sábado, abril 11, 2026

Política & Agro

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Escolha da soja deve considerar resistência a herbicidas


A soja, principal cultura agrícola do Brasil, exige decisões estratégicas para garantir alta produtividade e rentabilidade. A escolha da cultivar, uma das mais importantes, deve considerar resistência a herbicidas, doenças e pragas, além de adaptação ao solo, clima e ciclo da planta. Segundo Gustavo Zimmer, consultor da TMG – Tropical Melhoramento & Genética, o avanço das biotecnologias oferece aos agricultores mais opções, mas exige análise detalhada.  

Zimmer destaca que a adoção inicial de cultivares resistentes ao glifosato priorizou o manejo simples, mas a produtividade tornou-se o principal critério ao longo do tempo. Ele também alerta sobre a rotação de culturas, já que plantas voluntárias podem surgir em cultivos subsequentes, como no algodão, exigindo ajustes no manejo.  

“No início, por exemplo, a introdução de cultivares de soja resistentes ao glifosato levou muitos produtores a priorizarem a facilidade de manejo, mesmo que isso não garantisse a máxima produtividade. No entanto, com o tempo, o foco mudou e o desempenho produtivo se tornou fator determinante na decisão de quais variedades utilizar”, diz.

Fatores como solo e clima são determinantes. A Conab projeta para 2023/2024 uma produção de 147,6 milhões de toneladas de soja, queda de 4,5% em relação ao ciclo anterior, devido a enchentes no Rio Grande do Sul. Cultivares adaptadas a solos e condições regionais podem mitigar perdas. Altitude e pluviosidade também influenciam o desempenho das plantas.  

Além disso, a escolha do ciclo da planta deve considerar a sucessão de culturas. Variedades de ciclo curto são ideais para garantir a janela de plantio do algodão, mas podem ser mais vulneráveis a adversidades. Por fim, a resistência a doenças como ferrugem asiática e nematoides é crucial, especialmente em áreas infestadas, reforçando a importância do suporte técnico especializado.

 





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Semeadura de algodão avança: Veja por estado


A semeadura de algodão para a safra 2024/25 avançou 3 pontos percentuais entre os dias 6 e 12 de janeiro de 2025, de acordo com dados compilados pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) e divulgados pela SLC Sementes. No período, 42,5% das áreas estavam em estádio de emergência, 55,5% em desenvolvimento vegetativo e 1,9% em floração, refletindo o progresso do ciclo produtivo nas regiões monitoradas.  

Sete estados, responsáveis por 98% da área cultivada de algodão no Brasil, foram analisados. No Maranhão, a semeadura avançou de 68% em 13 de dezembro para 72% até 12 de janeiro. No Piauí, a evolução foi mais expressiva, passando de 83% em dezembro para 100% na segunda semana de janeiro. Na Bahia, os índices oscilaram, caindo de 78% em dezembro para 64,8% no início de janeiro, mas recuperando para 72% na última atualização.  

No Mato Grosso, principal estado produtor, o avanço foi lento, saindo de 20,3% em dezembro para 18,5% até 12 de janeiro, após um recuo inicial. Em Mato Grosso do Sul, a semeadura foi concluída em dezembro, mas apresentou variações em janeiro, retornando a 100%. Goiás e Minas Gerais também enfrentaram oscilações: Goiás passou de 85% em dezembro para 78% em janeiro, enquanto Minas Gerais, que estava em 80% em dezembro, reduziu para 60% no início de janeiro, impactado por condições climáticas adversas.  

A média de semeadura nos sete estados ficou em 36,9% até 13 de dezembro, caindo para 30,5% em 5 de janeiro e subindo para 33,5% em 12 de janeiro. O ritmo variado reflete diferenças climáticas e logísticas entre as regiões, evidenciando os desafios enfrentados pelos produtores para garantir o plantio dentro da janela ideal.





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Preços sobem no mercado do frango; ave no atacado paulista tem elevação de 1,85%


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Preços em alta encerraram a sexta-feira (3) para o mercado do frango. Informações do Cepea dão conta de que o período de festas de fim de ano aqueceu a demanda pela proteína e, consequentemente, intensificou a busca de frigoríficos por novos lotes de animal vivo. 

De acordo com a Scot Consultoria, o valor do frango na granja em São Paulo ficou estável, custando, em média, R$ 5,60/kg, enquanto o frango no atacado subiu 1,85%, custando, em média, R$ 8,25/kg.

