terça-feira, março 31, 2026

Política & Agro

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mercado físico segue com tendência de baixa



Clima e demanda pressionam milho segunda safra




Foto: Divulgação

O mercado físico do milho segunda safra apresenta tendência de baixa diante do cenário climático positivo e da demanda interna estabilizada. A avaliação é da Grão Direto e foi divulgada nesta quarta-feira (30).

“O clima com temperaturas amenas e chuvas regulares no Centro-Oeste favorece a fase de enchimento de grãos, o que reforça o potencial produtivo e começa a pressionar os preços para baixo”, afirmou o especialista da Grão Direto.

Do lado da demanda, a movimentação das usinas de etanol de milho e das processadoras de alimentos e rações também contribui para o arrefecimento do mercado. “Esses agentes já realizaram posições importantes para formação de estoques e agora aguardam a colheita, que se mostra promissora em volume”, explicou o analista.

Com negociações pontuais e sem novas pressões de compra, o volume de comercialização permanece reduzido. A análise indica que, enquanto as expectativas de produtividade elevada se confirmam e a demanda se mantém acomodada, a tendência é de continuidade na pressão de baixa no mercado físico ao longo da semana.





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Mosca-das-galhas ameaça lavouras de mandioca no Tocantins


Segundo os informações divulgada pela Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa), depois do surto de vassoura-de-bruxa causar estado de emergência fitossanitária no Pará e no Amapá, uma nova praga preocupa os produtores de mandioca no Tocantins. A mosca-das-galhas da mandioca (Jatrophobia brasiliensis), até então considerada secundária, passou a ocorrer com intensidade nas lavouras do estado, provocando perdas de até 100% em áreas recém-plantadas.

A Embrapa Pesca e Aquicultura, com sede em Palmas (TO), atua junto aos técnicos do Instituto de Desenvolvimento Rural do Tocantins (Ruraltins) e produtores para tentar conter o avanço da praga. Segundo a instituição, o controle deve seguir os princípios do Manejo Integrado de Pragas (MIP), priorizando métodos culturais, biológicos e, quando necessário, químicos.

Cristiano Barros, produtor no Polo de Fruticultura Irrigada São João, relata ter sido surpreendido pela infestação. “No final do ano passado, quando fizemos o plantio, ela apareceu, mas achamos que era como todos os anos, algo pontual aqui e ali, sem causar prejuízos. Entraram as festas de fim de ano e não demos muita atenção. Quando fomos ver, ela se instalou de uma maneira que precisamos gradear (passar a máquina, destruindo a plantação) e plantar tudo de novo”, contou.

Segundo o entomologista Daniel Fragoso, da Embrapa, os danos são causados pelas larvas, que se alimentam dos tecidos internos das folhas. “Trata-se de pequenas moscas de coloração amarela que depositam ovos nas folhas, onde as larvas eclodem e começam a se alimentar do tecido foliar. A planta reage e forma as galhas ou verrugas”, explicou.

A formação dessas estruturas reduz a capacidade fotossintética, compromete o desenvolvimento e pode levar à morte de plantas jovens. Entre as hipóteses para o avanço da praga está o uso intensivo de inseticidas contra a mosca-branca na safra anterior, o que teria reduzido a população de parasitoides naturais da mosca-das-galhas.

Pesquisadores e agricultores conduzem estudos e testes com produtos químicos e biológicos. A falta de conhecimento sobre o inseto exige maior esforço em pesquisa. “A identificação precoce e o monitoramento são essenciais para o manejo”, reforçou Fragoso.

No âmbito do MIP, a orientação é optar por práticas que favoreçam o controle biológico natural, como o uso de cultivares resistentes, destruição de folhas com alta infestação, rotação de culturas e plantio em período seco com irrigação. “Em casos de alta infestação, o controle químico é necessário, com critério técnico e rotatividade de ingredientes ativos, para evitar o desenvolvimento de resistência aos produtos usados”, alertou Fragoso.





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Março fecha com alta de 44,44% no faturamento com exportações de carne suína


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De acordo com informações da Secretaria de Comércio Exterior (Secex) do Governo Federal, divulgadas nesta sexta-feira  (4), as exportações de carne suína fresca, refrigerada ou congelada, até a última semana de março (19 dias úteis), superou em grande monta o que foi registrado em março de 2025.

