terça-feira, abril 7, 2026

Política & Agro

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Boi gordo cai R$2,00/@ em São Paulo





Foto: Sheila Flores

De acordo com o informativo “Tem Boi na Linha” da Scot Consultoria desta sexta-feira (31), o mercado do boi gordo registrou queda nos preços em São Paulo, enquanto outras regiões, como Rio Grande do Sul e Maranhão, mantiveram estabilidade. Segundo levantamento do setor, a oferta de gado está razoável, com maior disponibilidade de fêmeas, mas o escoamento da carne segue fraco.

Nas praças paulistas, a arroba do boi gordo recuou R$2,00, sendo negociada a R$325,00. A vaca teve a maior desvalorização, com queda de R$5,00/@, cotada a R$298,00. Já a novilha caiu R$3,00/@, ficando em R$312,00.

O “boi China”, categoria de animais aptos à exportação para o país asiático, também registrou queda de R$3,00/@, sendo negociado a R$322,00/@, com um ágio de R$7,00/@.

  • Noroeste do Paraná: Oferta de gado segue baixa, com a arroba do boi gordo a R$320,00, a vaca a R$290,00 e a novilha a R$312,00. O “boi China” subiu R$2,00/@, cotado a R$322,00/@.
  • Rio Grande do Sul: A exportação de carne e bovinos vivos sustenta os preços. No Oeste, o boi gordo é negociado a R$11,00/kg, a vaca a R$10,65/kg e a novilha a R$11,15/kg. Em Pelotas, os preços variam entre R$10,06 e R$11,05/kg.
  • Maranhão (Oeste): O mercado segue estável, com o boi gordo a R$295,00/@, a vaca a R$270,00/@ e a novilha a R$272,00/@.


A expectativa é que os preços variem nos próximos dias conforme a demanda e as condições do mercado internacional.





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Comercialização de arroz enfrenta dificuldades, indústrias reajustam ofertas



Produtores têm buscado vender os estoques da safra de 2024




Foto: Divulgação

Os preços do arroz em casca no Rio Grande do Sul continuam apresentando oscilações dentro de uma faixa estreita, conforme apontam os mais recentes levantamentos do Cepea. A instabilidade no mercado tem gerado uma espécie de “queda de braço” entre produtores e compradores, resultando em baixa liquidez nas transações realizadas na semana passada.

De acordo com o boletim informativo do Cepea, muitos produtores têm buscado vender os estoques da safra de 2024, na tentativa de aliviar a pressão sobre os volumes produzidos. No entanto, compradores estão adotando uma postura mais cautelosa, preferindo adquirir apenas pequenos lotes, com foco na reposição de estoques. Esses compradores, além disso, têm tentado negociar condições mais flexíveis, com prazos de pagamento mais alongados.

A restrição de vendedores, no entanto, levou algumas indústrias a ajustar suas ofertas de compra para garantir o cereal necessário para a produção. Esses movimentos no mercado revelam um cenário de tensões entre as partes envolvidas, que ainda buscam estabilizar o comércio do produto no Estado.





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Balanço da Conab aponta crescimento de 70% nas vendas do ProVB em 2024


As vendas de milho para pequenos criadores por meio do Programa de Venda em Balcão (ProVB) da Conab chegaram a 111,9 mil de toneladas no último ano, um crescimento de 70% se comparado com o volume registrado em 2023, quando foram comercializadas 65,9 mil toneladas. É o melhor resultado dos últimos quatro anos. Os dados estão no balanço do Programa elaborado pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab). O crescimento nas vendas se deu principalmente pelo aumento no número de clientes do Programa. Em 2024, foram atendidos pelo ProVB 11.886 criadores e criadoras, em um aumento de aproximadamente 50% em relação ao ano anterior.