No caso do animal vivo, o preço não mudou no Paraná, cotado a R$ 4,60/kg, assim como em Santa Catarina, com valor de R$ 4,56/kg.

Conforme informações do Cepea/Esalq,Vivo, referentes à quinta-feira (2), a ave congelada teve leve alta de 0,60%, chegando a R$ 8,42/kg, enquanto o frango resfriado subiu 0,48%, fechando em R$ 8,34/kg.
 

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Fonte:

Notícias Agrícolas





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Tecnologia e sustentabilidade na Festa do Tomate



A Casa do Adubo, parte do grupo Nutrien, marcará presença



A Casa do Adubo, parte do grupo Nutrien, marcará presença
A Casa do Adubo, parte do grupo Nutrien, marcará presença – Foto: Pixabay

A 38ª edição da Festa do Tomate acontecerá de 24 a 26 de janeiro em Alto Caxixe, Venda Nova do Imigrante (ES), no Centro de Eventos Zaudino Gagno, conhecido como “Tomatão”. Este evento é um dos mais importantes do agronegócio capixaba, destacando a relevância da cultura do tomate para a economia local. A festa contará com uma programação variada, incluindo shows, concursos, premiações e uma feira de negócios, reunindo grandes marcas do setor agrícola.

O foco deste ano será o cultivo sustentável e produtivo do tomate, tema abordado em estandes e palestras. Durante o evento, os visitantes poderão conhecer inovações tecnológicas que buscam aumentar a produtividade e a rentabilidade da cultura do tomate, beneficiando especialmente os agricultores da região.

A Casa do Adubo, parte do grupo Nutrien, marcará presença na feira com um portfólio diversificado de soluções para o setor agrícola. A empresa apresentará tecnologias biológicas e tradicionais em fertilizantes, defensivos e outros insumos, buscando contribuir para a produtividade dos produtores de tomate. Durante o evento, sua equipe técnica estará disponível para fornecer orientações personalizadas, com foco em soluções que ajudem a melhorar a rentabilidade dos cultivos.

André Ceotto, gerente de vendas da filial Casa do Adubo no Ceasa capixaba, ressalta que a participação na Festa do Tomate é uma excelente oportunidade para se conectar diretamente com os produtores e entender suas necessidades. Ele destaca que as soluções apresentadas são voltadas para a sustentabilidade e o crescimento do setor agrícola capixaba. “A Festa do Tomate é uma oportunidade estratégica para nos conectarmos com os produtores, entender suas necessidades e oferecer soluções que combinam inovação, eficiência e sustentabilidade”, acrescenta Ceotto.

 





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Piauí receberá auxilio de 5,5 toneladas de alimentos



Conab antecipará entrega de alimentos no Piauí após chuvas”




Foto: Divulgação

A Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) participará das ações emergenciais do Governo Federal para apoiar as famílias desabrigadas pelas fortes chuvas que afetaram o Piauí nesta semana. A Conab antecipará a entrega de alimentos do Programa de Aquisição de Alimentos (PAA) para as cozinhas comunitárias de Picos, além de priorizar o abastecimento de milho do Programa de Venda em Balcão (ProVB) nas unidades de Picos e Parnaíba.

As medidas foram definidas durante uma reunião na sede da Conab, realizada nesta quinta-feira (16), com a presença de representantes da Companhia, incluindo a diretora Administrativa, Financeira e de Fiscalização, Rosa Neide, o chefe de gabinete da presidência da Conab, Benhur Freitas, a superintendente de Abastecimento Social, Ana Rita da Costa Pinto, o gerente de Programação e Acompanhamento da Agricultura Familiar, Enio Carlos Moura de Souza, a assessora da Diretoria de Política Agrícola e Informações, Maria Kazé, e o superintendente do Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) no Piauí, Alysson Pêgo.

As entregas começarão na próxima terça-feira (21). Os alimentos do PAA serão fornecidos por agricultores familiares da Cooperativa de Pequenos Produtores Rurais de Assunção do Piauí (COOPPRAS) e da Cooperativa Mista de Produção, Comercialização e Serviços do Campo (COCAMPO), e destinados às cozinhas Raízes do Brasil (ligada ao Movimento dos Pequenos Agricultores – MPA) e ao Centro Espírita São Francisco de Assis, com gestão da Cáritas.

