terça-feira, abril 7, 2026

Política & Agro

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O mercado de feijão está preocupado



Preços podem desestimular as vendas



Há o receio de que, de uma hora para outra, o feijão represado nos armazéns seja liberado em grande volume
Há o receio de que, de uma hora para outra, o feijão represado nos armazéns seja liberado em grande volume – Foto: Canva

Segundo o Instituto Brasileiro de feijão e Pulses (Ibrafe), a colheita do feijão-carioca na região dos Campos Gerais do Paraná, que inclui cidades como Castro e Ponta Grossa, já foi praticamente concluída. Esse encerramento tende a reduzir o impacto desse produto no mercado, alterando as fontes de abastecimento.

Por outro lado, o setor enfrenta preocupações. Empacotadores destacam o aumento do uso de câmaras frias para armazenamento e a entrada de novos produtores no mercado, o que gera insegurança sobre uma possível liberação repentina de grandes estoques. Esse cenário tem levado compradores a adotar uma postura cautelosa, com compras pontuais para evitar surpresas que impactem os preços.

“Um ponto de preocupação entre os empacotadores é o aumento no uso de câmaras frias e o fato de novos produtores, que nunca haviam plantado Feijão antes, estarem entrando na atividade. Isso gera insegurança, levando os compradores a adotar uma postura cautelosa, preferindo compras pontuais e imediatas. Há o receio de que, de uma hora para outra, o feijão represado nos armazéns seja liberado em grande volume, afetando os preços”, comenta.

Além disso, declarações recentes de um ministro sobre possíveis quedas nos preços de alimentos desconsideram que muitos valores já atingiram seu limite de redução. A manutenção desses preços pode desestimular o plantio na próxima safra, comprometendo a oferta futura e gerando alta nos preços nos próximos ciclos.

“Por isso, é fundamental reforçar nossas abordagens. Somente assim será possível criar um caminho mais seguro e sustentável para o mercado de Feijão, enfrentando os desafios imediatos sem perder de vista o desenvolvimento de um cenário favorável no futuro”, conclui.





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Cuidado com a mancha púrpura na soja



As estratégias recomendadas incluem o uso de fungicidas



Um ponto importante destacado é que a presença das manchas não deve ser confundida com defeitos ou grãos avariados
Um ponto importante destacado é que a presença das manchas não deve ser confundida com defeitos ou grãos avariados – Foto: Alabama Extension

A mancha púrpura na soja, causada pelo fungo Septoria glycines, é um problema que pode impactar significativamente o rendimento das lavouras, conforme explica Lucas Henrique Borgio, Operador de Armazém na Louis Dreyfus Company. Essa doença foliar se manifesta através de manchas roxas ou púrpuras nas folhas, o que pode levar à queda precoce delas. Suas condições ideais de disseminação incluem alta umidade e temperaturas amenas.  

Um ponto importante destacado é que a presença das manchas não deve ser confundida com defeitos ou grãos avariados, mas compreendida como um sintoma da infecção fúngica. Esse entendimento evita equívocos no momento da avaliação da qualidade dos grãos colhidos, ajudando a preservar o valor comercial da produção.  

Para combater a mancha púrpura, as estratégias recomendadas incluem o uso de fungicidas registrados para a cultura, a prática de rotação de culturas para reduzir a carga do inóculo no solo e o manejo adequado das condições de cultivo, como espaçamento e densidade de plantio. Essas medidas ajudam a minimizar a disseminação do fungo e seus impactos negativos.   Adotar práticas preventivas e de manejo eficazes é essencial para reduzir as perdas e manter a produtividade da soja, especialmente em áreas suscetíveis às condições que favorecem a proliferação do Septoria glycines.

“A mancha púrpura na soja, causada pelo fungo Septoria glycines, é uma doença foliar que provoca manchas roxas ou púrpuras nas folhas, podendo levar à queda precoce delas e impactar o rendimento da cultura. Condições de alta umidade e temperaturas amenas favorecem sua disseminação. Importante destacar: a presença de manchas não deve ser considerada defeito ou grãos avariados, mas sim um sintoma da doença. O controle inclui o uso de fungicidas, rotação de culturas e manejo adequado das condições de cultivo”, escreveu, em seu perfil na rede social LinkedIn.

