sábado, abril 4, 2026

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Floricultura espera aumento de 8% em vendas no Dia da Mulher



A floricultura nacional está otimista para o Dia Internacional da Mulher




Foto: Pixabay

A floricultura nacional está otimista para o Dia Internacional da Mulher, que será comemorado no próximo sábado, 8 de março. O Ibraflor (Instituto Brasileiro de Floricultura) projeta um aumento de 8% nas vendas de flores em comparação com 2024, destacando a data como uma oportunidade única para presentear com flores e reconhecer a importância das mulheres. 

A data já representa 8% das vendas anuais de flores e plantas ornamentais no Brasil, e este ano a procura deve ser ainda maior, com destaque para os buquês. As floriculturas estão se preparando para um volume de pedidos superior à média diária, refletindo a crescente valorização da data, que se consolidou como uma das principais para o comércio de flores. “A floricultura nacional está preparada para atender a essa demanda crescente com produtos frescos, de alta qualidade e com arranjos especiais, na certeza de que, mais uma vez, o Dia da Mulher será celebrado com muita cor e afeto”, diz o presidente do Ibraflor, Jorge Possato.

Entre as flores mais demandadas para o Dia da Mulher, as rosas vermelhas, clássicas da celebração, e as orquídeas Phalaenopsis, famosas pela beleza exótica e delicada, estão entre as preferidas dos consumidores. Também são requisitadas flores como alstroemerias, gypsophila, tango e ruscus, que compõem buquês sofisticados e elegantes para a data.

O Dia Internacional da Mulher tem raízes no início do século XX, durante um período de grandes transformações sociais e econômicas. A data surgiu como símbolo da luta das mulheres por direitos iguais, melhores condições de trabalho e pelo direito ao voto. Em 1908, um grupo de mulheres operárias em Nova York fez uma greve exigindo melhores condições de trabalho e igualdade salarial. Trágicamente, 129 mulheres morreram em um incêndio enquanto estavam trancadas em uma fábrica, o que gerou grande comoção e reforçou a luta pelos direitos femininos. A primeira comemoração do Dia Internacional da Mulher ocorreu em 1911, em diversas nações europeias. Desde então, o 8 de março se tornou um símbolo da luta das mulheres por igualdade, liberdade e justiça social.





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Brasil exportou 1,6 milhão de toneladas de farelo de soja em janeiro



Bolsa de Comércio de Rosário reduziu sua estimativa para a safra argentina




Foto: Divulgação

De acordo com a edição de fevereiro do Boletim Logístico, divulgado na última sexta-feira (28) pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), a recuperação do mercado de farelo de soja foi impulsionada pelas tarifas praticadas nos Estados Unidos e pelo aumento das reservas estatais da China, fatores que elevaram as margens de esmagamento da indústria chinesa.

A Bolsa de Comércio de Rosário reduziu sua estimativa para a safra argentina 2024/25, agora prevista em 47,5 milhões de toneladas, o que pode impactar a oferta do país vizinho. A produção brasileira deve suprir com tranquilidade tanto a demanda interna quanto as exportações da oleaginosa e seus derivados.

Em janeiro de 2025, o Brasil exportou 1,6 milhão de toneladas de farelo de soja, volume inferior ao registrado no mesmo período do ano passado, quando as exportações atingiram 1,8 milhão de toneladas.

O escoamento pelo porto de Santos correspondeu a 45,4% da oferta nacional no mês, contra 46,3% em janeiro de 2024. Em Paranaguá, o percentual ficou em 30,4%, ligeiramente acima dos 29,7% do ano anterior. Já o porto de Rio Grande teve participação de 10,4%, ante 12,6% no mesmo período do ano passado, enquanto Salvador registrou 6,9%, mais que o dobro dos 3,3% de janeiro de 2024. Os principais estados exportadores foram Mato Grosso (MT), Paraná (PR), Goiás (GO) e Mato Grosso do Sul (MS), que seguem como os maiores fornecedores do farelo de soja brasileiro ao mercado externo.





