sábado, abril 4, 2026

Política & Agro

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Clima deve variar e exige atenção no campo durante o feriado


A previsão do tempo para o Carnaval 2025 indica variações climáticas em diferentes regiões do país, exigindo planejamento para quem pretende viajar ou seguir com as atividades no agronegócio. O Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) divulgou um boletim detalhado com as condições climáticas entre os dias 1º e 4 de março. Confira como será o clima e se programe.

Região Norte

O tempo deve permanecer instável em grande parte da região, com pancadas de chuva frequentes, principalmente no período da tarde e noite. Essas precipitações podem vir acompanhadas de raios, trovoadas e rajadas de vento, o que exige atenção redobrada, especialmente para quem trabalha com lavouras sensíveis à umidade excessiva. No norte do Amazonas e em Roraima, a possibilidade de chuva é menor, mas ainda há condições para pancadas isoladas no final do dia. O calor continua intenso, favorecendo a evapotranspiração e exigindo uma boa gestão hídrica para as plantações.

Região Nordeste

A previsão aponta para dias com muitas nuvens e pancadas de chuva intercaladas com períodos de sol em estados como Maranhão, Piauí, Ceará e Rio Grande do Norte. Essas precipitações podem beneficiar regiões produtoras que dependem da umidade para a lavoura, mas também podem gerar transtornos em locais com o solo saturado. Do Rio Grande do Norte até a Bahia, espera-se a ocorrência de chuvas mais intensas e localizadas, podendo impactar o escoamento da produção agrícola. No interior da região, predomina o tempo seco e quente, favorecendo a colheita e a secagem de grãos.

Região Centro-Oeste

Os produtores da região devem se preparar para chuvas distribuídas ao longo do dia, especialmente no período da tarde e noite. Essas condições climáticas podem trazer desafios para a colheita de grãos e o manejo das pastagens. Em algumas áreas de Mato Grosso, Mato Grosso do Sul e Goiás, as precipitações podem vir acompanhadas de rajadas de vento, exigindo cautela no transporte e armazenamento da produção. Apesar da instabilidade, as temperaturas se mantêm elevadas, impulsionando o crescimento vegetativo de diversas culturas.

Região Sudeste

A previsão indica dias de calor intenso, com máximas chegando a 37°C no Rio de Janeiro e 33°C em São Paulo. Essas condições favorecem a maturação de culturas como a cana-de-açúcar e a fruticultura, mas também aumentam a necessidade de irrigação nas lavouras. No entanto, áreas do litoral paulista e do Espírito Santo podem registrar chuvas isoladas, o que pode impactar regiões de produção de café e hortaliças. O predomínio de sol e tempo seco em algumas localidades também eleva o risco de incêndios em vegetações secas.

Região Sul

Os três estados da região têm previsão de temperaturas elevadas durante os dias de feriado. A sensação de calor será intensificada pelo tempo abafado e pelo aumento da nebulosidade ao longo do dia. A partir da tarde, as condições ficam favoráveis para pancadas de chuva isoladas, o que pode auxiliar na recuperação dos solos em algumas áreas, mas também pode atrasar trabalhos de colheita. No Rio Grande do Sul, o tempo quente e úmido favorece o desenvolvimento da soja e do milho, exigindo monitoramento para doenças fúngicas.





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Soja, milho e trigo: mercado ajusta posições


De acordo com informações da TF Agroeconômica, a soja registra recuperação parcial em Chicago, após as quedas anteriores, com os fundos ajustando posições. O estoque final de 8,71 milhões de toneladas previsto pelo USDA para 25/26 sustenta o mercado, mas incertezas tarifárias e boas condições climáticas na América do Sul seguem pressionando os preços. No Brasil, a cotação do CEPEA subiu 1,90% no dia, atingindo R$ 134,55 por saca.

“A soja, assim como os demais produtos, está apresentando recuperação parcial nesta manhã em Chicago, após as quedas das sessões anteriores, enquanto os fundos de investimento tentam ajustar suas posições”, comenta.

O milho opera com leves altas em Chicago, interrompendo cinco dias consecutivos de perdas. A previsão de uma safra recorde nos EUA e tarifas de 25% sobre importações do México e Canadá pesam sobre o mercado. No Brasil, o CEPEA indica avanço diário de 0,57%, com a saca a R$ 87,68. A semeadura da safrinha segue acelerada, enquanto as chuvas na Argentina podem beneficiar as lavouras.

