domingo, abril 26, 2026

Política & Agro

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Nova técnica pode aumentar rendimento


A evolução das tecnologias de plantio tem impulsionado novas abordagens para aumentar a eficiência e a produtividade no campo. Entre essas inovações, o uso de sistemas de semeadura de precisão vem ganhando espaço ao propor maior controle sobre a distribuição das sementes e melhores condições de desenvolvimento das lavouras.

A DLG, Sociedade Alemã de Agricultura, lançou recentemente a publicação “Single-seed sowing of cereals”, dentro de sua série Expert Knowledge, com foco na semeadura de grãos individuais em cereais. O material apresenta uma análise prática sobre o estágio atual da tecnologia, reunindo contribuições de especialistas, pesquisadores e profissionais do setor.

O estudo destaca que, ao contrário da semeadura convencional, que distribui sementes de forma menos uniforme, o sistema de precisão posiciona cada unidade em espaçamento e profundidade definidos. Resultados observados por instituições de pesquisa e fabricantes indicam que, em condições favoráveis, essa técnica pode proporcionar lavouras mais uniformes, leves ganhos de produtividade, melhor aeração e, em alguns casos, menor incidência de doenças.

Também há relatos de maior resiliência das plantas, especialmente em períodos de seca na primavera. Apesar disso, o avanço da tecnologia ainda enfrenta desafios técnicos e econômicos, como a necessidade de alta precisão em velocidades operacionais e o maior custo de aquisição e manutenção dos equipamentos.

O conteúdo também dialoga com tendências apresentadas na Agritechnica, feira internacional de máquinas agrícolas, onde foram evidenciados avanços como a integração de insumos em uma única operação, automação de processos e uso de softwares para otimizar o plantio. Soluções digitais e sistemas autônomos reforçam o movimento de modernização das operações agrícolas.

A publicação conclui que a semeadura de precisão apresenta potencial agronômico relevante, mas sua adoção em larga escala ainda depende de fatores econômicos e da evolução tecnológica, mantendo-se como uma alternativa promissora para decisões mais eficientes no campo.

 





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Agricultura pode dar muito mais lucro com método simples



A proposta do guia é apresentar caminhos para transformar a gestão informal


A proposta do guia é apresentar caminhos para transformar a gestão informal
A proposta do guia é apresentar caminhos para transformar a gestão informal – Foto: Divulgação

A busca por maior eficiência e rentabilidade no campo tem impulsionado a adoção de práticas de gestão mais estruturadas nas propriedades rurais. Em meio a desafios como endividamento, falta de planejamento e dificuldades no controle financeiro, cresce a necessidade de profissionalização da administração agrícola para garantir sustentabilidade e continuidade das atividades.

Nesse contexto, chega ao mercado o livro “Colhendo resultados: O Guia prático da agricultura moderna e mais lucrativa”, desenvolvido pela médica-veterinária e consultora do agronegócio Ana Rita Scozzafave Alves, CEO do Grupo SCZ Agro & Agrointeligência. A obra reúne experiências práticas acumuladas ao longo de mais de 30 anos, com exemplos reais que podem ser aplicados em diferentes perfis de propriedades rurais.

A proposta do guia é apresentar caminhos para transformar a gestão informal em um modelo profissional, com foco em planejamento, controle de custos, uso de tecnologia e estratégias de comercialização. O conteúdo também aborda a importância da tomada de decisão baseada em dados e da conexão com o mercado, além de destacar práticas sustentáveis como fator de competitividade.

Dividido em oito capítulos, o livro inclui planilhas operacionais editáveis, modelos de contratos e protocolos de gerenciamento, voltados a produtores, herdeiros, técnicos e profissionais do setor. A autora contextualiza que o material foi construído a partir de situações reais vivenciadas no campo, com o objetivo de tornar a atividade mais eficiente e lucrativa. “A mudança precisa começar agora. Adquira seu exemplar e dê o primeiro passo para colher os resultados que o seu trabalho merece”, finalizou a autora.

