quinta-feira, abril 23, 2026

Política & Agro

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Qual o melhor herbicida pré-emergente para a soja?


O controle de plantas daninhas na cultura da soja é um desafio constante para os agricultores, e a utilização de herbicidas pré-emergentes se mostra uma ferramenta valiosa nesse manejo. Carlos Moreira, engenheiro agrônomo e consultor técnico de vendas da D’PLANTA, compartilhou informações importantes sobre o uso desses produtos. 

Para o controle de plantas daninhas de folha larga, ele destacou o Diclosulam, um herbicida com ação residual ideal para as primeiras aplicações do manejo outonal, atuando no controle do banco de sementes e eficaz contra buva e capim-amargoso, com dosagem recomendada de 29,8 a 41,7 g ha-1 e possibilidade de mistura com glifosato e 2,4-D, exigindo solo úmido para aplicação. O Flumioxazin também foi citado como opção com ação residual para controle do banco de sementes, podendo ser usado no manejo outonal ou no sistema aplique-plante, controlando buva e capim-amargoso, com dosagem de 40 a 120 g ha-1 e compatibilidade com glifosato, 2,4-D e imazetapir. 

Outra opção é o Sulfentrazone, com ação residual para a primeira aplicação do manejo outonal, controlando folhas largas e algumas gramíneas, com dosagem de 0,5 L ha-1 devido à variação na seletividade entre cultivares, podendo ser misturado com glifosato, 2,4-D, chlorimuron e clomazone, sendo recomendado para áreas com tiririca. No controle de gramíneas, Moreira mencionou o S-metolachlor, com ação residual e utilizado no sistema aplique-plante, eficaz contra capim-amargoso e capim-pé-de-galinha, com dosagem de 1,5 a 2,0 L ha-1 e possibilidade de mistura com glifosato, devendo ser evitado em solos arenosos e exigindo solo úmido com previsão de chuvas. 

A Trifluralina também foi citada, com ação residual para a primeira aplicação do manejo outonal, controlando capim-amargoso e capim-pé-de-galinha, com dosagem de 1,2 a 4,0 L ha-1, variando conforme a planta daninha e a cobertura do solo, podendo ser misturada com glifosato e graminicidas, exigindo solo úmido e livre de torrões, com atenção para formulações antigas que podem ter problemas com fotodegradação e eficiência reduzida em solos com muita palha ou seca. 

Por fim, o Clomazone foi mencionado como herbicida com ação residual para o sistema plante-aplique, controlando capim-colchão, capim-pé-de-galinha e algumas folhas largas de sementes pequenas, com dosagem de 1,6 a 2,0 L ha-1, variando conforme a planta daninha e a cobertura do solo, podendo ser misturado com glifosato e sulfentrazone.

 





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Farelo impulsiona alta da soja em Chicago



O movimento também refletiu a continuidade da cobertura de posições vendidas



O movimento também refletiu a continuidade da cobertura de posições vendidas
O movimento também refletiu a continuidade da cobertura de posições vendidas – Foto: Nadia Borges

Segundo informações da TF Agroeconômica, os contratos futuros de soja negociados na Bolsa de Chicago (CBOT) encerraram a quinta-feira em alta, com destaque para o farelo de soja, que subiu mais de 4% no dia. O contrato de soja para janeiro, referência para a safra brasileira, teve alta de 1,46%, fechando a US$ 988,00 por bushel. O contrato de março subiu 1,79%, encerrando a US$ 997,25 por bushel. Já o farelo de soja para janeiro registrou uma valorização de 4,55%, cotado a US$ 305,7 por tonelada curta, enquanto o óleo de soja para o mesmo mês recuou 0,98%, finalizando a US$ 39,47 por libra-peso.  

A alta da soja foi sustentada principalmente pelo desempenho expressivo do farelo, que acumula ganhos de 10% nas últimas cinco sessões. O movimento também refletiu a continuidade da cobertura de posições vendidas iniciada na terça-feira. Apesar disso, a ampla oferta de soja nos Estados Unidos e a previsão de uma safra robusta na América do Sul limitaram um avanço mais significativo nos preços. Adicionalmente, as recentes chuvas nas regiões produtoras do Brasil devem beneficiar o desenvolvimento das lavouras, contribuindo para a pressão sobre os valores.  

