terça-feira, abril 21, 2026

Política & Agro

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Exportações de milho impulsionam alta na B3 e CBOT


As exportações de milho norte-americano seguem em ritmo acelerado, impulsionando os preços na Bolsa de Chicago (CBOT) e na Bolsa de Mercadorias de São Paulo (B3), segundo a TF Agroeconômica. De acordo com o Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA), as vendas líquidas de milho mantiveram crescimento constante até o final de outubro, com um salto significativo na última semana do mês. 

Esse movimento resultou no contrato de dezembro/24 na CBOT fechando a US$ 4,31 por bushel, uma alta de 1,00%. Além disso, o dólar alcançou R$ 5,790 durante o dia, encerrando cotado a R$ 5,737 (+1,09%), o que também contribuiu para as valorizações na B3, segundo análise da TF Agroeconômica.

Na B3, os contratos futuros de milho registraram altas expressivas. O vencimento de novembro/24 fechou a R$ 73,80, representando um aumento de R$ 0,23 no dia e de R$ 0,81 na semana. O contrato de janeiro/25 também apresentou valorização, encerrando o dia a R$ 76,76, com alta de R$ 0,47 no dia e de R$ 0,30 na semana. Já o contrato para março/25 finalizou a R$ 77,24, subindo R$ 0,35 no dia e R$ 0,09 na semana.

Essas movimentações refletem o impacto das exportações norte-americanas e da valorização do dólar sobre o mercado brasileiro. Com o aumento da demanda externa, os preços internacionais ganham força, impulsionando também as cotações no Brasil, à medida que os investidores acompanham as tendências globais e as flutuações cambiais.

Esses fatores, além das perspectivas de continuidade no ritmo das exportações, indicam um cenário favorável para o milho no mercado brasileiro e internacional. A B3 deverá manter uma atenção especial à variação cambial, visto que o dólar exerce papel crucial na competitividade dos produtos brasileiros no mercado externo.

 





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Preços caem em algumas regiões


De acordo com as informações da TF Agroeconômica, o mercado de milho está registrando uma dinâmica mais lenta nas regiões produtoras do Brasil. Em Rio Grande do Sul, o mercado está calmo, com preços mantidos entre R$ 73,00 e R$ 77,00, dependendo da localidade, como em Santa Rosa, Não-Me-Toque, Marau e Gaurama. Nos negócios FOB interior, os vendedores pedem a partir de R$ 80,00, e as indicações CIF fábricas variam entre R$ 82,00. Não há registros de transações significativas nesta sexta-feira.

Em Santa Catarina, a expectativa é de passagem de uma frente fria, o que pode movimentar o mercado, principalmente no Oeste do estado. As ofertas estão a partir de R$ 72,00 no interior, com indicações de R$ 73,00 a R$ 75,00 CIF fábricas. Na região do meio-oeste, negócios pontuais ocorrem a R$ 75,00/R$ 76,00 CIF, com embarques de 2 mil toneladas. Na área do porto, os preços para outubro estão indicados em R$ 67,00, e para novembro, a R$ 69,00.

O mercado em Paraná está também sem grandes movimentações. As indicações nos portos são de R$ 68,00 para novembro e R$ 69,00 para dezembro. Nas regiões mais ao norte e oeste, os preços estão em torno de R$ 67,00 a R$ 71,00, com muitos produtores pedindo acima de R$ 77,00. No sudoeste, as negociações estão em torno de R$ 58,00 a R$ 60,00, com pedidos mais altos em algumas áreas.

Já em Mato Grosso do Sul, as indicações nas principais cidades são de R$ 53,00 em Maracaju, R$ 54,00 em Dourados e Naviraí, e R$ 49,00 em São Gabriel. Os produtores estão pedindo preços mais altos, com ofertas FOB a partir de R$ 52,00 e os lotes sendo concentrados em torno de R$ 55,00. As negociações seguem lentas, com ofertas a partir de R$ 58,00 no FOB e indicações nos portos a R$ 60,00.

