domingo, abril 26, 2026

Política & Agro

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Manejo de plantas daninhas garante exportação de grãos


Palestra da Embrapa na TecnoShow Comigo revela como a sanidade vegetal é crucial para a manutenção das exportações brasileiras de grãos

“Plantas daninhas quarentenárias: o papel do produtor na garantia do acesso ao mercado externo” foi o tema da palestra apresentada pelo pesquisador Alexandre Ferreira da Silva, da Embrapa Milho e Sorgo, no segundo dia da TecnoShow Comigo, evento realizado de 06 a 10 abril, em Rio Verde-GO. “O tema destaca como a sanidade vegetal é fator determinante para a manutenção das exportações brasileiras de grãos, especialmente para a China”, disse o pesquisador.

“A exportação de grãos do Brasil se destaca como um importante componente do PIB agrícola da nossa economia. Na safra 2024/2025 a exportação de soja atingiu mais de 108 milhões de toneladas (valor FOB* de US$ 43,5 bilhões) e o milho cerca de 40 milhões de toneladas (valor FOB* de US$ 8,6 bilhões). Para sustentar esses números é vital cumprir os requisitos fitossanitários dos países importadores, que visam proteger seus territórios contra pragas ausentes”, reforça o pesquisador.

*O valor FOB (Free On Board) representa o preço da mercadoria no local de origem (geralmente porto), incluindo custos de carregamento, mas sem frete e seguro.

Diferente da qualidade comercial – como umidade ou grãos quebrados, que gera apenas descontos no preço, o problema sanitário é impeditivo na exportação, podendo implicar na rejeição total da carga. “A presença de apenas uma semente de uma planta daninha quarentenária pode levar à rejeição total da carga e ao embargo. A contaminação de um único talhão pode comprometer toda a cadeia, como a unidade armazenadora, a logística e a reputação da exportadora, podendo resultar na suspensão do porto ou até de todo o grão brasileiro pelo país importador”, pondera Alexandre.

A China consolidou-se como o principal destino da soja brasileira, sendo responsável por absorver a maior parte do excedente exportável do País. “No entanto, esse relacionamento comercial depende de um rigoroso cumprimento de protocolos. Recentemente, o setor enfrentou alertas e episódios de embargos devido à identificação de sementes de plantas daninhas quarentenárias em cargas brasileiras”, completa.

De acordo com dados disponibilizados pela Abiove (Associação Brasileira das Indústrias de Óleos Vegetais), 91% das ocorrências de pragas quarentenárias em cargas de grãos para a China estão relacionados à presença de cinco espécies de plantas daninhas: Cenchrus echinatus (Capim-carrapicho), Euphorbia heterophylla (Leiteiro), Xanthium spp. (Carrapichão), Ambrosia artemisifolia (Cravorana), Sorghum halepense (Sorgo-selvagem) e Sorghum almum (híbrido do cruzamento de S. halepense  x S. bicolor).

Manejo integrado é saída para driblar o problema

O pesquisador Alexandre Ferreira enfatiza ser fundamental que o produtor compreenda seu papel estratégico na manutenção dos mercados internacionais, ciente de que uma falha no manejo pode comprometer toda a cadeia exportadora. “Para isso é fundamental a adoção de estratégias de Manejo Integrado de Plantas Daninhas (MIPD), priorizando sempre o manejo preventivo, sob a premissa de que a prevenção é o método mais eficaz e econômico”, explica.

Veja as medidas preventivas elencadas por ele:

Limpeza de máquinas: a colhedora é a principal responsável pela disseminação de sementes entre talhões. A regra de ouro é: “limpar antes de entrar, limpar antes de sair”; 

Sementes certificadas: utilizar sementes com garantia de procedência para evitar o plantio acidental de invasoras;

Efeito de borda: manter as bordas da lavoura limpas, pois o vento e a movimentação espalham sementes dessas áreas para o cultivo.

“Complementarmente deve-se realizar medidas de manejo cultural, como o uso de plantas de cobertura, rotação de culturas, evitar períodos de pousio e, por fim, realizar o manejo químico com a rotação de mecanismos de ação, além do uso de herbicidas pré-emergentes para reduzir a competição inicial e aumentar a eficácia de controle”, complementa.





