terça-feira, abril 7, 2026

Política & Agro

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Nova variedade de brócolis reforça liderança do Brasil



“O Centurion demora muito mais para passar do ponto”



A aposta em novas variedades como o Centurion reforça a posição do Brasil como maior produtor de brócolis
A aposta em novas variedades como o Centurion reforça a posição do Brasil como maior produtor de brócolis – Foto: Pixabay

A variedade híbrida Centurion, da linha TSV Sementes, tem chamado a atenção dos produtores de brócolis pelo alto desempenho em durabilidade e resistência. Segundo Silvio Nakagawa, especialista da Agristar do Brasil, o Centurion mantém a qualidade por mais tempo, mesmo após transporte e armazenamento. 

Além disso, apresenta floretes finos e escuros, favorecendo a aparência e a conservação no mercado fresco. O consultor Antonio Carlos Rothmann destaca ainda sua resistência a doenças como míldio e mancha de alternaria, além da capacidade de permanecer em câmaras frias por mais de 20 dias sem perda de qualidade.

“O Centurion é resistente a doenças como míldio e mancha de alternaria, além de suportar o armazenamento em câmaras frias por mais de 20 dias sem perda de qualidade. Isso garante segurança ao mercado fresco, que hoje é o principal fornecedor de brócolis de cabeça para todo o Brasil”, destaca Rothmann.

A aposta em novas variedades como o Centurion reforça a posição do Brasil como maior produtor de brócolis da América do Sul, respondendo por 48% da produção total. Segundo a Associação Brasileira do Comércio de Sementes e Mudas (ABCSEM), o país produz mais de 290 mil toneladas anuais, movimentando cerca de R$ 1,2 bilhão no varejo. As principais regiões produtoras incluem a Serra Gaúcha, Grande Curitiba, o Cinturão Verde de Santa Catarina, além do Sul de Minas Gerais e São Paulo.

Segundo o especialista em Brássicas e Folhosas da Agristar do Brasil a variedade apresenta uma combinação de floretes finos e bem escuros que favorece sua durabilidade. “O Centurion demora muito mais para passar do ponto. O produtor pode embalar o brócolis, enviá-lo para outras regiões e, mesmo após o transporte e exposição na gôndola, ele mantém a qualidade por muito mais tempo”, explica.

 





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Brasil enfrenta desafios com falsificações de fertilizantes



“A entrada de novas empresas no mercado de fertilizantes é um grande desafio”



Entre as principais recomendações do especialista estão a demonstração de confiabilidade por meio de certificações
Entre as principais recomendações do especialista estão a demonstração de confiabilidade por meio de certificações – Foto: Canva

Segundo João Luiz Ricardo de Souza Filho, Associado no IEST Group, o aumento das importações de fertilizantes no Brasil tem gerado sérios problemas com falsificações e produtos de baixa qualidade. A procedência, a logística e o armazenamento são fatores cruciais que impactam a eficácia dos fertilizantes quando chegam ao campo, tornando essencial um maior controle e confiabilidade no setor.

“Por isso eu sempre digo, a entrada de novas empresas no mercado de fertilizantes é um grande desafio. Para evitar prejuízos, tanto para as empresas que importam quanto para o produtor rural”, comenta em seu perfil na rede social LinkedIn.

Entre as principais recomendações do especialista estão a demonstração de confiabilidade por meio de certificações, participação em eventos agrícolas e parcerias com produtores, permitindo que o mercado avalie o produto em ação. Além disso, preços muito abaixo do mercado e promessas de logística facilitada costumam gerar desconfiança, tornando a transparência fundamental nas negociações.

Outro aspecto essencial é o investimento no chamado pós-venda. Monitorar o desempenho dos fertilizantes no solo e acompanhar seus efeitos nas lavouras demonstra compromisso com a qualidade e fortalece a relação com os clientes. Um suporte técnico eficiente pode ser um diferencial competitivo e ajudar a consolidar a marca no mercado. “A qualidade do fertilizante impacta diretamente a produtividade e a rentabilidade do agricultor. Vale a pena o cuidado”, conclui ele, citando um caso em que observou a soja como exemplo.