 





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Negociações da soja brasileira estão em alta



Movimentação facilitou a competitividade do produto brasileiro




Foto: Pixabay

Segundo o boletim informativo do Cepea, as negociações com soja no Brasil permanecem aquecidas, em função da forte demanda das indústrias esmagadoras locais. A intensa movimentação elevou os prêmios de exportação da oleaginosa, e assim  facilitou a crescente competitividade do produto brasileiro no mercado internacional.

Os Pesquisadores do Cepea ainda destacam que, embora os preços internos estejam em alta, a valorização foi limitada por alguns fatores. Como o progresso na semeadura da safra 2024/25 na América do Sul, a proximidade do término da colheita no Hemisfério Norte e a recente desvalorização do dólar em relação ao real, que torna os produtos brasileiros relativamente mais caros para o mercado externo.

A Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) informou quue, a semeadura da soja no Brasil já atingiu 53,3% da área total prevista, até o dia 3 de novembro, um avanço significativo em comparação aos 48,4% registrados no mesmo período do ano passado. Esse ritmo acelerado de plantio reflete as condições climáticas favoráveis e a busca dos produtores por aproveitar janelas ideais de cultivo, o que pode ter impactos diretos na produtividade e no preço futuro da soja brasileira.

 





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Milho deve se manter em alta nas próximas semanas



Cenário é impulsionado pela forte demanda interna




Foto: Divulgação

Conforme dados divulgados pelo boletim informativo do Cepea, os preços domésticos do milho estão em uma tendência de alta no início do mês de novembro. O cenário é impulsionado pela forte demanda interna, já que muitos consumidores buscam recompor seus estoques, o que contribui para a valorização do cereal no mercado brasileiro. A expectativa é de que essa situação permaneça nas próximas semanas, considerando a necessidade de reposição de estoques por parte de compradores.

Os vendedores por sua vez, estão adotando uuma postura de maior cautela nas negociações, priorizando o trabalho no campo e o avanço da semeadura da safra de verão. Ainda conforme o Cepea, essa estratégia permite que os produtores aguardem condições mais favoráveis de comercialização e evitem vendas precipitadas, especialmente em um cenário de alta demanda. O plantio da safra de verão está ocorrendo em boas condições climáticas, o que reduz as preocupações com possíveis atrasos para a segunda safra de milho em 2025, que precisa ser plantada dentro de uma janela ideal para garantir melhores resultados produtivos.

Conforme informações da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), até o dia 3 de novembro, cerca de 42,1% da área destinada ao milho na safra de verão já havia sido semeada no Brasil, representando um avanço de 5,3 pontos percentuais em relação à semana anterior e 1,9 pontos percentuais acima do índice registrado no mesmo período de 2023. 





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Exportação de milho: Comportamento de prêmios



Essa dinâmica de preços e oferta continua a influenciar os mercados internacionais



Em relação ao mercado argentino, o preço do milho disponível se manteve em A$ 180 mil/t
Em relação ao mercado argentino, o preço do milho disponível se manteve em A$ 180 mil/t – Foto: Freepik

Segundo a TF Agroeconômica, o mercado de milho no Brasil continua com compradores focados nas exportações de janeiro e julho. Os vendedores mantiveram seus preços de prêmio, enquanto os compradores mostraram interesse em melhorar os preços para janeiro. No Paraná, os prêmios de venda para o milho de Paranaguá se mantiveram estáveis, com exceção de um aumento de 5 pontos no prêmio de janeiro, que passou para 135 (+0) SC, enquanto o prêmio de julho/agosto ficou em 88 (+0).

No mercado chinês, o preço do milho caiu 25 CNY/t para novembro e 24 CNY/t para janeiro, refletindo uma retração no mercado de grãos. Já os preços do amido de milho mostraram uma queda de 31 CNY/t para novembro, mas uma leve alta de 13 CNY/t para janeiro. Por outro lado, o preço dos ovos teve um aumento de 12 CNY/500kg para novembro e de 8 CNY/500kg para dezembro. No entanto, as cotações de suíno apresentaram uma queda de 45 CNY/t para novembro e 56 CNY/t para janeiro, indicando uma pressão no setor de proteína animal.

