quinta-feira, março 26, 2026

Política & Agro

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Goiás realiza entrega de R$ 6,9 milhões na produção familiar



Goiás entrega crédito rural a 1,3 mil produtores



Foto: Pixabay

O Governo de Goiás, por meio da Secretaria de Estado de Agricultura, Pecuária e Abastecimento de Goiás, em parceria com a Emater Goiás e com apoio do Goiás Social, realizou na segunda-feira (23), em Iaciara, a entrega de cartões do Crédito Social Rural para produtores da região do Vão do Paranã. Ao todo, 1.384 produtores foram beneficiados, com investimento de R$ 6,9 milhões destinado à estruturação de atividades produtivas no campo. Segundo o governo estadual, os recursos são voltados ao fortalecimento da produção rural.

A iniciativa contemplou agricultores familiares de 17 municípios da região. De acordo com o governo, “os recursos poderão ser aplicados na aquisição de insumos, equipamentos e melhorias produtivas, conforme as atividades desenvolvidas pelos beneficiários”, permitindo a ampliação das atividades no campo e o apoio direto à produção local.

Os produtores atendidos também participaram de cursos de capacitação promovidos pela Emater Goiás, que alcançaram 1.567 pessoas. As formações abrangeram diferentes áreas produtivas ligadas à agropecuária e às atividades complementares, como processamento de alimentos e turismo rural. “Os produtores atendidos participaram de cursos de capacitação promovidos pela Emater Goiás”, informa o texto, ao destacar a integração entre assistência técnica e acesso ao crédito.





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Vórtice ciclônico mantém chuvas pelo Brasil nesta quinta, 26


De acordo com o Meteored, a tarde e a noite desta quarta-feira (25) têm previsão de pancadas de chuva no Sul do Brasil devido à atuação de uma frente fria. Instabilidades também atingem o Centro-Oeste e o Norte do país, enquanto no Sudeste as chuvas retornam após dias de calor e tempo firme, ocorrendo de forma pontual. “A tarde e noite desta quarta-feira (25) têm previsão de pancadas de chuva devido à atuação de uma frente fria sobre o Sul do Brasil”, informa o boletim.

Para esta quinta-feira (26), o sistema conhecido como Vórtice Ciclônico de Altos Níveis (VCAN) segue atuando sobre áreas do Sudeste, Centro-Oeste e Nordeste. Segundo a previsão, o fenômeno favorece pancadas de chuva isoladas, com possibilidade de eventos de intensidade moderada a forte. “O sistema favorece a ocorrência de pancadas de chuva isoladas nessas regiões”, aponta o texto.

Nas primeiras horas do dia, o centro-sul do país deve registrar céu parcialmente nublado. Uma frente fria que atuava na Região Sul perdeu força, mas outro sistema já avança, elevando as instabilidades, especialmente no Rio Grande do Sul. Ao mesmo tempo, áreas do Sudeste e do Centro-Oeste permanecem sob influência do VCAN, o que favorece a formação de nuvens carregadas e a ocorrência de chuvas, inclusive no oeste de Goiás. “O tempo permanece parcialmente nublado, com risco de chuvas durante o amanhecer”, destaca a análise.

Ao longo da tarde, a tendência é de aumento da nebulosidade em grande parte do centro-sul. Há previsão de chuvas moderadas a fortes em regiões como o Triângulo Mineiro, noroeste de Minas Gerais, Goiás e norte do Mato Grosso do Sul. “Há possibilidade de chuvas moderadas a fortes”, diz o boletim, que também alerta para a ocorrência de descargas elétricas e rajadas de vento. Em São Paulo, Rio de Janeiro e nos estados do Sul, as precipitações devem ocorrer de forma pontual e com menor intensidade.

No centro-norte do país, o VCAN também influencia o tempo, com maior concentração de instabilidades sobre Mato Grosso e áreas da Região Norte. O amanhecer deve ser marcado por muita nebulosidade e pancadas de chuva no norte mato-grossense, interior do Amazonas e extremo norte de Rondônia. “O transporte de umidade proveniente do Atlântico Equatorial […] deixa a atmosfera mais saturada”, informa o texto.

