sexta-feira, março 27, 2026

Política & Agro

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alta de 927% no volume exportado de leite em pó



Queijos e leite em pó puxam alta de lácteos




Foto: Pixabay

As exportações brasileiras de lácteos registraram um avanço em maio, com um aumento de 63,12% no comparativo mensal, alcançando 6,55 milhões de litros em equivalente leite. Este crescimento foi impulsionado pela maior disponibilidade de leite no mercado, mesmo em um período que, tipicamente, apresenta movimento contrário na maioria dos estados. Apesar de não ter sido o maior volume embarcado em 2025, o mês de maio gerou a maior receita do ano, totalizando US$ 7,81 milhões, conforme análise semanal do Instituto Mato-Grossense de Economia Agropecuária (Imea) divulgada nesta segunda-feira (9).

Entre as categorias que mais contribuíram para o aumento do volume exportado em relação a abril, destacam-se Queijos, com alta de 30,28%, Iogurtes, Cremes e Manteiga, que subiram 27,11%, e Leite em pó, com um salto expressivo de 927,45%. Essas categorias representaram, respectivamente, 41,14%, 29,30% e 23,27% do total exportado no mês.

Em movimento similar, após dois meses em tendência baixista, as importações de lácteos também apresentaram um aumento de 8,39% em comparação com o mês anterior, atingindo 171,77 milhões de litros em equivalente leite. Este volume resultou em um valor de US$ 85,11 milhões.





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Reforma Tributária pode revelar bilhões em créditos



Fertilizantes, sementes, defensivos e até serviços de frete podem gerar créditos



Fertilizantes, sementes, defensivos e até serviços de frete podem gerar créditos
Fertilizantes, sementes, defensivos e até serviços de frete podem gerar créditos – Foto: Canva

A transição para o novo sistema tributário brasileiro, que começa em 2026, acendeu um alerta no agronegócio, especialmente no Paraná, estado onde o setor representa 35% do PIB. Com a extinção de tributos como PIS, Cofins, ICMS, IPI e ISS, e a criação da CBS e do IBS, o momento exige uma revisão imediata da governança fiscal. Um dos destaques da reforma é a possibilidade de recuperar créditos tributários retroativos dos últimos cinco anos, gerados por compras de insumos vinculados à atividade econômica.

Segundo o advogado Samuel Rangel de Miranda, presidente do INDE, a nova regra elimina as interpretações subjetivas que hoje dificultam a apuração de créditos. “É como encontrar dinheiro esquecido em uma conta”, explica. Estimativas do IBPT apontam que 95% das empresas pagam mais tributos do que deveriam, e no agro esse número pode ser ainda mais expressivo devido à complexidade do setor. 

Fertilizantes, sementes, defensivos e até serviços de frete podem gerar créditos, mas muitas vezes deixam de ser aproveitados por falhas de apuração. Com uma movimentação anual de R\$ 155 bilhões no Paraná, o potencial de recuperação pode chegar a dezenas de bilhões de reais. A recomendação é que as empresas iniciem ainda em 2025 auditorias para identificar e solicitar a restituição desses valores.

A recuperação pode ser feita pelas vias administrativa ou judicial, dependendo do caso. Como o prazo é de cinco anos, a cada mês sem revisão, perde-se capital. O momento é estratégico: quem se antecipar à reforma poderá atravessar a transição com mais equilíbrio e competitividade.

“A Reforma Tributária é inevitável. O que está em jogo é o preparo das empresas. Aquelas que iniciarem esse processo agora estarão mais bem posicionadas para atravessar a transição com equilíbrio. As que esperarem demais podem perder recursos que já são seus, mas precisam ser reivindicados”, conclui.

