domingo, abril 26, 2026

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Percevejo-marrom ameaça lavouras de soja


O complexo de percevejos reúne diferentes espécies que atacam lavouras de soja e variam quanto à coloração e ao potencial de dano. Entre elas, o percevejo-marrom, identificado cientificamente como Euschistus heros, é apontado como a principal praga da cultura no Brasil e pode provocar perdas de até 30% na produtividade.

De acordo com o agrônomo Luiz Henrique Marcandalli, head de marketing da Rainbow Agro, a presença do inseto tem impacto nas lavouras. “Estamos falando em mais de 50 milhões de toneladas de soja que sofrem com a presença desse inimigo”, explica.

Levantamento da Embrapa indica que os prejuízos causados por percevejos na safra de soja mais recente chegaram a cerca de R$ 12 bilhões. Os insetos atacam diretamente as estruturas da planta, perfurando tecidos e sugando nutrientes, o que compromete vagens e ramos, além de liberar toxinas prejudiciais ao desenvolvimento da cultura. Falhas no controle podem ampliar os impactos econômicos para a produção.

A pesquisadora Cecília Czepak, professora da Universidade Federal de Goiás, afirma que o controle antecipado é fundamental para reduzir a presença da praga. “ao focar no controle preventivo desde os estágios iniciais da praga é possível reduzir drasticamente as infestações e proteger as colheitas”.

Segundo especialistas, uma das estratégias adotadas no campo é o Manejo Integrado de Pragas, que orienta os produtores a combinar monitoramento das lavouras, critérios técnicos de intervenção e uso racional de inseticidas.

Entre as soluções utilizadas no controle de percevejos está o inseticida Aceway, desenvolvido pela Rainbow Agro. O produto combina dois ingredientes ativos — acetamiprido e bifentrina — que atuam de forma complementar no controle de pragas da soja.

Marcandalli afirma que a tecnologia busca ampliar a eficiência no manejo do inseto. “Essa poderosa combinação resulta em um controle eficaz, inclusive de percevejos adultos, com ação rápida e prolongada, além de versatilidade de aplicação. Aceway pode ser utilizado em diferentes estágios da cultura, contribuindo para redução da reinfestação graças ao seu efeito residual”, destaca.





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Boi gordo sobe nas praças paulistas


A cotação do boi gordo registrou alta nas praças paulistas, segundo análise divulgada nesta segunda-feira (30) no informativo “Tem Boi na Linha”, da Scot Consultoria. O levantamento aponta que, mesmo com retração nas vendas no mercado interno no fim do mês, a oferta reduzida de animais prontos para abate tem sustentado os preços.

De acordo com a consultoria, “com o fim do mês, as vendas no mercado interno estão menores, mas a oferta enxuta está sustentando o mercado”. Nesse cenário, a cotação do boi gordo subiu R$ 3,00 por arroba nas praças de São Paulo, enquanto as demais categorias mantiveram estabilidade. As escalas de abate estavam, em média, programadas para seis dias.

No Acre, o informativo indica estabilidade nas cotações. “A cotação não mudou para nenhuma das categorias”, informa a Scot Consultoria.

No mercado atacadista da carne com osso, o movimento de vendas também refletiu o período de menor consumo. Segundo a análise, “com o fim do mês, as vendas no varejo perderam força ao longo da semana e, como consequência, os pedidos diminuíram”. Ainda assim, a menor disponibilidade de carne contribuiu para sustentar os preços no atacado, resultando em aumento nas cotações das carcaças casadas.

De acordo com o levantamento, a carcaça casada do boi capão registrou alta de 1,5%, equivalente a R$ 0,35 por quilo, enquanto a do boi inteiro avançou 1,6%, também com acréscimo de R$ 0,35 por quilo. Entre as fêmeas, a carcaça casada da vaca subiu 1,9%, ou R$ 0,40 por quilo, e a da novilha teve valorização de 1,6%, com aumento de R$ 0,35 por quilo.

A consultoria projeta melhora nas vendas nas próximas semanas. “A expectativa é de melhora nas vendas no varejo, o que deve repercutir também no atacado”, aponta o relatório, acrescentando que esse movimento pode ocorrer com o pagamento de salários, benefícios e a proximidade do Domingo de Páscoa, em 5 de abril.