 





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boi gordo deve elevar VBP da pecuária



VBP da bovinocultura avança em 2026



Foto: Divulgação

Segundo dados da análise semanal divulgada nesta segunda-feira (6) pelo Instituto Mato-Grossense de Economia Agropecuária, a estimativa do Valor Bruto da Produção da bovinocultura de corte em Mato Grosso aponta crescimento para 2026. O levantamento indica que o VBP total da agropecuária do estado deve alcançar R$ 208,35 bilhões no período.

De acordo com o instituto, o valor projetado representa retração de 2,18% em relação a 2025, movimento associado principalmente à menor produção agrícola. “Segundo o Imea, o VBP da agropecuária de MT está estimado em R$ 208,35 bilhões em 2026, retração de 2,18% frente a 2025, influenciada pela menor produção agrícola”, informa o relatório.

Na pecuária, por outro lado, a expectativa é de valorização da arroba do boi gordo, sustentada pelo ciclo pecuário, marcado pela retenção de fêmeas e pela demanda por animais terminados. O documento destaca que, “apesar de os abates terem se mantido aquecidos, a tendência em 2026 é de ajuste na oferta, com redução gradual diante da demanda robusta”.

Nesse cenário, a bovinocultura de corte deve responder por 20,21% do VBP estadual, com valor estimado em R$ 42,10 bilhões, avanço de 6,87% na comparação anual. Segundo o instituto, “o principal vetor de crescimento do VBP em 2026 tende a ser o preço, mais do que o volume, reforçando o movimento de transição do ciclo”.





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Pesquisa do IAC mostra que a produção e o porte da lima-ácida ‘Tahiti’ são diretamente influenciados pelo porta-enxerto


A lima ácida ‘Tahiti’ — uma das frutas mais produzidas no Brasil — apresenta sazonalidade definida, com maior oferta no primeiro semestre e menor produção, porém com preços mais elevados no período de julho a novembro. Nesse contexto, o manejo e, principalmente, a escolha do porta-enxerto são fatores determinantes para o sucesso da cultura, influenciando produtividade, vigor, qualidade dos frutos, resistência a doenças e tolerância ao déficit hídrico. Cerca de 90% dos pomares nacionais de Tahiti são plantados com materiais do Instituto Agronômico (IAC), de Campinas, que para seguir contribuindo com o setor, realiza estudos de avaliação de porta-enxertos, especialmente em condições de estresse hídrico. O objetivo é identificar combinações mais eficientes entre copas e porta-enxertos.

Esse assunto será tema da palestra da pesquisadora do Instituto, Mariângela Cristofani Yaly durante o 26º Dia do Limão Tahiti e a 7ª Expolimão, dia 09 de abril, em Bebedouro, interior paulista. Os eventos são direcionados a produtores e empresários do setor e a programação está no link https://ccsm.br/eventos/dia-limao-tahiti/. A realização é uma parceria do IAC com a APTA Regional Pindorama e a Fundação Coopercitrus Credicitrus.

Os resultados desses experimentos conduzidos pelo Centro de Citricultura “Sylvio Moreira” do IAC em colaboração com parceiros estão demonstrando que a escolha do porta-enxerto deve ser realizada em conjunto com o clone de lima-ácida ‘Tahiti’, especialmente em sistemas irrigados. A maior produção observada em alguns porta-enxertos de menor porte sugere precocidade produtiva, característica desejável quando ocorre suplementação hídrica.

De forma prática, verifica-se que o porta-enxerto influencia diretamente o porte e a produção da lima-ácida ‘Tahiti’. A presença de interação significativa indica que recomendações baseadas apenas no desempenho médio dos porta-enxertos podem levar a interpretações equivocadas. Por isso, é fundamental considerar o comportamento específico de cada combinação.

