quinta-feira, abril 23, 2026

Política & Agro

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Fábrica clandestina de fertilizantes é fechada


Empresa tem 30 dias para regularizar a situação





Foto: Mapa

Uma fábrica clandestina de fertilizantes foi interditada em São Roque, no interior de São Paulo, durante uma operação realizada nos dias 8 e 9 de outubro. Segundo dados do Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa), a ação contou com o apoio da unidade regional de Araraquara e teve início após uma denúncia anônima encaminhada pela Ouvidoria do Ministério.

A fiscalização identificou que o estabelecimento operava sem registro junto ao Mapa, não possuía licença ambiental e utilizava equipamentos inadequados para a produção de Fertilizantes minerais mistos. Entre os itens apreendidos, estavam 40 toneladas de matéria-prima a granel e 500 sacas de 25 kg de produtos já embalados e prontos para comercialização. Todo o estoque de embalagens e rótulos também foi confiscado, e a fábrica foi imediatamente interditada.

De acordo com o Mapa, a empresa tem 30 dias para regularizar sua situação perante os órgãos competentes. Além das irregularidades na produção, foram encontrados indícios de fraude: enquanto as embalagens indicavam que os produtos eram fertilizantes minerais mistos, o material apreendido era, na verdade, fertilizante mineral simples.

A operação foi conduzida com base na legislação vigente, incluindo a Lei n.º 14.515/22 e os Decretos n.º 4.954/2004 e 8.384/2014, que regulamentam a produção e fiscalização de fertilizantes no país.





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avanço da colheita e queda nos preços


Já no mercado externo, os valores têm reagido





Foto: Divulgação

Apesar de preocupações relacionadas à baixa produtividade, o avanço da colheita de trigo no Sul do Brasil tem resultado em novas quedas de preços. Os vendedores começam a liquidar os estoques de 2023 e muitos estão flexíveis nos valores de negociação.

Conforme dados divulgados pelo Cepea, os compradores, por sua vez, aguardam uma maior entrada do cereal da nova safra e, com isso, apostam em preços menores. Já no mercado externo, os valores têm reagido, influenciados pela baixa umidade, que preocupa o avanço do cultivo do trigo de inverno no Hemisfério Norte.





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Queda de preços à vista


De acordo com a TF Agroeconômica, o aumento da oferta mundial de milho e a redução nas compras pela China, maior importador global, têm aumentado a disponibilidade do grão e, consequentemente, a possibilidade de queda nos preços. Com as previsões climáticas favoráveis, a expectativa é que essa tendência se confirme tanto no curto quanto no médio e longo prazos, favorecendo as exportações americanas em detrimento das brasileiras, como observado em outubro.

No Brasil, a disputa entre indústrias de carnes e exportadores, que sustentava uma tendência de alta, reverteu com a confirmação das menores exportações brasileiras no mês, fazendo com que os preços recuassem para R$ 64,00 e, possivelmente, R$ 62,50.

Entre os fatores de alta, destacam-se as menores exportações brasileiras, estimadas pela ANEC em 5,68 milhões de toneladas para outubro, comparadas a 6,44 milhões em setembro e 8,09 milhões no mesmo mês de 2023. Além disso, os problemas de navegabilidade nos rios amazônicos afetam a capacidade de exportação pelos portos do Arco Norte, que escoam grande parte da produção nacional de milho e dependem das exportações devido à baixa demanda local.

Já os fatores de baixa incluem as previsões do USDA, que apontam para um aumento na produção dos Estados Unidos, consolidando essa safra como a segunda maior da história. A produção foi ajustada para 386,18 milhões de toneladas, com um rendimento médio maior de 11.536 kg/ha. Além disso, houve redução na expectativa de importação de milho pela China, de 21 para 19 milhões de toneladas. Também foram mantidos os números para a América do Sul: o Brasil com 127 milhões de toneladas de produção e 49 milhões de exportações, e a Argentina com 51 milhões e 36 milhões, respectivamente. 