 





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Mercado do boi registra alta em São Paulo e no Tocantins



Exportação de carne bovina cresce 33,5% em junho




Foto: Canva

Com menor oferta de animais e ritmo lento nos negócios, os preços do boi gordo e da vaca apresentaram alta nesta terça-feira (10), conforme relatório “Tem Boi na Linha”, divulgado pela Scot Consultoria. Em São Paulo, a valorização foi de R$2,00 por arroba. Já as cotações do “boi China” e da novilha não sofreram alterações.

No Tocantins, o cenário foi de elevação nos preços em diferentes regiões. Na parte Sul do estado, o boi gordo e a novilha subiram R$3,00 por arroba, enquanto a vaca teve aumento de R$4,00. Na região Norte, a vaca e a novilha registraram valorização de R$3,00 por arroba, enquanto o boi gordo manteve o mesmo valor.

No Oeste do Maranhão, o destaque foi o avanço na cotação da vaca, com aumento de R$5,00 por arroba. A novilha também teve alta de R$3,00, enquanto o boi gordo permaneceu estável.

No mercado externo, as exportações de carne bovina in natura seguem em ritmo acelerado. Na primeira semana de junho, foram embarcadas 64,2 mil toneladas, com média diária de 12,8 mil toneladas. O volume representa alta de 33,5% em relação ao mesmo período do ano passado. O preço médio da tonelada atingiu US$5,3 mil, aumento de 20,2% na comparação anual.





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Embargo ao frango brasileiro ameaça perdas de até US$ 380 milhões por mês


Maior exportador de carne de frango do mundo, o Brasil enfrenta o embargo de mais de 40 países ao produto nacional devido à notificação de casos de gripe aviária em granjas comerciais. Segundo o relatório Gripe Aviária: Impactos no Setor Avícola Global e Nacional, produzido pela Bateleur, o embargo pode representar perdas mensais de até US$ 380 milhões ao setor.  Os países que mantêm o embargo nacional à compra de frango representam cerca de 45% do total exportado pelo Brasil –  em abril, esses países compraram 210 mil toneladas do produto a um preço médio de US$ 1.811 a tonelada.

“A relevância do Brasil no comércio internacional e a alta diversificação dos países de destino do frango brasileiro diminuem os prejuízos potenciais, assim como o fato de que os principais exportadores de frango do mundo também vêm sofrendo com surtos da doença”, destaca o relatório. O estudo da Bateleur também aponta que, até a notificação dos casos da doença, a conjuntura era positiva para a avicultura brasileira, com um crescimento nas exportações de 10% no acumulado do ano, somado à expectativa de diminuição nos custos a partir de uma safra robusta. 

Além disso, destaca que a piora do quadro da gripe aviária no Brasil não resulta em fatores negativos somente no âmbito nacional, mas também na oferta global da carne e na dinâmica de preços internacional. “A interrupção parcial das exportações brasileiras representa um choque de oferta relevante no comércio global de proteína animal. Esse movimento tende a gerar distorções de preços nos principais mercados consumidores e acentuar a volatilidade em países dependentes do frango brasileiro”, afirma o sócio da Bateleur, Henrique Trevisan.

No atual cenário, o principal objetivo do Brasil é transformar os embargos nacionais em regionais – impedindo a exportação somente das regiões afetadas. Alguns países, inclusive, já definem o eventual embargo como regional no contrato de comércio com o Brasil, como é o caso dos Emirados Árabes Unidos e do Japão.

Em relação ao excedente de produtos que deixará de ser exportado, o relatório da Bateleur enfatiza que ele deve ser direcionado ao consumo doméstico, aumentando a oferta interna e impactando os preços nos próximos meses. “O volume represado deve gerar uma sobreoferta significativa no curto prazo, o que pode provocar quedas nos preços ao produtor e margens mais apertadas para a indústria”, comenta Trevisan.

Sobre a Bateleur 

Referência em fusões e aquisições e em assessoria estratégico-financeira para grandes corporações, a Bateleur atua com foco no crescimento de longo prazo das empresas e nos seus negócios. Com escritórios em Porto Alegre e Florianópolis, a Bateleur reúne, em seu portfólio, relevantes transações societárias e operações estruturadas, além de dezenas de projetos de assessoria desenvolvidos para companhias de diversos setores como banking, agronegócio, varejo, energia e saúde.





