sexta-feira, abril 3, 2026

Política & Agro

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Produtores combatem pragas em pomares de citros



Citricultura gaúcha enfrenta estiagem e pragas




Foto: Seane Lennon

O Informativo Conjuntural divulgado na última quinta-feira (13) pela Emater/RS-Ascar apontou que os produtores de citros no Rio Grande do Sul enfrentam desafios relacionados ao clima e à incidência de pragas.

Na região de Caxias do Sul, alguns agricultores ainda realizam o raleio dos frutos pela manhã para evitar o calor intenso. O preço do produto varia entre R$ 15,00 e R$ 20,00 por caixa de 25 kg. A bergamota da variedade Okitsu está sendo comercializada diretamente ao consumidor por R$ 5,00/kg.

Em Frederico Westphalen, os frutos apresentam bom desenvolvimento, mas a estimativa de redução na produtividade se mantém em 30%, reflexo da estiagem na fase inicial. As condições fitossanitárias estão dentro do esperado, porém há registros de clorose variegada dos citros (CVC) e da presença de ácaro-da-falsa-ferrugem e ácaro-da-leprose em algumas áreas.

Na região de Soledade, a colheita das variedades precoces segue em andamento. Os agricultores mantêm medidas de controle contra a mosca-das-frutas, visando minimizar os impactos da praga nas lavouras.

Em Santa Rosa, a bergamota Okitsu está em fase de colheita e tem sido comercializada a R$ 3,00/kg. A carga de frutos das demais variedades está abaixo do esperado. Além disso, há registros de ataques de pulgões, larva-minadora, percevejos e ácaros, que migraram das lavouras de soja para os pomares. As chuvas recentes ajudaram a amenizar os danos, melhorando o estado das folhas e reduzindo o impacto das altas temperaturas sobre os frutos.





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Falta de chuvas e calor extremo comprometem safra de soja



Chuvas irregulares impactam lavouras de soja no Rio Grande do Sul




Foto: Canva

As precipitações registradas no final de fevereiro e em 9 de março favoreceram os cultivos de soja em regiões onde os volumes foram suficientes para reabastecer a umidade do solo. Segundo o Informativo Conjuntural da Emater/RS-Ascar, divulgado na quinta-feira (13), houve recuperação da turgescência foliar e interrupção dos danos fisiológicos provocados pelo déficit hídrico anterior.

“A distribuição das chuvas foi irregular, o que resultou em diferenças significativas no potencial produtivo entre as regiões”, apontou o relatório. Em áreas de menor pluviosidade, especialmente no Noroeste e Planalto Médio, a combinação de calor intenso entre os dias 3 e 8 de março e a umidade insuficiente no solo ampliou as perdas.

Nas regiões mais afetadas, os cultivos apresentaram sinais de estresse hídrico e térmico, como murchamento foliar, interrupção do enchimento de grãos e senescência precoce. “Houve casos de maturação desuniforme e retenção foliar atípica, além da coexistência de plantas secas e verdes na mesma lavoura”, informou a Emater.

A colheita segue em ritmo lento no estado, com apenas 5% da área colhida. De acordo com a Emater/RS-Ascar, o calor excessivo provocou a abertura de vagens e debulha de grãos nas lavouras já em fase de colheita, comprometendo ainda mais a produtividade. “Os primeiros resultados confirmam grande variabilidade no potencial produtivo, influenciada pelo volume de chuvas ao longo do ciclo e pela época de semeadura”, explicou o boletim.

A área cultivada inicialmente projetada para a safra era de 6.811.344 hectares, mas houve uma redução de 1,2%, totalizando 6.729.354 hectares. “A dificuldade de implantação no momento recomendado foi o principal fator para essa redução”, ressaltou o relatório. Além disso, a estiagem afetou a produtividade média, inicialmente estimada em 3.179 kg/ha, que foi revisada para 2.240 kg/ha, refletindo as perdas ao longo do ciclo.





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monitoramento mantém controle de pragas no trigo



Chuvas pontuais beneficiam trigo no norte do Mato Grosso do Sul




Foto: Canva

O 6º Levantamento da Safra de Grãos 2024/25, divulgado pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), aponta que a colheita do trigo foi iniciada nos primeiros talhões da região centro-sul de Mato Grosso do Sul. Segundo o relatório, a estiagem registrada em alguns municípios reduziu a incidência de doenças nas lavouras. Já na região norte do estado, chuvas pontuais beneficiaram as áreas implantadas mais tardiamente.

