sexta-feira, abril 3, 2026

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Soja encerra semana em queda em Chicago


A soja encerrou o dia e a semana em queda na Bolsa de Chicago (CBOT), pressionada pela escalada da guerra tarifária dos Estados Unidos, segundo a TF Agroeconômica. O contrato de maio, referência para a safra brasileira, recuou 0,32%, fechando a $1009,75 por bushel, enquanto o vencimento de julho caiu 0,37%, para $1021,50 por bushel. O farelo de soja avançou 1,08%, cotado a $300,3 por tonelada curta, enquanto o óleo de soja perdeu 1,64%, negociado a $42,01 por libra-peso.  

A queda da oleaginosa foi influenciada pela entrada da safra recorde do Brasil e pelas incertezas sobre novas tarifas dos EUA. A Casa Branca estuda impor taxas extras a embarcações ligadas à China, o que pode reduzir a competitividade do exportador americano. Esse cenário desestimula as compras chinesas de soja dos EUA, aumentando a pressão sobre os preços em Chicago.  

Além disso, a estatal chinesa Sinograin anunciou um leilão de 160 mil toneladas de soja para a próxima terça-feira, na primeira venda desde janeiro. A medida busca aliviar a oferta restrita que levou processadores a interromperem a produção. No entanto, com a proximidade da chegada da safra brasileira aos portos chineses, o mercado deve evitar pagar prêmios elevados.  

No acumulado da semana, a soja caiu 0,62% ou $6,25 cents/bushel. O farelo de soja perdeu 1,83%, recuando $5,6 por tonelada curta, enquanto o óleo de soja subiu 1,01%, avançando $0,42 por libra-peso.

“O dólar apresentou alta firme nesta sexta-feira, 21, e voltou a superar o nível de R$ 5,70,

acompanhando a onda de fortalecimento da moeda norte-americana no exterior, em dia marcado por apreensão sobre os impactos das tarifas do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, sobre a economia dos EUA”, conclui.

 





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Mercado de milho exige cautela



No Brasil, a safrinha se consolida e os preços das carnes e do etanol recuam



No Brasil, a safrinha se consolida e os preços das carnes e do etanol recuam
No Brasil, a safrinha se consolida e os preços das carnes e do etanol recuam – Foto: USDA

A TF Agroeconômica alerta que o mercado de milho exige cautela neste momento, recomendando paciência e evitando riscos desnecessários, uma vez que o cenário pode mudar drasticamente. A expectativa sobre as tarifas recíprocas que entrarão em vigor em 2 de abril pode alterar o panorama mundial e nacional, especialmente para o Brasil, um dos principais exportadores. Diante disso, a recomendação é aguardar antes de tomar decisões estratégicas.

Entre os fatores de alta para os preços do milho, destaca-se o desempenho positivo da indústria de etanol nos Estados Unidos, que registrou aumento semanal na produção e redução dos estoques. Essa indústria consome cerca de 37% da safra norte-americana, tornando qualquer mudança em seu cenário um fator de impacto direto nos preços do grão.

Por outro lado, há fatores de baixa que pressionam o mercado. Investidores têm adotado uma postura cautelosa frente a possíveis mudanças radicais. Além disso, no Centro-Oeste dos EUA, a previsão de chuvas leves para os próximos dias pode favorecer o início do plantio da safra 2025/2026, reduzindo preocupações climáticas. 

No Brasil, a safrinha se consolida e os preços das carnes e do etanol recuam, apesar de ainda estarem em alta no acumulado do ano. O frango teve sua projeção de alta reduzida de 3,01% para 2,29%, enquanto os suínos caíram de 6,97% para 3,61%. O etanol hidratado desacelerou de 6,79% para 4,24%, e o anidro de 7,84% para 6,03%. Diante desse cenário, o mercado de milho segue em compasso de espera, avaliando o impacto das tarifas internacionais e das movimentações no setor agroindustrial.

 





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Dia 1: Apesar de solos úmidos, perda de potencial produtivo nas províncias…


Logotipo Notícias Agrícolas

A segunda-feira (17) foi bastante produtiva em terras argentinas para a equipe do Crop Tour Argentina Notícias Agrícolas e Grupo Labhoro deste ano. Na província de Buenos Aires, uma das mais importantes da Argentina, o grupo visitou regiões como Barradero, Diego Gaynor, chegando a Vila Ramallo, passando por Santa Coloma, entrando na província de Santa Fé, por Pavón. 