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Citros/Cepea: Conflitos no Oriente Médio podem elevar custos de produção


Citricultores estão em alerta com o aumento dos custos de produção. Em março, a maior alta vem sendo observada em derivados de petróleo, como adubos nitrogenados e óleo diesel, impulsionada pelos conflitos entre Estados Unidos e Irã, que afetam a produção de petróleo e seus derivados, além de limitar o transporte global e encarecer o frete marítimo. Segundo pesquisadores do Cepea, os preços dos fertilizantes à base de fósforo, muito utilizados nas adubações de base, também registraram valorização, enquanto os de produtos à base de potássio seguem estáveis. No caso do óleo diesel, dados da ANP (Agência Nacional do Petróleo Gás Natural e Biocombustíveis) indicam alta de 15,4% até meados deste mês. Considerando que a principal operação atual é a pulverização, essa valorização do diesel pode elevar os custos da safra em cerca de 5,8% apenas com essa atividade, sem contar outros impactos operacionais e o frete. O cenário preocupa, visto que as margens devem ser apertadas na próxima safra de laranja. Para os fertilizantes, de acordo com o Cepea, o momento também é de apreensão. Apesar de este período não ser o de compra ou utilização desses adubos via solo, os recentes aumentos preocupam, uma vez que as listas de preços de adubos nitrogenados já trazem elevações significativas, especialmente para a ureia. Assim, os desdobramentos geopolíticos das próximas semanas geram bastante apreensão entre agricultores, visto que podem prejudicar os investimentos nas lavouras, conforme aponta o Centro de Pesquisas.

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Telhas ecológicas melhoram bem-estar na suinocultura



Telhas ecológicas reduzem calor e ruído, beneficiando granjas de suínos


Foto: Pixabay

A adoção de telhas ecológicas fabricadas a partir de resíduos industriais tem se tornado uma alternativa na suinocultura para mitigar problemas estruturais, como infiltrações e variações térmicas, que afetam diretamente o bem-estar e a produtividade dos animais. 

A estrutura física das granjas, fator frequentemente subestimado na gestão do setor, pode se tornar um problema com a incidência de chuvas e variações climáticas, gerando ruído excessivo e estresse para os suínos.

Do ponto de vista técnico, as telhas ecológicas, como as produzidas pela Ambiplac, refletem 87% da temperatura externa. Essa característica mantém o microclima interno mais estável, o que reduz a necessidade de utilização de sistemas de ventilação e gera economia na operação das granjas. Além da questão térmica, o material atua como isolante acústico, atenuando o barulho das chuvas. Como os suínos são sensíveis a variações bruscas no ambiente, a redução do estresse sonoro evita o comprometimento do ganho de peso e da saúde do rebanho.



Em termos estruturais, o produto não trinca, não deforma e não absorve água mesmo após anos de exposição a intempéries, o que se traduz em menor custo de reposição e menos manutenção. O suinocultor Marcos Miranda, que atua no setor há mais de 40 anos, relatou em depoimento nas redes sociais da fabricante que, sob sol a pino ao meio-dia, a diferença de temperatura superficial entre a telha ecológica e a de fibrocimento chegou a 30 graus em sua propriedade.

Após mais de sete anos utilizando o material, Miranda afirma que os animais ficam mais calmos e que não registrou problemas estruturais, recomendando a troca para produtores que ainda utilizam coberturas de galvanizado, galvalume ou amianto. A substituição por materiais sustentáveis também atende a uma demanda crescente do mercado consumidor, que tem valorizado práticas produtivas com menor impacto ambiental.





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Previsão indica calor acima da média no trimestre


O Instituto Nacional de Meteorologia divulgou nesta segunda-feira (9) a edição do Boletim Agroclimatológico Mensal com o prognóstico para o trimestre abril, maio e junho de 2026. O documento apresenta previsões de chuva, temperatura e disponibilidade de água no solo para as regiões do país e seus possíveis impactos nas atividades agropecuárias.

