terça-feira, abril 7, 2026

Política & Agro

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Cebolinha e salsinha geram R$ 303 milhões no Brasil


De acordo com o Boletim Semanal de Conjuntura Agropecuária, divulgado nesta quinta-feira (23) pelo Departamento de Economia Rural (Deral), da Secretaria de Estado da Agricultura e do Abastecimento, a salsinha e a cebolinha têm se mostrado potências econômicas no setor agropecuário, embora ainda estejam um pouco “deslocadas” da atenção do consumidor nas prateleiras do varejo. Essas ervas, que podem ser cultivadas até mesmo em vasos em áreas como sacadas ou em pequenas hortas domésticas, representam uma importante atividade agrícola.

Segundo o Censo Agropecuário de 2017 do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatísticas (IBGE), o Brasil possui 87,3 mil estabelecimentos rurais que cultivam cebolinha, com uma produção de 97,4 mil toneladas (t), gerando R$ 303,1 milhões de Valor Bruto da Produção (VBP). A salsinha, por sua vez, foi cultivada em 30,8 mil propriedades, gerando 51,1 mil t e R$ 125,3 milhões de VBP.

O estado de São Paulo lidera a produção e o VBP das duas ervas, sendo responsável por 18% da produção de cebolinha (R$ 54,6 milhões) e 32% da produção de salsinha (R$ 40,2 milhões). Os municípios de Mogi das Cruzes e Piedade são os principais produtores de cada tempero, respectivamente.

No Paraná, o estado ocupa a quarta posição no VBP das duas ervas. Em 2023, a produção de salsinha e cebolinha foi realizada em menos de 1,5 mil hectares (ha). Juntas, essas culturas representam 1,1% do total de R$ 7,2 bilhões do VBP da olericultura no estado. A cebolinha foi cultivada em 749 hectares e gerou 10,3 mil t, com VBP de R$ 75,5 milhões. Já a salsinha, cultivada em 741 hectares, produziu 10,3 mil t, com VBP de R$ 77,7 milhões.

Em relação ao crescimento da área cultivada, houve uma evolução de 42,6% na produção de cebolinha desde 2014, quando a área era de 525 hectares. A salsinha teve um aumento de 63,5% no mesmo período, subindo de 453 hectares em 2014.

O Núcleo Regional de Curitiba se destaca pela significativa contribuição nas produções de ambas as ervas. Ele responde por 53,6% da produção de cebolinha e 61,8% da produção de salsinha no estado. Os municípios de São José dos Pinhais e Mandirituba são os principais polos de produção, com 30,2% e 36,6% respectivamente nas duas culturas.

Embora os valores mais recentes não superem os de anos anteriores, quando o VBP da cebolinha foi de R$ 117,1 milhões em 2020, e da salsinha foi de R$ 171,2 milhões em 2016, os números ainda demonstram a importância dessas culturas para a economia local.





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Governo discute estratégias para conter alta dos preços dos alimentos


Segundo o informado pela Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa), na última sexta-feira, 24 de janeiro, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva se reuniu com seus ministros para avaliar medidas para enfrentar a alta dos preços dos alimentos no Brasil. Durante o encontro, foram discutidas ações, incluindo a redução da alíquota de importação para alimentos cujos preços internos estão mais altos do que no mercado internacional.

O ministro da Casa Civil, Rui Costa, enfatizou a preocupação do governo com o acesso da população a alimentos a preços acessíveis. Segundo Costa, a estratégia do governo será seguir abordagens técnicas e de mercado, descartando intervenções não convencionais ou medidas que fujam das práticas tradicionais do mercado. “Os produtos que estejam com preço interno maior do que o preço externo, nós atuaremos na redução de alíquota para forçar o preço a vir, pelo menos, para o patamar internacional. Não justifica nós estarmos com preços acima do patamar internacional. Não tem a menor explicação para isso, já que o Brasil se constitui como um dos maiores produtores de alimentos de grãos do mundo”, explicou.

O governo espera uma melhoria no cenário econômico devido à previsão de aumento na produção agrícola para este ano. Rui Costa destacou que a supersafra projetada deve ajudar na redução dos preços, trazendo um impacto positivo para o bolso dos consumidores.