“O ProVB fornece alimentação animal para pequenos criadores da agricultura familiar inseridos nas cadeias de produção de carnes, leite e ovos. Para alcançar estes resultados, buscamos nos aproximar mais dos criadores, realizando parcerias com os municípios para ampliar os pontos de venda e facilitar o acesso”, reforça o diretor de Operações e Abastecimento da Conab, Arnoldo de Campos. O diretor destaca a importância do ProVB como um programa que fortalece a agricultura familiar e, ao mesmo tempo, contribui com a produção de alimentos estratégicos para a cesta básica dos brasileiros. 

Para este ano, a tendência é que os atendimentos continuem crescendo. A expectativa da Companhia é que sejam comercializadas 131,4 mil toneladas de milho. Se confirmado o resultado, a elevação será de 17%. “A compra do milho no Programa possibilita para os criadores o acesso ao milho a preços competitivos e de forma regular. Isso contribui para o desenvolvimento de um dos mais representativos segmentos da economia nacional, além de gerar renda e empregos, sobretudo nas áreas rurais. Em 2025 devemos promover novos aperfeiçoamentos no ProVB. Estamos trabalhando para ampliar ainda mais a cobertura, com mais pontos de venda, o número de clientes e também os produtos vendidos”, pondera o diretor da Companhia.

Bons resultados – Dentre os estados, destaque para o crescimento de vendas no Piauí, saindo de 9,85 mil toneladas para 19,46 mil toneladas, uma alta de 98%. Com este resultado, o estado é o que registra o maior volume comercializado no último ano, passando o Ceará. “Em 2024, a Companhia buscou se aproximar de criadores de importantes regiões com a abertura de novos pontos de venda. Uma delas foi em São Raimundo Nonato, região do semiárido piauiense, onde tivemos recorde de venda já nas primeiras semanas de implantação. Outra cidade que recebeu um novo ponto foi Piripiri. Essas iniciativas, além de intensificarem a atuação da Conab no interior do estado, contribuíram para ampliar o atendimento com mais de 700 novos clientes cadastrados”, ressalta o superintendente da Companhia no Piauí, Danilo Viana.

As vendas no Rio Grande do Norte também apresentaram uma elevação expressiva saindo de 9,72 mil toneladas para 17,42 mil toneladas, alta de 79%. O desempenho coloca o estado potiguar como o segundo maior em volume vendido no país. Esse aumento é reflexo do Projeto Conab Itinerante, desenvolvido pela Superintendência da estatal no Rio Grande do Norte. “Em 2024 participamos em quase todas as feiras agropecuárias e a Conab inovou levando o milho para ser comercializado. Então, os agricultores e as agricultoras que participavam do evento tinham a oportunidade de se cadastrar no Programa e já na feira adquirir o cereal e levar o produto para sua propriedade”, explica o superintendente da Companhia no Rio Grande do Norte, Sebastião José de Arruda. “Isso contribuiu para ampliar nossas vendas em 2024. São medidas como essa, de desburocratização do serviço público, que nos aproximam do nosso público, levando o que a gente tem de melhor no atendimento e na execução das políticas públicas”, avalia Arruda.

Outros dois estados que se destacaram nas vendas no ano passado, com a maior elevação em percentual, foram Bahia e São Paulo. Os criadores baianos compraram cerca de 11,54 mil toneladas de milho na Conab, acréscimo de 393% na comparação com a comercialização registrada em 2023. Já no estado paulista a alta foi de 232%, saindo de 37,19 toneladas vendidas em 2023 para 123,34 toneladas no ano passado.

ProVB em 2025 – Nesta sexta-feira (3) foi publicada a Portaria Interministerial MAPA/MF/MDA nº 21/2024, que estabelece os limites orçamentários para a comercialização do cereal por meio da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), que permite a retomada das vendas do produto pela estatal. O documento autoriza a Conab a comprar até 50 mil toneladas do grão, por meio de leilão público, para atender o Programa, e estipula o limite de até R$ 144,2 milhões para a equalização de preços na venda do milho, nas operações do ProVB.





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Mercado do boi registra queda nos preços



Mercado do boi gordo segue com ofertas razoáveis




Foto: Divulgação

De acordo com o informativo “Tem Boi na Linha” da Scot Consultoria desta quinta-feira (30), o mercado do boi gordo segue com ofertas razoáveis, com maior disponibilidade de fêmeas para abate. No entanto, o escoamento da carne não apresentou um desempenho satisfatório.