Nas últimas regiões visitadas em Buenos Aires, o grupo registrou uma condição um pouco mais agressiva de deterioração das lavouras. “Em Santa Coloma, a situação é mais preocupante: as lavouras, severamente impactadas pela estiagem inicial, apresentam porte reduzido e entraram em floração precocemente. O solo está úmido, mas a densidade populacional é menor, com 13,2 plantas por metro e espaçamento de 35 cm”, informou o diretor geral do Grupo Labhoro, Ginaldo Sousa. 

Ao longo de toda esta semana, acompanhe as fotos das paradas deste primeiro dia, além da cobertura completa ao longo de toda esta semana aqui no Notícias Agrícolas. Serão percorridos cerca de quatro mil quilômetros. As imagens são de Daniel Olivi. 

AROCENA, SANTA FÉ

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Lavouras de soja na região de Arocena, Santa Fé – Fotos: Daniel Olivi

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MACIEL, SANTA FÉ

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Lavouras de soja na região de Maciel, Santa Fé – Fotos: Daniel Olivi

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PAVÓN, SANTA FÉ

Já na região de Pavón, em Santa Fé, os solos também estavam úmidos, com cerca de 25 plantas por metro, em um espaçamento de 50 cm e, aproximadamente, 19 vagens por pé. Na região, foram visitadas também lavouras de sorgo. 

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Lavouras na região de Pavón – Fotos: Daniel Olivi

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VILA RAMALLO, BUENOS AIRES

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Lavouras na região Vila Ramallo – Fotos: Daniel Olivi

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BARRADERO, BUENOS AIRES

Na região de Barradero, por exemplo, é possível observar o solo úmido, com as lavouras ainda no estágio de floração e retomando seu fôlego. “As lavouras, naturalmente, se revigoram, têm uma capacidade de recuperação impressionante, mas as lavouras sentiram o peso das altas temperaturas e da falta de chuvas no início de janeiro”, relata Ginaldo Sousa, diretor geral do Grupo Labhoro. 

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Lavouras na região de Barradero – Fotos: Daniel Olivi

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DIEGO GAYNOR, BUENOS AIRES 

Direto da região de de Diego Gaynor, Sousa ainda afirma que “as lavouras perderam seu grande potencial produtivo. Aqui tem que continuar chovendo, mas não há previsão de chuvas para os próximos sete dias, e isso é preocupante”. 

“A seca que aconteceu no mês de janeiro causou impacto nesta soja, ela começou a florescer, há plantas com algumas vagens em formação e, ao mesmo tempo, com estas chuvas, voltou a dar um novo estímulo. Afeta o potencial produtivo, com certeza, mas ainda tem boas produtividades desde que continue chovendo daqui pra frente”, diz Charles Wolmann, que também aocompanha o grupo. 

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Lavouras na região de Diego Gaynor – Fotos: Daniel Olivi

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Milho devolve os ganhos na B3


O milho da Bolsa de Mercadorias de São Paulo (B3) devolveu os ganhos do começo da semana e fechou o acumulado em baixa, segundo informações da TF Agroeconômica. “Na semana em que o contrato de maio chegou a ser cotado em R$ 84,44 em uma sequência de forte alta, o milho na B3 fechou em R$ 79,61, queda de -0,45 % na semana”, comenta.

“Com a reta final da colheita da soja e uma safra de milho safrinha mais definida, a indústria tirou o pé do acelerador para a recomposição de estoques. O transporte está estabilizando seus preços, o que deve facilitar o acesso ao grão estocado e de primeira safra. Apesar da boa demanda externa, os portos estão voltados para o embarque de soja. O que reduz a

competição pelo grão entre o mercado interno e externo. O investidor também ficou atento ao boato de importação de milho americano para a região norte/nordeste, visto uma melhor negociação de preços. Com isso as cotações do milho na B3 recuaram na semana, praticamente na mesma velocidade em que subiram”, completa.

Diante deste quadro, as cotações futuras fecharam de forma mista no dia. “O vencimento de maio/25 foi de R$ 79,61 apresentando baixa de R$ -0,72 no dia, baixa de R$ -0,36 na semana; julho/25 fechou a R$ 72,78, baixa de R$ -0,08 no dia, alta de R$ 0,35 na semana; o vencimento setembro/25 fechou a R$ 72,22, alta de R$ 0,06 no dia e alta de R$ 0,15 na semana”, indica.

