segunda-feira, abril 6, 2026

Política & Agro

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Mercado de soja com pouca movimentação no Sul


No mercado da soja do estado do Rio Grande do Sul, não há praticamente indicações para soja disponível no porto, apenas para fábricas, segundo informações da TF Agroeconômica. “No interior, os preços seguem o balizamento de cada praça: R$ 133,00 em Cruz Alta (pagamento em 28/02 – para fábrica), R$ 133,00 em Passo Fundo (pagamento no fim de fevereiro), R$ 133,00 em Ijuí (pagamento em 28/02 – para fábrica), e R$ 133,00 em Santa Rosa/São Luiz (pagamento no fim de fevereiro). Os preços de pedra em Panambi mantiveram-se em R$ 123,00 por saca para o produtor”, comenta.

Enquanto isso, Santa Catarina tenta manter a competitividade. “O mercado global de soja continua pressionado por uma oferta elevada e pela volatilidade dos preços, e o principal desafio para Santa Catarina será manter a competitividade das exportações nesse cenário. As indicações de preços no porto de São Francisco estão em 132,29 para entrega em fevereiro e pagamento em 28/03 até 141,00 para entrega em junho com pagamento em 30/07”, completa.

No Paraná, a perda da qualidade preocupa o produtor. “Para entregas no Porto de Paranaguá, os compradores indicavam ideia de R$ 132,14 para entrega em janeiro 31/01 e pagamento 28/02. No spot da soja em Ponta Grossa, os preços foram a 123,34 por saca CIF, mas a liquidez foi baixa, com compradores afastados e vendedores sem grãos. Em Maringá, no disponível, as indicações chegaram a R$ 122,72 por saca FOB, para retirada imediata e pagamento em janeiro, mas sem negócios reportados”, indica.

Sem mudanças de panorama, a situação segue complicada em Mato Grosso do Sul. “As regiões mais a sudoeste, centro e sul enfrentam mais dificuldades climáticas e por essa razão marcam o lado mais fraco em termos de produtividade. Na média, o Siga-MS estima 51,7 sacas. Em Dourados, o spot da soja ficou em 114,83 Campo Grande a 114,83, Maracaju a 114,83, Chapadão do Sul a 115,36 e Sidrolândia a 115,89”, informa.





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Atrasos elevam milho na B3


Na Bolsa de Mercadorias de São Paulo (B3), o milho fechou novamente em alta com atrasos no Brasil, segundo informações divulgadas pela TF Agroeconômica. “O milho na B3 voltou a subir com influência da alta em Chicago, mas principalmente devido aos atrasos no início da safra no Brasil”, comenta.

“A colheita da primeira safra de milho, que normalmente começa a tirar a pressão do comprador, está em 10,5% da área apta, ante 6,3% no relatório anterior e 13,8% no ano passado, segundo a Conab. Para o milho safrinha o plantio progride lentamente, com apenas 5,3% a área planejada já semeada, ante 1,4% da semana passada e 19,8% do ano anterior. O atraso do plantio da safrinha está diretamente relacionado com o atraso a colheita da soja, o que pode reduzir a janela de plantio ideal. Para a soja o atraso é de 6 pontos percentuais, com 8% colhido, ante 3,2% da semana anterior e 14% do ano passado. Mesmo com a grande capacidade de recuperação, que o produtor brasileiro mostrou no plantio da soja, para o milho safrinha alguns estados já relataram a dificuldade de acesso a sementes de ciclo curto”, completa.

Diante deste quadro, as cotações futuras fecharam em baixa no dia. “O vencimento de março/25 foi de R$ 76,62 apresentando alta de R$ 0,98 no dia, alta de R$ 1,78 na semana; maio/25 fechou a R$ 76,53, baixa de R$ 1,16 no dia, alta e R$ 1,72 na semana; o   vencimento julho/25 fechou a R$ 71,84, alta de R$ 0,35 no dia e alta de R$ 0,94 na semana”, indica.

Em Chicago, o milho fechou em alta com pausa nas tarifas e boa demanda. “A cotação de março, referência para a nossa safra de verão, fechou em alta de 1,18 % ou $ 5,75 cents/bushel a $ 494,50. A cotação para maio, fechou em alta de 1,00 % ou $ 5,00 cents/bushel a $ 504,75”, conclui.