Nas lavouras da região centro-sul, não houve registros de pragas, mas os técnicos identificaram aumento na incidência de sintomas de pinta-preta, mesmo após o manejo fitossanitário, que incluiu até nove pulverizações de fungicidas durante o ciclo da cultura. No norte do estado, os cultivos seguem conforme o planejamento, sem surtos de pragas, e com aplicações sendo realizadas de acordo com o monitoramento das lavouras.

O mercado do amendoim também apresenta avaliação positiva no plantio e na colheita. No entanto, os preços sofreram algumas reduções, embora o produto continue sendo considerado uma alternativa viável para os produtores da região. Segundo a Conab, até o momento, 45% da produção esperada já foi negociada. Além disso, contratos à base de troca foram firmados no início da safra.





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Brasil ganha novo mercado para carne bovina



Agronegócio brasileiro alcança a 35ª abertura de mercado em 2025




Foto: Pixabay

As autoridades sanitárias da Bósnia e Herzegovina aceitaram o Certificado Sanitário Internacional proposto pelo Brasil para a exportação de carne bovina. O anúncio foi feito pelo governo brasileiro e marca a abertura de um novo mercado para o produto nacional.

“A decisão do país reflete o alto nível de confiança no sistema de controle sanitário brasileiro”, informou o governo em comunicado. Com o reconhecimento, as exportações devem fortalecer as relações comerciais entre os dois países.

A Bósnia e Herzegovina, com cerca de 3,2 milhões de habitantes, já importa produtos florestais e do complexo sucroalcooleiro do Brasil. O país tem uma demanda crescente por carne bovina, abrindo espaço para o abastecimento via importação.

Com essa medida, o agronegócio brasileiro registra sua 35ª abertura de mercado em 2025, totalizando 335 novas oportunidades de negócios desde o início de 2023.

Os avanços no comércio exterior são resultado do trabalho conjunto do Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) e do Ministério das Relações Exteriores (MRE), que seguem atuando para ampliar e diversificar os destinos dos produtos agropecuários brasileiros.





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Ações europeias registram recorde de fechamento com impulso de papéis de defesa


Logotipo Reuters

 

Por Nikhil Sharma e Johann M Cherian

(Reuters) – As ações europeias registraram um recorde de fechamento nesta segunda-feira, impulsionadas pelos papéis do setor de defesa, com investidores precificando a probabilidade de aumento dos gastos militares na região, após a crescente pressão dos Estados Unidos.

O índice pan-europeu STOXX 600 fechou em alta de 0,54%, a 555,42 pontos, seu maior nível de fechamento de todos os tempos, com o setor aeroespacial e de defesa na liderança dos ganhos setoriais com um salto de 4,6%, o maior avanço diário desde que a Rússia invadiu a Ucrânia em fevereiro de 2022.

As ações de empresas de defesa subiaram: a italiana Leonardo teve alta de 8,1%, a sueca Saab AB saltou 16,2% e a britânica BAE Systems avançou 8,9%. Já o conglomerado alemão Thyssenkrupp, que está buscando cindir sua divisão de navios de guerra TKMS, subiu 19,8%, atingindo seu maior nível em mais de um ano.

A presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, disse que irá propor a isenção da defesa dos limites da União Europeia sobre os gastos do governo, em um momento em que o presidente dos EUA, Donald Trump, pediu aos membros europeus da Otan que financiem a própria defesa do continente contra um possível ataque russo.

Os líderes europeus se reuniram em Paris para uma cúpula de emergência sobre a Ucrânia, depois que as autoridades dos EUA sugeriram que a Europa não terá nenhum papel nas próximas negociações destinadas a encerrar o conflito com a Rússia.

“Os governos europeus estão prontos para ampliar ainda mais seus planos de gastos com defesa nos próximos anos, o que deve beneficiar os preços das ações das empresas europeias de defesa”, disse Jack Allen-Reynolds, economista-chefe adjunto para a zona do euro da Capital Economics.

O avanço dos rendimentos dos títulos de renda fixa impulsionaram a alta de 1% do setor bancário, que foi negociado próximo a um recorde em 17 anos, enquanto as ações imobiliárias sensíveis a juros perderam 0,7%.

Em LONDRES, o índice Financial Times avançou 0,41%, a 8.768,01 pontos.

Em FRANKFURT, o índice DAX subiu 1,26%, a 22.798,09 pontos.