Na Região Norte, o boletim indica volumes de chuva próximos ou acima da média histórica durante o período. O modelo multimodelo utilizado no estudo, desenvolvido em cooperação com o Centro de Previsão de Tempo e Clima e a Fundação Cearense de Meteorologia e Recursos Hídricos, aponta acumulados que podem chegar a até 100 milímetros acima da média em áreas do centro-norte do Amazonas, leste de Roraima, extremo norte do Tocantins, Baixo Amazonas e nordeste do Pará. O boletim informa que “são previstos volumes de chuva próximos ou acima da média histórica para o trimestre abril–maio–junho em grande parte da Região Norte”. As temperaturas tendem a permanecer próximas da média em parte da região, enquanto áreas do sudeste do Pará e noroeste do Tocantins podem registrar elevação média de até 1 °C. O documento também aponta elevados níveis de umidade no solo, superiores a 80% em grande parte da região durante abril e maio, o que pode favorecer as atividades agrícolas. Por outro lado, o boletim observa que “a manutenção de elevados níveis de umidade do solo, sobretudo em abril, pode dificultar a colheita e aumentar o risco de perdas de qualidade dos grãos” de soja em áreas onde as chuvas forem frequentes.

A partir de maio, a previsão indica redução gradual das chuvas em parte da região, com queda dos estoques de água no solo em áreas do sul do Pará, sul de Rondônia e centro-sul do Tocantins. Nessas áreas, os níveis podem ficar abaixo de 30%, cenário que, associado ao aumento das temperaturas, pode elevar a demanda evaporativa. O documento também aponta expansão de áreas com déficit hídrico ao longo do trimestre, principalmente em Tocantins, Rondônia e sul do Pará.

Na Região Nordeste, o prognóstico indica chuvas abaixo da média em grande parte da Bahia, no Rio Grande do Norte, no centro-leste da Paraíba e em áreas do São Francisco e do litoral norte de Pernambuco, com valores que podem ficar até 50 milímetros abaixo da média climatológica. Em contraste, o boletim prevê chuvas acima da média em grande parte do Maranhão e no centro-norte do Piauí, com anomalias de até 100 milímetros. As temperaturas devem permanecer acima da média na maior parte da região, com desvios entre 0,25 °C e 0,5 °C.

O levantamento também aponta expansão das áreas com baixa disponibilidade de água no solo ao longo do trimestre. Segundo o boletim, “o déficit hídrico tende a se intensificar no mês de maio e a ampliar as áreas afetadas em junho”. A condição pode afetar lavouras de sequeiro, especialmente feijão e milho segunda safra, além de limitar a recuperação das pastagens em áreas com menor umidade do solo.

No Centro-Oeste, a previsão indica chuvas próximas da média em grande parte da região entre abril e junho, com volumes acima da média no noroeste do Mato Grosso. Já no Mato Grosso do Sul e no extremo sul de Goiás, os acumulados podem ficar até 50 milímetros abaixo da média. As temperaturas tendem a permanecer acima da média em toda a região, com desvios de até 1 °C.

De acordo com o boletim, os níveis de umidade no solo devem superar 70% em grande parte da região durante abril, favorecendo a manutenção das lavouras em campo. A partir de maio, porém, o documento indica redução progressiva desses níveis, com ampliação de áreas com déficit hídrico, especialmente em junho. A limitação de água pode afetar o desenvolvimento do milho segunda safra, principalmente nas fases de florescimento e enchimento de grãos.

Na Região Sudeste, a previsão aponta chuvas abaixo da média em São Paulo e no centro de Minas Gerais, com acumulados até 50 milímetros inferiores ao padrão climatológico em áreas do sul paulista. Nas demais áreas, o padrão tende a ficar próximo da média. As temperaturas devem permanecer acima da média em toda a região, com desvios de até 1 °C em áreas de São Paulo, sul do Rio de Janeiro e centro-sul de Minas Gerais.

O boletim indica que os níveis de água no solo devem permanecer superiores a 70% em grande parte da região durante abril, favorecendo as lavouras. A partir de maio, entretanto, a previsão aponta redução progressiva da umidade do solo, condição que pode resultar em estresse hídrico e afetar lavouras de segunda safra, além de comprometer o desenvolvimento de pastagens.

Na Região Sul, a previsão indica redução de acumulados de chuva em parte do período, com volumes até 100 milímetros abaixo da média no centro e sul do Paraná, no centro e oeste de Santa Catarina e no extremo norte do Rio Grande do Sul. As temperaturas devem ficar acima da média em toda a região, com desvios que podem superar 1 °C e alcançar até 2 °C em áreas do sul do Paraná, centro e oeste de Santa Catarina e no Rio Grande do Sul.