 





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Otimização das manobras na colheita de cana-de-açúcar




A pesquisa revelou que as melhorias nas manobras desses veículos resultaram em um aumento considerável na produtividade da colheita
A pesquisa revelou que as melhorias nas manobras desses veículos resultaram em um aumento considerável na produtividade da colheita – Foto: Divulgação

O Laboratório de Máquinas e Mecanização Agrícola (LAMMA) anunciou, no início de 2025, a publicação do artigo “Optimization of Auxiliary Vehicle Maneuvering in Mechanized Sugarcane Harvesting: Productivity and Sustainability” na revista científica AgriEngineering (2025, 7(2), 25). O estudo foi conduzido pelo Rouverson Silva Research Group, composto por uma equipe de especialistas, e focou na otimização das manobras de veículos auxiliares, como os vagões transbordo, durante a colheita mecanizada da cana-de-açúcar.

A pesquisa revelou que as melhorias nas manobras desses veículos resultaram em um aumento considerável na produtividade da colheita, ao mesmo tempo em que contribuíram para a redução da compactação do solo, um problema frequente em áreas com intensa movimentação de máquinas. O estudo também demonstrou que a adoção de técnicas otimizadas, especialmente em terrenos planos, proporcionou um retorno econômico mais favorável, aliado a um impacto ambiental reduzido. Esses resultados destacam a relevância de conciliar eficiência operacional com práticas sustentáveis no setor agrícola.

O trabalho foi assinado por Lígia Negri Corrêa, Adão Felipe dos Santos, Carlos Eduardo Angeli Furlani, Glauco de Souza Rolim, Igor Cristian de Oliveira Vieira, Breno dos Santos Silva, Frederico Luiz Siansi e Rouverson Pereira da Silva. A publicação está disponível na edição 7(2) de AgriEngineering de 2025 e representa um avanço significativo nas práticas de mecanização agrícola, com um impacto direto na produtividade e na sustentabilidade das operações de colheita de cana-de-açúcar.

 





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Adubação ajuda a controlar invasoras na pastagem



Existem três métodos principais para o controle das plantas invasoras



O primeiro passo no controle de invasoras é identificar as espécies presentes e avaliar o nível de infestação
O primeiro passo no controle de invasoras é identificar as espécies presentes e avaliar o nível de infestação – Foto: Divulgação

As plantas invasoras são um dos principais desafios para a manutenção de pastagens produtivas. Elas competem com as forrageiras por luz, água e nutrientes, reduzindo a capacidade de suporte da área e afetando o desempenho do rebanho. Para um controle eficiente, é essencial conhecer os fatores que influenciam a infestação e as melhores estratégias de manejo, conforme destaca Alvaro Luiz Loureiro Medeiros, Supervisor Regional de Vendas da TIMAC Agro Brasil.

O primeiro passo no controle de invasoras é identificar as espécies presentes e avaliar o nível de infestação. Algumas plantas exigem métodos específicos de manejo, e o histórico da pastagem pode indicar as causas do problema, como sobrepastejo, solo degradado ou ausência de manejo adequado. Esse diagnóstico inicial é crucial para determinar as melhores intervenções e evitar a proliferação das invasoras.

Existem três métodos principais para o controle das plantas invasoras: o químico, com o uso de herbicidas seletivos aplicados no momento adequado para máxima eficiência e segurança; o mecânico, que inclui práticas como roçadas e gradagens para reduzir a presença de invasoras, sendo geralmente uma medida complementar; e o cultural, que abrange o manejo correto da pastagem, como adubação, rotação de pastagens e introdução de forrageiras mais competitivas.

O controle de invasoras deve ser contínuo, com monitoramento regular para evitar novas infestações. Práticas como ajuste da lotação, manutenção da cobertura do solo e uso de sementes certificadas são fundamentais para a prevenção. Com a integração desses métodos, é possível garantir maior produtividade, reduzir custos e promover a saúde do sistema pecuário, contribuindo para um manejo sustentável das pastagens.

