segunda-feira, abril 27, 2026

Política & Agro

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Mercado do boi abre estável após altas


O mercado do boi gordo iniciou a quarta-feira (15) com estabilidade nos preços, após as altas registradas no dia anterior para o “boi China” e para a vaca. De acordo com a análise do informativo “Tem Boi na Linha”, da Scot Consultoria, o ambiente seguiu firme, com negociações conduzidas de forma mais cautelosa entre compradores e vendedores.

Segundo a Scot Consultoria, “tanto a ponta vendedora quanto a compradora estiveram realizando negócios de forma mais compassada, em busca de melhores oportunidades no curto prazo”. A escala de abate média permaneceu em oito dias.

No Pará, a oferta reduzida e as escalas curtas, de até seis dias, sustentaram a firmeza do mercado. Ainda conforme a Scot Consultoria, fatores como boas condições de pastagem, desempenho das exportações e melhora no escoamento da carne contribuíram para o cenário, que resultou em valorização nas cotações em algumas regiões.

Na região de Marabá, os preços permaneceram estáveis. Já em Redenção, a cotação da vaca registrou alta de R$ 3,00 por arroba, enquanto o boi gordo e a novilha não apresentaram variações. Para o “boi China”, houve aumento de R$ 2,00 por arroba nas regiões de Marabá e Redenção.

Em Paragominas, o boi gordo teve alta de R$ 3,00 por arroba na comparação diária, enquanto vaca e novilha mantiveram os preços. O “boi China” também apresentou valorização de R$ 2,00 por arroba.

Em Roraima, após as altas registradas no dia anterior, o mercado seguiu firme, com a cotação de referência estável, conforme apontado pela Scot Consultoria.





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Açúcar perde força após altas recentes


A expectativa de uma safra elevada de cana-de-açúcar no Centro-Sul do Brasil em 2026/27 deve ampliar o excedente global e manter pressão sobre os preços do açúcar. De acordo com análise da Hedgepoint Global Markets, a produção pode alcançar cerca de 635 milhões de toneladas de cana, com volume superior a 40 milhões de toneladas de açúcar.

Segundo a Hedgepoint Global Markets, esse cenário se soma à recuperação parcial da produção em países do Hemisfério Norte, como Índia, Tailândia e México, ampliando a oferta global e reforçando a tendência de preços mais baixos para o açúcar.

Ainda conforme a Hedgepoint Global Markets, movimentos recentes de alta, que levaram o açúcar a cerca de 16,1 centavos de dólar por libra, perderam força com a redução dos prêmios de risco geopolítico e a queda no complexo energético, indicando limitação desse suporte no curto prazo.

“Embora fatores macroeconômicos e geopolíticos tenham impulsionado a volatilidade de curto prazo, os fundamentos permanecem baixistas, com o etanol recuperando competitividade como principal mecanismo de ajuste por meio de reduções na mistura e estímulo à demanda”, afirma Lívia Coda, coordenadora de Inteligência de Mercado da Hedgepoint Global Markets.

De acordo com a Hedgepoint Global Markets, o etanol voltou a ganhar competitividade frente ao açúcar desde o final de 2025, influenciando o mix produtivo das usinas. Atualmente, o mercado opera com cerca de 48% da produção direcionada ao açúcar, enquanto o nível necessário para equilibrar oferta e demanda estaria próximo de 44,5%.

Ainda segundo a Hedgepoint Global Markets, limitações operacionais e comerciais tendem a restringir ajustes mais rápidos no mix, mantendo o mercado em situação de excedente. Esse desequilíbrio é estimado em pelo menos 3,2 milhões de toneladas, fator que segue pressionando os preços.

Nesse contexto, a Hedgepoint Global Markets indica que o piso do açúcar deve se situar em torno de 13,5 centavos de dólar por libra, considerando o etanol hidratado próximo de R$ 2,2 por litro, referência para o ajuste entre oferta e demanda ao longo da safra.

Apesar do cenário, a Hedgepoint Global Markets aponta fatores que podem trazer volatilidade ao mercado, como mudanças no setor energético e riscos climáticos associados ao fenômeno El Niño, que podem afetar a produção no Hemisfério Norte e influenciar os preços a partir de 2027.





