sexta-feira, abril 3, 2026

Política & Agro

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Movimentações nos portos gaúchos crescem no primeiro mês de 2025


Com 326 embarcações recebidas em janeiro, o complexo portuário do Rio Grande do Sul fechou o primeiro mês de 2025 com um incremento de 7,48% nas movimentações. Juntas, as unidades administradas pela Portos RS somaram 3.562.589 toneladas, com destaque para Rio Grande que obteve um crescimento de 9,44% em relação ao mesmo período do ano passado.

Quando somadas, as operações realizadas no cais público rio-grandino e nos terminais atuantes no distrito industrial alcançaram o total 3.450.632 toneladas. Quanto ao segmento de carga, os granéis sólidos representam 57,3% do total movimentado. Na sequência aparecem as cargas gerais, com 35% de representatividade, e os granéis líquidos, com 7,7%.

Quanto ao crescimento nas movimentações, as cargas de sulfato foram as que mais se destacaram no período, com aumento de 613,43%. Os fosfatos também apresentaram incremento em suas operações e alcançaram um crescimento de 187,11%. As movimentações de cargas de carne registraram uma variação positiva de 39,27% e a celulose outros 29,92%.

Outra atividade que manteve a tendência de crescimento foi a de movimentação de contêineres. Em comparação com o mesmo período de 2024, o complexo portuário rio-grandino contabilizou um aumento de 46,27% e alcançou uma movimentação total de 84.643 TEUs, unidade de medida correspondente a um contêiner de 20 pés.

As exportações neste primeiro mês tiveram como países de destino o Vietnã (449.266t), a China (403.103t), a Arábia Saudita (131.329t), a Coreia do Sul (120.336t) e os Estados Unidos (89.356t). Já as importações tiveram como origem a China (267.743t), a Argentina (184.714t), o Peru (57.537t), a Noruega (54.253t) e os Estados Unidos (50.924t).

Pelotas

No Porto de Pelotas, as operações alcançaram 89.093 toneladas. As toras de madeira, utilizadas para a produção de celulose, foram responsáveis pela maior parte dessas movimentações e alcançaram 86.302 toneladas. Já o clínquer, que é o cimento em sua fase bruta de fabricação, respondeu por 2.791 toneladas movimentadas em janeiro.

Porto Alegre

O cais público da capital registrou a movimentação de 28.864 toneladas. Os insumos para a produção de fertilizantes são os principais produtos recebidos pela unidade e totalizaram 12.819 toneladas em janeiro. O trigo aparece logo em seguida, com uma movimentação de 10.743 toneladas e os carregamentos de sal encerraram o mês com 5.302 toneladas.





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Manejo inadequado do gado leiteiro intensifica perdas



Os impactos financeiros da mastite são diretos e indiretos



Os impactos financeiros da mastite são diretos e indiretos
Os impactos financeiros da mastite são diretos e indiretos – Foto: Pixabay

A mastite é uma das doenças mais prejudiciais à produção de leite, causando perdas econômicas significativas para pecuaristas. Segundo a zootecnista Paula Kawakami, da Syntec, a falta de um manejo adequado pode elevar os custos da doença, comprometendo a rentabilidade das fazendas. Fatores como higiene deficiente, manipulação incorreta dos animais e falhas na ordenha favorecem a inflamação das glândulas mamárias, aumentando a necessidade de tratamentos e o descarte de leite contaminado.  

Os impactos financeiros da mastite são diretos e indiretos. Além do uso intensivo de medicamentos e prejuízos com a perda de leite, a doença afeta a fertilidade do rebanho e reduz a produtividade. A qualidade inferior do leite pode gerar descontos no preço pago pelos laticínios, enquanto o enfraquecimento do gado torna os animais mais vulneráveis a outras enfermidades, elevando os custos com cuidados veterinários.  

A melhor estratégia para evitar esses prejuízos é investir em manejo eficiente. Medidas como higiene rigorosa, ordenha adequada e monitoramento constante da saúde do rebanho são essenciais para prevenir e controlar a mastite. Tecnologias como sistemas de ordenha automatizados e acompanhamento veterinário especializado contribuem para minimizar as perdas, garantindo maior produtividade e qualidade do leite.  

Para auxiliar na recuperação dos animais afetados, a Syntec oferece o Gentomicin Mastite, um antibiótico intramamário eficaz contra diversos microrganismos causadores da doença. Com medidas preventivas e tratamento adequado, os pecuaristas podem reduzir os impactos da mastite e garantir maior rentabilidade na produção leiteira.