Em relação ao mercado argentino, o preço do milho disponível se manteve em A$ 180 mil/t, enquanto a oferta para entrega contratual aumentou para A$ 185 mil/t, com algumas negociações específicas atingindo até A$ 190 mil/t. O preço do milho no MATBA (Mercado a Término de Buenos Aires) também subiu, passando para US$ 189,30 para abril, um aumento em relação aos US$ 188,00 anteriores, mas ainda abaixo do valor registrado em Chicago, que foi de US$ 169,68.

Essa dinâmica de preços e oferta continua a influenciar os mercados internacionais, especialmente com as variações nos preços do milho e seus derivados, refletindo as condições do mercado interno e as expectativas para os próximos meses.

 





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Diesel e gasolina: Perspectivas positivas para 2025


A StoneX divulgou uma análise detalhada sobre os mercados de diesel e gasolina, destacando a recuperação das margens de refino e as perspectivas de demanda. Na última semana, o contrato mais ativo do NY Harbor ULSD, principal indicador de diesel nos Estados Unidos, terminou o período estável, com uma leve queda acumulada de 0,2%, fechando a sexta-feira (01) a USD 2,2342 por galão. 

No entanto, o crack-spread entre o NY Harbor ULSD e o WTI avançou 7,4% na semana, totalizando USD 24,56 por barril, o maior valor desde o início de setembro. Esse aumento foi influenciado pela melhora no PMI industrial da China e pela queda nos estoques de diesel nos Estados Unidos e na Europa, indicando um mercado mais apertado no médio prazo, o que pode favorecer uma recuperação das margens de refino.

Enquanto isso, o mercado de gasolina também apresentou movimentações importantes. O contrato mais ativo do RBOB, referência da gasolina nos EUA, registrou uma leve queda de 0,68%, cotado a USD 1,96 por galão na sexta-feira (01). Essa queda foi inferior à do petróleo, sendo influenciada pela queda não antecipada dos estoques de gasolina nos Estados Unidos e por perspectivas mais positivas para o consumo nos próximos meses. A StoneX destaca que, para 2025, a demanda brasileira por gasolina deve se recuperar significativamente, devido à melhora nas condições econômicas e na confiança do consumidor, impulsionando uma retomada na procura por combustível.

Esse cenário reflete um mercado de combustíveis que, apesar das quedas nos preços, ainda enfrenta desafios, com margens de refino crescendo especialmente para o diesel. A combinação de uma recuperação na demanda global e a redução dos estoques em mercados chave sugere que os próximos meses podem ser de aperto na oferta, o que pode gerar pressões no preço. 

 





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Mercado de açúcar se mantém estável em Nova Iorque



Para o etanol hidratado, a semana também trouxe movimentações relevantes



A tentativa de romper o patamar de US¢ 22,00/lb não se consolidou
A tentativa de romper o patamar de US¢ 22,00/lb não se consolidou – Foto: Pixabay

Conforme informações da StoneX, o mercado de açúcar em Nova Iorque manteve certa estabilidade ao longo da última semana, com o contrato de março/25 fechando na sexta-feira a US¢ 22,14 por libra-peso, apenas quatro pontos abaixo do registrado na semana anterior. Já o contrato de maio/25 apresentou uma leve alta de 1 ponto. No geral, o período foi marcado por preços relativamente estáveis, embora o mercado tenha apresentado uma correção mais forte até terça-feira, testando mínimas ao redor de US¢ 21,50/lb. Esse movimento era esperado, uma vez que as cotações próximas a US¢ 23,00/lb mostraram-se insustentáveis, seja por questões de fundamento, seja por fatores técnicos.

A tentativa de romper o patamar de US¢ 22,00/lb não se consolidou, reforçando a visão de um mercado sem direção clara para um novo avanço ou retração significativa. Essa correção, observada nos primeiros dias da semana, indica uma acomodação natural após valores elevados que, sem um suporte fundamental sólido, não encontraram força para se manter. Dessa forma, o açúcar segue sem um impulso consistente para um rompimento em direção a novas máximas ou mínimas, consolidando uma fase de estabilidade.