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Entre guerra e custos altos, milho deve perder espaço nos EUA e provocar…


No Brasil, clima para safrinha permanece em evidência, mas mercado monitora comportamento em Chicago

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O mercado global de grãos está bastante ansioso pela chegada dos números que o USDA (Departamento de Agricultura dos Estados Unidos) traz no final deste mês de março. O relatório Prospective Plantings chega com as primeiras projeções oficiais de área da safra 2026/27 do país e o que os especialistas esperam encontrar é uma confirmação dos sinais trazidos pelos Outlook Forum do USDA, realizado no fim de fevereiro: uma redução na área de milho e um aumento para a soja. As expectativas são grandes porque estes números vão dizer muito também sobre como ambos os mercados reagirão no Brasil, em especial o de milho. 

Com o que os especialistas não contavam, no entanto, é que uma guerra no Oriente Médio seria deflagrada entre o fórum do departamento norte-americano e a chegada deste boletim. E mais do que isso, que os conflitos fossem severos o bastante para elevar de forma muito rápida e agressiva os preços dos fertilizantes – em especial os nitrogenados -, além de promover uma disrupção forte na logística destes insumos. As altas não são só intensas, como contínuas desde o último dia 28 de fevereiro, quando os ataques foram iniciados. 

“Já víamos, desde o Outlook, uma pequena redução de área, e depois veio este agravante da guerra, todo esse custo com os fertilizantes esse incômodo que está se passando e preços nada atrativos para o produtor (…) Então, sabemos que algo (de área menor de milho nos EUA) já está previsto e fica a parte da surpresa. Eu até acredito que teremos uma área ainda menor do que o previsto no Outlook, mas agora é difícil estimar, até porque temos outras medidas que podem também melhorar o consumo de biocombustíveis”, explica o diretor da Germinar Corretora, Roberto Carlos Rafael.

Para o consultor da Brandalizze Consulting, Vlamir Brandalizze, os custos de produção mais baixos da soja do que os do milho nos EUA serão muito considerados pelo produtor norte-americano no atual ambiente, com total influência do comportamento dos preços da ureia. “mesmo que o milho mostre cotações futuras muito atrativas”. Caso a área destinada ao cereal seja significativamente menor no país, os preços em Chicago poderiam testar níveis acima dos US$ 5,10, US$ 5,20 por bushel no ano que vem, “para haver um equilíbrio em cima dessa nova fase de custos majorados”. 

Ele lembra ainda que diante dos atuais preços do fertilizante nitrogenado, a China também começou a regular suas exportações para buscar garantir valores mais adequeados a seus produtores. “Mas, se o nitrogenado estiver alto na China, existe uma tendência, talvez, do produtor chinês de plantar um pouco mais de soja e menos de milho”.  

Roberto Carlos Rafael pondera que, considerando a “fotografia atual” do mercado norte-americano de milho, são ainda estoques confortáveis no radar dos traders, e que, os “próximos retratos” vão incluir outros elementos além da área da nova safra norte-americana, como o clima para a safrinha do Brasil e a próxima safra de verão. 

“A possibilidade de um El Niño está presente com uma força de mais de 80% ao final deste ano. Isso pode, às vezes, mudar o jogo, mas ainda é cedo para afirmar. Do ponto de vista da safrinha, me parece que o sistema será neutro, parecido com o do ano passado, e devemos ter um clima muito parecido, mas atentos aos meses de abril e maio, que são dois meses importantíssimos”, complementa Rafael. “Mas, esse ainda é um jogo muito aberto”. 

E o jogo está mais aberto do que estaria em condições normais, justamente, por conta da guerra EUA/Israel x Irã. Daqui em diante, além da área e do clima nos EUA, do clima no Brasil para a segunda safra e de como será finalizado o plantio para que também se tenha uma estimativa mais precisa de área, o comportamento da demanda pode também surpreender. 

COMO PODEM SENTIR OS PREÇOS DO MILHO NO BRASIL?