 





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Ritmo de semeadura de algodão está lento em MT



Esse atraso deve-se principalmente ao ciclo prolongado da soja



Apesar do atraso inicial, o avanço da semeadura, que começou com 28,57% em 20 de dezembro e atingiu 77,05% até 24 de janeiro
Apesar do atraso inicial, o avanço da semeadura, que começou com 28,57% em 20 de dezembro e atingiu 77,05% até 24 de janeiro – Foto: Canva

Segundo o Instituto Mato-Grossense de Economia Agropecuária (IMEA), a semeadura do algodão para a safra 2024/25 em Mato Grosso está bem abaixo da observada no ciclo anterior. Até a última sexta-feira (24/01), apenas 28,57% da área projetada foi semeada, uma redução significativa de 48,48 pontos percentuais em relação à safra 2023/24 e 24,37 pontos abaixo da média dos últimos cinco anos.

Esse atraso deve-se principalmente ao ciclo prolongado da soja e ao início lento da colheita dessa oleaginosa. Além disso, as chuvas recentes dificultaram o avanço das atividades no campo, impactando diretamente o cronograma de semeadura do algodão em diversas regiões do estado.

Entre as regiões de Mato Grosso, a Sudeste apresenta o maior progresso, com 52,48% da área destinada ao algodão já semeada. Em contraste, a região Oeste é a que mais enfrenta dificuldades, com apenas 16,82% da área semeada até o momento, evidenciando as variações nas condições climáticas e logísticas de cada local.

Apesar do atraso inicial, o avanço da semeadura, que começou com 28,57% em 20 de dezembro e atingiu 77,05% até 24 de janeiro, está dentro da faixa histórica dos últimos cinco anos. A tendência de crescimento observada segue o padrão dos ciclos anteriores, indicando uma boa expectativa para o andamento da safra 2024/25.

Concluindo, o atraso na semeadura do algodão em Mato Grosso, impulsionado por fatores climáticos e pelo ciclo prolongado da soja, exige atenção para garantir o cumprimento dos prazos de produção. Apesar das dificuldades, a expectativa é de que a safra 2024/25 siga um ritmo de crescimento dentro da normalidade.





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Estudo avalia agrominerais silicáticos no trigo



Esses produtos melhoram a fertilidade do solo



 O uso de remineralizadores e fertilizantes silicáticos pode melhorar a fertilidade do solo
O uso de remineralizadores e fertilizantes silicáticos pode melhorar a fertilidade do solo – Foto: Divulgação

O uso de fontes regionais de agrominerais silicáticos no cultivo de trigo e milho no Sul do Brasil foi abordado no artigo Soil Fertilization and Maize-Wheat Grain Production with Alternative Sources of Nutrients (Adubação do Solo e Produção de Grãos de milho e trigo com Fontes Alternativas de nutrientes, em inglês). O estudo focou na análise dos efeitos de remineralizadores e fertilizantes silicáticos, com destaque para o impacto positivo na fertilidade química, física e biológica do solo. A pesquisa foi conduzida em diferentes áreas do Sul do Brasil, onde os pesquisadores testaram materiais regionais alternativos para a adubação de solo.

Dentre os materiais avaliados, destacam-se os finos de britagem de monzogranito do Batólito de Pelotas (RS), o folhelho e o calcário dolomítico da Formação Irati (PR), e o fosfato natural reativo de Arad, importado de Israel. Os pesquisadores buscaram entender como esses diferentes materiais poderiam contribuir para a melhoria das propriedades do solo e, consequentemente, para o aumento da produtividade das culturas de trigo e milho, essenciais para a economia agrícola da região Sul.

Os resultados do estudo indicaram que o uso de remineralizadores e fertilizantes silicáticos pode, de fato, melhorar a fertilidade do solo, corrigindo a acidez e favorecendo o crescimento das plantas. Um dos achados mais significativos foi o desempenho do folhelho e calcário dolomítico da Formação Irati, que mostrou um efeito similar ao do mármore dolomítico convencional, amplamente utilizado na agricultura. Essa combinação revelou-se eficaz, oferecendo uma alternativa mais local e sustentável aos insumos agrícolas tradicionais.