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chuvas ajudam forragem, mas carrapato persiste


A pecuária no Rio Grande do Sul demonstra um cenário de desafios e cautela, especialmente em relação ao manejo de carrapatos e às estratégias de comercialização. De acordo com o Informativo Conjuntural divulgado pela Emater/RS-Ascar na última quinta-feira (5), os terneiros estão sendo desmamados e direcionados a áreas com melhor disponibilidade de forragem. Apesar da diminuição da pressão de carrapatos com a chegada do frio, falhas anteriores no manejo ainda impactam os rebanhos.

Produtores demonstram cautela nas vendas, priorizando categorias de ciclo curto. Na região de Bagé, em Rosário do Sul, observa-se maior concentração nas vendas de animais com ciclo mais curto de permanência nas propriedades, como vacas de invernar, novilhas e bois, “em detrimento de vacas prenhes e terneiras, demonstrando a preocupação dos produtores em relação ao cenário futuro da atividade”.

Em Caxias do Sul, os bovinos começaram a perder escore corporal, especialmente em campos com excesso de lotação em sistemas extensivos. Já em Erechim, novilhas e vacas prenhes são comercializadas em leilões, assim como terneiros e terneiras desmamados. Fêmeas com problemas reprodutivos estão sendo descartadas para remates locais ou engorda. A maioria das vacas e novilhas encontra-se em cobertura. Na região de Frederico Westphalen, produtores relatam que, “apesar do manejo sanitário constante no controle de ectoparasitas, ainda se identifica alta incidência de carrapatos, que apresentam resistência aos produtos disponíveis no mercado”.

O estado nutricional e o escore corporal dos rebanhos em Passo Fundo estão satisfatórios. Em Pelotas, o bem-estar animal é favorecido por dias ensolarados e noites secas. Em Porto Alegre, os animais vêm recuperando a condição corporal, afetada pela estiagem do verão, mas há “muitos relatos de dificuldade no controle de carrapato”.

Na região de Santa Maria, as chuvas, aliadas a maiores períodos de luminosidade, têm contribuído para o desenvolvimento das forrageiras de inverno. Em São Vicente do Sul e outros municípios, muitos produtores estão suplementando o rebanho com silagem de milho.

Em Santa Rosa, produtores de animais para reposição e gado de cria enfrentam dificuldades na comercialização devido à incerteza quanto à disponibilidade de forragem para o inverno e à descapitalização de compradores que usam o sistema de Integração Lavoura-Pecuária (ILP). Por outro lado, em Soledade, observa-se baixa oferta de animais adultos para abate, mas um aumento na oferta de animais jovens. O preço do gado gordo apresenta tendência de alta, e a negociação de gado de reposição está aquecida, “trazendo otimismo para o setor”.





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cinturão do milho espera chuvas acima da média



Semeadura de milho nos EUA atinge 97%




Foto: Nadia Borges

A semeadura de milho nos Estados Unidos para a safra 2025/26 alcançou 97% da área prevista, um avanço de 4 pontos percentuais na comparação semanal e 3 pontos percentuais à frente do ciclo passado. Os dados foram divulgados pelo Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) em 9 de junho, conforme análise semanal do Instituto Mato-Grossense de Economia Agropecuária (Imea) desta segunda-feira (9).

Em relação às condições das lavouras, 71% estão classificadas como boas e excelentes, 24% como medianas e 5% como ruins e péssimas. No mesmo período do ano passado, as condições eram de 74%, 21% e 5%, respectivamente. Apesar da pequena redução nas condições boas e excelentes, a proporção das lavouras em situações medianas é maior neste ciclo.