 





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Novo inseticida será lançado no Brasil: Confira


A BASF revelou ao Agrolink que se prepara para lançar comercialmente, ainda neste ano de 2025, um inseticida que deve ampliar significativamente sua presença neste segmento do mercado brasileiro. A nova solução, Efficon, terá como alvos principais a cigarrinha (Dalbulus maidis) e mosca-branca (bemisia tabaci), pragas que vêm causando prejuízos milionários aos cultivos do milho, algodão e soja nos últimos anos.

A aprovação do registro do produto formulado, contendo o novo ingrediente ativo Axalion® (Dimpropiridaz), ocorreu em dezembro de 2024. A molécula é um lançamento global da empresa. Na América Latina, o mercado brasileiro será o primeiro a receber a ferramenta, que será lançada para a cultura do milho ainda neste ano.

O foco de controle do novo inseticida são os insetos vetores, transmissores de doenças, considerados os maiores problemas da agricultura brasileira atual, pois até então não existiam ferramentas eficazes de controle. Os prejuízos em produtividade do milho causados pela cigarrinha em áreas com alta incidência da praga pode ser acima de 70%, segundo pesquisas da Embrapa (Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária).

A nova solução também recebeu registro para outras culturas de hortifruti (citros, melão, batata, tomate, cebola, entre outros). Para as demais culturas, o lançamento comercial deve ocorrer nos próximos anos.

AVALIAÇÃO TOXICOLÓGICA

A brasileira Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) havia aprovado a avaliação toxicológica do inseticida dimpropyridaz ainda no ano de 2023. O ingrediente ativo é a base do Efficon, que agora recebeu autorização para venda comercial no Brasil após a expedição de registro pelo Ministério da Agricultura.

As piridazinas pirazolcarboxamidas (PPCs) são uma nova classe de inseticidas descoberta e otimizada na BASF. Dimpropyridaz é o primeiro PPC a ser submetido a registro e controla muitas espécies de pulgões, mosca-branca e outros insetos.

Conforme se observa na literatura, a tioamida picolínica, o “hit” original ativo apenas em pulgões, foi o ponto de partida para um programa de síntese que rendeu PPCs com espectro expandido, incluindo moscas-brancas e outros insetos sugadores perfurantes, levando à seleção de dimpropyridaz para comercialização.

De acordo com informações de cientistas da empresa, os PPCs são uma nova classe de inseticidas moduladores de órgãos cordotonais com um modo de ação diferente dos grupos IRAC 9 e 29. Os PPCs contendo um ligante de amida secundário são significativamente mais ativos do que suas versões correspondentes de amida terciária em ensaios “ex vivo”.

A ativação por estiramento de órgãos cordotonais envolve processos de mecanotransdução e amplificação, com influxo de Ca2+ através de canais Nan-Iav TRPV levando à geração de potencial de ação.

O dimpropiridaz atua independentemente do alvo da flonicamida, diminuindo os níveis de cálcio nos órgãos cordotonais e, assim, interrompendo a função do órgão cordotonal. A inibição ocorre em um local a montante dos TRPVs e é independente do TRPV, fornecendo um novo modo de ação para o gerenciamento da resistência.





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Mercado do milho pautado pela lavoura


No mercado de milho do Rio Grande do Sul, o destaque é a colheita que segue no estado em ritmo forte, segundo informações da TF Agroeconômica. “Preços de compra da indústria: Santa Rosa R$ 70,00 Ijuí R$ 70,00 Não Me Toque R$ 71,00 Marau R$ 71,00 Gaurama R$ 71,00 Arroio do Meio R$ 72,00 Lajeado R$ 72,00 Frederico R$ 72,00 Montenegro R$ 73,00 Armazenadores, vão vendendo, na medida que o produtor vende. Pedidas variam de R$ 71,00 a R$ 73,00 interior, fevereiro cheio. Exportação, com a elevação em Chicago, indicou R$ 78,80 sobre rodas entrega fevereiro e pagamento meados de março”, comenta.

