quinta-feira, abril 2, 2026

Política & Agro

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Safrinha de milho avança com foco no controle da cigarrinha



Colheita do milho para silagem atinge 85% da área no RS




Foto: Divulgação

A colheita do milho para silagem chegou a 85% da área cultivada no Rio Grande do Sul. De acordo com o Informativo Conjuntural divulgado nesta quinta-feira (3) pela Emater/RS-Ascar, o avanço foi moderado devido ao escalonamento do plantio, estratégia adotada para reduzir riscos climáticos e otimizar a operação.

As chuvas registradas em 27 de março favoreceram a recomposição da umidade do solo, beneficiando as lavouras ainda em desenvolvimento e contribuindo para a manutenção da turgescência dos colmos, aspecto essencial para a fermentação e a qualidade nutricional da silagem.

A produtividade média do milho para silagem no estado está estimada em 36.760 kg/ha, uma redução de 6,8% em relação à projeção inicial, impactada pela estiagem.

Na região administrativa da Emater/RS-Ascar de Frederico Westphalen, a safrinha ocupa 7 mil hectares, sendo que 30% das lavouras estão em fase vegetativa e 70% em florescimento e enchimento de grãos. O manejo cultural tem sido voltado para o controle da cigarrinha, cuja presença foi registrada em algumas áreas.





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Colheita do milho avança 13% na Argentina



Chuvas beneficiam lavouras na Argentina, aponta USDA




Foto: Divulgação

As chuvas registradas nos principais distritos agrícolas da Argentina melhoraram a umidade do solo, favorecendo o desenvolvimento das lavouras no fim do verão, de acordo com o boletim Weekly Weather and Crop Bulletin, divulgado nesta terça-feira (1º) pelo Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA).

Os volumes de precipitação variaram entre 10 e 100 mm do sul de Buenos Aires até o norte do país. Nas áreas de cultivo de algodão, os acumulados ficaram entre 10 e 60 mm, com alguns pontos isolados ultrapassando 100 mm, o que pode prejudicar a cultura à medida que as cápsulas começam a se abrir.

As temperaturas permaneceram abaixo da média nas regiões ocidentais, com Córdoba registrando até 5°C a menos que o normal. As máximas diurnas oscilaram entre 20°C e 25°C, exceto no extremo norte, onde ficaram entre 30°C e 35°C.

Até 27 de março, 58% das lavouras de girassol haviam sido colhidas, enquanto o milho registrava avanço de 13% na colheita.





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Chuvas amenizam perdas na produção de mandioca



Colheita da mandioca se intensifica no RS, aponta Emater




Foto: Canva

A colheita da mandioca avançou na região administrativa da Emater/RS-Ascar de Soledade para abastecer mercados locais, regionais e a Ceasa, segundo o Informativo Conjuntural divulgado nesta quinta-feira (3). O cultivo tem relevância socioeconômica em municípios como Venâncio Aires, Mato Leitão, Ibarama, Vera Cruz e Santa Cruz do Sul.

Na região de Santa Rosa, onde há 6.214 hectares cultivados, a produção atende tanto a demanda familiar quanto a comercialização em mercados informais. Segundo a Emater, as lavouras apresentam bom desenvolvimento, apesar da falta de umidade registrada durante o ciclo. As perdas de produção tendem a se estabilizar com as chuvas recentes, que favoreceram a retomada do crescimento das raízes.

“O produto colhido tem boa qualidade, mas o rendimento ainda é menor devido ao impacto das altas temperaturas em dezembro e janeiro”, informa o boletim. No comércio, a mandioca com casca está sendo vendida a R$ 6,00 o quilo, enquanto a descascada chega a R$ 8,00.





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Tecnologia impulsiona produtividade na pecuária



A visita também reforçou a importância da adaptação de práticas tecnológicas



A visita também reforçou a importância da adaptação de práticas tecnológicas
A visita também reforçou a importância da adaptação de práticas tecnológicas – Foto: Bing

A implementação de tecnologia em todas as etapas da pecuária é crucial para enfrentar a escassez de mão de obra e buscar maior eficiência e rentabilidade. Essa é uma das conclusões de Tamires Miranda Neto, gerente de pecuária da Agro-Pecuária CFM, após um tour técnico pelos Estados Unidos, onde visitou propriedades de melhoramento genético, empresas de genética e outras instituições do setor.