 





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Soja encerra o dia em baixa na CBOT


De acordo com a TF Agroeconômica, a soja negociada na Bolsa de Chicago (CBOT) registrou queda no fechamento desta sexta-feira, mas acumulou ganhos significativos ao longo da semana. O contrato para março, referência para a safra brasileira, caiu -0,92% ou $ -9,75 cents/bushel, encerrando em $ 1055,75. Já o contrato de maio recuou -0,88% ou $ -9,50 cents/bushel, fechando em $ 1068,25. No mercado de subprodutos, o farelo de soja para março caiu -3,30% ou $ -10,4/ton curta, enquanto o óleo de soja subiu 0,40% ou $ 0,18/libra-peso, finalizando a $ 45,22.  

As oscilações da soja refletem, principalmente, a atenção do mercado às perspectivas de produção na América do Sul. No Brasil, mesmo com problemas climáticos pontuais, espera-se uma safra recorde, estimada entre 169 e 172 milhões de toneladas. Por outro lado, a Argentina, embora tenha reduzido sua estimativa em 1 milhão de toneladas, ainda deve colher uma safra superior à do ano anterior. Outro fator relevante foi o corte nas “retenciones” para exportação de grãos e subprodutos, medida que beneficia farelo e óleo de soja, nos quais o país é líder global.  

As vendas semanais também foram destaque, impulsionadas por compras significativas da China, que representaram 67,88% da soja negociada entre 10 e 16 de janeiro. Essa demanda chinesa ajudou a compensar as perdas pontuais e contribuiu para que o acumulado semanal fosse positivo. A soja subiu 2,10% ou $ 21,75 cents/bushel, o farelo avançou 2,59% ou $ 7,7/ton curta, enquanto o óleo de soja apresentou recuo de -1,03% ou $ -0,47/libra-peso no mesmo período.  

 





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Verão quente da Argentina começa a prejudicar colheitas, diz bolsa de…


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BUENOS AIRES (Reuters) – Um verão quente e seco no Hemisfério Sul está começando a causar danos às safras de soja e milho de 2024/25 da Argentina, informou a Bolsa de Cereais de Buenos Aires nesta sexta-feira, depois de ter relatado condições de cultivo praticamente ideais graças às chuvas abundantes da primavera.

A Argentina é o maior exportador mundial de óleo e farelo de soja e o terceiro maior exportador de milho, além de ser um importante fornecedor de trigo. Até algumas semanas atrás, a bolsa não havia relatado praticamente nenhum sinal de danos às safras graças ao clima úmido da primavera.

No entanto, com o início do verão, no final de dezembro, começaram a ser observados impactos das altas temperaturas e da escassez de chuvas sobre as plantações.

Para as culturas de milho, cultivadas na seção sul do coração agrícola da Argentina, a bolsa disse que “os sintomas de estresse hídrico estão começando a ser observados, como o amarelecimento das folhas basais com possíveis perdas de rendimento”.

Até o momento, os produtores de milho plantaram 87% dos 6,6 milhões de hectares de soja previstos pela bolsa e 93% dos 18,4 milhões de hectares estimados de campos de soja.

Para a soja, a bolsa disse que a área de terras cultivadas que se beneficiaram de condições hídricas “adequadas a ótimas” encolheu 7 pontos percentuais, para 81% da área total plantada.

Apesar do clima quente, a bolsa disse que as duas principais culturas estão progredindo bem, em geral, graças à umidade abundante dos últimos meses de 2024.

A temporada de trigo da Argentina está quase concluída, acrescentou a bolsa, dizendo que os agricultores já colheram 95% de uma estimativa de 18,6 milhões de toneladas de trigo.

(Reportagem de Maximilian Heath; texto de Sarah Morland)

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Pragas impulsionam mercado de agroquímicos


A Kynetec Brasil divulgou o estudo FarmTrak algodão, que revelou um aumento de 9% no mercado de defensivos agrícolas para o algodão na safra 2023-24. O setor movimentou R$ 7,4 bilhões, ante R$ 6,8 bilhões na temporada anterior. Segundo Felipe Lopes Abelha, analista de inteligência de mercado da Kynetec, esse crescimento está relacionado à expansão da área plantada e ao aumento de aplicações específicas. 

O algodão é a sexta cultura mais relevante para a indústria de defensivos e alcançou uma área recorde de 2 milhões de hectares, 18% superior à safra 2022-23, que foi de 1,64 milhão de hectares. “Destacamos da pesquisa o acréscimo de duas aplicações pelo produtor, em média, que por sua vez resultaram numa alta de nove tratamentos frente ao ciclo 2022-23”, ele assinala. “Isso apesar da redução de 11% no preço médio da arroba da pluma no período, para US$ 23 a arroba”, acrescenta.