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Justiça anula ITBI indevido em imóvel rural



Especialista diz que é preciso sempre estar atento a esse tipo de situação



"Ocorre que muitos municípios estão cobrando o imposto ITBI sobre a diferença entre o valor de mercado e o custo histórico"
“Ocorre que muitos municípios estão cobrando o imposto ITBI sobre a diferença entre o valor de mercado e o custo histórico” – Foto: Pixabay

A Justiça de Jataí (GO) concedeu decisão favorável ao escritório Amaral e Melo Advogados contra a cobrança indevida de ITBI na transferência de uma fazenda para o capital social de uma empresa familiar no município de Perolândia. O advogado tributarista Leonardo Amaral explica que muitos municípios têm interpretado de forma equivocada o Tema 796 do STF, de 2020, aplicando o imposto sobre a diferença entre o valor de mercado e o custo histórico do imóvel, mesmo quando a Constituição prevê imunidade para essas operações.  

“Neste caso, o imóvel rural é incorporado ao capital social da empresa familiar pelo seu custo de aquisição histórico informado na declaração de renda do sócio. Ocorre que muitos municípios estão cobrando o imposto ITBI sobre a diferença entre o valor de mercado e o custo histórico, com base em uma interpretação distorcida de uma decisão do STF proferida no ano de 2020”, comenta.

Segundo ele, a sentença reforça a importância do planejamento sucessório no agronegócio, visto que a incorporação de imóveis rurais ao capital social de holdings familiares tem sido uma prática comum. Entretanto, municípios podem cobrar indevidamente o ITBI, gerando disputas judiciais. A liminar obtida pelo escritório reconhece a ilegalidade da cobrança e pode servir de precedente para outros casos semelhantes.  

“A transferência para uma empresa familiar, ou holding, tem se tornado uma prática de planejamento cada vez mais comum. No entanto, dependendo do município e até mesmo das atividades realizadas em diferentes propriedades rurais, por exemplo, pode haver uma interpretação equivocada e a cobrança incorreta do imposto. Então, é preciso estar atento e, se preciso, buscar a ajuda de um especialista gabaritado para tirar qualquer dúvida sobre a questão”, conclui.

 





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Soja recua com demanda fraca


A soja fechou em baixa na Bolsa de Chicago (CBOT) nesta segunda-feira, impactada por preocupações com tarifas comerciais, demanda fraca e avanço da colheita no Brasil, conforme análise da TF Agroeconômica. O contrato de março caiu 1,31%, ou 13,25 cents/bushel, encerrando a $998,25, enquanto o contrato de maio recuou 1,39%, ou 14,25 cents/bushel, para $1011,50. O farelo de soja para março perdeu 0,55%, cotado a $290,1/ton curta, e o óleo de soja caiu 1,45%, fechando a $42,90/libra-peso.  

A falta de avanços nas negociações comerciais pesou sobre as cotações. As incertezas em relação às tarifas que seriam impostas aos principais parceiros comerciais dos EUA aumentaram a pressão sobre o mercado. Diferente de ocasiões anteriores, nenhuma alteração de última hora nos prazos foi anunciada, reforçando o pessimismo e pressionando todas as commodities do complexo de soja.  

Além disso, a colheita no Brasil, que inicialmente apresentava atrasos, avançou significativamente em relação ao ano passado. O país se aproxima de uma safra recorde, aumentando a oferta global e contribuindo para a queda nos preços. Com a produção brasileira ganhando ritmo, compradores internacionais têm optado pelos portos brasileiros, reduzindo ainda mais a demanda pela soja americana.  

O cenário de oferta elevada no Brasil e incerteza comercial nos EUA pode continuar pressionando os preços da soja nas próximas semanas. Caso não haja mudanças significativas no quadro de tarifas ou recuperação da demanda, o mercado deve seguir registrando volatilidade. “A imposição de tarifas comerciais pode reduzir ainda mais a demanda pelo grão americano, que está menor semana a semana e voltada para os portos brasileiros”, comenta.

