segunda-feira, abril 6, 2026

Política & Agro

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Wall St sobe com impulso de ações de tecnologia e novo governo de Trump em foco


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(Reuters) – Os principais índices de Wall Street subiam nesta sexta-feira, com as ações de tecnologia se recuperando de uma série de perdas, enquanto os investidores se preparavam para possíveis mudanças políticas do novo governo de Donald Trump nos Estados Unidos.

O Dow Jones subia 0,53%, a 42.615,51 pontos. O S&P 500 tinha alta de 0,75%, a 5.912,53 pontos, enquanto o Nasdaq Composite avançava 1,00%, a 19.473,50 pontos.

Todos os 11 setores do S&P 500 estavam sendo negociados em território positivo, com o setor de tecnologia da informação subindo 1,3% após cair nas últimas quatro sessões. A Nvidia impulsionava os ganhos em todos os três índices.

Wall Street teve um início de ano ruim, com o S&P 500 e o Nasdaq fechando em baixa pela quinta sessão consecutiva na quinta-feira, contrariando uma tendência histórica em que os mercados obtêm ganhos nas últimas cinco sessões de dezembro e nas duas primeiras de janeiro.

Todos os três principais índices estavam no caminho certo para registrar quedas semanais de cerca de 1% cada.

Analistas destacaram a incerteza em torno das medidas que o governo de Trump poderá implementar, especialmente com seu Partido Republicano dominando o Congresso.

As propostas de Trump, que vão desde a redução dos impostos corporativos e a flexibilização das regulações até a imposição de tarifas e a contenção da imigração ilegal, podem aumentar os lucros das empresas e impulsionar a economia. Entretanto, elas também apresentam certos riscos.

“A principal questão na qual as pessoas começarão a se concentrar é se as decisões (de Trump) serão inflacionárias e, se forem, isso sinaliza que o Fed fará uma mudança abrupta de curso e começará a aumentar os juros”, disse Peter Andersen, fundador da Andersen Capital Management.

Os operadores agora esperam que o Federal Reserve reduza a taxa de juros em cerca de 50 pontos-base este ano, de acordo com a ferramenta FedWatch da CME.

No entanto, o que dificulta a justificativa para a redução dos juros é que os dados continuam sugerindo a resiliência da economia. Nesta sexta-feira, uma pesquisa mostrou que o setor industrial se aproximou da expansão em dezembro, com a produção subindo e o volume de novos pedidos crescendo ainda mais.

(Por Johann M Cherian e Pranav Kashyap em Bengaluru)





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economizar na lavoura pode sair caro?


A alta nos custos de produção tem levado muitos produtores rurais a buscarem formas de economizar. No entanto, cortar investimentos em defensivos, fertilizantes e outros insumos essenciais pode comprometer seriamente a produtividade da lavoura.

“Hoje, quando olhamos para os preços de defensivos, fertilizantes e sementes, percebemos que houve uma queda em relação às últimas safras. No entanto, outros custos, como mão de obra, diesel e captação de crédito, aumentaram significativamente”, explica João Tomás, gerente de marketing regional da Ihara.

Com a pressão financeira, alguns produtores tentam reduzir despesas eliminando aplicações de inseticidas, fungicidas ou fertilizantes, o que pode resultar em um impacto negativo na produção. O especialista alerta que a produtividade deve ser a prioridade para garantir a viabilidade econômica da lavoura.

“Muitas vezes, o produtor economiza onde não deveria. Se ele corta defensivos ou não faz o controle adequado de pragas, doenças e plantas daninhas, o prejuízo pode ser muito maior do que a economia inicial”, destaca.

O uso de produtos com ação rápida e residual é um fator-chave para garantir o controle efetivo de pragas e doenças na lavoura. Tomás cita o exemplo do percevejo, uma praga comum na soja, que pode causar grandes danos caso não seja controlada de maneira eficiente.

“Se um inseticida demora três dias para agir, nesse período a praga continua atacando a lavoura e colocando ovos, o que gera uma nova infestação”. 

O especialista reforça que, mesmo diante da alta dos custos, é fundamental que o produtor mantenha o foco na produção e adote estratégias eficientes para proteger sua lavoura. Investir em tecnologias de manejo e controle de pragas pode ser a melhor forma de garantir uma safra produtiva e rentável.