No mercado de proteínas alternativas, a análise indica variações nas cotações. O preço do frango médio registrou alta de 6,5%, com acréscimo de R$ 0,40 por quilo, enquanto o suíno especial apresentou recuo de 4,8%, com queda de R$ 0,50 por quilo.





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Preços médios do carioca renovam recordes em março



O valor médio do feijão carioca de março superou o de fevereiro


Foto: Canva

O valor médio do feijão carioca de março superou o de fevereiro e renovou o recorde da série histórica do Cepea/CNA, iniciada em setembro de 2024. As cotações do feijão preto também se mantiveram elevadas. Segundo pesquisadores do Cepea, ambos os tipos apresentaram valorizações significativas ao longo do primeiro trimestre de 2026, influenciadas pela restrição de oferta, por dificuldades na colheita, por redução de área na primeira safra e por expectativa de menor produção na segunda safra, sobretudo no Paraná.

Dados do Cepea mostram que o preço médio de março (até o dia 26) do feijão carioca de notas 9 ou superiores está 8,3% acima do de fevereiro e 34% superior ao registrado em março/25. Nos três primeiros meses de 2026, a alta é de expressivos 48,3%. Para o feijão carioca de notas 8 e 8,5, a média da parcial deste mês supera em 7,1% a de fevereiro e em 42,2% a observada há um ano. No primeiro trimestre, a elevação é de expressivos 43,9%.

No mercado de feijão preto, a média de março registra avanço de apenas 0,11% frente à do mês anterior e de 0,4% em um ano. Ainda assim, o acumulado dos últimos três meses indica recuperação significativa, de 32,2%. 





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Oferta restrita mantém preço em alta; média avança pela 8ª semana consecutiva



A oferta restrita de mandioca mantém os preços da raiz em alta


Foto: Canva

A oferta restrita de mandioca mantém os preços da raiz em alta nas regiões acompanhadas pelo Cepea – entre 23 e 27 de março, as cotações subiram pela oitava semana consecutiva. Apesar de alguns produtores terem retomado a colheita, a maioria ainda adia a comercialização para priorizar outras atividades e/ou por considerar a rentabilidade baixa.

Esse cenário manteve a disponibilidade abaixo da demanda industrial, impulsionando os valores, que operam no maior patamar desde novembro do ano passado. Segundo pesquisadores do Cepea, apesar das recentes valorizações, produtores sinalizam uma redução nas áreas a serem ocupadas com mandioca, considerando baixa a rentabilidade, custos ainda elevados e menor acesso ao crédito para custear a atividade. 





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Clima exige cautela na safra de algodão


A estimativa para a produção brasileira de algodão na safra 2025/26 foi mantida em 3,74 milhões de toneladas pela StoneX, conforme análise divulgada no relatório de março da consultoria. Apesar da manutenção da projeção, a empresa destaca que o ciclo ainda exige atenção devido às condições climáticas e ao estágio de desenvolvimento das lavouras nas principais regiões produtoras.

No Mato Grosso, principal produtor da fibra no país, o desenvolvimento das lavouras ainda é considerado inicial, embora apresente desempenho considerado satisfatório até o momento. A consultoria aponta que o comportamento das chuvas ao longo de abril será decisivo para a definição do rendimento das lavouras, especialmente nas áreas que tiveram plantio mais tardio.

Segundo Raphael Bulascoschi, analista de Inteligência de Mercado da StoneX, o estágio atual das lavouras exige acompanhamento das condições climáticas nas próximas semanas. “O desenvolvimento ainda está em um estágio bastante incipiente em algumas regiões do Mato Grosso, o que faz com que o clima nas próximas semanas seja decisivo para consolidar o potencial produtivo da safra”, afirma. “As áreas plantadas mais tardiamente exigem atenção redobrada, pois são mais sensíveis a eventuais irregularidades climáticas.”

Na Bahia, o cenário climático apresenta condições mais favoráveis para a cultura. De acordo com a StoneX, os volumes de chuva registrados até o momento estão acima da média histórica, o que contribui para um estágio mais avançado de desenvolvimento das lavouras e sustenta a estimativa de produtividade no estado, projetada em 1,97 tonelada por hectare.