Diante desse cenário, a TF Agroeconômica recomenda que os produtores coloquem ordens de venda nos níveis atuais para evitar quedas maiores nos preços.
 





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Nova baixa para o milho na B3


Após três sessões de alta para o milho, as traders veem oportunidade de realizar lucro e a Bolsa de Mercadorias de São Paulo (B3) fecha em baixa, segundo informações divulgadas pela TF Agroeconômica. “Na esteira dos acontecimentos, dados do USDA projetaram, no dia de hoje, uma produção menor para o milho em um cenário mundial, onde com a perca de 1 milhão de toneladas de milho ucraniano, o mundo passaria a produzir 1,21 bilhões de toneladas. As produções foram mantidas para o caso de Brasil e Argentina – 127 e 51 milhões, respectivamente – e para o caso dos Estados Unidos, houve o incremento para 386,1 milhões, ante 385,7 dos números anteriores”, comenta.

“Diante deste quadro, as cotações futuras fecharam variações em baixa no dia: o vencimento de novembro/24 foi de R$ 68,49 apresentando baixa de R$ 0,33 no dia, alta de R$ 0,44 na semana; janeiro/25 fechou a R$ 71,72, baixa de R$ 0,66 no dia, alta de R$ 0,69 na semana; o vencimento março/25 fechou a R$ 73,35, baixa de R$ 0,13 no dia e alta de R$ 1,03 na semana”, completa.

Na Bolsa de Chicago o milho fechou em baixa. “A cotação de dezembro24, referência para a nossa safra de inverno, fechou em baixa de -0,66% ou $ -2,75 cents/bushel a $ 415,75. A cotação para março25, fechou em baixa de -0,74% ou $ -3,25 cents/bushel a $ 433,00”, indica.

“O relatório de oferta e demanda do USDA consolidou a atual safra como a segunda maior da história americana, sendo a primeira a campanha anterior. Com isso, mesmo com alguns ajustes nos estoques, já incorporados nas cotações com o relatório trimestral de estoques, a divulgação do WASDE teve um tom baixista para o mercado. O avanço da colheita nos EUA e a manutenção da safra na América do Sul também pressionaram as cotações nesta sexta-feira”, conclui.





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Mercado de soja ajusta expectativas com previsão de chuvas e menor demanda interna


Compradores estão aguardando definições climáticas





Foto: USDA

Segundo informações do Cepea, a previsão de chuvas em importantes regiões produtoras do Brasil tem renovado as expectativas no mercado de soja em grão. Com o avanço do calendário da safra 2024/25, espera-se que o clima favorável impulsione a semeadura e pressione as cotações para baixo. Entretanto, o momento atual ainda é de baixa liquidez nas negociações, uma vez que indústrias brasileiras estão adotando uma postura cautelosa nas aquisições.

Parte da demanda interna e externa está voltada para a oleaginosa dos Estados Unidos, aumentando a incerteza no mercado doméstico. De acordo com os pesquisadores do Cepea, compradores estão aguardando definições climáticas mais consistentes antes de fechar grandes contratos, mantendo a expectativa de que uma janela climática positiva facilite a oferta e alivie os preços nos próximos meses.

As exportações brasileiras de soja apresentaram um recuo significativo em setembro. Foram embarcadas 6,1 milhões de toneladas, volume 24% menor que o registrado em agosto e 4,5% inferior ao de setembro de 2023. Esse desempenho também representa o menor volume mensal exportado desde janeiro deste ano.

Apesar da queda mensal, o acumulado de 2024 aponta um cenário favorável: de janeiro a setembro, o Brasil exportou 89,54 milhões de toneladas de soja, um recorde e 2,6% superior ao volume embarcado no mesmo período de 2023. Esse desempenho reforça a relevância do Brasil como líder no mercado global da oleaginosa, mesmo em um cenário de desafios climáticos e de demanda variável.

