sexta-feira, abril 10, 2026

Política & Agro

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Sanidade animal e pastagens garantem produção de leite



Os custos elevados de insumos também seguem como desafio em algumas regiões




Foto: Pixabay

O Informativo Conjuntural divulgado pela Emater/RS-Ascar na última quinta-feira (02) traz um panorama detalhado sobre a bovinocultura de leite no Rio Grande do Sul. De acordo com o relatório, o tempo seco e as temperaturas amenas contribuíram positivamente para o manejo nas propriedades e a qualidade do pastejo, favorecendo a produção leiteira e a condição corporal dos animais.

Nas regiões administradas pela Emater, os cenários climáticos variaram, mas, de forma geral, proporcionaram boas condições para a atividade. Em Bagé, a disponibilidade hídrica nos açudes garantiu o bem-estar animal. Já em Santa Maria, as pastagens de verão estão em excelentes condições, assegurando boa oferta de forragem.

Em regiões como Caxias do Sul e Porto Alegre, os rebanhos apresentaram sanidade dentro da normalidade. A redução no uso de silagem de milho devido à disponibilidade de pastejo é um dos destaques na capital e arredores. Apesar do aumento da incidência de mosca-dos-chifres e carrapatos, os produtores têm adotado estratégias eficazes de controle. O problema foi relatado em várias regiões, mas sem impactos significativos na produção.

Nas regiões de Frederico Westphalen e Santa Rosa, foi registrada uma queda nos preços pagos pelo litro de leite, impactando diretamente as margens de lucro dos produtores. Os custos elevados de insumos também seguem como desafio. No entanto, em Pelotas, observou-se um aumento nos investimentos em pastagens perenes, buscando alternativas para manter a produtividade.

Produtores da região de Ijuí avaliam os resultados da utilização de silagens de cereais de inverno, como o trigo, que têm mostrado desempenho promissor. A adoção dessas estratégias visa melhorar a qualidade da produção e reduzir custos.





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Estudo usa drones para cultivar milho adaptado à seca



Pesquisa avança na seleção de milho resistente à seca com uso de drones




Foto: Anderson Wolf

Pesquisadores brasileiros desenvolveram uma metodologia inovadora que promete revolucionar a seleção de milho geneticamente modificado para tolerância à seca, reduzindo custos e acelerando o processo. Conforme divulgado pela Embrapa nesta segunda-feira (6), a técnica utiliza drones equipados com câmeras RGB para capturar imagens de experimentos em campo, convertendo-as em índices que avaliam a saúde das plantas.

Segundo a Embrapa, a inovação, fruto do trabalho do Centro de Genômica Aplicada às Mudanças Climáticas (GCCRC) – parceria entre a Embrapa e a Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), com apoio da Fapesp –, já apresentou resultados promissores publicados na revista The Plant Phenome Journal.

Durante a seca de 2023, foram realizados experimentos em Campinas (SP) com 21 variedades de milho, das quais 18 possuíam genes modificados para tolerância à seca e três eram variedades convencionais para comparação. As plantas foram submetidas a diferentes níveis de irrigação.

Drones equipados com câmeras RGB e multiespectrais capturaram imagens semanais do campo experimental. A análise revelou que câmeras RGB – mais acessíveis financeiramente – oferecem resultados confiáveis, ampliando o potencial de aplicação da tecnologia.

A técnica não só diminui custos operacionais como também viabiliza estudos em áreas menores, essencial para projetos com recursos limitados. Além disso, permite o monitoramento contínuo do ciclo de crescimento das plantas, com dados usados para desenvolver modelos preditivos que simulam o desempenho das variedades em diferentes condições climáticas. Com as mudanças climáticas aumentando a frequência de secas, o desenvolvimento de cultivares mais resilientes é urgente. Métodos tradicionais de seleção são caros e demorados, dificultando avanços rápidos. A nova metodologia coloca o Brasil na vanguarda de soluções para os desafios da agricultura moderna.

O estudo “Temporal field phenomics of transgenic maize events subjected to drought stress: cross-validation scenarios and machine learning models”, de autoria de Helcio Pereira, Juliana Nonato, Rafaela Duarte, Isabel Gerhardt, Ricardo Dante, Paulo Arruda e Juliana Yassitepe, pode ser acessado aqui.