Para o etanol hidratado, a semana também trouxe movimentações relevantes. Em Ribeirão Preto (SP), o indicador fechou em R$ 3,10/litro, cinco centavos acima do valor registrado na sexta-feira passada. Esse aumento reflete a demanda aquecida, impulsionada por uma paridade de preços bastante competitiva, especialmente em São Paulo, onde o índice permanece em 65%. Essa atratividade continua tornando o etanol uma alternativa viável para os consumidores frente à gasolina, favorecendo a sustentação dos preços e ampliando a competitividade no mercado interno.

 





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Café no Brasil sobe com alta do dólar


Conforme análise da StoneX, o mercado futuro de café encerrou a última semana sob pressão, influenciado pelo retorno das chuvas no Brasil, o início da colheita no Vietnã e a divulgação de dados robustos de exportação. Em Nova Iorque, o contrato de café arábica com vencimento em março de 2025 registrou uma queda de 510 pontos (-2,1%), fechando a sexta-feira (01) a US¢ 242,40 por libra-peso. 

Em Londres, o contrato de robusta para janeiro recuou USD 132 por tonelada (-3,0%), finalizando a semana cotado a USD 4.279 por tonelada. No acumulado de outubro, os preços de arábica em Nova Iorque caíram 8,4%, enquanto em Londres o robusta teve uma desvalorização de 16,4%.

No Brasil, apesar das quedas internacionais, os preços do café apresentaram leve alta no mercado interno, impulsionados pela valorização do dólar, que subiu 2,9% na semana. O indicador Cepea para o café arábica avançou 1,1%, enquanto o robusta registrou um acréscimo de 0,5%. Esse movimento reflete o impacto da taxa cambial sobre os preços, que tende a mitigar as oscilações internacionais no mercado doméstico, garantindo certa estabilidade relativa para os produtores.

No acumulado do mês de outubro, mesmo com as quedas externas significativas, os preços internos do café arábica tiveram uma valorização de 1,35%. O robusta, por sua vez, registrou um recuo de 4,07% no mercado brasileiro, uma queda inferior à observada em Londres, onde a desvalorização atingiu 16,4%. A alta do dólar em 6,2% no mês contribuiu para conter uma queda mais intensa no Brasil, destacando o papel da moeda norte-americana em sustentar o preço do café no mercado interno.





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Cotação do algodão cai em meio à alta do dólar



A valorização do dólar ocorre em um contexto de incerteza



A valorização do dólar ocorre em um contexto de incerteza
A valorização do dólar ocorre em um contexto de incerteza – Foto: Canva

De acordo com dados da StoneX, os futuros de algodão fecharam o último pregão da semana passada em baixa, com o contrato dezembro/24 negociado a US¢70,17 por libra-peso, marcando uma desvalorização semanal de 0,7%. Essa queda na cotação da pluma está associada principalmente ao fortalecimento do dólar frente às moedas globais, um efeito da expectativa de manutenção de juros elevados nos Estados Unidos. Esse cenário impacta a atratividade das commodities americanas no mercado internacional, já que o dólar valorizado encarece os produtos exportados pelos EUA.

A valorização do dólar ocorre em um contexto de incerteza sobre o futuro da política monetária americana, que deve se tornar mais claro após as eleições presidenciais dos EUA. O mercado espera que o resultado das eleições traga definições sobre o ritmo dos juros e a direção do câmbio no país, fatores que influenciam diretamente o valor das commodities exportadas, como o algodão.

Enquanto isso, os fundamentos do mercado de algodão permanecem estáveis, sem grandes novidades. A cotação da pluma vem sofrendo com a combinação da alta do dólar e a falta de incentivos novos que possam favorecer um aumento significativo na demanda ou alterações relevantes na oferta. Assim, o mercado de algodão segue atento ao cenário econômico e político nos EUA, aguardando mudanças que possam dar uma nova direção para os preços no curto prazo.

O setor continuará monitorando as tendências do câmbio e das taxas de juros, fatores decisivos para a competitividade das commodities estadunidenses no exterior, especialmente em um ambiente econômico global de forte competição.

 





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Índice CEAGESP variou 2,42% em setembro


O índice de preços CEAGESP encerrou o mês de setembro com variação de 2,42% ante uma variação de -0,55% no mês anterior. No mesmo período do ano passado, o índice apresentou variação de 2,72%. Com o resultado obtido, o índice encerrou o período apresentando um acumulado de -2,47% no ano e de 11,15% em 12 meses.