Na Bolsa de Chicago, o milho fechou o dia em baixa com cautela do mercado, mas a semana foi positiva. “A cotação de maio, referência para a nossa safra de verão,fechou em baixa de -1,01 % ou $ -4,75 cents/bushel a $ 464,25. A cotação para maio, fechou em baixa de -0,84 % ou $ -4,00 cents/bushel a $ 471,50”, informa.

“A cautela dos investidores quanto às alterações sobre tarifas comerciais levaram à realização de lucros, acumulados ao longo da semana, nesta sexta-feira. Os EUA devem ter uma nova safra recorde de milho em 2025, onde a exportação é parte significativa dos seus lucros. Tanto que, o bom ritmo de exportação do milho americano está mantendo as cotações em um patamar acima do visto no ano anterior. Com isso o milho fechou o acumulado da semana em alta de 1,25 % ou $ 5,75 cents/bushel”, conclui.

 





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Confira como o milho encerrou a semana


No mercado de milho do Rio Grande do Sul, algumas indústrias bem posicionadas para abril, não estão forçando o mercado, mas quem está curto, sujeita-se a vontade do vendedor, pois não tem opção de onde vir milho, segundo informações da TF Agroeconômica. “Armazenadores, realizam vendas, na medida que o produtor vende. Vendas já atingiram patamares de mais de 55% do que está sendo colhido no estado. Pedidas variam de R$ 75,00 a R$ 80,00 interior, março/abril cheio. preços de pedra em Panambi, subiram para R$ 69,00 a saca”, comenta.

Em Santa Catarina, cooperativas locais estão pagando R$70,00 em Campo Alegre, R$ 69,00 em Papanduva, R$71,00 para o oeste do estado e R$ 71,00 para a região serrana. “No porto, foram vistos valores entre R$ 72,00 para entrega em agosto e pagamento em 30/09 até R$ 73,00 para entrega em outubro e pagamento em 28/11”, completa.

No Paraná, as ofertas para o milho spot giram ao redor de R$ 72,00/saca no interior. “Para a  safrinha no porto de Paranaguá os compradores oferecem R$ 69,50 com entrega em agosto e pagamento em 30/09, R$ 70,50 com entrega em setembro e pagamento em 30/10, R$ 71,50 com entrega em outubro e pagamento em 30/11 e R$ 72,30 com entrega em novembro e pagamento em 30/12”, indica.

No Mato Grosso do Sul os preços oscilaram. “As cotações no mercado físico ficaram estáveis. Campo Grande, assim como em Maracaju. Chapadão caiu -3,14% para R$ 73,61, Dourados subiu 2,70% para R$ 77,84. Os relatos são de negociações pontuais no estado, sem a indústria pressionando novas altas”, conclui a consultoria agroeconômica.

 





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Qual o cenário do milho em Goiás?


Desde agosto de 2024, o preço do milho segue em trajetória de valorização, atingindo, na segunda quinzena de fevereiro, patamares superiores a R$ 80,00 por saca, o maior valor dos últimos 22 meses. Segundo o Agro em Dados de março, da Secretaria de Estado de Agricultura, Pecuária e Abastecimento de Goiás, a alta se deve à menor oferta do grão no curto prazo, ao aumento da demanda interna e às preocupações com a janela da safrinha.

Para os próximos meses, as condições climáticas serão determinantes para o sucesso da safra, especialmente entre abril e maio, período crítico para o desenvolvimento do cereal.

As exportações brasileiras de milho em janeiro caíram 26,3%, reflexo do aumento da demanda doméstica e da redução nas compras pela China (-87,6%) e pelo Vietnã (-27,7%), quando comparadas ao mesmo período de 2024.

Apesar desse cenário, Goiás se destacou como o segundo maior estado exportador do país, registrando crescimento de 127,9% no volume embarcado em relação a janeiro de 2024. O aumento se deve principalmente ao avanço das compras pelo Vietnã (+85,1%) e pelo Irã, que ampliou suas aquisições em quase seis vezes. Além disso, Bangladesh, Egito e Iraque importaram milho goiano pela primeira vez em janeiro, já que, em 2024, suas compras ocorreram apenas no segundo semestre.