“Porta-enxertos vigorosos proporcionam maior crescimento vegetativo, mas não necessariamente maior produção inicial. Por sua vez, materiais de menor vigor podem ser indicados para plantios adensados e sistemas irrigados, com maior eficiência produtiva. Assim, a escolha da combinação copa/porta-enxerto deve considerar o sistema de produção adotado”, explica a pesquisadora do IAC, ligado à APTA (Diretoria de Pesquisa dos Agronegócios), da Secretaria de Agricultura e Abastecimento do Estado de São Paulo (SAA).

Para avaliar novas combinações de copas e porta-enxertos em diferentes regiões paulistas, incluindo Araras, Bebedouro, Cordeirópolis, Paranapuã e Cândido Rodrigues, o IAC conta com os seguintes parceiros: Embrapa Mandioca e Fruticultura, Fundação Coopercitrus Credicitrus e os produtores de lima ácida Tahiti, Edvaldo Costa Mello e Valentim Ocimar Gavioli.

O limão Cravo permanece como principal porta-enxerto, possivelmente devido à ampla utilização do clone Quebra-Galho, embora o trifoliata Flying Dragon esteja consolidado e em expansão, impulsionado pela busca por plantas de menor porte sem comprometer a qualidade dos frutos”, comenta a cientista.

Os cinturões citrícolas paulista e mineiro são responsáveis por cerca de 70% da área cultivada no país, que é um dos principais produtores mundiais de limas ácidas e limões. O Estado de São Paulo concentra grande parte da produção nacional em extensa área cultivada.

SERVIÇO

26º Dia do Limão Tahiti e 7ª Expolimão

Local: Fundação Coopercitrus/Credicitrus Rodovia Brigadeiro Faria Lima, km 384 Sul Lote A – Bebedouro/SP

Data: 09 de abril de 2026

Horário: 7h às 17h





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Brasil abre mercados no Peru e nas Filipinas


O governo do Brasil concluiu negociações que permitirão a exportação de novos produtos agropecuários para o Peru e para as Filipinas. No caso do Peru, a abertura contempla sementes de pimenta da espécie Capsicum baccatum, que inclui variedades conhecidas e consumidas, como dedo-de-moça e cambuci, além de tipos utilizados na produção de pimenta calabresa. Em 2025, o Peru importou mais de US$ 729 milhões em produtos agropecuários brasileiros, com destaque para produtos florestais, carnes, complexo soja, cereais, farinhas e preparações.

Já no caso das Filipinas, a abertura de mercado envolve os chamados dry distillers grains (DDG) de milho, coproduto obtido no processamento do cereal para a produção de etanol. O produto é utilizado na alimentação animal, principalmente em formulações destinadas a bovinos, suínos, aves e outros rebanhos. Com cerca de 112 milhões de habitantes, o país asiático importou mais de US$ 1,8 bilhão em produtos agropecuários brasileiros em 2025.

Com esses anúncios, o agronegócio brasileiro alcança 557 aberturas de mercado desde o início de 2023.

Segundo o governo brasileiro, os resultados são fruto do trabalho conjunto do Ministério da Agricultura e Pecuária e do Ministério das Relações Exteriores.

O governo do Brasil concluiu negociações que permitirão a exportação de novos produtos agropecuários para o Peru e para as Filipinas.

No caso do Peru, a abertura contempla sementes de pimenta da espécie Capsicum baccatum, incluindo variedades como dedo-de-moça e cambuci, além de tipos utilizados na produção de pimenta calabresa. Em 2025, o país sul-americano importou mais de US$ 729 milhões em produtos agropecuários brasileiros, entre eles produtos florestais, carnes, complexo soja, cereais, farinhas e preparações.

Já nas Filipinas, a abertura de mercado envolve os dry distillers grains (DDG) de milho, coproduto obtido durante o processamento do cereal para a produção de etanol. O produto é utilizado na alimentação animal, principalmente em formulações destinadas a bovinos, suínos e aves. Com cerca de 112 milhões de habitantes, o país asiático importou mais de US$ 1,8 bilhão em produtos agropecuários brasileiros em 2025.