Neste contexto, o destaque ficou com o setor de Verduras, que mesmo diante das altas temperaturas e o clima seco encerrou o período registrando reduções de preço. O setor já vem acumulando, desde maio, sucessivas variações negativas de preço. Entre os setores analisados, este é o que acumula as maiores reduções de preço no ano e em 12 meses.

Setorização

O setor de FRUTAS variou 4,50% ante uma variação de 3,40% no mês anterior. No mesmo período do ano passado, o setor apresentou variação de 5,82%. Com o resultado obtido, o setor encerrou o mês com um acumulado de 4,62% no ano e de 14,66% em 12 meses. Dos 48 itens cotados nesta cesta de produtos, 56% apresentaram alta de preço. As principais altas ocorreram nos preços de MARACUJÁ AZEDO (+62,20%), LIMÃO TAITI (+57,69%), LARANJA LIMA (+25,01%), MELÃO AMARELO (+19,96%) e LARANJA PERA (+15,94%). As principais reduções ocorreram nos preços de MAMÃO HAVAÍ (-33,03%), MANGA TOMMY ATKINS (-30,44%), MORANGO COMUM (-20,07%), MAMÃO FORMOSA (-14,56%) e GOIABA VERMELHA (-5,93%).

As altas temperaturas e as chuvas escassas têm prejudicado a produção e a qualidade dos citros. No caso da laranja, a produção deste item já vinha enfrentando dificuldades devido à expansão do greening nas regiões produtoras, principalmente no interior paulista. Os agentes de mercado relatam que muitos produtores estão migrando para outras regiões, o que acaba comprometendo a oferta de curto e de médio prazo. Outro fator importante a ser destacado são as compras que a indústria tem feito da laranja “de mesa” para atender à demanda de sucos para exportação. Todos esses fatores contribuem para que os preços da laranja sigam em alta no mercado atacadista. No Entreposto Terminal São Paulo (ETSP), a laranja lima encerrou o mês ao preço médio de R$ 4,97/kg enquanto que a variedade pera foi cotada a R$ 3,91/kg.

Já para o limão taiti, além da questão climática, este é um produto que está no período de entressafra. Segundo o Mapa de Sazonalidade publicado pela CEAGESP, o período de sazonalidade do produto é entre os meses de maio a outubro. Portanto, a tendência é de que os preços continuem em alta no mercado atacadista.

O setor de LEGUMES variou 1,58% ante uma variação de -0,74% no mês anterior. No mesmo período do ano passado, o setor apresentou variação de -2,48%. Com o resultado obtido, o setor encerrou o mês com um acumulado de -14,20% no ano e de 0,24% em 12 meses. Dos 32 itens cotados nesta cesta de produtos, 63% apresentaram alta de preço. As principais altas ocorreram nos preços de INHAME (+48,54%), JILÓ (+46,09%), PIMENTÃO VERDE (+38,03%), PEPINO JAPONÊS (+35,39%) e PEPINO COMUM (+30,70%). As principais reduções ocorreram nos preços de PIMENTÃO VERMELHO (-32,63%), VAGEM MACARRÃO (-27,10%), PIMENTÃO AMARELO (-26,67%), ABOBRINHA BRASILEIRA (-24,74%) e ABOBRINHA ITALIANA (-20,22%).

A redução no volume de oferta estimulou a alta de preço nos legumes. O jiló e os pepinos japonês e comum estão entre os que apresentaram as maiores reduções de volume ofertado. Na comparação anual, o jiló registrou uma redução no volume de oferta de 12,4% e 22,9% de redução mensal. Os pepinos, por sua vez, registraram reduções de oferta de 15,2% e 9,1% no ano enquanto que as reduções mensais foram de 6,3% e 4,4%, respectivamente. O clima quente e seco do período prejudicou a produção e a qualidade dessas hortaliças.