A ação contemplará a entrega de 5.504 kg de alimentos (como arroz, feijão, carne caprina, farinha de mandioca e raiz de mandioca), atendendo cerca de 1.300 pessoas cadastradas. O investimento total nos projetos é de R$ 250.852,93, repassados pelo Ministério do Desenvolvimento Social (MDS).





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BNDES aprova R$ 52,3 bilhões para o agronegócio em 2024


O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) aprovou, de janeiro a dezembro de 2024, R$ 52,3 bilhões em financiamentos para o setor agropecuário brasileiro, o que representa um aumento de 26% em relação aos R$ 41,5 bilhões aprovados no ano anterior e 92% a mais do que os R$ 27,2 bilhões registrados em 2022. Os recursos foram destinados a produtores rurais, cooperativas, agricultores familiares e agroindústrias, com foco em custeio e investimentos voltados à ampliação da produção, aquisição de máquinas, equipamentos, armazenagem e inovação.

Em 2024, o banco realizou 191.231 operações, aumento de 27,9% sobre as 149.430 operações de 2023 e 60% a mais que em 2022, quando foram realizadas 119.304 operações. O montante inclui operações feitas diretamente pelo BNDES e aquelas realizadas por meio de instituições financeiras credenciadas, abrangendo também os empréstimos dos Programas Agropecuários do Governo Federal (PAGFs), que oferecem juros mais baixos e recursos do Fundo Social.

Dos R$ 52,3 bilhões aprovados, R$ 38,2 bilhões foram destinados a 183.822 operações no âmbito dos PAGFs. Deste total, R$ 10,25 bilhões (57.001 operações) correspondem ao segundo semestre do Plano Safra 2023-2024 (janeiro a junho de 2024), e R$ 27,9 bilhões (126.821 operações) referem-se ao primeiro semestre do Plano Safra 2024-2025 (julho a dezembro de 2024). Além disso, R$ 7,9 bilhões foram liberados através de soluções próprias do BNDES, por meio de 7.328 operações da linha BNDES Crédito Rural.

Em Rio Grande do Sul, o BNDES aprovou R$ 5,9 bilhões em 3.523 operações por meio do programa BNDES Emergencial RS, voltado para mitigação e adaptação às mudanças climáticas e para a retomada das atividades econômicas no estado.





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Brasil conquista mercado de feijão para Costa Rica”



Nova conquista marca a quarta abertura de mercado do Brasil em 2025




Foto: Divulgação

O governo brasileiro recebeu com satisfação o anúncio feito pelo governo da Costa Rica, que aceitou a certificação fitossanitária brasileira para a exportação de feijão comum (Phaseolus vulgaris) ao país centro-americano. Esse avanço abre novas oportunidades para o Brasil no mercado costarriquenho.

Em 2024, o Brasil exportou mais de US$ 272 milhões em produtos agropecuários para a Costa Rica, com destaque para cereais, farinhas, preparações, complexo soja e produtos florestais.

Essa nova conquista marca a quarta abertura de mercado do Brasil em 2025, totalizando 304 novas oportunidades de negócios em 64 destinos desde o início de 2023. A abertura de mercados é resultado de um esforço conjunto entre o Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) e o Ministério das Relações Exteriores (MRE), que vêm trabalhando para expandir as exportações brasileiras.





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Governo atualiza zoneamento agrícola para cultivo de canola



Atualização visa proporcionar maior embasamento técnico para o cultivo da cultura




Foto: Pixabay

O Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) publicou, nesta terça-feira (14), no Diário Oficial da União, a atualização do Zoneamento Agrícola de Risco Climático (ZARC) para a cultura da canola, que tem se expandido no Brasil. A atualização visa proporcionar maior embasamento técnico para o cultivo da cultura, especialmente nas regiões tropicais.

Em 2024, o Brasil cultivou 186.240 hectares de canola, com a principal zona de produção localizada no Rio Grande do Sul, seguida por Paraná, Mato Grosso, Santa Catarina e o Distrito Federal. Segundo Gilberto Cunha, agrometeorologista da Embrapa Trigo e coordenador do trabalho, o ZARC atualizado trará melhores condições para o avanço da cultura no país, proporcionando uma gestão mais eficiente dos riscos climáticos.

A canola é uma cultura de inverno que se destaca pela alta produtividade de óleo por hectare. A totalidade da produção de canola no Brasil é voltada para a produção de óleo comestível, além de ser utilizada para biocombustíveis e como farelo na alimentação animal. O óleo de canola é conhecido por seu elevado valor nutricional e pode ser utilizado para diversos fins industriais.