Com esses anúncios, o agronegócio brasileiro soma 557 aberturas de mercado desde o início de 2023. Os resultados, segundo o governo, são fruto do trabalho conjunto do Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) e do Ministério das Relações Exteriores (MRE).





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Regularização de propriedades rurais chega a mais 50 municípios


A cidadania chega a mais produtores rurais de Minas. O secretário de Estado da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, Thales Fernandes, firmou nesta terça-feira (07/04), acordos de cooperação técnica com mais 50 municípios selecionados em Edital de Chamamento Público do Programa Estadual de Regularização Fundiária Rural. Trata-se de uma das principais ações do Governo de Minas, voltada à regularização de terras devolutas no estado. A cerimônia, realizada na sede da Seapa, em Belo Horizonte, reuniu dezenas de representantes de prefeituras.

Com a formalização dos acordos, sobe para 270 o número de municípios atendidos pelo programa, que permite a concessão de títulos de propriedade da terra a produtores que vivem há anos em áreas devolutas. De 2019 até abril deste ano, a ação  já resultou na entrega de mais de 13,4 mil títulos de propriedade a agricultores em 133 cidades. A meta é chegar à concessão de 18 mil documentos até o fim de 2026. 

“O trabalho de regularização da propriedade da terra só é possível com o envolvimento das prefeituras, que lidam diariamente com a realidade dos produtores. É de encher os olhos ver as pessoas emocionadas receberem o documento, que lhes assegura a cidadania no campo”, disse o secretário Thales Fernandes.

Além de segurança jurídica, o título garante ao produtor acesso a diversas políticas públicas como o crédito rural, abrindo caminhos para investimentos na propriedade e expansão das atividades produtivas, com a geração de emprego e aumento da renda familiar. O documento facilita também os processos de aposentadoria dos produtores.

Critérios

Com as  assinaturas dos acordos, as prefeituras passam a contar com o apoio técnico da Seapa na execução das ações de regularização das propriedades rurais. Desde 2019, a Seapa passou a utilizar editais para ampliar o alcance do programa com critérios objetivos e maior transparência. Esta é a terceira edição do chamamento, que considerou indicadores como Índice de Desenvolvimento Humano (IDH), percentual da população rural e demanda por regularização para classificar os municípios participantes.

Pelo termo de cooperação, caberá aos municípios organizar a divulgação e a realização de audiências públicas, além de mobilizar os produtores rurais. Já a Seapa será responsável pelo cadastramento dos interessados, publicação de editais, georreferenciamento das áreas e análise dos requisitos legais para a concessão dos títulos. A Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural (Emater) também atua como parceira no processo de cadastramento dos produtores. 

O subsecretário de Assuntos Fundiários e Fomento Florestal, José Ricardo Roseno, destacou que a regularização da propriedade da terra  como um fator de transformação na vida dos produtores.. A secretária de Agricultura de Caranaíba, Natália Patrícia de Souza Henriques, que o diga. “A ação é de grande importância para a população do nosso  município, que  é 70% rural. Ter o documento da terra permite aos produtores terem acesso a crédito, possibilitando o aumento da produção e da renda, impactando diretamente na economia das comunidades”, relatou. Prefeito de Vargem Grande do Rio Pardo, Gabriel Braz vai além. “Os títulos são um presente de Deus para um povo tão sofrido que costuma esperar 40 anos pelo documento. Eles passam a ter dignidade.”





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Balança comercial tem superávit de US$ 6,4 bilhões


Os dados da Balança Comercial mostram que, em março de 2026, o Brasil registrou exportações de US$ 31,6 bilhões e importações de US$ 25,2 bilhões. O resultado gerou superávit de US$ 6,4 bilhões e corrente de comércio de US$ 56,8 bilhões.