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Como calcular o custo de produção do feijão


De acordo com informações divulgadas pela engenheiro-agrônomo, Jadiel Andognini, em publicação no Blog da Aegro, a produção de feijão no Brasil, como em qualquer cultura agrícola, exige uma boa gestão financeira para garantir que o produtor não termine o ciclo da safra no prejuízo. Com os constantes aumentos no preço dos insumos, é essencial calcular corretamente o custo de produção por hectare. Essa prática permite uma visão detalhada dos gastos e ajuda a tomar decisões mais assertivas durante a condução da lavoura. A utilização de planilhas e tecnologias facilita esse controle e proporciona maior precisão nos cálculos.

O primeiro passo para calcular o custo de produção do feijão é contabilizar todos os insumos necessários para o cultivo. Esses insumos podem variar conforme a tecnologia adotada pelo produtor. Alguns custos são impactados diretamente pela cotação do dólar, já que muitos insumos importados são reajustados com base nesse indicador, conforme dados da publicação.

Os principais insumos para a produção de feijão incluem:

  • Sementes, seja tecnológicas ou convencionais;
  • Produtos para tratamento de sementes;
  • Herbicidas, fungicidas e inseticidas;
  • Óleos e adjuvantes;
  • Corretivos e fertilizantes (orgânicos ou minerais);
  • Inoculantes.

Segundo a publicação, para calcular o custo das sementes, o produtor deve considerar a densidade de plantio, que indica a quantidade de sementes por hectare. O cálculo é simples: multiplique o preço do quilo ou da saca das sementes pela quantidade necessária para cobrir a área plantada. Esse valor dará o custo das sementes por hectare.

Para fertilizantes e corretivos, a lógica de cálculo é a mesma. O produtor deve multiplicar o preço do produto pela quantidade utilizada por hectare. No caso de correção de solo, é possível ratear o custo entre as safras em que o corretivo se mantém eficaz. A aplicação de fertilizantes é um dos custos mais significativos na produção de feijão e deve ser monitorada cuidadosamente.

Os agroquímicos (herbicidas, fungicidas, inseticidas) também representam um custo importante. O cálculo é feito multiplicando o valor unitário do produto pela quantidade utilizada por hectare. Por exemplo, se o produtor utilizar 0,5 litro de abamectina a R$30,00 o litro, o custo por hectare será de R$15,00.

A contabilidade dos custos pode ser facilitada com o uso de tecnologias, como planilhas digitais ou softwares agrícolas. Essas ferramentas ajudam o produtor a organizar melhor as informações e calcular os custos de forma mais eficiente, evitando erros e proporcionando uma gestão financeira mais eficaz.





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Mercado do boi gordo inicia ano com pouca movimentação


O informativo “Tem Boi na Linha”, da Scot Consultoria, apontou que nesta terça-feira, o mercado de boi gordo iniciou o dia com fraca movimentação, reflexo dos feriados de final de ano. Poucos agentes estão em atividade, e a expectativa é de que o ritmo lento se mantenha até o final do dia.

A oferta de boiadas segue limitada, com predominância de gado de menor acabamento. O cenário reflete em estabilidade nas cotações. As escalas de abate permanecem curtas, com média de seis dias, enquanto o escoamento de carne ainda não retomou o ritmo normal esperado para o início do ano.

No estado de Tocantins, a oferta de boiadas apresentou melhora, resultando em escalas de abate mais alongadas, com média de nove dias. Apesar disso, pecuaristas têm pressionado por melhores preços, impulsionados pela melhoria das pastagens.

Na região Sul do estado, as cotações permaneceram estáveis em relação ao dia anterior, enquanto a região Norte registrou alta de R$3,00 por arroba.

O volume de carne bovina in natura exportado em dezembro de 2024 totalizou 202,6 mil toneladas, com média diária de 9,6 mil toneladas. Embora tenha havido uma queda de 2,8% no volume exportado em comparação ao mesmo período de 2023, o preço médio da tonelada subiu 8,9%, alcançando US$4,9 mil.

O faturamento médio diário foi de US$47,8 milhões, representando um aumento de 5,8% em relação a dezembro de 2023. Este foi o segundo melhor desempenho histórico para um mês de dezembro. No acumulado de 2024, o setor exportou 2,54 milhões de toneladas de carne bovina in natura, um recorde anual, com crescimento de 26,9% em relação ao ano anterior.





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Quem não comprar Fiagro vai se arrepender?