Com a atualização de 2024, o ZARC foi elaborado com base na nova sistemática de avaliação da disponibilidade de água nos solos, considerando seis classes em vez da tipificação anterior. A nova metodologia também inclui a análise de riscos de seca e geada para otimizar a produção e reduzir as perdas. A ferramenta contempla municípios e épocas ideais para a semeadura da canola, com a possibilidade de perdas de rendimento abaixo de 20%, 30% e 40%.

O ZARC para a canola pode ser consultado no aplicativo Zarc Plantio Certo, desenvolvido pela Embrapa Agricultura Digital e disponível gratuitamente para iOS e Android, além de poder ser acessado pela plataforma Painel de Indicação de Riscos, no site do Ministério da Agricultura.





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Brasil expande exportação de carnes para o Peru



Brasil autoriza novas plantas frigoríficas para o Peru




Foto: Pixabay

O governo peruano, por meio do Servicio Nacional de Sanidad Agraria (SENASA), autorizou, no dia 14 de janeiro, a exportação de produtos de nove novas plantas frigoríficas brasileiras para o país. A medida inclui plantas localizadas em Goiás, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Paraná e São Paulo, além de uma unidade no Rio Grande do Sul dedicada à carne de aves.

Desde janeiro de 2023, o Peru importa carne suína do estado do Acre, e com as novas habilitações, a exportação de carne suína será expandida para os estados mencionados, enquanto a carne de aves também passará a ser exportada a partir do Rio Grande do Sul.

Em 2024, o Brasil exportou mais de US$ 755 milhões em produtos agropecuários para o Peru, com destaque para a soja, fibras têxteis, frutas, nozes e lácteos. As exportações de carne para o país superaram US$ 141 milhões no ano anterior. Com as novas habilitações, espera-se um aumento significativo nas exportações de carne suína e de aves, beneficiando toda a cadeia produtiva brasileira.

Esses resultados refletem o trabalho conjunto do Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) e do Ministério das Relações Exteriores (MRE).





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Brasil deve exportar menos milho em 2024/25, aponta Conab


A Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) divulgou, em seu 4º levantamento da safra de grãos 2024/25, que o plantio da primeira safra de milho no Brasil alcançou 80,8% da área prevista até o fim de dezembro. Embora o cultivo continue nos estados do Maranhão, Piauí, Bahia e Pará, ele deverá ser concluído até meados de março. O clima tem favorecido o desenvolvimento da cultura, com chuvas frequentes intercaladas com períodos de sol nas principais regiões produtoras. Contudo, a Região Sul, especialmente no Rio Grande do Sul, tem registrado redução nas precipitações, o que vem causando deficit hídrico em algumas lavouras, prejudicando o potencial produtivo.

A área total para o plantio da primeira safra de milho em 2024/25 foi estimada em 3.717 mil hectares, 6,4% inferior ao ano passado, devido à baixa cotação do cereal no mercado, o que motivou os agricultores a diversificarem as opções de cultivo.

O plantio da segunda safra de milho começou no Mato Grosso e deve se intensificar entre o fim de janeiro e fevereiro, dependendo da colheita da soja. A previsão é que a área de plantio da segunda safra atinja 16.596,6 mil hectares, 1% maior do que no ciclo anterior, devido ao aumento de custos de produção e à cotação do milho.

A colheita da terceira safra já foi finalizada, com 643,3 mil hectares plantados e produção estimada de 2.480,3 mil toneladas.

Em termos de produção total, a Conab estima que a safra 2024/25 gerará 119,6 milhões de toneladas de milho, o que representa um aumento de 3,3% em relação à safra anterior. A previsão é que a produtividade aumente 3,8%, embora a área plantada total tenha uma redução de 0,4%.

No mercado interno, a demanda por milho deve aumentar em 3,3%, totalizando 86,4 milhões de toneladas consumidas no Brasil durante 2025. Já nas exportações, a Conab projeta uma redução no volume enviado ao exterior, com 38,5 milhões de toneladas esperadas para 2023/24, representando uma queda de 29,5% em relação ao ciclo anterior. Para 2024/25, espera-se uma leve redução nas exportações devido à maior demanda interna e à menor oferta do cereal para comercialização internacional.

Quanto aos estoques de milho, a previsão é que ao final da safra 2024/25, o Brasil termine com 3,4 milhões de toneladas armazenadas, um aumento de 40,8% em comparação à safra anterior.





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