“No final das contas, o que realmente importa para o produtor é o retorno financeiro. E esse retorno só vem com produtividade. Reduzir custos de forma errada pode parecer vantajoso no curto prazo, mas pode comprometer a rentabilidade da lavoura no final da safra”, conclui Tomás.





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Milho fecha misto na B3


Na Bolsa de Mercadorias de São Paulo (B3), o milho fechou de forma mista com relatório norte-americano com pouca variação, segundo informações da TF Agroeconômica. “As cotações da B3 caíram para as posições mais curtas e subiram levemente para as mais longas. A queda acompanhou Chicago e as poucas alterações no relatório americano de oferta e demanda”, comenta.

“Para o Brasil o USDA reduziu a colheita e as exportações de 127 para 126 e de 47 para 46 milhões de toneladas, respectivamente. A Conab trabalha com números menores desde janeiro e lança o seu novo relatório nesta quinta-feira. As cotações mais longas subiram levemente apenas para ajustes na perspectiva de preço pós-colheita”, completa.

Diante deste quadro, as cotações futuras fecharam de forma mista no dia. “O vencimento de março/25 foi de R$ 78,57 apresentando baixa de R$ -0,70 no dia, alta de R$ 1,95 na semana; maio/25 fechou a R$ 77,50, baixa de R$ -0,60 no dia, alta e R$ 0,97 na semana; o vencimento julho/25 fechou a R$ 72,78, baixa de R$ -0,07 no dia e alta de R$ 0,94 na semana”, indica.

Na Bolsa de Chicago, o milho acabou fechando em baixa. “A cotação de março, referência para a nossa safra de verão, fechou em baixa de -1,53 % ou $ -7,50 cents/bushel a $ 484,00. A cotação para maio, fechou em baixa de -1,29 % ou $ -6,50 cents/bushel a $ 498,00”, informa.

“Assim como na soja, o milho não conseguiu sustentar os pequenos ganhos logo após o relatório de oferta e demanda do USDA. Os cortes para o Brasil e a Argentina foram considerados modestos, quase não alterando o saldo exportável do ano. Já a Importação por parte da China caiu de 13 para 10 milhões de toneladas segundo o relatório WASDE. O Ministério da Agricultura da China manteve suas estimativas para a produção de milho do país em 2024/25, em 294.907.000 de toneladas”, conclui.

 





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Colheita do feijão avança, mas estiagem afeta qualidade


Segundo o Informativo Conjuntural da Emater/RS-Ascar, divulgado na última quinta-feira (6), a colheita da primeira safra de feijão no Rio Grande do Sul está em fase final nas regiões que adotam o cultivo em duas safras. A produtividade segue variável, dependendo do uso de insumos e das condições climáticas durante o ciclo produtivo.

Os grãos colhidos nas lavouras mais precoces apresentam peso e qualidade adequados, garantindo boa aceitação no mercado. No entanto, a qualidade dos grãos colhidos recentemente caiu significativamente, afetando a rentabilidade dos produtores. A produtividade média alcançada no estado está estimada em 1.600 kg por hectare.

Na região de Ijuí, 86% da área já foi colhida, mas a produtividade das lavouras de sequeiro caiu, resultando em grãos com tegumento enrugado, tamanho reduzido e coloração pálida. Além disso, a umidade extremamente baixa dos grãos tem dificultado a colheita, exigindo cuidados adicionais para evitar perdas. O rendimento médio ficou em 1.900 kg/ha.

Já na região de Pelotas, o ciclo produtivo ainda está em andamento. Atualmente, 8% das lavouras estão em desenvolvimento vegetativo, 10% em floração, 20% no enchimento de grãos, 19% em maturação e 43% já foram colhidos. A produtividade varia entre 1.200 e 1.500 kg/ha, com algumas áreas alcançando 1.800 kg/ha.

Em Santa Maria, as lavouras semeadas mais cedo (70% da área) tiveram bons resultados, enquanto as demais foram fortemente impactadas pela estiagem, comprometendo a produção.

Na região de Soledade, onde a colheita já foi concluída, a produtividade média ficou em 1.500 kg/ha, e a qualidade do produto foi considerada satisfatória.

