segunda-feira, abril 27, 2026

Política & Agro

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Abisolo passa a se chamar Associação Brasileira das Indústrias de Tecnologia para Produção Vegetal


A Associação Brasileira das Indústrias de Tecnologia em Nutrição Vegetal passa a se chamar, Associação Brasileira das Indústrias de Tecnologia para Produção Vegetal, mantendo a sigla Abisolo. A mudança de nome consolida um processo de evolução institucional iniciado em 2023, quando a entidade ampliou oficialmente seu escopo de atuação e passou a representar novos segmentos do setor de insumos agrícolas.

As tecnologias representadas

No último ano, a Abisolo incorporou os insumos de base biológica e os adjuvantes ao conjunto de tecnologias já representadas pela entidade, que inclui fertilizantes minerais, organominerais e orgânicos, biofertilizantes, condicionadores de solo de base orgânica, remineralizadores e substratos para plantas. A ampliação respondeu à demanda das empresas associadas e à transformação do mercado, cada vez mais orientado por soluções integradas, inovadoras e sustentáveis.

Segundo Roberto Levrero, presidente do Conselho Deliberativo da Abisolo, a nova denominação traduz de forma mais precisa o papel que a entidade passou a exercer. “A Abisolo deixou de representar apenas a nutrição vegetal, no sentido mais restrito, e passou a atuar de forma mais ampla, contemplando tecnologias que impactam diretamente toda a produção vegetal. A mudança de nome é consequência natural da evolução do nosso escopo e do amadurecimento do setor, reafirmando nosso compromisso com a produtividade inteligente”, afirma.

Como parte desse movimento, a entidade também mantém comitês internos, voltados especificamente aos segmentos de insumos de base biológica e adjuvantes, com foco na construção de propostas técnicas e regulatórias. A iniciativa busca contribuir para o avanço de um marco regulatório moderno, capaz de oferecer segurança jurídica às indústrias e previsibilidade aos produtores rurais.

“O crescimento desses segmentos tem atraído investimentos relevantes, mas ainda enfrenta lacunas regulatórias importantes. Nosso papel, enquanto entidade representativa, é promover o diálogo técnico com o poder público e colaborar para que a regulamentação acompanhe a inovação e a realidade do campo”, conclui Levrero.





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Publicação propõe alternativas à dependência da soja no biodiesel


O IDR-Paraná lançou, durante a ExpoLondrina 2026, o livro “Plantas oleaginosas para biodiesel no Paraná”, em evento realizado na Arena Futuro do Pavilhão SmartAgro na última quinta-feira (16). A publicação reúne a contribuições de 38 pesquisadores, e apresenta informações voltadas à diversificação da produção, sustentabilidade e geração de renda no meio rural.

Segundo a diretora de pesquisa e inovação do IDR-Paraná, Vania Moda Cirino, “Este lançamento é fruto de um esforço coletivo que integra pesquisa, extensão e parcerias institucionais. Mais do que um compêndio técnico, oferece caminhos concretos para o fortalecimento das cadeias produtivas de oleaginosas”. Ela acrescentou que “Com certeza, vai se tornar um manual prático para técnicos e produtores interessados em diversificar a produção no Estado”. O livro resulta de um projeto conduzido pela instituição por mais de sete anos, que avaliou a aptidão agronômica de dez espécies oleaginosas nas condições de solo e clima do Paraná.

A obra detalha aspectos botânicos e fisiológicos das culturas, além de práticas de manejo como adubação, controle de pragas e doenças, zoneamento agrícola e colheita, fatores que impactam o rendimento de óleo. Também aborda a cadeia produtiva, incluindo qualidade dos óleos, processos de extração e o aproveitamento de coprodutos, como tortas e farelos, utilizados na alimentação animal conforme critérios técnicos.

De acordo com os autores, “A dependência da cadeia de soja para a produção de biodiesel demonstra baixa sustentabilidade na matriz energética. O desafio é ampliar o leque de oleaginosas, respeitando as condições regionais”. O diagnóstico apresentado aponta que, em 2021, cerca de 71,4% do biodiesel nacional foi produzido a partir do óleo de soja.

A publicação apresenta alternativas técnicas para diferentes regiões do estado, considerando clima, solo e sistemas de produção. Culturas como canola e girassol são indicadas como opções para o período de inverno, contribuindo para a rotação de culturas e para a qualidade do solo.