 





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Como a soja fechou o dia em Chicago?



O mercado operou em queda pelo terceiro dia consecutivo



O mercado operou em queda pelo terceiro dia consecutivo
O mercado operou em queda pelo terceiro dia consecutivo – Foto: Nadia Borges

A soja negociada na Bolsa de Chicago (CBOT) encerrou o dia em queda, impactada pelo ritmo acelerado da colheita no Brasil e por incertezas no comércio global. Segundo a TF Agroeconômica, o contrato para maio, referência para a safra brasileira, recuou 0,44%, fechando a US$ 1008,25 por bushel. O vencimento de julho caiu 0,49%, a US$ 1021,50 por bushel. O farelo de soja também registrou baixa de 0,73%, cotado a US$ 297,7 por tonelada curta, enquanto o óleo de soja recuou 0,42%, fechando a US$ 42,36 por libra-peso.  

O mercado operou em queda pelo terceiro dia consecutivo, refletindo a turbulência gerada pelas novas tarifas propostas pelo governo dos EUA e potenciais retaliações dos países afetados. Há preocupações sobre taxas portuárias onerosas para navios chineses, o que poderia encarecer as exportações agrícolas americanas. Além disso, o avanço da colheita no Brasil pressiona os preços, com expectativa de produção recorde de 170 milhões de toneladas.  

A valorização do real frente ao dólar é outro fator em jogo, podendo reduzir o apetite dos produtores brasileiros por vendas no curto prazo. No entanto, a pressão sazonal típica do período continua, com novos lotes de soja entrando no mercado. Esse cenário mantém a volatilidade e a cautela entre os operadores, que acompanham de perto os desdobramentos da política comercial global.  

Com um mercado ainda incerto e influenciado por fatores externos, a tendência dos preços dependerá da evolução da demanda global e das medidas protecionistas adotadas pelos EUA. No Brasil, os próximos passos dos produtores serão decisivos para o ritmo das exportações e para o comportamento do mercado nas próximas semanas.

 





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Brasil contraria maiores economias e eleva taxa de juros


O Banco Central do Brasil elevou a Selic para 14,25% e sinalizou um novo aumento, conforme relatório de David Beker, chefe de economia para o Brasil e de estratégia para a América Latina do Bank of America, divulgado nesta quarta-feira (19). O Comitê de Política Monetária (Copom) decidiu, de forma unânime, elevar a taxa em 100 pontos-base e indicou mais um ajuste de menor magnitude na próxima reunião, sem oferecer diretrizes para os encontros subsequentes. A análise do BofA prevê duas novas altas de 50bps nas próximas reuniões, com possíveis cortes posteriormente.  

No cenário externo, o Copom destacou a incerteza sobre a política comercial dos Estados Unidos, o que pode afetar a desinflação global e o crescimento econômico. No Brasil, o comunicado trouxe a observação de que a atividade econômica dá sinais de “moderação incipiente”, enquanto as expectativas de inflação foram descritas como “em nível elevado”, sugerindo um processo de estabilização.  

A inflação segue acima da meta de 3,0% no horizonte relevante de seis trimestres, com projeção para o terceiro trimestre de 2026 ajustada de 4,0% para 3,9%. Para 2025, a estimativa anual caiu de 5,2% para 5,1%. Com a desaceleração da atividade econômica e a estabilização das expectativas inflacionárias, o Bank of America avalia que a Selic pode atingir 15,25% antes de uma possível reversão da trajetória de alta.

Brasil na contramão?

Enquanto grandes economias mantêm ou reduzem juros, o Brasil segue na contramão. O Federal Reserve manteve as taxas dos EUA entre 4,25% e 4,50% ao ano, sem mudanças por duas reuniões consecutivas, refletindo incertezas econômicas. O presidente do Fed, Jerome Powell, reforçou a necessidade de cautela antes de ajustes, mas indicou possíveis cortes em 2025.  

Na China, o Banco Central manteve as taxas de referência de empréstimo inalteradas, com a LPR de um ano em 3,1% e a de cinco anos em 3,6%. A decisão acompanha a postura do Fed, apesar das pressões externas, como tensões comerciais e defesa do yuan. Pequim foca no consumo interno para mitigar impactos da guerra comercial. Apesar de sinais de recuperação, como alta no varejo e produção industrial, a inflação negativa e a deflação industrial indicam necessidade de estímulos. Analistas preveem cortes nos juros chineses ainda em 2024, alinhados à meta de crescimento de 5%.

