.

Forrageiras e Campos Nativos

As pastagens de verão, incluindo anuais e perenes, têm mostrado bom desenvolvimento, apesar da necessidade de maior intervalo entre os pastejos em áreas afetadas pela escassez hídrica. As forrageiras perenes estão apresentando resultados superiores às anuais, enquanto os campos nativos retomaram o crescimento, especialmente em solos mais rasos e rochosos, garantindo alimento suficiente para os rebanhos.

Destaques Regionais

Bagé: As pastagens apresentam bom desenvolvimento, mas a ausência de chuvas frequentes limita o potencial pleno.

Caxias do Sul: Condições climáticas favoráveis, como solo úmido e temperaturas elevadas, beneficiam forrageiras anuais, perenes e campos nativos.

Frederico Westphalen: Pastagens anuais estão em desenvolvimento, com algumas áreas já em uso para pastejo.

Ijuí: Alta produção de massa verde e forragem de qualidade, com desenvolvimento satisfatório de forrageiras anuais e perenes.

Lajeado: Regularidade das chuvas impulsiona excelente desempenho das pastagens de verão, com recuperação acima do esperado em áreas atingidas por enchentes.

Passo Fundo: O campo nativo apresenta desenvolvimento excelente, apesar da necessidade de roçadas para controle de invasoras.

Pelotas: Forrageiras anuais, perenes e campos nativos garantem boa oferta de alimento para bovinos e ovinos.

Porto Alegre: Alternância entre chuvas e dias ensolarados favorece significativamente as pastagens.

Santa Maria: Pastagens de verão como tifton, capim aruana e jiggs, além do campo nativo, se desenvolvem adequadamente com boa oferta de forragem.

Santa Rosa: Novas áreas com capim sudão estão sendo implantadas, com complementação alimentar de silagem e feno.

Soledade: Pastagens perenes e campos nativos apresentam rebrote satisfatório devido à umidade do solo, enquanto anuais demonstram ótimo desempenho vegetativo.





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Semana começou com preços estáveis no mercado do boi gordo



As escalas de abate seguem, em média, para uma semana




Foto: Pixabay

O informativo “Tem Boi na Linha”, da Scot Consultoria, apontou que o mercado do boi gordo começou a semana sem alterações significativas nos preços. Algumas indústrias permanecem fora das compras, reavaliando os valores após o período de festividades, enquanto outras relataram menor oferta, com vendedores ainda ajustando suas estratégias.

As escalas de abate seguem, em média, para uma semana. No Espírito Santo, o mercado abriu com alta de R$ 5,00/@ para vaca e novilha, enquanto as cotações do boi gordo e do chamado “boi China” permaneceram estáveis.

Atacado de Carne com Osso

O consumo no atacado apresentou desempenho positivo em comparação à semana anterior, com expectativa de normalização e aumento na procura por cortes do dianteiro.

Carcaça de Boi: A carcaça do boi capão e da novilha casada mantiveram os mesmos preços. Já a carcaça do boi inteiro registrou alta de 1,5%, enquanto a da vaca casada subiu 0,8%.

Carnes Alternativas: O mercado de carnes alternativas mostrou oscilações. A carcaça do suíno especial teve queda de 1,6%, enquanto a cotação do frango médio subiu 2,7%.





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Rio Grande do Sul finaliza a semeadura de arroz irrigado



Algumas regiões enfrentaram desafios




Foto: Pixabay

Segundo dados do Instituto Rio Grandense do Arroz (Irga), o Rio Grande do Sul concluiu a semeadura de arroz irrigado para a safra 2024/2025, alcançando uma área total de 927.885,90 hectares, o que representa 97,84% da intenção inicial de plantio. Apesar do bom desempenho geral, algumas regiões enfrentaram desafios que impediram o cumprimento integral das metas estabelecidas.

Impactos Regionais

  • Região Central: Foi a região mais prejudicada pelas enchentes de maio e pelas chuvas intensas subsequentes, que atrasaram a reconstrução das áreas afetadas. A região semeou 84,78% da área prevista.
  • Zona Sul e Planície Costeira Interna: Plantaram uma área ligeiramente menor do que a intenção inicial, mas mantiveram números próximos da meta.