Entre os fatores que explicam a forte alta do farelo, está a fraqueza persistente do óleo de soja, alimentada por incertezas em relação ao programa de biodiesel nos Estados Unidos sob a administração Trump. Caso haja uma redução na demanda por óleo de soja para biodiesel, isso poderá diminuir o ritmo de processamento da oleaginosa, impactando diretamente os estoques de farelo. Esse cenário reforça a importância de acompanhar os desdobramentos nos mercados globais de derivados de soja, que continuam a influenciar significativamente as negociações e as perspectivas para os próximos meses.  





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Preços e atualizações por estado


No Rio Grande do Sul, os preços médios da soja continuam em queda. No Porto, o valor para entrega em novembro e pagamento em 15 de janeiro ficou em R$ 141,00 por saca. No interior, os preços variaram de R$ 125,00 em Panambi (preço de pedra) a R$ 134,00 em Cruz Alta, Passo Fundo e Ijuí, com pagamento em 30 de janeiro. Em Santa Rosa e São Luiz Gonzaga, o preço caiu para R$ 133,00 na mesma condição de pagamento.

Em Santa Catarina, a semeadura da safra de verão está quase finalizada, com 94% da área plantada, segundo a Conab. Apenas as regiões de maior altitude aguardam o término devido ao clima favorável. No Porto, o preço da saca foi de R$ 135,00, enquanto em Chapecó ficou em R$ 131,50.

No Paraná, o plantio foi concluído e as chuvas recentes ajudaram no manejo de pragas e doenças, com lavouras em boas condições, de acordo com a Conab. No Porto de Paranaguá, os preços CIF para janeiro e fevereiro ficaram em R$ 140,00, enquanto vendedores pedem R$ 145,00. No interior, a comercialização segue parada, com preços de balcão em R$ 129,00 em Ponta Grossa e R$ 135,00 FOB em Maringá.

Já no Mato Grosso do Sul, o plantio também foi finalizado. O retorno das chuvas favoreceu a ressemeadura e intensificou o uso de fungicidas, segundo a Conab. A comercialização permanece estática, com preços de R$ 135,00 FOB em Dourados, mas sem negócios reportados. No Mato Grosso, a colheita foi iniciada, com boas condições das lavouras. Os preços variaram de R$ 129,00 em Sorriso a R$ 137,50 em Primavera do Leste e Rondonópolis, mas o mercado está travado devido ao recesso de final de ano.

 





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Milho oscila nas bolsas: Entenda


De acordo com informações da TF Agroeconômica, o mercado de milho no Brasil registrou leves oscilações nesta quinta-feira na Bolsa de Mercadorias de São Paulo (B3), com os principais contratos apresentando variações mistas no retorno do feriado. Contratos como os de janeiro e maio tiveram pequenas quedas, enquanto outras posições fecharam com saldo positivo. No mercado interno e externo, a demanda pelo cereal segue em alta, sustentando os preços, mas o volume negociado diminuiu devido às celebrações de final de ano.

Os dados da Associação Nacional dos Exportadores de Cereais (Anec), também divulgados nesta quinta-feira, apontam que as exportações brasileiras de milho em dezembro permanecem estimadas em 4,10 milhões de toneladas, sem alterações em relação à previsão anterior. Esse volume reflete a estabilidade nas exportações mesmo diante do período festivo.

Nos fechamentos diários da B3, os futuros do milho variaram de forma moderada. O contrato com vencimento em janeiro de 2025 encerrou o dia cotado a R$ 73,17, com queda de R$ 0,23 no dia e de R$ 1,49 na semana. Já o vencimento de março de 2025 teve alta de R$ 0,05 no dia, fechando a R$ 72,89, mas acumulou queda semanal de R$ 0,74. O contrato para maio de 2025 registrou R$ 71,89, com baixa diária de R$ 0,07 e semanal de R$ 0,98.

O milho encerrou em alta nesta quinta-feira, impulsionado pela firme demanda interna e externa. Em Chicago, os contratos para março subiram 1,17%, cotados a $453,75 por bushel, e os de maio avançaram 1,21%, alcançando $460,50 por bushel. Essa foi a quinta sessão consecutiva de alta, refletindo o forte ritmo de exportações no atual ciclo comercial, o que pode levar o USDA a revisar para baixo os estoques finais dos EUA.