 





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Confira como estão preços da soja


A lentidão do mercado de milho segue no Rio Grande do Sul, segundo informações da TF Agroeconômica. “Indicações no porto, para entrega março e pagamento abril na casa de R$ 135,50 entrega abril e pagamento final de abril bateu R$ 136,00 entrega maio e pagamento final de maio R$ 136,60. No interior, os preços nas fábricas seguem os valores de cada praça: R$ 131,00 em Cruz Alta (pagamento em 31/03), R$ 131,00 em Passo Fundo (pagamento no final de março), R$ 132,00 em Ijuí (pagamento em 31/03), R$ 132,00 em Santa Rosa/São Luiz (pagamento em meados de abril). Já os preços de pedra em Panambi mantiveram-se em R$ 127,00 por saca para o produtor”, comenta.

A colheita da soja avança em Santa Catarina, com 10% colhido no Meio Oeste e lavouras em maturação nos Planaltos. A produtividade média esperada é de 3.710 kg/ha, mas estiagem no Planalto Sul afetou algumas áreas. A sanidade das lavouras é satisfatória.   Produtores ajustaram a área plantada, optando por soja safrinha devido à maior 

rentabilidade. No porto de São Francisco, a saca está cotada a R$ 134,19 para junho, refletindo incertezas climáticas.

No Paraná, o destaque é para as perdas causadas pelo clima. “Em Paranaguá, o preço chegou a R$ 135,37. Em Ponta Grossa foi de R$ 128,70 por saca CIF, Cascavel, o preço foi 123,77. Em Maringá, o preço foi de R$ 124,60 em Ponta Grossa o preço foi a R$ 128,70 por saca FOB, sem negócios reportados. Os preços em Ponta Grossa ficaram em R$ 125,00”, completa.

A produtividade da soja em Mato Grosso do Sul ficará abaixo da média, com 49,23 sacas/ha devido à falta de chuvas. Ainda assim, a produção crescerá 13,19%, atingindo 814,9 mil toneladas, impulsionada pelo aumento de 6,79% na área plantada.  Os preços da soja no estado variam, com cotações de R$ 117,09 em Dourados, Campo Grande e Maracaju, e R$ 108,01 em Chapadão do Sul.

No Mato Grosso, o preço da soja caiu. “O preço da soja continua em queda em Mato Grosso, onde a colheita da safra já atingiu 97% da área cultivada, segundo o Instituto Mato-Grossense de Economia Agropecuária (Imea). Nesta quarta-feira (18/3), o valor médio do grão no estado foi de R$ 107,65 por saca de 60 kg, uma leve redução de 0,29%.

Paralelamente, o custo de produção da soja para a safra 2025/26 subiu 0,54% em fevereiro, chegando a R$ 4.073,00 por hectare, conforme análise do Imea com base no projeto CPA-MT”, conclui.

 





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Milho volta a cair na B3: Veja os motivos


O milho da Bolsa de Mercadorias de São Paulo (B3) fechou em baixa com correção da sequência de alta do milho e baixa do dólar, segundo informações da TF Agroeconômica. “Dia de correção para o milho da B3. As cotações cederam à pressão do dólar, que caiu pela sétima sessão consecutiva e encerrou no menor nível desde meados de outubro”, comenta.

“O mercado também tomou lucro depois de uma boa sequência de altas do milho, que acumula alta de 4,57% em uma semana para a cotação de maio. O mercado de etanol continua ativo no país, a Anec elevou em 0,16% as exportações de março, mas a indústria de ração está buscando compras mais racionais, comprando apenas o necessário e esperando o acesso ao grão da primeira safra que está sendo colhido”, completa.

Diante deste quadro, as cotações futuras fecharam em baixa no dia. “O vencimento de maio/25 foi de R$ 83,08 apresentando baixa de R$ -1,36 no dia, alta de R$ 3,63 na semana; julho/25 fechou a R$ 74,58, baixa de R$ -0,48 no dia, alta de R$ 2,56 na semana; o vencimento setembro/25 fechou a R$ 74,16, baixa de R$ -0,50 no dia e alta de R$ 2,71 na semana”, indica.

Em Chicago, o milho fechou de forma mista com etanol e migração de área. “A cotação de maio, referência para a nossa safra de verão, fechou em alta de 0,71 % ou $ 3,25 cents/bushel a $ 462,00. A cotação para maio, fechou em alta de 0,27 % ou $ 1,25 cents/bushel a $ 469,25”, informa.