Além disso, a pedido de Lula, o governo irá reforçar a atenção a políticas públicas e recursos existentes para estimular a produção, especialmente de itens da cesta básica. “Nós também vamos dialogar com o mercado, vamos chamar aqui reuniões de produtores para dialogar com eles sugestões de como reduzir os preços, aumentar a produção, vamos chamar mais uma vez a rede de supermercados, vamos chamar os frigoríficos grandes para conversar, os frigoríficos pequenos e médios, dialogando portanto com o mercado, que é onde o preço se realiza. Medidas que a gente pode somar no mercado mais as medidas institucionais de estímulos para a produção”, disse Rui Costa.

Participaram da reunião os ministros Rui Costa (Casa Civil), Fernando Haddad (Fazenda), Carlos Fávaro (Agricultura e Pecuária), Esther Dweck (Gestão e Inovação em Serviços Públicos), Paulo Teixeira (Desenvolvimento Agrário e Agricultura Familiar), além do diretor-presidente da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), Edegar Pretto. Também estiveram presentes o secretário-executivo do Ministério da Indústria e Comércio, Márcio Elias Rosa; a secretária-executiva do Ministério do Desenvolvimento Agrário, Fernanda Machiaveli; e o secretário de Política Econômica do Ministério da Fazenda, Guilherme Mello.





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Brasil exporta suínos de alta genética para a Colômbia



Brasil deu um importante passo na exportação de genética suína




Foto: Pixabay

Segundo o informado pelo Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa), no último domingo (19), o Brasil deu um importante passo na exportação de genética suína ao enviar, pela primeira vez, suínos reprodutores de alta genética para a Colômbia por via aérea. A operação foi realizada pela Granja Elite Gênesis, uma empresa da Agroceres PIC, localizada em Paranavaí (PR), e marca um marco para o setor suinícola brasileiro.

A exportação envolveu dois anos de ajustes nos procedimentos de importação e exportação, coordenados pelo Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa). O protocolo adotado para a operação foi semelhante ao que foi implementado em 2021 pela Receita Federal e pela Anvisa para vacinas e insumos contra a Covid-19, sendo considerado um case de sucesso pela rapidez na implementação.

A operação envolveu diversos atores, como o importador, representantes legais, órgãos anuentes como Receita Federal e Mapa, e o Aeroporto Internacional de Viracopos, em Campinas (SP), único ponto de entrada e saída de suínos por via aérea no Brasil. A principal meta dos ajustes foi acelerar o recebimento de embarques com grandes quantidades de suínos de alto valor genético, importados de países como Estados Unidos e Canadá. O Sistema de Vigilância Agropecuária Internacional (Vigiagro) coordenou a chegada desses animais de elite, que agora formam a base do plantel genético do Brasil.

De março a setembro de 2023, 7.500 suínos reprodutores desembarcaram em Viracopos em oito voos, com destino às empresas Agroceres PIC e Topigs. O processo foi possível graças a uma parceria público-privada iniciada em 2016 entre a Associação Brasileira das Empresas de Genética de Suínos (Abegs), a Associação Brasileira dos Criadores de Suínos (ABCS) e o Mapa, que viabilizou a ampliação das instalações da estação quarentenária em Cananéia, permitindo o recebimento desses animais de alta genética.

Agora, com o plantel consolidado, o Brasil se posiciona como um exportador de suínos de elite, elevando o patamar da criação suína no país e ampliando sua presença no mercado internacional.





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relatório sobre Greening deve ser entregue até 31 de janeiro



A entrega do relatório é uma obrigatoriedade para os produtores




Foto: Seane Lennon

De acordo com a Secretaria de Estado de Agricultura, Pecuária e Abastecimento de Minas Gerais, os citricultores do estado com plantios comerciais de citros devem ficar atentos ao prazo final para a entrega do Relatório de Vistoria do HLB (greening), que se encerra em 31 de janeiro. A entrega do relatório é uma obrigatoriedade para os produtores de cerca de 275 municípios do estado.