A receita obtida até o final em março, US$ 258.644,061 representa 44,44% a mais do que o total arrecadado em todo o mês de março de 2024, que foi de US$ 179.059,606. No caso do volume embarcado, as 102.699,199 toneladas representam 30,36% a mais do que o total registrado em março do ano passado, quantidade de 78.775,868 toneladas.

No comparativo com o resultado das exportações de carne suína no mês de fevereiro de 2025, a receita obtida com as exportações de carne suína até o final de março, US$ 258.644,061, representam 2,05% a mais que o total arrecadado em todo o mês de fevereiro de 2025, que foi de US$ 253.424,443. No caso do volume embarcado, as 102.699,199 toneladas embarcadas até o fim de março representam 1,56% de aumento sobre o total registrado em fevereiro, quantidade de 101.118,365 toneladas.

O faturamento por média diária até o final de março foi de US$ 13.612,845, quantia 44,4% a mais do que março de 2024. No comparativo com a semana anterior, houve queda de 2,82% observando os US$ 14.008,073, vistos na semana passada.

No caso das toneladas por média diária, foram 5.405,221, houve elevação de 30,4% no comparativo com o mesmo mês de 2024. Quando comparado ao resultado no quesito da semana anterior, observa-se recuo de 3,20%, comparado às 5.584,451 toneladas da semana passada.

Já o preço pago por tonelada, US$ 2.518,462, é 10,8% superior ao praticado em março passado. O resultado, frente ao valor atingido na semana anterior, representa tímida alta de 0,40% em relação aos US$ 2.508,406 anteriores.

 





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Agrishow impulsiona soluções para a agricultura familiar


A 30ª edição da Agrishow, principal feira de tecnologia para o agronegócio da América Latina, está focada em impulsionar e incentivar expositores a fornecer soluções inovadoras, sustentáveis e acessíveis, especialmente para pequenos agricultores e pecuaristas. O evento reconhece que produzir e empreender no agro exige mais do que conhecimento técnico, demandando ferramentas adequadas ao cenário climático e econômico atual.

Para João Marchesan, presidente da Agrishow, a agricultura familiar merece destaque pela sua importância para o agronegócio brasileiro, pois “é uma prática cuja relevância tem sido cada vez maior para a alimentação e para a economia do nosso país”. Dados do Anuário Estatístico da Agricultura Familiar 2023, da Contag, revelam a força desse setor: “Se a agricultura familiar brasileira fosse um país, seria o oitavo maior produtor de alimentos do mundo”. Além disso, a agricultura familiar fornece 70% dos alimentos da cesta básica e se destaca em diversas produções, como milho, mandioca, pecuária leiteira e de corte, olerícolas, feijão, café e hortaliças, conforme a Embrapa.

No Pavilhão da Agricultura Familiar da Agrishow, pequenos produtores encontram um portfólio de soluções que abrange desde o acesso à tecnologia, mercado e crédito, criando uma ponte com empresas que oferecem produtos e serviços focados no aumento da produtividade e da renda.

A mecanização da colheita é uma das soluções em destaque, visando otimizar a eficiência e reduzir o esforço manual em todo o processo de cultivo. Entre os mais de 800 expositores, diversas empresas oferecem produtos voltados à agricultura familiar, com foco na otimização do plantio e colheita de culturas como o café. Uma das novidades apresentadas é o uso de biofertilizantes, que melhoram a qualidade e a produtividade das plantas de café, oferecendo proteção contra o excesso de radiação solar e amenizando os efeitos climáticos. Os microtratores, indicados para propriedades de até 20 hectares, também se destacam pela versatilidade e baixo consumo, realizando diversas operações agrícolas com engate rápido para implementos.

O governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas, visitou a Agrishow nesta terça-feira (29) e anunciou um pacote de investimentos de cerca de R$ 600 milhões para fortalecer o setor agropecuário, incluindo crédito para pequenos e médios produtores, logística, maquinário, seguro rural e práticas sustentáveis. Ele enfatizou o papel da Agrishow para o agronegócio brasileiro e a eficiência da agroindústria nacional, afirmando que “temos que ser eficientes em todos os setores, especialmente no agro, um dos motores da economia nacional. O pacote de recursos visa fortalecer as diferentes cadeias produtivas e melhorar as condições de trabalho dos produtores rurais do Estado”.