Nos Campos de Cima da Serra, onde a semeadura ocorre mais tarde (final de dezembro e início de janeiro), as lavouras estão em fase de desenvolvimento vegetativo e floração. A sanidade das plantas é adequada, e os produtores realizam pulverizações para o controle de pragas e doenças.





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chuvas superam média histórica de janeiro



Temperaturas também ficaram acima da média




Foto: Divulgação

O mês de janeiro foi marcado por chuvas intensas e temperaturas acima da média na capital paulista. De acordo com o Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet), a estação meteorológica do Mirante de Santana registrou um acumulado de 332,7 mm de chuva, volume 13,9% acima da média histórica (1991-2020), que é de 292,2 mm.

O evento mais extremo ocorreu no dia 25 de janeiro, quando 144,1 mm de chuva foram registrados em um período de 24 horas, tornando-se o segundo maior volume já medido desde 1961. O recorde permanece com os 151,8 mm registrados em 21 de dezembro de 1988.

Além das fortes chuvas, o calor também se destacou. A temperatura máxima média em janeiro foi de 29,5°C, ficando 0,9°C acima da média climatológica (28,6°C). O desvio positivo aumentou em relação a dezembro, que havia ficado 0,2°C acima da média.

O dia mais quente do mês foi 22 de janeiro, quando os termômetros atingiram 33,9°C, reforçando a tendência de temperaturas elevadas no verão paulistano.

Os dados indicam um padrão climático de precipitações intensas e períodos de calor acima do esperado, o que pode impactar o planejamento urbano e medidas preventivas para eventos extremos na capital.





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Fusão fortalece oferta de tecnologia agrícola



“Estamos somando expertise para enfrentar os desafios do setor”



Com a fusão, o Grupo Piccin expande sua capacidade de atender diferentes perfis de agricultores
Com a fusão, o Grupo Piccin expande sua capacidade de atender diferentes perfis de agricultores – Foto: Pixabay

Acompanhando a tendência de crescimento do agronegócio, o Grupo Piccin, referência em implementos agrícolas há seis décadas, anunciou a aquisição da Carmetal, empresa de Carazinho-RS com 28 anos de experiência no mercado. A operação visa ampliar o portfólio de equipamentos e reforçar o compromisso das marcas em oferecer soluções inovadoras e de alta qualidade para produtores rurais no Brasil e na América Latina.  

Com a fusão, o Grupo Piccin expande sua capacidade de atender diferentes perfis de agricultores, incorporando à sua linha os reconhecidos distribuidores agrícolas da Carmetal. Segundo Camilo Ramos, CEO do grupo, a sinergia entre as empresas resultará em maior eficiência operacional para os clientes, além de um suporte técnico mais ágil e um pós-venda fortalecido. “Nosso objetivo é proporcionar ao produtor rural equipamentos que elevem sua produtividade no campo, aliando inovação e confiabilidade”, destaca.  

A Carmetal consolidou sua reputação no setor com soluções voltadas ao preparo do solo, oferecendo distribuidores para autopropelidos, modelos de arrasto, pendulares, acopláveis em caminhões e opções rodoviárias. A qualidade e durabilidade de seus produtos conquistaram a confiança dos agricultores, tornando a marca uma escolha frequente entre pequenos, médios e grandes produtores.  

Combinando tradição e tecnologia, a união entre as empresas reforça a posição do Grupo Piccin como um dos principais players do mercado. “Estamos somando expertise para enfrentar os desafios do setor e garantir soluções cada vez mais eficientes aos nossos clientes”, conclui Ramos.

 





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Estiagem e calor afetam as pastagens


O Informativo Conjuntural da Emater/RS, divulgado na última quinta-feira (06), aponta um cenário desigual para as pastagens no Rio Grande do Sul, com diferenças entre as regiões do estado.

No leste, onde as chuvas foram mais frequentes, a oferta de forragem se mantém estável. Já no oeste, a estiagem e o calor intenso limitaram o desenvolvimento das pastagens anuais, especialmente onde a precipitação foi irregular e de baixos volumes. Em algumas áreas de pastejo contínuo, a degradação é evidente, e espécies invasoras como milhã, papuã e capim-arroz tornam-se alternativa alimentar.

