sexta-feira, março 27, 2026

Política & Agro

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governo eleva carga tributária sem cortar gastos


O recuo do governo sobre o aumento abrupto das alíquotas do IOF, anunciado como resposta à forte reação política e institucional, não foi suficiente para acalmar tributaristas e o mercado. A nova Medida Provisória, que substitui o decreto inicial, mantém o foco em ampliar a arrecadação — agora com a taxação de apostas eletrônicas (bets), fim das isenções para LCI e LCA, prováveis restrições ao uso dos Juros sobre Capital Próprio (JCP) e mudanças na tributação das fintechs.

Para o advogado Luís Garcia, sócio do Tax Group e do MLD Advogados Associados, a estratégia revela um cenário preocupante. “Os sucessivos e repentinos aumentos de tributos, sem nenhum sinal concreto de redução de gastos, apontam para um futuro com queda de investimentos, que pode gerar desemprego, inflação e desaceleração do consumo. Muito embora sejam de conhecimento geral os efeitos danosos da combinação de juros altos e carga tributária elevada, o governo parece não se dar conta disso.”

Garcia também alerta para uma das frentes menos discutidas do pacote: a intenção de aproximar a tributação das fintechs à das instituições financeiras tradicionais, como os bancos. “Hoje, as fintechs, por operarem com limites menores de faturamento, podem optar pelo regime do Lucro Presumido, enquanto os bancos estão submetidos ao Lucro Real. A principal diferença está na alíquota da CSLL: 9% para fintechs, contra 20% para bancos. O governo quer igualar esse percentual, o que pode inviabilizar parte do modelo de negócio dessas empresas”, explica.

“As fintechs exercem papel fundamental na democratização dos serviços financeiros, que deverão ficar mais caros. Mais preocupante ainda é o possível aumento no custo do crédito, o que traz entraves à economia, reduz investimento e consumo e penaliza diretamente o consumidor.”

Na avaliação da advogada Livia Heringer, do escritório Ambiel Belfiore Gomes Hanna Advogados, o uso político do IOF desvirtua o papel técnico do tributo e compromete a previsibilidade regulatória: “A recorrente utilização do IOF como instrumento de ajuste fiscal evidencia a fragilidade da estratégia econômica adotada. O imposto, que tem natureza regulatória e deveria cumprir função específica, está sendo manejado com viés arrecadatório, sem a devida transparência e sem diálogo com o setor produtivo. Isso compromete a segurança jurídica e desestimula o investimento privado.”

O tributarista Eduardo Natal, sócio do Natal & Manssur Advogados e presidente do Comitê de Transação Tributária da ABAT, também critica a condução do tema: “Vemos a repetição da estratégia do ‘bode na sala’: cria-se um impacto abrupto para depois suavizar a proposta original, mantendo o aumento de carga tributária como plano viável.”

“Trata-se, mais uma vez, de uma reconfiguração unilateral da carga tributária, que escancara a prioridade arrecadatória da atual política econômica. Ao invés de uma plataforma estruturada de revisão de gastos públicos, a solução recai invariavelmente sobre o aumento de tributos. Isso afasta a previsibilidade necessária ao ambiente econômico.”

O novo pacote prevê:

  • Redução das alíquotas de IOF inicialmente propostas;
  • Elevação da tributação sobre apostas eletrônicas (bets), com alíquota de 18% sobre a receita líquida (GGR);
  • Fim da isenção para LCIs e LCAs, agora com tributação de 5%;
  • Possível limitação no uso de JCPs pelas empresas;
  • Aumento da CSLL para fintechs, aproximando da alíquota aplicada a bancos (de 9% para até 20%).
  • Para os especialistas, a escolha do governo por elevar tributos agora e adiar medidas estruturantes — como a revisão dos chamados “gastos tributários” — reforça a lógica de curto prazo, minando a credibilidade da política fiscal e impactando negativamente o ambiente de negócios.





