quarta-feira, abril 8, 2026

Política & Agro

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Colheita de feijão no Paraná passa os 70%


A colheita de feijão no Paraná já ultrapassou 70%, entrando na reta final do ciclo produtivo, conforme informações do Instituto Brasileiro de feijão e Pulses (Ibrafe). Produtores que colhem grãos de alta qualidade continuam recebendo bons preços. O feijão-carioca com escurecimento lento, por exemplo, atingiu a marca de R$ 220 nesta semana. A demanda tem sido forte, e tudo que é colhido é rapidamente vendido. 

No entanto, a cultivar Sabiá, predominante nesta safra, está sofrendo desvalorização devido à sua aparência, resultando em vendas mais lentas. Isso faz com que o Feijão-carioca comercial, com algum índice de defeitos e coloração abaixo de 8, acabe ficando parcialmente estocado, sem conseguir atingir a mesma agilidade de vendas que outros lotes. 

No estado de Minas Gerais, a expectativa é de uma colheita rápida, com grande parte da produção sendo finalizada até o final de fevereiro. Isso indica que o estado está com um ritmo acelerado, possibilitando o fechamento da safra dentro de um cronograma eficiente. 

No que se refere ao feijão-preto, a maior parte da produção colhida está sendo armazenada, o que pode sinalizar uma possível recuperação no mercado, com a oferta controlada. Além disso, a segunda safra de feijão no Paraná, atualmente em fase de plantio, deverá atingir 380 mil hectares, o que representa uma redução de 11% em relação à área cultivada no ano anterior, conforme estimativas da Secretaria de Agricultura do Paraná. A redução da área plantada poderá impactar as expectativas de oferta para a próxima temporada.

“O Feijão-preto colhido está sendo majoritariamente armazenado, sugerindo uma possível recuperação do mercado. A segunda safra, atualmente em fase de plantio, deve alcançar 380 mil hectares, conforme estimativas da Secretaria de Agricultura do Paraná. Essa área representa uma redução de 11% em relação à segunda safra do ano anterior”, conclui.

 





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Como driblar a resistência do caruru?



Piasecki reforça que o manejo eficaz do carurú depende do uso de herbicidas pré-emerg



Piasecki reforça que o manejo eficaz do carurú depende do uso de herbicidas pré-emergentes
Piasecki reforça que o manejo eficaz do carurú depende do uso de herbicidas pré-emergentes – Foto: Pixabay

De acordo com Cristiano Piasecki, Diretor e Pesquisador Herbologista na ATSI Brasil Pesquisa e Consultoria Agronômica, o carurú, uma planta daninha comum na região Norte do Rio Grande do Sul, apresenta resistência ao glifosato (inibidor da EPSPs) e aos herbicidas inibidores da biossíntese de aminoácidos, especialmente aos do grupo ALS. Essa resistência torna o carurú uma espécie altamente competitiva, prejudicando o desenvolvimento da soja e gerando grandes perdas para os produtores.

Piasecki reforça que o manejo eficaz do carurú depende do uso de herbicidas pré-emergentes, que são indispensáveis para o controle da planta. No entanto, ele destaca que a escolha do pré-emergente correto pode influenciar significativamente a eficácia do controle, já que há variações nos resultados de acordo com o produto recomendado.

Em um vídeo recente, Piasecki mostra como essas diferenças se manifestam na prática e explica a importância de seguir recomendações técnicas assertivas para garantir um controle adequado. A escolha do herbicida certo, de acordo com as condições específicas da área, é crucial para minimizar os danos causados pelo carurú.

Para aqueles que desejam aprimorar suas técnicas de manejo de plantas daninhas, Piasecki convida os produtores a se juntarem ao time de mentoria da ATSI Brasil, com acesso às melhores informações e práticas de manejo, visando um controle mais eficiente e sustentável no campo. “É bem importante a gente entender, reconhecer os herbicidas e conhecer a sua eficácia para estar buscando a melhor recomendação sempre”, falou.





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CPR-F é oportunidade de investir em insumos



As aplicações da CPR-F são bastante amplas



Para os produtores, a CPR-F representa uma forma ágil e eficiente de obter recursos financeiros
Para os produtores, a CPR-F representa uma forma ágil e eficiente de obter recursos financeiros – Foto: USDA

A Cédula de Produto Rural Financeira (CPR-F ) é uma ferramenta essencial no financiamento do agronegócio brasileiro, como destacado pela Vox Fortuna. Ao contrário da CPR física, que está ligada à entrega de produtos, a CPR-F é um título financeiro que permite aos produtores captar recursos, com o pagamento garantido por valores financeiros futuros. Essa característica é crucial, pois possibilita o acesso a capital para o custeio, compra de insumos e investimentos em tecnologia antes da colheita.