Bulascoschi afirma que o regime de chuvas tem favorecido o desempenho da cultura no estado. “Na Bahia, o clima tem colaborado de forma bastante positiva. As lavouras estão mais adiantadas e o bom regime de chuvas ajuda a tornar mais concreta a estimativa atual de produtividade”, destaca.

No mercado externo, a consultoria revisou a projeção de exportações brasileiras de algodão para 2026. Segundo o relatório de março da StoneX, os embarques estão estimados em 3,1 milhões de toneladas, volume 3,3% superior à estimativa divulgada em fevereiro. A revisão reflete a maior disponibilidade do produto após a colheita expressiva do ciclo anterior.

A consultoria também aponta expectativa de demanda mais elevada em mercados consumidores relevantes, como China e Paquistão, especialmente no primeiro semestre do próximo ano, o que pode favorecer o ritmo das exportações brasileiras. “A combinação entre uma oferta robusta e uma demanda internacional mais firme tende a sustentar um bom desempenho das exportações ao longo do primeiro semestre”, explica Bulascoschi. “Ainda assim, o mercado seguirá atento ao potencial produtivo da safra atual e a como isso pode influenciar o fluxo de embarques na segunda metade do ano.”

De acordo com a StoneX, o desempenho da produção ao longo do ciclo será determinante para o equilíbrio entre oferta e demanda e para a competitividade do algodão brasileiro no mercado internacional ao longo de 2026.





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Primeira massa de ar frio chega ainda em abril


Mudanças nas projeções meteorológicas indicam um cenário mais favorável para a chegada de uma massa de ar frio ainda em abril no Brasil. De acordo com informações do Meteored, o avanço desse sistema pode ocorrer antes do que indicavam as tendências anteriores e deve alterar o padrão de temperaturas no centro-sul do país nas próximas semanas.

Segundo a análise, a mudança já começa a ser observada durante a Semana Santa, com aumento das chuvas e redução do calor em parte do centro-sul. Ainda não há, neste momento, a atuação de uma frente fria responsável por essa alteração nas condições atmosféricas. O fenômeno ocorre devido a uma configuração nos níveis mais elevados da atmosfera, que favorece a formação de instabilidades nas regiões Sul e Sudeste e no estado de Mato Grosso do Sul.

O levantamento aponta que a intensificação dos sistemas de chuva sobre o centro-sul ocorre de forma mais tardia neste ano, mas deve se tornar mais evidente nas próximas semanas. A tendência é de antecipação da atuação de uma frente fria mais intensa e, posteriormente, da primeira massa de ar frio mais significativa do outono.

De acordo com o Meteored, as projeções ainda são consideradas uma tendência e podem sofrer alterações. Os detalhes sobre intensidade, alcance territorial e impactos do sistema frontal e da massa de ar frio ainda dependem da evolução dos modelos meteorológicos.

Durante o fim de semana da Páscoa, a atuação de um sistema de chuva sobre o Uruguai pode provocar aumento temporário das temperaturas no centro-sul do Brasil. O fenômeno ocorre devido ao acúmulo de ar quente sobre a região, o que pode gerar um novo período de temperaturas acima da média em estados como Rio Grande do Sul, Santa Catarina, Paraná e Mato Grosso do Sul.

Na semana seguinte, o sistema sobre o Uruguai tende a avançar em direção ao Sul do Brasil, ganhando intensidade e formando uma área de baixa pressão que pode originar um ciclone extratropical acompanhado de frente fria. Segundo o Meteored, o período entre os dias 6 e 10 de abril deve marcar a primeira redução mais significativa das temperaturas.

As projeções indicam que, no final dessa semana, especialmente na sexta-feira (10), as temperaturas máximas podem ficar próximas de 20 °C em grande parte da Região Sul e no leste do estado de São Paulo. As mínimas devem variar entre 10 °C e 15 °C, com valores menores em áreas de serra. Nesse mesmo período, a frente fria também deve influenciar o Sudeste, contribuindo para reduzir as temperaturas máximas para cerca de 24 °C a 25 °C em outros estados da região.

Na sequência, por volta dos dias 12 e 13 de abril, a frente fria tende a perder força, mas a massa de ar frio associada pode continuar atuando e ampliar sua área de influência sobre o centro-sul do país. Com isso, o padrão de temperaturas mais amenas pode persistir ao longo dos dias, caracterizando condições típicas do outono, com madrugadas e noites mais frias em diversas localidades.