No acumulado de janeiro a março de 2026, as exportações somaram US$ 82,3 bilhões e as importações alcançaram US$ 68,2 bilhões. O saldo positivo foi de US$ 14,2 bilhões, enquanto a corrente de comércio atingiu US$ 150,5 bilhões. Os resultados foram divulgados nesta terça-feira (7) pela Secretaria de Comércio Exterior, vinculada ao Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços.

Na comparação entre março de 2026 e março de 2025, quando as exportações haviam somado US$ 28,73 bilhões, houve crescimento de 10,0%. As importações também avançaram no período, passando de US$ 20,99 bilhões para US$ 25,2 bilhões, alta de 20,1%. Com esse desempenho, a corrente de comércio de março de 2026 alcançou US$ 56,8 bilhões, com superávit de US$ 6,4 bilhões. Em relação ao mesmo mês de 2025, a corrente de comércio registrou crescimento de 14,3%.

No acumulado de janeiro a março, as exportações passaram de US$ 76,88 bilhões em 2025 para US$ 82,34 bilhões em 2026, avanço de 7,1%. No mesmo intervalo, as importações cresceram 1,3%, passando de US$ 67,27 bilhões para US$ 68,16 bilhões. Com isso, a corrente de comércio totalizou US$ 150,5 bilhões no primeiro trimestre de 2026, crescimento de 4,4% em relação ao mesmo período do ano anterior.

Na análise por setores, as exportações de março de 2026 registraram crescimento de US$ 0,09 bilhão na agropecuária, alta de 1,1%; avanço de US$ 1,96 bilhão na indústria extrativa, aumento de 36,4%; e expansão de US$ 0,81 bilhão na indústria de transformação, crescimento de 5,4%. No acumulado de janeiro a março de 2026, as exportações cresceram US$ 0,4 bilhão na agropecuária, alta de 2,4%; US$ 3,83 bilhões na indústria extrativa, aumento de 22,6%; e US$ 1,18 bilhão na indústria de transformação, crescimento de 2,8%.

No caso das importações, em março de 2026 houve aumento de US$ 4,02 bilhões na indústria de transformação, alta de 20,8%, e de US$ 0,23 bilhão na indústria extrativa, crescimento de 24,1%, enquanto a agropecuária registrou queda de US$ 0,06 bilhão, retração de 10,2%. No acumulado de janeiro a março de 2026, as importações da indústria de transformação cresceram US$ 1,41 bilhão, alta de 2,3%. Já a agropecuária registrou queda de US$ 0,34 bilhão, retração de 19,9%, e a indústria extrativa recuou US$ 0,22 bilhão, queda de 7,4%.

Nas exportações de março de 2026, a agropecuária somou US$ 8,26 bilhões, a indústria extrativa alcançou US$ 7,36 bilhões e a indústria de transformação totalizou US$ 15,82 bilhões, resultado que contribuiu para o aumento das vendas externas no período.

Entre os produtos que impulsionaram as exportações estão animais vivos, soja e algodão em bruto na agropecuária; outros minerais em bruto, minérios de metais de base e óleos brutos de petróleo na indústria extrativa; além de carne bovina, óleos combustíveis e ouro não monetário na indústria de transformação. Por outro lado, alguns produtos registraram retração nas vendas externas, entre eles mel natural, café não torrado e sementes oleaginosas na agropecuária; minério de ferro, minérios de níquel e minérios de alumínio na indústria extrativa; e açúcares e melaços, celulose e válvulas e dispositivos industriais na indústria de transformação.

No acumulado de janeiro a março de 2026, a agropecuária exportou US$ 17,21 bilhões, a indústria extrativa somou US$ 20,82 bilhões e a indústria de transformação atingiu US$ 43,86 bilhões, resultado que contribuiu para a expansão das exportações totais. O avanço foi influenciado principalmente pelas vendas de animais vivos, milho e soja na agropecuária; minério de Ferro, minérios de Cobre e petróleo bruto na indústria extrativa; e carne bovina, aeronaves e ouro não monetário na indústria de transformação. Apesar do crescimento geral das exportações, alguns produtos apresentaram queda no período, como trigo e centeio, café não torrado e algodão em bruto na agropecuária; pirites de Ferro, minérios de alumínio e carvão na indústria extrativa; e sucos de frutas, açúcares e alumina na indústria de transformação.