 





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bebidas conectam tradição e bem-estar


A busca por opções mais saudáveis e inclusivas tem impulsionado inovações no mercado de bebidas. Entre elas, o espumante sem álcool surge como uma alternativa que combina técnicas avançadas de produção com a capacidade de atender às novas demandas do consumidor.

Produção

Produzir um espumante sem álcool vai além de retirar o álcool da fórmula. O processo exige a seleção de uvas específicas, como a moscatel, que preservam suas características aromáticas sem a necessidade de fermentação. “O segredo está em selecionar uvas que mantenham o aroma e aplicar processos que garantam o sabor, mesmo sem fermentação”, explica André Gasperin, gerente técnico da Nova Aliança e enólogo.

Essa atenção aos detalhes permite criar uma bebida que mantém o frescor e o aroma característicos, ao mesmo tempo em que atende às necessidades de públicos como grávidas, lactantes e pessoas com restrições ao consumo de álcool.

Versatilidade para diferentes ocasiões

A inclusão proporcionada pelas bebidas sem álcool vai além da saúde. Essas opções são cada vez mais presentes em celebrações e refeições, mostrando que o consumidor busca produtos que possam se adaptar a diferentes momentos do dia a dia. “Estamos conectando o campo à cidade, levando o melhor das vinhas para o cotidiano das pessoas, de forma inovadora e acessível”, destaca Heleno Facchin, CEO da Nova Aliança e engenheiro agrônomo.

O campo e a cidade mais conectados

A produção de espumantes sem álcool reforça a conexão entre o campo e a cidade. Inovações como essa começam nas vinhas e refletem no cotidiano urbano, unindo a tradição agrícola às exigências do consumidor moderno. “Nosso objetivo é entregar um produto que não só respeite a tradição, mas também responda às demandas de um consumidor cada vez mais consciente”, afirma Gasperin.

Mercado em expansão

A popularidade crescente de bebidas sem álcool reflete uma mudança no comportamento dos consumidores. O mercado, atento a essa demanda, tem investido em tecnologia e processos sustentáveis para oferecer produtos alinhados com as expectativas de um público mais exigente e preocupado com o bem-estar. “Essa é uma tendência que veio para ficar, e continuaremos inovando para atender às necessidades dos consumidores urbanos, sempre conectados à tradição do campo”, reforça Facchin.





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Revisão global de produção mexe no mercado de café



No Brasil, o clima desempenha um papel crucial na atual safra



Mercado está bastante volátil
Mercado está bastante volátil – Foto: Pixabay

Segundo Ricardo Leite, Head Agronegócios, o mercado de café apresentou movimentos distintos nas últimas semanas, com impactos de fatores climáticos e revisões de produção global. Na Bolsa de Nova York (ICE NY), os contratos futuros para março/2025 registraram queda de 3,2%, fechando a US¢ 319,50 por libra-peso. Em contrapartida, Londres apresentou alta de 1%, com o contrato para janeiro/2025 cotado a USD 5.209,00 por tonelada.  

No Brasil, o especialista informa que o clima desempenha um papel crucial na atual safra. As chuvas recentes têm favorecido o pegamento dos frutos em Minas Gerais, principal estado produtor, embora regiões críticas como Araguari ainda enfrentem dificuldades. A previsão para a próxima semana é de acumulados de até 30 mm, o que pode contribuir para a recuperação de áreas afetadas.  

Saindo um pouco do Brasil e olhando mais para o cenário internacional, o relatório do USDA trouxe uma revisão negativa para a produção do Vietnã na safra 2023/24, reduzida para 27,5 milhões de sacas. Apesar disso, as expectativas para 2024/25 indicam recuperação, com projeção de aumento para 30,1 milhões de sacas, o que pode influenciar a dinâmica de oferta no mercado global.  

A partir disso é possível concluir que esses dados refletem a volatilidade do mercado de café, impulsionada por questões climáticas e ajustes na produção. Produtores e investidores devem monitorar atentamente as condições climáticas e os relatórios globais para decisões estratégicas. Ele publicou essas informações em um artigo em seu perfil da rede social LinkedIn.