O prefeito de Ribeirão Preto, Ricardo Silva, ressaltou os impactos positivos da feira na economia local e regional, estimando uma movimentação de R$ 500 milhões e a geração de 7 mil empregos diretos e indiretos. Ele acrescentou que “a Agrishow se traduz em visibilidade nacional e internacional e, especialmente, recursos que movimentam a economia da cidade e municípios vizinhos. Todos ganham muito com esses investimentos que vão transformar nossa infraestrutura e promover um crescimento ainda mais acelerado”.





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IoT e Inteligência Artificial na Agrishow 2025


 A TIM, líder em cobertura no agronegócio no Brasil, apresenta na Agrishow 2025 um conjunto de soluções voltadas à digitalização do campo, com foco em produtividade, segurança e sustentabilidade. Em seu estande, a empresa apresenta a Smartbio Pragas, uma solução preditiva que utiliza tecnologias como Big Data Mining, IoT e Inteligência Artificial para maximizar a produtividade no campo. A plataforma, desenvolvida pela SmartBreeder, empresa de Inteligência Agronômica Artificial, integra e processa milhões de dados em tempo real e os combina com algoritmos inteligentes para gerar recomendações precisas e automatizadas. O objetivo é apoiar o produtor rural na tomada de decisões mais estratégicas, com ferramentas acessíveis e orientadas por dados.

“Somos especialistas na transformação digital no campo, levando até nossos clientes soluções além da conectividade. Na Agrishow 2025, reforçamos o compromisso contribuir para que o agro opere com eficiência, sustentabilidade e inovação. As soluções apresentadas mostram como a tecnologia pode ser uma grande aliada no dia a dia do campo — do planejamento à colheita, da prevenção à gestão” afirma Alexandre Dal Forno, Diretor de Desenvolvimento de Mercado IoT & 5G da TIM.

Os dados integrados pelo Smartbio Pragas são gerados de ERPs agrícolas, estações climáticas e outras fontes. Com esse sistema, é possível identificar onde, quando e como aplicar insumos e defensivos com máxima eficiência. A IA da solução avalia diversos fatores, cruzando essas informações em uma matriz de recomendação de controle.

Assim, tem-se um resultado mais preciso e ágil, que antecipa riscos de surtos com até 30 dias de antecedência, reduz perdas de safra e otimiza os custos operacionais. Além disso, a solução automatiza a tomada de decisão com base em regras pré-configuradas, promovendo o equilíbrio entre performance, sustentabilidade e rentabilidade. A integração com tablets em campo permite registrar pragas e doenças de forma prática, fortalecendo o ciclo de monitoramento e controle.

Programa de pontos para produtores rurais

A TIM apresenta ainda a parceria com a Orbia, plataforma de fidelidade do agronegócio por meio do Programa de Pontos, que permite aos produtores rurais trocarem seus pontos acumulados pela compra de insumos e produtos de marcas renomadas no segmento Agro.

Com esta parceria, a TIM e a ORBIA vão permitir que os produtores rurais troquem seus pontos por conectividade 4G para iluminar suas áreas produtivas com a solução 4G TIM no Campo.

Atualmente, a TIM já cobre mais de 20 milhões de hectares com o 4G e possui parcerias com mais de 50 grandes grupos rurais, fortalecendo o papel de habilitadora da digitalização do campo. Os contratos de IoT B2B já somam R$ 708 milhões desde 2022, sendo R$ 270 milhões somente em 2024. E nos próximos meses, a TIM fará o lançamento de novas soluções utilizando IA.





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Óleo de soja sobe com expectativa por biocombustíveis



Queda do dólar pressiona coprodutos da soja no MT




Foto: Pixabay

A valorização do óleo de soja na Bolsa de Chicago foi destaque na última semana, impulsionada por fatores externos. Segundo o Instituto Mato-Grossense de Economia Agropecuária (Imea), a cotação do produto registrou alta de 1,33%, encerrando o período com preço médio de US$ 48,39 por libra-peso.

De acordo com a análise divulgada pelo Imea na segunda-feira (28), “o avanço foi impulsionado pelas expectativas em torno do anúncio dos novos mandatos de RVO (Renewable Volume Obligations) dos Estados Unidos”. A medida poderá elevar a demanda por biocombustíveis, com uma meta projetada de 22,33 bilhões de galões de combustíveis renováveis em 2025.