 





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Perspectiva para ano que se inicia é positiva, diz autoridade do Fed


Logotipo Reuters

Por Howard Schneider

BALTIMORE (Reuters) – A perspectiva para a economia dos Estados Unidos em 2025 é positiva, com mais chances de alta do que de baixa para o crescimento, apesar da incerteza sobre o impacto do comércio e de outras políticas que podem ser adotadas pelo novo governo Trump, disse o presidente do Fed de Richmond, Thomas Barkin, nesta sexta-feira.

“A forma como a incerteza da política econômica será resolvida será importante. Mas, com o que sabemos hoje, espero mais vantagens do que desvantagens em termos de crescimento”, disse Barkin em comentários à Associação de Bancários de Maryland, com potencialmente “mais risco do lado da inflação”, se, por exemplo, as contratações se fortalecerem.

Com empresas otimistas e consumidores ainda gastando, Barkin disse achar que o mercado de trabalho “está mais propenso a se voltar para a contratação do que para a demissão”.

Os mercados financeiros também parecem estar mais confiantes, com menos incertezas, um alinhamento com a perspectiva do Fed de um ritmo mais lento de cortes na taxa básica no próximo ano e uma aceitação de que os juros de longo prazo “provavelmente não cairão tanto quanto alguns esperavam”, disse Barkin, que não votará este ano na política de juros do Fed.

O Fed reduziu sua taxa de juros de referência em 0,25 ponto percentual na reunião de dezembro e reduziu a taxa em 1 ponto percentual em suas três últimas reuniões de 2024.

Mas com o progresso em relação à inflação estagnado e dúvidas sobre como as políticas comercial, tributária e de imigração do novo presidente Donald Trump podem afetar a economia, autoridades do Fed também projetaram que a taxa de referência cairia apenas mais 0,50 ponto percentual este ano.

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Produtores rurais terão bonificação nas operações de custeio de práticas sustentáveis



A medida foi implementada pela Resolução do Conselho Monetário Nacional (CMN) nº 5.15




Foto: Divulgação

Médios e grandes produtores rurais que comprovarem a adoção de práticas produtivas sustentáveis, por meio de certificações válidas e ativas, poderão obter uma redução de 0,5 ponto percentual na taxa de juros de custeio. A medida foi implementada pela Resolução do Conselho Monetário Nacional (CMN) nº 5.152, publicada em 2 de julho de 2024, e tem como objetivo estimular a sustentabilidade no setor agropecuário.

O benefício vale para certificações válidas em programas oficiais, como o Produção Integrada (PI Brasil), mediante certificação de conformidade emitida por instituição certificadora acreditada pelo Instituto Nacional de Metrologia, Qualidade e Tecnologia (Inmetro); o Programa de Boas Práticas Agrícolas (BPA), mediante certificação emitida por instituição certificadora com programa reconhecido pelo Mapa; e os sistemas de produção orgânica, mediante certificação realizada por instituições certificadoras credenciadas pelo Mapa ou certificação realizada por organismos participativos avaliação da conformidade orgânica, no âmbito do Sistema Participativo de Garantia (SPG).

Também tem direito ao desconto o produtor que houver, nos últimos cinco anos agrícolas, contratado crédito de investimento em um dos subprogramas do RenovAgro (antigo Programa ABC), desde que o crédito de custeio seja destinado a atividades desenvolvidas em área total ou parcialmente coincidente com a área objeto do financiamento do RenovAgro e o custeio seja relacionado à atividade financiada. Nesse caso, basta que o produtor autorize a instituição financeira o acesso à informação de seus financiamentos obtidos em outros bancos.

As instituições financeiras deverão validar as informações na Plataforma AgroBrasil + Sustentável. Os passos a serem seguidos estão disponíveis na página do Serpro: página do produto Consulta Práticas Agropecuárias Sustentáveis.