“Este intercâmbio de informações e experiências é extremamente enriquecedor – tanto para os profissionais quanto para os negócios. Afinal, foi durante o primeiro tour técnico da CFM aos EUA, em 1999, que criamos o inovador Megaleilão CFM, revolucionando o modelo brasileiro de comercialização de reprodutores. Vinte e seis anos depois, retornamos aos EUA para uma nova jornada de aprendizado”, comenta Neto.

Durante a visita, que percorreu 7.355 quilômetros e passou por nove estados, Neto observou que a valorização do touro como melhorador genético é um ponto crucial nos EUA, destacando o alto valor da demanda por reprodutores e a baixa taxa de inseminação artificial devido à falta de mão de obra. Um dos eventos mais impactantes foi o leilão do Schaff Angus Valley, onde foram vendidos 400 touros, com preços médios de US$ 17 mil por animal.

Além disso, a viagem incluiu visitas ao CUP Lab (Iowa), especializado na avaliação de carcaças por ultrassonografia, e à Integrated Breeders (Texas), que produz até 500 mil doses de sêmen por ano. Para Neto, a experiência foi enriquecedora e trouxe novos insights sobre como melhorar a produção e fortalecer os laços com outros profissionais do setor.

A visita também reforçou a importância da adaptação de práticas tecnológicas de acordo com as particularidades locais, e motivou a CFM a retornar ao Brasil com novas ideias e energias renovadas para aprimorar suas operações. “O exemplo dessas empresas e profissionais nos motivou a voltar ao Brasil cheios de novas ideias e com a energia renovada para aprimorar nossas práticas por aqui”, finaliza.

 





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Épocas de aplicação dos principais herbicidas na soja



O manejo integrado dessas práticas contribui para o sucesso da safra



Na fase pré-emergente, logo após o plantio, o objetivo é evitar a germinação de novas invasoras
Na fase pré-emergente, logo após o plantio, o objetivo é evitar a germinação de novas invasoras – Foto: Pixabay

O controle eficaz de plantas daninhas na cultura da soja exige a escolha adequada dos herbicidas e a definição do momento ideal para aplicação. De acordo com a engenheira agrônoma Giovanna Martins, um manejo bem estruturado contribui para maior produtividade ao reduzir a competição das invasoras com a lavoura. A dessecação pré-plantio, realizada antes da semeadura para eliminar plantas daninhas já estabelecidas, pode ser feita com herbicidas como Diquat, 2,4-D, Glufosinato, Fluroxipir, Saflufenacil, Carfentrazone, Flumioxazina e Clethodim.  

Na fase pré-emergente, logo após o plantio, o objetivo é evitar a germinação de novas invasoras. Para isso, são utilizados produtos como S-Metolachlor, Trifluralina, Clomazone, Diclosulam, Flumioxazina e Sulfentrazone, que formam uma barreira química no solo. Já na fase pós-emergente, quando as plantas daninhas estão sendo desenvolvidas, o controle ocorre com Glifosato e Clethodim, especialmente em lavouras que possuem tecnologia tolerante a esses herbicidas, garantindo maior eficiência no combate às invasoras.  

Nesse contexto, a especialista afirma que a dessecação pré-colheita, realizada para reduzir a umidade dos grãos e facilitar a colheita, pode ser feita com Diquat, Glufosinato e Saflufenacil. Essa técnica melhora a eficiência operacional e favorece a uniformidade da lavoura, proporcionando um processo de colheita mais ágil e produtivo. O manejo integrado dessas práticas contribui para o sucesso da safra, evitando perdas e garantindo uma produção mais sustentável e rentável. As informações foram publicadas no LinkedIn.





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Senado aprova mudanças no ITR e na Política Ambiental


A Comissão de Agricultura e Reforma Agrária (CRA) do Senado aprovou, nesta quarta-feira (2), o Projeto de Lei 1648/2024, que altera normas do Imposto sobre a Propriedade Territorial Rural (ITR) e da Política Nacional do Meio Ambiente. A proposta, de autoria dos senadores da Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA), busca tornar a tributação mais justa e segue agora para análise da Comissão de Assuntos Econômicos (CAE).  

O relator, senador Fernando Farias (MDB-AL), defendeu a necessidade de ajustes no cálculo do ITR, alegando que o modelo atual é incoerente e prejudica a isonomia tributária. O projeto propõe a isenção de áreas ambientais da cobrança do imposto, além de incluir investimentos na propriedade, conhecidos como benfeitorias, como parte das deduções permitidas.  

“É fundamental a retirada da tributação das áreas ambientais, para que assim se promova a justiça no recolhimento dos impostos. Além disso, o projeto objetiva esclarecer a abrangência da dedução do valor do imóvel rural, pontuando que investimentos essenciais para a transformação e melhoramento da propriedade rural, denominados genericamente de benfeitorias, integram o rol de dedução”, comenta.