Apesar da redução de chuvas em parte do período, o boletim aponta níveis de umidade no solo superiores a 70% na maior parte da região ao longo do trimestre. O documento destaca que, com a previsão de excedentes hídricos mais expressivos em maio e junho, “as janelas de colheita da soja e do arroz irrigado tendem a ser mais restritas”, o que pode afetar as operações no campo e a qualidade dos produtos.





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mesmo com ano desafiador, produtor rural marca presença e busca conhecimento


A Tecnoshow Comigo 2025 voltou a movimentar Rio Verde (GO) com uma edição marcada pela excelência na organização, pelo engajamento dos produtores rurais e pelo reconhecimento de lideranças políticas e do cooperativismo goiano. O evento, referência no calendário do agronegócio brasileiro, recebeu visitantes de outros estados e países, consolidando seu papel como vitrine do campo nacional.

Governo de Goiás reafirma compromisso com o setor rural

O governador Daniel Vilela ao lado de sua equipe de secretários, em um gesto que, segundo ele, representa muito mais do que protocolo. “Nós nos fazemos presentes aqui em razão do reconhecimento e do prestígio a esse setor que alavanca, que é a grande referência econômica do nosso estado e do nosso país”, afirmou.

Vilela destacou ainda o alcance do evento, que ultrapassa as fronteiras goianas. “A feira representa o campo, o setor rural do nosso estado, e recebe pessoas de outros estados e de outros países.”

Organização como marca registrada da Tecnoshow

Para Cláudio Teoro, diretor de insumos e coordenador geral da Tecnoshow, a organização é o principal diferencial do evento. “A gente fica gratificado em receber palavras de conforto de que a feira está bem estruturada”, disse, reforçando o compromisso com a evolução contínua. 

“Espero que a gente possa contribuir mais ainda na parte de tecnologia e na equipe de colaboradores que fazem essa feira ser realmente diferenciada.”

Essa busca permanente pela excelência também é a filosofia do presidente do Conselho de Administração da Comigo, Antonio Chavaglia. “Quem está nos visitando esse ano tem que achar a feira melhor do que a edição anterior e, da nossa parte, a gente trabalha para que essa edição seja inferior à edição seguinte”, explicou. 

Chavaglia destacou ainda a dedicação da equipe ao longo do ano inteiro para garantir conforto, segurança, alimentação e limpeza aos visitantes. “A Comigo vem pela excelência e a gente tem conseguido demonstrar isso durante as edições da Tecnoshow.”

Cooperativismo como pilar do produtor rural

O presidente executivo da Comigo, Dourivan Cruvinel, reforçou o papel estratégico da cooperativa na vida do produtor. “A gente atua desde o projeto, com financiamento, fornecimento de insumos e suporte completo para a produção”, afirmou. O acompanhamento técnico é feito por agrônomos e veterinários no dia a dia das propriedades — e ao final do ciclo, a cooperativa também adquire a produção. 

“Esse trabalho é feito com muito compromisso e tem levado ao crescimento da cooperativa, que hoje conta com cerca de 3 mil cooperados.”

Produtor presente e atento mesmo em ano desafiador

A pesquisadora e cooperada Jurema Rattes participou da feira também como palestrante, abordando o manejo de pragas na cultura da soja. Para ela, o momento é de atenção redobrada no campo. “Estamos com a colheita da soja acontecendo e o plantio do milho sendo realizado. Tivemos a oportunidade de conversar com o produtor e levar informação nesse cenário.”

Jurema ressaltou o que considera um sinal positivo do setor: “A feira está de parabéns. Mesmo com um ano desafiador, vemos o produtor presente, participando, buscando conhecimento e fazendo negócios. Isso mostra a força do setor.”

Visitante de primeira viagem já planeja voltar

Quem chegou à Tecnoshow pela primeira vez também saiu impressionado. A visitante Ângela Monayra não escondeu o entusiasmo. “É a primeira vez que a gente vem, e a intenção é voltar. Está tudo incrível, muito bem organizado. É impossível não se impressionar com a estrutura.”





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Exportações de bovinos no 1º trimestre são recordes



O ritmo intenso das exportações de carne bovina in natura


Foto: Divulgação

O ritmo intenso das exportações de carne bovina in natura observado ao longo de 2025 permanece neste início de 2026. Segundo a série histórica da Secex, o volume embarcado no primeiro trimestre deste ano é recorde para o período.

