sábado, março 28, 2026

Política & Agro

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RS pode ampliar área de sorgo na próxima safra



A colheita de sorgo avança no Rio Grande do Sul



Foto: Pixabay

A colheita de sorgo avança no Rio Grande do Sul, com resultados considerados positivos mesmo em cenário de baixa disponibilidade hídrica. De acordo com o Informativo Conjuntural divulgado pela Emater/RS-Ascar na quinta-feira (26), na região administrativa de Bagé, o município de São Borja já colheu cerca de 50% dos 5.000 hectares cultivados.

Segundo o levantamento, nas áreas ainda não colhidas, 30% das lavouras estão em fase de maturação, 10% em enchimento de grãos e 10% em floração. A produtividade média das áreas já colhidas é de aproximadamente 4.800 quilos por hectare, com variações em áreas impactadas pela estiagem ou com menor nível tecnológico. Em sistemas irrigados por pivô, os rendimentos chegam a 7.200 quilos por hectare.

O informativo aponta que “os produtores estão satisfeitos com o desempenho da cultura, especialmente em um cenário de escassez de chuvas”. Ainda de acordo com a entidade, há expectativa de ampliação da área cultivada na próxima safra, condicionada à manutenção das condições de mercado.





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Com 414 fiscalizações, Adapar finaliza operação contra influenza aviária no Litoral


A Agência de Defesa Agropecuária do Paraná (Adapar) realizou, entre os dias 16 e 26 de março, uma operação de combate à Influenza Aviária de Alta Patogenicidade (IAAP) nos municípios do Litoral do Estado. Ao todo, 16 servidores da Adapar participaram da operação. Durante o período, foram realizadas 414 fiscalizações em propriedades com aves de subsistência (criações de fundo de quintal) e em estabelecimentos comerciais de produtos veterinários.

Além das ações de fiscalização, a operação também promoveu educação sanitária, levando orientações aos proprietários de aves sobre a doença e reforçando a importância das medidas de prevenção e controle. As ações de conscientização focaram e informar para os moradores sobre os impactos econômicos decorrentes de possíveis embargos e que a influenza aviária de alta patogenicidade é uma zoonose, o que afeta diretamente a a saúde pública.

A ação também contou com a colaboração de médicos-veterinários do Projeto de Monitoramento de Praias da Bacia de Santos (PMP-BS), uma ação da Petrobras que faz parte das condições para o licenciamento ambiental emitido pelo Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama). O projeto é executad pelo Laboratório de Ecologia e Conservação da Universidade Federal do Paraná (UFPR).

A participação do PMP-BS aconteceu no início da operação, com os profissionais auxiliando os servidores da Adapar em simulações de procedimentos e na realização de necrópsias, com foco no reconhecimento de possíveis sinais de enfermidades em aves.

RELEVÂNCIA – A manutenção do status sanitário de área livre de influenza aviária é fundamental tanto para a saúde pública quanto para a economia do Estado. O Paraná é o maior produtor de proteína animal do Brasil e lidera, com ampla vantagem, o segmento de carne de frango, sendo responsável por mais de um terço da produção nacional.

Esse cenário está diretamente relacionado ao conceito de Saúde Única, que integra a saúde humana, animal, vegetal e ambiental. O controle de doenças, nesse contexto, impacta diretamente a geração de empregos, o desenvolvimento econômico e o abastecimento alimentar em nível nacional.

HISTÓRICO – A operação é parte de um conjunto de ações permanentes realizado em diversas regiões do Estado, organizadas pela Divisão de Sanidade Avícola (Disav). Em 2025, o Sudoeste paranaense foi foco das ações. No Paraná, todas as granjas registradas devem cumprir os requisitos de biosseguridade previstos na Portaria Adapar nº 242/2022 e na Instrução Normativa MAPA nº 56/2007, normas que estabelecem padrões técnicos indispensáveis para garantir a sanidade dos plantéis, prevenir a entrada de agentes patogênicos e assegurar a conformidade dos estabelecimentos junto ao serviço oficial.





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Sorgo cresce no Brasil e manejo biológico chama atenção



O uso de bioinsumos tem ganhado espaço


O uso de bioinsumos tem ganhado espaço
O uso de bioinsumos tem ganhado espaço – Foto: Divulgação

O avanço do sorgo na safrinha tem sido acompanhado por estratégias voltadas ao aumento da produtividade e à redução de riscos climáticos e fitossanitários. A cultura, que apresenta maior tolerância a estresses hídricos e térmicos, também exige cuidados específicos, especialmente nas fases iniciais de desenvolvimento.