O novo sistema de envio de dados, disponibilizado pelo Instituto Mineiro de Agropecuária (IMA), já está acessível aos citricultores pelo portal de serviços. A plataforma oferece funcionalidades como o histórico de envios e a situação da produção por semestre, com a exigência de uso do cadastro GOV.br para o envio do documento.

A entrega do Relatório de Vistoria é uma medida de monitoramento da principal doença que afeta as frutas cítricas, como as mexericas e as laranjas. A obrigatoriedade de envio inclui não apenas os municípios onde há registro oficial da praga, mas também localidades classificadas como de risco, como áreas vizinhas de estados com focos da doença, como São Paulo, e municípios com maior probabilidade de ocorrência.

O monitoramento constante realizado pelo IMA permite acompanhar a situação fitossanitária dos pomares e identificar focos do greening de forma mais eficaz, evitando sua propagação e garantindo a sanidade vegetal no estado. As informações coletadas são essenciais para a formulação de políticas públicas que atendam às necessidades específicas de cada região, assegurando respostas rápidas aos desafios enfrentados pelos citricultores.

Além disso, o IMA reforça a conscientização dos produtores por meio de programas como o “Viva Citros”, promovendo boas práticas no combate ao greening e orientando sobre as exigências fitossanitárias.





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Produtores apostam em manejo para manter safra de banana



Comercialização de banana cresce em cooperativas do RS




Foto: Seane Lennon

Segundo o Informativo Conjuntural da Emater/RS-Ascar, divulgado nesta quinta-feira (23), os agricultores da região administrativa de Santa Maria, especialmente em São João do Polêsine, estão focados no manejo das plantações de banana.

As atividades incluem o raleio das touceiras, manejo e adubação das lavouras, práticas essenciais para garantir a manutenção da produtividade.

A comercialização da fruta ocorre por meio de cooperativas no atacado e no comércio local, consolidando a banana como um produto de destaque na economia da região.





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Agricultores seguirão com demanda de crédito


A Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) prevê uma produção de 322,53 milhões de toneladas na segunda estimativa para a safra de grãos 2024/25, um aumento de 8,2% em relação ao ciclo anterior. O crescimento de 24,6 milhões de toneladas reflete a ampliação da área plantada, projetada em 81,4 milhões de hectares, e a expectativa de recuperação da produtividade média das lavouras no país.

Thays Moura, fundadora da fintech Agree, vê o cenário como promissor, mas destaca a necessidade de planejamento financeiro. “Além da organização, as soluções de crédito personalizadas serão ideais para atender às necessidades dos produtores na próxima safra”, comenta.

A especialista ressalta que a melhora da produtividade reflete investimentos em tecnologia, manejo eficiente e boas práticas agrícolas. Contudo, para manter esse ritmo de crescimento, é fundamental ampliar o suporte ao crédito voltado à inovação tecnológica, incluindo agricultura de precisão e equipamentos modernos.

“Os agricultores continuarão com demandas de crédito para a aquisição de insumos, sementes, defensivos e máquinas, bem como para possíveis investimentos em infraestrutura que suportem o aumento da produção. Além disso, a expectativa de melhora na produtividade média das lavouras sugere que os investimentos em tecnologia, manejo eficiente e boas práticas agrícolas têm dado resultados”, afirma Thays.

Além disso, o PIB do agronegócio brasileiro pode crescer 5% em 2025, segundo a CNA, impulsionado pela expansão da produção agrícola primária, indústria de insumos e agroindústria exportadora. Apesar do cenário promissor, desafios como alta do dólar e juros persistem. “Apesar do aspecto positivo, o cenário continua desafiador devido à alta do dólar e dos juros, mas a Agree oferece suporte aos produtores rurais na captação do crédito rural para terem acesso às melhores condições, avaliando caso a caso, com um atendimento personalizado e presente no dia a dia dos agricultores”, completa.