No cenário global, o Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) revisou para baixo a estimativa de produção de milho. Houve redução de 1 milhão de toneladas na safra da Argentina, impactada por condições climáticas adversas. Para o Brasil, a projeção também caiu 1 milhão de toneladas, totalizando 126 milhões de toneladas, e a previsão de exportação recuou na mesma proporção, para 46 milhões de toneladas. A produção e os estoques mundiais foram ajustados para baixo em 1,8 milhão e 3 milhões de toneladas, respectivamente, em relação à estimativa anterior.





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Trigo está em um momento decisivo



As condições climáticas nos Estados Unidos ainda não são ideais



As condições climáticas nos Estados Unidos ainda não são ideais
As condições climáticas nos Estados Unidos ainda não são ideais – Foto: Canva

A TF Agroeconômica destaca que o mercado de trigo está em um momento decisivo, com diversos fatores influenciando os preços no curto, médio e longo prazo. A proximidade do prazo para a imposição de tarifas por Donald Trump sobre importações mexicanas pode alterar significativamente o comércio global e fortalecer o dólar, impactando diretamente o trigo

Além disso, as condições climáticas nos Estados Unidos ainda não são ideais, com níveis de seca superiores aos do ano passado, e as exportações russas caíram 50% em relação à média histórica. Apesar disso, os fundos especulativos mantêm posições baixistas, o que pode reverter rapidamente caso o cenário se modifique.

Diante desse contexto, a recomendação para os moinhos é aproveitar os preços atuais e garantir contratos de compra por meio de operações de CALL na Bolsa de Chicago. O objetivo é reduzir os custos da matéria-prima no Brasil, que já iniciou uma trajetória de alta e deve continuar subindo nos próximos quatro meses. Esse movimento é impulsionado tanto pelos fatores externos quanto pela dinâmica interna do mercado, onde a demanda permanece firme.

Já para agricultores, cerealistas e cooperativas, a orientação é aguardar a valorização do trigo, mas sempre considerando os custos de armazenagem e financeiros da manutenção do estoque. A análise da TF Agroeconômica indica que os preços da safra 2024/25 pagos aos produtores refletem os valores atuais apenas ajustados pelos custos de carregamento. Dessa forma, para justificar a retenção do trigo, é essencial que as vendas futuras sejam realizadas acima desses níveis projetados.

 





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Soja, milho e trigo iniciam semana em queda


De acordo com a TF Agroeconômica, os mercados agrícolas abriram a semana sob pressão, com quedas para soja, milho e trigo na Bolsa de Chicago (CBOT). A soja para maio iniciou o dia cotada a US$ 1007,75 por bushel, recuando 2 pontos, reflexo da entrada da safra brasileira e das incertezas sobre tarifas recíprocas a partir de abril. No Brasil, o preço da soja subiu levemente para R$ 133,38/sc, impulsionado pela quebra da safra gaúcha, que preocupa a indústria local quanto ao abastecimento. No Paraguai, o valor FAS em Assunção foi de US$ 361,04.  

“No Brasil, o preço está levemente maior, devido à forte quebra da safra gaúcha, onde estão localizadas importantes indústrias, que se preocupam com o seu abastecimento”, comenta.

O milho também abriu em baixa, com o contrato de maio em Chicago caindo para US$ 461,00 por bushel (-3,25 pontos), mantendo a tendência de realização de lucros da última sexta-feira. A guerra tarifária nos EUA impacta as exportações para o México e o etanol de milho para o Canadá, gerando incertezas. No Brasil, o milho na B3 caiu 0,90%, para R$ 79,61/sc, enquanto no indicador CEPEA teve leve alta diária de 0,07%, chegando a R$ 90,14/sc. O avanço da safrinha e o início da colheita da primeira safra mantêm o mercado doméstico tranquilo, com compradores pressionando os preços.  

“No Brasil, o bom andamento da Safrinha e a entrada da primeira safra transmitem tranquilidade aos compradores,  que pressionam os preços locais”, completa.

O trigo seguiu a mesma tendência, com o contrato de maio em Chicago recuando 6,75 pontos, para US$ 551,50 por bushel, após lucros da alta na última sexta-feira. A recente valorização foi impulsionada pelos conflitos no Mar Negro e pelos impactos de tufões na Ásia. No Brasil, a escassez do cereal eleva os preços, com o CEPEA apontando alta de 0,35% no Paraná (R$ 1.531,87/t) e de 0,60% no Rio Grande do Sul (R$ 1.431,94/t). A importação de trigo paraguaio também segue em alta, com cotações variando entre US$ 240 e US$ 290.