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Safra de feijão avança no Rio Grande do Sul


A colheita do feijão da primeira safra no Rio Grande do Sul registra avanço, conforme o Informativo Conjuntural divulgado na última quinta-feira (26) pela Emater/RS-Ascar. Segundo o levantamento, ainda restam áreas mais extensivas no Nordeste do estado, onde está concentrada parte significativa das lavouras em plantio tardio.

De acordo com o relatório, “a cultura apresenta avanço significativo da colheita, restando lavouras mais extensivas no Nordeste do Estado, onde se cultiva 43% da área estadual em plantio tardio, em período próximo da segunda safra nas demais regiões produtoras”. A Emater/RS-Ascar projeta área de 23.029 hectares para o feijão da primeira safra, com produtividade média estimada em 1.781 quilos por hectare.

Na região administrativa de Caxias do Sul, nos Campos de Cima da Serra, 42% das lavouras já foram colhidas, enquanto 50% estão em maturação. A produtividade registrada se aproxima de 2.000 quilos por hectare, abaixo da expectativa inicial. Segundo o informativo, a redução está associada ao período prolongado de restrição hídrica e às altas temperaturas, que afetaram o desenvolvimento das plantas, resultando em abortamento de flores, menor porte e redução do número de vagens por planta.

No caso do feijão da segunda safra, a maior parte das lavouras está em fases de desenvolvimento vegetativo e reprodutivo. Até o momento, 4% da área foi colhida e 11% está em maturação. O avanço do ciclo ocorre de forma relativamente homogênea, com maior presença das lavouras nas fases de desenvolvimento vegetativo, floração e enchimento de grãos, refletindo o calendário mais tardio dessa safra.

Segundo a Emater/RS-Ascar, “as precipitações no período contribuíram para a manutenção do potencial produtivo nas áreas em fases fenológicas críticas, ainda que a irregularidade na distribuição tenha limitado o crescimento em parte das lavouras”. Para a segunda safra, a projeção é de área cultivada de 7.774 hectares e produtividade média de 1.504 quilos por hectare.

O relatório aponta ainda que o quadro fitossanitário permanece estável, com baixa incidência de pragas e doenças na maior parte das áreas monitoradas.

Na regional de Erechim, predominam as fases de desenvolvimento vegetativo e floração, além de áreas em enchimento de grãos. Uma parcela inferior a 1% das lavouras já foi colhida, e a produtividade estimada é de 1.681 quilos por hectare. Na regional de Ijuí, as lavouras estão distribuídas entre desenvolvimento vegetativo, floração e enchimento de grãos, com a colheita ainda em estágio inicial.

Na região de Santa Maria, os cultivos apresentam resposta positiva às chuvas registradas no período, com confirmação dos rendimentos iniciais nas áreas já colhidas. Em Soledade, as precipitações favoreceram a recuperação parcial do desenvolvimento das lavouras, embora a restrição hídrica anterior tenha reduzido o ritmo de crescimento das plantas. Segundo o informativo, “há registro de ocorrência de ácaros e tripes, cuja incidência tem sido favorecida pelas condições de tempo seco”.





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Biofertilizantes ganham espaço no campo


A intensificação dos conflitos no Oriente Médio voltou a pressionar o mercado internacional de fertilizantes e evidenciou a dependência do agronegócio brasileiro de insumos importados. Atualmente, até 90% dos fertilizantes utilizados no país vêm do exterior, fator que amplia a exposição do produtor rural às oscilações geopolíticas e à alta de preços.

O cenário já impacta os custos de produção no campo e reforça a busca por alternativas capazes de reduzir essa dependência. Nesse contexto, empresas do setor têm ampliado investimentos em tecnologias voltadas à nutrição e à saúde do solo, como os biofertilizantes.

Entre elas está a Ambios, empresa mato-grossense da Natter, que atua no desenvolvimento de soluções voltadas à eficiência produtiva e ao manejo do solo. Segundo o CEO da Natter, Rafael Bortoli, o atual cenário reforça a necessidade de mudanças na gestão nutricional das lavouras.

“Diante da instabilidade e da pressão sobre fertilizantes convencionais, o produtor precisa olhar para dentro da porteira. Eficiência no uso de nutrientes e saúde do solo deixam de ser diferencial e passam a ser estratégia para sustentar produtividade e reduzir riscos”, afirma.