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O mercado de feijão está preocupado



Preços podem desestimular as vendas



Há o receio de que, de uma hora para outra, o feijão represado nos armazéns seja liberado em grande volume
Há o receio de que, de uma hora para outra, o feijão represado nos armazéns seja liberado em grande volume – Foto: Canva

Segundo o Instituto Brasileiro de feijão e Pulses (Ibrafe), a colheita do feijão-carioca na região dos Campos Gerais do Paraná, que inclui cidades como Castro e Ponta Grossa, já foi praticamente concluída. Esse encerramento tende a reduzir o impacto desse produto no mercado, alterando as fontes de abastecimento.

Por outro lado, o setor enfrenta preocupações. Empacotadores destacam o aumento do uso de câmaras frias para armazenamento e a entrada de novos produtores no mercado, o que gera insegurança sobre uma possível liberação repentina de grandes estoques. Esse cenário tem levado compradores a adotar uma postura cautelosa, com compras pontuais para evitar surpresas que impactem os preços.

“Um ponto de preocupação entre os empacotadores é o aumento no uso de câmaras frias e o fato de novos produtores, que nunca haviam plantado Feijão antes, estarem entrando na atividade. Isso gera insegurança, levando os compradores a adotar uma postura cautelosa, preferindo compras pontuais e imediatas. Há o receio de que, de uma hora para outra, o feijão represado nos armazéns seja liberado em grande volume, afetando os preços”, comenta.

Além disso, declarações recentes de um ministro sobre possíveis quedas nos preços de alimentos desconsideram que muitos valores já atingiram seu limite de redução. A manutenção desses preços pode desestimular o plantio na próxima safra, comprometendo a oferta futura e gerando alta nos preços nos próximos ciclos.

“Por isso, é fundamental reforçar nossas abordagens. Somente assim será possível criar um caminho mais seguro e sustentável para o mercado de Feijão, enfrentando os desafios imediatos sem perder de vista o desenvolvimento de um cenário favorável no futuro”, conclui.





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Cuidado com a mancha púrpura na soja



As estratégias recomendadas incluem o uso de fungicidas



Um ponto importante destacado é que a presença das manchas não deve ser confundida com defeitos ou grãos avariados
Um ponto importante destacado é que a presença das manchas não deve ser confundida com defeitos ou grãos avariados – Foto: Alabama Extension

A mancha púrpura na soja, causada pelo fungo Septoria glycines, é um problema que pode impactar significativamente o rendimento das lavouras, conforme explica Lucas Henrique Borgio, Operador de Armazém na Louis Dreyfus Company. Essa doença foliar se manifesta através de manchas roxas ou púrpuras nas folhas, o que pode levar à queda precoce delas. Suas condições ideais de disseminação incluem alta umidade e temperaturas amenas.  

Um ponto importante destacado é que a presença das manchas não deve ser confundida com defeitos ou grãos avariados, mas compreendida como um sintoma da infecção fúngica. Esse entendimento evita equívocos no momento da avaliação da qualidade dos grãos colhidos, ajudando a preservar o valor comercial da produção.  

Para combater a mancha púrpura, as estratégias recomendadas incluem o uso de fungicidas registrados para a cultura, a prática de rotação de culturas para reduzir a carga do inóculo no solo e o manejo adequado das condições de cultivo, como espaçamento e densidade de plantio. Essas medidas ajudam a minimizar a disseminação do fungo e seus impactos negativos.   Adotar práticas preventivas e de manejo eficazes é essencial para reduzir as perdas e manter a produtividade da soja, especialmente em áreas suscetíveis às condições que favorecem a proliferação do Septoria glycines.

“A mancha púrpura na soja, causada pelo fungo Septoria glycines, é uma doença foliar que provoca manchas roxas ou púrpuras nas folhas, podendo levar à queda precoce delas e impactar o rendimento da cultura. Condições de alta umidade e temperaturas amenas favorecem sua disseminação. Importante destacar: a presença de manchas não deve ser considerada defeito ou grãos avariados, mas sim um sintoma da doença. O controle inclui o uso de fungicidas, rotação de culturas e manejo adequado das condições de cultivo”, escreveu, em seu perfil na rede social LinkedIn.