Na Fronteira Oeste, a situação varia conforme o regime hídrico. Em municípios com maior acumulado de chuvas em janeiro, a oferta forrageira melhorou. Já em áreas com precipitações escassas e alta carga animal, os campos permanecem secos e degradados, levando muitos produtores a utilizar capim-annoni como principal fonte de alimentação. Em Santa Margarida do Sul, houve novos registros de incêndios em campos nativos.

Na Serra Gaúcha, o cenário é mais positivo. Em Caxias do Sul, a combinação de chuvas regulares, calor e luminosidade favoreceu o crescimento das gramíneas, e muitos produtores aplicaram ureia para estimular o desenvolvimento das pastagens. Situação semelhante foi observada em Erechim, onde precipitações de 80 mm melhoraram a disponibilidade de forragem.

Já na Região Celeiro e Alto Jacuí, a estiagem severa impactou as pastagens anuais de verão, resultando em seca das folhas e rejeição pelos animais. Em municípios com menor volume de chuvas, o crescimento das forrageiras foi antecipado, encerrando o ciclo produtivo.

Na Campanha e Zona Sul, os campos nativos apresentaram alguma recuperação após chuvas esparsas, mas em áreas com precipitação irregular, o crescimento das plantas permanece estagnado, prejudicando a oferta alimentar para os rebanhos.

Em Santa Rosa, a reposição de umidade melhorou o desenvolvimento das pastagens, mas o estresse hídrico persiste nos solos rasos. O uso de irrigação segue intenso, e o nível de alguns reservatórios já preocupa os pecuaristas.

Diante das adversidades climáticas, muitos produtores têm recorrido ao uso de feno, silagem e ração, elevando os custos de produção.





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Exportações de açúcar caem 35% em janeiro


De acordo com os dados divulgados pela a União Nacional da Bioenergia (Udop), as exportações brasileiras de açúcar registraram uma queda de 35% em janeiro, em comparação com o mesmo período de 2024. O recuo no volume embarcado ocorre em meio a um mercado global de baixa liquidez e variações nos preços da commodity.

Na sexta-feira (7), os preços do açúcar encerraram o dia em queda tanto no Brasil quanto no exterior. Na ICE Futures, de Nova York, o contrato para março/25 do açúcar bruto foi negociado a 19,36 centavos de dólar por libra-peso, uma desvalorização de 21 pontos em relação ao dia anterior. Na semana, no entanto, a cotação se manteve estável.

O contrato para maio/25 também fechou em queda, sendo cotado a 17,86 centavos de dólar por libra-peso, uma redução de 20 pontos. Os demais contratos registraram baixas entre 2 e 19 pontos, em um dia de poucas negociações. A baixa movimentação foi atribuída à participação de diversos agentes do setor na conferência anual do açúcar em Dubai, que ocorre nesta semana.

Na ICE Futures Europe, de Londres, o açúcar branco também registrou recuo em todos os lotes. O contrato para março/25 fechou a US$ 517,70 por tonelada, uma queda de US$ 4,70 em relação ao dia anterior. O contrato para maio/25 foi cotado a US$ 502,50 por tonelada, recuando US$ 5,60. As demais negociações tiveram perdas entre US$ 1,80 e US$ 5,30.

No Brasil, o açúcar cristal também teve um dia de desvalorização. Segundo o Indicador Cepea/Esalq, da USP, o produto foi comercializado a R$ 146,71 por saca de 50 kg, contra R$ 149,23 na véspera, o que representa uma queda de 1,69%.





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Goiás lidera produção de tomate no Brasil


De acordo com a edição de fevereiro do Agro em Dados, publicação mensal da Secretaria da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Seapa), Goiás se mantém como o maior produtor de tomate do Brasil, com destaque para a produção de tomate industrial, responsável por consolidar o estado no cenário nacional. Os principais municípios produtores estão no sul e sudeste goiano, além da região do Entorno do Distrito Federal, com destaque para Cristalina, Silvânia e Morrinhos.

O sucesso da tomaticultura goiana resulta de fatores como clima favorável, localização estratégica, investimento em tecnologia e inovação agrícola. O uso de cultivares resistentes a doenças e técnicas avançadas de irrigação tem garantido um produto de alta qualidade, valorizado dentro e fora do país.