De janeiro a março de 2026, foram exportadas 701,662 mil toneladas de carne bovina in natura, volume 19,7% superior ao do mesmo período de 2025 e 36,6% acima do registrado em 2024, segundo dados da Secex. Além do aumento nos volumes, pesquisadores do Cepea chamam atenção para a valorização da carne brasileira no mercado internacional.

Em março, o preço médio pago por tonelada foi de US$ 5.814,80, alta de 3,1% em relação a fevereiro e de 18,7% frente a março de 2025. Esse cenário externo favorável contribuiu diretamente para a sustentação dos preços do boi gordo no mercado interno ao longo de março, aponta o Centro de Pesquisas.

MERCADO INTERNO – Neste início de abril, os preços do boi gordo, do bezerro e da carne seguem em trajetória de alta, sustentados pela demanda externa aquecida e pela oferta restrita de animais prontos para abate.





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Carne suína atinge maior vantagem sobre a de boi em quatro anos



Enquanto os preços da carne suína recuaram em março, os da bovina subiram


Foto: Pixabay

Enquanto os preços da carne suína recuaram em março, os da bovina subiram. Esse movimento elevou a competitividade da carcaça suína perante o boi ao seu maior nível desde abril de 2022, em termos reais (IPCA – fev/26). A cotação da carcaça especial suína comercializada no atacado da Grande São Paulo teve média de R$ 10,06/kg em março, baixa de 2,8% frente à de fevereiro.

Segundo o Cepea, a desvalorização esteve atrelada à baixa liquidez tanto no mercado do animal vivo quanto no da carne, devido ao período da Quaresma, encerrado no início de abril. Quanto à carne bovina, ainda de acordo com o Centro de Pesquisas, os preços avançaram em março devido à baixa oferta de animais prontos para abate e à forte demanda internacional pela carne brasileira.

A carcaça casada bovina negociada na Grande São Paulo registrou valorização de 2,6% entre fevereiro e março, com média de R$ 24,32/kg no último mês. Nesse cenário, o diferencial de preços entre as carcaças bovina e suína chegou a 14,26 Reais/kg em março, forte alta de 6,8% frente ao registrado em fevereiro. Essa é a relação mais elevada em quatro anos, visto que, em abril de 2022, havia sido de 14,66 Reais/kg.





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Mercado do boi gordo fica estável São Paulo


De acordo com a análise divulgada nesta terça-feira (7) no informativo “Tem Boi na Linha”, da Scot Consultoria, o mercado do boi gordo iniciou o dia estável em São Paulo após as altas registradas na segunda-feira (6). Segundo o relatório, a oferta enxuta de animais e as escalas curtas de abate sustentaram as cotações ao longo do período.

Ainda conforme a Scot Consultoria, “a oferta enxuta e as escalas de abates curtas fundamentavam o mercado e sustentavam as cotações”, cenário que manteve o ritmo de negociações sem alterações relevantes nos preços.

O levantamento aponta que “a escala de abate estava, em média, para seis dias”, refletindo a disponibilidade limitada de animais prontos para o abate.

De acordo com o informativo, compradores com maior necessidade de recompor escalas chegaram a ofertar valores mais altos pela arroba dos bovinos, principalmente em negociações envolvendo grandes lotes. Ainda assim, o relatório destaca que esses negócios ocorreram de forma pontual e “não ocorreram em volume suficiente para se tornarem referência”.

No Rio de Janeiro, o mercado permaneceu firme, sem mudanças na cotação de referência.

Já no Pará, a análise indica que a oferta de gado permaneceu reduzida e as escalas de abate não ultrapassaram seis dias. Segundo o relatório, essa dinâmica, aliada à firmeza da ponta vendedora e às condições de pastagem, contribuiu para sustentar o mercado, resultando em alta em duas das três praças monitoradas.

Na região de Marabá, o boi gordo e a novilha registraram aumento de R$ 2,00 por arroba, enquanto a vaca teve alta de R$ 3,00 por arroba.

Na região de Redenção, todas as categorias apresentaram valorização. O boi gordo teve acréscimo de R$ 6,00 por arroba, enquanto vaca e novilha registraram aumento de R$ 2,00 por arroba.

Para as regiões de Marabá e Redenção, o chamado “boi China” também registrou alta de R$ 2,00 por arroba, conforme apontado no informativo. Já na região de Paragominas, a cotação de todas as categorias permaneceu estável.