Para os produtores, a CPR-F representa uma forma ágil e eficiente de obter recursos financeiros, sem a necessidade de esperar pela entrega dos produtos. Já para os investidores, a CPR-F oferece uma oportunidade de diversificação de portfólio, com rentabilidade competitiva e exposição a um setor estratégico e resiliente como o agronegócio. Isso torna a CPR-F uma alternativa atraente, especialmente considerando o cenário dinâmico e promissor do setor.

As aplicações da CPR-F são bastante amplas, abrangendo a produção agrícola, como soja, milho, algodão e café, além da pecuária, com foco em gado de corte e leite. Também é utilizada para financiar a compra de insumos essenciais, como fertilizantes, defensivos e sementes, que são fundamentais para garantir a produtividade e o sucesso das operações. As informações foram divulgadas no perfil oficial da VOX Fortuna na rede social LinkedIn.

“Diferente da CPR física, que está diretamente ligada à entrega de produtos, a CPR-F é um título financeiro que possibilita a captação de recursos pelos produtores, com pagamento lastreado em valores financeiros futuros”, afirma.

 





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Taxas futuras recuam em nova sessão de ajustes devido à agenda vazia


Logotipo Reuters

Por Fernando Cardoso

SÃO PAULO (Reuters) – As taxas dos DIs recuaram novamente nesta sexta-feira, no que foi o segundo pregão de 2025, com a baixa liquidez e a falta de novas notícias e dados econômicos no cenário doméstico permitindo novos ajustes nos prêmios de risco do país, na esteira das correções da véspera.

No fim da tarde, a taxa do DI (Depósito Interfinanceiro) para janeiro de 2026 estava em 15,07%, ante 15,191% do ajuste anterior. Já a taxa do contrato para janeiro de 2027 marcava 15,495%, ante o ajuste de 15,706%.

Entre os contratos mais longos, a taxa para janeiro de 2029 estava em 15,34%, ante 15,548% do ajuste anterior, e o contrato para janeiro de 2031 tinha taxa de 15,06%, de 15,257% anteriormente.

Os investidores têm aproveitado as primeiras sessões deste ano, marcadas por uma agenda macroeconômica vazia, para corrigir potenciais exageros nos preços de diversos ativos, incluindo as taxas de juros futuras, com algumas delas acumulando mais de 500 pontos-base de ganhos em 2024.

Assim como na véspera, o ajuste foi robusto, derrubando as taxas de alguns contratos em mais de 20 pontos-base, o que reforça a existência de um espaço para a queda dos prêmios de risco do país.

“Hoje estamos tendo uma correção… Seguimos com uma agenda macroecônomica bastante esvaziada. Sem indicadores relevantes, o mercado segue com essa postura em relação aos ativos”, disse Henrique Cavalcante, analista da Empiricus Research.

Analistas apontam, no entanto, que os fatores internos e externos que sustentaram as altas nas taxas futuras no ano anterior devem voltar ao foco dos investidores nas próximas semanas, a partir do momento que mais dados e notícias forem divulgados.

Na cena doméstica, o mercado ainda duvida do compromisso do governo em equilibrar as contas públicas, o que foi acentuado depois do anúncio pelo Executivo de um projeto de reforma do Imposto de Renda em novembro que ofuscou a apresentação de esperadas medidas de contenção dos gastos.

Mesmo após a aprovação dos projetos fiscais do governo no Congresso e do adiamento do debate sobre a reforma do IR, agentes financeiros têm indicado que ainda serão necessárias mais iniciativas para garantir uma trajetória saudável para a dívida pública.

O Banco Central também já sinalizou que vai apertar ainda mais a taxa Selic, tendo indicado mais dois aumentos de 1 ponto percentual nas duas próximas reuniões, após elevar a taxa em 1 ponto, a 12,25% ao ano, em dezembro.

No exterior, os rendimentos elevados dos Treasuries também têm sido um fator para os níveis altos dos juros futuros no Brasil, com os mercados globais reduzindo as expectativas sobre cortes na taxa de juros pelo Federal Reserve, uma vez que a economia norte-americana tem mostrado sinais de resiliência.

Em uma das únicas divulgações econômicas desta sexta, a pesquisa PMI sobre a indústria dos EUA, divulgada pelo Instituto de Gestão de Fornecimento (ISM), o setor industrial do país apresentou em dezembro um resultado melhor do que o esperado em pesquisa da Reuters — 49,3 contra projeção de 48,4.

