segunda-feira, abril 6, 2026

Política & Agro

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Falta de produtos nos supermercados cresce em janeiro


O Índice de Ruptura da Neogrid, que mede a falta de produtos nas gôndolas dos supermercados brasileiros, registrou um aumento em janeiro de 2025, atingindo 13,7%, uma variação de 0,9 ponto percentual em relação ao mês anterior. Esse é o primeiro índice acima de 13% desde agosto de 2024, marcando uma tendência de crescimento já observada nos últimos três meses.

Entre os produtos que mais sofreram com a falta nas prateleiras, o café se destacou, com um aumento de 2,1 pontos percentuais na ruptura em relação a dezembro. Além disso, o produto acumula uma variação de preço de 66% nos últimos 12 meses, refletindo a instabilidade no setor.

“O aumento ocorre em um momento em que o varejo já começa a sentir os impactos da desaceleração no consumo no país”, afirma Robson Munhoz, diretor de Relações Corporativas da Neogrid. “Com o preço dos alimentos elevado e o poder de compra do brasileiro mais pressionado, a reposição de estoques fica mais lenta e resulta na falta de alguns tipos de produtos e marcas nas prateleiras, agravando ainda mais o cenário.”

Os ovos também registraram uma elevação na ruptura, passando de 16,7% em dezembro para 19,7% em janeiro. Em termos de preços, os ovos brancos tiveram um leve reajuste, subindo de R$ 11,06 para R$ 11,25, enquanto os ovos caipiras e de codorna apresentaram variações maiores, chegando a R$ 15,05 e R$ 8,26, respectivamente.

No segmento do café, a ruptura atingiu 11,1%, impactando diretamente o consumidor, que já sentiu no bolso o aumento médio de 7% no café em pó, que passou de R$ 21,94 para R$ 23,48. Por outro lado, o café em grãos teve uma redução, saindo de R$ 50,14 para R$ 44,47. Segundo o Cepea/Esalq-USP, as chuvas recentes podem favorecer a safra 2025/26, mas os produtores seguem atentos às previsões climáticas, pois temperaturas elevadas podem comprometer a qualidade do grão.

Outro item essencial que apresentou maior ruptura foi o açúcar, cuja indisponibilidade subiu para 10%, retomando o nível registrado em agosto de 2024. Os preços também oscilaram, com o açúcar cristal subindo 2,9%, indo de R$ 9,40 para R$ 9,68, enquanto o mascavo teve um leve aumento para R$ 15,34. O refinado, por sua vez, manteve estabilidade em R$ 5,85.

O azeite, que vinha apresentando tendência de estabilidade desde julho do ano passado, também teve um aumento na ruptura, chegando a 7,6%. No entanto, a situação ainda é melhor do que a registrada no início de 2024, quando a ruptura era de 17,5%. No aspecto dos preços, o azeite de oliva virgem teve uma leve redução, passando de R$ 48,14 para R$ 47,91, enquanto o extravirgem subiu para R$ 50,18.

O aumento da ruptura e a variação nos preços refletem os desafios enfrentados pelo varejo, especialmente em um contexto de desaceleração econômica e poder de compra reduzido. O cenário segue sendo monitorado por especialistas, que destacam a importância da estabilidade na oferta de produtos essenciais para minimizar impactos no consumo.





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Estresse térmico e estiagem afetam produção de leite


O boletim conjuntural da Emater/RS-Ascar, divulgado na última quinta-feira (6), aponta que, apesar do desenvolvimento satisfatório das culturas em algumas regiões do Rio Grande do Sul, a produção de leite segue em queda devido ao estresse térmico e à redução no consumo de alimentos pelos rebanhos. Para minimizar os impactos, produtores estão reforçando a oferta de alimentos conservados, como silagem.

Na região de Bagé, a estratégia tem sido antecipar o plantio de pastagens de inverno para garantir melhor alimentação ao gado. Em Santana do Livramento, as matrizes mantêm bom estado corporal com campo nativo e suplementos, mas a estiagem já reduziu a produção de leite em 35%. Em Aceguá, além da baixa na produtividade, foi realizada a vacinação contra brucelose em fêmeas de 3 a 8 meses e imunização contra raiva herbívora.