Os inseticidas mantiveram a liderança entre os agroquímicos, movimentando R$ 3,7 bilhões, um crescimento de 21% em relação à safra anterior. Pragas como o bicudo, a mosca-branca e as lagartas exigiram maior atenção, com destaque para o bicudo, que passou de 13 para 15 aplicações. As lagartas contribuíram com 1,5 aplicação extra, e, juntas, essas pragas geraram R$ 700 milhões em negócios. Em contrapartida, o mercado de herbicidas registrou queda de 22%, totalizando R$ 1,148 bilhão, R$ 300 milhões a menos que no ciclo anterior, reflexo da redução nos preços desses produtos.

Fungicidas apresentaram crescimento de 10%, atingindo R$ 150 milhões. O número médio de tratamentos subiu de 11,8 para 13,3, devido a preocupações com doenças como a ramulária, principal problema da cultura, e a mancha-alvo, especialmente em Mato Grosso e Mato Grosso do Sul. 

 





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CTR aprova antecipação da semeadura da soja no Oeste da Bahia


Amparada por um trabalho de defesa fitossanitária exitoso tanto para as culturas da soja quanto para a do algodão, as Câmaras Técnica Regional da soja e do algodão (CTRs) deliberaram em favor da manutenção da antecipação excepcional da emergência da soja no Oeste da Bahia, com reflexo direto no início do plantio do algodão irrigado, que sucede a soja precoce na região. 

As decisões foram votadas em duas reuniões, divididas ao longo da última quinta-feira (23), realizadas presencialmente e online, com presença de representantes da Associação Baiana dos Produtores de Algodão (Abapa), Associação de Agricultores e Irrigantes da Bahia (Aiba), Agência de Defesa Agropecuária da Bahia (Adab), Associação dos Engenheiros Agrônomos de Luís Eduardo Magalhães (Agrolem), Fundação Bahia, Secretaria de Agricultura da Bahia (Seagri), Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) e do Fundo para o Desenvolvimento do Agronegócio do Algodão (Fundeagro). 

Com a aprovação, a fase de emergência da soja – quando a semente começa a germinar, poucos dias após a semeadura – que, em função do cronograma de vazio sanitário, deveria começar no dia 8 de outubro, passa a ser, excepcionalmente, no dia 25 de setembro. A data final estabelecida pela legislação permanece a mesma, o dia 31 de dezembro. Já o algodão manteve o calendário, de 21 de novembro a 10 de fevereiro, para o Oeste da Bahia, e de 1º de novembro a 10 de fevereiro, na região Sudoeste.

Para a presidente da Abapa, Alessandra Zanotto, o resultado das votações prova um trabalho consistente de defesa fitossanitária em relação à ferrugem da soja no Oeste da Bahia. “Prevaleceu o consenso de que a antecipação funciona e não põe em risco as lavouras da região, numa decisão que é respaldada por dados científicos e empiricamente, também”, pondera. Segundo Alessandra, a união entre as entidades do agro regional mostra que o foco é sempre o bem comum. 

“Não importa se o produtor é de soja ou também planta algodão, se planta em sistema de sequeiro ou com irrigação. Estamos todos do mesmo lado”, afirmou. 

No dia anterior às reuniões, as entidades participaram de um seminário, que reuniu especialistas, produtores e técnicos agrícolas para discutir desafios, inovações e oportunidades nas culturas de soja e milho, que alternam com o algodão na região. Na ocasião, a Abapa distribuiu, entre os presentes, Notas Técnicas da Aiba e da Embrapa, com argumentos de suporte à manutenção da excepcionalidade no calendário. 

Experiência positiva

A antecipação da semeadura já vinha sendo posta em prática no Oeste da Bahia com a soja, nas duas últimas safras, em caráter excepcional, com autorização da Agência de Defesa Agropecuária da Bahia (Adab), abrangendo 111 mil hectares. A prática tem como objetivo otimizar o calendário agrícola, melhorar o manejo fitossanitário e minimizar os riscos associados à ferrugem asiática (Phakopsora pachyrhizi). 

A antecipação segue as diretrizes do Programa Nacional de Controle da Ferrugem Asiática da Soja (PNCFS), regulamentado pela Portaria SDA/MAPA nº 1.124/2024. 