Já o produtor rural, para se habilitar ao benefício, deverá considerar os seguintes requisitos: prévia qualificação socioambiental do estabelecimento rural na Plataforma AB+S; conter pelo menos um certificado válido de prática sustentável emitido para o produtor que solicitou a habilitação ao Plano Safra e cadastrado pela respectiva instituição na Plataforma AB+S; e número do CAR do estabelecimento rural certificado para as práticas sustentáveis. O acesso à Plataforma AB+S, pelo produtor rural, deverá ser realizado por meio do link.





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Pastagens melhoram com chuvas, mas açudes seguem baixos



Calor e chuvas irregulares impactam pecuária de corte




Foto: Alexandre Teixeira

De acordo com o Informativo Conjuntural divulgado pela Emater/RS-Ascar na última quinta-feira (23), as altas temperaturas das últimas semanas trouxeram desafios para a bovinocultura de corte no Rio Grande do Sul. O calor intenso afetou o conforto térmico dos animais, mas, em algumas regiões, as chuvas recentes aliviaram parcialmente a situação, permitindo a retomada da adubação em cobertura e amenizando os impactos nas pastagens.

Situação por regiões administrativas

  • Bagé: As chuvas interromperam a estagnação no crescimento das pastagens nativas e cultivadas. Entretanto, na Fronteira Oeste, os açudes e fontes de água continuam baixos em muitas localidades. Apesar disso, o estado corporal do rebanho é satisfatório.
  • Caxias do Sul: A integração lavoura-pecuária tem substituído áreas de pastagens por cultivos de soja e milho. Os rebanhos estão sendo mantidos em campos nativos e pastagens de milheto, capim sudão, tifton e jiggs.
  • Erechim: A baixa oferta de massa verde tem levado ao aumento do uso de volumosos conservados e rações.
  • Frederico Westphalen: O mercado segue aquecido, com valorização nos preços de abate e reposição.
  • Passo Fundo: A estiagem prejudicou o desempenho das pastagens, exigindo ajustes no manejo alimentar e maior atenção à suplementação.
  • Pelotas: O calor acima de 30°C e a alta umidade impactaram negativamente os animais de origem europeia. O manejo está focado no controle de bicheiras e carrapatos.
  • Porto Alegre: Apesar da estiagem, os rebanhos mantêm boas condições, com reforço na suplementação para compensar a escassez de pastagens de verão.
  • Santa Rosa e Soledade: Os rebanhos estão em período reprodutivo, com entouramento das matrizes. Métodos como monta natural, inseminação artificial e inseminação artificial em tempo fixo (IATF) são amplamente utilizados.


O levantamento semanal de preços apontou um aumento de 1,21% no preço médio do boi, passando de R$ 10,74 para R$ 10,87/kg vivo. Já o preço da vaca para abate subiu 0,42%, de R$ 9,57 para R$ 9,61/kg vivo.





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Açúcar sobe nas bolsas internacionais


Segundo a União Nacional da Bioenergia (Udop), os contratos futuros de açúcar iniciaram a semana em alta nas principais bolsas internacionais nesta segunda-feira (27). Na bolsa de Nova York (ICE), o açúcar bruto registrou um avanço de 0,79%, atingindo a maior cotação em duas semanas e meia. Já na ICE Futures Europe, de Londres, o açúcar branco apresentou valorização de 1,77%.

O lote março/25 da ICE de Nova York foi negociado a 19,17 centavos de dólar por libra-peso, um aumento de 15 pontos em relação à sexta-feira. O contrato de maio/25 subiu 12 pontos, fechando em 17,74 cts/lb. Outros vencimentos tiveram alta entre 5 e 12 pontos.

Em Londres, o contrato com vencimento em março/25 foi cotado a US$ 507,00 a tonelada, uma alta de US$ 8,80 em relação à sessão anterior. A tela maio/25 subiu US$ 6,30, encerrando a US$ 497,80 a tonelada. Outros contratos subiram entre US$ 2,20 e US$ 4,90.