Para as próximas semanas, a atenção do mercado se volta para as condições climáticas, já que as chuvas são “fundamentais para garantir bons rendimentos no campo”. O Imea, citando a Administração Oceânica e Atmosférica Nacional (NOAA), informa que “são esperados volumes pluviométricos acima da média registrada nos últimos anos na maior parte do país, especialmente na região do ‘cinturão do milho’”.





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Bahia Farm Show 2025 é aberta oficialmente com o compromisso de inovação sustentável


A 19ª edição da Bahia Farm Show foi aberta oficialmente nesta terça-feira (10) com a presença de autoridades, expositores e representantes do setor produtivo. Até o próximo sábado (14), o complexo da feira será o espaço para negócios e parcerias estratégicas em torno do tema “Agro Inteligente, Futuro Sustentável”. Prospectando uma expressiva movimentação no agronegócio nacional, a feira se consolida como um espaço de inovação, troca de conhecimento e geração de bons negócios para diferentes segmentos do agronegócio.

A cerimônia de abertura contou com a presença do governador da Bahia, Jerônimo Rodrigues, que reforçou o papel do agronegócio como vetor do desenvolvimento regional. Em seu discurso, destacou a importância da integração entre inovação, sustentabilidade e educação ambiental. “Este é o momento do agro inteligente, porque produzir bem é produzir com responsabilidade. Esta transição sustentável não é mais uma promessa, é uma realidade. A nossa força [do estado] está na combinação entre tecnologia de ponta e responsabilidade socioambiental, um caminho essencial para garantir a perenidade das nossas riquezas naturais e produtivas”, afirmou.

O presidente da Bahia Farm Show e da Associação de Agricultores e Irrigantes da Bahia (Aiba), Moisés Schmidt, celebrou o amadurecimento da feira, que chega à sua 19ª edição, tornando-se uma referência nacional em inovação tecnológica para o setor. “Estamos prontos para mais uma edição histórica, de bons negócios, muito aprendizado, reencontros e novos caminhos. Que possamos sair ainda mais fortalecidos, certos de que o agro é inteligente, sustentável e essencial para o Brasil”, reforça.

Durante a solenidade, Moisés reforçou o compromisso do agronegócio baiano com a inovação, a sustentabilidade e o fortalecimento das redes produtivas. “Todo este cenário tem contribuído para a consolidação do Oeste da Bahia como uma das regiões mais dinâmicas e estratégicas para o agronegócio nacional”, pontuou.

O prefeito de Luís Eduardo Magalhães, Junior Marabá, destacou a importância da Bahia Farm Show para o desenvolvimento do município. “A feira é uma vitrine de oportunidades e um motor para gerar emprego, renda e prosperidade para todos que aqui vivem”. A presidente da Associação Baiana dos Produtores de Algodão (Abapa), Alessandra Zanotto, destacou o compromisso do setor com práticas produtivas sustentáveis e o fortalecimento das cadeias produtivas locais.

Também participaram da solenidade de abertura da Bahia Farm Show o presidente da Associação de Máquinas e Implementos Agrícolas do Oeste da Bahia (Assomiba), Fábio Martins, e o presidente da Fundação Bahia, Ademar Marçal, que ressaltaram o legado de inovação e crescimento contínuo da feira que, este ano, também celebra os 35 anos da Aiba, entidade organizadora do evento.

Boas práticas – Durante a solenidade, o governo baiano entregou aos presidentes da Aiba e Abapa certificados de boas práticas fitossanitárias do Programa de Incentivo à Cultura do Algodão (Proalba), representando 117 estabelecimentos rurais com base em metas de sustentabilidade, competitividade e modernização tecnológica, através da Agência Estadual de Defesa Agropecuária da Bahia (Adab). Na ocasião, foi também apresentado o selo da Bahia como estado livre da febre aftosa.