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Exportação de ovos do Brasil dispara 295% em maio


As exportações brasileiras de ovos, que incluem produtos in natura e processados, atingiram 5.358 toneladas em maio, um aumento de 295,8% em relação às 1.354 toneladas embarcadas no mesmo período do ano passado, conforme dados da Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA).

A receita proveniente desses embarques em maio também apresentou alta expressiva, somando US$ 13,756 milhões, o que representa um crescimento de 356,2% comparado aos US$ 3,015 milhões registrados em maio de 2024.

No acumulado do ano, de janeiro a maio, as exportações de ovos totalizaram 18.357 toneladas, um volume 165,6% superior às 6.912 toneladas exportadas no mesmo período do ano anterior. Em termos de receita, os cinco primeiros meses do ano somaram US$ 42,100 milhões, com um saldo 195,8% maior em relação aos US$ 14,235 milhões registrados no ano anterior.

Os Estados Unidos consolidaram-se como o principal destino das exportações brasileiras de ovos, com um crescimento de 996% entre janeiro e maio deste ano, totalizando 9.735 toneladas. O Chile aparece em seguida, com 2.354 toneladas (+10,8%), seguido pelos Emirados Árabes Unidos, com 1.422 toneladas (-13,8%), e o Japão, com 1.422 toneladas (160,9%). O México registrou 1.050 toneladas, sem período comparativo.

No comparativo mensal de maio de 2025 com maio de 2024, os Estados Unidos registraram um crescimento ainda mais acentuado de 1.384%, com 4.166 toneladas exportadas. O Chile figurou em segundo lugar, com 534 toneladas (-22,3%), seguido pelo México, com 232 toneladas (sem período comparativo), Japão, com 205 toneladas (+132,7%), e Angola, com 102 toneladas (sem período comparativo).





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Exportação brasileira de algodão reduz em maio



Brasil exporta 192 mil toneladas de algodão




Foto: Canva

As exportações brasileiras de pluma de algodão totalizaram 192,20 mil toneladas em maio de 2025, o que representa uma redução de 19,63% em relação ao volume escoado em abril. Apesar dessa retração mensal, a quantidade de fibra embarcada ainda se configura como a segunda maior da série histórica para um mês de maio. As informações foram divulgadas pela análise semanal do Instituto Mato-Grossense de Economia Agropecuária (Imea) nesta segunda-feira (9).

O Imea destaca que “é sazonalmente comum o ritmo dos embarques desacelerar à medida que o fim do ciclo comercial se aproxima”. Mato Grosso foi responsável por 67,55% dos embarques nacionais em maio, enviando ao exterior 129,84 mil toneladas de fibra.

No acumulado do ciclo (agosto de 2024 a maio de 2025), o estado já exportou 1,65 milhão de toneladas, volume que se configura como o maior já registrado para o período analisado. O Imea conclui que, apesar do enfraquecimento dos envios em maio, “os embarques seguem em níveis historicamente elevados, sustentando a expectativa de um novo recorde de exportação na temporada”.





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Maçã/Cepea: Colheita da safra 2024/25 está em reta final


Rapas de colheita estão sendo ofertadas no mercado

colheita da maçã fuji está chegando ao fim nas regiões produtoras do Sul do País. Agentes consultados pelo Hortifrúti/Cepea relataram que, até o fim do mês, as atividades se encerram, dando início ao processo de “limpeza” dos pomares antes da dormência. Com isso, frutas “rapa de colheita” estão sendo ofertadas no mercado, visto que não possuem qualidade suficiente para serem estocadas – o que está “bagunçando” um pouco o comércio da fuji.

Nesta semana (12 a 16/05), o mercado de maçãs seguiu parecido com a semana anterior. Na Ceagesp, a fuji 110 Cat 1 fechou a semana com uma média de R$ 158,33/cx de 18 kg, leve queda de 1%; e a gala de mesmo perfil foi comercializada por R$ 163,33/cx de 18 kg, pequeno aumento de 1%. Cabe destacar que a gala já foi totalmente processada e armazenada e, por isso, seus preços conseguem se sustentar mais. A fuji, por sua vez, terá um controle maior oferta apenas ao fim da colheita da safra 2024/25.