Os impactos do comportamento dos preços em Chicago no mercado brasileiro são mais intensos no segundo semestre por conta da janela de exportação mais forte do milho e é ali onde devem estar as atenções dos produtores, como explica o diretor da Pátria Agronegócios, Cristiano Palavro. “Mas, esse impacto de Chicago chega também ao sentimento do produtor, do especulador, do operador da B3, então, se tivermos uma conversão de área importante e que leve o milho a escalar, a gente pode ver também oportunidades chegando também ao produtor brasileiro, oportunidades estas que coloquem preços melhores para ele vender estes estoques que ainda estão na mão” diz. 

A colheita do milho verão já está bem adiantada no Brasil, com os preços sentindo uma pressão um pouco maior onde há a chegada desta oferta, por isso, uma melhora das referências na CBOT chegariam em boa hora para o mercado nacional. “E essas oportunidades seriam importantes de serem aproveitadas, porque sem um problema climático daqui para frente, ainda teremos uma oferta importante de milho. É claro que a demanda é muito boa e vale salientar que a demanda este ano foi surpreendentemente boa, não só no Brasil, mas no mundo”, afirma o analista de mercado. 

BRASIL PODE SE APROXIMAR DE 100 MILHÕES DE T CONSUMIDAS

Essa demanda forte pelo milho – no Brasil e no mundo – tem trazido um respiro importante para o fluxo de caixa do produtor brasileiro na última temporada, em que as margens da soja estão muito ajustadas, ficando até mesmo negativas em algumas regiões. 

“Para 2026, podemos nos aproximar das 100 milhões de toneladas consumidas em nosso mercado interno. Temos uma demanda crescente, com uma oferta que tem dificuldade de crescer. O clima do ano passado para a safrinha foi muito bom e a produtividade foi muito alta. Neste ano, nosso levantamento mostra que a área plantada está muito próxima do ano passado na safrinha e eu acredito que será muito difícil repetirmos uma produtividade tão boa”, detalha Palavro. 

Com isso, a expectativa é de que a demanda interna cresça, mesmo que o Brasil siga exportando bons volumes, acima de 40 milhões de toneladas em 2026. 

DEMANDA CRESCENTE DE UMA OFERTA ABUNDANTE

O consumo intenso de milho que se deu mundo afora veio em um cenário de recorde de produção nos principais países produtores globais do cereal, entre eles EUA, China, Brasil. “Mesmo assim, a demanda superou a oferta. Então, vemos que o milho é um mercado incentivado. Por mais que possamos ter pressão com a proximidade do desenvolvimento em boas condições da safrinha, eu não acredito em preços muito baixos do milho porque a demanda surpreende”, acredita o diretor da Pátria.

Com o conflito em andamento, o consumo iraniano de milho – que é suprido majoritariamente pelo Brasil – está em xeque. “No ano passado, exportamos 9,5 milhões de toneladas para o Irã. Se essa guerra continuar, quanto vai sobrar para o Brasil?”, questiona o Roberto Carlos Rafael. E mais do que isso, ele lembra ainda que caso o governo do país seja mesmo derrubado pelos EUA, sanções podem ser retiradas e os norte-americanos poderiam, inclusive, passar a vender milho para o Irã. “Tudo vai depender da escalada dessa guerra”. 

FUNDAMENTOS PRÓPRIOS CRIAM UM AMBIENTE POSITIVO

Vlamir Brandalizze explica que a demanda crescente do milho é constante. 

“O milho, com certeza, vai estar mais valorizado com o passar do tempo. Estamos entrando em uma nova era mostrando um aumento no uso de biocombustíveis, pode haver um aumento dos biocombustíveis nos EUA, aumentando a demanda local por milho para a produção de etanol e isso traz os EUA para um potencial de exportação menor, deixa o mercado mais carente. Tudo indica que se confirmados esses dois milhões de hectares a menos de milho nos EUA haverá uma queda na safra americana na ordem de 20 milhões de toneladas e isso traz o mercado para uma oferta mundial muito menor do que o consumo e isso é benéfico para as cotações internacionais”, diz. 