“No Brasil, a escassez de trigo está elevando sistematicamente os preços nos dois principais estados produtores e a importação de trigo paraguaio”, conclui.

 





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Expoagro Afubra começa nesta terça em Rio Pardo (RS)


A 23ª edição da Expoagro Afubra tem início nesta terça-feira (25) em Rio Pardo (RS) e segue até o dia 28 de março. O evento, voltado ao setor agropecuário, terá entrada e estacionamento gratuitos.

Criada para apresentar as potencialidades do setor ao produtor rural, a feira promove a diversificação da atividade agrícola, oferecendo informações, inovação e oportunidades de negócios. De acordo com a organização, 73% do público visitante é formado por agricultores.

O coordenador da Expoagro Afubra, Marco Antonio Dornelles, destaca que esta edição será especial. “Por ser um ano especial em que a Afubra completa 70 anos, queremos reunir os convidados num evento festivo. Para isso, estamos convidando prefeitos, secretários municipais de Agricultura, presidentes de Câmaras de Vereadores, chefes de escritórios municipais da Emater e presidentes de sindicatos Rurais e dos Trabalhadores Rurais, além de autoridades regionais, estaduais e nacionais, bem como lideranças do setor e a imprensa. Será um momento de falar sobre a Afubra e a feira e também de agradecer todo o suporte e apoio que recebemos na organização da Expoagro Afubra”, afirmou.

A primeira edição da feira ocorreu em 2001, no formato de um dia de campo. Desde então, a iniciativa expandiu suas atividades e se consolidou como a maior feira brasileira voltada à agricultura familiar.

Na edição de 2024, a Expoagro Afubra recebeu 154 mil visitantes e movimentou R$ 310 milhões em negócios, com a participação de 517 expositores do setor agropecuário.

A Afubra foi fundada com o objetivo de fortalecer o produtor de tabaco. Com o tempo, passou a incentivar a diversificação das propriedades rurais como estratégia para ampliar a renda dos agricultores.

O evento acontece no Parque da Expoagro Afubra, localizado no Rincão del Rey, BR-471, Km 161, em Rio Pardo (RS). As atividades ocorrem das 8h às 18h.





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Cuidado com bezerras é essencial para produtividade



“Entram nessa lista de preocupações os cuidados com agentes patogênicos”



“Entram nessa lista de preocupações os cuidados com agentes patogênicos"
“Entram nessa lista de preocupações os cuidados com agentes patogênicos” – Foto: Pixabay

O Brasil está entre os maiores produtores de leite do mundo, com uma oferta anual de aproximadamente 35 bilhões de litros. Para garantir a eficiência e o aumento da produtividade, a atenção especial às bezerras é indispensável. Segundo Wiliam Tabchoury, engenheiro agrônomo e gerente da Unidade de Bovinos da Auster Nutrição Animal, é fundamental controlar agentes patogênicos, manter um ambiente adequado e oferecer nutrição balanceada.  

“Entram nessa lista de preocupações os cuidados com agentes patogênicos, o manejo do ambiente onde os animais estão e a composição da nutrição oferecida”, explica Wiliam Tabchoury, engenheiro agrônomo e gerente da Unidade de Bovinos da Auster Nutrição Animal. 

Tabchoury destaca que o sucesso na produção leiteira está diretamente ligado ao cuidado com as bezerras nos primeiros meses de vida. O ambiente onde os animais permanecem deve ser mantido higienizado, pois nessa fase eles são mais vulneráveis a doenças. Além disso, a qualidade microbiológica do colostro, leite de transição, sucedâneos e água deve ser constantemente avaliada para evitar contaminações. Outros manejos essenciais incluem cuidados com recém-nascidos, colostragem e a cura do umbigo.  

A regulação da temperatura e a oferta de descanso adequado também são fatores essenciais. As bezerras devem permanecer em ambientes entre 18 e 25 graus e descansar cerca de 20 horas por dia. Para aprimorar o manejo, produtores podem utilizar a metodologia Cowsignals, que ajuda a identificar sinais das bezerras e encontrar oportunidades de melhoria. No aspecto nutricional, é necessário um plano alimentar completo, pois essa é a fase mais exigente em termos de nutrição na fazenda.  

 





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