“Após sua quinta sessão consecutiva de baixa, o milho está sendo negociado com leves ganhos em Chicago, impulsionado por problemas técnicos associados a fundos de investimento. Entre os fatores que continuam pressionando os preços estão a previsão de uma colheita recorde nos EUA na próxima temporada”, completa.

O trigo sobe nos EUA após quatro sessões de baixa, impulsionado por fatores técnicos e tensão comercial com o México. A reunião entre Trump e Zelensky, que pode impactar o mercado do Mar Negro, também está no radar dos traders. No Brasil, o CEPEA registra alta diária de 1,04% no Paraná e 0,10% no Rio Grande do Sul.

“O trigo está sendo negociado em ritmo de alta nos mercados dos EUA após cair nos quatro dias anteriores. Também neste caso, e por enquanto, questões técnicas estão influenciando os investidores, que vêm liquidando contratos de grãos”, conclui.





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Argentina libera exportação de gado em pé para abate



Medida busca descurocratizar o setor



A decisão ocorre em um momento de crescimento das exportações de carne bovina
A decisão ocorre em um momento de crescimento das exportações de carne bovina – Foto: Divulgação

O governo argentino avançou na flexibilização das exportações de gado em pé ao revogar uma norma que impedia a comercialização desses animais para abate no exterior. A decisão foi oficializada com a publicação do Decreto 133/2025 no Boletim Oficial, eliminando a proibição vigente desde 1973. A medida atende à diretriz do Decreto 70/2023, que busca eliminar barreiras ao comércio exterior e garantir maior liberdade econômica.  

O ministro de Desregulação e Transformação do Estado, Federico Sturzenegger, destacou que a restrição foi criada para garantir o abastecimento interno, mas sua manutenção ao longo dos anos se tornou injustificável. Ele argumentou que a revogação abrirá novos mercados para a pecuária argentina, permitindo ao país competir com nações como Austrália, França e Canadá, que exportam bilhões de dólares em gado vivo anualmente. No Mercosul, Brasil e Uruguai já comercializam 750 mil e 250 mil cabeças por ano, respectivamente.  

A decisão ocorre em um momento de crescimento das exportações de carne bovina, que atingiram um recorde de 629.949 toneladas em 2024, um aumento de 11,8% em relação ao ano anterior, segundo a CICCRA. No entanto, em dezembro, houve queda nas vendas devido à menor demanda da China, principal destino da carne argentina. Apesar da redução no volume exportado, o preço médio da tonelada subiu 13,5% no mês, alcançando US$ 5.168.  

Sturzenegger também inseriu a medida em um contexto mais amplo de desburocratização do comércio exterior, mencionando outras restrições, como as aplicadas à exportação de couro, carvão e sucata. Ele agradeceu o apoio do Ministério da Economia e das secretarias responsáveis pela implementação da nova política, reforçando que a liberalização permitirá maior competitividade e crescimento para o setor agropecuário argentino.

 





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Fiscalização apreende 1,3 tonelada de carne clandestina



Carga estava em total desacordo com a legislação sanitária




Foto: Divulgação

Uma operação de fiscalização agropecuária resultou na apreensão de 1,3 tonelada de carne e vísceras de origem clandestina na BR-420, no entroncamento de Jaguaquara, na Bahia. A ação ocorreu nesta quinta-feira (27) e foi coordenada pela Agência de Defesa Agropecuária da Bahia (Adab), com apoio da Polícia Militar (PM-BA), Polícia Rodoviária Federal (PRF) e Vigilância Sanitária do município.

De acordo com o fiscal estadual agropecuário e coordenador da operação, Gregório Magno, a carga estava em total desacordo com a legislação sanitária, sem rotulagem, identificação de procedência ou acondicionamento adequado. Além disso, um suíno vivo foi apreendido.

“Uma equipe técnica da Adab realizou a inspeção e constatou irregularidades na temperatura dos produtos, higiene dos veículos de transporte e condições gerais de armazenamento”, explicou Magno. Todo o material foi descartado no aterro sanitário do município.