 





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Dois fatores pressionam mercado da soja



No Brasil, a colheita já atingiu 50% da área até 27 de fevereiro



No Brasil, a colheita já atingiu 50% da área até 27 de fevereiro
No Brasil, a colheita já atingiu 50% da área até 27 de fevereiro – Foto: Ivan Bueno/APPA

A TF Agroeconômica destacou dois fatores que pressionam o mercado da soja: as exportações fracas dos EUA e o avanço da colheita no Brasil. As inspeções de exportação norte-americanas totalizaram 694 mil toneladas na semana até 27 de fevereiro, ficando na parte inferior das estimativas dos analistas, que variaram entre 351,07 mil e 975 mil toneladas. A China foi o principal destino, com 350 mil toneladas. Apesar da queda semanal, o acumulado da temporada 2024/25 ainda supera o do ano passado, somando 37,58 milhões de toneladas.  

No Brasil, a colheita já atingiu 50% da área até 27 de fevereiro, segundo a AgRural. O avanço é significativo em relação aos 48% registrados no mesmo período do ano passado e reflete a alta eficiência do maquinário agrícola. O ritmo acelerado é resultado de condições favoráveis nas principais regiões produtoras, aumentando a oferta global e pressionando os preços da oleaginosa no mercado internacional.  

No entanto, o estado do Rio Grande do Sul segue como uma incógnita para a safra brasileira. O clima quente e seco persiste, limitando o potencial produtivo e podendo impactar a produção final do país. Mesmo assim, a aceleração da colheita nacional, somada às exportações enfraquecidas dos EUA, reforça um cenário baixista para os preços da soja no curto prazo.  

Dessa forma, o mercado segue atento aos dados da demanda global e às condições climáticas nas lavouras sul-americanas. Com os estoques aumentando e as exportações americanas abaixo do esperado, os preços podem continuar pressionados, a menos que surjam novos fatores de suporte, como mudanças no clima ou surpresas na demanda chinesa.

 





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Milho cai em Chicago com temor de tarifas



O temor é que eventuais restrições comerciais prejudiquem as exportações dos EUA



O movimento de baixa foi impulsionado pela falta de avanços nas negociações comerciais entre os Estados Unidos e seus principais parceiros
O movimento de baixa foi impulsionado pela falta de avanços nas negociações comerciais entre os Estados Unidos e seus principais parceiros – Foto: Leonardo Gottems

O mercado de milho na Bolsa de Chicago (CBOT) registrou queda significativa nesta segunda-feira (04), com os temores sobre tarifas comerciais superando a boa demanda pelo grão. Segundo a TF Agroeconômica, a cotação de março, referência para a safra de verão brasileira, encerrou com desvalorização de 2,92% ou 13,25 cents/bushel, a US$ 440,25. O contrato para maio também recuou 2,82%, cotado a US$ 456,25 por bushel.

O movimento de baixa foi impulsionado pela falta de avanços nas negociações comerciais entre os Estados Unidos e seus principais parceiros. Até o momento, não houve indicações de que o ex-presidente Donald Trump possa rever a imposição de novas tarifas, o que aumentou a incerteza sobre o comércio do milho com Canadá e México, os maiores compradores do grão americano e seus derivados.

Mesmo com sinais de forte demanda, o mercado de milho não resistiu à pressão das incertezas tarifárias. O temor é que eventuais restrições comerciais prejudiquem as exportações dos EUA, em um momento em que o Departamento de Agricultura do país (USDA) projeta aumento de área plantada, produtividade, produção e estoques para a safra 2025/26.

“As inspeções de exportação de milho aumentaram moderadamente na semana até 27 de fevereiro, registrando um volume de 1.351 mil tons. Isso também estava no limite superior das estimativas dos analistas, que variavam entre 950 e 1,400 mil tons. O México foi o destino número 1, com 416,56 mil tons. Os totais acumulados para o ano comercial de 2024/25 permanecem visivelmente acima do ritmo do ano passado, após atingir 27,25 milhões de toneladas”, conclui.

