terça-feira, abril 7, 2026

Política & Agro

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Evite perdas na batata com a limpeza de máquinas



A limpeza das máquinas é uma medida preventiva simples, mas de grande impacto



A limpeza das máquinas é uma medida preventiva simples, mas de grande impacto
A limpeza das máquinas é uma medida preventiva simples, mas de grande impacto – Foto: Pixabay

A limpeza das máquinas e implementos agrícolas é uma ação essencial no controle de nematoides na bataticultura, como aponta João Pedro Elias Gondim, engenheiro agrônomo. Os nematoides, como os nematoides-das-galhas-radiculares (‘Meloidogyne’ spp.) e os nematoides-das-lesões-radiculares (‘Pratylenchus’ spp.), causam grandes danos às lavouras de batata, afetando diretamente a absorção de água e nutrientes pelas raízes. Isso resulta em sintomas de amarelecimento, raquitismo e murcha, comprometendo tanto a quantidade quanto a qualidade dos tubérculos. Em alguns casos, as perdas podem chegar a 100% da produção.

O Brasil enfrenta sérios desafios no controle desses patógenos, que têm ampla distribuição geográfica nas regiões produtoras. O manejo integrado de nematoides, incluindo a limpeza e descontaminação de máquinas, é crucial para evitar a propagação dos patógenos. Máquinas contaminadas podem transferir nematoides de áreas infestadas para áreas limpas, agravando o problema. Além disso, o controle eficaz deve envolver o uso de cultivares menos suscetíveis, a rotação de culturas, a destruição de restos culturais e a aplicação de nematicidas.

A limpeza das máquinas é uma medida preventiva simples, mas de grande impacto, que deve ser combinada com outras práticas de manejo para reduzir a densidade populacional de nematoides e garantir a saúde das lavouras. O controle adequado desses patógenos não só reduz as perdas, mas também contribui para a produção de batatas de melhor qualidade, fundamentais para o abastecimento nacional. Portanto, adotar práticas integradas e a higiene das máquinas é essencial para a sustentabilidade da bataticultura.

 





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Déficit hídrico preocupa mercado da soja


A falta de chuvas no Rio Grande do Sul já causa perdas irreversíveis de produtividade em algumas regiões, mesmo com o retorno das precipitações, segundo a TF Agroeconômica. As áreas semeadas em outubro foram as mais prejudicadas, destacando-se Alto Uruguai, Fronteira Oeste e Missões. No mercado, os preços no porto alcançaram R$ 140,00 para entrega em novembro, com pagamento previsto para 24 de janeiro. No interior, as cotações variaram entre R$ 136,00 em Cruz Alta, Passo Fundo e Ijuí, com pagamentos para fevereiro, e R$ 135,00 em Santa Rosa e São Luiz. Já em Panambi, o preço de pedra permaneceu em R$ 126,00 por saca.

Em Santa Catarina, o estresse hídrico é irregular, com algumas áreas enfrentando falta de umidade e outras sofrendo com excesso. No porto de São Francisco, os preços oscilaram entre R$ 137,53 para entrega em fevereiro e pagamento em março, e R$ 141,00 para entrega em junho, com pagamento em julho. A situação climática adversa também impacta o Paraná, onde o tempo seco e as altas temperaturas ameaçam o desenvolvimento das lavouras em fase de enchimento de grãos. Os preços no porto de Paranaguá chegaram a R$ 139,00 para entrega em janeiro, com pagamento em fevereiro. No mercado interno, Ponta Grossa registrou R$ 136,00 CIF, embora a liquidez tenha sido baixa. Em Maringá, os preços disponíveis atingiram R$ 130,75 FOB, sem negócios relevantes reportados.

Em Mato Grosso do Sul, o déficit hídrico preocupa principalmente na região sul, onde as lavouras apresentam sinais de estresse devido à falta de umidade. Apesar disso, ainda não há perdas irreversíveis, embora se espere menor produtividade em algumas áreas. Os preços na região variaram entre R$ 122,41 e R$ 129,30, dependendo da localidade. Em Mato Grosso, o excesso de chuvas tem atrasado a colheita e prejudicado a qualidade dos grãos, além de comprometer a implantação da segunda safra. Os preços no estado oscilaram entre R$ 112,69 em Lucas do Rio Verde e R$ 123,77 em Sorriso.