O resultado reforçou a percepção de força da economia e consolidou ainda mais as apostas de que o banco central dos EUA deve optar por manter os juros elevados em suas próximas reuniões.

“O PMI mostrou mais uma vez que o mercado está subestimando a força da economia norte-americana… Uma economia mais forte e mais resiliente do que o esperado requer, como o Fed já adiantou, uma taxa de juros elevada”, afirmou Cavalcante.

Os mercados também têm projetado que o novo governo de Donald Trump, que prometeu medidas consideradas inflacionárias, como cortes de impostos e imposição de tarifas, devem reforçar ainda mais o cenário de juros elevados por mais tempo.

O rendimento do Treasury de dois anos–que reflete apostas para os rumos das taxas de juros de curto prazo– tinha alta de 3 pontos-base, a 4,281%.





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Ciclo do fósforo é chave para sustentabilidade



Bactérias como as do gênero Pseudomonas são protagonistas na mineralização do fósforo



Os fungos micorrízicos, como os do gênero Glomus, também desempenham um papel vital
Os fungos micorrízicos, como os do gênero Glomus, também desempenham um papel vital – Foto: Agrolink

O Fósforo é essencial para o desenvolvimento das plantas, atuando na formação de ATP, ácidos nucleicos e na fotossíntese, segundo Marcus Lourenço “Polé”, Assessor Científico da OMG International Brasil. Contudo, sua disponibilidade no solo é limitada em razão da formação de fosfatos pouco solúveis, principalmente em pH ácido ou alcalino. Nesse cenário, os microrganismos do solo são aliados indispensáveis, tornando o Fósforo acessível às plantas e promovendo práticas agrícolas mais sustentáveis.  

Bactérias como as do gênero Pseudomonas são protagonistas na mineralização do fósforo, liberando ácidos orgânicos, como o cítrico, que solubilizam fosfatos de cálcio e alumínio. Em solos ricos em minerais fosfatados, a inoculação com essas bactérias aumenta a eficiência no uso do nutriente, reduzindo a necessidade de fertilizantes químicos. Além disso, a adição de compostos orgânicos, como esterco, estimula essas bactérias, potencializando a liberação de fósforo para as plantas.  

Os fungos micorrízicos, como os do gênero Glomus, também desempenham um papel vital. Eles ampliam a absorção de fósforo ao aumentar a área de contato com o solo, formando uma simbiose com as raízes das plantas. Essa interação é especialmente benéfica em solos pobres, favorecendo culturas como trigo, milho e soja. Para maximizar os benefícios, é importante evitar práticas que inibam a simbiose, como compactação do solo ou uso excessivo de fertilizantes químicos.  

“Combine o uso de microrganismos solubilizadores e fungos micorrízicos com técnicas como rotação de culturas e manejo do pH do solo para garantir um sistema agrícola mais eficiente e ecológico”, comenta.

 





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chuvas amenizam seca na Turquia



As temperaturas na Turquia ficaram até 3°C acima da média




Foto: Pixabay

O Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) divulgou nesta terça-feira (7) o boletim semanal Weekly Weather and Crop Bulletin, destacando o impacto das condições climáticas no Oriente Médio. A região experimentou um contraste climático, com instabilidade no oeste e tempo seco predominando nas porções central e oriental.

Na Turquia, duas perturbações oriundas do Mediterrâneo trouxeram volumes expressivos de chuva, variando entre 10 e 50 mm em grande parte do oeste, centro e sul do país, com acumulados acima de 300 mm na costa do Mar Egeu. Este cenário ajudou a aliviar a seca em várias regiões, embora déficits de precipitação ainda sejam observados no sudeste, particularmente na região GAP.

Em Israel, a costa leste do Mediterrâneo registrou mais de 100 mm de chuva ao longo da semana. Entretanto, nas principais áreas agrícolas de inverno do Iraque e do oeste do Irã, o clima seco predominou, com apenas chuvas esparsas e neve nas montanhas centrais e do sul do Irã.

As temperaturas na Turquia ficaram até 3°C acima da média, enquanto em outras áreas do Oriente Médio os termômetros se mantiveram próximos aos padrões normais.





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Açúcar volta a fechar em baixa com perspectiva de maior oferta global


Segundo analista, atraso das chuvas de monções na Índia deve ser positivo para a safra

Logotipo Notícias Agrícolas

Os preços do açúcar fecharam novamente em baixa nesta sexta-feira (03), na Bolsa de Nova York. Em Londres, as variações foram mistas, mas majoritariamente negativas também. Segundo o Barchart, as cotações estão moderadamente mais baixas por conta de uma perspectiva de oferta global melhorada.