“As cotações mais curtas do milho fecharam em alta, com o suporte da melhora nos dados da produção de etanol nos EUA. Depois de duas semanas de relatórios negativos, esta semana a Administração de Informação de Energia dos EUA apontou um aumento na produção e uma redução nos estoques. Já as cotações mais longas fecharam em queda com a perspectiva de migração de área de soja para o plantio de milho em 2025”, conclui.

 





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Confira como o mercado de milho encerrou o dia


A TF Agroeconômica informou que o mercado de milho apresentou aumentos pontuais no Rio Grande do Sul, enquanto os preços se mantiveram estáveis no Paraná e no porto de Santa Catarina. No Mato Grosso do Sul, as cotações tiveram alta significativa em diversas regiões. As indústrias gaúchas enfrentam dificuldades para garantir estoques para abril e maio, levando algumas a pagar os preços pedidos pelos vendedores. No estado, os valores variam entre R$ 75,00 e R$ 80,00, dependendo da localidade, enquanto em Panambi o preço da saca subiu para R$ 68,00. Os armazenadores realizam vendas conforme a demanda dos produtores, com mais de 50% da colheita já comercializada.  

Em Santa Catarina, cooperativas locais pagam entre R$ 69,00 e R$ 71,00 por saca, dependendo da região. No porto, os preços foram vistos entre R$ 72,00 para entrega em agosto e R$ 73,00 para entrega em outubro, com prazos de pagamento em setembro e novembro, respectivamente. Já no Paraná, os preços do milho spot giram em torno de R$ 72,00/saca no interior. No porto de Paranaguá, as ofertas para a safrinha variam entre R$ 70,50 e R$ 73,30, conforme o prazo de entrega e pagamento.  

No Mato Grosso do Sul, os preços do milho registraram alta em diversas localidades. Em Campo Grande, a saca subiu 2,94% para R$ 70,00. Chapadão teve a maior valorização, com um aumento de 18,57%, alcançando R$ 77,00. Em Dourados, a cotação subiu 5,26%, atingindo R$ 75,79, enquanto em Maracaju foi registrada a marca de R$ 74,00. Ponta Porã, São Gabriel do Oeste e Sidrolândia também apresentaram aumento, chegando a R$ 75,00.

 





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Trigo segue lento nos estados do Sul



No Paraná, o evento Moatrigo foi destaque, reunindo mais de 400 participantes



Em Santa Catarina, a situação também é de preços estáveis e dificuldades na comercialização de farinhas
Em Santa Catarina, a situação também é de preços estáveis e dificuldades na comercialização de farinhas – Foto: Divulgação

O mercado de trigo segue lento no Rio Grande do Sul, com preços estáveis e moinhos enfrentando dificuldades na venda de farinhas, segundo a TF Agroeconômica. O trigo pão comum continua cotado a R$ 1.400/t FOB, com baixa demanda e pouca disponibilidade de transporte, já que os caminhões estão priorizando a soja. O preço do trigo branqueador seria R$ 1.550/t FOB, mas não há negócios fechados. O desempenho das vendas de farinha segue fraco, semelhante a fevereiro. Em Panambi, o preço da saca subiu para R$ 71,00.

Em Santa Catarina, a situação também é de preços estáveis e dificuldades na comercialização de farinhas. Os moinhos estão com estoques elevados e pouca margem para pagar mais pelo trigo, que se mantém próximo de R$ 1.400/t FOB. Há ofertas do RS a R$ 1.300/t FOB, podendo chegar a R$ 1.600/t no leste do estado, considerando frete e ICMS. Nos preços pagos aos produtores, houve alta em São Miguel do Oeste (R$ 74,00) e estabilidade em Joaçaba (R$ 78,00), Rio do Sul (R$ 80,00), Chapecó (R$ 69,00) e Xanxerê (R$ 77,00).

No Paraná, o evento Moatrigo foi destaque, reunindo mais de 400 participantes e trazendo informações relevantes sobre vendas de farinha no Brasil. No mercado, a oferta segue escassa e os preços em leve alta, com pedidos entre R$ 1.550 e R$ 1.570/t FOB. No norte do estado, negócios chegaram a R$ 1.600/t. Os produtores estão focados na colheita da soja e evitam vender trigo. Para a próxima safra, as indicações variam entre R$ 1.450 e R$ 1.500/t, mas a área plantada deve cair 20% a 25% no Paraná. O lucro médio do triticultor no estado subiu para 11,34%, com o preço médio da saca avançando para R$ 76,47.