 





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Milho começa a semana em alta



O vencimento para março/25 fechou a R$ 78,13, alta de R$ 1,46 no dia



A combinação de estoques reduzidos e exportações aquecidas tem sustentado os preços do cereal no mercado interno
A combinação de estoques reduzidos e exportações aquecidas tem sustentado os preços do cereal no mercado interno – Foto: Nadia Borges

Conforme dados da TF Agroeconômica, os principais contratos futuros de milho fecharam em alta nesta segunda-feira (20), apesar do feriado nos Estados Unidos e da queda do dólar. Segundo o Cepea, os preços do milho seguem firmes no mercado brasileiro, sustentados pela retração de vendedores, estimativas de estoques baixos e demanda aquecida. A necessidade de reposição de estoques manteve compradores ativos no mercado spot na última semana, enquanto os produtores focaram nas atividades de campo.  

Dados da Conab, analisados pelo Cepea, mostram que o estoque de passagem da safra 2023/24, que se encerra em janeiro, foi revisado para 2,53 milhões de toneladas. Esse volume está bem abaixo das 4,42 milhões de toneladas projetadas em dezembro, reflexo do aumento das exportações, agora estimadas em 38,5 milhões de toneladas. Essa combinação de estoques reduzidos e exportações aquecidas tem sustentado os preços do cereal no mercado interno.  

Na B3, os contratos futuros refletiram esse cenário. O vencimento para março/25 fechou a R$ 78,13, alta de R$ 1,46 no dia, embora acumule queda de R$ 1,72 na semana. O contrato de maio/25 foi negociado a R$ 75,97, com alta de R$ 0,50 no dia e baixa de R$ 0,83 na semana. Já o contrato de julho/25 encerrou a R$ 72,49, com valorização de R$ 0,52 no dia e R$ 0,28 na semana.  

Com estoques reduzidos e a continuidade da demanda no mercado interno e externo, espera-se que os preços do milho mantenham trajetória firme. Esse cenário deve seguir influenciando a dinâmica de preços nas próximas semanas, com compradores atentos à reposição de estoques e ao desempenho das exportações.

 





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Seca segue impactando mercado de milho


No mercado de milho do estado do Rio Grande do Sul se encontram indústrias mais curtas, tiveram de elevar suas precificação, para atrair vendedor, pois a exportação começou a fazer posições no RS. As informações são da TF Agroeconômica.

“Os preços de compra da indústria variam de R$ 68,00 em Santa Rosa até R$ 74,00 em Arroio do Meio. Vendedores, neste momento, bastante ausentes, quando presentes pedem R$ 70,00 / R$ 72,00 para retirada no interior do estado janeiro cheio. Exportação apenas no dia de hoje houve indicação, a R$ 80,00 Sobre rodas entrega fevereiro e pagamento meados de março. Preços de pedra em Panambi, mantiveram-se em R$ 65,00 a saca”, comenta.

Desde a forte elevação do dólar acima de R$ 6,00 as importações de milho de Santa Catarina diminuíram significativamente. “Menos mal que a safra de verão do RS começa a ser colhida e abastece o estado catarinense com algum volume, mas o milho paraguaio e argentino é importante para complementar as necessidades locais. Já as ofertas no porto de São Francisco do Sul estão em 72,50 para entrega em agosto com pagamento em 30/09 até 72,70 com entrega em outubro e pagamento em 28/11. Milho SPOT CIF em Imbituba 2025, com entrega em fevereiro e pagamento 30/04 com ideia de R$80,00”, completa.

No Paraná, o que se destaca são os atrasos de colheita. “As ofertas para o milho spot giram ao redor de R$ 67,00/saca no interior. Para a safrinha no porto de Paranaguá os compradores oferecem R$ 73,00 com entrega em agosto e pagamento em 30/09 até 72,50 com entrega em setembro e pagamento em 30/10”, indica.