Com a previsão de chuvas à frente e o mercado ainda oscilando, produtores e compradores acompanham de perto a evolução do clima e os impactos nos preços para definir as próximas estratégias na safra 2024/25.





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Como o milho encerrou a semana?


O mercado de milho do estado do Rio Grande do Sul segue em ritmo lento, assim como em toda a semana passada, segundo informações da TF Agroeconômica. “Nas indicações, manutenção: Santa Rosa a R$ 69,00; Não-Me-Toque a R$ 69,00; Marau e Gaurama R$ 70;00 Arroio do Meio, Lajeado e Frederico Westphalen a R$ 71,00 e Montenegro a R$ 72,00. Vendedores a partir de R$ 70,00 no FOB interior e R$ 72,00 CIF fábricas. Não ouvimos sobre negócios nesta quarta-feira”, comenta.

Em Santa Catarina as pedidas de venda sobem. “Produtores com pedidas ao menos R$ 2,00 acima, em que compradores hoje indicam a partir de R$ 68,00 no interior e R$ 70,00/72,00 CIF fábricas. Negócios a R$ 70,00/71,00 no CIF meio oeste, em pelo menos 2 mil tons. Nas indicações, Chapecó a R$ 70,00; Campos Novos R$ 71,00; Rio do Sul a R$ 72,00; Videira R$ 70,00. Porto indicando R$ 66 outubro/R$ 68 novembro. Pedidas concentradas a R$ 70 FOB interior/73 posto fábricas”, completa.

No Paraná, o balcão sobe, indicações sobem, mas nada parece tirar o milho da mão do produtor. “Mercado sem negócios. No porto, indicações a R$ 63,00 set/65,00 nov/64,00 dez. No norte, indicações a R$ 64,00 (+1,00); Cascavel a R$ 61,00; Campos Gerais R$ 69,00; Guarapuava a R$ 67,00; Londrina R$ 65,00 (+1,00). Preços balcão no sudoeste e oeste a R$ 54,00, e norte a R$ 57,00. Produtores com pedidas a partir de R$ 67,00 no norte e oeste; e R$ 69,00 Campos Gerais. Maior parte dos lotes concentrados a R$ 70,00 FOB interior”, indica.

A criação de polo de agricultura irrigada deve impulsionar a produção de milho no Mato Grosso do Sul. “Em Maracaju, indicações de R$ 53,00 (+1,00); Dourados a R$ 54,00 (+R$ 1,00); Naviraí R$ 54,00 (-R$ 1,00) e São Gabriel a R$ 49,00. Produtores iniciam ofertas FOB a R$ 52,00 com maior parte das pedidas concentradas em R$ 55,00, base interior. Negócios em ritmo lento, com produtores iniciando pedidas a R$ 55,00 no FOB, e indicações nos portos a partir de R$ 70,00”, conclui.
 





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Trigo: Altas previstas até 2025


Segundo a TF Agroeconômica, os fundamentos altistas para o trigo indicam uma oportunidade de valorização de preços no médio e longo prazo, principalmente entre fevereiro e julho de 2025. Com base nisso, a recomendação para agricultores, cooperativas e cerealistas é de se prepararem para uma possível elevação de preços. 

Caso optem por vender parte da produção antes desse período, sugere-se adquirir contratos futuros para continuar participando das altas previstas, devido às adversidades nas safras de inverno no hemisfério norte e à redução da produção no Brasil. Já para moinhos e exportadores, o alerta é para se anteciparem, aproveitando contratos futuros para garantir custos menores e se manterem competitivos no mercado de farinhas .

Entre os fatores que sustentam essa alta, destacam-se: a menor produção e os estoques reduzidos nos EUA, conforme o USDA revisou sua projeção para 53,65 milhões de toneladas, com estoques finais de 22,09 milhões. Na Europa, a União Europeia diminuiu sua estimativa de exportação de 31,50 para 30 milhões de toneladas, compensada em parte pelas vendas ucranianas, entre 15 e 16 milhões de toneladas. A produção russa também foi ajustada para baixo, com consultorias apontando para uma redução significativa nos rendimentos, principalmente na Sibéria, enquanto o governo russo elevou as tarifas de exportação .