Durante a tarde, há previsão de chuvas fortes em grande parte do Acre, Amazonas e centro-oeste do Mato Grosso. O estado mato-grossense permanece em atenção por estar em fase final da colheita da soja, podendo haver impactos logísticos. Com o avanço das horas, a intensidade das chuvas diminui, mas o tempo segue fechado em áreas do Norte, com pancadas ainda previstas no interior do Pará e em parte do Amapá.

Até o fim desta quinta-feira (26), os maiores volumes de chuva devem se concentrar no sudeste do Amazonas, com acumulados superiores a 70 mm. Em regiões do noroeste do Mato Grosso e em grande parte de Acre e Rondônia, os volumes diários variam entre 23 mm e 60 mm, enquanto nas demais áreas da Região Norte os acumulados tendem a ser inferiores a 30 mm. “Os maiores volumes de chuva devem ocorrer no sudeste do Amazonas”, conclui o boletim.





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Ação entrega máquinas agrícolas em Santa Catarina



Infraestrutura rural recebe novos recursos



Foto: Pixabay

O Ministério da Agricultura e Pecuária realizou, na terça-feira (24), a entrega de máquinas e equipamentos a municípios de Santa Catarina, com foco na melhoria da infraestrutura rural. A ação foi conduzida por meio da Superintendência de Agricultura e Pecuária no Estado (SFA-SC).

A iniciativa integra o Programa Nacional de Modernização e Apoio à Produção Agrícola (Promaq), voltado ao apoio direto aos municípios e ao fortalecimento do setor agropecuário. Segundo o ministério, o objetivo é ampliar a capacidade operacional das prefeituras e contribuir para o desenvolvimento das atividades no campo.

Foram entregues oito caminhões caçamba, dois caminhões-pipa e uma motoniveladora, destinados a ações como manutenção de estradas rurais, escoamento da produção e atendimento às comunidades do interior. O investimento total foi de R$ 5,09 milhões, com recursos provenientes de emenda parlamentar.

Os equipamentos foram destinados aos municípios de Quilombo, São José do Cerrito, Lontras, Catanduvas, Rio dos Cedros, Caçador, Bom Retiro, Fraiburgo, Caxambu do Sul, Araranguá e Rio do Campo.

A solenidade contou com a presença do secretário-executivo adjunto do Ministério da Agricultura e Pecuária, Cleber Soares, que representou o ministro Carlos Fávaro. De acordo com a pasta, a ação “reforça o compromisso com o desenvolvimento regional e o fortalecimento da agricultura, promovendo melhores condições de trabalho no campo e contribuindo diretamente para a qualidade de vida dos produtores rurais”.





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Por que o açúcar reagiu à crise do petróleo



O movimento simultâneo reforça os mecanismos que conectam os dois mercados


O movimento simultâneo reforça os mecanismos que conectam os dois mercados
O movimento simultâneo reforça os mecanismos que conectam os dois mercados – Foto: Pixabay

A recente volatilidade nos mercados internacionais de energia e de commodities agrícolas tem reforçado a relação entre diferentes cadeias produtivas. As oscilações nos preços do petróleo e do açúcar voltaram a chamar atenção diante de movimentos simultâneos registrados ao longo de março.

Segundo análise do Rabobank, no dia 9 de março, em meio à escalada do conflito envolvendo o Irã, o petróleo Brent chegou próximo de USD 120 por barril, enquanto os contratos futuros do açúcar bruto na ICE, com vencimento em maio de 2026, atingiram máxima intradiária de 14,64 centavos de dólar por libra-peso, encerrando o dia a 14,59 centavos, então um dos níveis mais altos do ano. Já em 24 de março, o petróleo recuava para a faixa de USD 100 por barril, enquanto o açúcar avançava para perto de 15,50 centavos por libra-peso.