De acordo com a Aprosoja/MS, o preço médio da saca de milho no estado registrou valorização de 4,78% entre 09 e 13 de janeiro de 2025, alcançando R$ 62,75 no dia 13/01. Apesar disso, 76% da segunda safra de milho de 2024 já foi comercializada, volume 3,54 pontos percentuais menor que o mesmo período do ano anterior. No mercado local, as cotações apresentaram queda generalizada. Em Campo Grande, a saca está a R$ 62,50, enquanto Chapadão registra R$ 59,60 e Dourados caiu para R$ 60,10. Outras regiões como Maracaju, Ponta Porã, São Gabriel do Oeste e Sidrolândia tiveram preços inferiores a R$ 59,40.

 





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Mercado de trigo segue lento no Sul


De acordo com informações da TF Agroeconômica, o mercado de trigo no Sul do Brasil segue lento, com moinhos locais e exportadores buscando definições para o início de 2025. No Rio Grande do Sul, os moinhos já garantiram suas posições para janeiro e começam a negociar para fevereiro e março. 

No mercado interno, o trigo com embarque entre 15 de fevereiro e 15 de março e pagamento no fim de março apresenta preços de R$ 1.250,00/t no interior, subindo para R$ 1.300,00/t para trigos de qualidade superior. No mercado de exportação, os preços no porto caíram para R$ 1.350,00/t, sem registro de novos negócios. Na região de Panambi, o preço da pedra manteve-se em R$ 65,00 a saca.

Em Santa Catarina, o mercado segue com ofertas locais entre R$ 1.400,00 e R$ 1.450,00/t em regiões como Mafra, Três Barras, Campos Novos e Pinhalzinho. O trigo importado, trazido pela Serra Morena, alcança valores superiores a R$ 1.700,00 no porto e R$ 1.800,00 no interior. Os preços pagos aos produtores catarinenses variaram de R$ 68,00/saca em Rio do Sul a R$ 73,00/saca em Xanxerê e São Miguel do Oeste, sem alterações em relação à semana anterior.

No Paraná, a necessidade de liberar armazéns para receber milho e soja da safra de verão tem influenciado o mercado. As últimas negociações no norte do estado ocorreram a R$ 1.450,00/t, enquanto os pedidos dos vendedores permanecem em torno de R$ 1.500,00/t. No oeste e sudoeste, os preços são mais competitivos do que os gaúchos, com trigos de boa qualidade sendo negociados a R$ 1.700,00/t FOB no diferido. O trigo branqueador, indicado a R$ 1.650,00 CIF, não encontra compradores.

 





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Soja, milho e trigo apresentam altas


De acordo com a TF Agroeconômica, a soja registrou alta no mercado de Chicago, com contratos para março cotados a US$ 1.053,0 por bushel (+19,0). No Brasil, o indicador Cepea subiu para R$ 133,23 (+0,12% no dia, -4,43% no mês). O mercado foi influenciado por chuvas insuficientes na Argentina, atrasos na colheita brasileira devido ao excesso de umidade no centro-norte e pela ausência de tarifas contra a China no início do governo Trump. 

No Brasil, a Conab informou que a colheita de soja alcançou 1,2% da área plantada, abaixo dos 4,7% no mesmo período de 2024. Mato Grosso lidera os atrasos, com avanço de apenas 1,5%, o menor ritmo desde o ciclo 2010/2011, segundo a AgRural. “ambém ontem, a consultoria AgRural destacou que o andamento da colheita no Mato Grosso é o mais lento desde que a empresa começou a monitorar a evolução dos trabalhos agrícolas no ciclo 2010/2011, devido ao excesso de chuvas”, comenta.

No mercado de milho, os contratos de março em Chicago avançaram para US$ 487,75 por bushel (+3,50). Na B3, o preço subiu para R$ 78,13 (+1,90%), enquanto o indicador Cepea caiu 0,54%, para R$ 73,85. A alta é reflexo da seca na Argentina, atrasos na semeadura da safrinha brasileira e expectativas positivas quanto à liberação do uso do E-15 nos EUA. No Brasil, a Conab informou que a colheita do milho de verão atingiu 4,4% da área plantada, acima dos 2,3% da semana anterior, mas a semeadura da safrinha segue atrasada, com apenas 0,5% concluída, frente aos 5% no mesmo período do ano passado.  