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alta de 927% no volume exportado de leite em pó



Queijos e leite em pó puxam alta de lácteos




Foto: Pixabay

As exportações brasileiras de lácteos registraram um avanço em maio, com um aumento de 63,12% no comparativo mensal, alcançando 6,55 milhões de litros em equivalente leite. Este crescimento foi impulsionado pela maior disponibilidade de leite no mercado, mesmo em um período que, tipicamente, apresenta movimento contrário na maioria dos estados. Apesar de não ter sido o maior volume embarcado em 2025, o mês de maio gerou a maior receita do ano, totalizando US$ 7,81 milhões, conforme análise semanal do Instituto Mato-Grossense de Economia Agropecuária (Imea) divulgada nesta segunda-feira (9).

Entre as categorias que mais contribuíram para o aumento do volume exportado em relação a abril, destacam-se Queijos, com alta de 30,28%, Iogurtes, Cremes e Manteiga, que subiram 27,11%, e Leite em pó, com um salto expressivo de 927,45%. Essas categorias representaram, respectivamente, 41,14%, 29,30% e 23,27% do total exportado no mês.

Em movimento similar, após dois meses em tendência baixista, as importações de lácteos também apresentaram um aumento de 8,39% em comparação com o mês anterior, atingindo 171,77 milhões de litros em equivalente leite. Este volume resultou em um valor de US$ 85,11 milhões.





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Reforma Tributária pode revelar bilhões em créditos



Fertilizantes, sementes, defensivos e até serviços de frete podem gerar créditos



Fertilizantes, sementes, defensivos e até serviços de frete podem gerar créditos
Fertilizantes, sementes, defensivos e até serviços de frete podem gerar créditos – Foto: Canva

A transição para o novo sistema tributário brasileiro, que começa em 2026, acendeu um alerta no agronegócio, especialmente no Paraná, estado onde o setor representa 35% do PIB. Com a extinção de tributos como PIS, Cofins, ICMS, IPI e ISS, e a criação da CBS e do IBS, o momento exige uma revisão imediata da governança fiscal. Um dos destaques da reforma é a possibilidade de recuperar créditos tributários retroativos dos últimos cinco anos, gerados por compras de insumos vinculados à atividade econômica.

Segundo o advogado Samuel Rangel de Miranda, presidente do INDE, a nova regra elimina as interpretações subjetivas que hoje dificultam a apuração de créditos. “É como encontrar dinheiro esquecido em uma conta”, explica. Estimativas do IBPT apontam que 95% das empresas pagam mais tributos do que deveriam, e no agro esse número pode ser ainda mais expressivo devido à complexidade do setor. 

Fertilizantes, sementes, defensivos e até serviços de frete podem gerar créditos, mas muitas vezes deixam de ser aproveitados por falhas de apuração. Com uma movimentação anual de R\$ 155 bilhões no Paraná, o potencial de recuperação pode chegar a dezenas de bilhões de reais. A recomendação é que as empresas iniciem ainda em 2025 auditorias para identificar e solicitar a restituição desses valores.

A recuperação pode ser feita pelas vias administrativa ou judicial, dependendo do caso. Como o prazo é de cinco anos, a cada mês sem revisão, perde-se capital. O momento é estratégico: quem se antecipar à reforma poderá atravessar a transição com mais equilíbrio e competitividade.

“A Reforma Tributária é inevitável. O que está em jogo é o preparo das empresas. Aquelas que iniciarem esse processo agora estarão mais bem posicionadas para atravessar a transição com equilíbrio. As que esperarem demais podem perder recursos que já são seus, mas precisam ser reivindicados”, conclui.

 





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Mercado do boi registra alta em São Paulo e no Tocantins



Exportação de carne bovina cresce 33,5% em junho




Foto: Canva

Com menor oferta de animais e ritmo lento nos negócios, os preços do boi gordo e da vaca apresentaram alta nesta terça-feira (10), conforme relatório “Tem Boi na Linha”, divulgado pela Scot Consultoria. Em São Paulo, a valorização foi de R$2,00 por arroba. Já as cotações do “boi China” e da novilha não sofreram alterações.