Ferrugem em declínio

Os resultados observados pelos técnicos mostraram uma redução significativa de análises positivas para a ferrugem asiática, com 276 avaliações realizadas na safra atual, superando o monitoramento da safra 2023/2024. Com a antecipação do plantio, a produtividade média parcial das áreas foi de 70-71 sacas por hectare, sem registro de ferrugem nas lavouras monitoradas. 

Quanto ao algodão, de acordo com a Nota Técnica emitida pela Embrapa Algodão em resposta à solicitação da Abapa, sobre as implicações técnicas da antecipação da semeadura da fibra para o cultivo irrigado, são muitas as vantagens em adiantar o plantio do algodão. Além de permitir que a planta atinja o pleno potencial produtivo em menor tempo, com maior qualidade de fibra e menor exposição a pragas e doenças, evita o prolongamento do ciclo e garante que as operações de colheita e manejo sejam concluídas dentro do período do vazio sanitário, assegurando o controle de pragas para a próxima safra. 

Impacto na qualidade e produtividade

Quando o plantio do algodão em áreas irrigadas é tardio, segundo a Embrapa, eleva-se a incidência de doenças como a mancha-de-ramulária e aumentam em até 35% o número de aplicações de fungicidas. O plantio tardio também expõe as plantas a temperaturas inadequadas no período crítico de formação das fibras, o que pode levar a colheitas antecipadas, resultando em menor produtividade. 

Pontos de atenção 

Um dos tópicos que preocupam os integrantes das comissões é a disseminação de tigueras de algodão nas lavouras de soja, decorrentes do transporte inadequado na logística de ida e volta do caroço de algodão e do calcário. Isso acontece porque os caminhões utilizados para levar o caroço –  muito utilizado na ração animal – para outros destinos no nordeste do país, retornam para o Oeste da Bahia com calcário, utilizado na preparação do solo para o plantio da soja, e o resultado é o aparecimento indesejado de plantas de algodão nas lavouras da oleaginosa. 

“No Programa Fitossanitário da Abapa enfatizamos demais a importância do cuidado com a limpeza dos caminhões, mas entendemos que ainda há um grande caminho a seguir na conscientização dos agentes que trabalham neste elo importante da cadeia produtiva. Precisamos, juntos, intensificar as ações para evitar este problema”, conclui Alessandra Zanotto. 





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Grupo digitaliza propriedade no Piauí com redes privativas


A Fazenda Confiança, do Grupo Franciosi Agro, localizada em Baixa Grande do Ribeiro, no Piauí, está revolucionando sua gestão agrícola com o uso de tecnologia avançada. Em parceria com a Virtueyes IoT Solutions, a fazenda implementou redes privativas que conectam máquinas, equipamentos e colaboradores, superando o desafio histórico de acesso à internet na região.  

O Piauí, que registrou crescimento de 384% no valor da produção agrícola nos últimos oito anos, é um dos grandes destaques do agronegócio brasileiro, consolidando-se como potência no setor. Aproveitando esse potencial, o Grupo Franciosi, referência na produção de soja, milho e algodão, apostou na digitalização para ampliar sua eficiência e produtividade.  

“Vimos a importância da conectividade dentro da fazenda, principalmente para conectar os pivôs e demais equipamentos de telemetria da propriedade. Passamos a avaliar algumas tecnologias nesse sentido em busca de algo que cobrisse a fazenda com uma grande rede de Wi-Fi”, disse Marco Gracindo, Head de Tecnologia do Grupo Franciosi Agro, responsável pelas áreas de inovação, tecnologia e agricultura digital.

A solução desenvolvida pela Virtueyes utiliza conectividade M2M e IoT para cobrir os 12 mil hectares da propriedade, padronizando a comunicação e integrando as tecnologias existentes. Além de otimizar processos agrícolas, a iniciativa tem impacto social positivo, proporcionando conectividade aos colaboradores, que podem manter contato com suas famílias e acessar oportunidades de estudo.  

Atualmente, a implementação está em fase de validação e ajustes, com planos de expandir a tecnologia para outras áreas e fazendas do grupo. Segundo Marco Gracindo, Head de Tecnologia do Grupo Franciosi, o objetivo é garantir qualidade de sinal em toda a propriedade, reforçando o compromisso com inovação e sustentabilidade no agronegócio.  

 





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