Em entrevista ao Notícias Agrícolas nesta sexta-feira, Maurício Muruci, analista da Safras & Mercado, apontou que quando os preços do açúcar em Nova York tendem a se recuperar,vão se aproximar de 20 cents/lbp, mas não vão testar esse valor e vão voltar a cair em direção aos 19 cents/lbp. Por isso, ele afirma que as cotações estão ancoradas junto com essa mínima dos últimos seis meses, que são os 19 cents/lbp.

Outro detalhe que ele aponta é que a Índia vai ter uma safra de 34 milhões a 35 milhões de toneladas nesta temporada de 24/25, contra 33 milhões da anterior. No final de dezembro, como reforçou Muruci, o governo da Índia disse que poderia liberar exportação se o superávit superasse 1 milhão de toneladas, sendo que a estimativa do USDA é de que supere 3 milhões de toneladas. Além disso, a meta de produção no país já foi atingida, com ajuda da utilização de grãos.

Entretanto, com isso, de acordo com o analista, em uma segunda leitura há também uma bandeira das usinas da Índia em destacar agora números menores de produção. Segundo ele, a Índia não pode chegar e dizer que vai produzir a maior safra dos últimos anos e dobrar as exportações em um momento de Nova York pressionado. Por isso, segundo Muruci, o país está voltando no posicionamento e destacando que tem um déficit produtivo de 15 milhões de toneladas, o que é verdade. Porém, isso ocorre por conta de um atraso nas chuvas de monções, mas, por fim, apesar do atraso provocar esse déficit, ele é benéfico para o desenvolvimento da safra.

Na Bolsa de Nova York, o vencimento março/25 recuou 0,08 cents (-0,41%), encerrando a 19,65 cents/lbp. O contrato maio/25 teve redução de 0,10 cents (-0,54%), negociado a 18,27 cents/lbp. O julho/25 caiu 0,10 cents (-0,56%), cotado a 17,83 cents/lbp, enquanto o outubro/25 apresentou uma leve queda de 0,06 cents (-0,34%), finalizando o dia a 17,81 cents/lbp.

Na Bolsa de Londres, os preços mostraram leve recuperação no fechamento. O março/25 avançou US$ 1,20 (+0,23%), encerrando a US$ 514,20 por tonelada. O maio/25 manteve praticamente a estabilidade, caindo apenas US$ 2,00 (-0,39%), sendo negociado a US$ 514,00 por tonelada. O agosto/25 recuou US$ 2,70 (-0,53%), para US$ 504,00 por tonelada, enquanto o outubro/25 teve perda de US$ 2,50 (-0,50%), encerrando a US$ 497,40 por tonelada.





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produtividade para soja mesmo em período de desafios climáticos



Soja enfrenta crescentes desafios sanitários devido às mudanças climáticas


Foto: Pixabay

“Assim como todas as culturas agrícolas, a soja enfrenta crescentes desafios sanitários devido às mudanças climáticas. Períodos prolongados de seca, chuvas intensas fora de época e aumento agressivo da temperatura média impactam diretamente o ciclo produtivo, dificultando o manejo das lavouras. Essas condições proporcionam comprometimento direto na produtividade, além de favorecer a ação de pragas e doenças. Os prejuízos vêm de diferentes frentes”, detalha Luiz Marcandalli, gerente Nacional de Marketing da Rainbow.

Diante desse cenário de desafios, os agricultores precisam buscar meios modernos para a manutenção da saúde das lavouras. Uma das principais ferramentas é o manejo integrado contemplando soluções biológicas, que envolve tanto a proteção da lavoura como a regeneração do solo, além de fortificar a microbiota natural de forma sustentável. Os agricultores adotam cada vez mais a prática. Dados da FarmTrak Bioinsumos mostram que 33% da safra 2022/23 de soja brasileira utilizou bioinsumos no manejo.

Para Marcandalli, o uso de soluções biológicas tem vários benefícios, incluindo a mitigação dos impactos climáticos nas culturas e a preservação ambiental. “Essa abordagem combina práticas agrícolas sustentáveis por meio do uso de microorganismos que atuam de maneira benéfica para as plantas. Dessa forma, mesmo diante de inúmeros desafios, conseguimos reduzir os impactos externos para o cultivo da nossa mais importante commodity”. 