De acordo com Octaciano Neto, Cofundador da Avra, o agronegócio continuará sendo o setor mais dinâmico e resiliente da economia brasileira, com uma base sólida construída nos últimos 50 anos. Para a safra 2025/26, ele prevê bons resultados para soja e milho, com condições climáticas favoráveis e o dólar alto ajudando mais do que atrapalhando. Além disso, outros produtos agrícolas como café, laranja, açúcar e celulose apresentam bons preços, embora muitos investidores ainda se concentrem apenas na soja.

Neto acredita que o agronegócio não enfrenta uma crise estrutural, mas casos isolados, como o da Agrogalaxy, ganham repercussão exagerada. No mercado de Fiagros, a maioria dos investidores é do varejo, com uma média de R$ 20 mil investidos, o que promove democratização, mas também expõe o setor a investidores despreparados para os ciclos do agronegócio. Ele também destaca que a produção rural tem margens EBITDA superiores a 20% nas lavouras de ciclo curto e mais de 30% nas de ciclo longo, mostrando sua rentabilidade, mesmo em tempos turbulentos.

“Não temos crise estrutural no setor. Temos casos isolados e pouco representativos de recuperação judicial. O caso da Agrogalaxy teve uma repercussão desproporcional ao tamanho dela no agro como um todo”, escreveu, em seu perfil no LinkedIn.

Neto aponta que, embora a alta da Selic afete mais as revendas e indústrias, o setor rural continua sólido. O mercado de capitais deve crescer lentamente em 2025, com os CRAs em alta, enquanto os Fiagros enfrentam desafios. Até 2035, ele acredita que o crédito ao agronegócio será dominado pelo mercado de capitais, superando os bancos.

“Os bancos dominaram o crédito ao agronegócio por anos, sobretudo pelas vantagens de operar o Plano Safra. Isso vai mudando aos poucos. Até 2035 o mercado de capitais será maior do que o mercado bancário no crédito ao agronegócio. Os Fiagros estão uma pechincha. Quem não comprar neste “saldão”, vai se arrepender”, conclui.

 





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São Paulo certifica Indicação Geográfica (IG) de batata-doce



São Paulo lidera o ranking nacional de produção de batata-doce




Foto: Pixabay

A Secretaria de Agricultura e Abastecimento do Estado de São Paulo  assinou a Resolução nº 92, certificando a regularidade do processo de Indicação Geográfica (IG) da batata-doce de Presidente Prudente e região. O reconhecimento é um marco para o setor agrícola, promovendo produtividade, competitividade e visibilidade para os produtos locais.

A documentação apresentada pela Associação dos Produtores de Batata-Doce de Presidente Prudente foi analisada e aprovada pela Secretaria, atendendo aos requisitos exigidos para a obtenção do selo. O processo seguiu para avaliação do Instituto Nacional da Propriedade Industrial (INPI), que dará a palavra final sobre o reconhecimento oficial da Indicação Geográfica, conforme a Secretaria de Agricultura.

Com uma produção anual estimada em 182 mil toneladas e mais de 10 mil hectares cultivados, São Paulo lidera o ranking nacional de produção de batata-doce. A região de Presidente Prudente, considerada o maior polo produtor do estado, concentra cerca de 180 agricultores distribuídos em municípios como Alfredo Marcondes, Álvares Machado, Caiabu, Martinópolis, Narandiba, Pirapozinho, Presidente Bernardes e Santo Expedito. Além de abastecer o mercado interno, a produção é exportada para países do Mercosul e para a Europa.

A Indicação Geográfica é um ativo de propriedade intelectual regulamentado pela Lei de Propriedade Industrial nº 9.279, de 14 de maio de 1996. De acordo com o INPI, a certificação pode aumentar o valor de mercado do produto entre 20% e 50%, fortalecendo sua identidade e reputação no mercado.





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O futuro da indústria química é a sustentabilidade



O setor deu passos importantes para ampliar sua competitividade



O setor deu passos importantes para ampliar sua competitividade
O setor deu passos importantes para ampliar sua competitividade – Foto: Divulgação

O ano de 2024 foi desafiador, mas também marcado por grandes conquistas para a indústria química brasileira. Segundo André Passos Cordeiro, Presidente-executivo da Abiquim, a aprovação do Projeto de Lei do Inventário Nacional de Substâncias Químicas, após mais de 10 anos de trabalho da Abiquim, foi um dos marcos mais importantes. Esse avanço coloca o Brasil como referência no Hemisfério Sul na regulação do uso de substâncias químicas, destacando o compromisso do país com práticas mais seguras e eficientes no setor.