O movimento simultâneo reforça os mecanismos que conectam os dois mercados, especialmente por meio do setor de combustíveis no Brasil. A dinâmica envolve a decisão das usinas sobre o direcionamento da cana-de-açúcar entre a produção de açúcar e etanol, influenciada diretamente pela competitividade dos combustíveis fósseis.

Com a alta do petróleo, o etanol tende a se tornar mais competitivo em relação à gasolina, elevando a demanda pelo biocombustível. Esse cenário incentiva as usinas brasileiras a destinarem maior volume de cana para a produção de etanol, reduzindo a oferta de açúcar no mercado internacional.

A análise aponta que o atual patamar do petróleo, ainda que abaixo do pico observado no início do mês, permanece suficiente para sustentar essa dinâmica. Dessa forma, o cenário de preços elevados do petróleo, impulsionado pelo conflito, contribui para um viés de alta no mercado de açúcar, ao limitar a disponibilidade global do produto.

 





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Custos da safra dão salto em poucas semanas


O mercado de defensivos agrícolas tem registrado oscilações recentes nos preços internacionais, refletindo mudanças no cenário global de insumos. Segundo análise de Jeferson Souza, analista de inteligência de mercado, com base em dados da Agrinvest Commodities, já há sinais consistentes de valorização nos principais princípios ativos negociados na China.

Levantamento dos últimos 30 dias mostra alta generalizada entre diferentes moléculas. O glifosato 95% avançou 19%, passando de US$ 3,45 para US$ 4,10. O 2,4-D 97% subiu 18%, enquanto o diquat 40% teve elevação de 17%. Produtos como metribuzim e glufosinato também registraram aumentos relevantes, de 11% e 7%, respectivamente. Outros itens, como cletodim, imazethapyr e picloram, apresentaram altas mais moderadas, variando entre 4% e 5%.

O movimento ocorre em um contexto de impacto indireto da guerra sobre cadeias globais, embora a dinâmica dos defensivos seja distinta da observada em fertilizantes. Ainda assim, a tendência de alta na China já começa a influenciar as discussões no Brasil, onde o mercado tenta diferenciar o que é efeito especulativo e o que tem आधार em fundamentos.

Há cerca de um mês e meio, o cenário era oposto, com quedas relevantes em produtos como o cletodim, em um momento em que os preços atingiam mínimas históricas. A reversão recente reforça a importância de acompanhar a formação internacional de preços, especialmente porque o Brasil depende quase integralmente de importações.

O cenário ganha ainda mais relevância diante da formação de custos da safra 2026/27. Nos últimos cinco meses, o custo total com insumos, incluindo fertilizantes, sementes e defensivos, já aumentou mais de 3,5 sacas por hectare, pressionando o planejamento do produtor rural.

 





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O que os dados escondem sobre os riscos no Brasil



Essa diferença reflete não apenas percepções, mas realidades distintas


Essa diferença reflete não apenas percepções, mas realidades distintas
Essa diferença reflete não apenas percepções, mas realidades distintas – Foto: Pixabay

A percepção de riscos globais varia conforme o nível de desenvolvimento e o contexto de cada país. Segundo o Munich Security Conference, economias menos desenvolvidas tendem a priorizar mudanças climáticas e eventos extremos, enquanto países mais ricos concentram preocupações em cibersegurança, crises econômicas e tensões geopolíticas.

O Munich Security Index 2026 mostra o Brasil com índices elevados para mudanças climáticas e incêndios florestais, liderando a lista de preocupações nacionais. Em contraste, Alemanha e Reino Unido apontam ciberataques como principal risco, enquanto Estados Unidos e Japão destacam crises econômicas e instabilidade política.

Essa diferença reflete não apenas percepções, mas realidades distintas. Ainda assim, no caso brasileiro, os dados territoriais indicam um cenário mais equilibrado. Estudos apresentados pela Embrapa Territorial na COP30 mostram que cerca de 65% do território nacional permanece com vegetação nativa, enquanto menos de um terço é ocupado pela agropecuária, com participação dos produtores na preservação.