Nas importações de março de 2026, a agropecuária somou US$ 0,52 bilhão, a indústria extrativa registrou US$ 1,17 bilhão e a indústria de transformação alcançou US$ 23,35 bilhões, resultado que contribuiu para o crescimento das compras externas no mês.

O aumento das importações foi influenciado pela ampliação das compras de pescado, frutas e soja na agropecuária; minérios de metais de base, carvão e petróleo bruto na indústria extrativa; e medicamentos, fertilizantes e veículos automóveis na indústria de transformação. Mesmo com o crescimento das importações, alguns produtos registraram queda nas compras externas, como trigo, milho e cacau na agropecuária; além de produtos laminados de aço, caldeiras e motores e máquinas industriais na indústria de transformação.

No acumulado de janeiro a março de 2026, a agropecuária importou US$ 1,38 bilhão, a indústria extrativa somou US$ 2,77 bilhões e a indústria de transformação alcançou US$ 63,54 bilhões. O crescimento das importações no período foi influenciado pelas compras de pescado, frutas e soja na agropecuária; pedra, areia e cascalho, minérios de metais de base e carvão na indústria extrativa; e medicamentos, fertilizantes e veículos automóveis na indústria de transformação.

Por outro lado, houve redução nas importações de trigo e centeio, cacau e borracha natural na agropecuária; outros minerais em bruto, petróleo bruto e gás natural na indústria extrativa; além de propano e butano liquefeito, motores e máquinas industriais e plataformas e embarcações na indústria de transformação.

Entre os principais parceiros comerciais, a relação com a Argentina registrou queda de 5,9% nas exportações brasileiras em março de 2026, que somaram US$ 1,47 bilhão. As importações cresceram 13,1%, alcançando US$ 1,13 bilhão, resultando em superávit de US$ 0,34 bilhão e corrente de comércio de US$ 2,60 bilhões. No acumulado de janeiro a março de 2026, as exportações para a Argentina somaram US$ 3,45 bilhões, queda de 18,1%, enquanto as importações alcançaram US$ 2,74 bilhões, recuo de 6,5%. O saldo comercial foi positivo em US$ 0,70 bilhão e a corrente de comércio totalizou US$ 6,19 bilhões.

Com a China, as exportações brasileiras cresceram 17,8% em março de 2026 e chegaram a US$ 10,49 bilhões. As importações aumentaram 32,9%, atingindo US$ 6,66 bilhões, resultando em superávit de US$ 3,83 bilhões e corrente de comércio de US$ 17,15 bilhões. No acumulado de janeiro a março de 2026, as exportações para a China somaram US$ 23,89 bilhões, crescimento de 21,7%, enquanto as importações totalizaram US$ 17,91 bilhões, queda de 6,0%. O saldo comercial foi positivo em US$ 5,98 bilhões e a corrente de comércio chegou a US$ 41,80 bilhões.

Já nas relações com os Estados Unidos, as exportações brasileiras em março de 2026 recuaram 9,1%, para US$ 2,89 bilhões, enquanto as importações caíram 6,3%, somando US$ 3,31 bilhões. O resultado foi déficit de US$ 0,42 bilhão e corrente de comércio de US$ 6,21 bilhões. No acumulado de janeiro a março, as exportações para os Estados Unidos atingiram US$ 7,78 bilhões, queda de 18,7%, e as importações totalizaram US$ 9,17 bilhões, recuo de 11,1%, resultando em déficit de US$ 1,39 bilhão e corrente de comércio de US$ 16,95 bilhões.