A colheita em SC está atrasada, mas com boa produtividade. A Conab indica avanço lento, com 4,2% da área colhida até 2 de fevereiro. No mercado, a EPAGRI aponta queda de 1,79% nos preços ao produtor, com leve retração em janeiro. Já na Bolsa de Chicago, contratos de março/2025 indicam alta. Nos portos, os preços variam entre R$ 72,00 e R$ 72,50, conforme prazos de entrega e pagamento.

No Paraná, o destaque fica para o atrasado, tanto da colheita, quanto do plantio. “As ofertas para o milho spot giram ao redor de R$ 72,00/saca no interior. Para a safrinha no porto de Paranaguá os compradores oferecem R$ 72,00 com entrega em agosto e pagamento em 30/09 até 73,00 com entrega em setembro e pagamento em 30/10”, indica.

O plantio do milho safrinha em MS está levemente atrasado, com 5% da área semeada. A comercialização da safra 2024 atingiu 77%, abaixo do ritmo de 2024. A saca valorizou 0,99% em janeiro, chegando a R$ 63,56, acumulando alta de 35,65% em relação a 2024. No mercado físico, preços variam entre R$ 60,00 e R$ 65,99, com altas em algumas regiões.

 

 





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Café: preços seguem com baixas nas bolsas internacionais no início da tarde…


Mercado trabalha com ajustes técnicos após fortes altas

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Às 12h20 (horário de Brasília), os preços do café continuavam trabalhando com quedas moderadas nas bolsas internacionais.

Em NY, o arábica registrava baixa de 495 pontos no valor de 321,90 cents/lbp no vencimento de março/25, um recuo de 415 pontos cotado por 317,95 cents/lbp no de maio/25, uma baixa de 410 pontos no valor de 312,05 cents/lbp no de julho/25, e uma queda de 470 pontos no valor de 305,10 cents/lbp no de setembro/25.

A Somar Meteorologia relatou na última segunda-feira (30) que Minas Gerais (maior área de cultivo de café arábica do Brasil) recebeu 102,8 mm de chuva na semana passada, ou 182% da média histórica. 

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O robusta trabalhava com ganho de US$ 34 no valor de US$ 5.155/tonelada no contrato de janeiro/25, uma queda de US$ 9 no valor de US$ 5.047/tonelada no de março/25, uma baixa de US$ 15 negociado por US$ 4.962/tonelada no de maio/25, e um recuo de US$ 15 no valor de US$ 4.877/tonelada no de julho/25.
 

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Fonte:

Notícias Agrícolas





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Trigo segue lento: Confira


De acordo com a TF Agroeconômica, o mercado de trigo no Rio Grande do Sul segue com movimentação lenta, principalmente devido à pressão das farinhas. Os moinhos locais já fecharam praticamente todas as suas posições de fevereiro e começam a se concentrar nas compras para março. Moinhos de fora do estado continuam ausentes, adquirindo apenas volumes pontuais. O trigo importado da Argentina teve aumento de US$ 7 por tonelada, atingindo US$ 235 FOB Up River, enquanto o trigo uruguaio está sendo negociado no estado a valores entre US$ 265 e US$ 270 CPT moinho, dependendo da localização. 

No segmento de exportação, o mercado está mais focado no fechamento de posições conforme as nomeações de navios. Os compradores estão fazendo ofertas de R$ 1.280,00 para embarques entre 15 de fevereiro e 15 de março, com pagamento na segunda metade de março. Para trigos mais fortes, o preço sobe para R$ 1.330,00 no interior. No melhor momento do câmbio, o preço do trigo Milling no porto chegou a R$ 1.310,00, mas sem negócios reportados. Também há negócios pontuais de trigo para ração a R$ 1.300,00 no porto. O preço da pedra em Panambi se manteve em R$ 65,00 por saca.

Em Santa Catarina, o mercado segue estável, com preços variando entre R$ 1.400,00 CIF em Mafra e R$ 1.500,00 em Pinhalzinho. A principal movimentação está em torno do trigo importado, que chega a ultrapassar os R$ 1.700 no porto e R$ 1.800 no interior. Quanto aos preços pagos aos triticultores, houve alta em Joaçaba, com o valor subindo para R$ 74,33, enquanto outras localidades, como Canoinhas, mantiveram R$ 72,00 por saca.