O trigo também apresentou ganhos. Em Chicago, os contratos para março foram cotados a US$ 547,75 por bushel (+9,0). No Brasil, o Cepea registrou R$ 1.416,17 no Paraná (+0,69% no dia, +1,64% no mês) e R$ 1.265,23 no Rio Grande do Sul (-0,04% no dia, +0,33% no mês). “Essa ação, que melhora a competitividade das exportações americanas, estava relacionada à não aplicação de tarifas contra outros países – o foco era a China – desde o primeiro dia da nova Administração. Além disso, a desaceleração nas exportações da região do Mar Negro continua sendo um fator positivo para o mercado internacional”, conclui.

 





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Suínos: preços do animal vivo fecham esta sexta-feira (3) em campo misto


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O mercado de suínos terminou esta sexta-feira (3) com cotações em campo misto para os preços do animal vivo. De acordo com informações do Cepea, o mês de dezembro tem sido de repetidas baixas nos preços do animal vivo, após recorde nominal atigido em novembro. A razão para isso seria, segundo o órgão, um descompasso entre oferta e demanda no mercado doméstico.

Conforme a Scot Consultoria, o valor da arroba do suíno CIF em São Paulo ficou estável, com preço médio de R$ 152,00, assim como a carcaça especial, fechando em R$ 12,20/kg, em média.

Conforme informações do Cepea/Esalq sobre o Indicador do Suíno Vivo, referentes à quinta-feira (2), o preço ficou estável somente em Minas Gerais (R$ 7,96/kg), e houve aumento de 0,37% no Rio Grande do Sul, chegando a R$ 8,21/kg. Houve queda de 1,94% no Paraná, atingindo R$ 7,58/kg, recuo de 1,65% em Santa Catarina, alcançando R$ 7,76/kg, e de 0,12% em São Paulo, fechando em R$ 8,08/kg. 
 

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Fonte:

Notícias Agrícolas





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entre chuvas, estiagens e pressão de baixa no mercado


O mercado de soja enfrentou uma semana de contrastes climáticos que afetaram diretamente o andamento da safra brasileira. Enquanto chuvas intensas nas regiões Centro-Norte, incluindo partes de Minas Gerais, atrasaram a colheita, a estiagem no Sul trouxe preocupações com a produtividade. No Paraná, o Deral registrou perdas, mesmo com apenas 2% da área colhida.

De acordo com a análise de mercado da Grão Direto, no cenário global, o International Grains Council (IGC) elevou suas estimativas para a produção mundial de soja, consolidando as expectativas de uma safra recorde em 2024/25. Essa perspectiva também se reflete no Brasil, que deve atingir uma produção de 170 milhões de toneladas, confirmando o otimismo dos principais players do mercado.

Nos mercados internacionais, o contrato de março de 2025 para a soja na Bolsa de Chicago (CBOT) encerrou a semana em alta de 0,88%, cotado a US$ 10,35 por bushel. Entretanto, a combinação da rolagem de contratos e a valorização do real frente ao dólar, que caiu 0,49% e fechou em R$ 6,07, pressionou negativamente os preços no mercado físico brasileiro.

O que esperar nesta semana?

As condições climáticas seguirão como fator-chave para a evolução do mercado. Previsões do NOAA indicam a continuidade de chuvas nas principais regiões produtoras do Brasil, o que reduz o risco de estiagens, mas pode representar um desafio em termos de excesso hídrico para algumas lavouras, atrasando ainda mais o avanço da colheita.

Na Argentina, o clima mostra sinais de melhora, sugerindo uma possível recuperação no potencial produtivo da safra. Isso pode exercer uma pressão de baixa nos preços internacionais de derivados de soja, caso essa recuperação se confirme e impacte a oferta global.

Além disso, com o início efetivo da colheita no Brasil, o mercado deve se ajustar à expectativa de maior disponibilidade de soja. A tendência é de pressão de baixa tanto nos preços FOB quanto na CBOT, especialmente se o clima cooperar para acelerar os trabalhos de campo.

O câmbio, por sua vez, deve permanecer neutro no curto prazo, sem grandes influências sobre as negociações no mercado interno.