Entre as tecnologias desenvolvidas pela Ambios está o Ingrow, recentemente classificado como biofertilizante. O produto é formulado a partir de coprodutos de peixe de água doce e propõe uma abordagem voltada ao metabolismo vegetal.

De acordo com a empresa, a nova geração de biofertilizantes busca atuar além do fornecimento de nutrientes, estimulando processos fisiológicos que ampliam a eficiência das culturas. Ensaios técnicos conduzidos em diferentes regiões indicam incrementos médios a partir de cinco sacas por hectare em culturas como soja, milho e algodão.

Para o gerente de pesquisa e desenvolvimento de mercado da Ambios, Denis Matos, o avanço está na mudança de enfoque na nutrição das plantas. “O metabolismo passa a ser o centro da estratégia. Ao ativar esses processos, a planta aproveita melhor os recursos disponíveis e sustenta eficiência produtiva, mesmo em condições de estresse”, diz.

Segundo o diretor comercial da Ambios, Sandro Fernandes, o objetivo é gerar resultados práticos nas lavouras. “Não se trata apenas de fornecer nutrientes. Quando ativamos essas rotas fisiológicas, a planta responde com mais eficiência, e isso se traduz em ganho real para o produtor”, afirma.

O diretor industrial da Ambios, Nilton Ribeiro, destaca que o biofertilizante foi desenvolvido para se integrar ao manejo já adotado nas propriedades rurais. “Não há restrições de mistura e a aplicação pode ser feita via sulco de plantio ou foliar, sem gerar complexidade ao produtor”, destaca.

Segundo a empresa, ao utilizar coprodutos da cadeia do pescado na formulação de insumos agrícolas, a Ambios busca ampliar o uso de princípios de economia circular no setor, conectando sustentabilidade e eficiência produtiva em um contexto em que o agronegócio busca reduzir custos, aumentar a previsibilidade e otimizar o uso de recursos naturais.





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Pastagens mostram melhora após retorno das chuvas


As condições das pastagens no Rio Grande do Sul apresentaram melhora em diversas regiões após o retorno das chuvas, segundo o Informativo Conjuntural divulgado na última quinta-feira (26) pela Emater/RS-Ascar. O relatório aponta avanços no preparo do solo e no início da implantação de pastagens de inverno, além da recuperação gradual da oferta de forragem em diferentes sistemas produtivos.

Na região administrativa de Bagé, nos municípios de Hulha Negra e Bagé, alguns produtores concluíram ainda em março o preparo do solo para a implantação de pastagens de aveia após as chuvas, com o objetivo de reduzir o vazio forrageiro do outono. Segundo o informativo, a semeadura em solo seco pode resultar em perda de vigor e redução do estande de plantas, além de dificultar a definição do início do pastejo e favorecer a infestação de plantas daninhas.

Na regional de Caxias do Sul, o clima favoreceu a rebrota e o desenvolvimento das forrageiras, garantindo alimento para os bovinos. Parte dos produtores iniciou a implantação das pastagens anuais de inverno para reduzir o vazio forrageiro típico da estação. O relatório aponta ainda que as pastagens perenes têm garantido matéria seca de qualidade nos sistemas baseados em pasto, enquanto os campos nativos, utilizados na criação de bovinos de corte, apresentam maior fibrosidade, com redução da qualidade nutricional, mas permitem o acúmulo de forragem para uso durante o inverno com suplementação.

Na região de Passo Fundo, a recuperação da umidade no solo e as temperaturas elevadas mantiveram a rebrota das pastagens e a oferta de alimentos volumosos, mesmo com a proximidade do fim do ciclo das forrageiras anuais de verão. De acordo com o levantamento, nesses materiais também é observada redução da qualidade nutricional e da palatabilidade, o que exige monitoramento do consumo e ajustes no manejo alimentar dos animais.

Na regional de Erechim, a oferta de forragem de verão e de campo nativo permanece satisfatória na maior parte da área acompanhada. O uso de silagem de milho, trigo e cevada continua sendo adotado principalmente para fornecimento de volumoso e complementação energética das dietas.