Com a visão de contribuir para o sucesso da agricultura sustentável no Brasil, a Rainbow trouxe para o país sua divisão Rainbow Bio, que fornece modernas biossoluções que podem ser utilizadas de forma integrada, seja para aplicação foliar ou no solo. Destaque para Besroute, Besular, Searent e Searoot. Besroute é um fertilizante orgânico simples de torta vegetal de soja classe A que carrega consigo nitrogênio de carbono. Já Besular é um fertilizante organomineral.

“Além dos eficazes Besroute e Besular, Searent é um fertilizante organomineral com alta concentração de potássio K2O. Já Searoot é um fertilizante orgânico organomineral que possui em sua composição alta concentração de carbono e potássio”, detalha o gerente Nacional de Marketing da Rainbow. O portfólio da Rainbow Bio deve ser ampliado para o próximo ano com novos registros e ampliação da atuação da companhia no segmento.





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Carne bovina registra reajustes expressivos


De acordo com Ricardo Leite, Superintendente Executivo do Banco Safra, o setor pecuário enfrentou oscilações significativas em 2024, refletindo uma combinação de fatores internos e externos. O preço do boi gordo registrou uma alta expressiva de 35% entre janeiro e novembro, subindo de R$ 249,65 para R$ 338,75 por arroba. No varejo, o impacto também foi relevante: cortes como o acém tiveram aumento de 10,4% em novembro em relação ao mês anterior, acumulando alta de 14,5% no ano. Outros cortes premium, como a picanha e o contrafilé, registraram aumentos de 6,5% e 9,7%, respectivamente.

No mercado internacional, a situação foi distinta. O preço médio de exportação da carne bovina caiu 4,4% no acumulado de janeiro a novembro de 2024. No entanto, o aumento de 30,3% no volume exportado compensou a queda nos preços, resultando em uma elevação de 24,7% na receita total, que alcançou US$ 10,6 bilhões. Desde o pico histórico registrado em julho de 2022, o preço da carne bovina brasileira no mercado internacional acumulou uma desvalorização de 17%, com o preço médio em março de 2024 chegando a R$ 22,6 por kg (US$ 4,53 por kg).

Os últimos cinco anos evidenciam um ciclo de altos e baixos para o boi gordo. Em 2020, o preço subiu de R$ 200 para R$ 250 por arroba, impulsionado pela forte demanda de exportação, especialmente da China. Em 2022, o valor atingiu um recorde em julho, chegando a R$ 320, mas ajustes no mercado internacional fizeram com que terminasse o ano em R$ 300. Já em 2024, o aumento consistente dos preços foi reflexo de uma menor oferta e maior demanda interna e externa, com o valor fechando novembro em R$ 338,75 por arroba.

“As variações de preço da carne bovina em 2024 refletem uma combinação de fatores internos e externos. No mercado interno, a alta demanda e a menor oferta impulsionaram os preços, enquanto no mercado externo, a queda nos preços foi compensada por um aumento no volume de exportações”, disse ele.

 





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USDA reduz produção global de soja


O Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) apresentou a atualização de oferta e demanda para a soja em janeiro, trazendo ajustes importantes nos números globais e regionais. A produção mundial foi revisada para 424,26 milhões de toneladas, uma redução em relação às 427,14 milhões de toneladas estimadas em dezembro. Os estoques finais globais também recuaram significativamente, passando de 131,87 milhões para 128,37 milhões de toneladas.  

No Brasil, a produção foi mantida em 169 milhões de toneladas, consolidando o país como o maior produtor global. No entanto, os estoques finais sofreram um ajuste, caindo de 33,52 milhões para 32,52 milhões de toneladas. As exportações permanecem inalteradas, projetadas em 105,5 milhões de toneladas.

Nos Estados Unidos, os números apresentaram mudanças expressivas. A produção foi revisada para 118,84 milhões de toneladas, abaixo das 121,4 milhões estimadas no mês anterior. A produtividade caiu para 56,82 sacas por hectare, contra 57,95 sacas em dezembro. Além disso, os estoques finais diminuíram de 12,8 milhões para 10,34 milhões de toneladas, enquanto as importações foram ajustadas para 540 mil toneladas, acima das 410 mil anteriormente projetadas.  

Na Argentina, a estimativa de produção foi mantida em 52 milhões de toneladas, mas os estoques finais sofreram uma leve redução, passando de 28,98 milhões para 28,95 milhões de toneladas. Já a China, maior importadora global de soja, teve sua produção revisada para 20,65 milhões de toneladas, uma pequena queda frente às 20,7 milhões estimadas anteriormente. Os estoques finais também recuaram para 45,96 milhões de toneladas, enquanto as importações permanecem projetadas em 109 milhões de toneladas. 

 





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