 





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Venda ao México e exportações sustentam milho nos EUA



No entanto, fatores baixistas também surgiram



“Se os excedentes não forem escoados, ficam no país e pressionam os preços para baixo"
“Se os excedentes não forem escoados, ficam no país e pressionam os preços para baixo” – Foto: Divulgação

A TF Agroeconômica destacou fatores de alta e baixa que influenciam o mercado do milho. No lado positivo, exportadores privados dos EUA venderam 115 mil toneladas de milho para o México, com entrega prevista para o ciclo 2024/25. Além disso, as inspeções de exportação aumentaram na semana até 27 de fevereiro, totalizando 1,351 milhão de toneladas, ficando no limite superior das projeções dos analistas. O México liderou as compras, com 416,56 mil toneladas, enquanto o volume acumulado no ano comercial já soma 27,25 milhões de toneladas, acima do ritmo registrado no ano passado.  

No entanto, fatores baixistas também surgiram. A transição do fenômeno La Niña para condições neutras de ENSO pode impactar a produção agrícola global, segundo o meteorologista do USDA, Brad Rippey. Além disso, a secretária de Agricultura dos EUA, Brooke Rollins, mencionou um pacote de US$ 30 bilhões em assistência emergencial aos produtores, aprovado pelo Congresso, o que pode influenciar a dinâmica do mercado.  

Outro fator de preocupação veio do ex-presidente Donald Trump, que anunciou a imposição de tarifas sobre importações agrícolas a partir de 2 de abril. No entanto, a TF Agroeconômica avalia essa decisão como um erro estratégico, pois, sem exportações para escoar os excedentes, os preços podem cair abaixo dos custos de produção, reduzindo a oferta no médio e longo prazo.  

“Se os excedentes não forem escoados, ficam no país e pressionam os preços para baixo, podendo chegar abaixo dos custos de produção, resultando em menos produção a médio e longo prazos. A exportação é necessária para garantir bons preços, divisas para o país e qualidade dos produtos”, conclui.

 





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Mercado de trigo sofre nova queda



A pressão negativa se deve à incerteza sobre tarifas comerciais



A pressão negativa se deve à incerteza sobre tarifas comerciais
A pressão negativa se deve à incerteza sobre tarifas comerciais – Foto: Divulgação

A bolsa de Chicago iniciou a semana com quedas no mercado de trigo, impactada por tarifas comerciais e demanda enfraquecida, segundo a TF Agroeconômica. O contrato de março do trigo brando SRW fechou em baixa de 0,93%, a US$ 532,00 por bushel, enquanto o contrato para maio recuou 1,44%, cotado a US$ 547,50. O trigo duro HRW de Kansas caiu 1,93%, a US$ 547,50, e o trigo HRS de Minneapolis encerrou com queda de 1,07%, a US$ 576,00. Na Europa, o trigo para moagem na Euronext de Paris caiu 1,92%, cotado a 217,50 euros por tonelada.

A pressão negativa se deve à incerteza sobre tarifas comerciais que o governo dos Estados Unidos pode impor a seus parceiros. Até o momento, não houve novas negociações nem prorrogação de prazos, o que influenciou negativamente as commodities agrícolas. A falta de avanços nesse cenário aumentou a aversão ao risco entre os investidores, levando a uma liquidação de posições no mercado futuro.

Além disso, o desempenho fraco das exportações contribuiu para a tendência de baixa. Nas últimas semanas, os embarques de trigo dos EUA não apresentaram crescimento expressivo, gerando preocupações sobre a competitividade do produto no mercado global. O USDA ainda projeta um aumento na área plantada para a safra 2025/26, o que pode intensificar a pressão sobre os preços no futuro próximo.

Diante desse contexto, o mercado segue atento aos desdobramentos das políticas comerciais e às estimativas de oferta e demanda para os próximos meses. Caso não haja mudanças no ritmo das exportações ou revisões nas previsões do USDA, o trigo pode continuar enfrentando dificuldades para recuperar preços.

 





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Mercado de trigo segue parado no Brasil



No Paraná, a oferta de trigo é escassa



Em Santa Catarina, o cenário permanece estável
Em Santa Catarina, o cenário permanece estável – Foto: Agrolink

A TF Agroeconômica reportou que o mercado de trigo no Brasil seguiu praticamente parado durante o período de carnaval, com cotações inalteradas. No Rio Grande do Sul, os preços do trigo posto moinho variam entre R$ 1.350 e R$ 1.370 por tonelada para retirada até março, enquanto lotes de melhor qualidade para panificação são negociados a R$ 1.400 para abril e maio. 