O Instituto Rio Grandense do Arroz (Irga) destacou que as equipes dos Núcleos de Assistência Técnica e Extensão Rural (Nates) realizarão novos levantamentos ao longo de janeiro. Os números finais serão apresentados durante a Abertura da Colheita do Arroz, evento agendado para os dias 18 a 20 de fevereiro, em Capão do Leão.





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Colheita de pêssego entra na reta final



Produtividade varia significativamente entre os pomares




Foto: Pixabay

De acordo com o Informativo Conjuntural divulgado nesta quinta-feira (02) pela Emater/RS-Ascar, a colheita de pêssegos está em fase final no Rio Grande do Sul. Enquanto a região de Pelotas avança com as últimas áreas das cultivares tardias, como a Eldorado, a produtividade varia significativamente entre os pomares, refletindo os desafios climáticos e fitossanitários enfrentados nesta safra.

Na região administrativa de Pelotas, uma das principais produtoras do Estado, os valores pagos pelo quilo do pêssego variam entre R$ 2,20 e R$ 2,50. No entanto, o estado fitossanitário dos pomares é considerado preocupante, com alta incidência de pragas, como a mosca-das-frutas (Anastrepha spp.), e de doenças, como a podridão-parda (Monilinia fructicola).

O Sistema de Alerta para a Mosca-das-Frutas emitiu recomendações para mitigar os impactos, incluindo:

  • Poda verde e adubação de pós-colheita.
  • Cuidados no manejo fitossanitário e no ponto de colheita.
  • Manutenção das folhas até o outono, visando o acúmulo de reservas energéticas para a próxima safra.
  • Adubação verde, essencial para a saúde do solo.


Na região de Passo Fundo, 90% das variedades precoces já foram colhidas, enquanto 40% das tardias estão em processo de colheita. A cultura apresenta boa sanidade e a comercialização é predominantemente destinada a empresas da Serra Gaúcha.





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Colheita de morango tem alta demanda



A produção apresenta diferentes cenários nas principais regiões produtoras do estado




Foto: Seane Lennon

Segundo o Informativo Conjuntural da Emater/RS-Ascar, divulgado nesta quinta-feira (2), a colheita de morangos avança no Rio Grande do Sul, impulsionada pela demanda elevada e pela oscilação de preços durante as festas de fim de ano. A produção apresenta diferentes cenários nas principais regiões produtoras do estado.

Na região administrativa de Santa Rosa, a produção se concentra no sistema de semi-hidroponia, com colheitas em pleno andamento. Os preços variam entre R$ 15,00/kg para frutos menores e R$ 30,00/kg para os de maior tamanho e padronizados.

No entanto, as altas temperaturas exigem cuidados especiais no manejo da fertirrigação e no controle da temperatura da água. Além disso, a emissão de estolões tem afetado o rendimento, enquanto ataques de pragas, como percevejo e mosca-preta, comprometeram parte do valor comercial dos morangos.

Na região de Pelotas, as lavouras seguem em período de colheita e venda. As cultivares de dias neutros continuam em frutificação e floração, com bom estado fitossanitário. Para manter a qualidade, os produtores têm realizado podas e limpezas nas estufas, promovendo melhor ventilação e controle de pragas.

Os preços na região variam de R$ 18,00 a R$ 40,00/kg, dependendo da qualidade e do ponto de venda. A valorização do produto se deve à menor oferta e ao aumento na procura durante as festas de fim de ano. Em Santa Maria, o preço médio do morango permanece em R$ 25,00/kg. A região tem mantido bom ritmo de comercialização e produção dentro das expectativas.





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Como maximizar a fixação de N no trigo?



O modelo desenvolvido tem o potencial de melhorar a gestão da adubação



 principal estratégia é a utilização do Índice de Vegetação por Diferença Normalizada (NDVI)
principal estratégia é a utilização do Índice de Vegetação por Diferença Normalizada (NDVI) – Foto: Divulgação

André L. Vian, pesquisador da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS), é um dos autores do capítulo do livro Agricultura de Precisão: Um Novo Olhar na Era Digital, onde apresenta uma metodologia inovadora para a aplicação de adubação nitrogenada na cultura do trigo. O trabalho, desenvolvido em parceria com o Grupo de Estudos em Agricultura Digital (GEAD), a Embrapa trigo e a Setrem, se baseia no uso de ferramentas da Agricultura de Precisão (AP) para otimizar o uso do Nitrogênio (N) na lavoura.