No ciclo 2024/2025, a produção brasileira alcançou 5,9 milhões de toneladas, com crescimento de 35% em relação ao período anterior. Mesmo com características adaptativas, o sorgo pode ter o desempenho comprometido em condições de seca prolongada e altas temperaturas, o que reforça a importância de práticas de manejo mais eficientes.

O uso de bioinsumos tem ganhado espaço nesse cenário, principalmente no tratamento de sementes e no arranque inicial da cultura, considerado crítico nos primeiros 20 dias após a emergência. Tecnologias com ação promotora de crescimento estimulam a produção de fitormônios e favorecem o desenvolvimento radicular, contribuindo para maior uniformidade da lavoura.

Soluções como o Bioasis Power, da Biotrop, atuam na formação de biofilme ao redor das raízes, ajudando a manter a umidade e aumentar a resiliência das plantas. Além disso, microrganismos benéficos auxiliam na regulação de processos fisiológicos em situações de estresse térmico.

No controle fitossanitário, o manejo preventivo também é destacado. O biofungicida Bombardeiro atua na redução de doenças como antracnose e manchas foliares, promovendo proteção ao longo do ciclo e preservação da área foliar ativa, fator importante para a fotossíntese.

 





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Projeto tenta barrar uso do IOF para arrecadação rápida



O texto propõe restringir mudanças abruptas nas alíquotas


O texto propõe restringir mudanças abruptas nas alíquotas
O texto propõe restringir mudanças abruptas nas alíquotas – Foto: Agencia Brasil

A definição de regras mais claras para tributos que impactam o crédito e os investimentos voltou ao centro do debate econômico. Uma proposta apresentada na Câmara busca limitar mudanças frequentes e reforçar a previsibilidade no uso de um imposto que afeta diretamente diversos setores produtivos.

O deputado Arnaldo Jardim, vice-presidente da Frente Parlamentar da Agropecuária, protocolou projeto que estabelece critérios para alterações nas alíquotas do IOF. A iniciativa surge como reação ao uso recente do tributo pelo governo federal com finalidade arrecadatória, afastando-se da função regulatória original.

O texto propõe restringir mudanças abruptas nas alíquotas, com o objetivo de evitar impactos sobre contratos em andamento e sobre a precificação de ativos. A medida também busca dar maior segurança a investidores e setores como agronegócio, infraestrutura e mercado imobiliário, que dependem de crédito e planejamento de longo prazo.

Segundo o parlamentar, o uso recorrente do IOF como instrumento de ajuste fiscal de curto prazo compromete o ambiente de negócios. Ele avalia que alterações frequentes geram insegurança jurídica e afastam investimentos.

A proposta também prevê isenção do imposto sobre instrumentos financeiros utilizados no financiamento produtivo, como LCA, CRA, CPR, CDCA, LCI e CRI, além de fundos ligados à infraestrutura, inovação e agroindústria.

O projeto foi apresentado após tentativas do governo, em 2025, de elevar o IOF por decreto para reforçar a arrecadação, medida que gerou reação no Congresso e no mercado e acabou parcialmente revertida. Nesse cenário, a iniciativa se soma à agenda da FPA por maior estabilidade regulatória e redução de custos de financiamento.

 





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“Mercado de insumos nunca esteve tão pressionado”



O cenário reúne fatores que afetam diretamente o abastecimento


O cenário reúne fatores que afetam diretamente o abastecimento
O cenário reúne fatores que afetam diretamente o abastecimento – Foto: Divulgação

A pressão sobre o mercado global de fertilizantes já começa a impactar o planejamento da próxima safra brasileira, em meio a restrições simultâneas de oferta e incertezas geopolíticas. A avaliação é de Isan Rezende, presidente da Federação dos Engenheiros Agrônomos do Estado de Mato Grosso e do Instituto do Agronegócio.

O cenário reúne fatores que afetam diretamente o abastecimento. A Rússia, responsável por praticamente todo o fornecimento de nitrato de amônio ao Brasil, suspendeu temporariamente os embarques. Ao mesmo tempo, a China interrompeu exportações de fosfatados e nitrogenados, sem previsão clara de retomada. Soma-se a isso o bloqueio do Estreito de Ormuz, rota estratégica para o comércio global de fertilizantes, afetada por tensões envolvendo o Irã.

Os reflexos já aparecem nos custos de produção. Insumos como MAP, DAP e cloreto de potássio acumulam altas ao longo de 2026, pressionando as margens de culturas como soja e milho. O Ministério da Agricultura classifica o momento como de elevado risco de desabastecimento, com estimativa de déficit entre 1 e 3 milhões de toneladas de fosfatados.