No Paraná, os fretes em alta têm pressionado os preços FOB, que variam entre R$ 1.400,00 e R$ 1.500,00 CIF para os moinhos da região centro-sul, com entregas previstas para fevereiro e março. O trigo importado da Argentina, comprado no ano anterior, está sendo negociado entre US$ 280 e US$ 290 no porto, e o trigo paraguaio foi registrado a R$ 1.410,00 CIF no Oeste do estado. A média do preço da pedra no Paraná, apurada pelo Deral, aumentou ligeiramente para R$ 72,92, refletindo um lucro médio de 6,11% para os triticultores, com o custo de produção recuando para R$ 68,68.

 





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Mercado aeroagrícola global deve movimentar US$ 6 bilhões



Tecnologia avança com aeronaves não tripuladas para pulverização agrícola




Foto: Divulgação

O mercado aeroagrícola global está avaliado em US$ 6 bilhões, sendo US$ 3 bilhões apenas nos Estados Unidos, segundo reportagem publicada nesta terça-feira (4) pela revista britânica Aerospace Testing International.

De acordo com as informações divulgadas pelo Sindicato Nacional das Empresas de Aviação Agrícola (Sindag), o artigo, assinado pelo jornalista norte-americano Jack Roper, destaca o avanço dos drones de grande porte no combate a pragas e doenças, um fator essencial para garantir a segurança alimentar diante da projeção de 12 bilhões de habitantes no planeta até 2100.

Entre os destaques da publicação está o crescimento do mercado de aeronaves não tripuladas, como o Pelican, da empresa norte-americana Pyka, que acaba de ter suas primeiras vendas confirmadas para o Brasil. O anúncio ocorreu nesta semana, em evento realizado em São Paulo, com a presença do Sindicato Nacional das Empresas de Aviação Agrícola (Sindag).

Outro modelo mencionado é o Sprayhawk, baseado no helicóptero Robinson 44 e considerado o maior drone de pulverização agrícola do mercado. A aeronave foi lançada em novembro, durante a Ag Aviation Expo em Fort Worth, no Texas, e recebeu a atenção de representantes do setor aeroagrícola brasileiro, que acompanharam a feira de perto.

Com a crescente adoção de drones de grande porte na agricultura, especialistas apontam que o setor deve passar por uma transformação significativa nos próximos anos, ampliando a eficiência das operações no campo e reduzindo impactos ambientais.





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Soja cai, milho e trigo sobem: Análise do mercado


Os preços da soja estão em leve queda nesta manhã, com a cotação na CBOT para março registrando US$ 1.073,75, uma queda de 1,25 pontos, segundo a TF Agroeconômica. Esse movimento é impulsionado pela baixa nos preços do óleo, devido à possibilidade de maior importação de óleo de canola canadense para os Estados Unidos, além da continuação das tarifas sobre as importações chinesas e uma leve recuperação das chuvas nas áreas produtoras da Argentina. 

“O atraso na colheita no Brasil e a valorização do real frente ao dólar, que melhorou a competitividade das exportações norte-americanas em detrimento das brasileiras, também dão suporte”, comenta.

No mercado de milho, os preços apresentam uma leve alta, com o contrato de março da CBOT alcançando US$ 496,50, uma variação positiva de 2,0 pontos. Fatores como o adiamento das tarifas impostas pela Casa Branca aos principais parceiros comerciais, México e Canadá, além do atraso na semeadura da safrinha no Brasil, são responsáveis por esse movimento positivo.

“Quanto à Argentina, embora chuvas muito necessárias estejam sendo registradas hoje em várias áreas agrícolas do país, uma onda de calor está prevista para o fim de semana, o que pode prejudicar novamente o desenvolvimento das lavouras, que estão na fase-chave que determinará seu rendimento futuro”, completa.