Para Gustavo Spadotti A. Castro, chefe-geral da Embrapa Territorial, o país demonstra que é possível conciliar produção e conservação em larga escala. A análise reforça que percepção de risco e realidade nem sempre caminham juntas, o que amplia a importância de decisões baseadas em dados qualificados.

“Traduzir o que está no território (produção, uso da terra, riscos reais etc) em informação qualificada para decisão. Mo fim, o maior risco não é aquele que mais aparece no debate. É aquele que não está sendo corretamente compreendido!”, conclui.

 





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A crise atual não é de petróleo, diz especialista



Duas decisões recentes ajudam a explicar esse contexto


Duas decisões recentes ajudam a explicar esse contexto
Duas decisões recentes ajudam a explicar esse contexto – Foto: Pixabay

O cenário internacional tem direcionado atenções para questões energéticas, mas movimentos recentes no mercado de insumos agrícolas indicam um risco menos visível e potencialmente mais amplo. Segundo análise de José Carlos de Lima Júnior, sócio da Markestrat Group e cofundador da Harven Agribusiness School, a atual pressão global está concentrada na oferta de nutrientes essenciais à produção de alimentos.

Duas decisões recentes ajudam a explicar esse contexto. A Rússia, um dos principais exportadores globais de nitrato de amônio, suspendeu temporariamente suas exportações para priorizar o abastecimento interno. Paralelamente, a China ampliou restrições sobre embarques de fertilizantes, incluindo produtos NPK e fosfatados como MAP e DAP, reduzindo a oferta disponível no mercado internacional.

Esse movimento ocorre enquanto o foco global permanece voltado à energia, criando um descompasso entre atenção política e riscos efetivos. Na prática, o sistema alimentar começa a enfrentar limitações silenciosas que podem comprometer a produtividade agrícola em escala global.

A avaliação aponta que a próxima crise pode estar relacionada diretamente à capacidade de produção no campo. Diferentemente do petróleo, que conta com estoques estratégicos em diversos países, os fertilizantes ainda não são tratados com a mesma prioridade, apesar de seu papel central na garantia de oferta de alimentos.

No caso brasileiro, o cenário é particularmente sensível. O país consome cerca de 45 milhões de toneladas de fertilizantes por ano e depende majoritariamente de importações. Mesmo com avanços institucionais recentes, como a Lei 14.385/22, ainda não há estoques estratégicos relevantes que protejam o setor.

Sem essa proteção, o Brasil pode enfrentar um duplo impacto na safra 2026/27, com redução de produtividade e elevação de custos. A análise reforça que a segurança alimentar começa antes do plantio, no acesso aos nutrientes, que se tornam cada vez mais escassos no cenário atual.

 





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Brasil já lidera em bioinsumos, mas precisa consolidar avanço da indústria, afirma presidente da ANPII Bio


O mercado de bioinsumos segue em expansão no Brasil, mas ainda enfrenta desafios para ganhar escala nacional. Durante o 3º Workshop de Inteligência de Mercado da ANPII Bio, Thiago Delgado, presidente da entidade, afirmou que o principal entrave está na eficiência dos produtos biológicos frente aos defensivos químicos, embora o país já ocupe posição de liderança no setor.

Eficiência ainda é o principal desafio

Na avaliação de Thiago Delgado, o avanço dos bioinsumos no país depende, прежде de tudo, da capacidade de a indústria entregar soluções com desempenho equivalente — ou superior — ao dos produtos químicos convencionais.

“O principal gargalo hoje é que nós precisamos ter bioinsumos que tenham efeito, seja de controle ou seja de promoção de crescimento ou de solubilização, mais eficientes. Ao ponto da gente conseguir, por exemplo, substituir um bioinseticida, um inseticida químico, ou substituir um fungicida químico”, afirmou.