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Microcrédito rural do BNB alcança R$ 8,6 bilhões



O número de famílias atendidas também subiu



“O Banco do Nordeste recebeu mais de 113 mil clientes novos no Agroamigo"
“O Banco do Nordeste recebeu mais de 113 mil clientes novos no Agroamigo” – Foto: Pixabay

O Agroamigo, programa de microcrédito rural orientado do Banco do Nordeste (BNB), atingiu R$ 8,6 bilhões em contratações em 2024, um crescimento de 52% em relação a 2023, quando foram financiados R$ 5,6 bilhões. Comparado a 2022, quando o volume foi de R$ 3,8 bilhões, o aumento é de 126%.  

O número de famílias atendidas também subiu, com mais de 688 mil operações realizadas, representando um crescimento de 17%. Segundo o presidente do BNB, Paulo Câmara, o programa tem sido fundamental para a inclusão social, especialmente para os pequenos produtores. Ele destacou que mais de 113 mil novos clientes foram incorporados ao Agroamigo em 2024, muitas das famílias agora aplicando os recursos em suas produções agrícolas ou na criação de animais.  

“O Banco do Nordeste recebeu mais de 113 mil clientes novos no Agroamigo, em 2024. São famílias que nunca tinham tido acesso a esse crédito e agora estão recebendo recursos para aplicar na sua plantação, criação de animais ou beneficiando sua produção. O presidente Lula nos deu essa missão de levar oportunidades a todos os lugares, atendendo principalmente os pequenos”, afirma. 

Câmara ressaltou que a missão do programa é levar oportunidades a todos os lugares, como orientado pelo presidente Lula. Outro aspecto importante foi o aumento da participação feminina, com as mulheres representando 51,4% dos contratos e 51,6% do montante financiado, totalizando R$ 4,44 bilhões. Mais de 353 mil microempreendedoras rurais foram beneficiadas, contribuindo para o fortalecimento da economia familiar e o sustento das suas comunidades.

    





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Como recuperar as áreas queimadas?



O impacto dos incêndios é devastador para a biodiversidade



O impacto dos incêndios é devastador para a biodiversidade
O impacto dos incêndios é devastador para a biodiversidade – Foto: Canva

A recuperação de áreas devastadas por incêndios no Brasil é um grande desafio ambiental. Para José Otávio Menten, presidente do Conselho Científico Agro Sustentável (CCAS), a regeneração do solo e a restauração do ecossistema exigem esforços contínuos e tecnologias inovadoras. Além do combate ao fogo, a principal dificuldade é a perda da microbiota do solo, essencial para a fertilidade, que fica comprometida, tornando o solo mais compacto e menos produtivo. A erosão também agrava o cenário, dificultando a retenção de água e o crescimento da vegetação.

O impacto dos incêndios é devastador para a biodiversidade. O fogo destrói a vegetação, sementes, raízes e microrganismos do solo, alterando o equilíbrio ecológico. Espécies mais sensíveis são eliminadas, enquanto gramíneas invasoras se espalham, prejudicando a fauna local. A restauração envolve estratégias como cobertura do solo com palha, reintrodução da microbiota e plantio de espécies nativas pioneiras, que ajudam na recuperação da vegetação e estabilizam o microclima.

“O fogo elimina microorganismos importantes e nutrientes disponíveis, tornando o solo compactado e menos produtivo. Além disso, a natureza demora muito tempo para se regenerar, especialmente em ecossistemas sensíveis”, complementa.

Além disso, é fundamental o manejo adequado dos recursos hídricos, como recuperação de nascentes e irrigação temporária. Em ecossistemas como o cerrado, árvores de grande porte podem levar décadas para se regenerar, mas o uso de tecnologias como bioinsumos pode acelerar esse processo, favorecendo o retorno da vegetação nativa e contribuindo para a resiliência do ecossistema. Com as estratégias certas, é possível restaurar as áreas queimadas e garantir um futuro mais sustentável.

“Espécies raras e que não têm capacidade de regeneração rápida podem ser eliminadas. Áreas de vegetação rasteira podem começar a se regenerar em poucos anos, mas florestas densas podem levar décadas ou até séculos para recuperar sua estrutura original”, explica 

 





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