No Brasil, a produção também está abaixo das expectativas. A Stonex e a TF Agroeconômica convergem para uma estimativa de 7,89 milhões de toneladas para a safra 2024/2025, número inferior aos relatórios da Conab e do USDA, o que pode levar a um aumento nas importações e, consequentemente, a preços mais altos. Além disso, os estoques mundiais de trigo estão entre os mais baixos desde 2015/2016, um cenário que, combinado ao crescimento populacional, intensifica a pressão sobre a oferta e sustenta os preços .

Por outro lado, os fatores de baixa incluem a tomada de lucros pelos fundos de investimento e a maior disponibilidade de trigo na Argentina, que conta com estoques iniciais robustos, permitindo exportações significativas. No Brasil, a pressão de colheita momentânea nos estados do Rio Grande do Sul e Paraná também influencia os preços temporariamente, mas a tendência altista permanece sólida para os próximos meses .
 





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É hora de pensar no futuro do feijão-carioca?


Exportadores estão constantemente se esforçando para encontrar mercados para o feijão




Essa situação, embora comum, levanta questões importantes
Essa situação, embora comum, levanta questões importantes – Foto: Divulgação

De acordo com informações do Instituto Brasileiro de feijão e Pulses (IBRAFE), estamos chegando à metade de outubro e os preços do feijão-carioca ainda estão em torno de R$ 220 a R$ 230. Os produtores têm tentado vender a produção, buscando uma média razoável, mas frequentemente escutamos que há um grande estoque de feijão e que o consumo está em queda. Porém, assim que uma nova onda de compras acontece, o mercado se normaliza, com preços aproximados de US$ 45 por saca de 60 quilos, e essas discussões são rapidamente esquecidas. 

Essa situação, embora comum, levanta questões importantes. Com o aumento das áreas irrigadas a cada ano, não tem sido observado um acompanhamento adequado por parte da CONAB ou do IBGE em relação à produção dessas áreas. O Brasil ainda apresenta um déficit anual na produção de feijão-carioca, mas com os preços da soja atingindo novos patamares, é possível que mais produtores retornem a essa atividade. Contudo, o feijão-carioca ainda não possui um mercado internacional consolidado, e se houver um excedente, isso pode se tornar um problema significativo para muitos produtores.

Exportadores estão constantemente se esforçando para encontrar mercados para o feijão-carioca, especialmente quando os preços estão baixos, como é o caso atualmente. O projeto APEX/IBRAFE Brazil Superfoods tem promovido o feijão-carioca como uma das opções da produção brasileira. No entanto, será necessário um empenho maior para desenvolver esse mercado. O momento para iniciar essas ações é agora, antes que enfrentemos uma emergência com produtores incertos sobre como proceder. Embora essa situação não deva ocorrer este ano, a preocupação deve ser mantida desde já, visando garantir um futuro mais estável para o feijão-carioca e seus produtores.
 





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Milho bate recorde de 2024


Aumento expressivo reflete uma retração dos vendedores





Foto: USDA

Segundo informações do Cepea, o Indicador do milho ESALQ/BM&FBovespa, que mede o preço da saca na região de Campinas-SP, encerrou a primeira dezena de outubro com média de R$ 66,18 por saca, a maior do ano em termos nominais. O aumento expressivo reflete uma retração dos vendedores, em meio a um clima seco e quente que mantém produtores afastados dos negócios.

Os agricultores estão atentos à previsão do tempo, especialmente nas áreas do Centro-Oeste, aguardando uma possível mudança climática para decidir sobre as vendas. A combinação de clima desfavorável e incertezas quanto à oferta tem motivado os produtores a segurarem seus estoques, o que reduz a liquidez no mercado spot.