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Minas registra 1ª importação de tilápia desde 1997


Minas Gerais registrou, pela primeira vez desde 1997, a importação de tilápia, mesmo em um cenário de expansão da piscicultura estadual. Em fevereiro de 2026, o estado importou 122 toneladas do Vietnã, segundo dados do ComexStat. É o primeiro registro desse tipo desde o início da série histórica.

O movimento acompanha uma tendência nacional. No mesmo período, o Brasil importou mais de 1,3 mil toneladas de filé de tilápia do Vietnã, volume equivalente a cerca de 4,1 mil toneladas de peixe vivo, de acordo com o Ministério da Agricultura e Pecuária. Pela primeira vez, as importações superaram as exportações brasileiras e passaram a representar 6,5% da produção mensal do país.

Segundo a analista de agronegócios do Sistema Faemg Senar, Nathália Rabelo, o dado chama atenção porque Minas Gerais vem ampliando sua participação na piscicultura nacional, com crescimento acima da média do país e expansão em regiões como Morada Nova de Minas, atualmente o maior município produtor de tilápia do Brasil.

“A importação não está relacionada à falta de oferta interna, mas a fatores econômicos e comerciais. O filé importado, principalmente do Vietnã, chega ao mercado com preços mais competitivos, resultado da produção em larga escala e dos custos menores no país asiático. O momento exige atenção, já que Minas vem ampliando sua participação na produção nacional de forma consistente, e a entrada de produto importado pode comprometer a competitividade da cadeia produtiva estadual”, explica a analista.

Apesar do avanço das importações, a produção de tilápia segue em crescimento. Segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística, o Brasil produziu 442 mil toneladas em 2023 e avançou para 499 mil toneladas em 2024, alta de 12,8%. Em Minas Gerais, o crescimento foi mais acelerado: a produção passou de 45,5 mil toneladas em 2023 para 58,4 mil toneladas em 2024, aumento de 28%.

Com isso, o estado passou a responder por cerca de 11,7% da produção nacional e ocupa a terceira posição no ranking brasileiro, atrás de Paraná e São Paulo.

Além do aumento do volume produzido, Minas Gerais tem ampliado a estrutura da cadeia produtiva com investimentos em tecnologia, genética, nutrição e processamento, o que amplia o potencial de expansão da atividade.

“A importação de filé de tilápia do Vietnã não é uma preocupação futura, ela já está impactando o setor. Outros estados com forte produção, como Paraná, Santa Catarina e, mais recentemente, São Paulo, já adotaram medidas de proteção à cadeia produtiva local. Minas Gerais, que é um dos principais polos produtores do país e tem em Morada Nova de Minas a capital nacional da tilápia, precisa agir com a mesma urgência”, afirma o produtor Carlos Junior de Faria Ribeiro.

Ele aponta a questão tributária como um dos pontos críticos. “O produtor e a indústria mineira pagam ICMS, enquanto o filé importado do Vietnã entra no estado sem essa mesma carga. Na prática, Minas Gerais acaba subsidiando o produtor estrangeiro, quando deveria fortalecer e proteger quem produz aqui, gera emprego e movimenta a economia local”, diz.

A sanidade da produção nacional também é apontada como preocupação. A importação pode ampliar o risco de introdução de doenças exóticas, como o vírus da tilápia do lago, conhecido como Tilapia Lake Virus. O Brasil é considerado livre da enfermidade, e a eventual entrada do patógeno poderia causar prejuízos para a piscicultura.

Outro tema acompanhado pelo setor é a possibilidade de a tilápia ser classificada como espécie exótica invasora no país. Em 2025, a Comissão Nacional de Biodiversidade avançou na discussão sobre uma nova lista de espécies, mas a elaboração do documento foi suspensa para reavaliação dos critérios.





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Conab doa 23,7 toneladas de alimentos ao Acampamento Terra Livre, em Brasília


Em apoio à maior mobilização indígena do país, a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) doou 23,7 toneladas de alimentos ao 22º Acampamento Terra Livre, em Brasília (DF). Do total, 19,3 toneladas correspondem a 900 cestas da Ação de Distribuição de Alimentos a Grupos Populacionais Específicos (ADA). Outras 4,4 toneladas, incluindo hortifrútis orgânicos, farinhas e polpa de frutas, foram entregues por meio do Programa de Aquisição de Alimentos (PAA). A ação da Conab, realizada pelo quarto ano consecutivo, reforça as cozinhas que preparam as refeições diárias para cerca de 6 mil participantes.