A preocupação se intensifica diante do calendário agrícola. A demanda do Hemisfério Norte entra em fase de pico, enquanto o Brasil mantém forte dependência externa, com cerca de 85% do consumo de fertilizantes vindo de importações. Esse desequilíbrio estrutural, aliado à instabilidade internacional, reforça a tendência de preços elevados no curto prazo.

Para a safra 2026/2027, o ambiente é de incerteza. Produtores, cooperativas e investidores enfrentam um mercado mais caro e volátil, com risco concreto de escassez. Nesse contexto, decisões antecipadas de compra e diversificação de fornecedores passam a ser determinantes não apenas para controlar custos, mas para garantir produtividade.

 





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Alta do diesel dispara alerta no campo



Nesse contexto, a eficiência no uso de combustível passa a ser um fator decisivo


Nesse contexto, a eficiência no uso de combustível passa a ser um fator decisivo
Nesse contexto, a eficiência no uso de combustível passa a ser um fator decisivo – Foto: Canva

O aumento do custo do diesel em 2026 já provoca efeitos diretos nas operações agrícolas, pressionando margens e exigindo maior controle sobre os gastos no campo. Em um ambiente de instabilidade no mercado internacional de petróleo, produtores intensificam a busca por soluções que preservem a rentabilidade ao longo da safra.

Nesse contexto, a eficiência no uso de combustível passa a ser um fator decisivo. Avaliações em campo indicam que máquinas com maior nível tecnológico conseguem reduzir significativamente o consumo por hora trabalhada, segundo Lucas Zanetti, gerente de Marketing de Produtos da Massey Ferguson. Considerando ciclos operacionais que podem alcançar cerca de 2.000 horas por safra, a economia pode ultrapassar 20 mil litros de diesel por equipamento, ampliando a área atendida com o mesmo volume de combustível .

A modernização da frota se consolida como uma estratégia técnica e econômica. Equipamentos com transmissões continuamente variáveis e motores mais eficientes apresentam menor consumo específico, além de melhorar o rendimento operacional e a previsibilidade dos custos. Outro efeito relevante é a redução do desgaste interno dos componentes, o que impacta positivamente a manutenção e a vida útil das máquinas .

Resultados de testes em diferentes culturas e sistemas produtivos reforçam esse cenário. Em operações de plantio, preparo de solo e subsolagem, o uso de tecnologias mais avançadas proporcionou reduções expressivas no consumo de combustível e ganhos de eficiência operacional. Em alguns casos, também houve diminuição no tempo de execução das atividades, antecipando etapas importantes do calendário agrícola .

“Isso significa que grandes propriedades conseguem finalizar suas janelas de operação com dias de antecedência, reduzindo o número de máquinas necessárias na lavoura, a necessidade de horas extras e, novamente, a exposição da frota ao consumo de diesel”, finaliza Zanetti.

 





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Demanda puxa soja, enquanto custos limitam ganhos



O contrato de maio subiu 0,17%


O contrato de maio subiu 0,17%
O contrato de maio subiu 0,17% – Foto: Nadia Borges

O mercado da soja apresentou leve recuperação nas cotações internacionais, impulsionado principalmente pelo desempenho dos subprodutos e pelo avanço da demanda externa. As informações são da TF Agroeconômica e indicam que os contratos em Chicago encerraram o dia em alta, com destaque para o óleo de soja, que liderou os ganhos diante da expectativa de mudanças nas regras de biocombustíveis nos Estados Unidos.

O contrato de maio subiu 0,17%, enquanto julho avançou 0,15%. Entre os derivados, o farelo registrou valorização após interrupção de uma sequência de quedas, sustentado por vendas relevantes reportadas pelo USDA. Já o óleo de soja teve alta mais expressiva, refletindo o ambiente de expectativa regulatória. As exportações semanais de soja em grão também superaram projeções, com forte presença chinesa nas compras.

No Brasil, o avanço da colheita e fatores logísticos seguem moldando o ritmo de comercialização. No Rio Grande do Sul, a colheita atinge 10% da área, ainda com grande variabilidade produtiva. O porto opera estável, enquanto o interior enfrenta negociações travadas devido ao custo elevado do frete, influenciado pelo diesel mais caro.

Em Santa Catarina, a demanda das agroindústrias mantém o mercado mais aquecido, garantindo liquidez e sustentação de preços mesmo diante da pressão externa. No Paraná, a colheita já alcança 82%, mas entraves fitossanitários com a China e custos logísticos elevados geram insatisfação entre produtores e dificultam o escoamento.