Nas relações com a União Europeia, as exportações brasileiras em março de 2026 somaram US$ 4,11 bilhões, crescimento de 7,3%, enquanto as importações chegaram a US$ 4,69 bilhões, alta de 14,9%. O saldo foi deficitário em US$ 0,58 bilhão e a corrente de comércio totalizou US$ 8,80 bilhões. No acumulado de janeiro a março de 2026, as exportações para a União Europeia alcançaram US$ 12,23 bilhões, avanço de 9,7%, e as importações somaram US$ 11,61 bilhões, queda de 2,2%. O resultado foi superávit de US$ 0,62 bilhão e corrente de comércio de US$ 23,84 bilhões.





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Empresas comandadas por líderes constroem ambientes mais sustentáveis


O futuro das empresas rurais depende menos de controle excessivo e mais da capacidade de liderar, desenvolver equipes e construir ambientes sustentáveis de trabalho. Essa visão foi compartilhada pelo zootecnista e especialista em gestão agrícola, Ricardo Arantes, durante a palestra “A força da gestão de pessoas no agro”. 

Na atualidade, o setor vive um momento decisivo para testar a maturidade de empresários, gestores e líderes diante das transformações no mercado, nas relações de trabalho e no perfil das novas gerações, explica Arantes. E ter essa percepção, faz toda diferença no dia a dia. 

O ponto alto desta discussão é saber diferenciar gestão e liderança. Na prática, o especialista explicou que a gestão está ligada a metas, objetivos, processos e foco no negócio, enquanto a liderança exige visão, propósito, adaptação, inovação e capacidade de influenciar pessoas.  

“A operação é muito mais centrada em gestão, mas o sucesso sustentável vem quando se coloca as pessoas em primeiro lugar. Quando você cuida das pessoas, os indicadores vêm com mais consistência”, evidenciou. 

É importante evitar os microgerenciamentos  

A cultura do microgerenciamento precisa ser olhada com mais atenção. De acordo com Arantes, quando a companhia só roda sob vigilância constante do dono ou gestor, o problema não está na equipe, mas na ausência de liderança estruturada. “Se a sua empresa só funciona quando você está em cima, você não tem gestão, você tem dependência. Liderar é construir um time que funciona sem você”, disse. 

O especialista também chamou atenção para a necessidade de rever modelos antigos de comando diante das mudanças geracionais no mercado de trabalho. Para ele, ignorar essa transformação é comprometer a continuidade das empresas. “As pessoas mudam e elas são a parte mais importante do nosso trabalho”, reforçou. 

Como se adaptar melhor nesse cenário? 

O impacto da comunicação na retenção de talentos foi outro ponto enfatizado. Para o especialista, boa parte dos conflitos e desligamentos nas empresas nasce da forma como líderes se relacionam com seus times. “As pessoas se demitem de pessoas, não das empresas”, ressaltou. Como caminho, ele defendeu três pilares para relações mais saudáveis e produtivas: clareza, intenção explícita e coerência entre discurso e ação.  “Aprendam a se comunicar. Treinem. Façam um curso de oratória. Essa jornada trará sucesso”, concluiu.





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arte e tradição estão representadas em estandes do Pavilhão da Agricultura Familiar


O espaço destinado à produção artesanal segue como uma das tradições mais queridas da Tecnoshow COMIGO, evento realizado de 6 a 10 de abril em Rio Verde (GO). Em 2026, o Pavilhão da Agricultura Familiar e Artesanato reúne estandes com itens produzidos de forma manual em diversas regiões de Goiás e do Brasil, oferecendo desde gastronomia até peças exclusivas de decoração. 

Entre os expositores está o Ateliê da Rosângela, onde é possível conferir o talentoso trabalho de Rosângela Moraes Pereira, que reúne 20 anos de experiência na produção de doces e artesanatos em tecido e crochê e, quando não expõe no evento, comercializa seus produtos em sua loja em Rio Verde. “Aprendi a receita dos doces com a minha mãe, é algo que vem de família”, pontua, citando também seus trabalhos em crochê e reciclagem de tecidos, como um avental feito com o reaproveitamento de calças jeans.  