Em sentido contrário, o mercado do farelo de soja apresentou queda. Em Chicago, a cotação do produto caiu 1,23% na comparação semanal, sendo negociada a US$ 299,21 por tonelada. No mercado de Mato Grosso, o recuo foi de 1,31%, com preço médio de R$ 1.718,21 por tonelada.

O óleo de soja também recuou no estado, acompanhando a tendência do farelo. Houve desvalorização de 0,87%, com o produto sendo negociado a R$ 5.909,00 por tonelada.

O Imea aponta que a movimentação cambial foi um fator determinante para esse cenário. “A desvalorização do dólar frente ao real foi o motivo da queda nas cotações dos coprodutos no estado ao longo da última semana”, informou o instituto.





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Colheita de milho avança lentamente na Argentina



Condições das lavouras melhoram




Foto: Pixabay

 A colheita de milho da safra 2024/25 na Argentina registrou um avanço semanal de 1,70 ponto percentual, atingindo 29,70% da área total prevista para o ciclo até o dia 24 de abril. A informação é da Bolsa de Cereales, conforme análise semanal divulgada nesta segunda-feira (28) pelo Imea (Instituto Mato-Grossense de Economia Agropecuária).

Segundo a Bolsa de Cereales, “esse menor incremento semanal se deve ao fato de a maior parte das áreas prontas já foi colhida, enquanto as demais regiões aguardam melhores condições para a continuidade dos trabalhos”.

Em relação às condições das lavouras, a Bolsa de Cereales aponta que 37,00% estão em situação boa ou excelente, 43,00% em condições normais e 20,00% consideradas ruins. Ao comparar com a safra anterior, a Bolsa destaca uma melhora significativa: “Quando comparadas às da safra passada, as condições nesta temporada estão melhores, pois, nesse mesmo período, eram: 17,00%, 43,00% e 40,00%, respectivamente”.

A Bolsa de Cereales também ressalta que “as áreas semeadas tardiamente seguem entregando rendimentos acima do esperado, apesar de um início de ciclo com dificuldades de chuvas em grande parte do centro e norte do país”.

Por fim, a estimativa de produção para a safra 2024/25 na Argentina permanece em 49,00 milhões de toneladas, de acordo com a Bolsa de Cereales.





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Vazio forrageiro afeta produção de leite


A bovinocultura de leite enfrenta a fase final das pastagens cultivadas no Rio Grande do Sul, caracterizada por maior teor de matéria seca e menor concentração proteica. No entanto, os animais mantêm escore corporal satisfatório devido à suplementação com ração concentrada, e práticas de monitoramento e controle sanitário, com foco no manejo de carrapatos, são realizadas, conforme o Informativo Conjuntural divulgado nesta quinta-feira (25) pela Emater/RS-Ascar.

Na região administrativa de Bagé, a produção de leite segue em declínio em decorrência do vazio forrageiro de outono. A Emater/RS-Ascar informa que “em propriedades com forrageiras anuais de verão implantadas em fevereiro e pastagens perenes, ainda há alguma produção, mesmo diante da diminuição do fotoperíodo e das temperaturas”.

Em Caxias do Sul, “a qualidade do leite, tanto para contagem de células somáticas quanto para contagem padrão em placas, permanece dentro dos limites legais, sem registros de produtores excluídos pelas indústrias e laticínios”. Já na região de Erechim, “ocorrem nascimentos de bezerras e vacas em pré-parto, buscando coincidir o pico de lactação futura com o período de maior oferta de pastagens de inverno, que apresentam melhor qualidade bromatológica e contribuem para a redução dos custos de produção”.

A produção de leite diminuiu na região de Frederico Westphalen “em função da antecipação do vazio forrageiro e do impacto das altas temperaturas”. Por outro lado, a Emater/RS-Ascar registra um “leve aumento na produção de leite em relação à semana anterior” na região de Ijuí, “atribuído às temperaturas amenas, que favorecem a produtividade de animais confinados”.

Na região de Passo Fundo, “persiste a incidência de carrapatos e mosca do berne, exigindo controle em pontos estratégicos”, e houve registro de carbúnculo sintomático em uma propriedade. Em Pelotas, destaca-se “a preocupação em relação à alta infestação de ectoparasitas, como moscas e carrapatos, sendo indicados tratamentos preventivos para evitar enfermidades, como tristeza parasitária”.