Ao mesmo tempo, compradores mostram maior interesse em adquirir milho, buscando recompor estoques e se proteger de uma possível escalada nos preços. Essa postura firme de compra, segundo pesquisadores do Cepea, sustenta a alta dos preços, especialmente com a oferta restrita pelas mãos dos vendedores.

O atual cenário climático mantém o mercado travado: enquanto vendedores esperam por condições mais favoráveis para negociar seus estoques, compradores se antecipam, temendo uma baixa disponibilidade no curto prazo. Se as chuvas esperadas para as próximas semanas não se confirmarem, o cenário pode se agravar, pressionando ainda mais as cotações do milho.

Assim, o comportamento do clima nas próximas semanas será decisivo tanto para definir a oferta quanto para influenciar o ritmo de negócios no mercado de milho e sua precificação até o fim de 2024.





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Decisão sobre horário de verão será na terça-feira, diz ministro


O Ministério de Minas e Energia vai decidir na terça-feira (15) sobre adoção do horário de verão no Brasil ainda este ano. O ministro Alexandre Silveira vai se reunir com a equipe técnica no prédio da pasta em Brasília para definir a questão. Diante da urgência da decisão, Silveira reduziu em uma semana o período de férias e retornará ao trabalho na próxima segunda-feira (14). “O resumo da ópera é que se houver risco energético, não interessa outro assunto a não ser fazer o horário de verão”, afirmou Silveira nesta sexta-feira (11), em Roma, após participar como palestrante do último painel II Fórum Internacional Esfera.

“Se não houver risco energético, aí é um custo-benefício que terei a tranquilidade, a serenidade e a coragem de decidir a favor do Brasil e a favor do Brasil nem sempre quer dizer que vai economizar meio por cento, um por cento na conta de energia, porque qual impacto nos outros setores? Isso tem que ser um equilíbrio. Ainda bem que a política de diálogo voltou. Com essa política a gente tem tranquilidade e com muita profundidade chegar a um momento em que a gente possa mostrar com clareza qual o melhor caminho a seguir”, acrescentou o ministro, ressaltando que “não tem como não ser esta semana, porque não daria tempo de aproveitar a melhor janela que é novembro, se não for tomada a decisão, esta semana”.

De acordo com Silveira, a reunião foi marcada para terça-feira por causa da “imprescindibilidade de ser agora” e, para isso, é preciso que seja de imediato para permitir que os setores que serão impactados se preparem, embora, segundo ele, o cuidado que teve de conversar com os setores muito importantes para que se planejam.

“Se tem algo que não se pode abrir em uma política pública com essa dimensão, é a questão da previsibilidade. A importância maior do horário de verão e tem muita importância é entre 15 de outubro e 30 de novembro. Até 15 de dezembro tem uma importância vigorosa, não que ele não tenha depois, mas vai diminuindo a curva da importância dele”, disse.

Silveira destacou que o horário de verão é uma política pública aplicada mundialmente e não deve ser tratado como uma questão ideológica. “Primeiro quero registrar que o horário de verão é uma política pública que não é nacional. É implementada em vários países e em especial em países desenvolvidos. É uma política pública que não deve ser tratada como uma questão ideológica e ela foi tratada pelo governo anterior assim, simplesmente extirpando ela em 2019”, observou.

Crise hídrica
O ministro acrescentou que as usinas hídricas e hidrelétricas, quando não são, como é o caso de Belo Monte, localizada no Rio Xingu, no Pará, que não conseguiu licenciamento para fazê-la com reservatório, elas dependem naturalmente das questões pluviométricas. Os números indicam que a crise hídrica atual é grave.