Na região de Frederico Westphalen, a queda na produção se deve à sazonalidade e às altas temperaturas, que agravam o estresse térmico dos animais. Já em Ijuí, a situação é mais estável, com expectativa de melhora devido à retomada das chuvas e ao uso de alimentos conservados e concentrados. Em Passo Fundo, o cenário também é positivo, já que a silagem tem sido fundamental para suprir as necessidades nutricionais do rebanho e manter a produtividade.

Em Pelotas, a produção segue dentro da normalidade para esta época do ano. Na região de Porto Alegre, as ações estão focadas no manejo sanitário, com intensificação do controle de carrapatos e bernes, evitando impactos adicionais na pecuária leiteira.

Em Santa Maria, as chuvas favoreceram a atividade leiteira, melhorando a oferta de pasto, mas a estiagem ainda gera dificuldades. Já na região de Santa Rosa, houve um aumento expressivo nos casos de LINA (leite instável não ácido), fenômeno associado à menor oferta de volumosos de qualidade. Apesar dos desafios, os preços pagos aos produtores permaneceram estáveis.

Na região de Soledade, a redução das temperaturas trouxe alívio para o rebanho, diminuindo o estresse calórico e, consequentemente, as perdas na produção. O cenário no estado segue desafiador, mas as expectativas são de melhora gradual conforme as condições climáticas favoreçam a recuperação das pastagens e a retomada dos níveis produtivos.





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Cuiabá tem fevereiro mais quente e seco que o normal



Chuvas ficam 20% abaixo da média em Cuiabá no mês




Foto: Pixabay

O Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) divulgou o balanço climático de fevereiro de 2025 para a capital mato-grossense, apontando um volume de chuvas 20% abaixo da média histórica e temperaturas levemente acima do esperado para o período.

Ao longo do mês, Cuiabá registrou precipitações em 18 dias, totalizando 209,6 mm de chuva, enquanto a média climatológica para o período (1961-1990) é de 261,9 mm. O maior volume diário ocorreu no dia 3 de fevereiro, com 73 mm acumulados.

Veja mais informações sobre o clima em Agrotempo

As temperaturas seguiram uma tendência de elevação. A média geral do mês foi de 27,5°C, ficando 0,5°C acima da média histórica de 27°C. A temperatura máxima média atingiu 33,3°C, também 0,5°C superior à normal climatológica (32,8°C). Já a temperatura mínima média ficou em torno do esperado, registrando 23,9°C, contra a média histórica de 23,6°C.

Entre os extremos registrados, a temperatura mais alta do mês foi de 35,8°C, no dia 23 de fevereiro, enquanto a mais baixa foi de 28,2°C, no dia 1º de fevereiro. Já as mínimas variaram entre 22,1°C, no dia 2, e 26,2°C, no dia 24.

O cenário indica um fevereiro com chuvas irregulares e temperaturas acima da normalidade, reforçando a tendência de períodos mais secos e quentes na região.





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Drones detectam pragas e otimizam produção da soja



O uso de Drones no agronegócio tem ganhado cada vez mais espaço


Foto: Arquivo Agrolink

O uso de Drones no agronegócio tem ganhado cada vez mais espaço, tornando-se uma ferramenta essencial no monitoramento das lavouras de soja. Com tecnologia avançada, esses equipamentos ajudam os produtores a identificar pragas, doenças e áreas com necessidade de irrigação, otimizando a produtividade e reduzindo custos.

Pesquisas demonstram que o uso de drones melhora a eficiência na detecção de problemas na plantação, permitindo intervenções mais rápidas e assertivas. Sensores térmicos e câmeras multiespectrais acopladas aos dispositivos possibilitam a avaliação detalhada da saúde das plantas, ajudando a evitar perdas e a otimizar o uso de insumos.

Empresas especializadas em tecnologia agrícola já oferecem soluções voltadas à agricultura de precisão, permitindo que produtores tenham um controle mais detalhado de suas lavouras.