O diretor-geral da Adab, Paulo Sérgio Luz, destacou que operações conjuntas como essa são essenciais para proteger a saúde pública e assegurar a qualidade dos produtos agropecuários. “A parceria entre os órgãos fortalece a fiscalização, prevenindo doenças e garantindo a segurança alimentar da população”, afirmou.





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Colheita no Brasil e clima na argentino pressionam a soja


A soja fechou em baixa nesta quarta-feira na Bolsa de Chicago (CBOT), refletindo o avanço da colheita no Brasil e as condições climáticas na Argentina, segundo a TF Agroeconômica. O contrato de março recuou 0,65%, cotado a US$ 1024,50/bushel, enquanto o contrato de maio caiu 0,72%, para US$ 1041,25/bushel. O farelo de soja também registrou leve queda de 0,10%, enquanto o óleo de soja recuou 1,03%, para US$ 44,97/libra-peso.  

A pressão da colheita na América do Sul contribuiu para o recuo das cotações. No Brasil, os atrasos na colheita foram praticamente eliminados, e os bons volumes registrados em algumas regiões compensam perdas em outras. Já na Argentina, chuvas recentes trouxeram alívio para áreas onde a produtividade ainda não estava definida, ajudando a reduzir preocupações sobre a safra.  

Outro fator que impactou o mercado foi a desvalorização do real frente ao dólar, próxima de 1%, o que melhora a competitividade das exportações brasileiras e incentiva vendas internas. Essa dinâmica é baixista para a CBOT, mas pode ser favorável para os produtores brasileiros, que recebem mais reais por suas vendas.  

Além disso, a possibilidade de novas tarifas impostas pelos EUA sobre a soja chinesa e europeia trouxe incertezas ao mercado. A decisão do ex-presidente Donald Trump sobre o tema segue imprevisível e pode influenciar os preços conforme eventuais sanções forem anunciadas, postergadas ou ampliadas.

“Por fim, em sua revisão semanal de estimativas, a Associação Nacional dos Exportadores de Cereais (ANEC) reduziu sua previsão para embarques de soja em fevereiro de 9,72 para 9,35 milhões de toneladas, ante 1,10 milhão em janeiro e 9,61 milhões em fevereiro do ano passado. Em relação ao farelo, a entidade ajustou sua estimativa de embarques para o mês atual de 1,91 para 1,64 milhão de toneladas, ante 1,64 milhão no mês passado e 1,45 milhão no segundo mês de 2024”, conclui.

 





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Milho voltou a subir na B3: Confira


Na Bolsa de Mercadorias de São Paulo, o milho voltou a subir com Anec revisando para cima exportações brasileiras, segundo informações da TF Agroeconômica. “Com exceção de dois pequenos ajustes negativos e pontuais, o milho da B3 voltou a ganhar tração”, comenta.

“A alta do dólar nos últimos dias estimulou as vendas nos portos, onde os prêmios voltaram a ser cotados. A Anec também elevou a perspectiva ligeiramente as exportações do milho em fevereiro, de 1,28 para 1,29 milhão de toneladas, ante 3,15 milhões em janeiro e 724.065 toneladas no mesmo mês em 2024”, completa.

Diante deste quadro, as cotações futuras fecharam de forma mista no dia. “O vencimento de março/25 foi de R$ 86,36 apresentando alta de R$ 1,54 no dia, alta de R$ 5,53 na semana; maio/25 fechou a R$ 82,20, alta de R$ 1,45 no dia, alta e R$ 5,34 na semana; o vencimento julho/25 fechou a R$ 74,16, baixa de R$ -0,01 no dia e alta de R$ 1,76 na semana”, indica.

Na Bolsa de Chicago, as informações indicam que o milho fechou em baixa com o avanço da safra da América do Sul. “A cotação de março, referência para a nossa safra de verão, fechou em baixa de -0,31 % ou $ -1,50 cents/bushel a $ 478,25. A cotação para maio, fechou em baixa de -0,15 % ou $ -0,75 cents/bushel a $ 493,50”, informa.

“Esta é a quarta sessão consecutiva em queda para o cereal, que chegou a testar pequenas altas ao longo da sessão, mas fechou o dia no vermelho. O mercado continua sob pressão devido à melhora das condições ambientais na Argentina, após as fortes chuvas recentes, com mais precipitações esperadas na próxima semana”, conclui.