E todas estas relações, até este ponto, criam um ambiente positivo para o mercado do milho por seus próprios fundamentos. “Tudo indica que teremos uma safra global menor do que o consumo e isso traz um apelo positivo para a cotação, mantém as cotações firmes. O próprio trigo está ajudando, com a maioria dos meses acima dos US$ 6,00 por bushel. O trigo também está valorizado e não haverá tanto produto assim para entrar em ração e disputar o espaço”, afirma o especialista da Brandalizze Conslting. 





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Mercado de milho registra queda de preços



Safra 24/25 de milho quase toda vendida



Foto: Divulgação

A comercialização de milho em Mato Grosso avançou ao final de março de 2026, com a maior parte da safra 2024/25 já negociada. De acordo com a análise semanal do Instituto Mato-Grossense de Economia Agropecuária, divulgada na segunda-feira (13), 98,99% da produção foi comercializada até o período, avanço de 2,72 pontos percentuais em relação a fevereiro. Segundo o Instituto Mato-Grossense de Economia Agropecuária, “o volume remanescente tende a ser retido pelos produtores, à espera de melhores preços”.

Ainda conforme o Instituto Mato-Grossense de Economia Agropecuária, o preço médio do milho da safra 2024/25 foi de R$ 45,25 por saca, recuo de 1,24% no comparativo mensal. Para a safra 2025/26, o volume comercializado atingiu 40,76% da produção estimada, com avanço de 5,35 pontos percentuais no mês. Nesse caso, o preço médio ficou em R$ 44,65 por saca, queda de 1,79% frente ao mês anterior.

De acordo com o Instituto Mato-Grossense de Economia Agropecuária, o movimento de queda nos preços está associado ao travamento antecipado das vendas, realizado em momentos de preços mais elevados antes do início da colheita, período em que a maior oferta tende a pressionar as cotações.

O relatório do Instituto Mato-Grossense de Economia Agropecuária também aponta que a comercialização da safra 2026/27 avançou 0,97 ponto percentual no período, alcançando 1,59% do volume projetado já negociado, nível 0,11 ponto percentual inferior ao registrado no início da safra 2025/26.





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Venda de algodão avança e preços sobem



Safra 24/25 de algodão supera 92% vendida



Foto: Canva

A comercialização da pluma de algodão em Mato Grosso avançou em março de 2026, acompanhada por alta nos preços. De acordo com a análise semanal do Instituto Mato-Grossense de Economia Agropecuária, divulgada na segunda-feira (13), 92,10% da produção da safra 2024/25 já havia sido negociada até o período, avanço de 5,04 pontos percentuais em relação a fevereiro. Segundo o Instituto Mato-Grossense de Economia Agropecuária, o preço médio da pluma ficou em R$ 121,61 por arroba, alta de 4,27% frente ao mês anterior.

Para a safra 2025/26, o Instituto Mato-Grossense de Economia Agropecuária aponta que a comercialização atingiu 65,60% da produção estimada, com avanço mensal de 7,03 pontos percentuais. O preço médio negociado no período foi de R$ 128,54 por arroba, o que representa valorização de 5,50% em relação ao mês anterior.

Ainda conforme o Instituto Mato-Grossense de Economia Agropecuária, o movimento de alta nas duas safras foi sustentado pela valorização dos contratos na bolsa de Nova York e pelo cenário geopolítico. Segundo a entidade, “o conflito no Oriente Médio elevou o petróleo e favoreceu a competitividade da pluma frente às fibras sintéticas”.

O Instituto Mato-Grossense de Economia Agropecuária destaca que a dinâmica dos preços será determinante para o ritmo dos negócios nos próximos meses, considerando o planejamento dos produtores diante da redução das margens de rentabilidade.





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Dólar cai com alívio geopolítico e inflação menor



Os dados de inflação ao produtor também influenciaram o movimento


Os dados de inflação ao produtor também influenciaram o movimento
Os dados de inflação ao produtor também influenciaram o movimento – Foto: Pixabay

O mercado cambial registrou queda do dólar em meio a um ambiente de menor aversão ao risco e dados econômicos mais fracos nos Estados Unidos. A combinação de fatores geopolíticos e indicadores de inflação abaixo do esperado contribuiu para pressionar a moeda norte-americana.