 





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Mercados agrícolas seguem pressionados


As cotações de soja, milho e trigo seguem pressionadas por fatores internos e externos nesta quarta-feira (20), conforme análise da TF Agroeconômica. Em Chicago, a soja continua em queda, refletindo as incertezas da demanda americana diante da guerra tarifária com Canadá e China, além das novas exigências portuárias nos EUA. No Brasil, a chegada da nova safra mantém os compradores confortáveis, sem necessidade de elevar os preços. No indicador Cepea, a oleaginosa recuou 0,70% no dia, cotada a R$ 132,78.  

“No Brasil, a entrada de uma quantidade substancial de soja no mercado com a nova colheita deixa, momentaneamente, confortáveis os compradores, que não precisam elevar os preços, que estão deprimidos, neste momento. Aconselhamos aproveitar qualquer alta para fixar parte da sua produção”, comenta.

O milho apresenta alta nos contratos mais próximos em Chicago, impulsionado pelo aumento da demanda para produção de etanol nos EUA. No entanto, os preços de longo prazo refletem a expectativa de maior oferta. No Brasil, a colheita da primeira safra pressiona os preços, enquanto a segunda safra segue com boas perspectivas. O indicador Cepea fechou a R$ 90,18, com leve queda de 0,17% no dia, mas alta de 3,07% no mês. A lucratividade da safra de verão está em 14,77%, enquanto a exportação da safrinha apresenta prejuízo de 12,70%.  

“No mercado interno brasileiro, os preços também estão pressionados diante da colheita da primeira safra e das boas perspectivas de plantio da segunda safra, que dão tranquilidade aos compradores”, completa.

No mercado de trigo, as cotações caíram após chuvas no Meio-Oeste americano aliviarem o estresse hídrico. Com a chegada da primavera e o degelo dos campos, o cereal entra no chamado “mercado climático”, onde variações no clima podem impactar fortemente os preços. No Brasil, o movimento é misto: a demanda impulsiona os preços no Rio Grande do Sul, enquanto a baixa oferta mantém os valores deprimidos no Paraná. O trigo no Cepea fechou a R$ 1.519,82 no PR (-0,10%) e a R$ 1.407,85 no RS (+0,19%).  





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Soja registra crescimento e projeta recordes para 2025


A produção de soja no Brasil alcançou 154,39 milhões de toneladas em 2024, um crescimento de 0,6% em relação à última estimativa. Os dados foram divulgados pela Associação Brasileira das Indústrias de Óleos Vegetais (Abiove), que também revisou para cima o volume de esmagamento, que chegou a 55,8 milhões de toneladas, alta de 0,7%.

A produção de farelo de soja acompanhou essa expansão, encerrando o ano em 42,6 milhões de toneladas. Já o óleo de soja teve um aumento de 2,2%, atingindo 11,34 milhões de toneladas. O avanço das exportações de farelo de soja foi um dos fatores que impulsionaram esses números, especialmente diante da concorrência com Estados Unidos e Argentina.

No primeiro mês de 2025, porém, o setor registrou uma desaceleração. O processamento de soja em janeiro ficou em 3,27 milhões de toneladas, uma queda de 6,5% em relação a dezembro de 2024, considerando o ajuste amostral. De acordo com Daniel Furlan Amaral, diretor de Economia e Assuntos Regulatórios da Abiove, a redução no esmagamento se deve ao atraso na colheita da safra brasileira.

Para 2025, a projeção da Abiove aponta para uma produção de 170,9 milhões de toneladas, o que representa uma leve redução de 0,5% em relação às estimativas anteriores. O esmagamento deve permanecer em 57,5 milhões de toneladas, enquanto a produção de farelo e óleo de soja deverá atingir 44,1 milhões e 11,4 milhões de toneladas, respectivamente.

As exportações seguem em alta. O Brasil deve embarcar 106,1 milhões de toneladas de soja em grãos, enquanto o farelo de soja pode atingir 23,6 milhões de toneladas, um crescimento de 3,1%. O óleo de soja deve alcançar 1,4 milhão de toneladas exportadas, avanço de 27,3%.

Já as importações de óleo de soja devem recuar 50%, totalizando 100 mil toneladas. As importações de soja em grãos devem somar 500 mil toneladas, auxiliando a oferta no mercado interno.





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