Segundo ele, hoje os produtos biológicos ainda atuam majoritariamente dentro de um sistema de manejo integrado, convivendo com os químicos em vez de substituí-los por completo. Para Delgado, esse quadro tende a mudar à medida que novas tecnologias entreguem resultados mais consistentes no campo.

Um dos exemplos citados por ele é o segmento de nematicidas. “Os nematicidas tiveram um controle melhor que os químicos e ocupam hoje mais de 80% do mercado de controle de nematoides”, disse. Para o presidente da ANPII Bio, esse caso mostra que, quando o produto biológico alcança alto nível de eficiência, a adoção cresce de forma acelerada.

Thiago Delgado ressalta que o Brasil reúne condições únicas para se firmar de forma definitiva como líder global em bioinsumos. Entre os fatores favoráveis, ele destaca a biodiversidade, a pressão tropical de pragas e doenças e a capacidade técnica instalada em pesquisa pública e privada. “O Brasil tem todas as possibilidades para isso”, afirmou. “A gente tem uma natureza de país tropical muito rica em diversidade de micro-organismos”, acrescentou.

De acordo com ele, o ambiente tropical brasileiro, embora mais desafiador do ponto de vista fitossanitário, também impulsiona o desenvolvimento de soluções mais robustas e adaptadas às condições reais de produção. Isso vale tanto para doenças quanto para insetos-praga, cujos ciclos são mais rápidos no país.

“Aqui os ciclos dos micro-organismos, dos insetos, eles são muito mais acelerados”, explicou. Para Delgado, essa característica obriga a indústria a inovar com mais velocidade e eficiência, o que acaba se convertendo em vantagem competitiva.

Ele também ressaltou a qualidade da base de pesquisa nacional. “Nós temos pesquisas, sejam privadas, sejam estatais, institutos de pesquisas muito bons. A gente saiu na frente realmente dos concorrentes”, afirmou. O Brasil já ocupa posição de destaque global, mas ainda precisa transformar essa vantagem em liderança consolidada. “nós já temos a liderança. Agora temos que consolidar essa liderança de forma definitiva”, disse. Segundo ele, trata-se de “um ativo muito bom para o agronegócio brasileiro”.

Outro ponto abordado por Thiago Delgado foi o avanço das grandes multinacionais sobre o mercado de bioinsumos. Na leitura dele, esse movimento é impulsionado pela percepção de que os biológicos podem reduzir espaço de segmentos já consolidados, como defensivos químicos e fertilizantes minerais.

Segundo Delgado, empresas globais ligadas a químicos enxergam os bioinsumos como parte de uma nova agenda de controle de pragas e doenças. Já as multinacionais de fertilizantes acompanham de perto o avanço de tecnologias como os solubilizadores de fósforo, que também podem alterar a dinâmica de mercado.

Ainda assim, ele avalia que há espaço para coexistência entre grandes grupos e empresas menores, desde que estas últimas apostem em especialização e base técnica sólida. “Eu acredito que vai haver espaço para as pequenas que levarem uma pesquisa séria, que se tornarem especialistas em determinados segmentos ou produtos. E eu vejo a possibilidade de coexistir os dois negócios”, disse.

Por outro lado, Delgado reconhece que as multinacionais entram no setor com forte capacidade de investimento e devem conquistar fatia relevante do mercado. “Sem dúvida que as multinacionais estão vindo com alto investimento e elas vão conseguir um mercado importante”, declarou.

 





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Tecnologia elimina até 90% dos resíduos de pesticidas



25% dos alimentos vegetais analisados no país apresentam algum tipo de irregularidade


Cerca de 25% dos alimentos vegetais analisados no país apresentam algum tipo de irregularidade
Cerca de 25% dos alimentos vegetais analisados no país apresentam algum tipo de irregularidade – Foto: Divulgação

A presença de resíduos químicos em alimentos segue como um dos principais desafios para a segurança alimentar, especialmente em produtos de origem vegetal consumidos diariamente. Mesmo com práticas convencionais de higienização, a remoção completa dessas substâncias ainda enfrenta limitações, o que mantém o tema em evidência entre especialistas e consumidores.