No mercado interno, os preços do açúcar cristal recuaram. Segundo o Indicador Cepea/Esalq, da USP, a saca de 50 quilos foi negociada a R$ 150,72, queda de 1,88% em relação aos R$ 153,60 registrados na última sexta-feira. Com isso, o déficit acumulado do indicador no mês chegou a 6,54%.

No caso do etanol hidratado, o biocombustível também registrou desvalorização após dois dias de alta. De acordo com o Indicador Diário Paulínia, o preço médio caiu 0,70%, passando de R$ 2.927,50/m³ para R$ 2.907,00/m³.





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Milho registra alta na CME e segue influenciado por fatores globais



Estiagem na Argentina pressiona preço do milho na CME




Foto: Canva

De acordo com o boletim semanal divulgado pelo Instituto Mato-Grossense de Economia Agropecuária (Imea) nesta segunda-feira (27), o preço do milho no contrato julho/25 da Chicago Mercantile Exchange (CME) alcançou a média de US$ 4,97/bushel na semana encerrada em 24 de janeiro. O valor representa uma alta de 1,38% no comparativo semanal, impulsionada por fatores como o aumento do consumo de E-15 nos Estados Unidos e a sustentação nos preços de outros grãos.

Além disso, os preços foram fortalecidos pelos dados de Oferta e Demanda (O&D) divulgados pelo Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) em 12 de janeiro. No comparativo anual, o preço médio do milho entre 20 e 24 de janeiro registrou crescimento de 1,66% em relação ao mesmo período de 2024, refletindo expectativas de queda na produção global para a safra 2024/25.

Outro ponto de atenção é a produção sul-americana, que pode influenciar diretamente as cotações futuras na bolsa de Chicago. A estiagem na Argentina e no sul do Brasil gera incertezas quanto ao desempenho da safra. No Brasil, as chuvas intensas no norte têm dificultado a colheita da soja, atrasando também os trabalhos de campo relacionados ao milho, o que pode impactar a oferta.





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SC projeta alta de 49,8% na produção de tabaco em 2024/25


De acordo com os dados da edição de janeiro do Boletim Agropecuário produzido pela Empresa de Pesquisa Agropecuária e Extensão Rural de Santa Catarina (Epagri) divulgado pelo Observatório Agro Catarinense, a produção de tabaco foi marcada por desafios climáticos em Santa Catarina na safra 2023/24. O estado produziu 158 mil toneladas, representando 29,6% da produção da Região Sul do Brasil, em uma área de 86 mil hectares. A produtividade média foi de 1.784 kg/ha, queda de 28,1% em relação à safra anterior, impactada por chuvas acima da média que prejudicaram o desenvolvimento, colheita e secagem do tabaco.

As variedades de tabaco apresentaram as seguintes produtividades: Virgínia (1.822 kg/ha, -27,5%), Burley (1.453 kg/ha, -33,9%) e Galpão Comum (1.232 kg/ha, -38,2%). A Microrregião de Canoinhas foi a maior produtora, contribuindo com 46,5% da produção estadual, seguida por Rio do Sul (13,3%) e Ituporanga (12,6%).

Apesar da queda na produção, os preços pagos aos fumicultores subiram significativamente. O preço médio do tabaco em 2023/24 foi de R$ 23,00 por quilo, aumento de 24,6% em relação ao ciclo anterior. A variedade Virgínia apresentou o maior preço médio, R$ 23,22 (+25,4%), enquanto Burley (R$ 20,33) e Comum (R$ 20,29) também registraram ganhos.

Entre 2020 e 2024, o preço médio do tabaco em Santa Catarina cresceu 2,6 vezes, refletindo a valorização da cultura. Para a safra 2024/25, projeta-se uma recuperação: a área plantada deve aumentar 11,8%, alcançando 94,2 mil hectares, com expectativa de crescimento de 49,8% na produção, atingindo 225 mil toneladas.

Entretanto, negociações sobre o preço do tabaco entre produtores e empresas fumageiras seguem sem acordo. Os debates consideram o custo de produção, que varia de 6,18% a 10,55% para a variedade Virgínia.





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