A escala de abate atualmente atende, em média, sete dias úteis. No cenário geral, os preços registraram queda para todas as categorias: o boi gordo teve redução de R$ 2,00/@, a vaca caiu R$ 5,00/@ e a novilha recuou R$ 3,00/@.

  • Noroeste do Paraná: A oferta de gado permanece baixa, com escalas de abate atendendo a uma média de sete dias úteis.
  • Rio Grande do Sul: A exportação de carne bovina in natura e de bovinos vivos ajudou a sustentar o preço da arroba no estado.
  • Oeste do Maranhão: Com o mercado abastecido e escalas médias de seis dias, os preços permaneceram estáveis.


O setor segue atento às oscilações do mercado e ao comportamento da demanda para os próximos períodos.





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Chuvas melhoram lavouras de milho silagem



Produtores investem em fertilizantes após chuvas




Foto: Agrolink

Segundo o Informativo Conjuntural da Emater/RS-Ascar, divulgado nesta quinta-feira (30), as chuvas recentes trouxeram benefícios para as lavouras de milho destinadas à silagem no Rio Grande do Sul. As precipitações melhoraram o aspecto geral das plantações, recuperando a coloração verde das folhas e favorecendo a emissão de novas estruturas vegetativas.

Com a umidade adequada, os produtores intensificaram a aplicação de fertilizantes nitrogenados e potássicos em cobertura, além de reforçarem o manejo de pragas e plantas daninhas. A aplicação de inseticidas preventivos contra a cigarrinha e lagartas também foi realizada.

Apesar das chuvas, as atividades de ensilagem seguiram normalmente, com resultados considerados satisfatórios.

  • Região de Bagé (Campanha): As lavouras em fase vegetativa foram beneficiadas e mantêm bom potencial produtivo. No entanto, áreas semeadas a partir de 24 de dezembro apresentam falhas no estande devido à falta de umidade, o que pode comprometer a produtividade.
  • Região de Ijuí: Cerca de 90% da área destinada à silagem já foi colhida. A estiagem afetou o número de grãos nas espigas, mas o volume e a qualidade do produto estocado são considerados satisfatórios. Aproximadamente 5% das lavouras inicialmente destinadas à produção de grãos estão sendo redirecionadas para silagem, o que pode resultar em menor qualidade do material final.


A expectativa dos produtores é de que as condições climáticas continuem favoráveis para garantir bons resultados na colheita.





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Safra de uvas segue com bons preços e qualidade



Colheita da uva está em fase final em diversas regiões




Foto: Divulgação

Segundo o Informativo Conjuntural da Emater/RS-Ascar, divulgado nesta quinta-feira (30), a colheita da uva está em fase final em diversas regiões, com frutos de boa qualidade e preços relativamente estáveis no Rio Grande do Sul.

Na região administrativa de Frederico Westphalen, a colheita da uva Niágara Rosada e Bordô já alcança 95% dos parreirais. Os preços variam entre R$ 3,00 e R$ 5,00/kg para a Niágara Rosada e R$ 2,20 a R$ 2,40/kg para a Bordô.

Já na região de Soledade, está sendo finalizada a colheita das variedades americanas, como Niágara Rosada e Branca, Concord e Bordô. A colheita da variedade vinífera Chardonnay já está em andamento, enquanto as uvas Merlot, Tannat e Cabernet Sauvignon seguem em maturação. Os preços pagos aos produtores variam de R$ 5,00 a R$ 6,00/kg, podendo chegar a R$ 10,00/kg na venda direta ao consumidor.

O clima seco tem favorecido a produção, garantindo frutos com ótimo grau Brix, bom tamanho e sanidade. A expectativa é de que a safra mantenha sua qualidade até o final da colheita.