Na região de Porto Alegre, “são adquiridos insumos para implantação das pastagens de inverno e para o manejo sanitário voltado especialmente ao controle de carrapatos”. Em Santa Rosa, “as vacas têm consumido menos pastagem e aumentado a ingestão de ração e de alimentos conservados, elevando o custo de produção”, com a produtividade permanecendo em queda. Por fim, na região de Soledade, “embora o crescimento das pastagens perenes esteja reduzido, a oferta de forragem ao rebanho bovino segue satisfatória”.





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EPI’s agrícolas ganham avanços tecnológicos



Com a nova Portaria 4389/2023, fabricantes de EPI agrícolas se submetem a avaliações



Com a nova Portaria 4389/2023, fabricantes de EPI agrícolas precisam submeter seus produtos a avaliações
Com a nova Portaria 4389/2023, fabricantes de EPI agrícolas precisam submeter seus produtos a avaliações – Foto: Divulgação

A segurança dos trabalhadores rurais durante a Aplicação de agrotóxicos tem evoluído significativamente com o avanço dos Equipamentos de Proteção Individual (EPI) agrícolas. Segundo o pesquisador Hamilton Ramos, do Instituto Agronômico (IAC) e diretor do Centro de Engenharia e Automação (CEA), esses equipamentos têm incorporado novas tecnologias que elevam sua eficácia.

No Brasil, Ramos coordena há 17 anos o programa IAC-Quepia, parceria público-privada que promove testes de qualidade em EPI agrícolas. Nesse contexto, ele afirma que o esforço reduziu drasticamente a taxa de reprovação desses produtos, que caiu de 80% em 2010 para menos de 20% atualmente. O laboratório do programa, sediado em Jundiaí (SP), é o único da América Latina com capacidade para realizar ensaios de conformidade internacionalmente reconhecidos.

Com a nova Portaria 4389/2023, fabricantes de EPI agrícolas precisam submeter seus produtos a avaliações de qualidade a cada 20 meses, além de manter os testes completos a cada cinco anos. Aqueles que obtêm aprovação no IAC-Quepia recebem o Selo IAC de Qualidade, um importante aval para o setor.

Além de liderar iniciativas no Brasil, Ramos participa de um consórcio internacional com oito países, incluindo EUA e Alemanha, e colabora na atualização de normas ISO específicas para vestimentas e luvas protetivas na agricultura. “O trabalhador rural brasileiro está cada vez mais seguro e não sabe”, comenta. “Entretanto, a exigência pelo ensaio completo de certificação de qualidade a cada cinco anos continua a valer”, explica o pesquisador.





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Sintomas da mancha de phoma no cafezal



Doença causa desfolha e seca de ramos do café


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A mancha de phoma, também conhecida como requeima, é uma doença causada por fungos do gênero Phoma que pode comprometer a produtividade do cafezal. O alerta é do engenheiro agrônomo João Leonardo Corte Baptistella, em uma publicação no Blog da Aegro.

Baptistella explica que as espécies de maior relevância para a cultura do café são a Phoma tarda e a Phoma costarricensis. A doença apresenta maior incidência em regiões com “ventos fortes e altitude elevada (acima de 1000 m), alta umidade e temperaturas próximas a 20 ºC”. O engenheiro agrônomo ressalta que “o florescimento do cafezal é o período mais suscetível para a ocorrência da doença”.

Os sintomas da mancha de phoma são visíveis em toda a parte aérea da planta, manifestando-se inicialmente nas folhas mais novas. Segundo Baptistella, a doença causa “desfolha da planta e seca dos ramos”. Além disso, provoca “deformações e lesões necróticas nas folhas, flores e frutos”, podendo levar à “morte de brotações novas, botões florais e a mumificação dos chumbinhos”, o que impacta diretamente a produtividade.

O controle da mancha de phoma, conforme a publicação, envolve a adoção de práticas culturais e o controle químico. Baptistella sugere algumas medidas para o manejo da doença no cafeeiro, incluindo o “uso de mudas certificadas”, “maior espaçamento de plantio”, “adubação balanceada” e a “instalação de quebra-ventos”.





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