“O Cemaden [Centro Nacional de Monitoramento e Alertas de Desastres Naturais] apurou que desde 1950, quando ele mede a questão pluviométrica no Brasil, nós vivemos a pior crise hídrica dos últimos 73 anos, o que nos levou, se nós não tivéssemos feito medidas preventivas, como diminuir a vazão de Jupiá e Porto Primavera, corajosas que tomamos durante o ano, preservando 11% de água doce nos nossos reservatórios, hoje nós teríamos problema energético no Brasil. Não temos, temos tranquilidade para este período, mas temos que nos equilibrar entre segurança e modicidade tarifária e temos que preparar também o planejamento para 2026”, comentou.

Eleição
O ministro Alexandre Silveira disse ainda que, caso seja adotado pelo governo, o horário de verão não vai impactar o segundo turno da eleição, marcado para o dia 27 deste mês. “Se ele for decretado, não pega a eleição, porque tem que ter no mínimo 20 dias para que setores extremamente importantes se planejem, como o setor aéreo por causa das conexões internacionais e outros setores também como segurança pública”.

Ele que tudo está sendo analisado com todo o cuidado e serenidade. “Imagine a responsabilidade de uma decisão como essa de um ministro de estado. Se ele o faz sem necessidade está naturalmente tomando uma medida que tem transversalidade e tem custo em alguns setores da economia, apesar de que para outros é benéfico, mas em alguns da economia muito contundentes. Se ele não faz, e dá um problema, a responsabilidade é do ministro. Um problema energético não é um problema é um problemaço”, explicou sobre a complexidade da decisão.

O ministro lembrou que o presidente Lula já disse em entrevista que essa decisão não é política e delegou a condução dela ao seu ministro de estado. “O farei, com a coragem de quem tem que decidir. O farei muito ancorado em bases técnicas e em sensibilidade política e social, para que a gente defendendo, como eu defendo o horário de verão como política pública, só use mão dessa política pública se ela for imprescindível para assegurar energia para o Brasil e diminuir os custos que não impactem mais negativamente e faça economia para o consumidor”, completou.

ONS
Em reunião ordinária de outubro do Comitê de Monitoramento do Setor Elétrico (CMSE) na quarta-feira (9), o Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS) apresentou as projeções para o período de outubro de 2024 a março de 2025.

Os números apontam incertezas com relação ao início e condições do período úmido, ainda que alguns modelos indicarem maior nível de precipitação a partir da segunda quinzena deste mês. “Com a estiagem severa dos últimos meses, as próximas chuvas precisam, num primeiro momento, permitir que o solo recupere sua umidade para que, posteriormente, seja observada a elevação dos níveis das vazões”, informou a ONS em nota.

Conforme os dados dos dois cenários dos estudos prospectivos, as projeções de Energia Natural Afluente no Sistema Interligado Nacional (SIN) no horizonte de outubro/24 a março/25 se mostram abaixo da Média de Longo Termo (MLT). “As projeções de Energia Armazenada (EAR) indicam que o subsistema Sudeste/Centro-Oeste alcançaria ao final de março de 2025, no cenário superior, 13,8 p.p. acima do armazenamento verificado em março de 2024. No cenário inferior, esta projeção seria de 23,4 p.p abaixo ante o verificado”, acrescentou o Operador.

“No curto prazo, a análise da EAR mostra a continuidade da redução dos níveis dos reservatórios nos próximos três meses, com a recuperação dos volumes estimada para ocorrer a partir de janeiro de 2025”, afirmou na nota. No entendimento do ONS, o principal desafio identificado pelo órgão até dezembro é o atendimento da ponta de carga, horário em que a demanda atinge seu ponto máximo, que geralmente acontece entre 18h e 20h.

“As projeções indicadas pelos estudos prospectivos são utilizadas para apoiar tomadas de decisões pelo colegiado do CMSE quanto à necessidade da adoção ou permanência de medidas operacionais preventivas com vistas a aumentar a segurança do SIN. O Operador segue acompanhando a situação e os resultados das iniciativas implementadas com o intuito de assegurar o atendimento à demanda de carga do SIN”, informou.





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