O Brasil figura entre os maiores produtores mundiais de biodiesel, com produção de 9,8 bilhões de litros em 2025, impulsionada por políticas públicas como o PNPB. No Paraná, a produção gira em torno de 2,3 bilhões de litros anuais, com crescimento associado à ampliação da demanda por matéria-prima. Dados da obra indicam ainda a expansão do cultivo de canola no estado, com área próxima de 8 mil hectares na safra de inverno, especialmente nas regiões Oeste e Sudoeste. No cenário global, a produção de óleos vegetais supera o equivalente a 200 bilhões de litros por ano, com destaque para soja e dendê, e o livro está disponível para aquisição no site do IDR-Paraná.





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Seca extrema se mantém estável e afeta leste do Ceará


Segundo o governo do estado do Ceará, o mais recente mapa do Monitor de Secas, na categoria de Seca Relativa Máxima (SRM), indica que o cenário de maior severidade da estiagem no estado manteve-se praticamente estável entre fevereiro e março. A seca extrema segue atingindo 13,79% do território, com maior concentração na porção leste, especialmente na região Jaguaribana e em municípios do litoral, como Aracati.

Ao todo, 36 municípios cearenses registram condição de seca extrema, caracterizada por perdas de culturas e pastagens, além de escassez de água ou restrições no abastecimento, conforme dados do Monitor de Secas.

Apesar da estabilidade na seca extrema, houve alterações nas demais categorias. A seca grave recuou de 30,2% em fevereiro para 24,26% em março, enquanto a seca fraca avançou de 8,88% para 15,13% no período. A condição de seca moderada permaneceu praticamente estável, sem variações relevantes, de acordo com o Monitor de Secas.

A análise considera a metodologia da Seca Relativa Máxima (SRM), que representa, para cada município, a condição mais intensa de seca registrada no mês de referência. O Monitor de Secas informa que, diferentemente de outros indicadores, a SRM não avalia a continuidade do fenômeno ao longo do tempo, funcionando como um retrato espacial da severidade observada no período. Para identificar se a seca possui características de curto prazo, longo prazo ou ambas, é necessário consultar o mapa completo disponível na página principal do sistema.

O Monitor de Secas é um processo de acompanhamento regular da situação da estiagem, com resultados divulgados por meio de mapas mensais. Segundo a Agência Nacional de Águas e Saneamento Básico, instituição central no processo, são analisadas informações com indicadores de curto e longo prazo para verificar a evolução ou atenuação do fenômeno no território brasileiro.

De acordo com a Agência Nacional de Águas e Saneamento Básico, o mapa é produzido com base no compartilhamento de informações e na convergência de evidências sobre a seca e seus impactos. O sistema utiliza fontes variadas de dados provenientes de redes de monitoramento meteorológico, hidrológico e agrícola, além de contar com o apoio de observadores locais.





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Peixe SP alerta para os perigos econômicos e sanitários da importação de tilápia do Vietnã


A importação de tilápia do Vietnã segue ameaçando a piscicultura brasileira. “Um dos sinais de alerta está na economia. A tilápia importada chega ao Brasil com preços significativamente mais baixos por não ter de lidar com a carga tributária que enfrentamos, exigências ambientais rigorosas e custos extremamente elevados com ração, energia e licenciamento”, explica Marilsa Patricio, executiva da Associação de Piscicultores em Águas Paulistas e da União (Peixe SP).

Em três meses, foram importadas mais de 3.500 toneladas de tilápia do Vietnã. Outro sinal de alerta é a queda do preço pago ao produtor brasileiro, que passa a sofrer com margens ainda mais apertadas e aumento da oferta de maneira exponencial, o que pressiona ainda mais o mercado e inviabiliza pequenos e médios piscicultores.

Também é preocupação o alto risco sanitário devido à possível disseminação do Tilápia Lake Vírus (TiLV). “Historicamente, o Vietnã sofre com o TiLV, que pode causar até 90% de mortalidade dos peixes. Nós não temos esse vírus em nosso país e a importação de tilápia com origem desconhecida pode colocar em risco décadas de controle sanitário em um dos setores que mais crescem entre as proteínas animais no Brasil”, destaca Marilsa Patrício.

Além dos impactos econômicos e sanitários, a importação de tilápia não tem fundamento em termos produtivos. O Brasil é o quarto maior produtor da espécie no mundo, com mais de 700 mil toneladas por ano. Em dez anos, a oferta interna cresceu mais de 58%, resultado dos investimentos cada vez maiores em tecnologia, genética, gestão e processamento. “A continuidade da importação coloca em risco o contínuo desenvolvimento da piscicultura nacional e pode resultar em redução crítica de investimentos”.

Os impactos sociais são tão devastadores quanto os demais. A maioria dos produtores de tilápia no Brasil são de pequeno ou médio porte. A piscicultura é responsável pela geração de renda, empregos e desenvolvimento de áreas rurais. “Permitir a importação representa dificultar a sobrevivência das propriedades e enfraquecer o cooperativismo, colocando em xeque milhares de famílias”.