O senador Jayme Campos (União-MT), autor do projeto, destacou que a proposta protege os produtores rurais ao permitir a exclusão de áreas invadidas da base de cálculo do ITR, transferindo a cobrança para os ocupantes irregulares. Ele argumenta que, atualmente, a lei não considera essa situação, o que impacta os proprietários que não possuem controle sobre o imóvel invadido.  

“O tratamento desse ponto é necessário porque a lei tributária não trata do cenário de invasão do imóvel rural, que apesar da existência da propriedade, do domínio útil ou da posse de imóvel, o contribuinte não detém a disponibilidade econômica do imóvel”, explicou.

 





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Manejo de mato no café: Estratégia sustentável



Um aspecto fundamental na escolha da tecnologia herbicida é a seletividade



Um aspecto fundamental na escolha da tecnologia herbicida é a seletividade
Um aspecto fundamental na escolha da tecnologia herbicida é a seletividade – Foto: Pixabay

O manejo adequado de plantas invasoras na cafeicultura é essencial para garantir o bom desenvolvimento da lavoura. Segundo Frederico Gianasi, Consultor de Desenvolvimento de Mercado na IHARABRAS S/A INDÚSTRIAS QUÍMICAS, o uso de herbicidas pré-emergentes é uma estratégia crucial, pois reduz a concorrência por nutrientes e favorece a manutenção da umidade no solo. Além disso, a presença controlada de cobertura vegetal auxilia no fornecimento de matéria orgânica, melhorando a qualidade do solo ao longo do tempo.  

Um aspecto fundamental na escolha da tecnologia herbicida é a seletividade, garantindo que o sistema radicular do cafeeiro permaneça intacto. As raízes superficiais desempenham um papel essencial na absorção de nutrientes, principalmente na camada de 10 cm de solo, onde há maior concentração de matéria orgânica. Esse manejo adequado contribui diretamente para a longevidade e produtividade dos cafezais, reforçando a importância de estratégias que respeitem a estrutura do solo. 

Sobre o efeito residual dos herbicidas, Gianasi destaca que o ideal é equilibrar um período de ação eficiente sem causar esterilização do solo. Plantas espontâneas desempenham um papel importante na aeração e infiltração da água, evitando compactação excessiva. Um período residual entre 90 e 120 dias é recomendado para um manejo sustentável, garantindo controle adequado sem comprometer a saúde do solo.  

Caso o solo apresente sinais de formação de lodo, é um indicativo de que o manejo precisa ser ajustado. Nesse cenário, o produtor deve alternar estratégias, como a roçada e a trincha, em conjunto com herbicidas pós-emergentes, promovendo um ciclo de controle mais equilibrado. Dessa forma, é possível garantir uma lavoura produtiva, preservando os recursos naturais e mantendo a sustentabilidade da cafeicultura.

 





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Você conhece os tipos de seguros rurais?



“No campo, prevenir é mais inteligente do que arriscar”



“No campo, prevenir é mais inteligente do que arriscar"
“No campo, prevenir é mais inteligente do que arriscar” – Foto: Pixabay

De acordo com Luciano Cintra, advogado especializado no setor, o Seguro Rural é um dos principais instrumentos da política agrícola, garantindo segurança e estabilidade financeira ao produtor. Ele permite a recuperação do capital investido em caso de perdas por eventos extremos, como secas e chuvas excessivas. No entanto, a contratação exige atenção, pois muitos agricultores percebem, no momento do sinistro, que a cobertura não atende às suas reais necessidades. Contar com assessoria jurídica especializada pode evitar prejuízos e garantir indenizações justas.

Existem diversas modalidades de Seguro Rural, cada uma adaptada a diferentes riscos da atividade agropecuária. O seguro agrícola protege lavouras contra secas, granizo, geada, vendavais e chuvas intensas. O seguro pecuário garante indenização em casos de morte de animais por doenças, acidentes ou ataques de predadores. Já o seguro de vida do produtor rural assegura suporte financeiro à família em caso de falecimento ou invalidez. Outras opções incluem o seguro de benfeitorias e produtos agropecuários, que protege máquinas, equipamentos, armazéns e insumos contra furtos, incêndios e fenômenos naturais, e o seguro de penhor rural, essencial para produtores que utilizam bens como garantia em financiamentos.