A metodologia proposta visa maximizar a eficiência do uso do N na cultura do trigo, por meio de ajustes na recomendação de adubação para lavouras comerciais, levando em consideração a variabilidade espacial dentro do campo. A principal estratégia é a utilização do Índice de Vegetação por Diferença Normalizada (NDVI) para estimar o estado e a demanda nutricional do dossel vegetal, ajustando a dose de nitrogênio conforme a real necessidade da cultura. A partir de experimentos conduzidos em quatro regiões do Rio Grande do Sul, foi possível observar uma forte correlação entre o NDVI, a biomassa, o conteúdo de nitrogênio do dossel e o modelo de adubação nitrogenada.

O modelo desenvolvido tem o potencial de melhorar a gestão da adubação, otimizando o uso do N e, consequentemente, maximizar a produtividade e a rentabilidade das lavouras de trigo. Esse trabalho representa um avanço significativo na aplicação de tecnologias digitais no setor agrícola, com o objetivo de tornar a produção mais eficiente e sustentável.

“O modelo foi construído a partir de dados oriundos de experimentos conduzidos a campo em quatro regiões do Rio Grande do Sul. A partir dos resultados obtidos, encontrou-se alta relação entre o NDVI com a biomassa, conteúdo de nitrogênio do dossel vegetal e com o modelo para adubação nitrogenada”, escreveu, na rede social LinkedIn.

 





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Ibovespa perde os 119 mil pontos e fecha em mínima em mais de um ano


Logotipo Reuters

Por Patricia Vilas Boas

SÃO PAULO (Reuters) – O Ibovespa contrariou o sinal positivo em Wall Street e recuou mais de 1% nesta sexta-feira, fechando em uma mínima de mais de um ano e consolidando seu quarto declínio semanal consecutivo, ainda sob o pessimismo do mercado com o quadro fiscal da economia brasileira e os juros altos.

Índice de referência do mercado acionário brasileiro, o Ibovespa perdeu 1,33%, a 118.532,68 pontos, menor patamar de fechamento desde 6 de novembro de 2023.

No pior momento da sessão, marcou 118.403,56 pontos. No melhor, foi a 120.355,51 pontos.

O indicador acumulou queda semanal de 1,44%, com os volumes de negociação ainda baixos em semana útil reduzida devido ao feriado de Ano Novo.

O volume financeiro no pregão somou 20,48 bilhões de reais, abaixo da média diária de 24 bilhões de reais de 2024.

“Ainda há uma insegurança com relação as questões fiscais”, resumiu o sócio-fundador da Ciano Investimentos, Lucas Sigu Souza, que mencionou também o rebaixamento do Brasil de “neutra” para “underweight” pelo HSBC Global Research.

Os analistas do banco estrangeiro disseram que o mercado brasileiro é uma situação clássica de “armadilha de valor” — isto é, quando um ativo parece estar subvalorizado, mas continua a ter um desempenho ruim no longo prazo.

“O mercado já tem apresentado performance significativamente inferior, e embora os valuations pareçam baratos, vemos poucas razões para isso mudar”, afirmaram em relatório na véspera.

Pairando sobre as incertezas domésticas, dúvidas sobre o crescimento econômico da China, segunda maior economia do mundo, também pesaram sobre setores com exposição ao país asiático, como mineração.

Investidores têm se preocupado com a economia chinesa e com a iminência de uma guerra comercial com os Estados Unidos antes da posse presidencial de Donald Trump em 20 de janeiro.

A China tem buscado fomentar seu crescimento, e anunciou mais cedo que aumentará drasticamente o financiamento de títulos do tesouro ultralongos em 2025 para estimular o investimento empresarial e as iniciativas de estímulo ao consumidor, conforme o retorno de Trump à Casa Branca se aproxima.