 





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Milho apresenta ajustes nos estados


De acordo com a TF Agroeconômica, o mercado do milho no Rio Grande do Sul apresentou ajustes distintos entre indústria e exportação. Enquanto a indústria elevou a média de preços em R$ 1,00, a exportação reduziu no mesmo valor. As indústrias continuam comprando milho e aproveitando a modalidade “a fixar”, evitando grandes altas nos preços. Os valores de compra variam entre R$ 73,00 e R$ 75,00 por saca, dependendo da localidade. 

A exportação indicou R$ 77,00 sobre rodas para entrega entre fevereiro e março, com pagamento final em março. No Porto de Rio Grande, já foram embarcadas 133,38 mil toneladas na primeira quinzena de fevereiro, com previsão de exportação total de 750 mil toneladas até março.  

Em Santa Catarina, a colheita segue atrasada, com apenas 29% da área apta colhida, ante 39% no mesmo período de 2024. Segundo a EPAGRI, os preços do milho registraram uma leve retração em janeiro de 2025, apesar de uma alta acumulada de 13% ao longo do ano na região Oeste, devido à demanda da indústria de aves e suínos. No mercado local, cooperativas pagam entre R$ 63,50 e R$ 67,00 por saca, enquanto valores no porto variam entre R$ 72,50 e R$ 73,50, dependendo do período de entrega e pagamento.  

No Paraná, o Departamento de Economia Rural (DERAL) informou que a colheita da primeira safra está em 42%, enquanto o plantio da segunda safra alcança 65%. O milho da segunda safra apresenta boas condições, com baixa incidência de pragas. A Conab corrigiu os dados de colheita da semana anterior, reduzindo de 60% para 21% a área colhida em 16 de fevereiro. No mercado, o milho spot gira em torno de R$ 70,00/saca no interior, enquanto no porto de Paranaguá, os preços para entrega entre agosto e novembro variam de R$ 72,30 a R$ 74,50 por saca.  

No Mato Grosso do Sul, o plantio do milho safrinha está em 27% da área planejada, ainda abaixo dos 40% registrados no ano passado. As chuvas beneficiaram o desenvolvimento da lavoura, especialmente no norte do estado. No mercado físico, os preços caíram 1,52% em Campo Grande, chegando a R$ 65,00/saca, mas registraram alta em outras regiões, como Chapadão do Sul (+7,81%), Dourados e Maracaju (+4,59%). A tendência de curto prazo dependerá das condições climáticas e da evolução da demanda nos portos.

 





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Confira como está o mercado de trigo


A TF Agroeconômica destacou que o mercado de trigo no Rio Grande do Sul permanece estável, com compras para fevereiro já encerradas. O estado já comercializou 75% da safra, um recorde histórico. A moagem total prevista é de 1,9 milhão de toneladas, exigindo a importação de 500 mil toneladas. Até o momento, foram adquiridas 550 mil toneladas de trigo local e 180 mil toneladas importadas, restando ainda comprar 850 mil e 320 mil toneladas, respectivamente. No porto, o preço do trigo Milling para fevereiro chegou a R$ 1.340,00 por tonelada.

Em Santa Catarina, o mercado segue lento devido à baixa demanda por farinha, dificultando reajustes de preços. Moinhos relatam que os custos de produção não fecham com os preços de venda. O trigo gaúcho é ofertado a R$ 1.300,00 FOB, enquanto no leste catarinense, o preço chega a R$ 1.600,00 por tonelada, incluindo frete e ICMS. O preço do farelo caiu para R$ 1.100,00 ensacado, refletindo a menor demanda. Algumas cooperativas estão segurando estoques, aguardando valorização futura. Os preços pagos aos produtores mantiveram-se estáveis em várias regiões do estado, exceto em Rio do Sul, onde subiram para R$ 80,00 a saca.