 





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Inoculação pode impulsionar o cultivo de soja e milho



A falta de inoculantes compromete o desempenho das lavouras



 Vigorgeo Brad é específico para a soja, promovendo a FBN diretamente nas raízes
Vigorgeo Brad é específico para a soja, promovendo a FBN diretamente nas raízes – Foto: Pixabay

A inoculação tem se destacado como uma técnica indispensável para o sucesso de culturas como soja, milho, trigo e cana-de-açúcar, promovendo sustentabilidade e alta produtividade. A Fixação Biológica de Nitrogênio (FBN), processo natural que converte o Nitrogênio atmosférico (N2) em formas assimiláveis pelas plantas, é fundamental para reduzir a dependência de fertilizantes químicos. Para essas culturas, a inoculação contribui diretamente para o fortalecimento do sistema radicular e o desenvolvimento inicial, resultando em maior tolerância às condições adversas, como estiagens, e melhor absorção de água e nutrientes.  

A falta de inoculantes compromete o desempenho das lavouras, causando redução de produtividade e maior custo com insumos químicos. Em contrapartida, o uso dessa tecnologia beneficia tanto os produtores quanto o meio ambiente. A Microgeo, referência no manejo microbiológico do solo, apresenta a linha Vigorgeo, composta por produtos inovadores que aliam eficiência e praticidade no campo.  

O Vigorgeo Brad é específico para a soja, promovendo a FBN diretamente nas raízes, reduzindo custos e contribuindo para a recuperação de áreas degradadas. Esse inoculante melhora a fertilidade e a qualidade do solo, além de reduzir a emissão de gases de efeito estufa e o risco de contaminação de mananciais. Já o Vigorgeo Azos é indicado para milho, trigo e co-inoculação em soja, destacando-se por estimular o crescimento radicular, aumentar a absorção de nutrientes e garantir resistência à seca.  

Completando a linha, o Vigorgeo Fós combina microrganismos de alta eficiência que promovem a solubilização de fósforo, fixação de nitrogênio e crescimento radicular. Essa solução multifuncional melhora a saúde do solo e eleva a produtividade das culturas, consolidando-se como uma ferramenta essencial para uma agricultura moderna e sustentável.

 





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Tratamento biológico de sementes impulsiona sustentabilidade



A crescente adoção dessas práticas posiciona o Brasil como referência global



O impacto positivo dessa abordagem pode ser percebido em todas as etapas do ciclo produtivo
O impacto positivo dessa abordagem pode ser percebido em todas as etapas do ciclo produtivo – Foto: Divulgação

O início de um novo ano é um momento estratégico para os agricultores brasileiros, que analisam cenários climáticos, econômicos e cambiais para definir as melhores práticas para a próxima safra. Nesse contexto, o uso de tecnologias biológicas, segundo a Indigo Agricultura, especialmente no tratamento de sementes, tem se destacado como uma solução fundamental para promover o desenvolvimento inicial uniforme das plantas e aumentar a eficiência produtiva.  

O tratamento biológico de sementes protege as plantas desde a germinação, melhora a qualidade genética das culturas e fortalece a saúde do solo. Essa prática reduz a dependência de insumos químicos, contribui para a biodiversidade e aumenta a resiliência das lavouras diante de desafios como pragas, doenças e estresses climáticos. O impacto positivo dessa abordagem pode ser percebido em todas as etapas do ciclo produtivo, consolidando-a como um pilar para a agricultura sustentável.  

Além disso, o manejo com biofertilizantes, inoculantes de nitrogênio, solubilizadores de fósforo e estimulantes de crescimento complementa o uso de tecnologias biológicas. Essas soluções ampliam o potencial produtivo das lavouras e contribuem para a recuperação dos solos, promovendo sistemas agrícolas mais equilibrados e rentáveis.  

A crescente adoção dessas práticas posiciona o Brasil como referência global em agricultura sustentável, especialmente em um momento em que o país se prepara para sediar a COP 30. Investir em tecnologias biológicas não apenas fortalece o compromisso com a sustentabilidade, mas também amplia a capacidade de alimentar o mundo com eficiência e respeito ao meio ambiente.

 





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chave para ganho de peso em bovinos



Para maximizar o GPD, Victor Graciliano recomenda uma abordagem integrada



Para maximizar o GPD, Victor Graciliano recomenda uma abordagem integrada
Para maximizar o GPD, Victor Graciliano recomenda uma abordagem integrada – Foto: Canva

A adubação de pastagem desempenha um papel crucial na produtividade de bovinos de corte durante a recria, como apontado por Victor Graciliano em sua análise técnica. Esse processo é essencial para garantir um bom ganho de peso diário (GPD), especialmente em sistemas baseados em pasto, onde o clima e o manejo influenciam diretamente a qualidade e a oferta de forragem ao longo do ano. Sem uma nutrição vegetal adequada, mesmo os melhores programas nutricionais para bovinos podem ter resultados limitados.