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Ácaro-branco reduz produção e exige monitoramento



Praga afeta soja, café e algodão no Brasil


Foto: Divulgação

Segundo o informado pela engenheira agrônoma Bruna Rohrig em artigo publicado no Blog da Aegro, o ácaro-branco tem sido uma grande preocupação para os agricultores, devido ao seu potencial de dano em diversas culturas. Com ciclo de vida rápido e capacidade de adaptação, a praga tem sido registrada com maior frequência e abrangência nos últimos anos, sobretudo em regiões com alta umidade e temperaturas elevadas.

Segundo o Centro Internacional de Biociência Agrícola (CABI), o ácaro-branco afeta importantes culturas como soja, café e algodão, podendo reduzir drasticamente a produtividade. Em outros países, há registros de perdas de até 50% na produção de feijão devido ao ataque da praga.

A infestação compromete o crescimento das plantas, reduzindo seu porte e dificultando o desenvolvimento. Em casos mais graves, há queda de folíolos, bronzeamento de hastes e folhas e redução do número de frutos.

Na soja, o ácaro-branco diminui a distância entre os entrenós, fazendo com que plantas afetadas fiquem menores e recebam menos luz, impactando sua produtividade. No algodão, a praga se torna mais agressiva em anos chuvosos, afetando a qualidade das fibras e o número de maçãs.

O ácaro-branco pode ser confundido com outras pragas, doenças ou viroses. Para diferenciá-lo, é necessário observar sintomas como rugosidade e deformação das folhas, além de verificar se a coloração interna da haste se mantém normal.

Ao contrário da maioria dos ácaros, o ácaro-branco se prolifera em condições de alta umidade e calor, sendo mais comum durante o crescimento vegetativo das plantas. Seu controle exige monitoramento constante e adoção de boas práticas agrícolas, evitando surtos e garantindo a sanidade da lavoura.





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SC lidera controle sanitário contra brucelose e tuberculose



Santa Catarina reforça liderança em sanidade animal




Foto: Pixabay

De acordo com dados da Secretaria de Estado da Agricultura e Pecuária de Santa Catarina, o estado se mantém como referência nacional em sanidade animal, com ações que garantem a segurança alimentar, a competitividade do agronegócio e a qualidade dos produtos. Em 2024, o estado atingiu a marca de 3,5 mil propriedades certificadas como livres de brucelose e tuberculose, resultado de um trabalho conjunto entre o Serviço Veterinário Oficial, a Secretaria de Agricultura e Pecuária e a Cidasc.

O estado detém a menor incidência de brucelose no país, sendo o único classificado como “grau A” pelo Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa). Santa Catarina também compartilha a classificação A para tuberculose bovina com outros quatro estados.

O controle sanitário do rebanho leiteiro avançou com a Portaria 44/2020, que determina o monitoramento contínuo da produção e a coleta obrigatória de amostras de leite de tanques de refrigeração para exames anuais de brucelose, a partir de 2025.

Em 2024, foram coletadas amostras de 13.970 propriedades, com 402 positivas para brucelose (2,88%), uma redução expressiva em comparação a 2021, quando a taxa era de 5,89%. Os exames individuais também indicaram uma queda significativa nos casos, de 1,36% em 2021 para 0,60% em 2024.

O estado conta com cerca de 540 médicos veterinários habilitados pelo Mapa, que atuam no diagnóstico e controle das doenças, garantindo a baixa prevalência da brucelose e tuberculose no rebanho catarinense.

Com um planejamento sólido para 2025, Santa Catarina reafirma seu compromisso com a sanidade animal e o fortalecimento do agronegócio, consolidando-se como exemplo de controle sanitário no Brasil.