Nesta terça-feira (7), o diretor de Política Agrícola e Informações (Dipai) da Conab, Silvio Porto, e a secretária nacional de Segurança Alimentar e Nutricional do Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social, Família e Combate à Fome (MDS), Lilian Rahal, estiveram na cozinha central do acampamento. Na ocasião, Porto destacou a atuação da Companhia junto aos povos indígenas e comunidades tradicionais, especialmente por meio do PAA. Segundo ele, cerca de 20% do programa é destinado a esse público, com maior concentração na região amazônica, mas também com alcance em outros estados. 

“O PAA fortalece a segurança alimentar e nutricional desses povos e, ao mesmo tempo, gera renda para as famílias, a partir da própria produção nas aldeias. É uma política que valoriza o modo de vida, a cultura alimentar e a sustentabilidade nos territórios indígenas, com os próprios indígenas colocando seus alimentos em circulação, inclusive para a alimentação escolar”, afirmou o diretor.

A operação logística das cestas teve início no sábado (3) e foi concluída nesta terça, no Eixo Cultural Ibero-Americano, local que sedia o evento. Elas estavam armazenadas na Unidade Armazenadora da Conab, em Goiânia (GO), e foram entregues pela Companhia após demanda do Ministério dos Povos Indígenas (MPI). Já os alimentos do PAA foram produzidos por associações de mulheres e cooperativas do Distrito Federal. 

As cestas, com 21,5 quilos cada, contêm arroz beneficiado, feijão carioca, leite em pó integral, óleo de soja, farinha de mandioca, macarrão espaguete, açúcar cristal, flocos de milho, sardinha em óleo e sal. Os alimentos foram adquiridos com recursos do MDS, num investimento de R$ 153 mil. Em complemento às cestas, a ação da Conab incluiu a entrega de alimentos frescos e orgânicos do PAA, como abacate, banana, batata-doce, beterraba, quiabo, milho verde, mandioca e abóbora seca, além de colorau, açafrão e polpa de frutas, ampliando a diversidade nutricional e a qualidade da alimentação.

Para Kleber Karipuna, coordenador-executivo da Articulação dos Povos Indígenas do Brasil (APIB), o apoio da Conab é muito importante para a realização do Acampamento Terra Livre, ao garantir a alimentação dos indígenas com produtos da agricultura familiar. Ele ressaltou que a iniciativa reforça a soberania alimentar dos povos e evidencia o papel dos próprios indígenas na produção de alimentos e na preservação dos territórios, centrais no enfrentamento à crise climática.

“A doação de alimentos da agricultura familiar é fundamental para manter milhares de indígenas aqui em Brasília com dignidade, sem abrir mão da nossa cultura alimentar. Nós somos os povos que produzem, que protegem e que mantêm os territórios preservados. Fortalecer os povos indígenas é também garantir a proteção da biodiversidade e o enfrentamento à crise climática”, disse Karipuna.

Já Lilian frisou a importância de oferecer verduras, frutas e hortaliças que combinam com o hábito alimentar das diversas etnias presentes, ajudando-as a se sentirem mais à vontade no acampamento. “Temos sempre de lembrar que os povos indígenas são prioritários em nossas ações por meio do PAA e da entrega de cestas. Assim a gente pode garantir a segurança alimentar destas comunidades tanto pela geração de renda quanto pela destinação dos alimentos adequados aos hábitos alimentares delas. Para a gente é muito importante poder trazer estes alimentos”, explicou a secretária do MDS. 

O Acampamento

Realizado desde 2004, o Acampamento Terra Livre é a principal assembleia dos povos e organizações indígenas do país e ocorre, tradicionalmente, em abril, em Brasília. A mobilização marca o início do Abril Indígena, é organizada pela APIB e reúne lideranças de todas as regiões. Neste ano, a 22ª edição traz como tema “Nosso futuro não está à venda: a resposta somos nós”. A programação aborda ameaças aos territórios indígenas e aos povos originários e apresenta propostas de enfrentamento à crise climática e de fortalecimento da democracia.





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