Também há seguros específicos para setores como silvicultura e aquicultura. O seguro de florestas cobre plantações contra incêndios, vendavais e pragas, sendo fundamental para produtores de madeira. O seguro aquícola protege piscicultores contra perdas causadas por doenças nos peixes, variações ambientais e problemas na qualidade da água. Além disso, o seguro de cédula produto rural previne impactos financeiros em operações de crédito, enquanto o seguro de animais de elite cobre perdas de exemplares de alto valor genético, garantindo indenização em casos de morte, acidentes e cirurgias emergenciais.

“No campo, prevenir é mais inteligente do que arriscar. O seguro rural, aliado a uma consultoria jurídica estratégica, é um investimento na tranquilidade e no sucesso do produtor”, conclui.

 





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USDA projeta aumento na área de milho nos EUA



A FBN também destacou dois fatores que podem acentuar essa tendência



A FBN também destacou dois fatores que podem acentuar essa tendência
A FBN também destacou dois fatores que podem acentuar essa tendência – Foto: Divulgação

No final do mês de março, o Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) divulgou o relatório Prospective Plantings de 2025, estimando um aumento de quase 5 milhões de acres na área de milho em relação ao ano anterior. As projeções indicam um total de 224,2 milhões de acres destinados a milho, soja e trigo na safra 2025/2026, ligeiramente acima dos 223,8 milhões da temporada anterior. As informações foram destacadas por Maria Flávia Tavares, economista e doutora em agronegócio.

Antes da divulgação oficial, a Farmers Business Network (FBN) já havia antecipado tendências similares em seu relatório Planting Intentions Report, baseado em uma pesquisa com cerca de mil agricultores e 2 milhões de acres. O levantamento apontava um crescimento expressivo da área de milho, especialmente em Iowa e Kansas, enquanto a soja perderia espaço, sobretudo em Iowa, Illinois e Indiana.

A FBN também destacou dois fatores que podem acentuar essa tendência: o possível aumento das taxas portuárias para navios chineses, encarecendo a exportação de soja, e a previsão de condições climáticas secas, o que favoreceria uma maior expansão do milho. Dessa forma, o mercado já havia precificado grande parte das estimativas antes da divulgação do USDA. No Brasil, projeções de plantio também desempenham um papel crucial na definição das estratégias de produção e na dinâmica do mercado agrícola, reforçando a importância do planejamento antecipado para a competitividade do setor.

“Assim como nos Estados Unidos, o planejamento e as projeções de plantio exercem um papel fundamental no agronegócio brasileiro, moldando as estratégias de produção e as dinâmicas do mercado agrícola nacional”, conclui.

 





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Plantio da cana: Base para alta produtividade



A mecanização do plantio transformou a dinâmica do setor



A mecanização do plantio transformou a dinâmica do setor
A mecanização do plantio transformou a dinâmica do setor – Foto: Pixabay

O setor sucroenergético continua em expansão, e a expectativa para a safra 2024/25 é positiva. Segundo Glauber dos Santos, especialista em gestão de custos de produção no agronegócio, com base em dados do Pecege Consultoria e Projetos, 16,6% da área cultivada com cana-de-açúcar será destinada ao plantio, seja para renovação ou ampliação das lavouras. Esse crescimento reforça a importância de um planejamento estratégico para garantir produtividade e rentabilidade ao longo dos ciclos da cultura.  

A escolha correta das variedades, o controle de pragas do solo e um manejo adequado são fatores essenciais para um canavial produtivo e longevo. Quanto maior o número de cortes possíveis, melhor a diluição dos custos de implantação, que nesta safra atingem R$ 18 mil por hectare. O investimento no plantio impacta diretamente os resultados futuros, tornando fundamental a adoção de boas práticas agronômicas desde o início do ciclo. Além disso, a eficiência operacional tem sido aprimorada pelo avanço tecnológico, com plantadoras modernas que garantem maior precisão, reduzindo desperdícios e otimizando a distribuição das mudas.  

A mecanização do plantio transformou a dinâmica do setor, proporcionando ganhos em velocidade e qualidade na formação dos canaviais. O uso de equipamentos mais eficientes permite um melhor aproveitamento dos insumos e melhora a uniformidade das lavouras, fatores essenciais para a sustentabilidade da produção. Com o início da colheita se aproximando, é fundamental reforçar a importância de um plantio bem estruturado para garantir melhores produtividades nas safras seguintes.  

Um planejamento eficiente no campo hoje resulta em maior rentabilidade amanhã. O fortalecimento do setor passa por investimentos contínuos em tecnologia e boas práticas agrícolas, garantindo que a cultura da cana-de-açúcar siga impulsionando a economia e a sustentabilidade.

 





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