Segundo Rich Asplund, da Barchart, o recuo está ligado ao otimismo em torno de uma possível extensão do cessar-fogo entre Estados Unidos e Irã, além da perspectiva de retomada de negociações. Nesse cenário, o índice do dólar atingiu o menor nível em seis semanas, com baixa de 0,33%.

Os dados de inflação ao produtor também influenciaram o movimento. O índice PPI de março avançou 0,5% no mês e 4,0% em 12 meses, abaixo das expectativas. O núcleo do indicador também ficou aquém do projetado, indicando desaceleração, embora ainda sinalize pressão inflacionária.

A moeda americana segue pressionada ainda por expectativas de juros. O FOMC projeta cortes em 2026, enquanto Banco do Japão e Banco Central Europeu devem elevar taxas no mesmo período, reduzindo a atratividade relativa do dólar.

No câmbio, o euro atingiu máxima em seis semanas, favorecido também pela queda do petróleo, enquanto o iene avançou com apoio de dados industriais mais fortes no Japão. Já os metais preciosos subiram, impulsionados pela fraqueza do dólar e pela busca por proteção diante de incertezas geopolíticas e econômicas. “Além disso, a incerteza em relação às tarifas americanas, a turbulência política nos EUA, os grandes déficits americanos e a incerteza quanto às políticas governamentais estão impulsionando a demanda por metais preciosos como reserva de valor”, finaliza.

 





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Preservar meio ambiente pode reduzir imposto



A medida foi aprovada na Comissão de Agricultura e Reforma Agrária


A medida foi aprovada na Comissão de Agricultura e Reforma Agrária
A medida foi aprovada na Comissão de Agricultura e Reforma Agrária – Foto: Divulgação

Produtores rurais que adotam práticas de preservação ambiental poderão ter acesso a benefícios fiscais no país. A proposta que equipara a preservação ao conceito de atividade rural avançou no Senado e abre caminho para a inclusão dessas ações no cálculo do imposto de renda.

A medida foi aprovada na Comissão de Agricultura e Reforma Agrária e segue agora para análise nas comissões de Meio Ambiente e de Assuntos Econômicos, onde terá decisão final. O Projeto de Lei 3.784/2024 altera a legislação vigente sobre tributação das atividades rurais ao incluir a provisão de serviços ambientais entre as atividades reconhecidas.

Com isso, práticas como preservação, recuperação de áreas e reflorestamento passam a ter o mesmo tratamento de atividades como agricultura e pecuária no que diz respeito às deduções fiscais. O relator da proposta destacou que a iniciativa atende a uma demanda antiga dos produtores, especialmente diante da ausência de mecanismos consolidados de pagamento por serviços ambientais.

O relatório mantém o texto original e aponta que produtores enquadrados no regime simplificado poderão deduzir despesas operacionais ligadas a ações ambientais da receita bruta, reduzindo a carga tributária. A expectativa é de que o incentivo estimule a ampliação dessas práticas dentro das propriedades.

Dados da Embrapa indicam que imóveis rurais preservam cerca de 29% da vegetação nativa do país, o equivalente a 246,6 milhões de hectares, reforçando o peso do setor na conservação ambiental.

“Com esta medida, os produtores rurais que optem pelo regime simplificado de tributação rural poderão deduzir, de imediato, as despesas operacionais da receita bruta com serviços ambientais para apuração do Imposto de Renda. Portanto, isso resultará em menor carga tributária para aqueles que desenvolvam ações que gerem ganhos ambientais”, analisou, senador Alan Rick (União-AC).





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O alho brasileiro vive uma crise: Entenda



Outro ponto trata da medida aplicada ao alho chinês


Outro ponto trata da medida aplicada ao alho chinês
Outro ponto trata da medida aplicada ao alho chinês – Foto: Pixabay

O aumento dos custos de produção e a pressão das importações têm reduzido a competitividade do alho produzido no Brasil. O cenário preocupa produtores, que enfrentam dificuldades para manter preços diante da entrada de produtos estrangeiros mais baratos no mercado interno.