Além de melhorar a produtividade, o uso dessa tecnologia contribui para um manejo mais sustentável, reduzindo o desperdício de água e o uso excessivo de defensivos agrícolas. Com os avanços constantes, os drones devem se consolidar como aliados indispensáveis para a sojicultura nos próximos anos.





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Mercado de bioinsumos cresce 15% no Brasil



Novo bioinsumo combate cigarrinha e outras pragas




Foto: Canva

Segundo pesquisa divulgada pela CropLife Brasil, o mercado de bioinsumos no Brasil segue em forte expansão, registrando um crescimento de 15% na safra 2023/2024 em relação ao ciclo anterior. Nos últimos três anos, o setor evoluiu a uma taxa média anual de 21%, ritmo quatro vezes superior à média global, evidenciando a crescente adoção de soluções biológicas pelos agricultores.

O avanço reflete a busca do setor agrícola por alternativas que combinem tecnologias químicas e biológicas, promovendo ganhos em produtividade e sustentabilidade. Dentro desse cenário, a Syngenta anunciou o lançamento do NETURE™, um inseticida biológico voltado ao controle de pragas que impactam culturas como soja e milho. “Eficiente desde a primeira aplicação, atende às necessidades dos agricultores, que têm sentido cada vez mais a evolução da eficiência do manejo advinda da combinação de soluções químicas e biológicas, que potencializam a sustentabilidade e rentabilidade das lavouras. A rapidez de ação e a compatibilidade do produto com defensivos químicos representam avanços significativos para o manejo de pragas de difícil controle”, afirmou Rafael P. Oliveira, Gerente de Marketing de Biológicos e Seedcare da Syngenta.

O produto se destaca pela eficiência e efeito residual prolongado contra cigarrinha-do-milho, percevejos, mosca-branca e cigarrinha-da-cana-de-açúcar. Desenvolvido com as bactérias Pseudomonas chlororaphis e Pseudomonas fluorescens, o bioinsumo atua de diversas formas, afetando o sistema digestivo e nervoso dos insetos, promovendo repelência e fortalecendo as plantas contra estresses ambientais.

Outro diferencial do produto é a compatibilidade com defensivos químicos, permitindo sua aplicação ao longo de todo o ciclo da cultura sem necessidade de armazenamento refrigerado. A novidade reforça o avanço do controle biológico no Brasil, consolidando o país como um dos líderes mundiais no uso de bioinsumos para a agricultura.





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Volume médio exportado de café não torrado ficou em 100,7 milhões de…


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Dados divulgados pela Secretária de Comércio Exterior (Secex) nesta segunda-feira (17) apontam que a média diária exportada do café não torrado durante os dez primeiros dias úteis de fevereiro/25 foi de 10,072 toneladas, registrando uma baixa de 11,6% se comparado com o embarcado no mês inteiro de fevereiro/24 que teve uma média de 11,395 toneladas. O  volume total exportado nos dez primeiros dias úteis de fevereiro/25 ficou em 100,723 milhões de toneladas, e no mês inteiro de fevereiro do ano passado foi de 216,518 milhões de toneladas. 

O faturamento total das exportações do produto nos dez primeiros dias úteis de fevereiro de 2025 foi de US$ 595,701 milhões, comparados a US$ 750,778 milhões registrados nos 19 dias de fevereiro de 2024. Já o faturamento diário ficou em US$ 59,570 milhões nos dez dias úteis de fevereiro/25, registrando um aumento de 50,8% comparado ao mês inteiro de fevereiro de 2024, onde a média foi de US$ 39.514 milhões. 

Já sobre o valor negociado para o grão nos dez dias úteis de fevereiro/25 houve um avanço de 70,6% comparado ao mês inteiro de fevereiro/24. A média ficou em US$ 5.914 (dez dias úteis de fevereiro/25), comparado a US$ 3.467,50 (fevereiro/24).  