Apesar da disponibilidade estimada de 940 mil toneladas, a qualidade do cereal é muito heterogênea, o que dificulta negociações. A moagem segue em volumes baixos devido às fracas vendas de farinha, e a expectativa é que o mercado reaja somente a partir de abril. Na exportação, o trigo Milling no porto atingiu R$ 1.350/t, sem registro de negócios concretizados.  

Em Santa Catarina, o cenário permanece estável, com dificuldades na venda de farinha, impedindo reajustes nos preços. Moinhos relatam que os custos não estão sendo cobertos, enquanto o farelo de trigo sofreu desvalorização, caindo para R$ 1.100 ensacado. Algumas cooperativas estão segurando estoques, aguardando possíveis valorizações futuras. Os preços da saca de trigo seguem estáveis em várias regiões do estado, com destaque para Rio do Sul, onde houve alta para R$ 80,00.  

No Paraná, a oferta de trigo é escassa, com vendedores pedindo entre R$ 1.500 e R$ 1.600/t FOB, enquanto o trigo branqueador é ainda mais raro, com valores acima de R$ 1.700/t. Algumas compras foram feitas no Rio Grande do Sul, mas os preços não estão compatíveis com os das farinhas. A importação segue como alternativa, com trigo chegando ao estado por US$ 265/270 por tonelada. O trigo futuro tem compradores entre R$ 1.400 e R$ 1.450 CIF. O preço médio da saca no estado subiu 1,41%, atingindo R$ 74,27, com lucro médio do produtor avançando para 6,95%.  

 





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Mercado de grãos: Pressão nos preços


Os mercados de soja, milho e trigo iniciam esta terça-feira de Carnaval sob forte pressão, refletindo a incerteza sobre as tarifas comerciais que o ex-presidente Donald Trump pode impor a seus principais parceiros. Segundo a TF Agroeconômica, o adiamento dessas decisões em ocasiões anteriores não se repetiu na segunda-feira, resultando em quedas generalizadas nas cotações.

 No caso da soja, a colheita no Brasil avança rapidamente e deve resultar em uma safra recorde, aumentando a oferta global e reduzindo a demanda pelo grão americano. Na Bolsa de Chicago (CBOT), o contrato para maio recuou para US$ 1.003,50 (-8,0), enquanto no Brasil o indicador CEPEA subiu para R$ 134,55 (+1,90% no dia, +4,31% no mês). No Paraguai, a soja foi cotada a US$ 361,14 em Assunção.  

O milho segue a mesma tendência de queda, influenciado pelas incertezas comerciais com Canadá e México, grandes importadores do cereal dos EUA. Além disso, o Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) projeta um aumento de área plantada, produtividade e estoques para a safra 2025/26, o que reforça a pressão sobre os preços. Na CBOT, o milho maio caiu para US$ 451,75 (-4,40), enquanto no Brasil o indicador CEPEA subiu para R$ 87,68 (+0,57% no dia, +16,92% no mês). No Paraguai, o milho spot variou entre US$ 175 e US$ 193 nas principais regiões produtoras, enquanto a safrinha foi negociada entre US$ 155 e US$ 165.  

No mercado de trigo, a indefinição sobre as tarifas também impactou os preços, agravada pelas exportações fracas e pelo aumento de área plantada nos EUA, conforme dados do USDA. Na CBOT, o contrato para maio recuou para US$ 543,75 (-4,0), enquanto no Brasil os indicadores CEPEA registraram R$ 1.502,11 no Paraná (+0,13% no dia, +5,32% no mês) e R$ 1.337,03 no Rio Grande do Sul (-0,12% no dia, +2,17% no mês). No Paraguai, os preços variaram entre US$ 230 e US$ 240 no Campo 9 e entre US$ 230 e US$ 235 no Alto Paraná.  





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