O setor também deu passos importantes para ampliar sua competitividade, especialmente com a implementação de elevações transitórias da tarifa externa comum. A indústria química brasileira se distingue pelo uso de energia limpa, com 83% de sua matriz energética proveniente de fontes renováveis. Além disso, a redução das emissões de CO2 por tonelada produzida é significativa em relação aos principais concorrentes mundiais.

“Demos passos importantes para iniciar um processo de amplificação da competitividade do setor com a lista de elevações transitórias da tarifa externa comum. Sabemos que esse é só um primeiro passo, todavia, é relevante para enfrentarmos o cenário internacional extremamente adverso, com excesso de capacidade produtiva de produtos químicos no mundo e programas pesados de subsídios nos principais produtores mundiais de químicos”, comenta.

Cordeiro também enfatiza o papel crucial da química no avanço de objetivos globais, como os da Agenda 2050 da ONU. O setor é vital para a segurança alimentar, o desenvolvimento de medicamentos e tratamentos de saúde, além de promover soluções para a crise hídrica e o saneamento básico. A transição para uma economia de baixo carbono também está sendo liderada pela indústria química, com investimentos em tecnologias de redução e neutralização de emissões.

“A mesma realidade está presente no custo da energia brasileira – mesmo tendo a matriz energética mais sustentável do que outros países, o custo dela ainda é um constrangimento para nossa capacidade de competir. O mesmo desafio se apresenta para a produção com matéria primas renováveis, verdes, circulares, sustentáveis. Se faz necessário estabelecer as condições regulatórias e de mercado adequadas para a competitividade quando se produz a partir delas. Esses são passos fundamentais para que, de fato, consigamos fortalecer a indústria nacional”, conclui.

 





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Dólar fecha em queda e encosta em R$ 6,11



Dólar cai mais de 1% nesta segunda-feira




Foto: Pixabay

O dólar comercial encerrou a segunda-feira (6) com queda superior a 1%. No fechamento, a moeda americana à vista recuou 1,11%, sendo cotada a R$ 6,1143. Já na B3, às 17h03, o dólar para fevereiro, considerado o contrato mais líquido do mercado, caiu 1,18%, fechando em R$ 6,1415, de acordo com dados do InfoMoney.

Segundo o informado, no mercado de câmbio turismo, utilizado por quem realiza transações internacionais para viagens, o dólar foi negociado a R$ 6,187 para compra e R$ 6,367 para venda.

Durante o dia, a moeda americana manteve a trajetória de baixa. Por volta das 12h06, o dólar à vista registrava queda de 1,21%, sendo cotado a R$ 6,106 na compra e R$ 6,107 na venda. Na B3, o contrato de dólar futuro de primeiro vencimento operava em queda de 1,05%, atingindo 6.149 pontos.





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Brasil registra superávit comercial de US$ 74,6 bilhões


A balança comercial brasileira encerrou 2024 com saldo positivo de US$ 74,6 bilhões, segundo dados divulgados pela Secretaria de Comércio Exterior do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (Secex/MDIC). As exportações totalizaram US$ 337 bilhões, enquanto as importações somaram US$ 262,5 bilhões. A corrente de comércio atingiu US$ 599,5 bilhões, registrando um crescimento de 3,3% em relação a 2023.

De acordo com os dados, o setor industrial se destacou ao alcançar um recorde histórico de exportações no segmento de transformação, com US$ 181,9 bilhões. Esse é o maior valor desde 1997, impulsionado por políticas públicas que incentivaram a produção nacional. No último mês do ano, as exportações somaram US$ 24,9 bilhões e as importações, US$ 20,1 bilhões, resultando em um saldo positivo de US$ 4,8 bilhões. A corrente de comércio de dezembro atingiu US$ 45 bilhões, mas apresentou queda de 6,7% em relação ao mesmo período de 2023.

Em dezembro, o desempenho dos setores variou. A agropecuária registrou queda de 23,2%, somando US$ 3,98 bilhões, enquanto a indústria extrativa caiu 34,8%, atingindo US$ 5 bilhões. A indústria de transformação manteve estabilidade em US$ 15,79 bilhões. Os resultados foram impactados por retrações na venda de produtos como milho não moído (-33,5%), soja (-57,1%) e algodão em bruto (-9,2%). Na indústria extrativa, as quedas foram lideradas por minério de Ferro (-37,3%) e petróleo bruto (-39,8%). Já na indústria de transformação, produtos como açúcar e melaços (-33,4%) e farelos de soja (-15,5%) apresentaram recuos.