 





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Ritmo de semeadura de algodão está lento em MT



Esse atraso deve-se principalmente ao ciclo prolongado da soja



Apesar do atraso inicial, o avanço da semeadura, que começou com 28,57% em 20 de dezembro e atingiu 77,05% até 24 de janeiro
Apesar do atraso inicial, o avanço da semeadura, que começou com 28,57% em 20 de dezembro e atingiu 77,05% até 24 de janeiro – Foto: Canva

Segundo o Instituto Mato-Grossense de Economia Agropecuária (IMEA), a semeadura do algodão para a safra 2024/25 em Mato Grosso está bem abaixo da observada no ciclo anterior. Até a última sexta-feira (24/01), apenas 28,57% da área projetada foi semeada, uma redução significativa de 48,48 pontos percentuais em relação à safra 2023/24 e 24,37 pontos abaixo da média dos últimos cinco anos.

Esse atraso deve-se principalmente ao ciclo prolongado da soja e ao início lento da colheita dessa oleaginosa. Além disso, as chuvas recentes dificultaram o avanço das atividades no campo, impactando diretamente o cronograma de semeadura do algodão em diversas regiões do estado.

Entre as regiões de Mato Grosso, a Sudeste apresenta o maior progresso, com 52,48% da área destinada ao algodão já semeada. Em contraste, a região Oeste é a que mais enfrenta dificuldades, com apenas 16,82% da área semeada até o momento, evidenciando as variações nas condições climáticas e logísticas de cada local.

Apesar do atraso inicial, o avanço da semeadura, que começou com 28,57% em 20 de dezembro e atingiu 77,05% até 24 de janeiro, está dentro da faixa histórica dos últimos cinco anos. A tendência de crescimento observada segue o padrão dos ciclos anteriores, indicando uma boa expectativa para o andamento da safra 2024/25.

Concluindo, o atraso na semeadura do algodão em Mato Grosso, impulsionado por fatores climáticos e pelo ciclo prolongado da soja, exige atenção para garantir o cumprimento dos prazos de produção. Apesar das dificuldades, a expectativa é de que a safra 2024/25 siga um ritmo de crescimento dentro da normalidade.





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Estudo avalia agrominerais silicáticos no trigo



Esses produtos melhoram a fertilidade do solo



 O uso de remineralizadores e fertilizantes silicáticos pode melhorar a fertilidade do solo
O uso de remineralizadores e fertilizantes silicáticos pode melhorar a fertilidade do solo – Foto: Divulgação

O uso de fontes regionais de agrominerais silicáticos no cultivo de trigo e milho no Sul do Brasil foi abordado no artigo Soil Fertilization and Maize-Wheat Grain Production with Alternative Sources of Nutrients (Adubação do Solo e Produção de Grãos de milho e trigo com Fontes Alternativas de nutrientes, em inglês). O estudo focou na análise dos efeitos de remineralizadores e fertilizantes silicáticos, com destaque para o impacto positivo na fertilidade química, física e biológica do solo. A pesquisa foi conduzida em diferentes áreas do Sul do Brasil, onde os pesquisadores testaram materiais regionais alternativos para a adubação de solo.

Dentre os materiais avaliados, destacam-se os finos de britagem de monzogranito do Batólito de Pelotas (RS), o folhelho e o calcário dolomítico da Formação Irati (PR), e o fosfato natural reativo de Arad, importado de Israel. Os pesquisadores buscaram entender como esses diferentes materiais poderiam contribuir para a melhoria das propriedades do solo e, consequentemente, para o aumento da produtividade das culturas de trigo e milho, essenciais para a economia agrícola da região Sul.

Os resultados do estudo indicaram que o uso de remineralizadores e fertilizantes silicáticos pode, de fato, melhorar a fertilidade do solo, corrigindo a acidez e favorecendo o crescimento das plantas. Um dos achados mais significativos foi o desempenho do folhelho e calcário dolomítico da Formação Irati, que mostrou um efeito similar ao do mármore dolomítico convencional, amplamente utilizado na agricultura. Essa combinação revelou-se eficaz, oferecendo uma alternativa mais local e sustentável aos insumos agrícolas tradicionais.

 





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