Já o trigo registrou preços mais altos em Chicago e Kansas, com a CBOT para março chegando a US$ 581,25, alta de 4,25 pontos. Esse aumento é impulsionado pelo adiamento das tarifas contra o México, que é um mercado-chave para as exportações de trigo dos EUA, e pela desaceleração das exportações da região do Mar Negro. A desvalorização do dólar frente ao euro também contribui para essa tendência, melhorando a competitividade das exportações americanas.

 





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Importações predatórias atingem indústria química


A Associação Brasileira da Indústria Química (Abiquim) alertou sobre a crise enfrentada pelo setor químico nacional devido às importações predatórias, especialmente dos Estados Unidos e da Ásia. Em 2024, o Brasil importou US$ 63,9 bilhões em produtos químicos, o segundo maior valor da série histórica, atrás apenas dos US$ 80,3 bilhões de 2022. 

O volume importado cresceu 11,5% em relação a 2023, totalizando 65,3 milhões de toneladas, com destaque para os 41,1 milhões de toneladas de intermediários de fertilizantes. Esses insumos poderiam ser produzidos no Brasil se houvesse maior oferta de gás a preços competitivos. Esse cenário resultou no aumento da capacidade ociosa da indústria nacional, afetando a competitividade do setor. 

O crescimento das importações impactou a produção local, especialmente em resinas e elastômeros (32,4%), orgânicos (14,3%), inorgânicos (9,1%) e outros químicos industriais (9,3%). Os produtos chegaram ao Brasil com preços 6,3% menores que no ano anterior, prejudicando a indústria e levando ao fechamento de fábricas estratégicas. A Ásia foi a principal origem das importações, representando 31% do total, com um déficit comercial de US$ 18 bilhões. 

Apesar das dificuldades, as exportações brasileiras de produtos químicos cresceram 4,3%, totalizando US$ 15,2 bilhões. O déficit comercial do setor foi de US$ 48,7 bilhões, uma redução em relação ao recorde de US$ 63 bilhões de 2022, graças aos preços baixos dos produtos importados. O Brasil teve saldo positivo apenas com Mercosul e Aladi, enquanto enfrentou déficits com a União Europeia, Nafta e Ásia.

   





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Tensões comerciais e seus efeitos


A recente declaração do presidente Luiz Inácio Lula da Silva sobre medidas de reciprocidade, caso Donald Trump aumente as tarifas sobre produtos brasileiros nos Estados Unidos, reacendeu o debate sobre os impactos de uma possível guerra comercial entre os dois países. Se confirmada, a disputa pode afetar setores estratégicos da economia brasileira, elevando custos para consumidores e exportadores.

Marcelo Costa Censoni Filho, especialista em Direito Tributário, alerta para as consequências dessa escalada de tensões. Segundo ele, se os EUA aumentarem as tarifas e o Brasil reagir da mesma forma, a relação entre os países pode se deteriorar a ponto de uma guerra comercial. 

“Caso os Estados Unidos realmente aumentem tarifas para produtos do Brasil, e o governo brasileiro reaja da mesma forma, a relação entre os dois países pode se deteriorar a ponto de caracterizar uma guerra comercial. O grande questionamento aqui é: quem sai perdendo?”, analisa o tributarista.

As ações de Trump geraram questionamentos sobre a violação das regras da Organização Mundial do Comércio (OMC), que busca garantir um comércio internacional justo. Quando um país aumenta tarifas unilateralmente, pode ser contestado na OMC, mas medidas protecionistas, mesmo contestadas, afetam o comércio global.

“Quando um país aumenta tarifas unilateralmente, ele pode ser questionado no Órgão de Solução de Controvérsias da OMC. Isso já aconteceu antes, e os EUA foram derrotados em disputas anteriores. No entanto, medidas protecionistas, mesmo que contestadas, acabam impactando o comércio global”, explica Censoni Filho.

Se a guerra comercial avançar, os efeitos serão sentidos pelo consumidor. Aumento de tarifas sobre produtos como trigo pode elevar o preço do pão, por exemplo, além de reduzir a oferta de certos itens no mercado. Censoni Filho ressalta que os desdobramentos dessa disputa podem afetar desde grandes exportadores até o consumidor final. “Os desdobramentos podem afetar desde grandes exportadores até o consumidor que faz compras no supermercado”, conclui.

 





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