No Paraná, os moinhos reavaliam suas compras devido à oferta reduzida. Há um mês, havia 200 mil toneladas disponíveis, mas agora restam apenas 40 mil, elevando os preços para R$ 1.550,00/t FOB. O trigo branqueador tem poucas ofertas, todas acima de R$ 1.700,00/t. O comprador oferece R$ 1.500,00 posto no Centro-Sul, com entrega em março e pagamento em abril. Com a colheita de milho e soja em andamento, o trigo tem sido deixado de lado. O frete segue em alta, e o trigo importado chega a US$ 265/270 no Oeste e no porto de Paranaguá. A média estadual de preços subiu 0,49%, para R$ 73,24 a saca, enquanto o custo de produção caiu para R$ 68,68, aumentando o lucro médio dos produtores de 6,10% para 6,64%.

 





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Esmagamento de soja cai 11,44% em Mato Grosso



Apesar da redução mensal, a projeção do Imea para 2025 segue otimista




Foto: Leonardo Gottems

O esmagamento de soja em Mato Grosso totalizou 840,89 mil toneladas em janeiro de 2025, representando uma queda de 11,44% em comparação ao mesmo período do ano anterior. Segundo o boletim informativo do Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (Imea), a retração está ligada à paralisação das indústrias para manutenção das plantas de processamento e à menor oferta da oleaginosa no início do ano.

Apesar da redução mensal, a projeção do Imea para 2025 segue otimista, com um acumulado de 12,77 milhões de toneladas, indicando um leve crescimento de 0,71% em relação a 2024.

O mercado também foi impactado pela decisão do Conselho Nacional de Política Energética (CNPE) de manter a mistura do biodiesel no diesel em 14% (B14), frustrando expectativas de avanço para B15 em março. A prorrogação dessa elevação pode afetar a demanda pelo óleo de soja, insumo essencial na produção de biodiesel, e consequentemente o ritmo do esmagamento no estado.

Mesmo diante desse cenário, as margens de esmagamento das indústrias apresentaram recuperação, fechando janeiro com média de R$ 742,68 por tonelada, um salto de 70,49% em relação a dezembro de 2024.





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Milho cresce 5,5% e aposta em biotecnologia



O milho safrinha continua sendo a principal parcela da colheita



O milho safrinha continua sendo a principal parcela da colheita
O milho safrinha continua sendo a principal parcela da colheita – Foto: Canva

A safra de grãos 2024/25 segue em ritmo acelerado no Brasil, com o milho se destacando entre os principais cultivos. Segundo a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), a produção deve atingir 122 milhões de toneladas, um crescimento de 5,5% em relação à temporada anterior. O milho safrinha continua sendo a principal parcela da colheita, representando mais de 78% do total. No Centro-Oeste, maior região produtora do país, agricultores apostam em híbridos de alta performance genética para maximizar produtividade e rentabilidade.  

Entre as opções, o híbrido B2701PWU, da Brevant® Sementes, tem se destacado. O produtor Adriano Luiz Barchet, da Fazenda São Domingos (MT), utilizou a variedade em 3 mil hectares na safrinha 2023/24, alcançando 180 sacas por hectare. Segundo ele, o material foi decisivo no controle da cigarrinha e apresentou ótimo desempenho em áreas irrigadas. Com ciclo precoce e tolerância ao estresse hídrico, o B2701PWU se adapta bem às condições climáticas desafiadoras da região.  

“Com isso, é importante o agricultor contar com um híbrido pesquisado e desenvolvido com características que atendam às necessidades da sua região. Avaliando desde o sistema de produção, clima, época do plantio e a tolerância às principais doenças do local. No Centro-Oeste, a melhor escolha é o B2701PWU. Ele é precoce e tem estabilidade de plantio, além de bom desempenho em condições de estresse hídrico. Por ter ciclo precoce, se desenvolve mais rápido e quando a região começa a sofrer com a seca, já está desempenhando seu potencial produtivo”, explica Eder Arakawa, Líder da Brevant® Sementes para Brasil e Paraguai.

Além da resistência ao clima, o híbrido conta com a tecnologia PowerCore® Ultra, que protege contra as principais lagartas da cultura, como lagarta-do-cartucho e broca-do-colmo. A tecnologia também oferece tolerância aos herbicidas glifosato e glufosinato de amônio, facilitando o manejo na lavoura. Outro diferencial é o tratamento de sementes LumiGEN™, que inclui fungicidas, inseticidas e bioestimulantes, garantindo melhor germinação e sanidade das plantas.  





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