Em PARIS, o índice CAC-40 ganhou 0,13%, a 8.189,13 pontos.

Em MILÃO, o índice Ftse/Mib teve valorização de 0,92%, a 38.327,72 pontos.

Em MADRI, o índice Ibex-35 registrou alta de 0,47%, a 13.016,90 pontos.

Em LISBOA, o índice PSI20 desvalorizou-se 0,46%, a 6.623,32 pontos.





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Investimentos em tecnologia batem recorde



A IA vem sendo aplicada na geotecnologia



Esse avanço beneficia setores estratégicos como Tecnologia da Informação e Geotecnologia
Esse avanço beneficia setores estratégicos como Tecnologia da Informação e Geotecnologia – Foto: Canva

O Brasil ampliou significativamente os investimentos em inovação. Em 2024, o Fundo Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (FNDCT) destinou quase R$ 13 bilhões para projetos de pesquisa e desenvolvimento, segundo o Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovações. O valor é um recorde e representa um aumento de R$ 10 bilhões em relação a 2023, quando os aportes somaram R$ 3 bilhões.  

Esse avanço beneficia setores estratégicos como Tecnologia da Informação e Geotecnologia. Para Fernanda Braga, gerente da Associação de Profissionais de Agrimensura e Topografia (APAT), o investimento aquece o mercado e impulsiona o desenvolvimento do país. Segundo ela, novas tecnologias, como Inteligência Artificial (IA), já melhoram a precisão e a eficiência no setor, facilitando análises e decisões.  

“Trata-se de um movimento importante para aquecer o mercado e estimular o desenvolvimento do país. O último ano trouxe avanços significativos ao setor e possibilitou a implementação de novos recursos tecnológicos no trabalho dos profissionais, como a inteligência artificial”, comenta.

A IA vem sendo aplicada na geotecnologia para análise de imagens de satélite e detecção de mudanças ambientais. Na topografia, auxilia na interpretação de dados e identificação de padrões, enquanto na agrimensura otimiza o planejamento territorial. Para capacitar profissionais nesse novo cenário, a APAT oferece treinamentos e parcerias com instituições tecnológicas, preparando o setor para os desafios da inovação. 

Para Fernanda, “as novas tecnologias, a exemplo da Inteligência Artificial, abrem oportunidades para aprimorar a qualidade e a eficiência dos serviços de topografia e agrimensura no Brasil por ampliarem a precisão de padronização de dados, facilitando análises e tomadas de decisões”.

 





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Conab revisa números e aponta maior exportação de soja


O 6º Levantamento da Safra de Grãos 2024/25, divulgado pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), apontou uma revisão para cima na estimativa da produção de soja no Brasil. A projeção foi ajustada em 1,36 milhão de toneladas, elevando a safra esperada de 166,01 milhões para 167,37 milhões de toneladas.

O aumento na produção teve impacto direto nas exportações da oleaginosa para o ano comercial de 2025, que foram revisadas para cima em 300 mil toneladas, totalizando agora 105,75 milhões de toneladas. Segundo o relatório da Conab, os estoques finais da safra 2024/25 sofreram redução de 583 mil toneladas.

Entre os principais ajustes, a Conab aumentou o estoque inicial em 402 mil toneladas e revisou a produção de farelo de soja em 448 mil toneladas, passando de 43,3 milhões para 43,76 milhões de toneladas. O crescimento foi impulsionado pelo aumento no volume de esmagamento. “As exportações foram ampliadas em 1,6 milhão de toneladas, chegando agora a 23,6 milhões de toneladas”, destaca o levantamento. A venda para o mercado interno, por outro lado, foi revisada para baixo, passando de 19 milhões para 16,5 milhões de toneladas, alinhando-se aos números da Associação Brasileira das Indústrias de Óleos Vegetais (Abiove).

Os ajustes também impactaram os estoques de passagem, que sofreram redução de 1,2 milhão de toneladas. A Conab destacou ainda um aumento de 9 mil toneladas no volume destinado a sementes e outros usos, além de um crescimento de 14 mil toneladas no esmagamento da safra 2023/24, o que resultou em uma redução equivalente nos estoques finais.

No mercado de óleo de soja, a produção da safra 2023/24 foi reduzida em 26 mil toneladas. Houve também queda de 7 mil toneladas na venda do produto no mercado interno e uma diminuição de 20 mil toneladas nos estoques de passagem.