Por fim, a Peixe SP indica ao consumidor que verifique a procedência do filé que está comprando. “Essa é uma forma de zelarmos pela indústria brasileira, bem como pelos empregos, economia e toda a cadeia produtiva da piscicultura”, finaliza Marilsa.

 





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Atuação conjunta combate a vassoura-de-bruxa da mandioca no Amapá


A atuação conjunta entre pesquisa científica e conhecimento tradicional tem sido apontada como estratégia para enfrentar a vassoura-de-bruxa da mandioca em terras indígenas de Oiapoque, no extremo norte do Amapá. A Embrapa realiza experimentos e ações de transferência de tecnologia em parceria com agricultores indígenas, que, segundo a instituição, foram os primeiros a identificar os sintomas da doença no país.

A praga foi registrada inicialmente em roças indígenas no município de Oiapoque, na fronteira com a Guiana Francesa, e é causada pelo fungo Rhizoctonia theobromae. A ocorrência está restrita aos estados do Amapá e do Pará, sendo classificada pelo Ministério da Agricultura e Pecuária como praga quarentenária presente.

Desde a confirmação da doença, equipes da Embrapa Amapá e da Embrapa Mandioca e Fruticultura realizam visitas técnicas às aldeias, onde mantêm experimentos em roças de mandioca. O objetivo, segundo as instituições, é identificar cultivares com resistência ou tolerância ao fungo, considerando as condições locais de cultivo e os modos de vida das comunidades indígenas.

Recentemente, os trabalhos foram conduzidos em áreas experimentais nas aldeias Tukay, Kariá e Galibi. O pesquisador Saulo Oliveira, da Embrapa Mandioca e Fruticultura, afirmou que os experimentos envolvem 210 genótipos distintos de mandioca. “A intenção é verificar o comportamento frente à doença. Aqui in loco a gente consegue ver alguns sintomas. Então, a gente procura sintomas associados à vassoura-de-bruxa da mandioca, um sintoma chamado de roseta por exemplo, e seguimos procurando plantas que sejam resistentes à doença e com isso desenvolver a parte de melhoramento genético”. O pesquisador acrescentou que são avaliados aspectos como incidência, ocorrência e severidade do fungo.

O analista da Embrapa Amapá, Jackson dos Santos, destacou a participação dos produtores indígenas nos experimentos. Segundo ele, além das atividades em campo, os agricultores contribuem com observações e indicam variedades com melhor desempenho, que passam por validação científica para verificar produtividade e resistência à doença.

Por meio do TED Indígena, termo vinculado ao Ministério do Desenvolvimento Agrário e Agricultura Familiar, a Embrapa desenvolve ações de pesquisa e transferência de tecnologia voltadas à redução da dispersão do fungo. Parte dos recursos foi destinada à instalação de uma câmara térmica no Centro de Formação dos Povos Indígenas de Oiapoque, tecnologia utilizada para eliminar patógenos e multiplicar mudas sadias, contribuindo para a recuperação das áreas afetadas e para a segurança alimentar das comunidades. O evento contou com a presença do então superintendente do MDA no estado, Van Vilhena.

O agente ambiental indígena Gilmar Nunes André, do povo Galibi Marworno e morador da Terra Indígena Juminã, afirmou que a expectativa é ampliar a produção de mudas tratadas. “Vai ser multiplicado de quatro em quatro meses, porque cresce rápido, e 120 dias depois (de iniciado o ciclo da termoterapia na câmara), as mudas poderão ser plantas na roça”.

O programa também prevê capacitações para diversificação da produção agrícola entre os produtores indígenas. Na Aldeia do Manga, por exemplo, foi realizado um Dia de Campo voltado ao cultivo de banana, com orientações sobre manejo, controle de pragas e práticas de pós-colheita.

A execução do TED Indígena envolve a participação de produtores, Agentes Ambientais Indígenas de Oiapoque, além de instituições como a Superintendência do Ministério da Agricultura e Pecuária no Amapá, a Secretaria Estadual de Desenvolvimento Rural, o Instituto de Extensão, Assistência e Desenvolvimento Rural do Amapá, a Fundação Nacional dos Povos Indígenas, a Agência de Defesa e Inspeção Agropecuária do Amapá, o Conselho de Caciques dos Povos Indígenas de Oiapoque, o Instituto de Pesquisa e Formação Indígena e a Prefeitura de Oiapoque.