Durante sua campanha e mesmo após a reeleição, o republicano tem indicado que adotará maior protecionismo, com a promessa de tarifas sobre produtos de países como China, México e Canadá.

Em Nova York, os prinicpais índices acionários fecharam em alta, com o Dow Jones subindo 0,80%, o S&P 500 avançando 1,26% e o Nasdaq em alta de 1,77%.

Na próxima semana, estarão no radar do mercado os dados de inflação e atividade no Brasil, além de uma série de indicadores do mercado de trabalho norte-americano e a ata da reunião do Comitê Federal de Mercado Aberto (Fomc), do Federal Reserve.

 

DESTAQUES

– PETROBRAS PN caiu 1,06%, na contramão do avanço dos preços do petróleo no exterior, onde o barril de Brent fechou com alta de 0,76%. A estatal informou na quinta-feira que elevou em aproximadamente 7% o preço médio do querosene de aviação (QAV) que será vendido a distribuidoras em janeiro, em praças como Guarulhos (SP), Betim (MG) e Duque de Caxias (RJ).

– VALE ON perdeu 1,86%, tendo como pano de fundo a baixa dos contratos futuros do minério de ferro na China, com alguns traders liquidando posições compradas da commodity devido à demanda fraca depois que a maioria das siderúrgicas da China concluiu o reabastecimento de matérias-primas antes de feriado. O contrato mais negociado na Bolsa de Mercadorias de Dalian (DCE) da China encerrou as negociações do dia com queda de 2,18%, a 764 iuanes (104,66 dólares) a tonelada. No setor, USIMINAS PNA caiu 6,01% e CSN MINERAÇÃO ON desvalorizou-se 3,17%.

– ITAÚ UNIBANCO PN fechou em queda de 2,45%, entre as principais contribuições de baixa para o índice, ao lado das blue chips Vale e Petrobras, enquanto BRADESCO PN cedeu 1,62%, SANTANDER BRASIL UNIT teve baixa de 1,39% e BANCO DO BRASIL ON recuou 0,75%.

– ENEVA ON subiu 5,45%, após forte queda na véspera em meio à divulgação de regras pelo Ministério de Minas e Energia para a realização de um leilão de energia, algumas das quais impediriam a companhia de tentar recontratar certas usinas. Analistas do BTG Pactual consideraram a reação da ação desproporcional e disseram que há uma oportunidade de negociação muito assimétrica sobre o papel.

– AZUL PN subiu 3,02%, acumulando na semana valorização de 11,61%. No setor, GOL PN, que não pertence ao Ibovespa, avançou 0,73%, marcando alta semanal de 7,81%. As duas companhias aéreas chegaram a acordo com o governo para reduzir suas dívidas com a União em cerca de 5,8 bilhões de reais no total, permitindo que o pagamento seja feito em até 120 parcelas.





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Início da safra de algodão: Fase crucial



A embebição envolve a hidratação da semente,



A temperatura ideal para a embebição varia entre 25 e 30°C
A temperatura ideal para a embebição varia entre 25 e 30°C – Foto: India Water Portal

Segundo Angela Flávia de Oliveira, engenheira agrônoma na Tropical Melhoramento & Genética, mais uma safra de algodão irá inciar. Mas o que acontece nesse processo? A semente de algodão, segundo ela, com apenas cinco dias após o plantio, já passou por uma das fases mais importantes de sua germinação: a embebição. Esse estágio inicial é fundamental para garantir o desenvolvimento adequado da planta, impactando diretamente o sucesso da safra. Durante a embebição, a semente absorve água, reativando seu metabolismo e preparando-se para o crescimento.

A embebição envolve a hidratação da semente, o que ativa enzimas responsáveis pela quebra das reservas nutritivas. Esse processo é essencial para o início da germinação, com a formação da raiz e o desenvolvimento do embrião. É também nessa fase que se pode avaliar a viabilidade das sementes, já que apenas aquelas viáveis conseguem absorver água e iniciar a germinação.

Além disso, a embebição favorece uma germinação mais uniforme e rápida, o que melhora a eficiência da semeadura. Esse é o momento ideal para aplicar tratamentos nas sementes, como produtos que estimulam o crescimento e protegem contra doenças. A qualidade das sementes, a temperatura e a umidade do ambiente influenciam diretamente a taxa de absorção de água, sendo fundamentais para o sucesso dessa fase.