Dados da Associação Nacional dos Produtores de Alho indicam que o produto vindo da China chega ao país com preço cerca de 15% inferior ao custo nacional. Além disso, a presença da Argentina também cresceu, sob suspeita de práticas desleais de comércio. A situação foi levada à Frente Parlamentar da Agropecuária, onde o deputado Ismael dos Santos destacou o impacto em Santa Catarina, com risco de inviabilizar até 60% da safra e afetar cerca de 60 mil empregos.

Durante reunião com o Ministério da Agricultura, a entidade apresentou um documento com pedidos de intervenção. Entre as solicitações está a abertura de investigação antidumping sobre o alho argentino, com base na suspeita de entrada do produto fora dos padrões exigidos no país.

Outro ponto trata da medida aplicada ao alho chinês. O compromisso de preço para importação, fixado em US$ 16,90 por caixa de 10 quilos e posteriormente reduzido para US$ 15,80, pode cair ainda mais na próxima revisão. Segundo a associação, o custo de produção no Brasil já supera US$ 24 por caixa, o que amplia a desvantagem competitiva. A entidade defende a revisão do modelo atual para garantir condições mais equilibradas de concorrência no mercado interno. As informações foram divulgadas pela Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA) no dia de ontem.

 





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Colheita da safra de verão avança com alerta sobre seguro e perdas no campo


Com o avanço da colheita das lavouras de verão, produtores rurais enfrentam um cenário de produtividade variável e preços pressionados. No caso do arroz, a produtividade apresenta desempenho considerado satisfatório, embora os preços permaneçam abaixo do custo de produção. Já a soja mantém bom potencial produtivo na maior parte das regiões, apesar de impactos pontuais causados pela escassez de chuvas.

Diante desse cenário, o advogado da HBS Advogados, Frederico Buss, orienta produtores sobre medidas a serem adotadas nesta fase final da safra. Caso ocorram fatores adversos que comprometam a produção, é fundamental adotar ações imediatas para resguardar direitos.

Segundo Buss, a atividade rural, definida como uma “empresa a céu aberto”, está sujeita a oscilações de mercado, variações cambiais e riscos climáticos. “No Rio Grande do Sul, por exemplo, estiagens e excesso de chuvas têm causado perdas expressivas nas últimas safras, especialmente em culturas como soja e milho”, afirma.

Um dos principais entraves nessas situações é a dificuldade para renegociar ou prorrogar contratos de crédito, muitas vezes por falta de documentação que comprove as perdas. “Em caso de redução de produtividade por fatores climáticos, o produtor deve providenciar um laudo técnico elaborado por profissional habilitado, com anotação de responsabilidade técnica, capaz de justificar e quantificar os prejuízos”, orienta.

Vistorias realizadas por instituições financeiras também podem ser utilizadas como prova e, convém destacar, decretos municipais de emergência ou calamidade não substituem a comprovação individual. Outro ponto é o seguro agrícola. “Em caso de sinistro, o produtor deve comunicar imediatamente a seguradora, preferencialmente antes do início da colheita, e aguardar autorização para prosseguir”, explica.

Durante a vistoria, a recomendação é contar com acompanhamento técnico. A leitura do laudo antes da assinatura também é indicada; em caso de discordância, o produtor deve registrar formalmente sua posição. Mesmo com seguro, a elaboração de laudo agronômico próprio e a organização de documentos que comprovem os investimentos na lavoura seguem como medidas necessárias.

Buss ressalta que esses registros podem ser decisivos em eventuais disputas administrativas ou judiciais. Com base nessa documentação, o produtor pode avaliar a viabilidade de prorrogar ou renegociar compromissos financeiros, já que o Manual de Crédito Rural prevê a prorrogação de dívidas em casos de perdas comprovadas, sem acréscimo de juros ou multas, desde que o pedido seja formalizado antes do vencimento.