Apesar das quedas, alguns produtos tiveram resultados positivos. Na agropecuária, destacaram-se o crescimento de 261,6% nas exportações de animais vivos e de 29,4% no café não torrado. Na indústria extrativa, produtos como minérios de Cobre (12,1%) e níquel (12.079.861,4%) registraram altas expressivas. Na indústria de transformação, houve avanços na exportação de celulose (35,2%), alumina (68,1%) e veículos automóveis (83,7%).

Acumulado Anual

No acumulado de 2024, a agropecuária registrou queda de 11%, totalizando US$ 72,49 bilhões. Em contrapartida, a indústria extrativa cresceu 2,4%, somando US$ 80,9 bilhões, e a indústria de transformação avançou 2,7%, atingindo US$ 181,88 bilhões.

Entre os produtos que puxaram a queda nas exportações estão arroz em casca (-44%), milho não moído (-39,9%) e soja (-19,4%) na agropecuária. Na indústria extrativa, os destaques negativos foram outros minerais em bruto (-25,9%) e minério de Ferro (-2,4%). Na indústria de transformação, produtos como farelos de soja (-14,4%) e gorduras vegetais (-46,9%) também registraram retrações.

Entretanto, houve crescimento em produtos como animais vivos (58,3%), café não torrado (55%) e algodão em bruto (67,7%) na agropecuária. Na indústria extrativa, destacaram-se minérios de cobre (20%) e metais preciosos (22,8%). Já na indústria de transformação, produtos como carne bovina (22,8%), açúcar e melaços (18,1%) e celulose (33,7%) apresentaram aumento nas vendas externas, conforme os dados da Secex/MDIC.





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queda no preço e avanço na colheita


O Informativo Conjuntural divulgado pela Emater/RS nesta quinta-feira (2) apontou avanço na colheita do feijão 1ª safra no Rio Grande do Sul. Estima-se que 15% das lavouras já tenham sido colhidas e 18% estejam em fase de maturação. A produtividade média projetada é de 1.864 kg/ha, mas os rendimentos variam conforme o sistema de cultivo adotado, seja irrigado ou de sequeiro. Até o momento, a produtividade média tem girado em torno de 1.700 kg/ha.

O cultivo ocupa uma área estimada de 28.896 hectares no estado. Na região administrativa de Caxias do Sul, a semeadura está próxima da finalização, com germinação uniforme e bom desenvolvimento das lavouras. Os produtores aguardam para iniciar a adubação nitrogenada e os tratamentos fitossanitários.

Em Ijuí, cerca de 40% da área plantada já foi colhida. No entanto, há grande variação nos rendimentos. Nas áreas irrigadas, a produtividade média é de aproximadamente 1.500 kg/ha, com boa qualidade dos grãos. Já nas áreas de sequeiro, o baixo volume hídrico registrado em novembro impactou negativamente a produção. Nessas áreas, os grãos apresentaram enrugamento e coloração pálida.

Na região de Pelotas, 42% das lavouras estão em desenvolvimento vegetativo, 28% em florescimento, 27% em enchimento de grãos e 3% em maturação. O clima tem sido favorável, com boa umidade do solo e desenvolvimento satisfatório das plantas. Não foram registrados problemas fitossanitários e as expectativas de produtividade permanecem positivas.

Em Santa Maria, 25% das lavouras estão em maturação e mais de 30% da área já foi colhida. A produtividade média está em torno de 1.800 kg/ha, com condições favoráveis para a colheita.

Na região de Soledade, a maior parte das lavouras está em fase de maturação. A produtividade nas áreas colhidas variou entre 900 kg/ha, nas lavouras com menor tecnologia, e 1.500 kg/ha nas áreas com melhor manejo. Apesar da estiagem na primeira quinzena de novembro, a qualidade dos grãos é satisfatória. A etapa de tratos culturais foi praticamente concluída, com apenas algumas áreas de semeadura tardia ainda em desenvolvimento. Atualmente, 2% das lavouras estão em florescimento, 18% em enchimento de grãos, 50% em maturação e 30% colhidos.

O levantamento semanal da Emater/RS-Ascar apontou redução no preço médio da saca de 60 quilos. O valor caiu 14,70% em relação à semana anterior, passando de R$ 293,33 para R$ 241,67.





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