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Milho reage em Chicago após queda semanal



Guerra mantém volatilidade no milho



Foto: Agrolink

Segundo análise da Central Internacional de Análises Econômicas e de Estudos de Mercado Agropecuário referente à semana de 10 a 16 de abril, publicada nesta quinta-feira (16), a cotação do milho em Chicago Board of Trade apresentou leve recuperação após recuo ao longo da semana. O primeiro contrato fechou o dia a US$ 4,48 por bushel, ante US$ 4,44 registrados uma semana antes.

De acordo com a Ceema, até 12 de abril o plantio do milho nos Estados Unidos alcançava 5% da área prevista, dentro do limite mínimo das expectativas do mercado e acima da média histórica de 4% para o período.

Ainda segundo a Ceema, os embarques de milho dos Estados Unidos, na semana encerrada em 9 de abril, somaram 1,8 milhão de toneladas, elevando o volume acumulado no ano comercial para 50,2 milhões de toneladas, o que representa alta de 34% em relação ao mesmo período do ano anterior.

A análise aponta que, com condições climáticas favoráveis nos Estados Unidos, há pressão sobre os preços, mesmo diante da possibilidade de redução da área semeada. A Ceema ressalta que a continuidade da guerra no Oriente Médio mantém a volatilidade do mercado e que os agentes passam a considerar a possibilidade de uma área plantada maior do que a indicada no relatório de intenção de plantio divulgado em 31 de março.


 





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Ciclone e chuvas de até 100 mm marcam o fim de semana


De acordo com informações do Meteored, a atuação de um ciclone, a entrada de ar frio e a previsão de chuvas volumosas devem marcar o fim de semana no Brasil, com estados em alerta nos próximos dias.

Segundo a Meteored, a segunda quinzena de abril começou com chuvas na Região Norte, mudança no tempo em áreas do Sul e Sudeste e temperaturas elevadas no Brasil Central. Para o fim de semana, a previsão indica acumulados próximos de 100 mm em algumas regiões, além da influência de uma massa de ar frio em parte do país.

A análise aponta que, mesmo se afastando do território nacional, o ciclone seguirá influenciando o tempo por meio da circulação atmosférica. A Meteored destaca ainda que uma massa de ar frio deve avançar pelo continente, provocando queda nas temperaturas, especialmente no Sul do Brasil.

Para o sábado (18), a previsão indica predomínio de sol no centro-sul do país, com aumento de nebulosidade no Sudeste devido ao avanço de uma frente fria. As pancadas de chuva devem ocorrer de forma isolada no leste da região ao longo da tarde.

A Meteored informa que as atenções se concentram no Norte e no Nordeste, onde a atuação da Zona de Convergência Intertropical favorece o transporte de umidade e a formação de nuvens carregadas.

Ainda no sábado (18), há previsão de chuvas fortes entre Pernambuco e o Amapá, além de alertas para áreas do Amazonas, Acre, Pará, Rondônia, Tocantins e Mato Grosso, com risco de transtornos associados às precipitações intensas.

Em relação às temperaturas, a Meteored aponta que a massa de ar frio deve provocar queda nos termômetros no Sul do Brasil, com maior impacto no Rio Grande do Sul e em Santa Catarina durante o amanhecer. No território gaúcho, as mínimas variam entre 11°C e 18°C, enquanto na Serra Catarinense os valores podem ficar abaixo de 10°C. Nas demais regiões, as temperaturas mínimas permanecem mais elevadas.

Para o domingo (19), a previsão indica mudança na direção dos ventos no centro-sul do país, associada ao deslocamento do ciclone em direção ao Oceano Atlântico. Esse padrão favorece a entrada de ar mais seco no interior, reduzindo a formação de nuvens.

Por outro lado, no Norte e no Nordeste, a Meteored aponta que os ventos devem intensificar o transporte de ar quente e úmido, favorecendo a ocorrência de chuvas intensas.

A previsão indica acumulados que podem se aproximar de 100 mm ou até superar esse volume em áreas pontuais dessas regiões, o que mantém o alerta para possíveis transtornos.

Nas capitais nordestinas, onde as chuvas vêm ocorrendo de forma recorrente, a Meteored ressalta que o solo já se encontra saturado, o que aumenta o risco de alagamentos diante de novos episódios de precipitação intensa.

 





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Trigo registra recuperação no mercado global



Trigo tem alta após queda na semana anterior



Foto: Canva

Segundo análise da Central Internacional de Análises Econômicas e de Estudos de Mercado Agropecuário referente à semana de 10 a 16 de abril, publicada nesta quinta-feira (16), a cotação do trigo apresentou recuperação em Chicago Board of Trade. O bushel do cereal, que havia encerrado o dia 9 de abril a US$ 5,74, fechou o pregão desta quinta-feira a US$ 5,98.