A cerimônia de abertura contou ainda com a presença de autoridades civis, militares, deputados, prefeitos e vereadores da região, além de representantes dos patrocinadores: Governo da Bahia, Prefeitura Municipal de Luís Eduardo Magalhães, BNDES, Banco do Brasil, Banco do Nordeste, Bradesco, Caixa Econômica Federal, Desenbahia, Sicredi, Senar/FAEB, Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Neoenergia Coelba, ApexBrasil, Inpasa, GTEEX, Instituto Washington Pimentel, Currais Itabira, PYKA, Franciosi Sementes e Assomiba.





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Soja tem produtividade abaixo do esperado


No Rio Grande do Sul, a produção de soja encerra a safra 2024/2025 com forte queda na produtividade, segundo dados divulgados pela Emater/RS-Ascar nesta quinta-feira (5). A área plantada foi estimada em 6.770.405 hectares, com produtividade média de 1.957 quilos por hectare — resultado 38,43% inferior aos 3.179 kg/ha projetados inicialmente.

Em diversas regiões do estado, o clima dificultou o avanço da colheita e comprometeu os rendimentos. Na região administrativa de Bagé, a sequência de dias chuvosos impediu a conclusão da colheita nas poucas áreas ainda em campo. A expectativa é que essas lavouras sejam colhidas com a previsão de tempo firme para a primeira semana de junho.

No município de Dom Pedrito, onde historicamente as várzeas apresentam bons resultados em anos de La Niña, os rendimentos ficaram abaixo do esperado. “Dos 165 mil hectares plantados, cerca de 40 mil estavam em várzeas. Mesmo assim, a média foi de apenas 1.860 kg/ha, somando áreas baixas e de coxilhas”, informou o boletim.

Na Campanha, o cenário econômico dos produtores deve limitar o uso imediato do solo. Com recursos escassos, muitos agricultores não têm condições de investir no cultivo de inverno ou na aquisição de animais para engorda em pastagens. A tendência é de que parte das áreas permaneça em pousio até a próxima safra de verão.

Na região de Caxias do Sul, parte das áreas colhidas está em repouso, enquanto outros produtores já iniciaram o plantio de culturas de cobertura e pastagens de inverno. Em Ijuí, a colheita avançou lentamente, com solo ainda úmido, mas sem danos aos grãos até o momento.

Já na regional de Pelotas, as chuvas entre os dias 26 e 29 de maio suspenderam os trabalhos no campo, que só foram retomados no fim da semana com a chegada do tempo seco, permitindo a conclusão da colheita.

Na região de Santa Rosa, os trabalhos de campo foram encerrados e os produtores se dedicam agora às atividades pós-colheita.





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Preços futuros do açúcar recuam com previsão positiva de safra na Ásia



Açúcar branco fecha misto em Londres




Foto: Pixabay

Segundo dados divulgados pela União Nacional da Bioenergia (Udop) nesta segunda-feira (09), os contratos futuros de açúcar registraram nova queda nas bolsas internacionais na sexta-feira (6), refletindo as melhores projeções para a safra asiática. A antecipação das monções favorece os campos produtores na Índia, Tailândia e China, contribuindo para a pressão nos preços.

Na ICE Futures de Nova York, quase todos os contratos de açúcar bruto fecharam em baixa. O vencimento para julho de 2025 caiu 8 pontos, sendo negociado a 16,49 centavos de dólar por libra-peso. O contrato com entrega prevista para outubro de 2025 também recuou, encerrando o pregão cotado a 16,86 centavos por libra-peso, com queda de 2 pontos. Apenas o contrato de março de 2026 permaneceu estável.

Em Londres, na ICE Europe, o açúcar branco apresentou variação mista. O contrato com vencimento em agosto de 2025 registrou alta de US$ 1,90, sendo negociado a US$ 465,20 por tonelada. Já o contrato para dezembro do mesmo ano recuou US$ 0,20, cotado a US$ 463,90 por tonelada.

No mercado doméstico, o açúcar cristal teve leve valorização. Segundo o Indicador Cepea/Esalq da USP, a saca de 50 quilos foi comercializada a R$ 131,80, alta de 0,30% em relação ao dia anterior.