O setor de VERDURAS variou -8,74% ante uma variação de -6,44% no mês anterior. No mesmo período do ano passado, o setor apresentou variação de -4,44%. Com o resultado obtido, o setor encerrou o mês com um acumulado de -32,25% no ano e de -6,12% em 12 meses. Dos 39 itens cotados nesta cesta de produtos, 85% apresentaram redução de preço. As principais reduções ocorreram nos preços de ALMEIRÃO COMUM (-32,76%), COUVE-FLOR (-27,64%), REPOLHO VERDE/LISO (-22,00%), ESCAROLA COMUM (-20,63%) e BRÓCOLIS RAMOSO (-20,18%). As principais altas ocorreram nos preços de SALSA (+29,06%), MANJERICÃO (+8,08%), LOURO (+4,41%), MILHO VERDE (+2,83%) e NABO (+1,40%).

Apesar das altas temperaturas registradas no período, o setor de Verduras apresentou dificuldades na comercialização dos produtos. Nem mesmo a redução na oferta de brócolis ramoso (-47,1%), escarola (-9,9%), almeirão comum (-5,3%) e repolho verde (-2,3%) foi capaz de elevar os preços dessas hortaliças folhosas. No mercado atacadista, o brócolis ramoso encerrou o período cotado a R$ 4,05/maço, enquanto a escarola fechou a R$ 0,86/unidade. Já para o almeirão comum e o repolho verde, os preços médios no atacado foram de R$ 1,54/unidade e R$ 1,25/cabeça, respectivamente.

O setor de DIVERSOS variou -4,16% ante uma variação de -18,02% no mês anterior. No mesmo período do ano passado, o setor apresentou variação de -3,44%. Com o resultado obtido, o setor encerrou o mês com um acumulado de -4,42% no ano e de 29,79% em 12 meses. Dos 11 itens cotados nesta cesta de produtos, 73% apresentaram redução de preço. As principais reduções ocorreram nos preços de CEBOLA NACIONAL (-17,53%), OVOS DE CODORNA (-8,42%), BATATA ESCOVADA (-6,73%), BATATA ASTERIX (-5,72%) e OVOS BRANCOS (-5,55%). As principais altas ocorreram nos preços de COCO SECO (+10,63%), AMENDOIM COM PELE (+1,21%) e AMENDOIM SEM PELE (0,14%).

Mesmo com a redução na oferta de 1,1% da cebola nacional e de 4,4% da batata escovada, o mercado atacadista registrou redução no preço desses produtos. No ETSP, a cebola nacional foi cotada a R$ 2,73/kg, enquanto a batata escovada fechou a R$ 4,94/kg. Para as demais variedades de batata, os preços ficaram em R$ 4,92/kg para a Asterix e a lavada, em R$ 4,83/kg. Entretanto, as chuvas que atingiram a região Sul do país, mais próximas do fim do mês, podem trazer elevações de preços para estes produtos devido às restrições de oferta que poderão ocorrer.

O setor de PESCADOS variou 2,12% ante uma variação de -2,39% no mês anterior. No mesmo período do ano passado, o setor apresentou variação de 4,30%. Com o resultado obtido, o setor encerrou o mês com um acumulado de -1,52% no ano e de -0,23% em 12 meses. Dos 28 itens cotados nesta cesta de produtos, 50% apresentaram alta de preço. As principais altas ocorreram nos preços de ABRÓTEA (+26,67%), POLVO (+21,29%), NAMORADO (+7,10%), PINTADO (+6,58%) e SALMÃO IMPORTADO (+6,41%). As principais reduções ocorreram nos preços de CURIMBA (-22,90%), SARDINHA LAGES (-16,47%), CAVALINHA (-16,31%), PESCADA MARIA-MOLE (-8,19%) e SARDINHA FRESCA (-7,53%).

O setor de Pescados apresentou um aumento na oferta em torno de 9,0% em comparação ao mês anterior, mas ainda assim não foi o suficiente para manter os preços do setor em patamares menores. A redução de oferta de espécies importantes e especializadas como robalo (-52%), tainha (-16%) e salmão (-11%), juntamente com o aumento da demanda devido ao incentivo de consumo de peixes na ‘Semana do Pescado’, que ocorreu entre os dias 01 e 15 de setembro, fizeram com que os preços do setor reagissem positivamente.





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