De acordo com a Ceema, as condições das lavouras de trigo de inverno nos Estados Unidos, até 12 de abril, eram classificadas em 32% entre ruins e muito ruins, 34% regulares e 34% entre boas e excelentes. Já o plantio do trigo de primavera alcançava 6% da área prevista, abaixo da média histórica de 7% para o período.

A análise da Ceema também aponta que os embarques de trigo dos Estados Unidos, na semana encerrada em 9 de abril, somaram 320.797 toneladas, elevando o total acumulado no atual ano comercial para 21 milhões de toneladas, volume 15% superior ao registrado no mesmo intervalo do ano anterior.

No cenário internacional, a Ceema destaca a revisão na estimativa da safra de trigo da Ucrânia, projetada em 23,5 milhões de toneladas. A redução está associada à revisão da área colhida, estimada em 5,1 milhões de hectares.





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Fungos surgem como alternativa a inseticidas



O uso do Beauveria bassiana já é observado em diferentes culturas


O uso do Beauveria bassiana já é observado em diferentes culturas
O uso do Beauveria bassiana já é observado em diferentes culturas – Foto: Pixabay

O controle de pragas na agricultura passa por uma transformação impulsionada pela busca por soluções mais sustentáveis e eficazes. As informações são de Marcus Lourenço “Polé”, biólogo, que destaca o avanço do uso de microrganismos no manejo agrícola. Nesse cenário, o fungo entomopatogênico Beauveria bassiana volta a ganhar relevância como alternativa biológica diante do aumento da resistência a Inseticidas químicos.

Presente naturalmente no solo, esse fungo atua de forma silenciosa ao infectar insetos-praga. Ao entrar em contato com o hospedeiro, ele invade o organismo, se desenvolve internamente e leva à morte do inseto, transformando o corpo em um ambiente de multiplicação do próprio fungo. Esse processo o coloca como uma ferramenta estratégica dentro do Manejo Integrado de Pragas.

O uso do Beauveria bassiana já é observado em diferentes culturas, como café, soja, milho, hortaliças e sistemas de cultivo em estufas. Sua aplicação permite reduzir a dependência de químicos, contribuindo para práticas mais alinhadas às exigências ambientais e de mercado. Além disso, sua integração com outras estratégias de manejo amplia a eficiência no controle de populações de pragas.

Apesar das vantagens, ainda existem desafios para ampliar sua adoção em larga escala. Questões relacionadas à eficiência em diferentes condições de campo e à necessidade de aprimoramento tecnológico seguem como pontos de atenção. Ainda assim, o avanço no uso desse fungo indica uma mudança gradual na forma como o controle de pragas é conduzido, com maior protagonismo de soluções biológicas.

 





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Crise no Médio Oriente ameaça economia africana



O estudo também chama atenção para efeitos logísticos


O estudo também chama atenção para efeitos logísticos
O estudo também chama atenção para efeitos logísticos – Foto: Divulgação

A intensificação de conflitos no Médio Oriente começa a produzir efeitos diretos sobre economias de outras regiões, com impactos previstos no crescimento, na inflação e na estabilidade financeira. Países mais dependentes de importações energéticas e cadeias logísticas globais tendem a sentir esses reflexos de forma mais acentuada.

Um relatório conjunto apresentado por Comissão da União Africana, Banco Africano de Desenvolvimento, UNECA e PNUD aponta que o crescimento económico africano pode recuar até 0,2% em 2026 . O documento destaca que o continente ainda enfrenta um processo de recuperação após choques recentes e pode ser novamente pressionado por fatores externos.

Entre os principais impactos estão a alta nos preços de combustíveis, alimentos e fertilizantes, além de perturbações no comércio e nas cadeias de abastecimento. A forte dependência energética da região agrava o cenário, já que grande parte do petróleo importado tem origem no Médio Oriente. Como consequência, diversos países já registram desvalorização cambial e maior volatilidade nos mercados.

O estudo também chama atenção para efeitos logísticos, especialmente após restrições em rotas estratégicas de transporte marítimo, o que encarece fretes e dificulta fluxos comerciais. Diante desse contexto, a recomendação central é evitar decisões precipitadas que possam comprometer o equilíbrio fiscal.

As orientações incluem controle estratégico da inflação, disciplina na gestão de receitas extraordinárias e adoção de medidas sociais temporárias e focalizadas. O relatório ainda defende maior integração regional, diversificação energética e avanço na implementação de iniciativas continentais de comércio e financiamento, como forma de reforçar a resiliência econômica.

 





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