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Cadastro de animais: Implicações e inseguranças



Outro ponto de atenção é a possível sobrecarga do sistema que administrará o cadastro



Outro ponto de atenção é a possível sobrecarga do sistema que administrará o cadastro
Outro ponto de atenção é a possível sobrecarga do sistema que administrará o cadastro – Foto: Pixabay

A sanção da Lei 15.046, assinada pelo Governo Federal em 18 de dezembro de 2024, gerou preocupações no setor pet. A lei autoriza a criação do Cadastro Nacional de Animais Domésticos, mas tanto a Associação Brasileira da Indústria de Produtos para Animais de Estimação (Abinpet) quanto o Instituto Pet Brasil (IPB) apontam a falta de clareza sobre seus objetivos. O texto não esclarece como o cadastro será usado, se servirá para melhorar a saúde pública ou para a criação de novas políticas públicas, deixando muitas questões sem resposta.

Outro ponto de atenção é a possível sobrecarga do sistema que administrará o cadastro. O Serviço Federal de Processamento de Dados (Serpro), responsável pela gestão, já enfrenta dificuldades operacionais e pode não ser capaz de lidar com a complexidade da tarefa. A exigência de registrar individualmente todos os animais domésticos, incluindo peixes ornamentais e pequenos mamíferos, também levanta preocupações quanto à viabilidade logística, especialmente em casos de tutores com vários animais.

A divergência sobre o escopo do cadastro também preocupa, já que ainda está sendo discutido se ele incluirá apenas cães e gatos. As entidades do setor acreditam que políticas públicas devem focar no bem-estar dos animais, com base em discussões técnicas e transparência. Elas alertam para o risco de a medida ser ineficaz, sem gerar um impacto positivo real na vida dos animais e seus tutores.

Exemplos internacionais, como os de Alemanha, Holanda e Inglaterra, alertam para as consequências de tais medidas. Inicialmente voltadas para o controle do número de animais, essas iniciativas evoluíram para a imposição de taxas anuais elevadas, chegando a mil euros, o que tem gerado impactos negativos, como o aumento do abandono de animais. O Brasil precisa avaliar esses exemplos antes de adotar medidas que possam prejudicar o mercado pet e os tutores de animais.

 





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SC registra queda no preço do milho em janeiro


De acordo com os dados da edição de janeiro do Boletim Agropecuário produzido pela Empresa de Pesquisa Agropecuária e Extensão Rural de Santa Catarina (Epagri) divulgado pelo Observatório Agro Catarinense, o preço médio do milho pago ao produtor em Santa Catarina registrou queda de 1,79% em dezembro em relação ao mês anterior. Nos primeiros 20 dias de janeiro de 2025, a cotação estadual manteve uma leve retração, divergindo da alta esperada no mercado internacional para março, segundo a Bolsa de Chicago.

Nos últimos seis anos, os preços apresentaram variações significativas. Em 2024, os valores ficaram acima apenas dos registrados em 2019 e 2023 (após maio), mas abaixo dos níveis de 2020, 2021 e 2022 – períodos impactados por fatores como a pandemia de Covid-19 e a guerra entre Rússia e Ucrânia.

Apesar da instabilidade, o cenário para 2025 indica possibilidade de recuperação dos preços, impulsionado pela demanda externa e sinais positivos no mercado futuro.

A área de cultivo da primeira safra foi reduzida em 11,3%, reflexo dos altos custos de produção, insegurança causada pela cigarrinha e os baixos preços de 2024. No entanto, espera-se um aumento na produtividade de aproximadamente 25%, alcançando 8.594 kg/ha.

As condições das lavouras seguem favoráveis, apesar do calor e das chuvas irregulares. Em algumas regiões, como Curitibanos, Campos Novos e Lages, chuvas adicionais poderiam maximizar a produtividade.

Com a menor safra estadual em 2024, Santa Catarina importou 472 mil toneladas de milho, um aumento de 25% em relação ao ano anterior. O Paraguai segue como principal fornecedor devido ao menor custo de frete em comparação ao Centro-Oeste brasileiro.

O déficit de milho no estado chegou a 5,01 milhões de toneladas em 2023 e deve superar 6 milhões em 2024, suprido em grande parte por importações interestaduais, especialmente do Mato Grosso do Sul, Paraná e Goiás. Com expectativas de alta nos preços e maior produtividade, 2025 pode trazer um cenário mais equilibrado para os produtores catarinenses.





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