No Centro-Oeste, o Mato Grosso do Sul também chega a 82% de colheita, com tradings oferecendo prêmios para estimular vendas, enquanto produtores ainda retêm grande parte da produção. Já no Mato Grosso, o cenário é marcado por fretes elevados e forte demanda por transporte, ao mesmo tempo em que a indústria de biodiesel amplia sua atuação para absorver parte da oferta.


 





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Mercado de milho trava e preços ficam sem rumo


O mercado de milho apresentou comportamento misto ao longo do dia, refletindo um ambiente de incerteza tanto no cenário interno quanto externo. Segundo análise da TF Agroeconômica , os contratos na B3 oscilaram levemente, acompanhando a estabilidade observada no mercado internacional, mas ainda sem direção clara de preços.

Na bolsa brasileira, os vencimentos registraram pequenas variações, com o contrato de maio/26 cotado a R$ 72,05, julho/26 a R$ 71,05 e setembro/26 a R$ 71,50. A leve alta em Chicago e o comportamento do dólar deram algum suporte às cotações, mas o mercado físico travado segue limitando movimentos mais consistentes.

No Rio Grande do Sul, a colheita avança de forma irregular e o mercado permanece com baixa liquidez. As negociações são pontuais, com preços entre R$ 56,00 e R$ 62,00 por saca. A colheita atinge 73% da área, com variações regionais importantes e produtividade impactada pela irregularidade das chuvas, incluindo perdas pontuais em algumas localidades.

Em Santa Catarina, o principal entrave continua sendo o desalinhamento entre compradores e vendedores. Enquanto produtores pedem cerca de R$ 75,00 por saca, a demanda se posiciona próxima de R$ 65,00, mantendo o mercado com pouca fluidez.

No Paraná, o cenário também é de negociações limitadas, com indicações próximas de R$ 70,00 por saca e demanda ao redor de R$ 60,00. O plantio da segunda safra alcança cerca de 90% da área, mas fora da janela ideal em muitos casos, elevando a cautela quanto ao potencial produtivo.

Já em Mato Grosso do Sul, os preços ensaiam recuperação após quedas recentes, com referências entre R$ 55,00 e R$ 57,00 por saca. O setor de bioenergia segue como importante fator de sustentação, embora o mercado ainda opere com baixa liquidez e compradores seletivos.

 





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Mercado de trigo mostra reação no Sul



No Rio Grande do Sul, os moinhos voltaram a pagar entre R$ 1.250 e R$ 1.300 por ton


No Rio Grande do Sul, os moinhos voltaram a pagar entre R$ 1.250 e R$ 1.300 por tonelada CIF
No Rio Grande do Sul, os moinhos voltaram a pagar entre R$ 1.250 e R$ 1.300 por tonelada CIF – Foto: Paulo kurtz/ Embrapa

O mercado de trigo na Região Sul apresenta movimentos de reação nos preços, com negociações ainda pontuais e foco dos compradores em garantir abastecimento futuro. De acordo com a TF Agroeconômica, há sinais de firmeza nas cotações, sustentados principalmente pela oferta restrita de produto de melhor qualidade.

No Rio Grande do Sul, os moinhos voltaram a pagar entre R$ 1.250 e R$ 1.300 por tonelada CIF, com indicações mais elevadas para entregas a partir de maio. A avaliação predominante é de que os níveis mais baixos dificilmente retornarão, diante da escassez de trigo de qualidade, agravada por problemas na safra argentina. Nesse cenário, lotes superiores disponíveis no estado tendem a alcançar maior valorização. O preço ao produtor também avançou, chegando a R$ 57,00 por saca em Panambi.

Em Santa Catarina, o mercado segue dependente do trigo gaúcho, com aumento recente nos preços impulsionado principalmente pelo custo do frete, que elevou os valores CIF para a faixa de R$ 1.310 a R$ 1.315 por tonelada. Também há oferta de produto local em níveis semelhantes. O encarecimento logístico levou moinhos a reajustarem os preços da farinha em cerca de 3%, movimento que encontrou pouca resistência. Apesar da boa qualidade geral, há limitações técnicas em parte dos lotes, enquanto o trigo branqueador segue escasso e com prêmios elevados.

No Paraná, o mercado permanece firme, porém com negociações lentas e disputa entre compradores e vendedores. As cotações variam entre R$ 1.300 e R$ 1.380 CIF, com maior interesse por contratos de entrega futura. A menor movimentação também reflete a prioridade dos produtores na colheita de outras culturas. No segmento importado, a demanda segue voltada a produtos de maior qualidade, com trigo argentino e paraguaio mantendo presença nas ofertas.

 





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