No Tocantins, o cenário foi de elevação nos preços em diferentes regiões. Na parte Sul do estado, o boi gordo e a novilha subiram R$3,00 por arroba, enquanto a vaca teve aumento de R$4,00. Na região Norte, a vaca e a novilha registraram valorização de R$3,00 por arroba, enquanto o boi gordo manteve o mesmo valor.

No Oeste do Maranhão, o destaque foi o avanço na cotação da vaca, com aumento de R$5,00 por arroba. A novilha também teve alta de R$3,00, enquanto o boi gordo permaneceu estável.

No mercado externo, as exportações de carne bovina in natura seguem em ritmo acelerado. Na primeira semana de junho, foram embarcadas 64,2 mil toneladas, com média diária de 12,8 mil toneladas. O volume representa alta de 33,5% em relação ao mesmo período do ano passado. O preço médio da tonelada atingiu US$5,3 mil, aumento de 20,2% na comparação anual.





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Embargo ao frango brasileiro ameaça perdas de até US$ 380 milhões por mês


Maior exportador de carne de frango do mundo, o Brasil enfrenta o embargo de mais de 40 países ao produto nacional devido à notificação de casos de gripe aviária em granjas comerciais. Segundo o relatório Gripe Aviária: Impactos no Setor Avícola Global e Nacional, produzido pela Bateleur, o embargo pode representar perdas mensais de até US$ 380 milhões ao setor.  Os países que mantêm o embargo nacional à compra de frango representam cerca de 45% do total exportado pelo Brasil –  em abril, esses países compraram 210 mil toneladas do produto a um preço médio de US$ 1.811 a tonelada.

“A relevância do Brasil no comércio internacional e a alta diversificação dos países de destino do frango brasileiro diminuem os prejuízos potenciais, assim como o fato de que os principais exportadores de frango do mundo também vêm sofrendo com surtos da doença”, destaca o relatório. O estudo da Bateleur também aponta que, até a notificação dos casos da doença, a conjuntura era positiva para a avicultura brasileira, com um crescimento nas exportações de 10% no acumulado do ano, somado à expectativa de diminuição nos custos a partir de uma safra robusta. 

Além disso, destaca que a piora do quadro da gripe aviária no Brasil não resulta em fatores negativos somente no âmbito nacional, mas também na oferta global da carne e na dinâmica de preços internacional. “A interrupção parcial das exportações brasileiras representa um choque de oferta relevante no comércio global de proteína animal. Esse movimento tende a gerar distorções de preços nos principais mercados consumidores e acentuar a volatilidade em países dependentes do frango brasileiro”, afirma o sócio da Bateleur, Henrique Trevisan.

No atual cenário, o principal objetivo do Brasil é transformar os embargos nacionais em regionais – impedindo a exportação somente das regiões afetadas. Alguns países, inclusive, já definem o eventual embargo como regional no contrato de comércio com o Brasil, como é o caso dos Emirados Árabes Unidos e do Japão.

Em relação ao excedente de produtos que deixará de ser exportado, o relatório da Bateleur enfatiza que ele deve ser direcionado ao consumo doméstico, aumentando a oferta interna e impactando os preços nos próximos meses. “O volume represado deve gerar uma sobreoferta significativa no curto prazo, o que pode provocar quedas nos preços ao produtor e margens mais apertadas para a indústria”, comenta Trevisan.

Sobre a Bateleur 

Referência em fusões e aquisições e em assessoria estratégico-financeira para grandes corporações, a Bateleur atua com foco no crescimento de longo prazo das empresas e nos seus negócios. Com escritórios em Porto Alegre e Florianópolis, a Bateleur reúne, em seu portfólio, relevantes transações societárias e operações estruturadas, além de dezenas de projetos de assessoria desenvolvidos para companhias de diversos setores como banking, agronegócio, varejo, energia e saúde.