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solução italiana quer democratizar o acesso a análise do solo


A Bauer do Brasil e a Irricontrol estarão presentes na Bahia Farm Show, que acontece de 9 a 14 de junho de 2025, em Luís Eduardo Magalhães, na Bahia. As empresas apresentarão dois destaques: a Fazenda Inteligente, uma solução completa para produtores que desejam irrigar com tecnologia 360°, e o CosmoField, equipamento de medição de umidade do solo baseado em tecnologia de nêutrons, com potencial para transformar a gestão da irrigação e democratizar o acesso a análises em larga escala e otimizar a gestão hídrica.

A Fazenda Inteligente reúne tecnologias que elevam a eficiência da irrigação. Na feira, estarão expostos o pivô central, a solução de energia solar, o Irrifast – sistema de acionamento de torre com inversores que proporciona mais precisão, uniformidade e até 50% mais velocidade -, além do SAF, tecnologia contra furtos com monitoramento 100% via satélite, desenvolvido para proteger pivôs e sistemas de bombeamento.

Complementam a solução os painéis SmartConnect e Nexus, que permitem o controle digital e analógico dos pivôs, otimizando a operação. O SmartConnect é exclusivo para pivôs Bauer, enquanto o Nexus é compatível com qualquer marca, ambos oferecendo recursos como programação por segmentos, parada automática, acionamento remoto de bombas e histórico detalhado das irrigações, tudo para aumentar a produtividade e a segurança no campo.

“A Bahia Farm Show é uma vitrine estratégica para demonstrarmos como a irrigação pode ser inteligente, conectada e acessível. Com a Fazenda Inteligente, estamos colocando nas mãos do produtor tecnologias que unem precisão, sustentabilidade e produtividade”, afirma Luiz Alberto Roque, Co-CEO da Bauer América Latina e CEO da Irricontrol.

A grande inovação para o mercado brasileiro é o CosmoField, reconhecido pela FAO (Organização das Nações Unidas para Alimentação e Agricultura) como uma ferramenta eficaz para aumentar a produtividade agrícola com menor consumo de água. O equipamento mede a umidade do solo por meio da detecção de nêutrons provenientes da atmosfera, que interagem com as moléculas de água no solo, fornecendo dados práticos e precisos.

Diferente dos sensores tradicionais, o CosmoField realiza medições não invasivas, sem necessidade de instalação direta no solo, eliminando desafios operacionais. É o único no mundo a operar com a tecnologia CRNS (Cosmic Ray Neutron Sensing), capaz de medir até 50 centímetros de profundidade, cobrindo áreas de 5 a 10 hectares.

Após a instalação, o equipamento inicia rapidamente a geração de dados em tempo real sobre a umidade do solo, integrando também sensores de temperatura e pressão barométrica. A conectividade 4G assegura comunicação ágil e segura, e, em breve, estará disponível também a opção de conexão via rádio, ampliando a flexibilidade de uso em diferentes condições de sinal.

O ponto mais relevante é que um único equipamento CosmoField é capaz de atender até cinco pivôs simultaneamente, com variações apenas em relação ao tipo de cultura e às características do solo, proporcionando maior eficiência e adaptação às particularidades de cada projeto.

“Nossa presença na feira reforça o compromisso global do Grupo Bauer em oferecer soluções inovadoras que antecipam o futuro da irrigação. É uma oportunidade de mostrar, na prática, como tecnologia e inteligência de dados podem transformar o campo”, destaca Rodrigo Parada, Co-CEO da Bauer América Latina, Diretor das Américas e Diretor de Marketing Global do Grupo Bauer.

O produtor terá a oportunidade de conhecer, no mesmo estande, grande parte das soluções da Bauer do Brasil e da Irricontrol. Em um único ambiente, será possível visualizar tecnologias que facilitam o dia a dia no campo e contribuem para uma irrigação cada vez mais conectada e eficiente.





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