Café torrado, extratos, essências e concentrados

O faturamento com as exportações para o café torrado, extratos, essências e concentrados nos dez primeiros dias úteis de fevereiro de 2025 foi de US$ 46,461 milhões, sendo que no mês inteiro de fevereiro de 2024 a receita total ficou em US$ 61,361 milhões. A média diária do faturamento foi de US$ 4,646 milhões nos dez primeiros dias de fevereiro/25, e registrou um avanço de 43,9% frente a média diária do mês inteiro de fevereiro/24 que ficou em US$ 3,229 milhões.

O volume embarcado do grão nos dez dias úteis de fevereiro/25 atingiu 3,802 toneladas, comparado a 7,136 toneladas dos 19 dias do mês de fevereiro/24. A média diária foi de 380 toneladas (dez dias úteis de fevereiro/25), registrando um aumento de 1,2% comparado ao mês inteiro de fevereiro/24 que foi de 375 toneladas. 

Com relação ao preço médio, nos dez primeiros dias úteis de fevereiro de 2025 o produto foi negociado a US$ 12.219,20 e teve uma valorização de 42,1% frente ao preço médio negociado durante todo o mês de fevereiro de 2024, que foi de US$ 8.598,10. 
 





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Plantadeiras de alta precisão otimizam plantio do trigo



O uso de plantadeiras de alta precisão permite a distribuição ideal das semente


Foto: Canva

As plantadeiras de taxa variável vêm ganhando espaço no agronegócio por oferecerem maior eficiência no uso de sementes e insumos, garantindo uniformidade no plantio e redução de desperdícios. A tecnologia, que já é amplamente utilizada em culturas como soja e milho, agora ganha destaque no cultivo do trigo, proporcionando melhoria no rendimento das lavouras e redução de custos para os produtores.

O uso de plantadeiras de alta precisão permite a distribuição ideal das sementes, ajustando automaticamente a quantidade depositada no solo conforme a variabilidade do terreno. Esse processo resulta em melhor aproveitamento do potencial produtivo da área, evitando falhas no plantio e competições indesejadas entre as plantas.

Além disso, a tecnologia contribui para uma emergência uniforme das plântulas, fator essencial para o desenvolvimento equilibrado da lavoura e maior produtividade. Com menor desperdício e ajustes precisos, os produtores conseguem um uso mais eficiente dos insumos, reduzindo custos e aumentando a sustentabilidade da produção.





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Chuvas favorecem pastagens e mercado de gado segue aquecido


O boletim conjuntural da Emater/RS-Ascar, divulgado na última quinta-feira (6), aponta que as chuvas recentes contribuíram para a recuperação das pastagens no Rio Grande do Sul, garantindo bom escore corporal para o rebanho bovino de corte. Com o período de entoure próximo do fim, os pecuaristas realizam diagnósticos de gestação para descarte de vacas vazias e preparação das que seguirão na reprodução.

Em Bagé, os preços do gado gordo seguem estáveis, enquanto o gado magro apresenta variações. A demanda por terneiros desmamados está alta, o que mantém os preços elevados. Já em Caxias do Sul, os pecuaristas focaram na revisão do rebanho, suplementação mineral e controle sanitário.

Em Frederico Westphalen, o tempo quente impactou o conforto animal, mas as chuvas ajudaram a amenizar a situação, ainda que de forma desigual na região. Já em Passo Fundo, há expectativa de alta nos preços, exigindo atenção ao controle de parasitas como carrapatos, bernes e moscas-dos-chifres.

Na região de Pelotas, a oferta de bovinos para abate segue reduzida, mantendo os preços firmes e o mercado aquecido. O segmento de reposição registra maior procura por terneiros, com valorização em diversos municípios. Em Cerrito, a demanda por terneiros leves está alta, e em Canguçu, as feiras mantêm preços estáveis e movimentação intensa.

Na região de Porto Alegre, a temporada reprodutiva está se encerrando, com foco no controle do carrapato para garantir a saúde do rebanho. Em Santa Maria, os preços do boi gordo e da vaca gorda tiveram leve alta, refletindo o aquecimento do mercado. Em Santa Rosa, a redução dos efeitos da estiagem favoreceu a oferta de forragem nos campos nativos, proporcionando boas condições para os rebanhos e retomada das exportações.