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chuvas ajudam forragem, mas carrapato persiste


A pecuária no Rio Grande do Sul demonstra um cenário de desafios e cautela, especialmente em relação ao manejo de carrapatos e às estratégias de comercialização. De acordo com o Informativo Conjuntural divulgado pela Emater/RS-Ascar na última quinta-feira (5), os terneiros estão sendo desmamados e direcionados a áreas com melhor disponibilidade de forragem. Apesar da diminuição da pressão de carrapatos com a chegada do frio, falhas anteriores no manejo ainda impactam os rebanhos.

Produtores demonstram cautela nas vendas, priorizando categorias de ciclo curto. Na região de Bagé, em Rosário do Sul, observa-se maior concentração nas vendas de animais com ciclo mais curto de permanência nas propriedades, como vacas de invernar, novilhas e bois, “em detrimento de vacas prenhes e terneiras, demonstrando a preocupação dos produtores em relação ao cenário futuro da atividade”.

Em Caxias do Sul, os bovinos começaram a perder escore corporal, especialmente em campos com excesso de lotação em sistemas extensivos. Já em Erechim, novilhas e vacas prenhes são comercializadas em leilões, assim como terneiros e terneiras desmamados. Fêmeas com problemas reprodutivos estão sendo descartadas para remates locais ou engorda. A maioria das vacas e novilhas encontra-se em cobertura. Na região de Frederico Westphalen, produtores relatam que, “apesar do manejo sanitário constante no controle de ectoparasitas, ainda se identifica alta incidência de carrapatos, que apresentam resistência aos produtos disponíveis no mercado”.

O estado nutricional e o escore corporal dos rebanhos em Passo Fundo estão satisfatórios. Em Pelotas, o bem-estar animal é favorecido por dias ensolarados e noites secas. Em Porto Alegre, os animais vêm recuperando a condição corporal, afetada pela estiagem do verão, mas há “muitos relatos de dificuldade no controle de carrapato”.

Na região de Santa Maria, as chuvas, aliadas a maiores períodos de luminosidade, têm contribuído para o desenvolvimento das forrageiras de inverno. Em São Vicente do Sul e outros municípios, muitos produtores estão suplementando o rebanho com silagem de milho.

Em Santa Rosa, produtores de animais para reposição e gado de cria enfrentam dificuldades na comercialização devido à incerteza quanto à disponibilidade de forragem para o inverno e à descapitalização de compradores que usam o sistema de Integração Lavoura-Pecuária (ILP). Por outro lado, em Soledade, observa-se baixa oferta de animais adultos para abate, mas um aumento na oferta de animais jovens. O preço do gado gordo apresenta tendência de alta, e a negociação de gado de reposição está aquecida, “trazendo otimismo para o setor”.





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cinturão do milho espera chuvas acima da média



Semeadura de milho nos EUA atinge 97%




Foto: Nadia Borges

A semeadura de milho nos Estados Unidos para a safra 2025/26 alcançou 97% da área prevista, um avanço de 4 pontos percentuais na comparação semanal e 3 pontos percentuais à frente do ciclo passado. Os dados foram divulgados pelo Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) em 9 de junho, conforme análise semanal do Instituto Mato-Grossense de Economia Agropecuária (Imea) desta segunda-feira (9).

Em relação às condições das lavouras, 71% estão classificadas como boas e excelentes, 24% como medianas e 5% como ruins e péssimas. No mesmo período do ano passado, as condições eram de 74%, 21% e 5%, respectivamente. Apesar da pequena redução nas condições boas e excelentes, a proporção das lavouras em situações medianas é maior neste ciclo.

Para as próximas semanas, a atenção do mercado se volta para as condições climáticas, já que as chuvas são “fundamentais para garantir bons rendimentos no campo”. O Imea, citando a Administração Oceânica e Atmosférica Nacional (NOAA), informa que “são esperados volumes pluviométricos acima da média registrada nos últimos anos na maior parte do país, especialmente na região do ‘cinturão do milho’”.





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