Dados da Agência Nacional de Vigilância Sanitária indicam que cerca de 25% dos alimentos vegetais analisados no país apresentam algum tipo de irregularidade, seja por níveis de agrotóxicos acima do permitido ou pela utilização de substâncias não autorizadas. Esse cenário evidencia a dificuldade de eliminação dos contaminantes apenas com lavagem em água corrente ou soluções tradicionais, sobretudo quando os compostos já estão aderidos ou parcialmente absorvidos pelos alimentos.

Nesse contexto, tecnologias baseadas em ozônio e plasma frio começam a se destacar como alternativas mais eficientes. Testes apontam que esses métodos podem reduzir em até 90% os resíduos de pesticidas, além de atuar na eliminação de microrganismos. O processo ocorre por meio da oxidação química, já que o ozônio reage com as moléculas presentes nos pesticidas, promovendo sua degradação sem gerar novos resíduos.

Segundo Bruno Mena, PhD em química e CEO da Wier, o ozônio apresenta capacidade de degradar essas substâncias de forma eficiente e segura, além de se decompor rapidamente em oxigênio após a reação. A tecnologia já vem sendo aplicada em etapas como pós-colheita e processamento, e também pode ser utilizada na higienização antes do consumo.

Além da redução de resíduos químicos, o método contribui para o controle microbiológico dos alimentos. O avanço dessas soluções acompanha uma mudança no comportamento do consumidor, mais atento à qualidade e à segurança do que consome, o que tende a impulsionar a adoção de práticas mais eficientes ao longo da cadeia alimentar.

 





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Silagem de milho mantém produtividade


A cultura do milho destinado à produção de silagem apresenta desenvolvimento escalonado no Rio Grande do Sul, conforme a época de semeadura, segundo o Emater/RS-Ascar. De acordo com o Informativo Conjuntural divulgado na quinta-feira (19), “nas áreas implantadas no cedo ou intermediárias, a ensilagem está concluída, e os cultivos tardios avançam para estádios vegetativos e reprodutivos”.

O relatório aponta que as condições climáticas ao longo do ciclo favoreceram as lavouras implantadas no período preferencial. “De maneira geral, as condições climáticas ao longo do ciclo foram favoráveis para as lavouras implantadas no período preferencial, resultando em produtividades satisfatórias e adequada qualidade do material ensilado”, informa o documento. Já nas áreas de semeadura tardia, o desenvolvimento ocorre sob influência de precipitações irregulares. “Até o momento, não resultaram em perdas expressivas, mas depende de chuvas para a consolidação dos componentes de rendimento”, destaca.

A estimativa estadual indica área cultivada de 345.299 hectares e produtividade média de 37.840 kg por hectare. Na região de Caxias do Sul, houve redução de produtividade durante a colheita para silagem. “Houve queda de produtividade em função da irregularidade das chuvas na fase de floração e enchimento de espigas”, aponta o informativo.

Em Erechim, a colheita está próxima da conclusão, com cerca de 95% da área colhida e produtividade média de 44.570 kg por hectare. Já na região de Ijuí, as lavouras de safrinha avançam para a fase reprodutiva. “As áreas mais adiantadas já apresentam emissão do pendão floral”, registra o levantamento, acrescentando que os produtores acompanham as condições hídricas para garantir a formação de massa e grãos.

Na região de Passo Fundo, as lavouras de safrinha seguem em desenvolvimento vegetativo, sem indicativos de comprometimento relevante do potencial produtivo até o momento. Em Santa Maria, a área cultivada soma 10.155 hectares, com produtividade média de 30.534 kg por hectare, refletindo condições favoráveis no início do ciclo.

Na região de Soledade, as lavouras semeadas entre novembro e janeiro estão majoritariamente em fase reprodutiva. “O cenário atual é de irregularidade hídrica, mas sem impactos expressivos até o momento”, conclui o relatório.





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