Participante do evento há cinco edições, ela destaca o acolhimento que recebe da organização e classifica a feira como um ponto de encontro aguardado o ano todo. “Mesmo quando o cansaço bate no fim do dia, a recepção é tão boa e as amizades que fiz aqui são tão fortes que já fico ansiosa esperando pela próxima edição”, afirma a expositora. 

A tradição no artesanato em madeira é representada por José Oliveira Costa, o Zezinho, que participa da Tecnoshow COMIGO há 16 anos. Funcionário público em Aparecida do Rio Doce (a 70km de Rio Verde), ele dedica seu tempo livre à criação de peças pirografadas, como quadros, molduras e utilitários, fazendo uso de técnicas que ele mesmo desenvolveu ao longo das últimas quatro décadas. 

“Procuro trazer novidades todo ano, como as xícaras personalizadas nessa edição, além de produzir peças com materiais reaproveitados para criar peças originais. É gratificante ver o retorno das pessoas e saber que o pessoal do evento já nos conhece e nos apoia há tanto tempo”, conclui o artesão, que expõe no pavilhão junto da esposa, Ruth Maria da Costa. 

O pavilhão também abre espaço para o reconhecimento da gastronomia goiana. É o caso do Sítio Boca do Mato, de Mambaí, que apresenta molhos e pastas produzidos a partir de frutos do Cerrado. O empreendimento, que completa dez anos em 2026, conquistou a medalha de ouro do Ministério do Desenvolvimento Agrário (MDA) pelo melhor molho original do Brasil, feito à base de cagaita, fruto típico do cerrado. 

Cláudio Emiliano é o responsável pela distribuição dos produtos para todo o Brasil, via distribuidora Caza do Sítio, e afirma que a feira é uma vitrine estratégica para mostrar o potencial dos ingredientes naturais da região. “Nossos produtos são conservados apenas com sal e vinagre, sem corantes ou conservantes artificiais. É a nossa segunda vez na Tecnoshow e a estrutura é impecável, o que nos dá uma expectativa muito alta para apresentar o sabor do Cerrado, como o pequi e o baru, para o público que visita o evento”, finaliza. 





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Clima de outono deve pressionar produção



Projeção vale para a Argentina e para a fronteira do Rio Grande do Sul



Foto: Nadia Borges

A dinâmica climática do outono deverá impor desafios relevantes ao cenário agrícola, com impacto direto sobre o desenvolvimento das lavouras e o planejamento da próxima safra na Argentina e na fronteira do Rio Grande do Sul. Segundo a Bolsa de Cereais de Buenos Aires (BCBA), a estação será marcada pela entrada de massas de ar polar que tendem a definir o comportamento agroclimático nos próximos meses.

A previsão indica a ocorrência de geadas precoces nas regiões centro e sul, além da formação de uma faixa seca em diagonal sobre o oeste do NOA e parte da Região Pampeana. Esse padrão também deve resultar em volumes de chuva abaixo da média nas principais áreas produtivas, o que reforça a necessidade de monitoramento constante das condições climáticas ao longo do período, especialmente com foco na campanha fina 2026/27.

O cenário exige atenção redobrada dos produtores, já que a combinação entre frio antecipado e menor disponibilidade hídrica pode comprometer o desenvolvimento inicial das lavouras e influenciar decisões de manejo. A irregularidade das precipitações também tende a ampliar os riscos em regiões mais sensíveis ao déficit hídrico.

Para o inverno, no entanto, a perspectiva é mais favorável ao desenvolvimento das culturas. A menor incursão de ar polar, caracterizado por frio intenso e baixa umidade, deve reduzir a faixa seca observada no outono, permitindo a ocorrência de chuvas próximas da normalidade na maior parte da área agrícola.

Esse ambiente pode favorecer a transição vegetativa das culturas de inverno, garantindo aporte hídrico adequado e criando condições positivas para o macollaje, etapa determinante para a formação do potencial produtivo das lavouras.





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