A temperatura ideal para a embebição varia entre 25 e 30°C, e o tratamento das sementes com produtos químicos ou biológicos também pode afetar a absorção de água. Por isso, o cuidado durante essa etapa é essencial para garantir o bom início da safra e o sucesso no desenvolvimento da cultura.

 





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Qual a cultura que mais cresceu nos últimos 30 anos?


Segundo Rafael Vieira, Gerente Sênior de Pesquisa da Bayer, a agricultura brasileira passou por transformações significativas nas últimas décadas, com um aumento de áreas cultivadas de 38,54 milhões de hectares em 1994 para 77,38 milhões de hectares em 2024. Durante esse período, o país se adaptou a novas demandas globais e a tendências de mercado, resultando em mudanças nas culturas predominantes.

Entre as principais tendências, destaca-se a expansão das áreas destinadas à soja e ao milho safrinha, que apresentam um crescimento robusto, com aumentos anuais de 4,8% e 3,3%, respectivamente, nos últimos cinco anos. A soja, em particular, viu sua área aumentar de 11,50 milhões de hectares em 1994 para 45,73 milhões de hectares em 2024, refletindo a crescente demanda global. Por outro lado, culturas como o feijão e o arroz apresentaram quedas contínuas, com o feijão passando de 5,64 milhões de hectares em 1994 para 2,87 milhões de hectares em 2024.

Outro dado relevante é o crescimento do sorgo, com uma expansão de 17,4% ao ano nos últimos cinco anos, subindo de 0,16 milhão de hectares em 1994 para 1,56 milhão de hectares em 2024. O trigo, apesar de não ter visto grandes variações em termos de área, continua com uma presença importante, com uma taxa de crescimento de 6,4% ao ano nos últimos anos.

“O panorama agrícola brasileiro sofreu transformações profundas ao longo das décadas, fortemente moldado por diversas demandas e tendências de mercado. Essas mudanças não apenas redefiniram a agricultura do país, mas também revelam a capacidade do setor de se reinventar e se adaptar às novas realidades”, escreveu, na rede social LinkedIn.

 





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Agroquímicos em alta, mas com desafios



O mercado de bioinsumos desponta como destaque



“Em resumo, espera-se um crescimento conservador na comercialização de agroquímicos"
“Em resumo, espera-se um crescimento conservador na comercialização de agroquímicos” – Foto: Pixabay

De acordo com Jonas Leonardo Paula Leite da Silva, Analista de Rebates e Premiações na Agro Amazônia, em artigo publicado no LinkedIn, o mercado de agroquímicos no Brasil deve apresentar crescimento moderado em 2025, com uma expansão entre 2% e 3% na área plantada. Esse cenário é impulsionado pela recuperação dos preços de commodities como o milho, que têm motivado os produtores a retomarem investimentos no setor.

No entanto, os agricultores estão cada vez mais focados em estratégias para otimizar custos, em função das margens de lucro mais apertadas, principalmente no cultivo da soja. Isso pode limitar o aumento da demanda por agroquímicos, já que práticas de manejo mais eficientes e tecnologias para redução de despesas estão ganhando espaço.

“É importante notar que o mercado de insumos agrícolas, incluindo agroquímicos, ainda enfrenta desafios decorrentes de desarranjos globais na cadeia de suprimentos, com expectativas de normalização completa apenas em 2025”, comenta ele, em seu perfil na rede social LinkedIn.

Por outro lado, o mercado de bioinsumos desponta como destaque, com estimativas de crescimento superior a 10%, alcançando cerca de 155 milhões de hectares. Essa tendência reflete a busca por soluções mais sustentáveis e a pressão crescente por práticas agrícolas ambientalmente responsáveis.

“Em resumo, espera-se um crescimento conservador na comercialização de agroquímicos em 2025, influenciado por expansões moderadas na área plantada e pela crescente adoção de bioinsumos, em um contexto de busca por maior eficiência e sustentabilidade no agronegócio brasileiro”, conclui.

 





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