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Estimativa da Conab é otimista na visão de Antônio Sartori



Consultor questiona projeção da Conab para safra gaúcha


Foto: United Soybean Board

O 6º Levantamento da Safra de Grãos 2024/25, divulgado pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), estimou a produção de soja no Rio Grande do Sul em cerca de 17 milhões de toneladas, uma redução de 13,2% em relação à safra anterior. O estado permanece como o quarto maior produtor da oleaginosa no país, atrás de Mato Grosso, Paraná e Goiás. A área cultivada foi ampliada para 6,84 milhões de hectares, com um incremento de 74,4 mil hectares, um aumento de 1,1% na comparação com a safra 2023/24.

A falta de chuvas regulares e a ocorrência de duas ondas de calor em fevereiro agravaram o estresse das lavouras, impactando diretamente a produtividade. “É profundamente lamentável ler o relatório da Conab divulgado ontem, estimando uma safra gaúcha de soja de 17,41 milhões de toneladas. Da maneira como está o clima e com a previsão que tem pela frente, a pergunta é simples: será que nós vamos colher 14? Tomara que sim, se chover até a colheita”, afirmou Antônio Sartori, consultor e sócio-fundador da Brasoja Agro Corretora.

Apesar das condições climáticas adversas, algumas chuvas pontuais foram registradas em praticamente todas as regiões, e uma precipitação mais generalizada no meio de fevereiro trouxe uma melhora visual para parte das lavouras. No entanto, a irregularidade das chuvas, somada às diferentes datas de semeadura e aos pacotes tecnológicos adotados pelos produtores, resultou em um cenário de grande variação na qualidade das lavouras dentro de um mesmo município.

A Conab segue realizando o mapeamento da área cultivada com soja no estado para ajustar suas estimativas e refletir com maior precisão a realidade da produção no Rio Grande do Sul.





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Conab prevê safra recorde de algodão em 2025



Brasil mantém liderança na exportação global de algodão




Foto: Pixabay

O 6º Levantamento da Safra de Grãos 2024/25, divulgado pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), apontou que o Brasil deve alcançar um volume recorde de 3,8 milhões de toneladas de algodão em pluma, um crescimento de 3,3% em relação à safra anterior. O aumento é impulsionado pela expansão de 5,1% na área plantada, que chegou a 2,04 milhões de hectares. Apesar do avanço, a produtividade média deve recuar 1,7%, ficando em 1,87 tonelada por hectare.

O país segue como o maior exportador mundial da fibra, posição garantida pela demanda crescente da Ásia. “O algodão brasileiro é muito bem-quisto no mundo. Devido ao preço e à qualidade apresentada, tem se mantido bastante competitivo e é vendido para vários países”, informou a Conab. A previsão é que as exportações cresçam 7,1% nesta safra, totalizando 2,97 milhões de toneladas.

No mercado interno, a expectativa é de um aumento no consumo de 2,16%, atingindo 710 mil toneladas em 2025. O setor se mostra otimista diante do crescimento econômico e da queda do desemprego no país, fatores que impulsionam a demanda por produtos têxteis.

Mesmo com o avanço das exportações e o crescimento do consumo doméstico, o estoque final de algodão deve aumentar 5,96% em relação à safra anterior, chegando a 2,5 milhões de toneladas. O volume recorde da safra e os estoques de passagem elevados contribuem para esse cenário.





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Dólar recua 0,90% e fecha semana em queda no Brasil



Dólar recua e fecha semana em queda no Brasil


Foto: Pixabay

De acordo com dados da InfoMoney, dólar encerrou a sessão desta sexta-feira (15) em queda no Brasil, refletindo o apetite global dos investidores por ativos de maior risco. A moeda norte-americana à vista recuou 0,90%, cotada a R$ 5,7451, atingindo o menor valor desde 26 de fevereiro, quando fechou a R$ 5,7450. No acumulado da semana, a desvalorização foi de 0,76%.

No mercado futuro, o contrato do dólar para abril, atualmente o mais negociado na B3, caiu 1,01%, sendo cotado a R$ 5,7640 por volta das 17h05.

A movimentação do câmbio acompanha um cenário global de maior otimismo, em que os investidores buscam ativos mais arriscados, reduzindo a demanda pela moeda norte-americana.

No mercado de câmbio comercial, o dólar foi negociado a R$ 5,745 tanto para compra quanto para venda. Já no segmento turismo, a moeda foi comprada por R$ 5,808 e vendida a R$ 5,988.





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