Para contratos fora do sistema de crédito rural, a recomendação é semelhante. “Diante da impossibilidade de pagamento, o produtor deve buscar orientação jurídica e negociar previamente, antes que a situação avance para disputa judicial”, conclui.





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Avanço de plantas daninhas em sistema com soja preocupa e reforça necessidade de manejo integrado


O avanço das plantas daninhas nas lavouras brasileiras tem acendido um alerta entre técnicos, cooperativas e pesquisadores. Nas últimas safras, o problema tem se intensificado, impulsionado tanto por falhas no manejo quanto por fatores climáticos e biológicos que favorecem a rápida disseminação dessas espécies. A temática foi debatida ontem, 13 de abril, durante a ExpoLondrina, no painel Plantas Daninhas de difícil controle – desafios no manejo, promovido pela Embrapa soja, com as cooperativas Cocamar, Coamo e Integrada.

O pesquisador Rafael Romero Mendes, da Embrapa Soja, contextualizou o aumento da infestação de caruru-roxo, nas últimas quatro safras, destacando que essa espécie apresenta crescimento rápido, alta agressividade e grande capacidade de dispersão. Como prevenção, o pesquisador recomenda algumas práticas integradas como a limpeza de equipamentos e a manutenção de palhada no solo, assim como o uso de cultivares com novas biotecnologias e ainda o uso de herbicidas pré-emergentes, especialmente em áreas com resistência ao glifosato. “No entanto, o uso desses produtos exige observação quanto ao solo, o clima e a cultivar utilizada. Esse cuidado pode evitar o risco de fitotoxicidade, que causa danos como falhas na população de plantas e também emergência irregular”, ressalta.

A percepção de Rafael Furlanetto, da Cocamar, é de que muitos produtores ainda deixam a decisão de controle de plantas daninhas para o último momento, o que compromete a eficiência das estratégias adotadas. A recomendação é antecipar o manejo e diversificar as práticas, incluindo maior cobertura do solo, uso de herbicidas pré-emergentes e aplicação de pós-emergentes no momento adequado. “Além disso, o controle deve ser contínuo, abrangendo tanto as culturas de verão quanto as de inverno”, lembra Furlanetto.

Para Lucas Pastre Dill, da cooperativa Integrada, parte dos desafios relaciona-se ao abandono de práticas tradicionais após a adoção de tecnologias como as cultivares tolerantes ao glifosato. A facilidade proporcionada por esse sistema levou muitos produtores a reduzirem o uso de estratégias como rotação de culturas, alternância de mecanismos de ação de herbicidas e controle cultural e mecânico. O cenário se agrava com a presença de plantas daninhas de crescimento acelerado e alta capacidade reprodutiva, especialmente em condições tropicais. “Nesse contexto, práticas como formação de palhada, por exemplo, ganham importância para reduzir a germinação dessas invasoras”, ressalta Dill.

As cooperativas têm intensificado também ações de orientação técnica para enfrentar o problema. Segundo Bruno Lopes Paes, da cooperativa Coamo, treinamentos e capacitações vêm sendo realizados com equipes e produtores, com foco no uso correto de herbicidas, manejo integrado e atenção especial às plantas daninhas quarentenárias, que têm se tornado uma ameaça crescente. “O objetivo é promover um processo educativo que aumente a conscientização e melhore a tomada de decisão no campo!, diz Paes.

O pesquisador Dionísio Gazziero aponta que o Brasil já dispõe de conhecimento e tecnologias suficientes para controlar grande parte das infestações, mas a adoção dessas práticas ainda é insuficiente. Além disso, fatores climáticos podem interferir diretamente na dinâmica das plantas daninhas, favorecendo, por exemplo, períodos mais longos de emergência em determinadas condições. “A principal recomendação é encarar o controle de plantas daninhas como parte de um sistema de produção contínuo, com ações ao longo de todo o ano!, diz. “A rotação de culturas, especialmente no inverno, é essencial, assim como o manejo do banco de sementes no solo. Sem esse cuidado, a tendência é de que as infestações se tornem cada vez mais severas, elevando os custos e reduzindo a produtividade”, conclui Gazziero.

 





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