O levantamento semanal da Emater/RS-Ascar registrou alta de 0,28% no preço médio do boi, que passou de R$ 10,85 para R$ 10,88/kg vivo. Já a vaca para abate teve valorização de 0,31%, com o preço subindo de R$ 9,67 para R$ 9,70/kg vivo.





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Cotação do algodão em NY atinge menor nível desde 2020



Cotação do algodão segue em queda com tensões comerciais




Foto: Canva

Os preços da pluma do algodão na bolsa de Nova York (NY) seguem em tendência de queda, atingindo o menor patamar desde julho de 2020, período marcado pelos impactos da pandemia da Covid-19. Segundo o Instituto Mato-Grossense de Economia Agropecuária (Imea), na última semana, a cotação do contrato corrente da fibra fechou em ¢US$ 63,44/lp, registrando um recuo de 2,97% em relação à semana anterior.

Desde junho de 2024, o mercado de algodão apresenta movimentações lateralizadas, com uma predominância de tendência baixista. O principal fator por trás dessa desvalorização é o excesso de oferta global em relação à demanda, cenário que mantém os preços pressionados.

Além disso, a implementação tarifária dos Estados Unidos sobre China, Canadá e México tem impactado diretamente o mercado. As tensões comerciais entre esses países afetam o fluxo global da fibra e adicionam incertezas para os produtores e exportadores.

Com o cenário de excesso de oferta e conflitos comerciais, especialistas apontam que, no curto prazo, não há fatores que indiquem uma valorização expressiva da pluma. O mercado segue atento às políticas tarifárias e ao comportamento da demanda internacional para possíveis mudanças na tendência de preços.





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Preços mínimos de laranja e café sobem para safra 2025/26


O Ministério da Agricultura e Pecuária (MAPA), em conjunto com a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), publicou na terça-feira (11) a Portaria MAPA nº 780, que estabelece os preços mínimos para a safra 2025/26 de diversos produtos agrícolas, incluindo laranja in natura, café arábica e conilon, sisal, trigo e semente de trigo. Os valores foram definidos com base em estudos realizados pela Conab, levando em consideração os custos de produção e as condições de mercado, tanto internas quanto externas.

De acordo com a portaria, o preço mínimo do café arábica para a safra 2025/26 foi fixado em R$ 662,04 por saca de 60 kg, representando um aumento de 3,78% em relação ao ciclo anterior. O café conilon, por sua vez, teve um reajuste de 17,89%, com a saca de 60 kg passando a ser comercializada por R$ 498,79. Esses reajustes são reflexo dos custos elevados de produção e das condições climáticas adversas que afetaram a produtividade do grão, como geadas, restrições hídricas e altas temperaturas.

Para a laranja, o preço mínimo da caixa de 40,8 kg foi estabelecido em R$ 25,19 no Rio Grande do Sul, com um aumento de 17% em relação ao ciclo anterior. Nos demais estados, o valor foi ajustado para R$ 28,44, representando uma alta de 19,35%. No caso do sisal, o preço mínimo da fibra bruta desfibrada foi fixado em R$ 4,09 por quilo, um aumento de 8,2%, enquanto o produto beneficiado teve reajuste de 7,76%, com o preço de R$ 4,72 por quilo.

Para o trigo, as cotações variam conforme a destinação e a região cultivada. No Rio Grande do Sul, os preços se mantiveram estáveis em relação à safra anterior, enquanto nas regiões do Sudeste, Centro-Oeste e Bahia, houve um reajuste de 3%. O preço da semente de trigo foi mantido em R$ 3,22 por quilo.

Os preços mínimos definidos têm como objetivo garantir uma remuneração mínima aos produtores, oferecendo segurança no mercado agrícola. Esses valores serão utilizados como referência nas operações relacionadas à Política de Garantia de Preços Mínimos (PGPM) e servem para orientar o produtor na escolha do plantio, além de assegurar o compromisso do Governo Federal em apoiar o setor agrícola.





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