Em Ijuí, foi iniciada a semeadura das forrageiras anuais de inverno, com destaque para a aveia branca. As primeiras áreas semeadas apresentam início de emergência. As pastagens anuais de verão têm sido eliminadas para a implantação das pastagens de inverno, enquanto as forrageiras perenes de verão ainda apresentam boa produção de massa verde, embora com redução da qualidade.

Na regional de Pelotas, em Pinheiro Machado, o retorno das chuvas após um período de estiagem deve favorecer a rebrota das pastagens nativas e permitir o início do plantio de pastagens de inverno. Já em Jaguarão, os campos nativos apresentam rebrota e os produtores iniciaram a implantação de pastagens, com emergência da ressemeadura do ciclo anterior em diversas áreas. Em propriedades que utilizam restevas de soja para formação de pastagens, a semeadura de azevém está sendo realizada com apoio de avião ou drone, devido ao estágio de maturação da soja.

Na região de Porto Alegre, as pastagens de verão permanecem em desenvolvimento vegetativo. As chuvas registradas nos últimos dias contribuíram para manter a umidade do solo e favorecer o crescimento das áreas de pastagem. Parte dos produtores também iniciou o preparo do solo para implantação das pastagens de inverno.

Em Santa Maria, as precipitações garantiram a continuidade do desenvolvimento do campo nativo e das pastagens perenes, com áreas de Tifton apresentando taxa elevada de crescimento.

Na regional de Santa Rosa, as chuvas registradas no final de semana favoreceram as pastagens cultivadas de verão, promovendo nova rebrota e recuperação do vigor das plantas. Produtores aproveitaram a umidade para realizar adubação nitrogenada, o que deve acelerar a recuperação da massa verde e melhorar a qualidade nutricional do pasto no curto prazo. Nas áreas de campo nativo, as precipitações também estimularam a rebrota natural das espécies, ainda que em ritmo mais lento.

O relatório aponta ainda que produtores da região têm realizado a semeadura de aveia para cobertura do solo, adubação verde e pastejo de inverno, além da organização para implantação de trigo de duplo propósito, voltado à produção de leite a pasto e posterior produção de silagem. Mesmo com a melhora das condições das pastagens, persistem desafios fitossanitários, principalmente em áreas de Tifton, onde foram registrados ataques de lagartas e cigarrinhas, exigindo aplicações de inseticidas químicos e biológicos e aumentando os custos de produção.

Na regional de Soledade, chuvas de volumes variados registradas no período favoreceram a rebrota das pastagens anuais e perenes de verão, além das áreas de campo nativo, ampliando a oferta de forragem para os rebanhos.





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Mercado de fertilizantes entra em fase de risco


O mercado global de fertilizantes atravessa um momento de reprecificação marcado por incertezas logísticas, energéticas e geopolíticas, que afetam diretamente a formação de preços e a disponibilidade dos insumos. As informações são de Alê Delara, especialista em Inteligência Estratégica para o Agronegócio.

Nas últimas semanas, o ambiente internacional passou a refletir maior sensibilidade ao risco de entrega, sem que haja necessariamente escassez física de produto. O Oriente Médio voltou ao centro das atenções, com pressões logísticas que reduzem a flexibilidade global e tornam o fluxo de mercadorias mais irregular.

Ao mesmo tempo, a China mantém restrições nas exportações, sobretudo em fosfatados e alguns blends, alterando o equilíbrio entre oferta e demanda. Esse movimento força importadores a buscarem alternativas mais caras e com prazos menos previsíveis, reduzindo a elasticidade do mercado.

A Rússia também contribui para o cenário de incerteza ao adicionar volatilidade nos nitrogenados, justamente em um período importante para o calendário agrícola do Hemisfério Norte. Nesse contexto, cresce o pagamento de prêmios não para ampliar compras, mas para garantir volume, rota e entrega.

Nos nitrogenados, a percepção é de aperto persistente, já refletido no custo ao Brasil, ainda que a liquidez interna siga limitada pela entressafra. Na amônia, a firmeza dos preços acompanha a retomada europeia na produção de nitratos, pressionando toda a cadeia.

Os fosfatados seguem em patamar elevado, sustentados por oferta ajustada e custos logísticos relevantes, com o enxofre contribuindo para manter esse piso. O potássio, embora mais estável, começa a absorver o impacto do frete e da reposição.


 





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