Nos últimos anos, Goiás registrou um crescimento na área cultivada e na produção de tomate. A área plantada saltou de 10 mil hectares, em 2015, para 15,7 mil hectares, em 2024, um aumento de 56,8%. Já a produção passou de 879,6 mil toneladas para 1,4 milhão de toneladas, um avanço de 66,4%.

Além do volume produzido, o estado se destaca pelo alto rendimento médio das lavouras, alcançando 93,4 toneladas por hectare, um desempenho 23,5% superior à média nacional. Com esses números, Goiás responde por mais de um terço da produção nacional de tomate.

No segmento de tomate de mesa, as variedades saladete e longa vida apresentam variação sazonal de preços, com quedas em julho, devido ao aumento da oferta, e altas a partir de outubro, quando as condições climáticas dificultam a produção. Já o tomate cereja, de maior custo de produção e valor agregado, sofre maior volatilidade de preços, influenciado pela demanda gastronômica e festividades ao longo do ano.

No mercado internacional, Goiás também se fortalece. As exportações brasileiras de tomate atingiram em 2024 o melhor desempenho desde 2018. O estado se destaca na comercialização de suco de tomate, cujas exportações começaram em 2022, com 379,5 toneladas e faturamento de US$ 339 mil. Atualmente, Goiás exporta 1,5 mil toneladas para sete países, incluindo Uruguai, Paraguai, Venezuela e Bolívia.

Nos últimos anos, houve uma mudança no perfil das exportações. Em 2021, Goiás interrompeu as vendas de tomate in natura para priorizar a exportação de suco de tomate, que hoje representa 76,4% do valor exportado pelo estado. Em janeiro de 2024, as exportações atingiram um recorde de 166,2 toneladas, um aumento de 82,8% em relação a 2023. Goiás também se destaca no mercado internacional por conseguir preços 10,6% superiores à média nacional.

No mercado de importação, o suco de tomate é o principal produto adquirido pelo estado, com maior volume nos meses de março, abril e junho. Em 2024, os Estados Unidos assumiram a liderança como principal fornecedor, superando Argentina e Itália, que lideraram em 2023.

O crescimento das exportações de derivados de tomate e a valorização do produto reforçam o potencial das agroindústrias goianas. Com uma produção consolidada e demanda crescente, Goiás tem espaço para ampliar sua competitividade global e se firmar como referência na exportação de tomate e seus derivados.





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Com seca e pragas, safra de milho segue sob alerta


Segundo o Informativo Conjuntural da Emater/RS, divulgado na última quinta-feira (6), no Rio Grande do Sul, a colheita do milho registrou avanço na última semana, passando de 38% para 43% da área projetada. A seca e o calor intenso aceleraram a maturação das lavouras, permitindo a conclusão da colheita em diversos municípios da Região Oeste do estado.

As lavouras semeadas no início do período recomendado pelo Zoneamento Agrícola de Risco Climático (ZARC) apresentaram bons resultados, com mínimos impactos climáticos. No entanto, os cultivos tardios enfrentam sérios desafios devido à estiagem prolongada, especialmente em áreas com baixo volume de chuvas.

Os plantios realizados fora do período ideal foram fortemente afetados pela falta de chuvas, resultando em perdas expressivas. As lavouras apresentam plantas menores, menor emissão foliar e falhas na polinização, comprometendo o potencial produtivo da cultura. Como a fase de enchimento de grãos ainda não ocorreu e não há previsão de chuvas significativas, o risco de queda na produtividade segue elevado.

Na Região Leste do estado, onde as precipitações foram mais frequentes, as lavouras tardias apresentam melhor desenvolvimento.

Após as chuvas no final de janeiro, alguns produtores optaram pelo plantio tardio do milho. No entanto, em algumas áreas, a opção foi por substituir o milho pela soja, devido à sensibilidade da cultura à seca e ao aumento da incidência da cigarrinha-do-milho (Dalbulus maidis).

As lavouras de milho safrinha, que ainda estão em estágio de emergência e desenvolvimento vegetativo inicial, apresentam alta infestação de cigarrinhas, exigindo grande esforço no controle fitossanitário. A praga, responsável pela transmissão de doenças como o enfezamento, pode comprometer a produtividade da segunda safra.

Diante do cenário de estiagem prolongada e pressão de pragas, especialistas alertam para impactos na produção e possíveis ajustes no mercado do grão no estado.





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