Na recria, o objetivo é transformar o bezerro (180-210 kg) em boi magro (380-420 kg) em períodos que variam conforme a produtividade de cada fazenda. Sistemas extensivos podem levar até 24 meses, enquanto fazendas tecnificadas atingem essa meta em 12 meses. O GPD alcançado é influenciado pela qualidade do pasto, manejo, sanidade e suplementação. Estudos da APTA em Colina-SP demonstram que bovinos suplementados durante o período das águas apresentam GPD superior (0,513 g com suplemento mineral e 0,753 g com suplemento proteico energético), enquanto na seca esses valores caem para 0,340 g a 0,540 g, dependendo do nível de suplementação.

Outro fator determinante é o custo operacional, que precisa ser equilibrado com o desempenho dos animais. Conforme dados da Inttegra, o custo diário de R$ 3,26 por animal, somado ao ágio de R$ 0,74, exige um GPD de pelo menos 358,19 g para atingir o ponto de equilíbrio econômico. Assim, o GPD ideal não é um valor fixo, mas um parâmetro ajustado às condições e metas de cada propriedade.

Para maximizar o GPD, Victor Graciliano recomenda uma abordagem integrada, que inclui adubação de pastagem, suplementação e planejamento zootécnico alinhado às condições climáticas e econômicas. O apoio de especialistas em nutrição de ruminantes pode ser decisivo para implementar estratégias mais rentáveis e sustentáveis na recria de bovinos.

 





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Edição genética melhora condições do tomate



A estratégia foi testada com arroz e tomate



O conceito fundamental da pesquisa está na manipulação do gene CWIN
O conceito fundamental da pesquisa está na manipulação do gene CWIN – Foto: Pixabay

Cientistas do Instituto de Genética e Biologia do Desenvolvimento (IGDB) da Academia Chinesa de Ciências, sob a liderança do professor Xu Cao, publicaram um estudo inovador na revista Cell em 13 de dezembro, que propõe uma nova estratégia para o desenvolvimento de culturas mais resistentes ao estresse térmico. A pesquisa foca em uma técnica de edição genética chamada CROCS (Climate-Resilient Optimized Carbon Allocation Strategy), que tem como objetivo melhorar o rendimento e a qualidade das culturas sob condições climáticas extremas, como altas temperaturas.  

O conceito fundamental da pesquisa está na manipulação do gene CWIN, que regula a relação fonte-dreno nas plantas, ou seja, o equilíbrio entre a produção e o armazenamento de energia. Este gene é essencial para o transporte de carboidratos, como a sacarose, das folhas para os órgãos que necessitam dessa energia, como frutas e sementes. Sob condições de estresse térmico, o gene CWIN é suprimido, comprometendo esse equilíbrio e resultando em menor produção e qualidade dos frutos. Para contornar isso, os cientistas introduziram elementos reguladores sensíveis ao calor nos promotores do gene CWIN, aumentando sua atividade em temperaturas elevadas.  

A estratégia foi testada com arroz e tomate. Nos experimentos realizados em condições normais, o rendimento de tomate aumentou entre 14% e 47%, enquanto o arroz apresentou um aumento de 7% a 13%. Em situações de estresse térmico, o CROCS foi ainda mais eficaz: no tomate, a produção de frutos aumentou de 26% a 33%, enquanto o arroz teve uma recuperação de até 41% nas perdas causadas pelo calor. Além disso, a qualidade dos frutos melhorou significativamente, com aumento na uniformidade e no teor de açúcar.  

Essa abordagem, que também está sendo testada em outras culturas como soja, milho e trigo, é vista como uma ferramenta promissora para a criação rápida de cultivos climaticamente inteligentes. A pesquisa não apenas oferece uma solução potencial para aumentar a produtividade agrícola em face das mudanças climáticas, mas também abre caminho para um melhor entendimento das respostas das plantas ao estresse térmico, com grande impacto na segurança alimentar global.

 





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